sábado, 24 de setembro de 2011

Começaria tudo outra vez

Considero esse um dos boleros mais perfeitos composto por um artista brasileiro, além de se tratar de um clássico do Gonzaguinha e da música brasileira, interpretada também por Cauby Peixoto,  Maria Bethânia, Emílio Santiago, Ângela Maria, entre outros bons cantores nacionais e até internacionais, como foi o caso do pianista Richard Clayderman.

Com uma paixão avassaladora e uma mescla de outros bons sentimentos como o otimismo, típicos de canções do Gonzaguinha, essa canção enaltece um relacionamento tão perfeito que se fosse possível, o intérprete voltaria e viveria tudo exatamente do mesmo jeito. E quantas vezes desejamos reviver tudo como foi? Talvez por isso e por tantas interpretações geniais, além da beleza da música é que essa canção pode ser classificada como clássica do nosso cancioneiro popular.

Começaria tudo outra vez
(Gonzaga Jr.)

Começaria tudo outra vez
Se preciso fosse, meu amor
A chama em meu peito ainda queima saiba
Nada foi em vão

A cuba-libre dá coragem em minhas mãos
A dama de lilás me machucando o coração
A sede de querer teu corpo inteiro
Coladinho ao meu

Então eu cantaria a noite inteira
Como já cantei e cantarei
As coisas todas que eu tive e tenho
E um dia terei

A fé no que virá
E a alegria de poder olhar pra trás
E, ver que voltaria com você
De novo viver neste imenso salão

Ao som deste bolero! vida vamos nós
E não estamos sós
Veja, meu bem
A orquestra nos espera
Por favor mais uma vez, recomeçar

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Nosso amor estava escrito nas estrelas...

Natural de Campo grande/MS, essa é Teresinha Maria Miranda Espíndola, mais conhecida como Tetê Espíndola. Irmã de músicos com os quais montou um grupo e iniciou sua carreira, Tetê tem uma voz aguda incrível. Lançou seus primeiros discos ainda no final da década de 70 e início dos anos 80, com uma temática regionalista e influência de ritmos paraguaios.

Mas, ainda hoje é lembrada por seu grande sucesso Escrito nas estrelas, canção que a tornou conhecida do grande público, por ter vencido um Festival da Globo. E outras canções foram sucesso em sua voz como Galopeira, Meu primeiro amor, Índia, Carinhoso, Refazenda, Adeus Pantanal, Sertaneja, Na chapada, etc.

Tetê continua fazendo shows e relembrando seus grandes sucessos. Acredito que muitos que torciam o nariz para sua Escrito nas estrelas não conheciam o talento da intérprete de outras canções que a consagraram no decorrer de todo esse tempo, atraindo para ela um público cada vez mais fiel!

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Os Compositores do Brasil - 41

Este é José Antônio de Freitas Mucci, mais conhecido como Tunai. Apesar de cantar, Tunai se destaca mais na composição de grandes sucessos que ele mesmo interpreta e também nas vozes de outros nomes da nossa música. Natural de Ponte Nova/MG, é irmão do também cantor e compositor João Bosco.

Entre os intérpretes de seus sucessos temos Elis Regina, Simone, Gal Costa, Nana Caymmi, Milton Nascimento, Roupa Nova, Fafá de Belém, João Bosco, Fagner, Emílio Santiago, Zizi Possi, Sandra de Sá, Ney Matogrosso, Ivete Sangalo, Elba Ramalho, entre outros, em sucessos como Certas canções, Frisson, Se eu disser, As aparências enganam, Trovoada, Saudades do Brasil, Agora tá, Depois das dez, Olhos do coração, Eternamente, Rádio experiência, etc.

Tunai já lançou discos com alguns de seus sucessos, obtendo sempre êxitos naquilo que faz. Continua país afora fazendo shows e divulgando seu trabalho e com isso, aguardamos apenas mais canções vindo desse grande artista que temos em nossa música e os intépretes agradecem!

Um forte abraço a todos!

domingo, 18 de setembro de 2011

CD Adilson Ramos – Alegrando corações

Para comemorar seus cinqüenta anos de carreira, Adilson Ramos presenteou seus fãs com um trabalho onde mescla canções inéditas com regravações de grandes sucessos, todos feitos em estúdio, resultando em um grande trabalho para quem curte a voz e as eternas canções desse grande romântico.

Das inéditas temos a continuidade do estilo Adilson Ramos em canções mais agitadas como Um toque de recordação e Planeta sedução, até as mais lentas Me telefona e Fala sério (a minha preferida, com uma levada bem pop e letra mais que romântica). Os clássicos aparecem em A chuva me lembrou você, Só liguei porque te amo e nos medleys que trazem Leda/Solidão/Matinê/Olga, Fim de festa/Erro perfeito e Sonhar contigo/Sonhei com você/Duas flores/O relógio/Tão somente uma vez.

Completam o trabalho outras canções menos clássicas, mas não menos interessantes como Lá vou eu, Vem, Até que amanheça, Vai anoitecer, Porta-retrato (ao vivo), Corpo alma e coração, Seguindo você e uma regravação de O que você quiser, do repertório do José Augusto. Com esse trabalho, Adilson perpetua seu trabalho entre nós, mesclando sua animação típica desde a Jovem Guarda, inclusive em algumas canções que têm essa levada, com seu romantismo inquestionável e sempre agradável a todos que freqüentam seus shows e curtem seus cds.

Um forte abraço a todos!

sábado, 17 de setembro de 2011

Desenho de giz

Essa é mais um clássico do repertório do João Bosco. Mais uma daquelas canções que arrebentam coração, também interpretada por outros artistas como Simone e Emílio Santiago, inclusive tendo a participação do João na gravação da Simone.

Desenho de giz remete a uma reflexão, uma conversa entre o artista e seu público, por exemplo, a respeito dos sentimentos mais profundos, do amor enfim, chegando a antiga e óbvia conclusão de que não dá pra ser feliz sem amor. É claro que os mais românticos pensam no amor entre duas pessoas, mas indo além, isso se verifica no termo amor em seu mais profundo e extremo significado e creio que foi essa a lição que o João e o Abel quiseram passar pra nós através dessa belíssima canção:

Desenho de giz
(João Bosco e Abel Silva)

Quem quer viver um amor
Mas não quer suas marcas,
qualquer cicatriz

A ilusão do amor
Não é risco na areia,
é desenho de giz

Eu sei que vocês vão dizer
A questão é querer desejar, decidir
Aí diz o meu coração
Que prazer tem bater se ela não vai ouvir

Aí minha boca me diz
Que prazer tem sorrir
Se ela não me sorri também
Quem pode querer ser feliz
Se não for por um grande amor

Eu sei que vocês vão dizer
A questão é querer desejar, decidir
Aí diz o meu coração
Que prazer tem bater se ela não vai ouvir
Cantar mas me diga prá que ai ai ai
E o que vou sonhar
Só querendo escapar à dor
Quem pode querer ser feliz
Se não for por amor

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Nada me separa desse amor...

A música brasileira é riquíssima em sua diversidade e isso é um dos elementos marcantes que a tornam a melhor do mundo, a meu ver. O segmento gospel tem conquistado cada vez mais espaço no mercado nacional, atingindo até mesmo àqueles de religiões diferentes e acho que assim é que deveria ser. Ao menos a música é universal e não divide as pessoas quanto às suas crenças, por isso mesmo creio que a boa música nos deixa mais perto de Deus.

