quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Um brinde à Música Brasileira!!!

Mais uma vez, requisitei meu amigo Vinícius Faustini, esse grande jornalista, para um bate-papo, dessa vez sobre o Blog Música do Brasil, que recentemente completou dois anos, sempre me proporcionando um trabalho prazeroso. Deixo para vocês como o último post do ano, sempre na esperança que apreciem e que possamos contar com sua visita, sua contribuição e parceria, para que juntos, continuemos em 2010 a falar sobre esse tema que é nossa paixão:  Um brinde à Música Brasileira.

A entrevista:

Vinícius Faustini - Everaldo, o Música do Brasil chega ao seu segundo ano de existência. Você acha que ele conseguiu abranger todos os cantos do país?

Everaldo Farias - Vinícius, não sei se ele abrangeu todos os cantos do país, mas procurei falar sobre vários músicos de todos os lugares desse país e sobre seus trabalhos, sem qualquer discriminação e creio que, pelos números que ele apresenta (quase 500 postagens e pouco mais de 100 mil acessos) posso dizer que se mostra como um êxito pessoal e fico muito satisfeito com seus resultados.

Vinícius Faustini - Hoje as páginas eletrônicas especializadas e as revistas costumam colocar em evidência somente artistas que estão em nível nacional. Você acredita que o regionalismo pode ser uma boa alternativa na música divulgada em outros meios, como a Internet e páginas de relacionamentos?

Everaldo Farias - Eu acredito que podemos falar de todos os artistas de forma interligada. As influências atravessam regiões geográficas. Você fala de um Luiz Gonzaga por exemplo e todo o país o conhece. A internet, as mídias de um modo geral servem para estreitar essas distâncias geográficas e também a cultura entre os povos, transformando o país no ecletismo rico que é, além de divulgar o trabalho de novos artistas locais.

Vinícius Faustini - Falar em ecletismo, um artista que passou por várias formas da Música Popular Brasileira completou 50 anos de carreira em 2009: ROBERTO CARLOS. Ele e suas canções são postados constantemente no Música do Brasil. Pra você, Roberto é o símbolo do povo brasileiro em letra e melodia?

Everaldo Farias - O Roberto é o que melhor representa os bons sentimentos desse país e isso há cinquenta anos. Um recorde, o maior artista da música brasileira de todos os tempos. Aliás, o Blog nada mais é que uma simples homenagem a isso. E tudo resumo quando digo que ali está o que aprendi com o Roberto! Foi ele, com seu ecletismo e gosto popular que me ensinou a cultuar desde Chico Buarque e João Gilberto até Adilson Ramos e Nando Cordel, na mesma proporção de admiração e respeito. Em todos encontro um pouquinho de Roberto Carlos, que conclui recentemente que é o meu papai noel que todo ano vem de azul para me trazer a felicidade musical no Natal.

Vinícius Faustini - O gosto popular, aliás, foi alvo de algumas críticas nestes dois anos do Música do Brasil, com o alvo direcionado a artistas sertanejos. Você acredita que suas postagens ajudaram a evidenciar um preconceito?

Everaldo Farias - Com certeza e isso é muito triste. Não acho que devamos gostar de tudo. Nem todos os artistas que comento sou apreciador de seu trabalho. Mas, por suas contribuições, merecem nosso respeito! Tem gente que gosta! E um artista, por representar determinado gênero não pode ser considerado menor apenas porque não condiz com meu gosto pessoal ou apresenta um trabalho ao qual não aprecio , pois isso acaba gerando constrangimento em pessoas inocentes, em fãs desses artistas! Acho até uma desumanidade por parte de alguns quando apresentam elevadas críticas desnecessárias, afinal de contas, por trás do artista há também o ser humano que merece respeito, pois assim Deus nos ensinou! Mas, isso tem representado fatos menores e raros atualmente, graças a Deus!

Vinícius Faustini - Além de cantores e músicos, o Música do Brasil tem dedicado espaço aos compositores brasileiros. O que você descobriu ao resgatar os grandes letristas do país?

Everaldo Farias - Que não temos conhecimentos desses artistas valiosos. Tem uns por exemplo, que já compuseram mais de trezentos sucessos e mesmo assim vivem no anonimato. Acho isso injusto e tento, de minha forma, divulgar um pouco e geralmente os comentários são sempre os mesmos: conhecia essas músicas mas, não sabia de quem era!

Vinícius Faustini - Atualmente, você tem destacado também instrumentistas em suas postagens. Isto se deve à aproximação com a música do maestro Eduardo Lages?

Everaldo Farias - Pelos dois motivos: o primeiro, pela falta de divulgação dos nossos grandes músicos brasileiros, que não devem nada aos estrangeiros, e também por ser apreciador do trabalho do maior maestro desse país, a elegância em forma musical Eduardo Lages, com quem aprendi muita coisa, não apenas com o extraordinário artista, mas também com o exemplo de ser humano que ele é.

Vinícius Faustini - Cantores, instrumentistas, compositores... Qual destes artistas brasileiros ainda merecem ser explorados pelas postagens do Música do Brasil?

Everaldo Farias - Todos, seus cds, seus dvds, suas canções, curiosidades, etc. Tenho o objetivo de fazer algo que seja referência para se conhecer o que de melhor temos: a riquíssima e eclética musica brasileira. Já falei de muita gente e tem muita gente ainda na fila. Gente que fez, gente que faz e que não tem espaço na mídia.

Vinícius Faustini - Quais joias da riquíssima Música Popular Brasileira merecem ser lapidadas em seu blogue?

Everaldo Farias - Os artistas que mais aprecio, que tenho mais cds e dvds estão em mais evidência, aparecem em mais postagens, Mas, tem espaço para todos, antigos e novos, todos os ritmos. Por aqui desfila a música brasileira e a história desta.

Vinícius Faustini - Nesta sua pesquisa por todos os ritmos brasileiros, você se pegou surpreendido com algum artista ou alguma canção? Digo de você ter uma ideia pré-concebida sobre determinado ícone da nossa música e mudar de opinião depois de conhecer detalhadamente sua obra.

Everaldo Farias - Os mais antigos, conheço pouco, digo os de antes da década de 50. E geralmente aprendo com tudo que pesquiso. Conheci melhor muita gente e tive a oportunidade de deixar minhas impressões sobre outros momentos, como por exemplo quando assisti a um show da Elba Ramalho lá em Limoeiro. Pensei que ela chegaria, cantaria pouco e iria embora, mas me surpreendeu sendo muito profissional e fez um belíssimo show. Os shows do Roberto, meu encontro com o Eduardo Lages, o projeto que iniciei esse ano cantando em Institutos de idosos, tudo isso foi interessante e emocionante de relatar e compartilhar com os amigos que são generosos em seus comentários.

Vinícius Faustini - Artistas, séries sobre discos, letras, compositores, músicos... Há alguma nova série musical prevista para a sequência do Música do Brasil?

Everaldo Farias - Bom, ainda quero falar sobre programas e shows que passaram sobre os nossos grandes nomes. Quero também abordar os encontros de nossos ídolos, quando as estrelas se encontram, seja em discos, shows, composições, etc. E vez por outra pinta alguma ideia de nova série, porque música é sempre um tema muito inspirador pra todos.

Vinícius Faustini - Certamente, novos presentes para os leitores do Música do Brasil. O terceiro ano do seu blogue promete!

Everaldo Farias - Vinícius, quero agradecer mais uma vez a honra que você me concede ao realizar esse trabalho comigo. Quero desejar a todos uma ótima passagem de ano e que 2010 seja um tempo repleto de saúde, paz, amor e muita música em nosso coração!

Um forte abraço e Feliz 2010 a todos!

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Músicas para Ano Novo

Ano novo é sempre igual, quer dizer, festa de reveillon é sempre a mesma. E as tradições também se mantém durante essa época. Vista apenas como uma passagem numérica e ao mesmo tempo como um recomeço, onde abandonamos o passado e projetamos o futuro, essa festividade é muito comemorada aqui no Brasil. No quesito canções para ano novo, fica uma observação um tanto curiosa: quase não temos canções para essa festividade. O que realmente ouvimos são ritmos típicos de festas carnavalescas. É como se a festa de ano novo por si só não sobrevivesse, herdando tradições do Natal, que passou já há uma semana, e servisse apenas de trampolim para que as pessoas possam começar a frevar ou sambar.

É claro que temos as surradas Adeus ano velho, Está chegando a hora e Marcas do que se foi (esse ano, quero paz no meu coração...). E, também uma chuva de machinhas carnavalescas e frevos (aqui é a terra do frevo) como Taí, Cidade maravilhosa, Vassourinhas, Me dá um dinheiro aí, As águas vão rolar, Chiquita bacana, Aurora, A jardineira, Saca-rolhas, entre outras que levam a pensar se não é esse um post sobre músicas carnavalescas (que já aconteceu anteriormente). Mas, nada que caracterize de uma forma autêntica e original essa festa de término de um ano e começo do outro.

