terça-feira, 30 de dezembro de 2008

A vizinha do lado...

Outra grande revelação dos últimos anos da música brasileira chama-se Roberta Sá. Tal qual Marina Elali, é natural de Natal no Rio Grande do Norte e também foi revelada no programa Fama da Rede Globo. Aos nove anos mudou-se para o Rio e abraçou a cidade, seus costumes e sua música.

Eclética, sempre ouviu de tudo, de Tom Jobim e Chico Buarque até o forró nordestino. Sua primeira apresentação em público aconteceu na sua escola de música, quando cantou Qualquer coisa do Caetano, em pânico, mas gostou bastante. Em 2002 se inscreveu e participou do programa Fama, sendo eliminada na quarta semana, mas, lá conheceu Felipe Abreu, que a incentivou em seu primeiro show e em fitas demo para apresentar nas gravadoras. E foi ao deixar fitas demo nas gravadoras que o autor Gilberto Braga a ouviu, gostou e a convidou para gravar A vizinha do lado, de Dorival Caymmi, para entrar na trilha da novela Celebridade em 2003, tornando-a conhecida nacionalmente.

Em 2004 com o apoio de Fernanda Abreu e participação do Ney Matogrosso, lança seu primeiro disco: Braseiro. Roberta logo alcança destaque entre as revelações da música brasileira e, num país de grandes divas, caminha para compor esse elenco maravilhoso, o que se comprova em seu disco posterior: Que belo estranho dia para se ter alegria. Desses trabalhos, destacam-se entre outras, canções como Pelas tabelas, Valsa da solidão, Braseiro, O pedido, Alô fevereiro, Janeiros, Belo estranho dia de amanhã, Cansei de esperar você, etc.

É interessante percebermos que apesar da crise de criatividade musical, do aparecimento de novos e bons talentos, nomes como Roberta Sá se revelam como pérolas e comprovam que temos grandes artistas país afora batendo nas portas do sucesso!

Um forte abraço a todos!

domingo, 28 de dezembro de 2008

A natureza das coisas

Essa canção é a cara do Nordeste. Como gosto desse tipo de música que consegue trazer consigo uma mensagem pura e direta! Uma filosofia nordestina compreendida nos quatro cantos do mundo sem dificuldades e com uma linguagem típica de um povo trabalhador e otimista!

Imortalizada por Santana, o cantador e mais adiante por Flávio José e Elba Ramalho, foi composta por esse grande nome da composição nordestina Accioly Neto (que em breve homenagearei na série os compositores do Brasil).

Retrata o otimismo em tons nordestinos com passagens do cotidiano e das paisagens dessa terra amada do Brasil! Prova que as tempestades são passageiras em nossa vida e o que devemos sempre é manter o equilíbrio emocional das coisas, consciente de que os períodos difíceis também passarão, assim como os bons. E, mesmo que adiante tenhamos mais uma ladeira para subir, podemos nos apoiarmos em boas coisas que temos ao nosso redor e que nos darão ânimo na subida. Para mim, uma das coisas mais lindas que ouvi nos últimos anos em termos de filosofias musicais:

A natureza das coisas
(Accioly Neto)

Oh! chá lá lá lá lá lá lá
Oh! chá lá lá lá lá lá lá
Oh! chá lá lá lá lá lá lá
Oh! coisa boa é namorar...

Se avexe não
Amanhã pode acontecer tudo, inclusive nada
Se avexe não
A lagarta rasteja até o dia em que cria asas

Se avexe não
Que a burrinha da felicidade nunca se atrasa
Se avexe não
Amanhã ela pára na porta da sua casa

Se avexe não
Toda caminhada começa no primeiro passo
A natureza não tem pressa, segue seu compasso
Inexoravelmente chega lá...

Se avexe não
Observe quem vai subindo a ladeira
Seja princesa ou seja lavandeira
Pra ir mais alto vai ter que suar

Oh! chá lá lá lá lá lá lá
Oh! chá lá lá lá lá lá lá
Oh! chá lá lá lá lá lá lá
Oh! coisa boa é namorar...

Um forte abraço a todos!

sábado, 27 de dezembro de 2008

Na esquina ao vivo com João Bosco

Um dos discos mais bonitos que ouvi, lançado em 2001, resultado de um show feito em Juiz de Fora em dezembro de 2000. Produzido pelo próprio João Bosco, João Mário e Amaury Linhares, Na esquina ao vivo traz para aquela estante que ainda não possui um disco do João, o que de melhor foi feito em sua riquíssima carreira.

Um detalhe interessante: inicialmente esse disco teve seu lançamento duplo e depois foi compilado para um disco único, omitindo três faixas: Ditodos, Coisa feita e Holofotes. O que falar de clássicos da obra do João Bosco que se tornaram clássicos da música brasileira, presentes nesse disco como Desenho de giz, Memória da pele, Jade, Quando o amor acontece, O bêbado e a equilibrista e Papel machê?

Outras canções menos populares, porém indispesáveis do João também constam nesse trabalho como O ronco da cuíca, Odilê odilá, Nação, Incompatibilidade de gênios, Corsário e Linha de passe. Além das composições em parceria com seu filho Francisco Bosco, a faixa-título Na esquina, Enquanto espero, Mama palavra e Passos de amador.

O disco conta com a participação de Ana Carolina na faixa Mama palavra. João mostra através de trabalhos como esses porque é sempre cotado como dos melhores músicos do país. Interpretações de canções que embalaram gerações e fizeram o país pensar melhor sobre música através desse grande nome que possuímos!

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Roberto Carlos Especial 2008

E hoje, como se não bastasse a festa de Natal, temos o Roberto Carlos Especial, uma tradição de 34 anos que se repete para emocionar fãs como eu e do Brasil inteiro que vive repetindo versos românticos do maior artista da música brasileira de todos os tempos!

Nessa edição o rei revive seus eternos sucessos como Emoções, Outra vez e Jesus Cristo, além de dividir o palco com grandes nomes como Zezé di Camargo e Luciano, Neguinho da beija-flor, Rita Lee e Caetano Veloso. Com a Rita, faz um medley onde revivem canções do repertório de cada um, com temas semelhantes, num encontro histórico entre o rei e a rainha do rock. Com Caetano, revivem o grandioso trabalho realizado esse ano sobre a obra do Tom Jobim, além de um bate-papo entre os dois e algumas histórias marcantes em suas vidas! Tudo sob os arranjos marcantes e elegantes do maestro Eduardo Lages!

Sou suspeito em falar do Roberto, pois todos que me conhecem sabem que além de tudo, ele é meu referencial. Como se não bastasse esse programa-presente para fãs como eu, ainda levo o sentimento que todos que me conhecem, lembrarão da minha alegria nessa noite! E é essa a verdade: Roberto continua o mesmo cabeludo de sempre que aparece em nossa rua, em nossa casa e planta uma melodia de paz e felicidade em nossos corações! E não pense que isso são apenas palavras de um fã! Experimente ouvir algum disco do Roberto ou assisti-lo hoje em seu especial e perceberá que a residência tomará ares de felicidade!

Feliz Natal e um forte abraço a todos!

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Luz Divina

Estamos comemorando a semana do Natal e observando o Natal brasileiro, de uma sociedade miscigenada e cheia de contrastes, de favelas e de condomínios, de palácios e de barracos, de ricos e pobres, mas, sobretudo de um povo que tem fé no amanhã e luta por dias melhores, refletimos nossa postura diante de tudo isso!

O Natal existe pra ninguém ser triste como já foi dito. Entretanto nossa reflexão deve ir além de todos os sentimentos e repousar no bem que fazemos e que ainda precisamos melhorar! Nossas atitudes são reflexos de nossos sentimentos e tudo que está ao nosso redor tem ligação direta ou indiretamente com nossas ações! E sempre partimos da necessidade de haver Luz em nosso cotidiano para iluminar e abençoar nosso trabalho nessa caminhada, nos desviando das adversidades!

Com essa canção, o Blog Música do Brasil deseja a todos os amigos visitantes um Natal abençoado e que a estrela da árvore de natal seja a Luz que guie nossos caminhos durante toda nossa vida, a certeza de que Jesus é o amor vivo em nosso coração! Que não nos esqueçamos disso jamais: mesmo existindo presentes, confraternizações, panetone, peru, papai noel, decorações e com toda essa propaganda, o verdadeiro sentido do Natal é o nascimento do filho de Deus, a fé viva, a Luz que prova a existência contínua da paz!

Luz Divina
(Roberto Carlos e Erasmo Carlos)

Luz que me ilumina o caminho e que me ajuda a seguir
Sol que brilha à noite e a qualquer hora me fazendo sorrir
Claridade, fonte de amor que me acalma e seduz
Essa luz , só pode ser Jesus, Essa luz...

Raio duradouro que orienta o navegante perdido
Força dos humildes, dos aflitos, Paz dos arrependidos
Brilho das estrelas do universo, o seu olhar me conduz
Essa luz, é claro que é Jesus, essa luz

Sigo em paz no caminho da vida porquê
O caminho, a verdade a vida é você
Por isso eu te sigo, Jesus meu amigo

Quero caminhar do seu lado e segurar sua mão
Mão que me abençoa e me perdoa e afaga o meu coração
Estrela que nos guia, Luz divina, o seu amor nos conduz
Essa luz, é claro que é Jesus, essa luz...

Feliz Natal!!! Um forte abraço a todos!!!

domingo, 21 de dezembro de 2008

Clássicos Natalinos

"Bate o sino, pequenino, sinos de Belém..." "Noite feliz, Noite feliz..." Nessa época do ano ouvímos muito essas e outras canções e nos perguntamos: Quem nunca cantou um clássico natalino? É muito comum presenciarmos corais, cantatas e outras manifestações populares entoando verdadeiros hinos natalinos, canções que de tão tradicionais, se tornam imprescindíveis em qualquer repertório dessa época.

O que dizer de Bate o Sino, Natal Branco, Noite feliz, Natal das crianças, Jingle Bells rock ou O velhinho? Então é Natal do beatle John Lennon tornou-se clássico, bem como Imagine que mesmo sem ter tom natalino é um clássico da paz! Outro beatle, George Harrison, mandou bem em My Sweet Lord, mais um clássico. E o que dizer de What a wonderful world ou We are the world?

