domingo, 2 de setembro de 2012

A 1000ª postagem musical!!!

Com essa postagem, comemoramos a 1000ª postagem musical. Os números ajudam a refletimos sobre muitas coisas, por isso, hoje vamos comentar sobre esse acontecimento. Lembro quando comecei esse Blog, há alguns anos atrás, sem saber se poderia escrever bem sobre esse tema que tanto aprecio. Ainda tô tentando encontrar boas formas de expor o que de melhor temos em nossa música, e estarei sempre aprendendo. Falar sobre essas coisas, quando não se tem uma formação acadêmica é arriscado, mas tento falar com o coração e da forma que sei.

Tento falar sobre as coisas que gosto, tento mostrar artistas que se foram, que estão conosco ou que estão surgindo nessa mais rica música do mundo e creio que isso é bastante prazeroso contemplar a cultura desse nosso país. Tento mostrar o que tantas canções belas, algumas delas esquecidas ou mal percebidas por nós, causam em nosso cotidiano, ajudando a superar dificuldades, porque a música é também medicinal e homeopática para nossa alma.

Tento citar CD´s ou DVD´s que tenho dos artistas que aprecio como forma de combatermos a pirataria que tanto prejudica também a nossos ídolos. E venho fazendo isso em 1000 postagens e o prazer em escrever é tanto que só peço a Deus que me dê motivação pra continuar a escrever sobre música brasileira, sobre esses nomes que passam por aqui, independente de onde estão e me fazem crer que somos ricos culturalmente por possuir a contribuição de tantos astros que não cabem em apenas 1000 postagens!

Um forte abraço a todos!

sábado, 1 de setembro de 2012

Os Intérpretes do Brasil - 20

Que Luiz Gonzaga é o rei do baião, do xote, do forró e de todos estes estilos, não há dúvidas, sobretudo neste ano comemorativo, onde tudo isso vem à tona. Mas, outras características de seu sucesso podem ser percebidos quando nos voltamos para o Gonzaga intérprete, que gravava algo não composto por ele, mas carimbava sua marca, deixando a canção com a "sua cara".

É o caso por exemplo de A triste partida, de Patativa do Assaré, mas que todos, ao ouvirem essa extensa e melancólica canção, associam a Gonzaga. É o caso de Súplica cearense (de Gordurinha e Nelinho), que muitos já ousaram gravar, mas que sempre percebemos um pouquinho de Gonzaga em cada leitura. É o caso de Aproveita gente, que Onildo Almeida fez e Gonzaga arrebentou.

Essas e muitas outras, já que Gonzaga gravou mais de 300 canções de outros compositores, formam mais um perfeito intérprete que nossa música conheceu. É claro que seus compositores conheciam bem sua linha e se esforçaram para sempre enviar o que de melhor possuíam, pois devia ser um prazer imensurável ter uma canção na voz de um rei na música, como Gonzaga era e sempre será tido!

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Os compositores do Brasil - 51

Mais um grande compositor da história da nossa música: Antônio Maria Araújo de Morais. Natural de Recife/PE, Antônio Maria foi também cronista, comentarista esportivo e poeta, sendo autor do clássico Manhã de carnaval que, como já falamos anteriormente, já obteve releituras de grandes nomes nacionais e internacionais.

Mas, Antônio Maria é autor de outros grandes sucessos como Menino grande, Ninguém me ama, Valsa de uma cidade, Canção da volta, Samba do orfeu, O amor e a rosa, Tuas mãos, Se eu morresse amanhã, entre outras, algumas em parceria com Fernando Lobo, Luiz Bonfá, Vinícius de Moraes, Ismael Neto, Pernambuco, etc.

São muitos seus intérpretes e entre eles, temos Nat King Cole, Julio Iglesias, Luciano Pavarotti, Luis Miguel, Elizeth Cardoso, Caetano Veloso, Ângela Maria, Fagner, João Gilberto, Emílio Santiago, Gal Costa, Maria Bethânia, Ed Motta, Dolores Duran, Maysa, Nara Leão, etc. Antônio partiu para a eternidade em 1964, deixando de herança para a música brasileira essas e outras contribuições.

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Sorria meu bem, sorria...

Esse foi, sem sombra de dúvidas, um dos mais populares cantores que este país conheceu e até hoje, vez por outra, algum colega seu canta seu maior sucesso em seu show e pede pra seu bem sorrir. Pois é, estamos falando de Evaldo Braga. Natural de Campos/RJ, Evaldo foi sucesso nos anos 70, mas antes disso, chegou a ser engraxate e lavador de carros de artistas de rádios e gravadoras.