Acho que poucos ousaram fazer canções para essa festividade. E quem tentou ficou apenas na tentativa, pois penetrar em uma tradição não é mesmo fácil. Nem explicável. Nunca entendi porque a canção Vou festejar, de Jorge Aragão, na voz de Beth Carvalho, que gosto muito, toca sem parar durante essa passagem. Acredito que seja por seu ritmo de desejar uma festa, pois a letra evoca uma vingança amorosa e um sentimento nada bom para se começar o ano. Mas, tudo deve mesmo se explicar com o ritmo carnavalesco em torno de um povo que adora carnaval e vê essa passagem apenas como uma prévia de outras que virão nos intervalos do suado trabalho.

Um forte abraço a todos!

domingo, 27 de dezembro de 2009

Os Músicos do Brasil - 5

Um dos mais conceituados músicos desse país chamas-se Jaques Morelenbaum, natural do Rio de Janeiro e o homenageado da série Os Músicos do Brasil. Filho de maestro e de professora de piano, irmão de clarinetista e também de maestro e casado com cantora, Jaques respira música desde o berço, o que proporciona à música brasileira, um de seus mais refinados trabalhos apresentados por ele.

Iniciou sua carreira como integrante do grupo musical A barca do sol. Mas, foi trabalhando na banda de Tom Jobim, de 84 a 94, que se consolidou. Paralelo a isso, também trabalhou com Egberto Gismonti e posteriormente com Caetano Veloso. Além destes, também atuou em discos de artistas como Gal Costa, Milton Nascimento, Chico Buarque, Ivan Lins, Paula Morelenbaum, Roberto Carlos, Skank, Barão Vermelho, Titãs, Marisa Monte, Beto Guedes, Gilberto Gil, Tim Maia, entre outros.

Maestro, violoncelista, arranjador, produtor musical e compositor, Jaques também foi destaque em trilhas sonoras de filmes do cinema nacional como O quatrilho, Tieta do Agreste, Orfeu do Carnaval e Central do Brasil, sendo bastante premiado por essas atuações. Após a morte de Tom, formou com Daniel e Paulo Jobim e com sua esposa Paula Morelenbaum, o quarteto Jobim Morelenbaum, apresentando vários shows com repertório do mestre, nos anos 90. E tudo isso é apenas um amostra onde são citados fatos envolvendo esse extraordinário nome da nossa música, que vem hoje para enriquecer nossa série.

Um forte abraço a todos!

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Roberto Carlos especial 2009!!!

E como a tradição manda, em festas brasileiras, papai noel é Roberto Carlos. Vestido de azul, com o mesmo repertório, com o mesmo sorriso, com as mesmas palavras, os mesmos suspiros, os mesmos gestos, como dizem os mesmos críticos e com a mesma emoção, Roberto nos emociona há 50 anos, embora, tivemos o especial de número 35, pois o primeiro foi ao ar em 1974. Quando ele pisou no palco, me emocionei muito, chegando até aquelas lágrimas azuis que derramamos de alegria por vê-lo mais uma vez ali!

Roberto não lançou produto de final de ano. Segundo a mídia, ficou na dúvida entre o cd de inéditas e o cd/dvd do maracanã e acabou não lançando nenhum deles. Mas, os cds/dvds Elas cantam Roberto estão vendendo bem e são tidos como produto de final de ano e parte dos presentes que sua majestade oferece ao povo brasileiro, há anos. A outra parte foi esse especial que trouxe como convidada Ana Carolina, uma das presentes naquele show gravado em maio. Os dois mandaram muito bem em Encostar na tua, sucesso do repertório dela, e Como vai você, sucesso do repertório dele.

Daniel também se apresentou com sua reverência a seu grande ídolo. Fizeram um belíssimo dueto na canção Quando eu quero falar com Deus. Roberto gosta de novelas e isso foi um capítulo a parte em seu especial, pois além de apresentar sua única canção inédita, lançada como trilha da novela Viver a vida, A mulher que eu amo, também cantou e dançou com Dira Paes, que se destacou esse ano em outra novela global: Caminho das Índias. Isso foi a deixa para entrar no palco, os últimos convidados, a Banda Calcinha Preta, que cantaram seu grande sucesso Você não vale nada e juntos com o rei, a canção que gravaram deste: Eu amo demais.

Roberto Carlos encerra sua turnê comemorativa pelos seus cinquenta anos de carreira como um rei. Um rei que não possui preconceitos ou discrimina estilos musicais diferentes ou ditos por alguns como menores, como é o caso da banda Calcinha Preta. Um rei que possui força e pensa em seu público, pois mesmo não conseguindo lançar algum trabalho, cd ou dvd, ultrapassou seus problemas de saúde para presenteá-los com seu especial que apresenta seus eternos clássicos como Emoções, Detalhes, É preciso saber viver, Jesus Cristo, Eu te amo te amo te amo, Como é grande o meu amor por você, Além do horizonte, entre outros, e também Do fundo do meu coração, Proposta e As curvas da estrada de Santos, com direito a solo. E nos perguntamos: quem vive sem essas canções? e qual fã vive sem Roberto no especial de final de ano? Agradeço Roberto seu esforço e seu belíssimo presente e que Jesus te dê toda saúde para que possamos durante muito tempo contemplar o cantor que Ele escolheu para celebrar seu aniversário no Brasil.

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Feliz Natal 2009!!!

E nessa Noite Feliz comemoramos o Natal, a maior festa da humanidade e que saúda Àquele que veio para salvar o mundo, para plantar a paz e despertá-la em cada ser, em seu coração. Jesus veio ao mundo de forma humilde, lembrando a todos que esse é um dos maiores sentimentos que devamos cultivar em nossas vidas e em nossos relacionamentos humanos.

E, no Brasil, escolheu um artista para ser o cantor oficial de sua festa e que há 50 anos cumpre esse papel majestoso: Roberto Carlos. A canção escolhida foi composta em 1998 especialmente para essa festividade. Um desejo de paz e amor a cada lar, independente de sua condição financeira. Saúde, amor e paz, felicidade também:

Meu menino Jesus
(Roberto Carlos e Erasmo Carlos)

Oh! Meu Menino Jesus
Na noite desse Natal
São as estrelas que brilham no céu
Do seu amor, um sinal

Que em toda casa a alegria
Seja pra todos igual
Brisa de flor perfumando o jardim
Chuva de amor no quintal

E nessa noite feliz
Noite de paz e de amor
Todos veremos no céu
A estrela do Salvador

Te peço, Menino Jesus
Ponha na mesa de alguém
O que esse alguém sempre quis e não tem
Felicidade também
 
Um forte abraço a todos!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Os compositores do Brasil - 22

Natural de Quixeramobim (CE), mais um dos maiores nomes da nossa composição: Fausto Nilo Costa Júnior. E, talvez mais um nome desconhecido com grandes clássicos na mente do povo brasileiro. Saiu de sua cidade natal aos onze anos de idade, indo para Fortaleza e se dedicando à outra paixão: a arquitetura. Seu primeiro sucesso viria em 1972 com a canção Fim do mundo e é atualmente um dos campeões de sucessos na voz de grandes nomes, alguns dividindo composições com eles.

É o autor de canções como Tudo com você, Letras negras, Amor nas estrelas, Santa fé, Pedra sobre pedra, Astro vagabundo, Retrovisor, Retrato marrom, Jardim dos animais, Bloco do prazer, Cartaz, Chorando e cantando, Dona da minha cabeça, Lua no Leblon, Você se lembra, Mil e uma noites de amor, Companheira de alta luz, entre outras que brilham em algumas das vozes mais conhecidas desse país.

Simplesmente interpretado por gente como Fagner, Gal Costa, Nara Leão, Ney Matogrosso, Simone, Geraldo Azevedo, Elba Ramalho, Dominguinhos, Zé Ramalho, Lulu Santos, Luiz Gonzaga, Moraes Moreira, Maria Bethânia, Chico Buarque, Caetano Veloso, entre outros, Fausto é um dos mais requisitados por esses e outros grandes intérpretes e sem sombra de dúvidas, é ótimo poder encerrar essa série, que volta em 2010, com grandes nomes como esse!

Um forte abraço a todos!

domingo, 20 de dezembro de 2009

Dominguinhos ao vivo

Tá aqui uma ótima pedida para esse Natal. O primeiro dvd de Dominguinhos, gravado no maior teatro ao ar livre do mundo, em Nova Jerusalém/PE. Gravado no dia 13 de dezembro de 2008, justamente na data de aniversário do rei do baião, esse trabalho também é uma homenagem a esse ilustre nordestino, a quem Seu Domingos acompanhou e herdou sua maior influência.  Com a participação dos amigos Cezinha, Waldonys, Renato Teixeira, Elba Ramalho, Jorge de Altinho e de Guadalupe e Liv, suas esposa e filha respectivamente, Seu Domingos começa com uma homenagem a Gonzaga, vestido igual ao rei do baião, com direito a chapéu de couro e gibão e contando como o conheceu e tudo começou, além de entoar o clássico Hora do adeus do mestre Lua.