Aqui no Brasil também temos Assis Valente e a clássica Boas festas. Isso sem falar de outras canções que se enquadram bem nesse tema como O homem de Nazaré de Antônio Marcos ou as mensagens de Roberto e Erasmo como Luz Divina, Jesus Cristo, Pensamentos, Aleluia, Jesus Salvador, só pra citar algumas. Com certeza os corais terão muito trabalho nesse final de ano e um bom repertório é que não faltará para deliciarmos nossos ouvidos com clássicos que nos emocionam há anos!

Boas Festas
(Assis Valente)

Anoiteceu
O sino gemeu
A gente ficou
Feliz a rezar

Papai Noel
Vê se você tem
A felicidade
Pra você me dar

Eu pensei que todo mundo
Fosse filho de Papai Noel
Bem assim, felicidade, eu pensei que fosse
Uma brincadeira de papel

Já faz tempo que pedi,
Mas o meu Papai Noel não vem
Com certeza já morreu, ou então, felicidade
É brinquedo que não tem

Um forte abraço a todos!

sábado, 20 de dezembro de 2008

Nana Caymmi - Quem inventou o amor

Esse é pra quem ama o repertório do Caymmi por quem mais entende: sua filha Nana Caymmi. Gravado em 2007 sob a produção de José Milton e com arranjos de Dori Caymmi e Cristóvão Bastos, esse cd apresenta clássicos da obra de Dorival Caymmi interpretados pela voz inconfundível da Nana.

O que dizer de sua interpretação em Nem eu, Sábado em Copacabana, Nesta rua tão deserta, Você não sabe amar e Só louco, grandes clássicos não apenas do Caymmi, mas da música brasileira, na voz de uma das melhores intérpretes do Brasil? Sem falar de outras canções como Nunca mais, Não tem solução, Horas, Tão só, Desde ontem, Valerá a pena, Adeus, Saudade e Eu sem Maria, que mesmo sem ter tanta popularidade são igualmente bem tratadas por essa voz lindíssima!

Tá aqui então um grande disco com clássicos de um dos maiores nomes da música brasileira de todos os tempos que nos deixou esse ano, mas que estará presente pra sempre no bom gosto de quem aprecia seu trabalho e sua simplicidade, aqui retratados por sua filha e grande intérprete da música brasileira!

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Sonho de Ícaro...

Maurício Pinheiro Reis provavelmente não será lembrado ou conhecido com esse nome, mas Biafra ou Byafra, todos devem lembrar. Iniciou sua carreira ainda em 1970 em algumas bandas, como vocalista. Compositor de muitos temas de novelas globais, seus dois maiores sucessos foram Leão Ferido e Sonho de Ícaro.

Sob a influência de Beatles, Caetano Veloso, Milton Nascimento, Roberto Carlos, Fagner e outros, Biafra entrou em estúdio acompanhado de sua primeira banda: O circo. Gravou então seu primeiro disco em 1979, lançando seu primeiro sucesso radiofônico e tema de novela: Helena, tema de Marrom Glacê. Depois emplacou outros sucessos em novela como Vinho antigo, Aguardente, Seu nome, Machuca e faz feliz, Te amo, Fantasia real, Antes que eu te esqueça e Sonho de Ícaro.

Biafra segue fazendo shows pelo país afora e embora a mídia não abra muitas portas, seus sucessos serão revividos no repertório de artistas como Roberto Carlos, Ney Matogrosso, Simone, Chitãozinho e Xororó, Rosana, Chrystian e Ralf e Danilo Caymmi. Decidiu não lançar mais discos por conta da pirataria, mas sempre está com seu público cativo em shows que faz pelo Brasil, sendo carregado pelo aplauso de seus fiéis fãs!

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Por causa de você

Adiléia Silva da Rocha é o nome de uma das mais famosas cantoras e compositoras que o Brasil já teve: Dolores Duran. Começou a cantar muito cedo e já aos dez anos de idade, vencia programas de calouros como o de Ary Barroso. Aos 12 anos, com o falecimento de seu pai, teve que batalhar como calouro para sustentar a família.

Aos 16 anos adotou seu nome artístico. Sempre foi autodidata, cantando em várias línguas e na década de 40 é contratada para trabalhar na Rádio Nacional ao lado de pessoas como Ângela Maria e Chico Anísio. Gravou seu primeiro disco em 1952, abrindo caminhos para interpretações como Que bom será, Já não interessa, Outuno, Lama, Canção da volta, Bom querer bem, Praça Mauá, Carioca, entre oturas, oscilando entre sambinhas e canções dor-de-cotovelo, típicas da época.

O parceiro mais importante na carreira da Dolores foi Tom Jobim. Em 1957, Tom apresentou a Dolores uma melodia que levaria para Vinícius por letra. Em três minutos, Dolores pegou um lápis de sombrancelhas e desenvolveu a letra de Por causa de você, uma pérola da nossa música brasileira, regravada esse ano pelo rei Roberto Carlos, com um arranjo surpreendente do Eduardo Lages. Acho que nem Dolores imaginou isso um dia! Vinícius, como perfeito poeta e cavalheiro atendeu ao pedido da colega que ainda mandou: "Vinícius, outra letra é covardia..."

A partir daí, lançou outros clássicos na música brasileira como Estrada do sol (também parceria com Tom), Idéias erradas, Minha Toada, A noite do meu bem, Castigo, Olha o tempo passando, Ternura antiga, O negócio é amar, etc. Dolores partiu cedo demais, mas deixou uma obra linda e fascinante para todo amante da boa música! Algumas canções suas foram lançamentos póstumos como é o caso de Ternura Antiga, com Ribamar e O negócio é amar com Carlos Lyra! Muitos artistas já a interpretaram como Nelson Gonçalves, Simone, Altemar Dutra, Alcione, Maria Bethânia, Roberto Carlos, Gal Costa, Zizi Possi, Tom Jobim, etc. Fica aqui a singela homenagem a essa artista que já partiu há quase meio século, mas sua obra é imortal para sempre!

Um forte abraço a todos!

domingo, 14 de dezembro de 2008

Roberto Carlos e Caetano Veloso

Esse é o dvd do ano, o mais aguardado e muito marcante na história da música brasileira: Roberto Carlos e Caetano Veloso se reuniram em torno da obra do grande compositor do Brasil: Antônio Carlos Jobim. Gravado em agosto, em São Paulo, o projeto cd+dvd faz parte do melhor que existe em termos de comemorações pelos 50 anos de Bossa Nova. Um sonho que acalento há anos ver Roberto interpretando canções do Tom, mas confesso que ele foi além desse sonho de um singelo fã!

O show começa com as duas grandes vozes juntas desfilando sua admiração pela Garota de Ipanema. Em seguida, mais um clássico do Tom, Wave interpretado pela dupla de maior prestígio na música brasileira. Na sequência, Daniel Jobim, neto do Tom, com direito a chapéu de palha, interpretou Águas de Março, para então abrir a sequência solo do Caetano.

O baiano preferiu um Jobim mais lírico, pouco conhecido em algumas das canções apresentadas. É o caso de Por toda minha vida, Inútil paisagem e Caminho de pedra (presente apenas no dvd), esta última, Caetano confidencia que fez parte de sua adolescência com Elizeth Cardoso. Mas, também desfrutamos de canções mais populares em sua voz como as espetaculares Meditação e Ela é carioca, além de O que tinha de ser, numa interpretação de arrepiar. Com arranjos de Jacques Morelembaum e tendo o Daniel no piano, essa base de músicos segue até a interpretação instrumental de Surfboard, quando então há a troca de músicos para a chegada do rei!

No show, Tom apareceu tocando Estrada do sol em seu eterno piano enquanto havia a troca de músicos, que o dvd omitiu. E o rei entra em cena com Insensatez, já gravada em 1997 para seu disco em espanhol, aqui com um arranjo mais pulsante. Em seguida, Roberto conta a famosa história da letra da canção que interpreta na sequência: Por causa de você de Tom Jobim e Dolores Duran e uma interpretação de arrepiar, com um arranjo idem do grande Eduardo Lages. Tom aparece no telão num flashback do especial de 1978, quando intepretaram Lígia e Roberto emenda uma nova leitura, com direito a solo de Daniel Jobim. Há ainda Corcovado, Samba do Avião e Eu sei que vou te amar, todas emocionantes e com arranjos surpreendentes, bem a Roberto Carlos e com direito a declamação do Soneto da fidelidade no solo de Eu sei que vou te amar.

A noite é encerrada com quatro duetos: A felicidade, Se todos fossem iguais a você, Tereza da praia e Chega de saudade, as duas primeiras, vetadas pelo rei por não gostar do resultado final. Entretanto as duas seguintes reapresentam o duelo musical entre Dick Farney e Lúcio Alves, revivido aqui pelo baiano e pelo capixaba mais amados do país e Chega de saudade, com direito a côro do público que aplaudiu emocionado o melhor trabalho do ano, produzido pra fazer feliz a quem se ama!

Um forte abraço a todos!

sábado, 13 de dezembro de 2008

Luiz Gonzaga, eterno...

Se vivo, Luiz Gonzaga completaria 96 anos hoje. Ano passado comemoramos essa data e sempre será uma festa lembrar um nome tão importante para a cultura brasileira, sobretudo nordestina como foi o Gonzagão! Alguns cds e dvds mostram seu repertório preservado!

O trabalho de Gonzaga ecoa nos quatro cantos do Nordeste brasileiro, provando que é um artista eterno, embora tenha partido há quase vinte anos! Se você viajar pelo interior nordestino, encontra as belezas narradas pelo Gonzaga em seu repertório e, talvez naquela casinha lá naquele pé-de-serra distante, alguém esteja tocando ou cantando Gonzaga.

Uma das minhas primeiras lembranças era de ouvir meu avô, que era flautista, juntamente com seu irmão, tocando flauta e zabumba, desfilando os clássicos do Gonzaga! Hoje o Nordeste Brasileiro preserva a lembrança do mestre e acende uma fogueira em seu coração para celebrar seu nome que levou, onde foi suas raízes e seu amor à profissão! São muitas as canções que poderíamos lembrar nesse momento, mas ficamos com A Vida de viajante, tão marcante, tão atual, tão Nordeste, tão interior, tão Brasil...