Foi em 1969, ao conhecer o produtor Oscar Navarro, que obteve a chance e gravar seu primeiro disco. Seu maior sucesso, Sorria sorria, foi uma explosão na época e depois regravada por nomes como Adilson Ramos e Agnaldo Timóteo. Considerado o "Ídolo negro, também foi gravado por Paulo Sérgio, Carlos Alexandre e Nilton César.

Outros sucessos foram Eu não sou lixo, Nunca mais, A cruz que carrego, Mentira, Eu desta vez vou te esquecer, Tudo fizeram pra me derrotar, Meu Deus, etc. Evaldo teve carreira curta, pois partiu para a eternidade em 1973, em um acidente automobilístico. Em uma época em que a música dor de cotovelo ou brega (diferente do brega de hoje) estava no auge, foi muito sucesso e bateu recordes, o que o faz ainda hoje inesquecível por seus colegas e por seu público.

Um forte abraço a todos!

domingo, 26 de agosto de 2012

CD Nelson Gonçalves ao vivo no Olympia

O Olympia foi uma grande casa de show de São Paulo. Nelson Gonçalves foi um grande cantor da nossa música. Ambos não existem mais entre nós. Mas, ambos se encontram nesse CD, lançado em 1990 e que representa a comemoração dos 50 anos de carreira dessa grande voz inesquecível e prazerosa para nossos ouvidos sempre.

Fazendo um apanhado de vários sucessos de sua carreira, já que não daria pra juntar todos em um único disco, temos Dos meus braços tu não sairás, Caminhemos, Meu vício é você, Marina, Dolores Sierra e o belíssimo medley Fica comigo esta noite/Meu dilema/Escultura/Pensando em ti para então termos um momento "seresta", com voz e violão e os sucessos Carlos Gardel, Vermelho 27, Cadeira vazia, Número um, Naquela mesa, Chão de estrelas e As rosas não falam.

O momento banda retorna com clássicos como Nem às paredes confesso/Só nois dois, Onde anda você, Renúncia, Spot light, As vitrines, Matriz ou filial, Negue e A volta do boêmio. Com um repertório destes, com a participação de músicos como Caçulinha e Rafael Rabello e com aquela inesquecível voz, só lamento não haver registro em DVD desse fantástico repertório e quem presenciou deve guardar até hoje a lembrança desse grande astro que a música brasileira teve o privilégio de desfrutar sempre!

Um forte abraço a todos!

sábado, 25 de agosto de 2012

Uma nova mulher

Gosto bastante dessa canção, interpretada pela Simone e que se tornou inesquecível por fazer parte da trilha sonora da novela global Tieta (1989). Inclusive, um de seus compositores, o Paulo Debétio, já foi tema da série Os compositores, que você pode conferir aqui. Lamento ser uma daquelas grandes músicas esquecidas de seu repertório atual de shows. Já ouvi muitas críticas em relação a essa fase mais popular da carreira da Simone, mas são dessas canções que sinto mais falta em sua carreira e na música brasileira atual.

Voltando à canção, a letra de Uma nova mulher apresenta justamente o que o título diz: uma pessoa que renasceu e revigorou, recuperando sua estima e  mostrando todo seu brilho ofuscado por sofrimentos anteriores. Na novela, acontecia exatamente o que a letra diz, o que comprova que algumas cenas de novelas, aliadas à uma grande canção, se tornam algo inesquecível para os amantes das novelas e das boas canções. E em tempos de violência extrema contra as mulheres, essa canção é adequada para que a alma feminina tome consciência de que sempre carrega luz própria e um brilho peculiar, típicos de toda mulher! 

Uma nova mulher
(Paulo Debétio e Paulinho Rezende)

Que venha essa nova mulher de dentro de mim,
Com olhos felinos felizes e mãos de cetim
E venha sem medo das sombras, que rondam o meu coração,
E ponha nos sonhos dos homens a sede voraz, da paixão

Que venha de dentro de mim, ou de onde vier,
Com toda malícia e segredos que eu não souber
Que tenha o cio das onças e lute com todas as forças,
Conquiste o direito de ser uma nova mulher

Livre, livre, livre para o amor
quero ser assim, quero ser assim
Senhora das minhas vontades e dona de mim

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Vento, ventania me leve para as bordas do céu...