Comemorando seus cinquenta anos de carreira, o show segue com as instrumentais Nilopolitano, Guada e Liv no forró e Lé, quando Dominguinhos logo desfila canções que se tornaram inesquecíveis e que descrevem tão bem nosso Nordeste como Respeita Januário, Sabiá, Riacho do navio, Forró no escuro, Nem se despediu de mim, Pau de arara, Sala de reboco, Vida de viajante, além de clássicos de seu repertório como Sete meninas, Doidinho doidinho, Tenho sede, Lamento sertanejo, Enchendo o saco, Casa tudo azul, Retrato tudo azul, Princesinha no choro, Forró em Fazenda Nova, Plantio de amor e Eu só quero um xodó, e a inédita Faz tempo.

Isso mesmo, em pouco mais de duas horas de show, Seu Domingos não deixa ninguém parado e ainda nos emociona com os convidados que interpretam com o mestre que empresta sua sanfona ou sua voz em Feira de Mangaio, Petrolina Juazeiro, Anjo querubim, Bicho de sete cabeças, Amizade sincera, Romaria, De volta pro aconchego e Onde está você. O show chega ao fim com todos no palco interpretando o hino do Nordeste Asa branca, além de Isso aqui tá bom demais e Pedras que cantam. Seu Domingos, pelo extraordinário músico que representa em nossa mpb merecia um trabalho como esse, onde reverencia e é reverenciado como um ser ímpar e respeitado por todos nós, proporcionando esse excelente presente de Natal!

Um forte abraço a todos!

sábado, 19 de dezembro de 2009

Tema da Árvore de Natal

Iniciamos a semana natalina com um de seus principais símbolos: a Árvore de Natal. E apresentamos uma letra muito linda de dois grandes mestres da composição e que muito emociona. Embora alguns grandes clássicos natalinos venham lá de fora, no Brasil também temos canções lindíssimas para essa época. E também recentes!

Essa canção foi composta para ser tema de inauguração da Árvore de Natal da Lagoa Rodrigues de Freitas, no Rio de Janeiro. E a cada ano é entoada durante todo o mês de dezembro e torço para que a divulgação dessa belíssima canção seja cada vez maior para que se torne, quem sabe, um hino à essa data. De uma forma peculiar, essa canção exalta que estejamos mais unidos, "se encontrando mais". Gosto muito dessa época, essas canções são muito tocantes e profundas na alma nacional de um povo generoso.

Tema da Árvore de Natal
(Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle)

Hoje é dia prá deixar aberto o coração
É preciso amor, é preciso fé
Fé na esperança, fé nos homens e sonhar
Um mundo melhor, só prá gente amar

Quem dera essa festa nunca mais tivesse fim
Que a gente passe a vida festejando sempre assim

Com sinos celebrando a paz
Com a gente se encontrando mais
No coração uma alegria sem igual

Da árvore venham sinais
Que o céu e a terra estão em paz
Prá segurança em família no Natal

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Tocar suave a sua mão, sentir a emoção...

Natural de Belém do Pará, Jane Duboc Waquer canta desde os treze anos, se apresentando na escola, televisão e festivais. Morou um tempo nos Estados Unidos onde estudou música e quando retornou, fundou o grupo Fein que se apresentava cantando em inglês. Seu primeiro disco com esse grupo foi produzido por Raul Seixas em 1977 e teve pouca repercussão, inclusive tendo algumas censuras.

Seu primeiro disco solo nasceu em 1980, com a participação de músicos como Djavan, Sivuca, Oswaldo Montenegro e Toninho Horta. Com esse trabalho, finalmente se encontra com o sucesso que posteriormente também viria em canções como Meu homem, Cachoeira, Que outro dia amanheça, Minas em mim, Eu no sol, Som pra sumir, Água, Chama da paixão, Sonhos, Como se deixa passar, Só nós dois, De corpo inteiro, Louco amor, Vem pra mim, entre outras.

Quem curtiu seu trabalho, sobretudo nos anos 80 e 90 há de concordar que ela é daquelas artistas que fazem muita falta na mídia, nas rádios. Com um gênero romântico, Jane tem um público forte e fiel que não falta a seus shows, nos locais onde pode-se comprovar todo seu talento e sua musicalidade e atualmente divulga seu novo trabalho dedicado a Ella Fitzgerald!

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Como a gente achou que ia ser...

Jorge Mário da Silva é um dos nomes mais comentados da nova música brasileira. Natural do Rio de Janeiro/RJ e primo do cantor Dudu Nobre, Seu Jorge, como é conhecido, trabalhou como descascador de batatas e ainda viveu nas ruas na adolescência durante três anos e posteriormente morou no Teatro da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, onde começou sua carreira artística como ator a convite de Paulo Moura.

Ganhou o apelido de Seu Jorge do ex-baterista do Rappa Marcelo Yuka. Participou de filmes como Cidade de Deus e Casa de areia. Como cantor, iniciou com o grupo Farofa carioca, formado em 1997. Já em 1999 segue carreira solo, lançando seu primeiro disco solo em 2001. Em 2005, participou de um show com Ana Carolina que gerou o dvd Ana & Jorge que o tornou mais conhecido nacionalmente, além de emplacar um de seus maiores sucessos desse projeto: a canção É isso aí, versão de Ana para "Blower's daughter", sucesso de Damien Rice.

Entre vários sucessos, podemos citar A carne, A lei da bala, Carolina, A massa, Burguesinha, Tive razão, Seu olhar, Pretinha, Cuidar de mim, Mariana, Diz que fui por aí, Coqueiro verde, entre outras. Não conheço muito o trabalho de Seu Jorge. Já o vi em algumas apresentações na tv e me pareceu um bom músico. E por essa pesquisa, conclui que ele é um exemplo de superação e de luta na música brasileira e isso é muito positivo para todos nós!

Um forte abraço a todos!

domingo, 13 de dezembro de 2009

Gonzagão & Gonzaguinha Juntos

Como todos sabem, hoje é aniversário de Luiz Gonzaga, o eterno rei do baião e a figura artística mais importante do Nordeste Brasileiro. Por isso, comemoramos essa lembrança com uma postagem dedicada à eterna saudade da voz do Nordeste, do homem que cantou suas raízes, que descreve o Sertão como ninguém e que o amor sempre foi seu rumo. Através dessa coletânea lançada em 1991, com canções de Gonzaga e algumas gravações com, e do seu filho mais ilustre Gonzaguinha!

Nesse título encontramos canções que pai e filho gravaram juntos como A vida de viajante, Mariana, Não vendo nem troco, Eu e minha branca, Pense n´eu e A triste partida. Algumas dessas foram compostas pelas quatro mãos abençoadas de ambos como é o caso de Não vendo nem troco, Mariana e Eu e minha branca. Temos também pai interpretando filho em Festa, Pobreza por pobreza, Diz que vai virar, Erva rasteira, Lembrança de primavera e From United States of Piauí.

Não é uma coletânea de clássicos do Gonzaga, muito menos do Gonzaguinha. Mas, é algo que retrata um encontro clássico de duas figuras clássicas na nossa música brasileira, reconhecidos por vários artistas que seguem essa escola. E Gonzaga é tudo isso e muito mais, um homem simples, um gênio do sertão que faz todos conhecerem a paisagem geográfica e os sentimentos desse local, mesmo a quem nunca pôs o pé nesse lugar e tudo isso é muito mágico, como é a saudade que ele desperta em todos nós!

Um forte abraço a todos!

sábado, 12 de dezembro de 2009

Meu Senhor (My Sweet Lord)

E com a proximidade do Natal, nada melhor que lembrarmos canções que nos fazem sentir cada vez mais esse clima, esse Espírito de amor e bondade que o Menino Jesus emite a todos nós! Meu Senhor é uma canção que muito me emociona, seja por sua letra simples, mas direta, seja por seu arranjo, por seu solo de guitarra, seu côro de vozes gritando Aleluia. Penso como seria conversar com Jesus em um banco como esses da imagem, compreender seus conselhos, aprender a sempre aplicar suas ideias para um mundo melhor e ser merecedor de tudo isso, mesmo sendo uma pessoa simples e comum que pouco tem a oferecer, como diz a canção!