A vida de viajante
(Luiz Gonzaga e Hervê Cordovil)

Minha vida é andar por esse país
Pra ver se um dia descanso feliz
Guardando as recordações das terras onde passei
Andando pelos sertões e dos amigos que lá deixei.

Chuva e sol, poeira e carvão
Longe de casa sigo o roteiro, mais uma estação
E alegria no coração.

Minha vida é andar por esse país
Pra ver se um dia descanso feliz
Guardando as recordações das terras onde passei
Andando pelos sertões e dos amigos que lá deixei.

Mar e terra, inverno e verão
Mostra o sorriso, mostra a alegria
Mas eu mesmo não
E a saudade no coração...

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Negro Anjo...

Mais um sambista de primeira, reverenciado durante o carnaval, tendo o nome artístico atrelado à sua escola de coração, Luís Antônio Feliciano Marcondes, ou simplesmente Neguinho da Beija-flor é uma das grandes vozes da escola carioca Beija-flor e um dos grandes nomes do samba brasileiro!

Dono de uma voz potente e afinada, Neguinho estreou como puxador de escola de samba em 1970, chegando a Beija-flor de Nilópolis em 1975, permanecendo até os dias atuais. Foi lá que criou o bordão "Olha a Beija-flor aí gente", que arrepia a todos os torcedores da escola, anunciando sua apresentação. Seu primeiro disco saiu em 1980 com sambas-enredo. Seus maiores sucessos são Os cinco bailes da história do Rio, Aquarela brasileira, Nervos de Aço, Divina, Negra Ângela, Talismã, Fé e raiz, Recomeço, Marina parte minha, Magali, Esmeralda, O campeão, Coração leviano, O mundo é uma bola, Samba pra seleção, A Deusa da passarela etc.

Neguinho é considerado um dos mais carismáticos intérpretes do carnaval carioca. Em 2005 lançou o Dvd Na cidade do samba, com a presença de vários puxadores de Escola de Samba, além de Sandra de Sá. Neguinho também estará no especial desse ano do rei Roberto Carlos, como convidado de sua majestade cantando alguns sucessos e, de quebra, levando a escola de qual o rei já afirmou que é devoto!

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Blog Música do Brasil - 1º aniversário!!!

Amigos, exatamente há um ano atrás, nascia esse espaço dedicado à música brasileira. Quando comecei, nem sabia aonde chegaria, como um bebê que nasce sem saber o que encontrará! Mas, encontrei amigos compreensivos que, com suas visitas e valiosos comentários enriqueceram esse modesto espaço da internet dedicado a arte musical de meu país!

Busquei falar dos mais variados artistas e alguns ainda citarei, demonstrando a riqueza e diversidade da nossa canção tupiniquim! Indiquei alguns discos que tenho e que gosto muito e, mais recentemente, começamos a abordar letras de canções! Algumas novidades virão, afinal 2009 promete, sobretudo pelo aniversário de 50 anos de carreira do rei Roberto Carlos!

São 220 postagens, aproximadamente 30.000 visitas e muitos amigos conquistados! Um ano passou e estamos apenas engatinhando, mas com a alegria de ter contribuido um pouco e, sobretudo de ter recebido vários presentes que celebramos em dias como esse: ganhamos visitas, comentários, incentivos, críticas, enfim, gente que veio aqui e nos ensinou a caminhar pelas estradas musicais desse país tão sofrido e amado, que tem a melhor música do mundo!

Meu muito obrigado a todos: Artistas, pela contribuição musical que nos dedicam; Amigos que comentam, por suas geniais participações; Amigos visitantes, obrigado por lerem ou apenas passarem por aqui e sentirem um pouco de música; Amigos que ainda virão, sejam sempre bem-vindos, enfim, Obrigado Senhor pela melhor música do mundo e por amigos que fazemos com essa Arte! E o primeiro pedaço do bolo vai pra vocês que estão aqui e fazem desse espaço mais um cantinho de amor, paz e muita música!

A montanha
(Roberto Carlos e Erasmo Carlos)

Eu vou seguir uma luz lá no alto
Eu vou ouvir uma voz que me chama
Eu vou subir a montanha e ficar
Bem mais perto de Deus e rezar

Eu vou gritar para o mundo me ouvir e acompanhar
Toda a minha escalada e ajudar
A mostrar como é
O meu grito de amor e de fé

Eu vou pedir que as estrelas não parem de brilhar
E as crianças não deixem de sorrir
E que os homens jamais
Se esqueçam de agradecer

Por isso eu digo:Obrigado, Senhor, por mais um dia
Obrigado, Senhor, que eu posso ver
Que seria de mim
Sem a fé que eu tenho em Você?

Por mais que eu sofra
Obrigado, Senhor, mesmo que eu chore
Obrigado, Senhor, por eu saber
Que tudo isso me mostra
O caminho que leva a Você

Mais uma vez
Obrigado, Senhor, por outro dia
Obrigado, Senhor, que o sol nasceu
Obrigado, Senhor , agradeço, obrigado, Senhor

Por isso eu digo
Obrigado, Senhor, pelas estrelas
Obrigado, Senhor, pelo sorriso
Obrigado, Senhor, agradeço, obrigado, Senhor

Mais uma vez
Obrigado, Senhor, por um novo dia
Obrigado, Senhor, pela esperança
Obrigado, Senhor, agradeço, obrigado, Senhor

Por isso eu digo
Obrigado, Senhor, pelo sorriso
Obrigado, senhor, pelo perdão
Obrigado, Senhor, agradeço, obrigado, Senhor

Mais uma vez
Obrigado, senhor, pela natureza
Obrigado, Senhor, por tudo isso
Obrigado, Senhor, agradeço, obrigado, Senhor...

Um forte abraço a todos!

domingo, 7 de dezembro de 2008

Natal Todo Dia com Roupa Nova!!!

Dezembro chegou e com ele, as festas de final de ano, as confraternizações, o Natal, o disco do Roberto (que falarei em breve), a árvore, as luzes, o panetone, o peru natalino, o queijo borboleta, enfim, tempo de reflexão e paz! Tempo de ouvir discos natalinos e para quem cobra discos de estúdio, aqui tem uma boa pedida para essa época: lançado ano passado, Natal todo dia é o disco com temas natalinos do Roupa Nova.

Produzido e dirigido pelo próprio grupo, com arranjos do maestro Eduardo Souto Neto, o disco aborda mensagens de paz e clássicos natalinos. A faixa título e a que abre o projeto é Natal todo dia. Na sequência, um clássico do Michael Jackson - Heal the world, como A paz, versão de Nando, baixista e também vocalista do grupo.

Uma sucessão de clássicos natalinos com Então é Natal, Natal branco e Noite feliz, para mais uma versão: Volte nesse Natal de David Gates, entoada em inglês (pelo próprio David) e em português com versão de Ricardo Feghali, tecladista, violonista e vocalista do grupo. Temos ainda Um Anjo muito especial e mais dois clássicos norte-americanos entoados na língua americana: My Sweet Lord do beatle George Harrison e What a wonderful world, imortalizada por Louis Armstrong. O projeto é finalizado com O velhinho, No fundo do coração e Day by day, essa última também em inglês!

É um disco lindo, com clássicos de amor e paz, como mencinoado! Com direito a fotos dos integrantes do grupo quando crianças, sinos, corais e efeitos, todos esses temas citados deixam nosso cotidiano com essência natalina e com a marca de extrema qualidade chamada Roupa Nova, sendo indispensável em toda cesta de Natal!

Um forte abraço a todos!

sábado, 6 de dezembro de 2008

Eduardo Lages no Recife!!!

Amigos, ontem vivi um dos momentos mais marcantes da minha vida! Quem me conhece sabe que sou apaixonado pela música brasileira, sobretuto a romântica! Sabem da minha "devoção" pelo rei da música brasileira. E sabem da minha extrema admiração por Eduardo Lages.

Eram 20:00 hrs. Já me encaminhava, juntamente com minha noiva, para o show no Chevrolet Hall. Uma hora antes, vi na Tv local, Eduardo ensaiando e o coração bateu mais forte, afinal, seria meu primeiro show. Esperava um contato dele para quem sabe realizar o sonho de conhecê-lo, mas compreendia que por sua extrema ocupação, talvez isso não acontecesse. De repente o celular toca e minha noiva atende. Páro o carro e recebo, diretamente da Camille Lages (a filha do Eduardo), o comunicado que iria ao camarim conhecer seu pai! A noite começava com a felicidade de um menino lá do interior, super emocionado!

Os portões se abriram às 21:30 e o show começou mais ou menos às 22:15, com uma abertura semelhante ao Dvd Com amor para a entrada do Eduardo, que estava acompanhado de quatro músicos de Pernambuco nas cordas. O repertório seguiu com De tanto amor, Chega de saudade, Vista a roupa meu bem, Como é grande o meu amor por você, Macartur Park, Cama e mesa, O calhambeque, E por isso estou aqui, The more i see you, Gatinha Manhosa, Você, Cavalgada e encerrou com Emoções. O pessoal pediu e Eduardo voltou para executar as canções Eleanor Rigby, Detalhes, O caderninho e bis em Como é grande o meu amor por você. A platéia estava animada com sua interpretação. Dançava, cantava em côro, aplaudia, ovacionava o maestro presente na maior casa de shows da América Latina. (Dizem, não sei se é a maior, mas é enorme mesmo)!

Bom, no camarim, realizei um sonho: encontrei o Eduardo, batemos fotos, conversamos sobre seus discos, sobre o Roberto, sobre a música. Ele é um cara extremamente atencioso e humilde. No palco, mencionou o pessoal amigo de seu blog e ainda pediu pra me ver, me citando como o pernambucano que mais participa de seu site. Apesar de apresentar esse simples relato, me faltam palavras para agradecer esse momento lindo que Deus me proporcionou através de um de seus mais afinados instrumentos brasileiros: Eduardo Lages. E, diante de tantas emoções vividas e guardadas nos lugares mais cuidados pelo coração, só peço a Deus que o conceda saúde e paz, para que continue sendo o grande exemplo como artista e como ser humano que é!