E artistas como José Clementino de Azevedo Neto, ou simplesmente J. Neto, é um dos pioneiros na difusão desse segmento em nosso país. Natural de Parelhas/RN, mudou-se para o Rio de Janeiro ainda criança. Lançou-se na carreira artística nos anos 80, quando lançou seu primeiro disco em 1985. Entre seus sucessos temos Nada me separa desse amor, Pensando bem, Vaso novo, Água viva, A tua graça me basta, Amor sem fim, Dê um sorriso, Não tente sozinho, etc.

Jota Neto, como é conhecido, é considerado o Roberto Carlos dos evangélicos, por ter um timbre de voz muito parecido com o do Roberto, de quem deve ter sofrido influências. E no mundo gospel é um dos melhores, dos mais populares. E isso só reforça o que falei acima: sonho com um dia em que as pessoas vão ouvir a boa música sempre e entender que ela não divide ninguém em nada, nem mesmo em religiões!

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Forjar no trigo o milagre do pão...

Uma das duplas mais respeitadas do gênero sertanejo raiz: Pena branca e Xavantinho, nomes artísticos de José Ramiro Sobrinho e Ranulfo Ramiro da Silva. Irmãos, ambos de Uberlândia/MG, trabalharam na roça, desenvolvendo o gosto pelo canto e pela viola. Começaram a cantar em 1962 e em 1968 mudaram para São Paulo para tentar a carreira artística, participando de alguns festivais.

Mas, o destaque só viria em festival de 1980, com a música Que terreiro é esse?, classificada para a final. No mesmo ano lançaram seu primeiro LP, com destaque para as canções Velha morada e O cio da terra. E entre outros sucessos, temos Rama de mandioquinha, Memória de carreiro, Mulheres da terra, Casa de barro, Luar do Sertão, Tristeza do Jeca, Vaca estrela e boi fubá, Amanheceu peguei a viola, Romaria, Tocando em frente, Cálix bento, etc.

Xavantinho nos deixou em 1999 e Pena branca deu continuidade ao trabalho da dupla até 2010, quando também partiu para a eternidade. Eles serão sempre lembrados como uma ótima referência nesse gênero tão discriminado, mas que é tão brasileiro e que canta o interior desse país, com suas paisagens e riquezas, como ninguém.

Um forte abraço a todos!

domingo, 11 de setembro de 2011

Roberto Carlos em Jerusalém

O grande projeto do rei Roberto Carlos para 2011 foi o show realizado em Jerusalém no último dia 07 e exibido pela Globo ontem. Pela primeira vez, cantando naquele país, (Roberto já gravou cenas do filme O diamante cor de rosa, em 1969 em Israel), fez um show memorável. Clássicos como Emoções, Detalhes (que ele cantou em quatro idiomas), Além do horizonte, Como vai você (que cantou em espanhol), Como é grande o meu amor por você, Lady Laura, Proposta, Outra vez, Eu te amo te amo te amo, Mulher pequena (em espanhol e português), Desabafo e É preciso saber viver  que estão no seu atual show não ficaram de fora.

Mas, as surpresas vieram pela inclusão de canções que nem sempre canta em shows como Eu sei que vou te amar, Olha, Falando sério,  O portão,  e de mensagens como Pensamentos, Eu quero apenas, A montanha, Ave Maria (em italiano), Jerusalém de Ouro (em português e hebraico), além de Jesus Cristo, que não poderia faltar em uma apresentação como esta, principalmente pela religiosidade do cantor, destacada ao longo de sua discografia. Outras surpresas foram Aquarela do Brasil, Caruso (em italiano), Unforgettable (com direito à dança com Glória Maria), que nunca foram gravadas em discos pelo Roberto.

O show uniu nossas tradicionais emoções à religiosidade desse lugar e desse artista brasileiro que encanta o mundo por onde se apresenta, sobretudo nas cenas externas ao show, quando visita o Santo Sepulcro ou o Muro das Lamentações. O cenário e os arranjos das canções são um espetáculo a parte. Há a promessa de que esse projeto seja lançado no final do ano na íntegra, em cd/dvd junto com duas canções inéditas, mas a verdade é que o Natal brasileiro começou mais cedo, com esses presentes para nós, fãs do Roberto, que ficamos felicíssimos com essas novidades.

Um forte abraço a todos!

sábado, 10 de setembro de 2011

Dias melhores

A banda Jota Quest completa 15 anos de estrada em 2011. Além do reconhecimento de seu público fiel, conquistado durante todo esse tempo, os colegas de profissão também reconhecem a banda como uma das coisas boas que aconteceram nesses últimos anos. Isso se verifica, por exemplo, com as recentes regravações feitas por artistas como Milton Nascimento e Fábio Jr, para clássicos da banda: O sol e Dias melhores, respectivamente.

Dias melhores é uma das clássicas da banda, uma mensagem que define bem o trabalho desses meninos que unem o rock à perspectiva de ânimo e paz interior que devem habitar o coração humano sempre, como bem define a letra:

Dias melhores
(Rogério Flausino)

Vivemos esperando dias melhores
Dias de paz, dias a mais
Dias que não deixaremos
Para trás

Vivemos esperando
O dia em que seremos melhores
Melhores no amor
Melhores na dor
Melhores em tudo

Vivemos esperando
O dia em que seremos
Para sempre

Dias melhores pra sempre
Dias melhores pra sempre...

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Eu não sou mais quem você deixou de ver...

Uma das melhores revelações dos últimos tempos, ela é Teresa Cristina Macedo Gomes. Natural do Rio de Janeiro/RJ, Teresa divulga o samba atualmente, merecendo destaque entre as novas gerações, mas batalhou bastante em outras profissões até começar a cantar em bares do Rio de Janeiro.

Reconhecida por colegas de peso como Marisa Monte e Paulinho da Viola, Teresa lançou seu primeiro cd em 2002. E de lá pra cá, coleciona êxitos e sucessos como Convite à tristeza, Orgulho, Morada divina, Beijo sem, Cantando, Pura semente, A felicidade, Festa imodesta, Gema, O meu guri, Com a perna no mundo, Coração leviano, Foi um rio que passou em minha vida, entre outras.

Acompanhada pelo grupo Semente, Teresa firma seu nome como uma agradável novidade para a música brasileira. Mas, engana-se quem pensa que ela se restringe ao mundo do samba. Recentemente, fez show só com canções de Roberto Carlos e emocionou-se ao ver o rei na Beija-flor esse ano. E também já gravou com nomes como Caetano Veloso, Marisa Monte e Paulinho da Viola, entre outros, o que confirma sua versatilidade musical!

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Você me acostumou a todas essas coisas...

Outro músico, cantor e compositor que muito influenciou artistas brasileiros é Armando Manzanero Canché, natural do México. Dono de canções que podem ser considerados clássicos latinos, Manzanero já foi visitado por vários astros brasileiros, sendo influenciado e também conhecido através destes em nossa terra.