Uma versão de Cláudio Fontanna para My Sweet Lord, canção de George Harrison e gravada por Chitãozinho e Xororó no álbum Em família, de 1997 e todo dedicado ao repertório natalino, Meu Senhor traz esse sentimento de simplicidade do começo à última nota. É difícil como uma letra muito simples, seja tão tocaante, de uma forma profunda, como poucas mensagens que trazem em poucas palavras tudo que se deseja transmitir, toda a informação desejada:

Meu senhor (My Sweet Lord)
(George Harrison e Cláudio Fontanna)

Meu Senhor!
Hum Senhor!
Como eu queria
Te ajudar descer da cruz
Ah! Que bom seria
Conversar com você, Jesus

Meu Jesus
Hum Senhor!
Dividir teus sonhos
Amar todos em cada um
Mas, eu não te engano
Sou apenas um homem comum

Meu senhor!
Hum! Bom senhor!
Meu senhor!
Ah! Como eu queria
Ah! como eu queria
Ah! Que bom seria
Conversar com você, Jesus

Meu Jesus!
Hum Senhor!
Oh! Meu senhor

Dividir teus sonhos
Amar todos em cada um
Mas eu não te engano
Sou apenas um homem comum

Meu bom Senhor (Aleluia)!
Oh! Meu Senhor (Aleluia)...!

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Erasmo Carlos - Minha fama de mau

Um dos grandes presentes para esse Natal e para qualquer momento é o livro de memórias do tremendão Erasmo Carlos, lançado esse ano pela editora Objetiva. Minha fama de mau conta as histórias do pai do rock sob sua ótica, desde sua infância até os momentos atuais, passando por grandes e inesquecíveis passagens de uma vida cheia de muitas emoções!

Em alguns capítulos, o tremendão revela fatos de sua vida que julga importantes e felizes, no melhor clima de É preciso saber viver, mesmo diante das dificuldades de menino pobre que foi. Histórias que trouxe consigo em cada jornada, na cabeça do homem e no coração de menino que carrega, como diz a canção que seu parceiro o dedicou.

Aliás, um capítulo é dedicado à amizade mais célebre da música brasileira de todos os tempos: Roberto e Erasmo não são apenas letra e música da canção Amigo, mas são como letra e melodia de todas as canções maravilhosas inspiradas por Deus. E essa verdadeira amizade é descrita através de passagens como por exemplo surgiram composições como Cavalgada (1977), em que brincavam pensando nas estrelas "se empurrando" para verem cenas de amor; ou Ilegal, imoral ou engorda (1976), em que fizeram por telefone; ou ainda O tempo e o vento (1989), em que o rei se questionou em que direção o vento levou aquele amor, para trazê-lo no mesmo sentido!

Outras passagens cômicas também são citadas como por exemplo, quando o rei o indicou que lavasse as mãos antes de ir ao sanitário, ou o "soco" que deu e salvou a vida do Milton Nascimento, ou ainda as ligações que recebia recheadas de deboche do Tim Maia, ou ainda o remédio que comprou para uma doença sexual na época e que fez o farmacêutico pensar que era para o Jorge Benjor. Enfim, não vou contar muito porque indico e espero que os amigos adquiram mais esse presente que o Erasmo nos proporciona e que nada tem de mau, pois retrata a vida de um homem, de um ídolo que só plantou o bem entre nós!

Um forte abraço a todos!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Blog Música do Brasil - 2º aniversário!!!

O tempo passa e nem percebemos. Hoje, esse espaço já comemora dois anos! Como uma criança ainda temos muito a aprender. Estamos apenas engatinhando nessa arte que envolve o mundo: a música. O que dizer além de agradecer aos colegas que por aqui passam, deixam seus comentários, suas impressões ou apenas, de passagem, consigo colaborar mesmo que de forma ínfima? Um obrigado parece ser tão pouco! Uma fatia do bolo musical se soma à generosidade de tantos que compreendem e colaboram com esse trabalho de divulgação!

Esse ano demos continuidade a um trabalho simples, mas feito com muita dedicação, movido pela paixão que nutre a arte musical. São quase 500 postagens e quase cem mil acessos! Incrível como esses números triplicaram em um ano, o que comprova que estamos no caminho certo em divulgar os grandes artistas da nossa música, sem preconceito ou qualquer discriminação, mas com o respeito que desperta cada trabalho relatado! O novo banner recém divulgado resume isso e dá o tom certo ao Blog, a nota musical que buscava desde seu começo e agora posso dizer que está definitivo.

Deus aparece em cada boa canção que toca o ser humano, que enaltece os bons sentimentos e planta em cada um a paz e o amor que deriva de Sua essência. Deus é o Maestro dos maestros, O Ser que rege todos nossos corações em torno de melodias afinadíssimas que são as trilhas sonoras de nossas vidas! Mesmo algumas sendo dissonantes, são nossas vidas! Então só me resta pedir que Ele encha os vossos corações de bênçãos musicais, de amor e de bondade e que podemos estar sempre juntos em festas como essas regadas à boa música brasileira!

Um forte abraço a todos!

domingo, 6 de dezembro de 2009

Paralamas ao vivo - Vamo batê lata

Em 1995, a grande banda de rock nacional Paralamas do Sucesso lançaram o cd duplo Vamo batê lata, contendo um cd ao vivo e outro cd com quatro canções até então inéditas, gravadas em estúdio. Do cd de estúdio, as quatro canções  foram bem recebidas pelo público: Uma brasileira, de Carlinhos Brown e em dueto com Djavan, Saber amar, Luís Inácio e Esta tarde.

No show, clássicos da banda que todo mundo canta, sucessos como A novidade, Dos margaritas, Vamo batê lata, Alagados, Caleidoscópio, Meu erro, O Rio Severino, Lanterna dos Afogados,  O beco, Romance ideal, Não estrague o dia, além de interpretações bem sucedidas de outros compositores como Trac-trac, de Fito Paez, Um a um (sucesso de Jackson do Pandeiro), Você e Gostava tanto de você (sucessos de Tim Maia),além de citações de Sol e chuva (Alceu Valença) em Não estrague o dia, Soul Sacrifice (Santana Band) em Meu erro e Paraíba (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira) em O Rio Severino.

Em 2005, foi lançado o vídeo desse show, com direito a quatro canções que não constaram no cd como Navegar impreciso, Perplexo, Whole Lotta Love e Cagaço. Esse é mais um grande trabalho dessa banda competentíssima que faz do rock nacional uma paixão, não apenas para eles mesmos, mas para todos que curtem seu trabalho e o vivenciam como algo que muito acrescenta na vida dos amantes da boa música brasileira!

Um forte abraço a todos!

sábado, 5 de dezembro de 2009

Entreolhares (The Way You’re Looking At Me)

Entreolhares é o novo hit de Ana Carolina que não para de tocar nas rádios. Gravada esse ano para seu novo álbum intitulado Nove, é um dueto com John Legend, onde Ana faz a parte em português e John, a parte em inglês.

Uma canção que fala de amor, de conquista, de uma paquera, típico do jovem, do povo brasileiro, coisa que a Ana sabe cantar tão bem, por isso tem sido considerada uma das mais bem sucedidas cantoras dos últimos tempos e esse sucesso só demonstra tudo isso, com direito a dueto no final entre as duas grandes vozes:

Entreolhares
(Ana Carolina, Antônio Villeroy e John Legend)

Se ficar assim me olhando
Me querendo, procurando
Não sei não, eu vou me apaixonar

Eu não tava nem pensando
Mas você foi me pegando
E agora não importa onde vá
Me ganhou vai ter que me levar

Você me vê assim do jeito que eu sou
É e faz de mim, tudo que bem quer
Eu que sei tão pouco de você
E você que teme em me querer

Se ficar assim me olhando
Me querendo, procurando
Não sei não, eu vou me apaixonar

Eu não tava nem pensando
Mas você foi pegando
E agora não importa onde vá
Me ganhou, vai ter que me levar
Com você é bom qualquer lugar

The way you're looking at me
You go with me, you want me
Can't help myself I gotta be in love

I wasn't even thinking
And now you got me sinking
I need you baby, I can't get enough
You got me

That's where I'll always be
I know you see me just the way I am
But just think of me
What you want me to be

I know you found the moment that we met
It's giving me a love I won't forget

Se ficar assim me olhando
Me querendo, procurando
Não sei não eu vou me apaixonar

Eu não tava nem pensando
Mas você foi pegando
I need you baby I can't get enough

You got me, that's where I'll always be
I'll go there, go anywhere with you

Se ficar assim me olhando
Me querendo, procurando
Não sei não eu vou me apaixonar

I wasn't even thinking
And now you got me sinking
I need you baby, I can't get enough
Me ganhou vai ter que me levar

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Atire a primeira pedra, ai, ai, aquele que não sofreu por amor...

Um dos maiores compositores e cantores, um nome histórico da nossa música, uma figura inesquecível para o samba nacional é Ataulfo Alves de Souza, natural de Miraí/MG e filho de um violeiro, sanfoneiro e repentista. Em 1933 gravou seu primeiro disco com o samba Sexta-feira e tornou-se um dos mais bem sucedidos sambistas dos anos 40 e 50 e também um homem elegante de sua época.

Entre seus inesquecíveis sucessos, encontramos nada mais, nada menos que Ai que saudades da Amélia, Atire a primeira pedra, Errei sim, Leva meu samba, Meus tempos de criança, Mulata assanhada, Na cadência do samba, Nem que chova canivete, Pois é, Saudade dela, Errei erramos, Pra que mais felicidade, Você passa e eu acho graça, A você, etc.