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Ela só quer, só pensa em namorar...

Marina Dantas de Sousa Elali é o nome de uma das mais talentosas cantoras da nossa música contemporânea. Natural de Natal/RN, Marina traz música no sangue, pois é neta do compositor Zé Dantas, que tantos clássicos criou com Luiz Gonzaga. Aos oito anos já participava de corais e sua revelação se deu no programa Fama da Rede Globo.

Mesmo não sendo a vencedora do programa, muitos viam ali mais uma grande intérprete, muito carismática. Marina ousou ao gravar seu primeiro disco, com um sucesso do rei Roberto Carlos, a canção Você de 1974, que já havia sido regravada também por grandes cantoras como Claudette Soares e Maria Bethânia. Também explodiu no país com a canções em inglês como One Last Cry e, mais recentemente, a versão em inglês de Xote das meninas - All she wants. Mas, também percorre o caminho inverso, traduzindo a canção Puedes llegar, tema das Olimpíadas de 1996 na voz de Glória Estéfan, resultando em Eu vou seguir.

Marina representa uma revelação da nossa música nos últimos anos. Considero uma intérprete talentosíssima e com propriedades suficientes para alcançar vôos mais altos em sua carreira artística, alcançando o ponto onde residem seus grandes ídolos na atualidade!

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Os compositores do Brasil - 9

Outro grande compositor da nossa recente música brasileira: Altay Veloso. São mais de 450 canções gravadas pelos mais variados intérpretes: Elba Ramalho, Daniel, Roberto Carlos, Nana Caymmi, Fagner, Zizi Possi, Leonardo, Jorge Aragão, Wando, Alcione, Emílio Santiago, Alexandre Pires, etc.

Neto de acordeonista, Altay compõe desde os anos 70. Mas, foi na década de 90 que se tornou notório, com suas criações presentes nos discos desses e outros grandes intérpretes da nossa canção! Altay também gravou disco como intérprete nos anos 80, retornando no final da década de 90, já com seu próprio selo e estúdio. Além de compor e cantar, também encontra tempo para compor corpo de jurados (como nos prêmios Sharp e Tim), vinhetas, trilhas sonoras e contrução de ópera, como "O Alabê de Jerusalém" num trabalho caprichado e elogiado pela crítica!

Sempre que alguém escutar canções como 40 anos, Dito e feito, Dez a um, Interfone, Declaração de amor, Entra e sai de amor, Farol das estrelas, Absoluta, Renascer, Parabéns, Entidade, entre outras que já tocaram nas rádios e permearam a obra de mais um grande compositor brasileiro, saberão que ali está presente toda sensibilidade e criatividade de seu valioso trabalho!

Um forte abraço a todos!

domingo, 30 de novembro de 2008

Nuvem negra

Há dias em que estamos mal humorados, afinal somos seres humanos que enfrentamos estresses, contrariedades cotidianas ou apenas uma noite mal dormida que nos deixa mal naqueles momentos! É o que apresenta essa canção do Djavan, eternizada pela Gal Costa.

Nuvem negra relata um mal humor extremo, exibindo detalhes e atitudes que comprovam esse sentimento. Mas, a canção aponta para uma luz, dias melhores virão! E em nossa vida não é diferente, pois os momentos ruins como os bons também passam como as nuvens carregadas!

Nuvem negra
(Djavan)

Não adianta me ver sorrir
Espelho meu, meu riso é seu
Eu estou ilhado

Hoje não ligo a Tv
Nem mesmo pra ver o Jô
Não vou sair, se ligarem não estou

À manhã que vem
Nem bom-dia eu vou dar
Se chegar alguém
A me pedir um favor eu não sei
Tá difícil ser eu
Sem reclamar de tudo!

Passa nuvem negra, larga o dia
E vê se leva o mal que me arrasou
Pra que não faça sofrer mais ninguém

Esse amor que é raro e é preciso
Pra nos levantar me derrubou
Não sabe parar de crescere doer

Um forte abraço a todos!

sábado, 29 de novembro de 2008

Luiz Gonzaga - Danado de bom

Saudade, na música brasileira, tem alguns significados, alguns nomes como Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Tim Maia, Dorival Caymmi, Elis Regina, enfim, tantos artistas grandiosos quanto Luiz Gonzaga. E essa saudade é saciada em parte com os fonogramas e vídeos que essas estrelas nos deixaram de herança! É o caso desse grande dvd lançado em 2003, contendo o show que Luiz Gonzaga e convidados fizeram na Rede Globo em 1984 e alguns extras.

O show começa com trecho de A volta da Asa branca, emendando com Danado de bom, que dá nome ao espetáculo e que não deixa nenhum forrozeiro parado. Na sequência, Terra vida e esperança, seguida de Aproveita gente, com a participação do sanfoneiro Sivuca. Pense n´eu é o primeiro encontro emocionado com outro saudoso: Gonzaguinha, pai e filho cantando a união de seu povo!

Sete meninas traz Dominguinhos, que aprendeu e acompanhou Gonzaga em grandes shows. Sebastiana, apresenta a forrozeira Guadalupe para mais um dueto, sendo seguida de mais um clássico de Gonzaga: Pagode Russo. Fagner, que havia gravado um disco inteiro com Gonzaga, reviveu alguns clássicos em vídeo: fomos privilegiados com Respeita Januário, Riacho do navio e Forró no escuro.

Elba Ramalho também atendeu ao chamado do mestre para dividir os vocais em Sanfoninha Choradeira. O clássico Boiadeiro também se fez presente, encerrando a noite com Asa branca, com direito a volta ao palco de Fagner, Sivuca e Guadalupe. Nos extras, duetos com Gonzaguinha e trechos do Globo Repórter com Gonzagão voltando à sua terra, Exu/PE. Ainda conferimos imagens dos anos 50 de Gonzaga e uma apresentação sua com coral interpretando Maria de Ary Barroso, na década de 70.

Nesse show, Gonzaga se dispede de seu público. Afirma que está encerrando sua carreira e que se dedicaria à sua família. Graças a Deus, ele nunca se foi, nem depois de sua partida para o andar superior, onde toca para os anjos e para nós, que eternamente o consideramos o rei do baião!

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Mas quem disse que eu te esqueço...

O mundo do samba é agraciado por grandes figuras nesse país, afinal é esse um dos ritmos mais conhecidos e cultuados lá fora. Quem escuta falar de Brasil, logo associa aos ritmos Bossa Nova e ao Samba carioca. E, dentro desse universo temos os mais variados artistas como uma senhora, uma diva, uma Dona, Yvonne Lara da Costa.

Natural do Rio de Janeiro, a cantora e compositora D. Yvonne Lara veio de uma família humilde. Foi criada por tios, com os quais aprendeu a tocar cavaquinho e ouvir samba. Mais tarde, chegou a ter aulas de canto com Lucila Villa-Lobos, recebendo elogios do esposo dessa, o maestro Villa Lobos. Sua consagração veio nos anos 60, embora tenha composto canções em décadas anteriores, quando tornou-se a primeira mulher a fazer parte da ala de compositores de escola de samba. Atualmente, desfila pela Império Serrano.

Formada em enfermagem, atuou na profissão até meados dos anos 70, quando passou a dedicar-se exclusivamente à carreira artística. Entre os artistas que já gravaram D. Yvonne, temos Caetano Veloso, Cauby Peixoto, Gal Costa, Maria Bethânia, Beth Carvalho, Gilberto Gil, Clara Nunes, Paulinho da Viola, entre tantos que já se renderam às suas composições, algumas em parceria com Hermínio Bello de Carvalho ou Délcio Carvalho. Entre elas, podemos citar: Sonho meu, Mas quem disse que eu te esqueço, Minha verdade, Minha raiz, Sorriso e criança, Tendência, Serra dos meus sonhos dourados, Se o caminho é meu, Alvorecer, Alguém me avisou, Força da imaginação, etc.

Sem sombra de dúvidas, aqui está mais uma artista motivo de orgulho para seu povo, com sua batalha, seu amor cantado em suas letras, em seus sambas alegres e românticos que embelezam nossos carnavais e elevam nosso estado de espírito!

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Fogo e paixão

Wanderley Alves dos Reis é o Wando, mais um cantor romântico com o qual a música brasileira é prestigiada. Natural de Cajuri/MG, é formado em violão erudito e fez muito sucesso no país, sobretudo nos anos 70 e 80, quando foi regravado por artistas como Roberto Carlos e Nelson Gonçalves.

Wando foi um cantor da noite, aprendeu bastante com essa escola. Pouco tempo depois, começou a compor suas próprias canções. Já em São Paulo, teve uma canção gravada por Jair Rodrigues: O importante é ser fevereiro. Em 1975, após alguns compactos e LPs gravados, estourou em todo país com a canção Moça. É um fato bastante curioso na vida artística do Wando: começou cantando e compondo sambas, mas do segundo disco em diante, optou pelo gênero romântico, com o qual se apresenta até hoje.

Mais tarde, suas composições ganham ares mais sensuais, o que lhe rende o título de cantor mais erótico do país, mas nada sem apelações vulgares. E contribui para esse título, atirando para suas fãs, calcinhas em seus shows. Seus maiores sucessos são: A menina e o poeta, Eu acho que estou perdendo você, Fogo e paixão, Moça, Safada, Estou apaixonado, Deixa eu te amar, Nas curvas do teu corpo, etc. É sem sombra de dúvida mais um cantor romântico, distante da mídia, mas presente no incosciente brasileiro dos fãs que o cultuam país afora.

Um forte abraço a todos!

domingo, 23 de novembro de 2008

Pagu

Verão chegou e o culto ao corpo e à estética volta à tona. Rita Lee e Zélia Duncan deram seu recado a esse exagero todo que a sociedade cria, rotulando algumas pessoas! Não vamos entrar no mérito da discussão que cuidar do corpo é importante, sobretudo para a saúde. Em um país onde os números de obesos, hipertensos e diabéticos, se elevam a cada pesquisa, é preciso ficar de olho nos quilinhos a mais!