Mais uma banda de rock nacional dos anos 80 formada no Rio de Janeiro, Biquini cavadão é composta por Bruno Gouveia (voz), Carlos Coelho (guitarra), Miguel Flores (teclado) e Álvaro Lopes (bateria) e receberam esse nome de Hebert Viana, dos Paralamas, que foi um dos padrinhos da banda, que lançou seu primeiro sucesso em 1985, com a canção Tédio.

Daí em diante, muita batalha e com isso vários sucessos, entre eles No mundo da lua, Ida e volta, Tormenta, Inocências, Samba de branco, Impossível, Vento ventania, Janaína, Múmias, Timidez, Zé ninguém, Vou te levar comigo, Dani, Quanto demora um mês, etc.

Como todas as bandas de rock ou não, de toda a parte do mundo, pelo Biquini cavadão já passaram outros integrantes e o mais importante a se perceber é que a banda continua ativa, fazendo shows e encontrando seu público fiel que também, como todas as bandas, conquistou no decorrer de todo esse tempo de carreira.

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Os Músicos do Brasil - 34

Falar de músicos desse país é a oportunidade de exaltarmos nomes geralmente desconhecidos. Mas, grandes nomes não podem ser esquecidos como é o caso de Heitor Villa Lobos, considerado o maior expoente da música do Modernismo no Brasil. Natural do Rio de Janeiro/RJ, teve contato com a arte musical cedo, já que seu pai era músico amador e seu avô, um boêmio.

O interesse pelo chorinho fez com que sua obra valorizasse o violão e sua obra buscou enaltecer o espírito nacionalista, descobrindo uma linguagem brasileira na música e tornando-se uma referência erudita para o mundo. Em 1922, participou da Semana da Arte Moderna no Teatro Municipal de São Paulo, apresentando-se durante três dias, com três espetáculos diferentes.

Sua obra riquíssima engloba Choros, Sinfonias, Bachianas brasileiras e Músicas ao piano, ao violão, coral, vocal, de câmara, dramática, etc. Villa Lobos partiu para a eternidade em 1959, mas até hoje é um dos brasileiros mais premiados e reconhecidos em nosso país e no exterior, sobretudo por sua contribuição imensurável à nossa música, à nossa arte!

Um forte abraço a todos!

domingo, 19 de agosto de 2012

CD Perfil 2 Ana Carolina

Alguns lançamentos pedem bis, pedem um volume dois ou algo assim. Acontece com os acústicos e também com a coletânea Perfil de alguns artistas como foi o sucesso de vendas Perfil Ana Carolina, lançado em 2005 e mais sucesso revivido com esse volume dois da série, lançado em 2010 e que conta com outras canções da Ana e que completam o primeiro volume.

Estão lá Entreolhares (com John Legend), A canção tocou na hora errada, Mais que a mim (com Maria Gadú), Aqui, Resta (com Chiara Chivello), Tolerância, Um edifício no meio do mundo, Ruas de outuno, Carvão, Milhares de samba (com Roberta Sá), 10 minutos, Rosas, É isso aí (com Seu Jorge), Cabide e Armazém. A canção Cabide consta nos créditos com a presença de Luiz Melodia, mas não sei em qual momento, já que não se escuta sua voz, mesmo sendo uma gravação ao vivo.

Gosto bastante dessa coletânea, até mais que o primeiro volume. Creio que o primeiro volume traz mais clássicos do repertório do início da carreira da Ana, mas o segundo volume traz uma artista mais madura e com arranjos mais elaborados. Mas, como disse no ínicio, se alguém reclama que sempre faltará esta ou aquela canção, essas duas coletâneas se completam e mostram o melhor dessa grande artista contemporânea que é a Ana Carolina, com sua voz, seu talento e suas interpretações marcantes.

Um forte abraço a todos!

sábado, 18 de agosto de 2012

Boiadeiro errante

Essa canção é um clássico do repertório sertanejo raiz do Brasil. Interpretada por vários nomes que passam por Inezita Barroso e Almir Sater, considero seu toque imortal dado por Sérgio Reis. Com aquela voz calma, aveludada e sempre afinada, Sérgio consegue nos transportar para o sentimento e os ambientes descritos nessa belíssima letra.

Uma viagem entre dois Estados Brasileiros, Minas Gerais e Goiás, tocando a boiada, descrevendo as adversidades e também os prazeres dessa profissão de boiadeiro, passando pelos sentimentos pessoais e profissionais desse personagem autêntico da nossa cultura é o que sua letra nos proporciona nessa viagem musical pelo interior do país.