Ataulfo é reconhecido e respeitado por grandes nomes que regravaram e cantam seus sucessos. Carmem Miranda foi quem primeiro o gravou e daí em diante outros intépretes navegaram em seu oceano como Silvio Caldas, Orlando Silva, Carlos Galhardo, Dalva de Oliveira, Roberto Carlos, Clara Nunes, entre outros. O próprio Chico Buarque afirmou que o samba Quem te viu, quem te vê foi inspirado em Ataulfo, uma inesquecível figura que prestamos nossa singela homenagem!

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

O novo disco do Roberto Carlos

Esse é o novo cd de Roberto Carlos. Com 10 canções inéditas, quatro em parceria com o tremendão Erasmo Carlos, três sozinho e três de outros compositores comuns à sua obra como Carlos Colla e Mauro Motta, Eduardo Lages e Paulo Sérgio Valle e Isolda, eis os títulos das 10 canções inéditas, sendo que uma delas, todos já conhecem da trilha sonora da novela global Viver a vida:
  1. A mulher que eu amo
  2. Caminhos do amor
  3. O sinônimo (igual a você)
  4. Aquecimento global
  5. Sonho com você
  6. Nossos corações
  7. Pelo retrovisor
  8. Jesus está em nós
  9. Ao redor da felicidade
  10. O tempo todo com você
Um sonho não acham? Ao menos para um fã do Roberto como sou é mais que isso. Sei que muitos vão se perguntar se hoje é mesmo primeiro de dezembro ou primeiro de abril, para encontrarem uma brincadeira como essa! Bom, ao menos a brincadeira serve na medida em que revivemos a verdadeira emoção que se esconde atrás de um evento como esse. A capa foi um presente do meu amigo Zé Jeimis e bem que poderia ser a capa do novo disco de inéditas do Roberto que será lançado em 2010 com as verdadeiras capas e lista das canções. Mas, aos que acham que tomaram um banho de água fria ao serem avisados que tudo passa de uma brincadeira, fica a certeza que daqui a alguns dias, a que tudo indica, estaremos comentando sim sobre o novo cd do rei, que segundo dizem será o show gravado ao vivo no Maracanã do dia 11/07.

Mas, voltando ao novo cd de inéditas do Roberto, êta disco aguardado viu? Lembro de 30/11/1991 quando foi lançado naquele ano o novo disco. Eu, então um menino de 11 anos, fiquei com a maior vontade de comprá-lo e juntei meus trocados até que antes do Natal, tinha o novo disco! Que orgulho, que boa lembrança! Dali em diante, começava a juntar dinheiro em agosto para comprar o disco em dezembro e tamanha era minha emoção em adquirir esse trabalho! Fuçava as rádios atrás de notícias e quando descobria a data do lançamento, estava na porta da loja antes mesmo desta abrir. Era o primeiro de Limoeiro/PE a comprar o disco.

Durante toda a década de 90 pude acompanhar o lançamento do novo disco, que era rodeado de muito mistério e havia uma espécie de glamour e festividade em todo comércio. Era status você exibir o novo disco, tocá-lo em sua residência que tomava ares de felicidade. As pessoas limpavam, pintavam e lavavam suas residências, armavam suas árvores, preparando-se para o Natal, tudo ao som das novas canções, algo que explica bem porque esse homem é o maior artista da música brasileira há meio século. Era o "dia do Roberto Carlos", o Natal enfim tava chegando e com ele, o melhor presente. Nas lojas, o disco estava em todos os lugares, tocando sem parar. Rádios disputavam para serem a primeira a tocar. Especiais com a execução de todo o disco. Reportagens de jornais comparando a tradição do disco ao peru de Natal e ao queijo borboleta, entre outras tradições. Com nenhum outro artista aconteceu isso!

Talvez a pirataria e outros motivos levaram o lançamento de seu novo cd a ser um evento mais comum. Entretanto para os fãs ainda paira aquela ânsia de saber a data, a capa, a lista das canções, as letras, etc. Espero que, se alguém da equipe RC leia esse post, compreendam minha emoção e não me levem a mal. Emoção que revivi quando recebi essa capa do meu amigo Zé Jeimis, quando pensei em escrever esse post, onde apenas compartilho com meus amigos esse momento de felicidade que esse homem abençoado por Deus nos proporciona. Sim, Jesus derramou bênçãos ao Roberto e o elegeu o cantor de sua festa de aniversário no maior país católico do mundo. É apenas um fã revivendo um passado que fica em nossa retina como um momento de felicidade, afinal de contas, revivemos esses momentos lindos sempre que vamos às lojas buscar o novo cd do Roberto Carlos, inédito ou ao vivo!

Um forte abraço a todos!

domingo, 29 de novembro de 2009

Simone ao vivo

Em 2005 Simone lançou um cd/dvd que não é apenas mais um trabalho ao vivo da artista, mas um grande projeto que passeia por todas suas fases e alguns dos mais representativos clássicos de seu repertório. Produzido por Moogie Canázio, o projeto conta com as participações de Ivan Lins, Milton Nascimento e Zélia Duncan. Um trabalho que mescla sambas e canções românticas com a interpretação ímpar da "cigarra", iniciando com a saudação a todos em forma de canção com Saravá Saravá.

Em seguida, um aviso com um clássico: Tô voltando. Uma interpretação arrebatadora (todas são!) para Começar de novo, clássico também do compositor dela que entra na próxima canção, Vitoriosa. Isso mesmo, Simone e Ivan em dueto também na canção Dandara. Na sequência, O que será ( à flor da terra) e outro clássico que ficou no coração de quem escuta: Jura secreta, com Simone em alguns momentos sussurando a canção e indo às lágrimas ao final.

Milton Nascimento aparece em Encontros e despedidas e também na canção Cigarra, que fez anos atrás justamente para a Simone, emprestando esse nome à intérprete. Desenho de giz e Sob medida são as fases boleros, que Simone passeia tão bem com seu público que não para de cantar junto. É o que acontece com a canção É festa e também com Ex-amor e Dia branco, esta última até então inédita em sua voz.

Não vá ainda e Idade do céu são as duas canções que serviram de dueto com a Zélia, parceria que nos anos seguintes teria continuidade no disco que gravaram juntas: Amigo é casa. Pra finalizar, como começamos, com samba: Nós, Parei contigo e O amanhã. De bônus, a canção Então me diz. Um trabalho extraordinário de uma excelente intérprete que dispensa comentários, então é só curtir e se emocionar!

Um forte abraço a todos!

sábado, 28 de novembro de 2009

Quando o amor acontece

Eis uma das canções mais lindas do João Bosco, esse grande músico, grande compositor e cantor da nossa música, em parceria com Abel Silva. Um bolero romântico que reflete o que acontece com todo ser humano quando chega o amor. Ilusão, solidão, sofrimento, tudo vai embora quando nos sentimos rodeados por esse sentimento sublime.

Imagino quantos casais já sorriram ou choraram com essa canção. E mesmo quando parece que o amor nos faz sofrer é que ele pode nos fazer feliz, virando uma mescla de sentimentos totalmente representados nessa belíssima letra:

Quando o amor acontece
(João Bosco e Abel Silva)

Coração
Sem perdão,
Diga fale por mim
Quem roubou toda a minha alegria

O amor me pegou,
Me pegou pra valer
Aí que a dor do querer,
Muda o tempo e a maré
Vendaval sobre o mar azul

Tantas vezes chorei,
Quase desesperei
E jurei nunca mais seus carinhos

Ninguém tira do amor,
Ninguém tira, pois é
Nem doutor, nem pajé,
O que queima e seduz, enlouquece
O veneno da mulher

O amor quando acontece
A gente esquece logo
Que sofreu um dia,
Ilusão

O meu coração marcado
Tinha um nome tatuado
Que ainda doía,
Pulsava só a solidão

O amor quando acontece
A gente esquece logo
Que sofreu um dia,
Esquece sim

Quem mandou chegar tão perto
Se era certo um outro engano
Coração cigano
Agora eu choro assim

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Os Músicos do Brasil - 4

Eis aqui um dos principais músicos da atualidade. Milton Carlos Muniz Guedes é gaitista, saxofonista, flautista, natural do Rio de Janeiro/RJ e um dos mais requisitados músicos na atualidade, seja em shows, seja em gravações de grandes nomes da nossa música. Com um ano de idade foi morar em Brasília e lá, aos 18 anos, cantava e tocava em bares locais.

Foi Oswaldo Montenegro que o viu tocando e o convidou para participar como músico de suas peças no Rio de Janeiro, em 1986. Já em 1988, conhece Lulu Santos e passa a integrar sua banda durante dez anos, onde paralelamente grava álbuns solos e também participa de gravações e shows de outros artistas, com mais ênfase a partir de 1997, quando deixa a banda do Lulu.