Entretanto, o ser feminino é muito superior a um corpo "sarado". A inteligência e sua força estão na alma, no pensamento, nas atitudes, etc. E infelizmente a sociedade cria rótulos e padrões de beleza, surtindo um efeito negativo: o da exclusão e da depressão de algumas pessoas que não se enquadram nesse modelo.

Mas, as inteligências de Rita e Zélia foram fuminantes ao comporem essa canção que fala muito mais que minhas meras palavras. O título dessa canção é em homenagem à figura literária do modernismo Patrícia Rehder Galvão, escritora e jornalista brasileira, mais conhecida como Pagu, uma mulher a frente de seu tempo que enfrentou escândalos na sociedade ao casar-se com Oswald de Andrade, separado de Tarsila Amaral. Além de envolvimentos com o comunismo chegando até a ser presa.

Pagu
(Rita Lee e Zélia Duncan)

Mexo, remexo na inquisição
Só quem já morreu na fogueira
Sabe o que é ser carvão

Eu sou pau prá toda obra
Deus dá asas à minha cobra
Minha força não é bruta
Não sou freira, nem sou puta...

Porque nem toda feiticeira é corcunda
Nem, toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho que muito homem

Sou rainha do meu tanque
Sou Pagu indignada no palanque
Fama de porra louca
Tudo bem, minha mãe é Maria Ninguém

Não sou atriz, modelo, dançarina
Meu buraco é mais em cima

Porque nem toda feiticeira é corcunda
Nem, toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho que muito homem...

Um forte abraço a todos!

sábado, 22 de novembro de 2008

Zizi Possi - Pedaço de mim

Não vejo problema algum em indicar algum disco ao vivo ou coletânea, pois neles encontramos os grandes hits dos artistas que admiramos e geralmente por preços mais acessíveis! Claro que o grande fã do artista considera esse projeto dispensável, mas algumas coletâneas como essa explorada hoje apresentam além da excelente seleção de repertório, um material gráfico bem trabalhado, além de fotos inéditas, tornando-se mais atraente em toda coleção de qualquer fã!

Lançado em 1998, O melhor de Zizi Possi - Pedaço de mim mescla sucessos recentes da diva em italiano, com seus mais populares e antigos sucessos de início de carreira, passando por várias fases desta. A faixa-título do cd é também a que abre o projeto com Zizi e Chico Buarque numa gravação original de 1979, que apontou horizontes para a então iniciante Zizi. Em seguida, o clássico italiano Per Amore que também se tornou um clássico na obra dessa grande intérprete.

Meu bem-querer de Djavan ganha a suavidade de sua interpretação, seguida de Eu velejava em você, composição de Eduardo Dusek e, Papel Machê, de João Bosco. Na sequência, Noite e Asa morena que é, talvez, sua interpretação mais conhecida, bem como Caminhos do Sol e A paz, de Gil e Donato. Mundo cruel, já não é tão conhecida, porém Perigo foi seu maior sucesso radiofônico. Lindo também é a interpretação de Zizi para Tempos modernos de Lulu Santos, bem como Mais Simples e Ho capito che ti amo, que encerram o disco.

A obra da Zizi apresenta uma grande intérprete eclética e uma voz apreciada por tantos que apreciam seus sucessos e se deliciam com canções lindíssimas como algumas apresentadas nesse projeto que nos oferece Zizi Possi em todas as fases e ritmos!

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Quando o segundo sol chegar...

Outro ex-titã que brilha em sua carreira solo, como cantor e excelente compositor já há alguns anos é José Fernando Gomes dos Reis, o grande Nando Reis. Natural de São Pulo, após se desligar da banda que lhe deu alicerce como músico, quando já compunha paralelamente para a própria banda e para outros artistas, segue acompanhado pela banda Os infernais.

Não é a toa que Nando já era considerado grande, antes de tomar carreira solo. Como compositor fez grandes hits para artistas como Marisa Monte, em Diariamente, e Cássia Eller, em O segundo sol e Relicário. O que falar de É uma partida de futebol e Resposta, gravada pelo Skank? Outros sucessos como Ao meu redor e Dois rios, além das composições para os Titãs como Marvin, Pra dizer adeus, Os cegos do castelo, Homem primata, entre tantas outras, colocam Nando no patamar dos grandes compositores brasileiros e em um dos melhores da nova geração!

Sem sombra de dúvidas, como já afirmado acima, Nando é um dos grandes nomes da música brasileira contemporânea. Seu público jovem cada vez mais aprecia seu trabalho e a cada instante adquire mais admiradores à sua arte de cantar, tocar e compor. Mas, Nando não escolhe suas influências que vão desde Roberto Carlos até Wando, o que caracteriza sua pluraridade cultural na hora de compor e interpretar suas canções que tanto emocionam país afora!

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Cada toada representa uma saudade...

Esse blog tem hoje a honra de prestar uma singela homenagem a esses dois artistas lendários de nossa música brasileira, específicamente sertaneja raiz! Ninguém cantou mais o interior brasileiro que João Salvador Perez e José Perez, nossos Tonico e Tinoco.

Nascidos em uma fazenda no interior de São Paulo, Botucatu foi o palco do nascimento dos dois maiores caipiras do país, que nunca se desprenderam de suas raízes! Na década de 30, ainda adolescentes, já cantavam interior a dentro. Gravaram e lançaram seu primeiro disco em 1944 com o sucesso Em vez de agradecer.

Sem sombra de dúvida, esses são as maiores influências dos atuais sertanejos e quando se fala em música caipira, autência do interior de nosso país, não podemos jamais esquecer deles e de seus eternos sucessos como Chico Mineiro, Chalana, Moreninha linda, Adeus Mariana, Mourão da porteira, Tristeza do Jeca, Boiada Cuiabana, O cio da terra, O menino da porteira, Cabocla, Chitãozinho e Xororó, Canoeiro, Rei do gado, Saudade da minha terra, Canta moçada, entre outros.

Eis aqui dois autênticos brasileiros que cantaram tão bem seu interior, suas raízes, seus amores, de forma tão simples e verdadeira, mostrando a sinceridade de um povo. Tonico partiu em 1994 e Tinoco segue cantando os sucessos da dupla, agora na companhia de seu filho Tinoquinho. A dupla faria 70 anos de carreira em 2006, um trabalho simples e respeitável por todos nós!


Um forte abraço a todos!

domingo, 16 de novembro de 2008

Tente outra vez

A canção da música brasileira que nos levará a refletir por essa semana vem de Raul Seixas e Paulo Coelho, numa das mensagens mais otimistas e incentivadoras do nosso cancioneiro. Tente outra vez foi bastante regravada recentemente como forma de lembrar o Raul e também de demonstrar que sua mensagem é sempre atualíssima!

Todos nós temos nossos momentos de luta, de desânimo, de desafios, perdas e ganhos! E a música brasileira mostra, através de letras como essa, que devemos sempre seguir em frente, com a fé que temos em Deus, nos homens, na vida, na natureza, em nós mesmos! É o que diz a canção do Raul. E porque não pensar assim?

Tente outra vez
(Raul Seixas, Marcelo Motta e Paulo Coelho)

Veja! Não diga que a canção está perdida
Tenha em fé em Deus, tenha fé na vida
Tente outra vez!

Beba! Pois a água viva ainda tá na fonte
Você tem dois pés para cruzar a ponte
Nada acabou! Não! Não! Não!

Tente! Levante sua mão sedenta e recomece a andar
Não pense que a cabeça agüenta se você parar
Não! Não! Não!Não! Não! Não!

Há uma voz que canta, uma voz que dança
Uma voz que gira bailando no ar...

Queira! Basta ser sincero e desejar profundo
Você será capaz de sacudir o mundo. Vai!
Tente outra vez!

Tente! e não diga que a vitória está perdida
Se é de batalhas que se vive a vida
Tente outra vez!...

Um forte abraço a todos!

sábado, 15 de novembro de 2008

João Gilberto - Eu sei que vou te amar

Um dos discos preferidos que tenho é esse: João Gilberto ao vivo - Eu sei que vou te amar! Em época de comemoração pelos 50 anos da Bossa Nova, nada mais apropriado. Demorei pra ter um disco do João, primeiro porque sua discografia é meio rara, segundo porque queria um disco que reunisse suas maiores interpretações, o que não é tão fácil! Entretanto, nesse álbum podemos afirmar que estão algumas de suas maiores interpretações, afinal, qual interpretação sua não é maior?

Confesso que fiquei apreensivo quanto a ouvir João. Por ser um disco voz e violão, pensei: ou eu adoro como muitos ou odeio, por não compreendê-lo. O resultado foi surpreendente: Uma divisão de voz perfeita e um violão com uma batida única e dissonantes lançados aos ouvidos dos apaixonados pela boa música! Apaixonante!

João abre o show com Eu sei que vou te amar, de Tom e Vinícius, os dois compositores que mais tiveram sucesso em sua voz e, sem sombra de dúvidas, seus preferidos. Temos mais Tom em Desafinado, para então surgir a suavidade perfeita na interpretação da obra de Caymmi em Você não sabe amar, que só o João sabe interpretar com toda aquela doçura.

Tom alternadamente aparece no show com Fotografia, Meditação, Se é por falta de Adeus, Chega de Saudade, Corcovado e O amor em paz. Caymmi também reaparece em Rosa Morena e Lá vem a Bahia. Outros clássicos do repertório do João surgem com Pra que discutir com Madame, Isto aqui o que é?, Da cor do pecado, Guacyra, A valsa de quem não tem amor, Estate e Aos pés da cruz. Os fonogramas foram colhidos de um show para a Tv Cultura em 1994.

Acredito que existe aquele que não gosta dele, mas confesso que é muito bom, fascinante admirá-lo e contemplar sua obra que beira à perfeição, com sua batida, sua dissonância, sua interpretação única!

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Lembro só das vezes que te amei demais

Ela é tida como a mais famosa afilhada musical do rei Roberto Carlos e no final da década de 70 e por toda década de 80 foi um estouro nas rádios com suas gravações e interpretações que emocionaram o país. Desde criança já pensava em música, pois aos quatro anos ganhou um piano de seu pai e teve auxílio de seu avô nas primeiras notas e acordes.