Boiadeiro errante
(Teddy Vieira)

Eu venho vindo de uma querência distante
Sou um boiadeiro errante, que nasceu naquela serra
O meu cavalo corre mais que o pensamento,
ele vem no passo lento porque ninguém me espera

Tocando a boiada, auê-uê-uê-ê boi
eu vou cortando estrada, uê boi

Toque o berrante com capricho, Zé Vicente
Mostre para essa gente o clarim das alterosas
Pegue no laço, não se entregue companheiro,
chame o cachorro campeiro que essa rês é perigosa

Olhe na janela, auê uê uê ê boi
que linda donzela, uê boi

Sou boiadeiro, minha gente o que é que há?
Deixe o meu gado passar, vou cumprir com a minha sina
Lá na baixada quero ouvir a siriema,
prá lembrar de uma pequena que eu deixei lá em Minas

Ela é culpada, auê uê uê ê boi
de eu viver nas estradas, uê boi

O rio tá calmo e a boiada vai nadando
Olhe aquele boi berrando, Chico Bento corre lá!
Lace o mestiço, salve ele das piranhas,
tire o gado da campanha pra viagem continuar!

Com destino a Goiás, auê uê uê ê boi
deixei Minas Gerais uê boi

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Os compositores do Brasil - 50

A série Os compositores do Brasil chega a sua 50ª edição com uma novidade: vai ter duas edições mensais, sobretudo pela quantidade de profissionais que ainda estão na fila e que merecem uma postagem como homenagem por seus trabalhos, geralmente ofuscados pelos intérpretes de suas obras, pois é esta a função dessa série.

E hoje, chegamos a um grande nome deste meio que já há muito tempo batalha para ter seus sucessos gravados e reconhecidos em alguma grande voz nacional: Nelson de Morais Filho, mas que todos conhecem no meio por Nenéo. Ele tem músicas nas vozes de gente como Roberto Carlos, Zezé di Camargo e Luciano, Alcione, Leonardo, Chitãozinho e Xororó, Sandy e Júnior, Odair José, Paulo Sérgio, Erasmo Carlos, entre outros.

E os sucessos? Temos Meu ébano, Quero ter você perto de mim, Para o diabo com os conselhos de vocês, Cada volta é um recomeço, Hoje é domingo, Cristal quebrado, Mel na minha boca, O dia-a-dia, Vai ter que rebolar, etc. Com tantos sucessos no coração dos brasileiros e parafraseando um de seus grandes sucessos, Nenéo é um compositor de se tirar o chapéu, como a foto mesmo mostra!

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Com você partirei...

Este é mais um artista internacional que planta sucessos e carisma no coração da música brasileira: o tenor Andrea Bocelli. Natural de Latajico, na Itália, Bocelli ganhou o mundo com a emoção que passa em seu canto e mesmo sendo deficiente visual (nasceu com problemas visuais e perdeu a visão em definitivo aos doze anos) não permitiu que suas limitações trouxessem alguma barreira para apresentar ao mundo sua voz e sua arte!

E ganhamos uma voz, apadrinhada também por outro grande tenor, Luciano Pavarotti, e grandes sucessos como Con te partió, Per amore, Because we believe, Caruso, Ave Maria, Por ti volare, The prayer, Dare to live, Somos novios, Can’t help falling in love, Amapola, Non ti scordar di me, entre outros. Bocelli interagiu também com artistas brasileiros, quando por exemplo gravou com Sandy a canção Vivo por ela, sucesso no Brasil e no exterior.

E por pouco não tivemos um dueto dele com Roberto Carlos na faixa L´appuntamento, que o tenor teve que gravar sozinho pela incompatibilidade de agendas dos artistas. Andrea Bocelli sempre que vem ao Brasil, tem um público cativo em seus shows, pois suas canções, seu carisma e sua voz conquistaram o povo brasileiro que aprecia esse estilo de música!

Um forte abraço a todos!

domingo, 12 de agosto de 2012

Olhando as estrelas - 27

Aproveitando a data de hoje, resolvi abordar na série Olhando as estrelas, dois grandes astros da nossa música que são pai e filho: Gonzagão e Gonzaguinha. Curiosamente, no dia dos pais do ano passado, falamos de Gonzaga e de Seu Januário, que pode ser conferido nesse link. É de pai pra filho que essa família escreve na música brasileira, pois como foi dito, Sr. Januário passou o oficio para Gonzaga e este teve em Gonzaguinha sua continuação.