Só pra citar alguns sucessos seus, temos Esta tarde vi llover, Yo te recuerdo, It´s impossible, Voy a la apagar la luz, Contigo aprendi, Tu me acostumbraste, Me vuelves loco, Por fin mañana, Te extraño, Adoro, No, Señor amor, entre tantos que são reconhecidos em várias partes do planeta.

Você já pensou ter em seu currículo de grande músico que começou a tocar aos 8 anos de idade, interpretando suas canções nomes como Elvis Presley, Christina Aguilera, Tony Bennett, Andrea Bocelli, Ray Conniff, Luis Miguel, Paul Mauriat, Richard Clayderman, Frank Sinatra, Julio Iglesias e os brasileiros Roberto Carlos, Elis Regina, Ivan Lins, Nana Caymmi, Caetano Veloso, Joanna, Simone, entre outros? Sem sombra de dúvidas estamos diante de um senhor nome da música mundial, reverenciado também pela música brasileira!

Um forte abraço a todos!

domingo, 4 de setembro de 2011

Os Intérpretes do Brasil - 10

Zé Ramalho é conhecido pelo seu vozeirão e também por grandes composições com as quais presenteia a música brasileira, através de suas próprias leituras, ou quando oferece à alguma outra voz, geralmente feminina. Meio incomum em seu repertório é ouví-lo interpretar outros compositores. Mas, mesmo assim, encontramos em sua discografia, interpretações de outros autores, nas quais carimba sua marca.

É o caso por exemplo de canções como Trem das sete, do Raul Seixas, que considero ter dado uma leitura própria e mais interessante que a original. Ou quando grava algum clássico de Gonzaga como foram as canções Asa branca, Qui nem giló, Sabiá, Baião, Xote das meninas, No meu pé de serra, etc.

Aliás, foram essas e outras canções que fizeram Zé lançar a coletânea Zé Ramalho canta Luiz Gonzaga, que faz parte da série Zé Ramalho canta (Jackson do Pandeiro, Bob Dylan e Beatles). Vale lembrar que já tinha lançado antes o cd/dvd em que explora o repertório do Raul Seixas e também o Cd Estação Brasil, em que canta outros autores como Tom Jobim, Milton Nascimento, Gonzaguinha, Djavan, Cazuza e Roberto e Erasmo, entre outros, o que caracteriza o lado intérprete desse grande músico que temos!

Um forte abraço a todos!

sábado, 3 de setembro de 2011

Metade

Mais uma belíssima canção romântica da Adriana Calcanhoto. Metade é um clássico de seu repertório e daquelas canções imprescindíveis em seus shows, daquelas que os fãs acompanham em côro. Também uma das preferidas e mais populares entre os cantores da noite, sobretudo por possuir acordes fáceis e agradáveis para violão ou piano.

Metade relata um amor despedaçado a começar pelo título, alguém que estava numericamente inteira e ficou pela metade com a ausência de seu amor. E essa solidão, essa sensação de falta a leva a atitudes de descontroles, fruto de uma tristeza imensurável, comum a muitos casos de amor que estão aos cacos, como diz a letra:

Metade
(Adriana Calcanhoto)

Eu perco o chão
Eu não acho as palavras
Eu ando tão triste
Eu ando pela sala

Eu perco a hora
Eu chego no fim
Eu deixo a porta aberta
Eu não moro mais em mim

Eu perco as chaves de casa
Eu perco o freio
Estou em milhares de cacos
Eu estou ao meio

Onde será
Que você está agora?

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

E na hora cantou um passarinho...

Este é Rolando Boldrin. Natural de São Joaquim da Barra/SP, seu nome é facilmente associado a programas matinais dominicais que apresentam o sertanejo raiz, como foi o Som Brasil da Rede Globo nos anos 80 e é o Sr Brasil da TV Cultura. Boldrin aprendeu a tocar viola com sete anos e, com doze, formou dupla com um de seus irmãos: a dupla Boy e Formiga.

Sempre com um causo para contar nos programas que apresenta, Boldrin é uma figura associada à cultura interiorana, que conhece como poucos e sempre promoveu isso em sua arte, seja como cantor, poeta ou nesses mesmos causos com os quais descreve essa terra e seus personagens.

Entre as canções mais marcantes de seu repertório, temos Chico boateiro, Vide vida marvada, Rancho da serra, Eu a viola e Deus, A flor do maracujá, Cabocla Teresa, Amanheceu peguei a viola, Chico mineiro, Tristeza do Jeca, Uma pra mim uma pra tu, Trenzinho caipira, Marvada pinga, Violeiro triste, Vaca estrela boi fubá, entre tantas que tornam Rolando Boldrin um nome sempre associado à boa cultura raiz dessa nação!

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Os compositores do Brasil - 40

Um dos compositores mais renomados desse país e um dos parceiros mais constantes de outro grande compositor já comentado aqui, o Carlos Colla: Maurício Duboc. Natural do Rio de Janeiro, Duboc tem vários sucessos nas vozes de vários artistas nacionais, mas foi através das gravações realizadas por Roberto Carlos que obteve mais êxito.

Entre as tantas criações de seu repertório, temos A namorada, A partir desse instante, Comentários, As mesmas coisas, Da boca pra fora, Me conta sua história, Doce loucura, Eu sem você, Existe algo errado, Falando sério, Ingênuo e sonhador, Mais uma vez, Negra, Passatempo, Quantos momentos bonitos e Sonho lindo, só do repertório do rei Roberto.

Além dele, Maurício já foi gravado por nomes como Simone, Paulo Ricardo, Maria Bethânia, Nelson Gonçalves, Chitãozinho & Xororó, Emílio Santiago, Joanna, Cláudia Leite, Cauby Peixoto, entre tantos, o que só reforça a afirmação de que se trata de um dos mais requisitados e talentosos compositores desse país.

Um forte abraço a todos!

domingo, 28 de agosto de 2011

Olhando as estrelas - 17

Em recente show beneficente.
Mais um grande encontro que nossa música brasileira proporciona entre dois artistas que tanto se admiram e se respeitam. Um cresceu tendo o outro como um de seus grandes ídolos. O outro assumiu ser fã do primeiro. Estou falando de Djavan e Caetano Veloso, dois grandes astros que preenchem a série hoje com alguns de seus encontros.

Caetano já gravou música de Djavan e a recíproca se verifica. Conste que isso é algo incomum já que se tratam de dois grandes compositores e que, geralmente em seus discos constam suas criações, sobrando pouco espaço para interpretações de outros autores. Caetano gravou Oceano e Sina, onde originalmente consta o verbo Caetanear que, trocou por Djavanear, retribuindo a gentileza. Caetano também seria citado em Eu te devoro. Djavan, em seu disco mais recente gravou Oração ao tempo e Luz e mistério, do baiano.

Na década de 80 no Chico&Caetano.
E ambos brindam essa admiração através de uma canção composta pelos dois e gravada pelo Djavan em 92 e depois pelo Caetano no CD/DVD Prenda minha, que foi a belíssima canção Linha do equador. Ambos ainda compuseram a canção Invisível, que foi gravada apenas por Maria Bethânia. É com essas e outras, que podemos perceber que esses dois astros têm um brilho imensurável, que só reluz ainda mais, quando se encontram!