Seu pai era amigo do Roberto, com quem já convivia e que seria peça fundamental em sua carreira artística. Sempre foi a número um da sala onde estudava e já aos doze anos mostrou suas composições ao rei da música brasileira. Roberto a indicou para fazer um teste em sua gravadora e obteve aprovação, gravando sua primeira canção Tão só!

E no ano seguinte recebeu de presente de aniversário do rei a canção mais marcante de sua carreira e o primeiro sucesso nacional: Lembranças! Essa canção rendeu mais de um milhão de cópias e seis meses no topo da parada de sucessos. Em 1980, outro presente do rei, a canção Cedo pra mim, além das canções de sua autoria que começavam a entrar nas trilhas de novelas globais.

Outros sucessos sucederam nos anos 80 como O amor é nosso, Ah esse amor, Até quando, Sempre me faz bem, Todo o prazer, Desejos, Uma voz no coração, Me ensina o que fazer, Coração ferido, Idas e voltas, Quando o amor acaba, De carona na felicidade, entre tantos, sem falar em um novo e estrondoso sucesso nacional na década de 80 que foi Qualquer jeito, versão de Roberto e Erasmo!

Kátia, além da grandiosa cantora romântica que representa, mostra através de sua arte e figura humana que podemos vencer diversos obstáculos em prol dos nossos objetivos! Seria legal se a mídia abrisse mais espaço para artistas como esses que provam, através de sua musicalidade, que o amor atravessa barreiras e está na voz do povo!

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Eu vou te dar amor maior e mais profundo...

Mais um dos cantores mais populares desse país, amado por uns, ignorado por outros, a verdade é que Reginaldo Rossi já está há mais de 40 anos seguido por uma legião de fãs que o deram a coroa de rei do brega, título esse que ostenta com muito orgulho! Sem falar que este é um dos campeões de covers no Brasil.

Antes de ser cantor, Reginaldo estudou matemática e engenharia, mas abraçou sua arte e dedicou-se integralmente a ser cantor e compositor. Rossi iniciou sua carreira cantando iê-iê-iê, com seu primeiro sucesso O pão em 1964. Participou da Jovem Guarda e fez vários sucessos populares, se consagrando como cantor romântico ou brega. Rossi define isso como um estilo como outro qualquer e não da forma pejorativa como tantos defendem! Afirma que canta sucessos em francês, inglês e italiano que se convertessem suas letras para o português, soariam como cafona, algo puramente hipócrita, como define!

Seu sucesso veio mesmo na década de 70 com Mon Amour, meu Bem, ma Femme, já regravada dezenas de vezes pelos mais diversos artistas. Curioso é que embora tenha passado muito tempo esquecido pelo público sulista, Rossi sempre esteve no auge no Norte e Nordeste do país, especialmente divulgando as belezas do Recife e Região, a quem se define como um apaixonado! Em meados dos anos 90, foi redescoberto pela mídia com o ressurgimento da canção Garçom, que fez mais sucesso por essa época que quando foi lançada em 1987.

Outros sucessos memoráveis de Reginaldo Rossi são A raposa e as uvas, Namoradinha de um amigo meu, A volta, Amanhã, As quatro estações, Deixa de banca, Esqueça, Eu devia te odiar, Eu não presto mas eu te amo, Garçom, Itamaracá, Leviana, Na hora do adeus, O dia do corno, Recife minha cidade, Se meu amor não chegar, Tô doidão, Volta, Tenta esquecer, entre tantos outros que sempre estiveram presentes no rádio, nas casas de seus fãs e nos repertórios dos cantores da noite do país afora.

Como conterrâneo do Reginaldo, afirmo que seu sucesso é algo constante e que merece respeito, quando não reverências, afinal de contas são muitas pessoas que pegam sua cervejinha e se dão o prazer de cantar junto com o rei do brega sucessos populares que tão bem contam os amores e desamores de um povo apaixonado! E essa coisa de brega ser algo menor é pura balela como ele defende tão bem através de sua musicalidade!

Um forte abraço a todos!

domingo, 9 de novembro de 2008

Volta ao começo

Gosto do Fábio Jr., seja como compositor, como intérprete, como grande nome da nossa música brasileira, grande cantor romântico, afinal, romantismo anda meio escasso! Essa canção foi lançada na década de 80 e firmou-se como um clássico de seu repertório.

Muitas frases filosóficas em torno de um amor que não deu certo poderiam ser repetidas em nosso cotidiano, pois a letra traz muito a se aprender! Coisas como "Um campeão se mostra na derrota..." ou "A ferro e a fogo o amor marcas deixou..." são bastante profundas. E amores estão aí para serem vivenciados, reverenciados, pois crescemos com eles e mesmo quando não dão certo, é o que diz a canção: "A faca é cega, mas ainda corta..."

Volta ao começo
(Enrique Urquijo Prieto e Cláudio Rabello)

Todo caminho tem, tem ida e volta
E um coração, alguém que já amou
Um campeão se mostra na derrota,
Na força pra lutar quando já cansou

O quarto ainda é frio e a cama queima
Só de lembrar quem nela se deitou
Minha história é essa, esse é o problema
A ferro e a fogo o amor marca deixou

Toda saída tem a sua porta
O que se faz aqui se vê depois
A faca é cega, mas ainda corta
Quem disse o que já era ainda não foi

Estou morrendo aos poucos, esse é o preço
De amar quem nunca teve tal valor
Um dia ainda volto ao começo
E apago então as marcas desse amor...

Um forte abraço a todos!

sábado, 8 de novembro de 2008

Os ao vivo do Chico - 3

Com esse disco, encerramos a série Os ao vivo do Chico, apresentados em 04/03 e 15/05, com dois grandiosos discos ao vivo do Chico, Le Zenith e As cidades, respectivamente. O último cd ao vivo da série é o Carioca ao vivo, aqui representado pela capa do dvd, que foi mais feliz por apresentar o artista e não apenas sua sombra como no cd!

Com 28 canções, Carioca ao vivo duplo traz as composições mais recentes do Chico e alguns de seus inesquecíveis sucessos! Gravado no Tom Brasil em 2006 e no Canecão em 2007, o projeto tem produção e arranjos de Luis Cláudio Ramos, que dirige os shows do Chico já há alguns anos!

Recluso dos palcos até então, Chico inicia o show com Voltei a cantar de Lamartine Babo, emendando com Mambembe e Dura na queda. Na sequência, uma homenagem ao que Chico mais ama, depois da música e literatura: O futebol. Para matar a saudade de Clara Nunes, interpreta Morena de Ângola. A parceria com Ivan Lins é entoada em Renata Maria, sucesso mais recente de seu repertório e que reflete bem o Rio de Janeiro. Seguida de Outro sonhos, também do repertório mais contemporâneo.

Imagina, que Chico fez com Tom se fez presente, seguida de Porque era ela, porque era eu e o fox belíssimo Sempre, abrindo algumas questões temas de filmes. Lindo é ouvir Mil perdões que o Chico resgata. O primeiro disco ainda traz A história de Lily Braun, A bela e a fera, Ela é dançarina, As atrizes, Ela faz cinema e Eu te amo, essas duas últimas, de arrasar! O segundo disco traz como abertura Palavra de mulher, seguida de Leve, Bolero Blues, As vitrines (essa esteve nos três projetos ao vivo, coincidentemente), Subúrbio e Morro Dois Irmãos, canções meio desconhecidas do repertório mais recente do Chico, com exceção de As vitrines.

No último bloco, canções como Futuros amantes e Bye, bye Brasil levantam novamente a platéia, seguidas de Cantando no Toró, Grande hotel, Ode aos ratos e Na carreira, encerrando o espetáculo com os clássicos Sem compromisso, Deixe a menina, Quem te viu quem te vê e João e Maria. É mais um grandioso espetáculo desse que é sem sombra de dúvida o maior compositor da história da música brasileira, apresentando nesse show, seus sucessos mais recentes, mesclado com clássicos inesquecíveis de sua fascinante obra!

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Vem mostrar pra mim o seu calor...

Uma das grandes vozes baianas de todos os tempos: Margareth Menezes. Começou a cantar em corais religiosos ainda pequena. Aos quinze anos aprendeu violão e ao dezoito já atuava como atriz em peças teatrais de Salvador, começando a cantar aos vinte anos em barezinhos da cidade.

Estréia em shows já em 1985 e em 1987, com o advento da axé music e a participação feminina em trios elétricos tornou-se vocalista de trio do bloco 20 vê. Alcançando sucesso internacional expressivo, Margareth transita entre o axé e a mpb. É fascinante contemplar seu canto em canções mais intimistas, não muito comum em suas apresentações em trios.

Entre seus grandes sucessos, podemos destacar A luz de Tieta, Dandalunda, Faraó Divindade do Egito, Como tu, Chama ele, Balanço do mar, Luz dourada, Alegria da cidade, Me abraça e me beija, Miragem na esquina, Sou faraó, Pra você, Liberdade, Ilê que fala de amor, Haja amor, Balanço do mar, entre outras que expressam sua grandeza no palco e sua versatilidade nas interpretações e no canto de nossa música brasileira!

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Uma voz no ouvido...

Uma das promessas mais recentes da música brasileira traz no sangue harmonia e melodia veteranas! O filho de Elis Regina e César Camargo Mariano traz na voz a alma musical: Pedro Mariano é sem sombra de dúvida um dos grandes nomes da música brasileira contemporânea.

A primeira vez que subiu ao palco foi aos 12 anos em um festival de música, participando posteriormente de outros festivais com sua banda que se chamava Confraria. Em 1994, começa sua carreira solo com gravações próprias e jingles. Em 1995 participou de um tributo à sua mãe cantando alguns de seus sucessos e a partir disso não parou mais.

Em seu primeiro cd, adotou seu nome completo: Pedro Camargo Mariano, produzido por seu irmão João Marcelo Bôscoli e lançado em 1997. Posteriormente, Pedro começa a produzir seus próprios lançamentos e a contar com a participação de seu pai nos arranjos, como em 2003 quando lança o cd piano e voz, entre tantos outros que também obteve indicação ao Grammy.