Estão entre os músicos com os quais já trabalhou: Roberto Carlos, Fagner, Roupa Nova, Joanna, Eduardo Lages, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Rita Lee, Maria Bethânia, Sandra de Sá, Chitãozinho e Xororó, Fábio Jr., Elba Ramalho, Zé Ramalho, Sandy e Jr. entre outros, o que só comprova o talento e a competência desse extraordinário músico que enaltece o profissional brasileiro em todas as partes do mundo.

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Os compositores do Brasil - 21

Esse não é apenas mais um grande compositor nacional, mas também um excelente produtor musical, César Augusto Saud Abdala. Atuante na produção e na composição de vários discos e sucessos sertanejos, César Augusto é natural de Jaborandi/SP e tornou-se um dos profissionais mais respeitados no ramo. Seu primeiro sucesso nacional foi Pouco a pouco, em parceria com Martinha, gravada por Gilliard em 1981.

Daí em diante, muitos sucessos como Entre tapas e beijos, Festa de rodeio, Pareço um menino, Eu vou sempre amar você, Coração na contramão, Desculpe mas eu vou chorar, Felicidade que saudade de você, Hoje eu quero te amar, Pra não pensar em você, Preciso ser amado, Um sonhador, Pare, Sinônimos, Antes de voltar pra casa, entre tantas.

Uma coisa difícil nos compositores do Brasil é encontrar relatos sobre eles. Até uma fotografia é algo raro em se tratando de alguns nomes tão importantes como é o caso do César Augusto que já foi gravado por pessoas como Zezé di Camargo e Luciano, Leandro e Leonardo, Daniel, Chitãozinho e Xororó, Fábio Jr., Roberto Carlos, Bruno e Marrone, entre tantos que levaram seus hits às rádios e a muitos lares e agora, conhecemos um pouco sobre sua figura tão importante.

Um forte abraço a todos!

domingo, 22 de novembro de 2009

Perfil Gilberto Gil

Em 2005 a coletânea Perfil nos presenteou com mais um grande nome da série: Gilberto Gil. Com um diferencial de apresentar 18 canções (geralmente vêm com 14), podemos comprovar uma compilação com alguns dos maiores sucessos desse músico mais que bem sucedido em nosso país!

É o que presenciamos em canções como Vamos fugir, Esperando na janela, Não chore mais, Flora, Super-homem, Índigo blue, Palco, Realce, Punk da periferia, Pessoa nefasta, Andar com fé, Refazenda, Drão, Se eu quiser falar com Deus, A Rita, A novidade, Domingo no Parque e Aquele abraço, muitos desses verdadeiros clássicos da música brasileira e indispensáveis na hora de falar sobre sua contribuição musical.

É claro que toda coletânea sempre deixa esta ou aquela canção de fora. Gosto de algumas canções do Gil como Abri a porta e Estrela, ausentes desse projeto. Mas, em artistas desse porte, com um vasto repertório e com canções tão presentes na vida dos brasileiros, é natural que cada um tenha uma coletânea de suas preferidas a apresentar. E vale destacar que o repertório desse cd é muito bom, além de apresentar encarte com letras das canções e no mais, como diria o próprio Gil, Aquele abraço!

Um forte abraço a todos!

sábado, 21 de novembro de 2009

Chega de mágoa

Nesses dias de intenso calor, me peguei pensando na questão da água doce em nosso planeta. Algo tão essencial e que pode se tornar raro e até acabar se não consumida de forma racional e para isso precisamos construir uma educação ambiental séria entre a sociedade para firmarmos essa ideia. Lembrei-me do projeto Chega de mágoa, que ocorreu em 1985 e, embora abordasse a seca, tivemos a água como tema central.

Em uma criação coletiva e com vozes de grandes nomes de nossa música como Milton Nascimento, Tom Jobim, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Roberto Carlos, Tim Maia, Fagner, Erasmo Carlos, Elizeth Cardoso, Djavan, Rita Lee, Gal Costa, Gonzaguinha, Elba Ramalho, Chico Buarque, Fafá de Belém, Gilberto Gil e outros mais de cem músicos envolvidos em uma campanha benficente onde a música brasileira entrou de frente contra os problemas sociais do Nordeste Brasileiro, através de uma canção que nos chama a pensar melhor em como cultivar a água nesse nosso mundo:

Chega de mágoa
(Criação coletiva)

Nós não vamos nos dispersar
Juntos, é tão bom saber
Que passado o tormento
Será nosso esse chão

Água, dona da vida
Ouve essa prece tão comovida
Chega, brinca na fonte
Desce do monte, vem como amiga

Te quero água de beber
Um copo d’água
Marola mansa da maré
Mulher amada
Te quero orvalho toda manhã

Terra, olha essa terra
Raça valente, gente sofrida
Chama, tem que ter feira
Tem que ter festa, vamos pra vida

Te quero terra pra plantar, ah
Te quero verde
Te quero casa pra morar, ah
Te quero rede
Depois da chuva o Sol da manhã

Chega de mágoa
Chega de tanto penar

Canto e o nosso canto
Joga no tempo uma semente
Gente, olha essa gente
Olha essa gente, olha essa gente

Te quero água de beber
Um copo d’água
Marola mansa da maré
Mulher amada

Te quero terra pra plantar
Te quero verde, hum
Te quero casa pra morar
Te quero rede
Depois da chuva o Sol da manhã

Canto (eu canto) e o nosso canto (canto)
Joga no tempo (joga no tempo) uma semente
Gente (quero te ver crescer bonita)
Olha essa gente (quero te ver crescer feliz)
Olha essa gente (olha essa terra, olha essa gente)
Olha essa gente (Gente pra ser feliz, feliz)

Te quero água de beber (me dê um copo)
Um copo d’água
Marola mansa da maré
Mulher amada (mulher amada)

Te quero terra pra plantar (plantar)
Te quero verde (te quero verde)
Te quero casa pra morar
Te quero rede
Depois da chuva o Sol da manhã

Chega de mágoa
Chega de tanto penar
Ah!

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

O meu nome gritou com uma carta na mão...

Natural de São Paulo/SP, Isaura Garcia, mais conhecida como Isaurinha Garcia é um dos maiores nomes da música brasileira, sobretudo da era do rádio. Na infância, ajudava na loja da família a engarrafar vinho, quando seu talento aparece, pois realizava esse trabalho cantando. Aos 13 anos, participara de programas de calouros nas rádios, iniciando ali sua carreira.

Inspirada em Carmem Miranda e Aracy de Almeida, gravou seu primeiro disco em 1941. Com mais de 50 discos, habitou-se a explorar um repertório bastante romântico, interpretando canções inesquecíveis como Mensagem, Corcovado, Não se esqueça de mim, Só louco, Por causa de você, Preciso aprender a ser só, Matriz ou filial, Bom dia Tristeza, Apelo, Chove lá fora, Fim de Caso, Trocando em miúdos, Folhetim, Meditação, Castigo, Vingança, Nunca, Eu sei que vou te amar, entre outros.

Isaurinha foi ao andar de cima em 1993 e continua sempre lembrada como uma das maiores intérpretes não apenas do rádio, mas da história geral da nossa música brasileira. Muitas de nossas cantoras atuais a citam como grande influência e é bom saber que existe nomes como esse que representa bem a música romântica desse país!

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Não é pouco o que eu gosto de você...

Natural de Natal/RN, Gilliard Cordeiro Marinho é um cantor/compositor que traz na bagagem muito sucesso, principalmente no final dos anos 70 e por toda década de 80. Canções que pintavam, ora nos rádios, ora nos programas mais populares da televisão da época o tornaram um dos artistas mais requisitados para shows, cumprindo uma agenda de apresentações país afora até hoje, embora esbarre em uma mídia injusta na atualidade com artistas como ele.

Começou a cantar aos oito anos de idade e já adolescente trabalhava em rádios. No final dos anos 70 vai para o Rio de Janeiro, onde grava no final de 79 seu grande sucesso nacional: Aquela nuvem. Nem todos o reconhecem hoje, mas para muitos, é algo inesquecível canções como Coisas de nós dois, Como posso te chamar de amiga se chamei de amor, Coração materno, Doce paixão, Festa dos insetos, Pouco a pouco, Você só pensa em você, Eu amo amar você, Não diga nada, Pensamento, Quem me dera, Flor mamãe, entre outros.

Existe muita discriminação, muito preconceito, mas muitos artistas persistentes em levar seu trabalho a um público que reflete uma recepção amorosa em virtude de um trabalho que traz alegria às pessoas. Gilliard é um desses artistas que, com muita luta, não esquece aquelas pessoas que cantaram e cantam seus sucessos onde ele se apresentar!