Um forte abraço a todos!

sábado, 27 de agosto de 2011

Amor bandido

As canções de Michael Sullivan e Paulo Massadas fizeram muito sucesso principalmente na década de 80. Vendo uma recente apresentação da Joanna, uma das intépretes mais constantes da dupla, presenciei a intepretação de um de seus maiores sucessos que também foi presente deles: a canção Amor bandido, tema da novela global Bebê a bordo. Gravada originalmente em 1988 e depois em vários cds ao vivo da Joanna, Amor bandido apresenta aquele amor prisioneiro, mas que faz bem ao corpo e à alma apaixonada.

Percebi que gosto demais das canções da dupla, pois sempre me remeto a algum sucesso deles, entre tantos intérpretes. E percebi também que Joanna tem, entre seus grandes sucessos, muitos creditados à dupla. E Amor bandido traz de volta aquela levada romântica que só os anos 80 trouxeram para nós, embora alguns preferem torcer o nariz pra isso, eis uma grande canção:

Amor bandido
(Michael Sullivan e Paulo Massadas)

Fale quem quiser falar
Desse jeito não dá pra ficar
Vou dar um tempo
Tudo o que eu podia eu fiz

Vou tentar de novo ser feliz
Vou dar um tempo
Mas eu quero te deixar e não consigo

Bate forte o coração
E começa a minha indecisão
Uma parte quer viver
Outra parte diz que sem você

Não vale a pena
Penso em tudo que ficou
Tanta coisa a gente já passou

Valeu a pena
Como posso te deixar amor bandido
Eu me acostumei demais
Nosso amor ninguém na vida faz

Pode o mundo se acabar
Que vontade de te dar
O meu amor que eu guardei pra gente

Pode o mundo se acabar
Que vontade de te dar
Meu coração que quer ver você
Pra sempre, pra sempre, pra sempre

Sempre que eu tentar tirar
Você de mim eu vou perder
Essa tua inspiração

Que me dá forças pra viver
Só você pra seduzir
E me matar de emoção

Eu me acostumei demais
Nosso amor ninguém na vida faz
Pode o mundo se acabar
Que vontade de te dar
O meu amor que eu guardei pra gente

Pode o mundo se acabar
Que vontade de te dar
Meu coração que quer ver você
Pra sempre, pra sempre, pra sempre

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Risque meu nome do seu caderno...

Recentemente falamos de Dircinha Batista e agora, sua irmã Linda Batista, ou melhor Florinda Grandino de Oliveira. Natural de São Paulo, Linda começou tocando com sua irmã e um dia teve que substitui-la em um programa de rádio. Daí em diante, depois de pouco tempo já estava consagrada como cantora, recebendo vários prêmios na era de ouro do rádio nacional.

E entre os sucessos de seu repertório, podemos citar Nêga maluca, Calúnia, Vingança, Ô abre alas, Risque, Volta, Quem gosta de passado é museu, Criado com vó, Chico Viola, Quem sabe da minha vida sou eu, entre outros, além de muitos filmes entre as décadas de 30 e 60.

Linda nos deixou em 1988, mas seu trabalho é sempre relembrado sobretudo quando alguém deseja visitar a época de ouro do rádio nacional e encontra em nomes como o seu e o de sua irmã Dircinha, ícones dessa época e que muito contribuíram para os nossos tempos!

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Os Músicos do Brasil - 24

Este é Antônio César Camargo Mariano, pianista e arranjador brasileiro de grande renome internacional. Natural de São Paulo/SP, é o pai de Pedro Mariano e de Maria Rita, filhos que teve de seu casamento com Elis Regina. Seu pai era professor de música e começou a tocar sozinho, brilhando já aos 14 anos. Na década de 60 montou vários grupos e grava seus primeiros discos.

Além de firmar uma parceria com Elis, não só em sua vida pessoal, mas também profissional, trabalhou com outros artistas como Chico Buarque, Maria Bethânia, Jorge Benjor, Nana Caymmi, Lenny Andrade, Pedro Mariano, Tom Jobim, Gal Costa, Simone, Rita Lee, João Bosco, Emílio Santiago, Ivan Lins, etc.

É por seu trabalho como músico, produtor ou compositor que apresenta um currículo desses e com um trabalho marcante no exterior, César é merecidamente considerado um dos melhores do mundo, o que nos deixa muito gratificantes em saber que temos um músico como este para reverenciarmos, por seu talento e sua competência.

Um forte abraço a todos!

domingo, 21 de agosto de 2011

CD e DVD Raimundo Fagner Me leve ao vivo

Em 2002, sob a co-produção de José Milton, Fagner lançou o CD/DVD Me leve ao vivo, resultado de um show gravado no Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro. A apresentação reune grandes sucessos do cearense, além de alguns outros menos explorados ao logo de sua carreira, provando que Fagner tem noção do repertório de sucesso que sempre dispôs para os fãs apaixonados pelo seu trabalho.

Encontramos clássicos não só do Fagner, mas da música brasileira como é o caso de Mucuripe, Guerreiro menino, Espumas ao vento, Fanatismo, Jura secreta, As rosas não falam, Canteiros, Revelação, Deslizes, Noturno, Borbulhas de amor e Súplica cearense. Outras menos conhecidas de seu repertório que aparecem no show são Festa da natureza, Muito amor, Me leve, Quem me levará sou eu e Ave Maria de Gounod, que Fagner dedica a uma freira que estava na plateia.

O show conta com a participação especial de Zeca Baleiro, que divide os vocais em Você só pensa em grana e A tua boca, que abre o bloco dedicado ao forró, inclusive no cenário, em que Fagner canta Vem viver essa paixão, Lembrança de um beijo, Numa sala de reboco, Pedras que cantam e a deliciosa Quando chega o verão, de Dominguinhos, em que Raimundo Fagner prova que aprendeu direitinho com o eterno mestre Lua, nosso Gonzagão!

Um forte abraço a todos!

sábado, 20 de agosto de 2011

Ainda lembro

Pra quem curte o trabalho da Marisa Monte fica uma dúvida cruel em qual sua melhor canção, interpretação, performance, etc. Ao menos posso citar Ainda lembro como uma das preferidas de muitos e creio que está entre as cinco mais clássicas dela. Gravada em dueto com Ed Motta e depois em versão ao vivo só com a Marisa, é também muito interpretada pelos cantores da noite.

Além de ter uma belíssima melodia, Ainda lembro expõe a lembrança daquele amor inesquecível, descrevendo detalhes particulares, mas que se identificam com várias relações que cultuam essa canção. Sem falar que a letra destaca alguns diálogos, algo meio incomum e talvez mais difícil de se realizar em canções, digamos cantadas e não declamadas. Enfim, tudo que foi dito é pouco diante de uma belíssima canção como essa:

Ainda lembro
(Marisa Monte e Nando Reis)

Ainda lembro o que passou
Eu, você, em qualquer lugar
Dizendo: - Aonde você for eu vou

E quando eu perguntei ouvi você dizer
Que eu era tudo o que você sempre quis
Mesmo triste, eu tava feliz
E acabei acreditando em ilusões

Eu nem pensava em ter que esquecer você
Agora vem você dizer: - Amor, eu errei com você
E só assim pude entender
Que o grande mal que eu fiz foi a mim mesmo

Vem você dizer: - Amor, eu não pude evitar
E eu te dizendo: - Liga o som e apaga a luz

Ainda lembro o que passou
Ainda lembro como era bom
Ainda lembro inda lembro
Ainda lembro, inda lembro...
 
Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Quão profundo é seu amor...

Falar da música brasileira não nos permite esquecer algumas fortes influências que recebemos lá de fora, de outros grandes nomes que, com sua arte, acabam exercendo poder na formação de diversos artistas nacionais. Entre eles, podemos citar a banda Bee Gees como uma das melhores do mundo e uma das mais influentes no Brasil.

Os irmãos Barry, Robin e Maurice Gibb formaram a banda vocal que apresenta um dos sons mais perfeitos do mundo, citado inclusive na canção Bye bye Brasil do Chico Buarque: "O som tá que nem os Bee Gees". Eles são naturais da Inglaterra, mas mudaram-se cedo para a Austrália, onde despontaram para a carreira artística na década de 60, explodindo para o mundo após o sucesso da canção Massachusetts.

Navegando em diversos ritmos, alguns dos grandes sucessos da banda são I started a joke, Lonely days, How can you mend a broken heart?, Elisa,It doesn't matter much to me, Stayin Alive, How deep is your love?, Night fever, Tragedy, Too much heaven, Love you inside out, One, Wish you were here, Alone, Immortality, etc.

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Pra quem estende a mão e ajuda a criança...

Mais um artista daqueles que provam o ditado "filho de peixe, peixinho é...": Diogo Nogueira, filho do sambista João Nogueira e uma das boas renovações que este estilo tão brasileiro apresenta nos últimos anos. Natural do Rio de Janeiro/RJ, Diogo encontrou mesmo em sua família o berço para o samba, pois além do pai, teve influências do avô, considerado grande violonista por grandes nomes da nossa música.

Com a memória de quem presenciou as grandes rodas de samba que seu pai promovia, Diogo chegou a tentar carreira no futebol, mas a música foi mais forte e depois de algumas contusões concluiu que era na arte que seguiria, sobretudo nos anos 2000. E apesar de ser um artista novo, Diogo já cantou e conviveu com vários artistas de diferentes estilos da música brasileira, com os quais adquire aprendizado e experiência.

Parte dessa convivência pode ser vista no programa Samba da gamboa, exibido pela TV Brasil em temporadas, desde 2009. Além disso, integra a ala dos compositores da Portela. Entre os sucessos já emplacados por ele, temos Fé em Deus, Me leva, Espelho, A lua de um poeta, Tô te querendo, Pra que discutir com a Madame, Nossa missão, Violão vadio, Vazio, Vi no seu olhar, etc.

Um forte abraço a todos!

domingo, 14 de agosto de 2011

Respeita Januário

Gonzaga e seu pai Januário.
Diferente dos outros anos, quando apresentamos clássicos da música brasileira para esse dia, vamos homenagear os pais com outro tipo de clássico, de Gonzagão, em homenagem a seu pai Januário. Essa não é uma canção lembrada para essa data, mas que mexe com o tema, o tema do respeito ao pai, algo que merece uma reflexão sempre.

Respeita Januário foi feita em homenagem a Sr. Januário, que tocava sanfona dos oito baixos como ninguém e Gonzagão quis imortalizar a admiração e o respeito que tinha pelo pai nessa canção que carrega um tom cômico (por se sentir o melhor e, de repente, ser superado por seu pai) e um tom de respeito paterno.

Respeita Januário
(Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira)

Quando eu voltei lá no sertão
Eu quis mangar de Januário
Com meu fole prateado
Só de baixo, cento e vinte,
botão preto bem juntinho
Como nêgo empareado

Mas antes de fazer bonito de passagem por Granito
Foram logo me dizendo:
De Itaboca à Rancharia,
de Salgueiro a Bodocó, Januário é o maior!
E foi aí que me falou meio zangado o véi Jacó:

Luíz, respeita Januário
Luíz ,respeita Januário
Luíz, tu pode ser famoso, mas teu pai é mais tinhoso
E com ele ninguém vai, Luíz
Respeita os oito baixo do teu pai!
Respeita os oito baixo do teu pai!

Um forte abraço a todos!

sábado, 13 de agosto de 2011

CD Fafá de Belém Pássaro Sonhador

Fafá de Belém é uma artista que tem grandes sucessos durante toda sua carreira e em sua maioria, sucessos românticos. Considero esse cd, produzido pelo Michael Sullivan e direção artística de Miguel Plopschi, lançado em 1996, como o mais romântico e seu melhor trabalho, sem desmerecer os demais, pois Fafá se mostra romântica ao extremo com suas paixões, destacadas também em suas raízes e tradições de sua terra, de seu povo.

O que dizer de um trabalho que reúne Fafá, Zezé, Sullivan, Plopschi, Nando, Zé Augusto, Ed Wilson, Paulo Sérgio Valle? Basta dizer que desse trabalho, tivemos no topo das paradas as canções Vermelho (que o cd oferece duas versões, uma em dueto com o autor David Assayag), Abandonada (de Michael Sullivan e Paulo Sérgio Valle), À queima roupa (de Zezé di Camargo) e É tão bom te amar (de Nando Cordel, tema da novela A Indomada).

Mas, temos outras canções que, mesmo não chegando às paradas de sucesso, tocam os corações mais apaixonados como Entre a luz e a escuridão, Pra nunca mais, Aparências, Mania de te amar e Já é tarde (que tem a própria Fafá como uma das compositoras). A parte raiz da Fafá aparece representada por Vermelho, como já citado, Pássaro sonhador e o medley Este pranto é meu/Carinho nativo/Este rio é minha rua, em um trabalho feito para ouvir e vivenciar grandes paixões.

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

O caderno

Dia do estudante e trago para os amigos do Blog um clássico da música brasileira, imortalizada por seu autor Toquinho e também interpretada por Chico Buarque. E confesso, como professor, que ouvir e cantar uma canção como essa emociona bastante. Faz a gente esquecer das dificuldades que são tão grandes, porque maior é a dedicação que temos por esse ofício de ensinar.

E dia do estudante serve também para acalentarmos ainda mais nossos sonhos de acreditarmos que essas pessoas vão continuar o que chamamos de bem, que vão se formar grandes seres capazes de mudar as coisas para melhor, simplesmente com seus trabalhos honestos! Por enquanto, ficamos com a ideia do caderno que Toquinho traz pra nós: a alegria de ser um instrumento inseparável no crescimento de todos os estudantes, afinal somos eternos estudantes da vida!

O caderno
(Toquinho e Mutinho)

Sou eu que vou seguir você
Do primeiro rabisco
Até o be-a-bá.
Em todos os desenhos
Coloridos vou estar
A casa, a montanha
Duas nuvens no céu
E um sol a sorrir no papel

Sou eu que vou ser seu colega
Seus problemas ajudar a resolver
Te acompanhar nas provas
Bimestrais, você vai ver
Serei, de você, confidente fiel
Se seu pranto molhar meu papel

Sou eu que vou ser seu amigo
Vou lhe dar abrigo
Se você quiser
Quando surgirem
Seus primeiros raios de mulher
A vida se abrirá
Num feroz carrossel
E você vai rasgar meu papel

O que está escrito em mim
Comigo ficará guardado
Se lhe dá prazer
A vida segue sempre em frente
O que se há de fazer

Só peço, à você
Um favor, se puder
Não me esqueça
Num canto qualquer

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Vou ficar na minha e sua...