Pedro navega entre compositores consagrados até nomes de sua geração como Lenine e Jair Oliveira. Entre seus maiores sucessos estão Voz no ouvido, Caminhos cruzados, Tudo bem, Pode ser, Triste, De repente, Caso sério, Você vai ver, Se eu quiser falar com Deus, É com esse que eu vou, Tudo certo, Preciso dizer que te amo, Dupla traição, O silêncio das estrelas, As curvas da estrada de Santos, entre tantas que ganham uma interpretação ímpar nessa voz suave que a música brasileira tem para apreciar!

Um forte abraço a todos!

domingo, 2 de novembro de 2008

O homem

Em 1973, Roberto Carlos e Erasmo Carlos fizeram uma canção que diz muito sobre Jesus, sobre a vida, sobre os mistérios além da vida... Com um certo teor espírita, a canção O homem oferece uma reflexão sobre os ensinamentos cristãos e sobre a fé, apontando nossa existência como um processo contínuo, não cessando com nossa passagem para outro plano.

É o que podemos comprovar no trecho: "Além da vida que se tem, existe uma outra vida além e assim, o renascer, morrer não é o fim..." Uma mescla de esperança e otimismo em uma letra de pura exaltação e amor às palavras e ensinamentos do Filho de Deus no meio de nós, amor em forma de canção...!

O homem
(Roberto Carlos e Erasmo Carlos)

Um certo dia um homem esteve aqui
Tinha o olhar mais belo que já existiu
Tinha no cantar uma oração
E no falar a mais linda canção que já se ouviu.

Sua voz falava só de amor
Todo gesto seu era de amor
E paz, Ele trazia no coração.

Ele pelos campos caminhou
Subiu as montanhas e falou do amor maior.
Fez a luz brilhar na escuridão
O sol nascer em cada coração que compreendeu

Que além da vida que se tem
Existe uma outra vida além e assim...
O renascer, morrer não é o fim.

Tudo que aqui Ele deixou
Não passou e vai sempre existir
Flores nos lugares que pisou
E o caminho certo pra seguir

Eu sei que Ele um dia vai voltar
E nos mesmos campos procurar o que plantou.
E colher o que de bom nasceu
Chorar pela semente que morreu sem florescer.

Mas ainda é tempo de plantar
Fazer dentro de si a flor do bem crescer
Pra Lhe entregar quando Ele aqui chegar

Tudo que aqui Ele deixou
Não passou e vai sempre existir
Flores nos lugares que pisou
E o caminho certo pra seguir...

Um forte abraço a todos!

sábado, 1 de novembro de 2008

Joanna Todo Acústico

E hoje estaremos contemplando o álbum acústico de Maria de Fátima Gomes Nogueira, nossa Joanna, uma das cantoras mais românticas e populares desse país! Lançado em 2003, com a produção de José Milton, Joanna gravou em estúdio alguns de seus maiores sucessos com grandes arranjos e convidados ilustres.

Com arranjos dos maestros Jota Moraes, Cristóvão Bastos e Jaime Alem, o disco começa com Caminhos do coração, sucesso composto por Gonzaguinha, de quem Joanna já havia interpretado e era grande amiga. A segunda faixa traz uma reverência a uma das cantoras mais apreciadas pela Joanna: Maria Bethânia na interpretação de Maninha de Chico Buarque e Vinícius de Moraes.

Na canção seguinte, Joanna relembra outro grande ídolo seu, ao interpretar Você não serve pra mim, sucesso da Jovem Guarda na voz do rei Roberto! Na sequência, dois clássicos do repertório da Joanna: Um sonho a dois, agora com a participação do KLB (Na gravação original, o dueto ocorreu com Roupa Nova) e Meu namorado, com direito ao acordeão do Sivuca e um ar ainda mais de interior!

Em seguida, temos Você vai sentir saudade e Amor alheio, esta última com mais um dueto de Joanna e Fagner, que antes já haviam gravado Meu primeiro amor e Semente. Na sequência, Preciso desse amor e Teu caso sou eu, numa gravação mais intimista, tipo voz e violão. Uma das canções e dueto mais inusitados ocorre com Jorge Aragão em Mel na boca, finalizando o projeto com Viagem, Diz quem me diz e Adormecer o fado.

O disco traz como última faixa a mensagem Nós queremos paz, com direito à participação do Coral da Escola de Música da Rocinha. Embora sintamos falta de alguns sucessos eternos da Joanna como Amanhã talvez e Estranha dependência por exemplo, é um sem dúvida, um disco marcante na carreira dessa que é uma das mais inesquecíveis cantoras românticas do Brasil.

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Frank Sinatra

Com alguma raridade, tenho comentado sobre artistas internacionais, pois reconheço sua presença tão constante em terras tupiniquins que, alguns desavisados poderiam até pensar que são natural daqui, pelo sucesso que produzem! É o caso por exemplo do Julio Iglesias.

Frank Sinatra não pode ser visto diretamente assim, mas suas canções obtiveram alcance mundial, influenciando inclusive nossa música e nossos artistas! Francis Albert Sinatra lançou canções que se tornaram clássicos internacionais, reconhecidas em muitas partes do mundo! O que dizer de New York New york, As time goes by, Fly me to the moon, I´ve got your under my skin, Killing my softly, Moon River, My way, The Lady is a Tramp, Strangers in the night, For once in my life, Night and day, Something Stupid e tantas oturas que embalaram emoções à flor da pele de tantos brasileiros?

Sinatra esteve no Brasil para um show histórico no Maracanã em 1981! Sua ligação com a música brasileira vem de antes pois chegou a gravar Tom Jobim, com o próprio maestro, canções como Garota de Ipanema e Insensatez! Muitos dos nossos intérpretes são considerados os "Sinatras brasileiros", entre eles Roberto Carlos e Cauby Peixoto! Nesse ponto, nossa música é abençoada sobretudo porque temos vários Sinatras, com influências do eterno e inesquecível Frank Sinatra!

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Os compositores do Brasil - 8

A série Os compositores do Brasil apresenta mais um grande nome da nossa música brasileira, pouco conhecido, mas que tem composições fantásticas, reconhecidas por todos: Abel Ferreira da Silva, ou simplesmente Abel Silva como assina suas composições!

Natural de Cabo Frio, sua primeira composição melódica foi a canção Eu chego lá, parceria com João do Vale. Já havia feito também Sangue e pudins e Asa partida com o Fagner, sem propósitos, mas o que lhe abriu os olhos para essa arte que dominava. Dando preferências às letras das canções nas parcerias, surge seu primeiro sucesso nacional: Jura Secreta, com Sueli Costa e imortalizada por Simone e posteriormente por Fagner, de quem também é parceiro. Além desses, também já compôs com Ivan Lins, João Donato, Moraes Moreira, João Bosco, etc.

Dessas parcerias, surgiram sucessos inesquecíveis do público como Passarelas no ar, Festa do interior, Brisa do mar, Quando o amor acontece, Depende, Desenho de giz, Alma, Amor escondido, Raio de luz, etc.

Os melhores intérpretes de suas canções foram Elis Regina, Simone, Gal Costa, Maria Bethânia, Nara Leão, Fagner, Cauby Peixoto, Emílio Santiago, Chico Buarque, Paulo Ricardo, Ivan Lins, Nana Caymmi, Zizi Possi, Luiz Gonzaga, Joanna, Nelson Gonçalves, entre outros. É por essas e tantas outras que Abel Silva tem essa singela, mas merecida homenagem por seu expressivo trabalho, divulgado por todos esses intérpretes e pelo povo brasileiro!

Um forte abraço a todos!

domingo, 26 de outubro de 2008

Amanhã...

A música brasileira tem muitas mensagens belíssimas, típicas de um povo, sofredor, batalhador mas, sobretudo, muito otimista! Nossos artistas sabem refletir esse sentimento em melodias, acordes e letras belíssimas, como essa do Guilherme Arantes, que também já foi regravada pelo Caetano Veloso!

A canção reforça o brilho da esperança que carregamos em nosso cotidiano! E esse brilho, muitas vezes é representado pelo sol, astro rei e justo pois brilha pra todos! O povo já traz frases consigo sobre o amanhã: "Amanhã será outro dia..." E do princípio ao fim da canção, esse sentimento está evidente:

Amanhã
(Guilherme Arantes)

Amanhã!
Será um lindo dia
Da mais louca alegria
Que se possa imaginar

Amanhã!
Redobrada a força
Prá cima que não cessa
Há de vingar

Amanhã!
Mais nenhum mistério
Acima do ilusório
O astro rei vai brilhar

Amanhã!
A luminosidade
Alheia a qualquer vontade
Há de imperar! Há de imperar!

Amanhã!
Está toda a esperança
Por menor que pareça
Existe e é prá vicejar

Amanhã!
Apesar de hoje
Será a estrada que surge
Prá se trilhar

Amanhã!
Mesmo que uns não queiram
Será de outros que esperam
Ver o dia raiar

Amanhã!
Ódios aplacados
Temores abrandados
Será pleno! Será pleno!

Um forte abraço a todos!

sábado, 25 de outubro de 2008

Lenine Acústico Mtv

Em 2006 a série Acústico Mtv lançou um dos melhores discos de músicos contemporâneos: O acústico mtv do Lenine, esse grande poeta pernambucano que encanta gerações com sua musicalidade e poesia carregadas da influência da Mpb e de suas raízes nordestinas!

O trabalho rendeu um cd e um dvd, como é de costume, mas abordarei o cd! Produzido pelo próprio cantor e co-produzido por Álvaro Alencar, esse projeto apresenta as canções desse músico que conquista a cada dia mais fãs, sobretudo no universo jovem. O disco é iniciado com a faixa O atirador, da autoria de Lula Queiroga, outro compositor fantástico de Pernambuco. Em seguida, temos um clássico da obra de Lenine: Hoje eu quero sair só, que foi tema de novela, seguida da canção A rede.