Um forte abraço a todos!

domingo, 15 de novembro de 2009

Djavan ao vivo

Um dos melhores dvds da carreira do Djavan, fruto do show e do disco ao vivo, gravado no Rio de Janeiro em 1999, este trabalho apresenta clássicos de sua carreira até então, além de depoimentos do artista retratado em Barcelona. Além disso podemos desfrutar de canções que não estão no cd duplo como Maçã, Doidice, Dupla traição, Irmã de Neon, Pára-raio e Capim.

E são nos grandes clássicos do Djavan que existe a maior interação entre público e astro, seja em canções com novos arranjos como Meu bem querer e Oceano que não perdem o poder de tocar os fãs e se unem a eternos clássicos de seu repertório como  Samurai, Nem um dia, Cigano, Açaí, Fato consumado, Faltando um pedaço, Flor de Lis, Eu te devoro, Se, Sina, Pétala e Lilás, transformando esse num de seus maiores projetos em 25 anos de carreira até então.

Com a produção do próprio Djavan que também toca violão ao lado de seu filho Max Viana e de toda sua banda, temos ainda outras canções menos radiofônicas, mas não menos importantes em um show como esse: Azul, Álibi, Um amor puro, Amar é tudo, Acelerou, A carta, Boa noite e Seduzir completam o excelente repertório. De bônus, além da entrevista com o cantor, também três clipes de Eu te devoro, Acelerou e Esquinas.

O dvd é um retrato de um dos maiores artistas da nossa música, um cara que tem um público fiel e um respeito enorme vindo dos colegas. Esse projeto só vem a enaltecer que mesmo aqueles que não curtem seu trabalho, suas grandes interpretações românticas, reconhecem em Djavan um nome que expõe um trabalho valiosíssimo para a boa música brasileira!

Um forte abraço a todos!

sábado, 14 de novembro de 2009

Não posso ficar nem mais um minuto sem você...

Adoniran Barbosa é o nome artístico de João Rubinato, um dos maiores músicos, ator, cantor e compositor que nossa música teve. Natural de Valinhos/SP, Adoniran Barbosa era um dos personagens que Rubinato apresentava nas rádios e acabou se firmando, pela sua popularidade. Considerado o Noel Rosa paulista, Adoniran foi figura imprescindível para o samba, entrando para a história como um dos maiores nomes da cultura e produção artística paulista.

Suas primeiras composições foram Minha vide se consome e Socorro. Foi nos programas de rádio, se apresentando também fazendo radioteatro, que Adoniran iniciou sua carreira artística. Mais tarde, participa da formação inicial do grupo Demônios da garoa e seu primeiro disco vem em 1951 com os sucessos Os mimosos colibri e Saudosa maloca. Seu primeiro disco solo viria em 1974, registrando antigas e novas canções.

Outros sucessos de sua autoria são Bom dia tristeza, Iracema, Samba do Arnesto, Tiro ao Álvaro, Trem das onze, As mariposas, Aguenta a mão João, Despejo na favela, Malvina, Vila esperança, Torresmo à milanesa, Um samba do bixiga, entre tantas relembradas por outros intérpretes como Elis Regina, Djavan, Gal Costa, Mpb 4 e outros nomes que reconhecem nele mais uma figura fundamental para a história da música brasileira!

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

As cidades cantadas - 9

Ontem foi aniversário da cidade de Cachoeiro de Itapemirim e hoje prestamos nossa homenagem a essa cidade do interior do Espírito Santo, com nossa série As cidades cantadas. Cachoeiro é como toda cidade provinciana, com a pracinha, a igrejinha, Estação ferroviária, relevo marcado por serras e cortada pelo rio Itapemirim e é conhecida nacionalmente como a terra do rei Roberto Carlos. Mas, Cachoeiro também abriga a origem do escritor Rubem Braga, a bailarina Luz Del Fuego e os cantores Sérgio e Raul Sampaio.

E é do Raul Sampaio, na voz do rei Roberto Carlos, a canção que retrata toda geografia da cidade, além da saudade que os filhos ilustres expressam enquanto estão distantes. Meu pequeno Cachoeiro teve sua gravação original em 1970, obtendo regravação em 2005, numa versão mais raiz:

Meu pequeno Cachoeiro
(Raul Sampaio)

Eu passo a vida recordando
de tudo quanto aí deixei
Cachoeiro, Cachoeiro
vim ao Rio de Janeiro
p'ra voltar e não voltei!

Mas te confesso na saudade
as dores que arranjei pra mim
pois todo o pranto destas mágoas
ainda irei juntar nas águas
do teu Itapemirim

Meu pequeno Cachoeiro
vivo só pensando em ti
ai que saudade dessas terras
entre as serras
doce terra onde eu nascí!

Recordo a casa onde eu morava
o muro alto, o laranjal
meu flamboyant na primavera
que bonito que ele era
dando sombra no quintal

A minha escola, a minha rua
os meus primeiros madrigais
ai como o pensamento voa
ao lembrar a Terra boa
coisas que não voltam mais!

Meu pequeno Cachoeiro
vivo só pensando em ti
ai que saudade dessas terras
entre as serras
doce terra onde eu nascí

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Fazer sinais de fogo pra você me ver...

Mais uma daquelas que se pode dizer "filho de peixe, peixinho é": Preta Maria Gadelha Gil Moreira, ou simplesmente Preta Gil. Natural do Rio de Janeiro, embora todos achem que também é da Bahia, além de cantora, é atriz e produtora. Em 2002 lançou-se como cantora e em 2003 sai seu primeiro trabalho contendo canções inéditas de compositores como Ana Carolina, Pedro Baby e Davi Moraes, além da regravação de Espelhos d´água. Também coincide com o ano de estreia de Preta em novelas.

Em 2005 lança segundo trabalho com canções de Adriana Calcanhoto, Sandra de Sá, Pedro Luís e Moraes Moreira, entre outros. Entre seus sucessos, podemos citar Sinais de fogo, Mutante, Cheiro de amor, Medida do amor, Toda menina baiana, Estéreo, Estágio no perigo, Vá lá, Calor da Bahia, entre outros.

Preta pretende gravar seu primeiro dvd e mesmo estando no início de sua carreira, comprova a cada trabalho que não é apenas a filha do grande Gilberto Gil e sim, mais um nome promissor na música brasileira que se renova em trabalhos bem sucedidos como os que apresenta e com os quais conquista cada vez mais um bom público.

Um forte abraço a todos!

domingo, 8 de novembro de 2009

elas cantam Roberto Carlos

O Natal chega mais cedo aos amantes da boa música. Desde a semana passada está nas lojas o dvd elas cantam Roberto Carlos. O cd já havia sido lançado mês passado, ambos frutos do especial ocorrido em maio desse ano, transmitido em parte pela Rede Globo e comentado aqui nesse espaço como parte das comemorações pelos 50 anos de carreira do maior artista da música brasileira!

Dizer que o show está um primor é mais que esperado para um fã do Roberto, mas esse trabalho extrapola o requinte e a elegância, desde o figurino das cantoras até a excelente qualidade gráfica. O making off é um capítulo a parte, pois além de ser algo inédito em dvds do rei e muito bem recebido por seus fãs, retrata toda a sinceridade de um trabalho primoroso, onde várias intérpretes, dos mais variados estilos, reverenciam o rei da música brasileira, através de seus depoimentos.

São canções com uma nova roupagem que arrasam qualquer coração romântico. O que dizer de Zizi Possi interpretando Proposta? Alcione arrasando em Sua estupidez? Fafá, com toda sua perfomance em Desabafo? Martn´ália mandando ver em Só você não sabe, samba altamente estilizado! Nana em Não se esqueça de mim, dispensa comentários! Claudinha Leite surpreendendo em Falando Sério! Marina, improvisando e dizendo que tudo está deserto, sem Roberto em Como dois e dois é demais! Aliás, é esse sentimento que passa em mim quando alguém canta Roberto: uma saudade de sua figura carismática no palco. Mas, essa saudade dura pouco, pois Ivete, após seu número com Eduardão no piano, chama o rei ao palco que, após nos presentear com suas eternas Emoções, divide o vocal com todas as 20 divas em um encontro histórico e inesquecível número: 21 vozes em torno de Como é grande o meu amor por você, comprovando que elas cantaram mesmo Roberto e em grande estilo!

O dvd aborda um Roberto como vimos nesses 50 anos de carreira: um repertório ímpar e uma seleção que abrange todos os ritmos, todas as classes, sem espaço para nenhuma discriminação ou preconceito. É claro que ficaram alguns outros grandes nomes de fora e sempre ficaríam, afinal, além da questão de seus compromissos, tem todo um processo de marketing e patrocínio que acaba vetando algumas das pessoas que gostaríamos que ali estivesse. Mas, é inegável que o resultado expõe, além de grandes interpretações, uma verdadeira e sincera reverência por parte das grandes cantoras brasileiras, aqui representadas por 20 divas, as divas do rei!