Acredito que essa cantora é daquelas que precisam serem mais valorizadas e descobertas por toda a nação. Trata-se de Maria Cristina Ozzetti, mais conhecida como Ná Ozzetti. Natural de São Paulo/SP, estudou piano na infância e se lançou na carreira musical no final da década de 70 em grupo musical, lançando seu primeiro disco solo em 1988.

Entre as canções que mais se destacam em seu repertório temos Sua estupidez, Ah, Atração fatal, Mania de você, Fruto proibido, Canto em qualquer canto, Show, Praias desertas, João Valentão, Chuvas de verão, Meu mundo caiu, Caminhemos, Linda flor, Rosa, Doce vampiro, etc.

Com seus shows e lançamentos sempre premiados, Ná Ozzetti vai conquistando seu público, seduzindo o pessoal que gosta de música de boa qualidade que encontramos em seus shows, seja em canções de sua autoria ou quando interpreta outros autores, provando que temos bons talentos que precisamos valorizar ainda mais.

Um forte abraço a todos!

domingo, 7 de agosto de 2011

Os Intérpretes do Brasil - 9

Essa é para muitos a Intéprete número um desse país. Vários compositores ainda sonham em ter alguma canção em sua voz e outros muitos já foram premiados com esse presente. Falar em interpretação no Brasil em termos de vozes femininas é não esquecer de Maria Bethânia, afinal seria uma longa discussão sobre qual sua melhor interpretação, de tantas que já fez.

Bethânia é, sem sombra de dúvidas, daquelas artistas que quando resolvem gravar algo, pode ter certeza que a obra estará ainda mais lapidada. Esse é seu ofício, lapidar pérolas com sua voz e interpretação ímpares. Quem interpretou Gonzaguinha melhor que ela em canções como Grito de alerta, Começaria tudo outra vez e principalmente em Explode coração, que imortalizou? E ao esnobar o preconceito contra o mundo sertanejo e nos apunhalar com as interpretações de Romaria, É o amor e Tocando em frente?

Mas, ela não para por aí. Quem se atreve a gravar Roberto Carlos e deixar tão bom quanto o rei? Ela fez isso e basta ouvir todo o CD As canções que você fez pra mim e se deliciar com pérolas como Palavras e Você. Ela poderia ser a preferida de Chico, do mano Caetano, de Guilherme, de Tom e Vinícius, de Rita, de Nando, de Djavan e de tantos outros, pois comprovaríamos isso ao ouvir Olhos nos olhos, Reconvexo, Brincar de viver, Eu não existo sem você, Baila comigo, Gosto demais, Álibi, etc. Mas, ela navega por todas as faixas e diversidades como em outros clássicos que imortalizou como Sonho meu, Negue, Ronda, Depois de ter você, e tantos outros que não caberiam aqui mas que têm igual dedicação de sua arte inigualável.

Um forte abraço a todos!

sábado, 6 de agosto de 2011

Feitio de oração

É muito gratificante poder visitar a música brasileira nas mais variadas épocas. E encontrar na internet uma ferramenta de perpetuar esses artistas que tanto nos premiaram com suas pérolas. Apesar de pouco conhecido pelas atuais gerações, Noel Rosa não pode ser esquecido, sobretudo pela importância que teve em seu tempo, sendo reverenciado por todos os que o tem como referência.

Feitio de oração é um clássico da música brasileira e do repertório do Noel, já interpretado também por nomes como Ivan Lins, Cartola, Beth Carvalho, Aracy de Almeida e tantos outros de várias gerações, ressaltando o que falei acima, além da paixão comum de Noel ao samba, o pai da alegria e a referência brasileira em todas as partes do mundo.

Feitio de oração
(Noel Rosa)

Quem acha
Vive se perdendo
E mesmo assim eu vou me defendendo
Da dor tão cruel dessa saudade
Que por infelicidade
Meu pobre peito invade

Batuque é um privilégio
Ninguém aprende samba no colégio
Sambar é chorar de alegria
É sorrir de nostalgia
Dentro da melodia

Por isso agora
Lá na Penha vou mandar
Meu moreno pra sambar
Com satisfação

E com harmonia
Esta triste melodia
Que é meu samba
Em feitio de oração

O samba na realidade
Não vem do morro e nem lá da cidade
E quem suportar uma paixão
Sentirá que o samba então
Nasce no coração
 
Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Não espero de você mais do que educação...

Formada em 1984, em Porto Alegre/RS, temos aqui mais uma grande banda de rock brasileira: Engenheiros do Hawaii. Como todas as bandas, esta também teve várias formações e o único nome que consta desde sua primeira formação é o do vocalista Humberto Gessinger. Além dele, atualmente formam a banda Fernando Aranha, Gláucio Ayala e Pedro Augusto.

Curioso é que o nome da banda vem do sentimento comum em torno da aversão que os componentes da banda tinham de engenharia e de surf. Humberto é o grande compositor da banda e um dos melhores do país. E embora contem com uma formação atual, a banda deu um tempo e seus integrantes dedicam-se a projetos paralelos e prometem voltar em breve, para alegria dos fãs.

Entre os sucessos do grupo estão Pra ser sincero, Somos quem podemos ser, Infinita highway, Era um garoto que como eu amava os Beatles e os Rollings Stones, O papa é pop, Longe demais das capitais, Piano bar, O exército de um homem só, Somos quem podemos ser, etc.

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 2 de agosto de 2011

A felicidade é como a gota de orvalho numa pétala de flor...

Mais um artista referência da época de ouro do rádio nacional, crooner de orquestra: Agostinho dos Santos. Natural de São Paulo/SP, Agostinho foi um dos melhores intérpretes de sua época, além de compositor. Gravou seu primeiro disco em 1953. Mas, seu sucesso veio mesmo com a valsa Meu benzinho, em 1956.

Entre os sucessos de seu repertório estão alguns clássicos como Manhã de carnaval, A felicidade (ambas do filme Orfeu do carnaval), Chove lá fora, Por causa de você, Estrada do sol, Balada triste, Se todos fossem iguais a você, Chega de saudade, Foi a noite, Eu não existo sem você, Eu sei que vou te amar, Fim de caso, Amor em paz, Dindi, Negue, Arrastão, Preciso aprender a ser só, Carolina, Travessia, O diamante cor-de-rosa, etc.

Com uma biografia e um repertório desses, Agostinho é tido como uma perfeita referência de um intérprete que navegava pelo antigo e pelo novo de sua época com a perfeição que lhe era peculiar. Partiu para a eternidade em 1973 e será sempre lembrado por tudo que contribuiu na música brasileira, sobretudo aos compositores dos quais escolhia o repertório de seus discos.

Um forte abraço a todos!

domingo, 31 de julho de 2011

CD Roberto Carlos 1998

Capa do CD 1998.
Esse cd foi mais aguardado que o anterior por retomar a linha de canções inéditas e em português. Só soube de seus detalhes no programa do Faustão, com um link que este fez para o ensaio onde Roberto estava preparando o especial de fim de ano, com canções votadas naquele ano no programa. Roberto parecia triste e as notícias meio truncadas que saíam nas revistas e jornais se confirmavam: sua esposa estava doente e sua dedicação a esse momento difícil o impossibilitou de concluir o novo trabalho, resultando em um disco que viria com quatro canções inéditas e seis regravações. Ali, Roberto cantou as faixas inéditas, com direito a pagode e forró.