É fato que houve um tempo em que esses dois não se entenderam por completo, mas foi no momento em que se uniram que escreveram grandes momentos de suas vidas, de suas carreiras e da música brasileira que podemos conferir em vários vídeos onde os dois cantam algum sucesso de Gonzaga ou algo que Gonzaguinha fez e Gonzagão gravou como as canções Festa, Mariana e Não vendo nem troco.

Já cintamos por exemplo uma coletânea da dupla, CD Gonzagão & Gonzaguinha juntos, com alguns dos duetos da dupla e entre esses, destaco Não vendo nem troco, A vida de viajante e Pense n´eu. Destaco também a belíssima versão de Noites brasileiras que ambos gravaram com Fagner. E hoje, por ser Dia dos Pais, presenciamos nessa série que pai e filho foram protagonistas de lindas páginas na música brasileira, das quais nos orgulhamos sempre, com muita saudade, mas também admiração!

Um forte abraço a todos!

sábado, 11 de agosto de 2012

Resposta

Gosto muito do Skank e esta é uma das minhas preferidas. Clássica do repertório da banda, indispensável em seus shows, mereceu uma lapidação dada por Milton Nascimento e Lô Borges em seu CD Crooner. Uma grande parceria entre o Samuel e o ex-titã Nando Reis que também a interpreta em seus shows. É daquelas canções cheias de lindas filosofias e que até podem atrapalhar a interpretação de quem não a entende bem, mas vou deixar as impressões que ela me causou.

A letra de Resposta, como o próprio título sugere, é a demonstração de como estão as coisas após o fim de um relacionamento, com direito a boas recordações contidas em escritos, versos, uma visita ao caderno onde se escreveu o romance entre os protagonistas da canção. Sem perspectiva de retomada, os dois seguem seus caminhos e ficam pra trás os versos que um dia os uniram, aguardando, quem sabe, uma resposta a eles:

Resposta
(Samuel Rosa e Nando Reis)

Bem mais que o tempo que nós perdemos
Ficou prá trás também o que nos juntou
Ainda lembro que eu estava lendo
Só prá saber o que você achou
Dos versos que eu fiz e ainda espero resposta

Desfaz o vento o que há por dentro
Desse lugar que ninguém mais pisou
Você está vendo o que está acontecendo
Nesse caderno sei que ainda estão

Os versos seus, tão meus que peço
Nos versos meus, tão seus que esperem
Que os aceite
Em paz eu digo que eu sou
O antigo do que vai adiante
Sem mais eu fico onde estou
Prefiro continuar distante

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Não sou mais uma das tais...

Uma das mais recentes revelações da música brasileira é Thais Gulin. Natural de Curitiba/PR e conhecida na mídia por suas parcerias (pessoais e profissionais) com Chico Buarque, já que regravou e também contou com ele em seu disco, Thaís é uma das boas promessas da música brasileira contemporânea e desde criança gostava de cantar clássicos infantis, estudando canto e violão no conservatório de sua cidade natal.

Lançou seu primeiro trabalho em 2007, sendo sucesso de crítica e trazendo entre outras, as canções Cinema incompleto, Garoto de aluguel, 78 rotações, De boteco em boteco e Cisco. Em 2011, lança seu segundo trabalho onde consta o dueto com Chico na canção Se eu soubesse, além das canções Frevinho e Cinema americano, entre outras.

Se Thaís se firmará como novo talento, só o tempo vai dizer, mas ao que tudo indica, seguindo a crítica e os elogios de colegas consagrados, tudo indica que temos um novo nome na música brasileira e torcermos para que a cada dia surjam novos talentos como este.

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Ai que saudade tenho dos bailes de outrora...

Vamos viajar no tempo e relembrar um grande cantor esquecido atualmente, mas muito festejado no passado, oriundo da época do rádio: Francisco Petrone, conhecido por Francisco Petrônio. Natural de São Paulo/SP, foi considerado a voz de veludo do Brasil, em um tempo em que os artistas ganhavam rótulos para diferenciarem uns dos outros.

Era taxista e gostava de cantar durante suas corridas, até que um passageiro, também cantor, o levou para fazer testes na rádio e daí pra frente começou sua carreira de cantor, lançando seus sucessos como Baile da saudade, Agora, Não me falem dela, Tão longe de mim distante, O amor mais puro, Em algum lugar do passado, Valsa da saudade, etc.