Um forte abraço a todos!

sábado, 7 de novembro de 2009

Retrovisor

Uma das minhas canções preferidas do repertório do Fagner, Retrovisor, lançada em 1990 e regravada em 1998 em dueto com Zezé di Camargo e Luciano, retrata amor e saudade através da velocidade. Um tema apaixonante para quem dirige e junta a isso a saudade daquele velho amor!

Com algumas metáforas, Retrovisor é uma das letras mais lindas desse cearense que possui uma legião muito grande de fãs e que o classifico como dos meus favoritos. Mais uma parceria bem sucedida com outro grande compositor, Fausto Nilo, essa canção apresenta trechos fantásticos como "De repente a velocidade chora..., no espelho a minha solidão... sou levado pelo movimento que tua falta faz..." Demais, demais! Grande Fagner, Grande Fausto Nilo:

Retrovisor
(Raimundo Fagner e Fausto Nilo)

Onde a máquina me leva não há nada
Horizontes e fronteiras são iguais
Se agora tudo que eu mais quero já ficou prá trás

Qualquer um que leva a vida nessa estrada
Só precisa de uma sombra prá chegar
A saudade vai batendo e o coração dispara

Mas de repente a velocidade chora
Não vejo a hora de voltar prá casa
A luz do teu olhar no fim do túnel
E no espelho a minha solidão

O céu da ilusão que não se acaba
A música do vento que não pára
Será que a luz do meu destino vai te encontrar?

Vejo a manhã de sol entrando em casa
Iluminando os gritos das crianças
Os momentos mais bonitos na lembrança não vão se apagar

Ai quem me dera encontrar contigo agora
E esquecer as curvas dessa estrada
Eu prefiro sonhar com os rios e lavar minh'alma

Alguém sentando à beira do caminho
Jamais entenderá o que é que eu sinto agora
Sou levado pelo movimento que tua falta faz

Havia tanta paz no teu carinho
Na despedida fez um dia lindo
Quem sabe tudo estará sorrindo quando eu voltar...

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Os Músicos do Brasil - 3

Grande nome da Bossa Nova e um dos maiores violonistas brasileiros, além de extraordinário compositor. Assim é Baden Powell de Aquino, natural de Itaperuna/RJ. Filho de violonista, apesar de canhoto, tocava o instrumento como destro, o explorando de forma única, desde os oito anos de idade.

Iniciou sua carreira musical aos 15 anos e com a autorização do Juizado de Menores, tocava na noite carioca. Acompanhou diversos artistas como Ângela Maria, Silvinha Telles, Maysa, Claudette Soares, Elis Regina, Elizeth Cardoso, entre outros. Como compositor, sua primeira canção foi Samba triste, em parceria com Billy Blanco, gravada em 1959 por Lúcio Alves.

A parceria com Vinícius foi das mais sólidas e entre suas composições com este e com outros grandes parceiros, podemos citar Apelo, Samba da bênção, A volta, Lapinha, Quaquaraquaquá, entre outras também em parcerias com Paulo César Pinheiro, outro grande compositor com quem dividiu canções. Baden foi ao andar de cima em 2000, mas continua presente na memória do país como um dos maiores e mais representativos músicos que o Brasil possui!

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Os compositores do Brasil - 20

Natural de Niterói/RJ e um dos fundadores do Clube da esquina, Ronaldo Bastos Ribeiro é o homenageado da série Os compositores do Brasil. Compositor e produtor musical, desde criança já compunha suas marchinhas carnavalescas. Sua carreira artística começou no Clube da esquina, compondo com Milton Nascimento as canções Três pontas, Nada será como antes e Fé cega faca amolada.

Entre outras canções de sua autoria com diversos parceiros, podemos citar Cravo e canela, Um certo alguém, Nada mais, Quando te vi, Amor de índio, A força do amor, Cais, Canção do sonho bom, Chuva de prata, Cigarra, Samba do soho, Sol de primavera, Todo azul do mar.

Ronaldo já foi interpretado pelos mais variados nomes da nossa música e só pra citar alguns, temos Tom Jobim, Caetano Veloso, Djavan, Milton Nascimento, Flávio Venturinni, Beto Guedes, Roberto Carlos, Gal Costa, Roupa Nova, Cauby Peixoto, Elis Regina, Nana Caymmi, Maria Bethânia, Lulu Santos, Ed Motta, Paralamas do Sucesso, entre tantos. E com um leque de tantas criações e com tantos grandes intérpretes, Ronaldo Bastos merecia essa singela homenagem onde retratamos um pouco de sua obra e contribuição musical!

Um forte abraço a todos!

domingo, 1 de novembro de 2009

Tim Maia - Vale tudo

E aproveitando as Bienais de livros que ocorrem, sobretudo nessa época do ano, indicarei dois livros que andei lendo e que muito gostei! O primeiro, Vale Tudo, de Nelson Motta (de quem ano passado havíamos comentado sobre outra obra aqui mesmo no Blog, o Noites Tropicais), uma biografia sobre o eterno síndico Tim Maia. O segundo, Diário de um salafrário, um livro de contos do meu amigo Vinícius Faustini.

Vale tudo, lançado pela Ed. Objetiva em 2008, aponta várias passagens da vida do Tim, desde sua infância, juventude, formação musical ao lado de Ben, Roberto e Erasmo, a turma da Tijuca, a ida aos Estados Unidos, as primeiras composições e gravações, seus discos, shows presentes e shows ausentes, e tantas histórias que envolveram a figura polêmica, mas sobretudo musical de um dos maiores astros de todos os tempos que a música brasileira conheceu.

Diário de um salafrário é o primeiro trabalho do meu amigo Vinícius Faustini, que apresenta seus contos e toda habilidade literal de um escritor que, sem sombra de dúvidas, ainda irá nos presentear com outros grandes trabalhos, reflexos de textos inteligentes que encontramos nessa obra. Lançado em setembro de 2009 pela Editora Litteris, não é um livro musical, mas seus textos nos convidam a viajar na mesma arte, de quem conhece bem as palavras e sabe manipular as ideias de uma forma que o som das palavras chegue no mais perfeito tom! Elegância total! E por enquanto, em termos de literatura, ficamos por aqui, mas voltaremos em breve para falarmos sobre o lançamento do Erasmo - Minha fama de mau!

Um forte abraço a todos!

sábado, 31 de outubro de 2009

Migalhas

Erasmo Carlos merecidamente está em alta, graças a Deus! Além de seu novo show, onde divulga seu novo trabalho, está na trilha sonora da novela Viver a vida, na voz de Simone, com a belíssima canção Migalhas.

Simone empresta todo seu incontestável talento de grande intérprete de nossa música para essa canção que deve se tornar mais um clássico de seu repertório. Com uma letra que mescla romantismo e filosofias, Migalhas explora uma mulher que busca sua independência, reconhecendo seus valores e seus anseios! E o tremendão entende bem da alma feminina, o que comprova a letra abaixo:

Migalhas
(Erasmo Carlos)

Sinto muito, mas não vou medir palavras
Não se assuste com as verdades que eu disser
Quem não percebeu a dor do meu silêncio
Não conhece O coração de uma mulher

Eu não quero mais ser da sua vida
Nem um pouco do muito de um prazer ao seu dispor
Quero ser feliz, não quero migalhas
Do seu amor… do seu amor…

Quem começa um caminho pelo fim
Perde a glória do aplauso na chegada
Como pode alguém querer cuidar de mim
Se de afeto esse alguém não entende nada

Eu não quero mais ser da sua vida
Nem um pouco do muito de um prazer ao seu dispor
Quero ser feliz, não quero migalhas
Do seu amor… do seu amor…

Não foi esse o mundo que você me prometeu
Que mundo tão sem graça, mais confuso do que o meu
Não adianta nem tentar maquiar antigas falhas
Se todo o amor que você tem pra me oferecer são migalhas, migalhas...

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Só danço samba...

E hoje falaremos sobre Elza da Conceição Soares, cantora e compositora, sambista, natural do Rio de Janeiro/RJ. Participou de programas de calouros como o de Ary Barroso e como crooner e já no final dos anos 50, fez shows na Argentina. Trabalhou na rádio e em 1959 gravou seu primeiro trabalho em um 78 rpm com a canção Se acaso você chegasse, que posteriormente foi o título do seu primeiro lp.

Em 62 representou o Brasil na Copa do mundo, se apresentando no Chile e conheceu Garrincha com quem casaria mais tarde. Alguns de seus sucessos são Boato, Cadeira vazia, Só danço samba, Mulata assanhada, Aquarela brasileira, Rosa morena, Eu bebo sim, Beija-me, Castigo, Dindi, Espumas ao vento, O meu guri, Brasileirinho, Malandro, Mas que nada, entre outras.

Elza tem uma carreira bastante sólida e com mais de 50 anos de carreira, é reconhecida tanto no Brasil como no exterior como um grande nome de nossa música e hoje, prestamos uma singela homenagem, comentando um pouco sobre sua obra e sua contribuição à melhor música do planeta!

Um forte abraço a todos!