Na semana seguinte, com cortes, Roberto se apresenta no programa do Fausto e fala sobre o disco que atrasou mais que nos outros anos. Essa apresentação na íntegra só seria vista em janeiro do ano seguinte. As quatro faixas inéditas eram Meu menino Jesus (dedicada ao Natal), O baile da fazenda (um xote, com direito a Dominguinhos na sanfona), Eu te amo tanto (dedicada à Maria Rita) e Vê se volta pra mim (um pagode de Eduardo Lages e Paulo Sérgio Valle). As outras faixas eu só conhecera quando adquiri o cd, que também não chegou no dia de seu lançamento em Limoeiro.

Contra-capa do CD 1998.
Aquela distribuição uniforme que ocorria em todos os locais ficaria no passado. Fui buscar na cidade vizinha e o preço estava mais em conta que no ano anterior. Pensava que as regravações seriam feitas em estúdio e faixas mais clássicas de seu repertório. Percebi que eram canções ao vivo retiradas aleatoriamente do atual show que ele apresentava e que eu não tinha visto ainda, o show Romântico, que ficou pouco tempo em cartaz. Lamentei então não ter vindo o show completo, pois até então só tínhamos um disco ao vivo dele. Não tivemos fotos internas, o que acho que poderia ter vindo alguma retratando algum momento do show.

Das inéditas, gostava mais de Vê se volta pra mim, um pagode estilizado, como dizia o radialista da época. Das regravações, gostei mais das versões de De tanto amor e Falando sério. As outras faixas eram Debaixo dos caracóis dos seus cabelos, Amada amante e Nossa canção (com um extenso texto sobre a Jovem Guarda). Segundo o maestro e produtor desse cd, Eduardo Lages, esse disco foi difícil de ser concluído pela dificuldade do momento pelo qual o rei passava e por isso compreendemos ainda mais a dimensão desse profissional que se esforçou muito e garantiu mais uma vez nosso presente de Natal.

Com essa postagem, encerro essa série que falou dos lançamentos dos anos 90 do rei e de minhas aventuras em busca deles. Eu, como muitas crianças, não conheci Papai Noel, nem ganhei presentes natalinos, mas encontrei nesses lançamentos anuais a solução dessa lacuna. A importância de cada trabalho desses é de que, além de conterem músicas marcantes em minha vida, estão presentes na história de minha juventude e trazem de volta o tempo em que morava em Limoeiro/PE e que ainda não tinha internet, mas que era delicioso saber e contemplar cada momento descrito nessa série. Não sei se conseguiria agradecer ao Roberto um dia, se eu o encontrasse, tantas lembranças maravilhosas que ele me proporcionou com esses momentos. E como o próprio Roberto diz em uma das faixas desse disco: “uma fruta que a gente prova e jamais esquece seu gosto...”

Um forte abraço a todos!

sábado, 30 de julho de 2011

As cidades cantadas - 12

É muito legal ver um cantor lembrar-se de suas origens, de sua terra natal. É o que acontece com Orós/CE, que faz aniversário a cada primeiro de setembro, localizada a 402 km de Fortaleza, terra de Raimundo Fagner, que aparece nessa série para homenagear sua cidade natal. Já li que Fagner, além de ser um ilustre daquela cidade, também ajuda sua terra com sua rádio local e com uma fundação para crianças e adolescentes, além da divulgação através de seu canto e dessa canção.

Orós foi a primeira canção em homenagem a sua cidade natal e foi lançada como título do disco de 1977 do Fagner. Essa canção não traz letra, ou seja, trata-se de uma faixa instrumental. Em 1982, Fagner gravou a Orós 2, com letra de João do Vale e que clamava pelos problemas contraditórios da seca e das enchentes em sua região, como percebemos na letra abaixo.

Orós 2
(João do Vale e Oséas Lopes)

Não é só fala de seca
Não tem só seca no sertão
Quase acabava meu mundo
Quando o Orós impanzinô

Se rebentasse matava
Tudo que a gente plantô
Se não é seca é enchente
Ai, ai, como somo sofredô

Eu só queria saber
O que foi que o Norte fez
Pra vivê nesse pená
Todo nortista é devoto

Não se deita sem rezar
Se não é seca, é enchente, dotô
Que explicação me dá ?
Se o sulista se zangá

Dele eu não tiro a razão
Lá vem a mesma cunversa
Ou ajuda teu irmão
É triste um caboclo forte, dotô,
Ter que estender a mão

Não é só falar de seca
Não tem só seca no sertão...

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 28 de julho de 2011

CD Roberto Carlos 1997

Capa do CD 1997.
Nesse ano, as surpresas ficaram por conta do tipo de lançamento, até então inédito: um cd só com canções em espanhol (apenas a mensagem religiosa em português). Quem acompanha Roberto sabe que, vez por outra, ele inclui em seus discos nacionais uma faixa em espanhol, idioma que lhe abriu fronteiras desde cedo, pois repete em suas entrevistas que sua primeira apresentação em rádio foi com o bolero Amor y más amor.

Uma das fotos internas do CD 1997
Desde a década de 70 até 93, ele sempre fazia versões de seus discos para a língua latina, às vezes também incluindo alguma canção original do idioma. Em 97, decidiu lançar também no Brasil, o projeto que estava produzindo para o mundo hispânico, com canções clássicas e algumas que escuta desde pequeno. A faixa de abertura, Abrazami asi, foi tema da novela Por amor e apresentada pela novela semanas antes do lançamento oficial do cd, que também aconteceu com uma apresentação no Domingão do Faustão.

Roberto mostra a medalha e a canção
Acredito que esse projeto nasceu quando desejou fazer um disco com Julio Iglesias, no final da década de 80, e que não evoluiu por questões contratuais incertas entre o Roberto e sua gravadora. Julio lançou em 89 seu álbum Romances (Raízes), já comentado anteriormente. No fim dos anos 80 e começo dos anos 90, Roberto já não só fazia versões de seus discos, mas incluía mais canções compostas originalmente em espanhol, a maioria da autoria de seu amigo Roberto Livi. Em 97 consegue finalizar Canciones que amo, cd com clássicos do mundo hispânico como Adios, Las muchachas de la Plaza España, El manicero, Mi carta, Esta tarde vi llover e Se me olvido otra vez, além das inéditas Niña, Coração de Jesus e uma versão em espanhol feita pelo próprio rei para Insensatez, clássico da obra de Tom e Vinícius.

Contra-capa do CD.
Esse cd chegou caro às lojas e muitos não gostaram da ideia de vir todo em espanhol. Pela primeira vez não o comprei no dia em que saiu e aguardei minha ida ao Recife, semanas depois para comprá-lo mais em conta. Não estava tão ansioso para ouvi-lo, embora tenha gostado bastante do resultado de sua gravação. Adios e Niña eram minhas faixas favoritas. Também gostei do arranjo de El manicero e a nova versão de Esta tarde vi llover, diferente da apresentada em 79. Ele continha muitas fotos internas, algumas apresentadas aqui, o que me fez crer que os cds lançados no exterior pareciam mais trabalhados que os nacionais. A qualidade sonora era impecável, como sempre, mas o tipo de projeto e o elevado preço desse cd fez com que apresentasse baixas vendas naquele fim de ano, sendo vendido posteriormente a preços promocionais.