Paciência, talvez o maior sucesso de Lenine é executada em seguida com toda a suavidade que sua interpretação pede. Outra canção belíssima do repertório do Lenine vem na sequência: O último pôr do sol, que enfatiza as raízes nordestinas desse grande músico, na levada, letra e arranjo! Na sequência: O homem dos olhos de raio x (com direito à declamação meio rap), Lá e cá e A medida da paixão, essa útlima com a participação de Richard Boná, nas cordas e na versão em francês, num dueto simplesmente sensacional.

Tudo por acaso vem em seguida, acompanhada de Miedo, cantada em português e espanhol em dueto com Julieta Venegas, no acordeão e na voz. Santana, A ponte ( com a participação de Gog em dueto), Dois olhos negros ( com Iggor Cavalera na bateria) e Jack soul Brasileiro encerram o cd. No dvd ainda podemos encontrar as faixas Na pressão, Rua da passagem, O que é bonito, O silêncio das estrelas, Ecos do Âo, Escrúpulo, Leão do Norte e Que baque é esse?.

Como ressaltei, Lenine é um dos grandes cantores, compositor e músico da atualidade. Sua arte é reverenciada por sua geração e por outros músicos veteranos, sobretudo por sua batida, pelas letras bem construídas e por canções com acordes dissonantes, raros em composições atuais de novos músicos.

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Guarde um pedacinho de você pra lembrar de mim a vida inteira...

Nos anos 80, brilhava em nossas rádios e tv, uma voz considerada americanizada, mas que cantava canções românticas como nenhuma outra cantora até então no Brasil. Seu nome: Rosana Fiengo ou simplesmente Rosana, como ficou conhecida após imortalizar a canção O amor e o poder, tema da novela Mandala da Tv Globo.

Paulista e filha de músico, Rosana começou a cantar ainda na década de 70, na banda de seu pai. Suas grandes influências foram Elis Regina e Gladys Knight. Seu primeiro compacto já trazia uma canção tema de novela global: a romântica Fique um pouco mais, tema da novela Pecado Rasgado da Globo em 1978. Do início dos anos 80 até meados de 1985, participou de diversos programas como Raul Gil, Chacrinha, Globo de ouro, Almoço com as estrelas e diversos Festivais de música.

Seu primeiro grande sucesso veio em 1986, Nem um toque, também tema de novela global: Roda de fogo. Mas, foi em 1987, com a canção O amor e o poder que Rosana conhece o ápice de sua carreira com milhões de discos vendidos e vários prêmios. E outros sucessos radiofônicos surgiram a partir desse estouro, como Custe o que custar, Como nossos pais, Pétala, O dom do nosso amor, Coração selvagem, Bem me quer, Tudo é vida, Em nome da paixão, Onde o amor me leva, etc.

Com uma voz ímpar e inconfundível, poucos sabem que Rosana já emprestou seus vocais para discos de artistas como Tim Maia e Roberto Carlos, além de participar de dois especiais do rei, um deles num medley encontrado no dvd Duetos de 2006. E, embora distante da mídia, ainda possui aquela emoção ao interpretar esses e tantos sucessos apreciados por seu público cativo, que acompanha suas apresentações país afora!

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Meu caminho é cada manhã...

Mais uma grande banda do rock nacional, oriunda de Brasília, cidade considerada celeiro do rock, e que leva no nome um pouco dessa cidade: Capital Inicial. Formada em 1982, quando houve a finalização da banda Aborto elétrico que também deu origem à Legião Urbana. A banda é composta por Dinho Ouro Preto nos vocais e guitarra, Flávio Lemos no baixo, Fê Lemos na bateria e Yves Passarel também na guitarra.

O primeiro disco da foi lançado ainda em vinil no ano de 1986, e já recebeu ótimas críticas: um rock limpo, vigoroso, dançante e competente, levando a banda ao primeiro disco de ouro, com sucessos como Fátima, Música urbana e Psicopata. Entre outros sucessos, Capital Inicial já emplacou com Prova, Independência, Descendo o Rio Nilo, A portas fechadas, Pedra na mão, Fogo, Primeiros erros, Todos os lados, Belos e malditos, O passageiro, A sua maneira, Mais, Todas as noites, O mundo, Eu vou estar, Cai a noite, Natasha, Eu nunca disse adeus, Veraneio Vascaína, etc.

Entre idas e vindas, que quase todas as bandas nacionais enfrentam, o Capital Inicial segue mantendo um rock próprio entre as veias e contagiando seu público há vários anos e com grandes projetos como foi o Acústico mtv em 2001 e mais recentemente, o grandiosos show realizado na Esplanada dos Ministérios em comemoração dos 25 anos da banda, que contou com mais de um milhão de expectadores cantando os novos e eternos sucessos da banda!

Um forte abraço a todos!

domingo, 19 de outubro de 2008

Verdade chinesa

Essa canção de Gilson e Carlos Colla foi gravada e imortalizada por Emílio Santiago! Tornou-se clássico de seu repertório e de nossa música! Também é imprescindível nos barezinhos, onde cantores locais tentam alcançar vôos mais altos!

A identificação com a letra ocorreria com qualquer mortal, mesmo com àqueles que não vão a um bar tomar sua sagrada cervejinha do fim de semana, como é o meu caso! Problemas temos, teremos, mas, a questão é como enfrentá-los da melhor forma possível, como esquecê-los momentaneamente sem passarmos por alienados...

Por outro lado, não temos apenas problemas em nosso cotidiano, mas também momentos de descontração, lazer que a letra destaca como um prêmio a ser aproveitado com sabedoria! E nosso dia-a-dia é cada vez mais corrido. Estamos sempre apressaodos, sem tempo para momentos de reflexão que, de repente amenizariam ou até resolveriam as questões mais sérias e que deixam nossos cabelos clarearem mais rápido. Pra quem gosta de beber sua cerveja, esse momento se torna ainda mais reflexivo e prazeroso! Também não é necessário passar para o estágio "ficar de porre", poque a bebida como tudo em excesso faz mal. E sempre cabe a frase: Se beber não dirija, ok?

Verdade chinesa
(Gilson/Carlos Colla)

Era só isso que eu queria da vida
Uma cerveja, uma ilusão atrevida
Que me dissesse uma verdade chinesa
Com uma intenção de um beijo doce na boca

A tarde cai, noite levanta a magia
Quem sabe a gente vai se ver outro dia
Quem sabe o sonho vai ficar na conversa
Quem sabe até a vida pague essa promessa

Muita coisa a gente faz
Seguindo o caminho que o mundo traçou
Seguindo a cartilha que alguém ensinou
Seguindo a receita da vida normal

Mas o que é vida afinal?
Será que é fazer o que o mestre mandou?
É comer o pão que o diabo amassou?
Perdendo da vida o que tem de melhor

Senta, se acomoda à vontade, tá em casa
Toma um copo, dá um tempo
Que a tristeza vai passar

Deixa, pra amanhã, tem muito tempo
O que vale é o sentimento
E o amor que a gente tem no coração

Um forte abraço a todos!

sábado, 18 de outubro de 2008

Vinícius

Quem pagará o enterro e as flores se eu morrer de amores? Com Camila Morgado e Ricardo Blat, o cinema nacional nos presenteou em 2006 com o documentário Vinícius, um filme de Miguel Faria Jr.

Com depoimentos de artistas como Antônio Cândido, Carlos Lyra, Caetano Veloso, Chico Buarque, Ferreira Gullar, Edu Lobo, Francis Hime, Gilberto Gil, Miúcha, Maria Bethânia, Tônia Carrero e Toquinho, o filme mostra toda a trajetória do grande poeta, compositor e cantor que marcou definitivamente nossa literatura e música.

Camila e Ricardo intercalavam interpretações para obras literárias clássicas da obra do poetinha como Soneto da separação, da fidelidade, etc. Intérpretes convidados como Adriana Calcanhoto, Yamandú Costa, Zeca Pagodinho, Mart´nália, entre outros também cantaram obras inesquecíveis .

Imagens do Rio de Janeiro, de todas as décadas em que Vinícius viveu até os dias atuais, são o fundo visual de vários clipes na passagem da vida do mais importante poeta brasileiro do Modernismo, com mais de 400 poesias, e da nossa música, com cerca de 400 letras de canções, quase todas, clássicos!

O projeto traz dois dvds, um com o filme e o outro, com os extras de cenas inéditas, entrevistas e galeria de fotos! É impossível contemplar o filme e não cantar trechos de canções como "Vai tua vida, teu caminho é de paz e de amor..." ou "Tristeza não tem fim, felicidade sim..." ou "É melhor ser alegre que ser triste, alegria é a melhor coisa que existe..." ou "Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça..." ou "Eu sei que vou te amar, por toda minha vida..." ou ...

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Nem pude ver que o céu é maior

Zélia Cristina Dunca, mais um grande nome da música contemporânea natural de Niterói, no Rio de Janeiro. Dona de uma voz grave e de composições arrasadoras, Zélia começou sua carreira artística no teatro com Oswaldo Montenegro. Começou a cantar profissionalmente em 1981 em Brasília, onde morou durante sua adolescência. Participou do Projeto Pixinguinha, junto com Wagner Tiso quando viajou pelo país!

Em 1989 produziu seu primeiro espetáculo e seguiu turnê já como Zélia Duncan. Em 1994, consegue lançar seu primeiro disco como Zélia Duncan, anos antes, em 1990 havia se lançado como Zélia Cristina em disco e show que a levou a passar temporada nos Emirados Árabes, onde conheceu e sofreu influência da cultura daquele país!

Mas, foi o disco Zélia Duncan de 1994 que a tornou conhecida nacionalmente com a canção Catedral, versão sua e de Christiaan Oyens, seu grande parceiro de composições! Todo o país se rendeu aquela voz grave naquela interpretação ímpar! A partir disso, grandes hits como Nos lençóis desse reggae, A idade do céu, Alma, Jura secreta, Pagu, Enquanto durmo, etc.

Zélia, que já gravou com Rita Lee e reviveu os Mutantes, atualmente passeia pelo país com o projeto Amigo é Casa, juntamente com Simone, num encontro fantástico de gerações em nossa música brasileira, onde cantam sucessos de seus repertórios e canções ainda não gravadas por ambas!

Um forte abraço a todos!