O eterno rei do baile da saudade partiu para a eternidade em 2007, mas continua presente na lembrança daquelas pessoas que seguiram seus sucessos, dançaram seus boleros e cantaram suas canções românticas que animavam aqueles bailes e influenciaram tantos outros artistas contemporâneos.

Um forte abraço a todos!

domingo, 5 de agosto de 2012

Os Intérpretes do Brasil - 19

Além de grande compositor, Fábio Jr. é um excepcional intérprete e essa vertente tem tomado frente em sua carreira nos últimos anos, o que podemos verificar em seus mais recentes lançamentos, como foi o caso do CD Fábio Jr. Íntimo, que já comentamos anteriormente. Destacar apenas três interpretações de seu repertório é realmente tarefa difícil, mas vamos tentar, pois esse é o espírito dessa série.

Desde muito tempo que Fábio é um excelente intérprete, mesmo quando seu lado compositor estava mais presente em sua carreira. Em 1989, por exemplo, deu uma interpretação fantástica à Romaria, sucesso de Renato Teixeira que Elis Regina já havia imortalizado antes, portanto, uma tarefa difícil que Fábio soube levar uma boa, com seu talento. Na década de 90, Fábio também se destacou em várias canções e entre elas, gosto muito da interpretação definitiva, a meu ver, para Impossível acreditar que perdi você, de Márcio Greyck.

E viajando no tempo quem não se emocionou quando ele soltou a voz para reviver Volta, clássico de Lupicínio Rodrigues, que já havia recebido versão de Gal Costa no passado? Bom, poderíamos citar mais tantas outras que não seriam incoerentes nessa postagem como Só você, Alma gêmea, Pareço um menino, Esquinas, Transas, Esqueça, Ai que saude d´ocê, etc. Mas, vamos parar por aqui para respeitar o tópico, porém o grande intérprete continua, ainda bem!

Um forte abraço a todos!

sábado, 4 de agosto de 2012

À primeira vista

Essa canção é belíssima e lembro quando foi lançada, em 1996, como tema da novela global O rei do gado. Daniela Mercury explodia com esse sucesso, abrindo espaço para um dos melhores compositores lançados naquele momento: Chico César, que depois interpetou também a canção que se tornaria clássico de seu repertório e presença constante em seus shows.

À primeira vista apresenta uma letra que fala do amor como um momento mágico, um piscar de olhos. Um show à parte foi o arranjo que Daniela apresentou em sua leitura que fazia a música crescer com suas frases de guitarras, até o momento que o sentimento finalmente era revelado e o motivo principal de tudo existir, inclusive a própria canção que embalou muitos apaixonados naquele ano e por que não hoje?

À primeira vista
(Chico César)

Quando não tinha nada eu quis
Quando tudo era ausência esperei
Quando tive frio tremi
Quando tive coragem liguei

Quando chegou carta abri
Quando ouvi Prince dancei
Quando o olho brilhou, entendi
Quando criei asas, voei

Quando me chamou eu vim
Quando dei por mim tava aqui
Quando lhe achei, me perdi
Quando vi você, me apaixonei

Quando não tinha nada eu quis
Quando tudo era ausência esperei
Quando tive frio tremi
Quando tive coragem liguei

Quando chegou carta abri
Quando ouvi Salif Keita dancei
Quando o olho brilhou, entendi
Quando criei asas, voei

Quando me chamou eu vim
Quando dei por mim tava aqui
Quando lhe achei, me perdi
Quando vi você, me apaixonei

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Mexe comigo de um jeito tão raro...

Já falamos do patriarca da família Wilson Simonal e também de um de seus filhos Wilson Simoninha. Completamos a família com Maximiliano Simonal Pugliese de Castro, ou Max de Castro, como é conhecido no meio artístico. Natural do Rio de Janeiro/RJ, além de cantor, Max é instrumentista (guitarrista), compositor, arranjador e produtor musical.

Iniciou sua carreira como integrante de uma banda, da qual também fazia parte Pedro Mariano. Como produtor ou instrumentista já trabalhou com nomes como Lobão, Frejat, Kid abelha, Pedro Mariano, Luciana Mello, Jairzinho Oliveira e seu irmão Simoninha, entre outros. Como compositor, já dividiu parcerias com nomes como Nelson Motta, Erasmo Carlos, Seu Jorge e Lulu Santos.