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 26 de julho de 2011

CD Roberto Carlos 1996

Capa do CD 1996.
Uma semana antes de seu lançamento, já tinha visto uma plaquinha azul na loja anunciando: 03 de dezembro, novo disco de Roberto Carlos nas lojas. Eu sempre assistia ao Domingão do Faustão porque ele levava os grandes astros da música brasileira para cantarem ao vivo, com suas bandas, em seu programa. Mesmo participando um artista mais popular, com menor expressão, tínhamos um astro da MPB. Na semana anterior, Fábio Jr. tinha lançado seu disco e imaginei que na semana seguinte seria a vez do Roberto, sem saber que isso se concretizaria, pois ele nunca tinha ido ao programa. Acho que eu sonhava com isso e aconteceu.

No domingo seguinte, Roberto e banda fizeram um show no programa do Fausto e lançaram o disco que vi pela primeira vez na TV, mas que já tinha ouvido as faixas de trabalho nas rádios que tocavam Mulher de 40, Cheirosa, O terço e a bela Tem coisas que a gente não tira do coração (minha preferida). Como Roberto tinha feito um comercial para a Nestlê, acabou regravando Como é grande o meu amor por você, que abria seus shows naquela turnê.

Foto interna do CD.
Comandante do seu coração e Assunto predileto também tocaram no decorrer do ano seguinte. Outras faixas desse trabalho foram Quando digo que te amo, Amor antigo e O homem bom. Considero esse o trabalho mais expressivo dessa década e junto com os CDs de 90, 92 e 94, os melhores e mais bem produzidos e trabalhados. Fui comprar cedo o CD e não tinha mais LP, que saiu pela última vez e em pequena quantidade. Adquiri o LP para minha coleção, anos depois.

Contra-capa do CD 1996.
No dia desse lançamento que trazia uma capa diferente, percebi que existia o dia do Roberto Carlos, que era quando ele lançava seu novo disco. Era como uma Páscoa ou Carnaval, não tinha uma data certa, mas quando ele lançava seu trabalho anual era uma grande festa, pois onde eu passava estava tocando o novo disco, as novas canções, os novos sucessos que a gente demorava um pouco para aprender todas as letras. Quem escuta esses discos talvez perceba um rei diferente das décadas anteriores, mas não menos brilhante, sempre moderno e romântico, gravando novamente fox como Quando digo que te amo ou mensagem de paz que disseram ser em homenagem ao papa João Paulo II, que foi O homem bom, diversificando nos temas como foi Amor antigo, um amor por uma amiga e sempre perpetuando o amor entre seus seguidores!

Um forte abraço a todos!

domingo, 24 de julho de 2011

CD Roberto Carlos 1995

Capa do CD 1995.
Essas recordações me matam, como já disse o próprio Roberto em O divã, música de 72. Mas, estamos em 95 e em meados de novembro começou a tocar Amigo não chore por ela, carro-chefe do novo disco daquele ano. Alguns meses antes li em uma revista que ele faria uma canção para as mulheres de óculos, o que novamente achei estranho, mas sempre garimpando algo sobre o novo disco, que aparecia no meio de novembro, em comercial, anunciado para primeiro de dezembro.

No dia do lançamento eu teria que ir à escola, pois era o último dia de aula, com festa de despedida daquele ano e amigo secreto. Tive que conter minha ansiedade e ir antes à festa e só depois buscar o disco. E grata foi a surpresa, pois durante a festa, uma amiga se antecipou e foi logo cedo à loja e comprou o cd novo do Roberto, que eu nem conhecia ainda, nem mesmo tinha visto a capa. Kátia, uma amiga inesquecível, me fez essa surpresa e quando abri o presente pensei que era um cd antigo, mas reconheci pela capa que era o novo disco que ainda o compraria em LP depois, por não possuir um leitor de cd em casa (hoje, algo tão comum, rsrs).

Foto interna do CD 1995.
Isso também fez meu pai querer me presentear com um aparelho de som que tocasse cd, que fui comprar no Recife no dia do especial do Roberto e por pouco não chego a tempo de gravar o show. Mas, voltando ao disco, além de Amigo não chore por ela, tivemos como hits das rádios Quando eu quero falar com Deus e O charme dos seus óculos, que tocou bem menos que o esperado. Romântico também se firmou como faixa de trabalho já no ano seguinte e ficou no repertório de shows do Roberto por um curto tempo. Outras faixas do disco foram O coração não tem idade, Pra ficar com você, Nunca te esqueci (que era a minha preferida), Sonho de amor e uma regravação de Quase fui lhe procurar, que adorei também.

Contra-capa do CD 1995.
A capa, embora parecesse com outras poses, era uma das melhores que conhecia. Muitas pessoas que não gostavam da faixa O charme dos seus óculos criticavam demais o disco, talvez pelo refrão repetitivo dessa canção. Mais tarde, me deparei com alguns que criticavam esse disco por ele ter sido quase todo gravado com teclados. Gosto do disco e talvez as faixas que fizessem mais justiça a ele são as menos percebidas e conhecidas. Lembro que jornais da época noticiavam que o queijo borboleta, o peru e o disco do Roberto faziam parte da mesa dos nordestinos, com referência a esse disco que foi o primeiro cd que ganhei e o único que comprei também em LP.

Um forte abraço a todos!

sábado, 23 de julho de 2011

Nascemos pra cantar

Gosto muito dessa mensagem do repertório de Chitãozinho e Xororó, regravada mais recentemente por Victor e Léo. Nascemos pra cantar é um clássico do mundo sertanejo e mostra a importância da música em nossa vida, uma bênção do Criador. Por ser uma canção autoral, é claro que a dupla está falando deles mesmo, mas podemos tomar em um côro forte, que todos nós nascemos pra cantar.

Quem canta os males espanta, já diz o famoso ditado, também na letra da canção. E não é preciso ser afinado ou profissional, mas apenas se envolver com essa arte que nunca nos deixa só. A letra também faz menção a Milton Nascimento quando se refere ao poeta que diz: "O artista vai onde o povo está...", frase dita na canção Nos bailes da vida, comentada semana passada. E tudo isso só confirma que a música chega e acalma nossa alma e quando cantamos nos sentimos mais felizes!

Nascemos pra cantar
(Danny Moore, Chitãozinho e Xororó)

O grande mestre do céu nosso criador
quando nascemos um dom nos dá
e cada um segue a vida o seu destino
e nós nascemos só pra cantar

Eie, iii, eee
Ieieieieieee
Eie, iii, eee
Ieieieieieee

Quem canta os males espanta, a gente é feliz
tal qual um pássaro livre no ar
pensando bem nos temos algo em comum
porque nascemos só pra cantar

Eie, iii, eee
Ieieieieieee
Eie, iii, eee
Ieieieieieee

Disse o poeta: o artista vai onde o povo está
por isso cantamos a qualquer hora em qualquer lugar...

Um forte abraço a todos!