Entre seus sucessos, estão, Samba raro, Silêncio no Brooklin, Sempre aos domingos, Depois da festa, A história da morena nua que abalou as estruturas do esplendor do carnaval (essa tem um dos maiores títulos da música brasileira), Sonho de verão, Ela disse assim, O nêgo do cabelo bom, No balanço das horas, Afrosamba, Iluminismo, etc. É tido como um dos grandes nomes da nova geração e integra um grupo de artistas, nos quais se incluem Pedro Mariano, Jairzinho, Luciana, Simoninha e outros, sempre preocupados em fazerem boas músicas.

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 31 de julho de 2012

Forró no escuro

Essa é uma postagem que mexe muito com minha emoção, pois demorei bastante pra falar sobre isso. Meu avô, Manoel Inácio de Albuquerque, nasceu em 31 de julho de 1920 e hoje faz aniversário, o primeiro fisicamente longe de nós, já que partiu para a eternidade no último 10/09/2011, deixando uma saudade imensurável em nossa estrada. Tenho saudades de seu sítio quando o visitava em minha infância. Preocupado com minha alegria, ele fazia um brinquedo pra eu me divertir: uma lata de doce em uma ponta de uma vareta, que eu andava a empurrar pelo sítio, todo feliz!

Mas, não tô falando dele apenas por ser uma das maiores saudades que tenho. Ele me ensinou a rezar e também gostava de tocar flautas. Quando jovem, tocava em uma banda de pífanos, junto com seu irmão Pedro, canções de Luiz Gonzaga. Nos domingos em que íamos ao sítio, ele revivia isso, tocando com Tio Pedro e era muito legal, embora eu não vivenciasse tanto música quanto hoje. Considero então meu avô como a gênese de minha paixão por música e essa é sua melhor herança deixada pra mim, além da bondade que esse homem pregou em meu e em tantos corações!

Por isso eu precisei de tempo pra contar essas coisas sem lágrimas, mas com alegria, com a felicidade de ter tido um homem dessa grandeza tão perto de mim, em mim e me mostrar feliz, como ele sempre dizia: "Seja feliz"! E uma das canções que mais tocava era Forró no escuro, de Gonzaga. Uma canção belíssima que destaca a genialidade de Sr. Luiz, quando diz que todo mundo cochilou, mas a sanfona e o forró continuaram. Uma ideia de continuidade que meu avô soube deixar pra mim também, pois mesmo doente, não parava de repetir pra que eu fosse feliz e curiosamente no dia de seu enterro, essa canção estava tocando na rua, assim que me direcionei a esse evento. Não sei se a internet tem esse poder de atravessar barreiras, mas se sim, espero que meu avô, onde estiver, entenda que ser feliz é lembrar dele hoje e sempre, com todas as coisas lindas que ele nos deixou e são por homens assim que agradecemos todos os dias a Deus pela vida! E de presente para todos nós, a canção de Gonzaga:

Forró no escuro
(Luiz Gonzaga)

O candeeiro se apagou
O sanfoneiro cochilou
A sanfona não parou
E o forró continuou

Meu amor não vá simbora
Não vá simbora
Fique mais um bucadinho
Um bucadinho

Se você for, seu nêgo chora
Seu nêgo chora
Vamos dançar mais um tiquinho
Mais um tiquinho

Quando eu entro numa farra
Num quero sair mais não
Vou inté quebrar a barra
E pegar o sol com a mão
Um forte abraço a todos!

domingo, 29 de julho de 2012

CD Roberto Carlos 1989

Capa do CD Roberto Carlos 1989
Com este trabalho terminamos a série dos anos 80 dos discos de sua majestade que chegou ao final da década, em 15 de dezembro de 1989, com este lançamento que todos se referem como o disco de Amazônia. Prestei atenção a este disco anos depois, quando me tornei fã em definitivo do Roberto e passei a colecionar sua obra. Antes, pensava que se tratava de um disco todo de mensagens ecológicas, pela força com a qual a faixa Amazônia chegava em mim e acreditava que Águia dourada (que é do disco de 1987) também constava nesse disco, junto com Pássaro ferido, que só conhecia o refrão, que me levou a pensar assim.

Foto interna do CD RC 1989
Defino esse disco em um adjetivo: impactante! Isso porque, como já falei, Amazônia é um rock que traz impacto nas reflexões dos habitantes de nosso planeta e de nosso país, o que mostra que de alienado, Roberto nunca teve nada! Aqueles que tanto criticam sua obra, poderiam prestar mais atenção em seus ensinamentos e gritos de alerta tão comuns a todos nós. Quando ouvi pela primeira vez Pássaro ferido, fiquei bobo, apaixonado por essa canção, por sua letra. A capa do disco em si é impactante: Roberto sério, parecendo triste pelos problemas pessoais que o acompanharam naquele ano e com uma pena na orelha em um país machista como é o nosso e isso me faz crer que ele tem muita personalidade. Na parte interna do disco tínhamos apenas as letras e nada de créditos dos músicos ou técnicos participantes. Acredito que se fosse hoje, talvez esse disco não tivesse sido lançado, pois sua versão em espanhol é infinitamente melhor em termos de qualidade sonora e repertório, já que ele teve mais tempo pra lapidar essa obra, inclusive trazendo dez faixas e não apenas nove, como aconteceu com esse lançamento nacional. O perfeccionismo do rei me faz pensar assim e creio que naquele ano, ele sofreu com as pressões de ter que lançar seu disco de fim de ano, que considero um trabalho bom.

Contracapa do CD RC 1989
No disco de vinil, tinhamos a faixa O tolo no início, que depois passou a ser no CD a segunda faixa. Gosto dessa canção onde Roberto canta seu momento atual e quem dera, ele voltasse a cantar essa canção que deu uma interpretação profunda de sua alma. O tempo e o vento traz uma poesia belíssima e pouco valorizada por alguns. Só você não sabe trata da mesma dor, mas com o alento de um delicioso samba. Seu lado internacional está presente em Se você me esqueceu, versão de Se me vas al olvidar de Roberto Livi e, Sonrie, versão de Smille (clássico de Chaplin), além da regravação de Nem às paredes confesso, em uma alusão ao povo português que sempre o abraçou de forma calorosa. Completa a obra a canção Se você pretende, de um disco melancólico e com uma sonoridade não tão boa quanto os anteriores, mas que caracteriza um rei ferido, que encontrava na música a melhor forma de sarar essa dor e ainda força pra gritar pela dor do verde de nosso planeta! Ano que vem tem mais: os discos dos anos 70, que muitos consideram a melhor fase de sua majestade musical que sempre nos presenteou com essas pérolas em todos esses anos.

Um forte abraço a todos!

sábado, 28 de julho de 2012

Final feliz

Quando Jorge Vercillo surgiu, muitos confundiram sua voz com a de Djavan, de quem Jorge afirmou ter fortes influências, sobretudo quando cantava na noite. E um dia, os dois se encontraram na gravação desse sucesso que foi e é Final feliz, revivido anos mais tarde com Caetano Veloso e Alexandre Pires. Pois é, uma canção que já recebeu a leitura desses grandes nomes da nossa música só poderia mesmo ser classificada como sucesso.

Final feliz traz uma letra que aponta o amor como o desejo maior, como um bom final de novela, por exemplo. Um sentimento que não deve mais ser resguardado, escondido ou contido, pelo contrário, deve explodir proporcionalmente à sua grandeza, sem medo, acreditando sempre que dará certo, afinal, o amor é um sentimento lindo e nobre demais pra viver escondido e Jorge falou isso muito bem nessa canção!

Final feliz
(Jorge Vercillo)

Chega de fingir
Eu não tenho nada a esconder
Agora é pra valer, haja o que houver

Não tô nem aí
Eu não tô nem aqui pro que dizem
Eu quero é ser feliz, e viver pra ti

Pode me abraçar sem medo
Pode encostar tua mão na minha

Meu amor,
Deixa o tempo se arrastar sem fim
Meu amor,
Não há mal nenhum gostar assim
Oh, meu bem,
Acredite no final feliz
Meu amor, meu amor

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 26 de julho de 2012

CD Roberto Carlos 1988

Capa do CD Roberto Carlos 1988
Esse é o único disco do Roberto da década de 80 que não traz seu nome, nem mesmo título, o que acontece na minoria de seus discos (a maior parte vem com seu nome na capa). Mas, essa não é a única peculiaridade desse trabalho: temos um dueto do rei com seu amigo de fé, Erasmo Carlos, no country Papo de esquina; também um rei interpretando grandes compositores nacionais como Guilherme Arantes, em Toda vã filosofia, e Marcos Valle (e também seu irmão Paulo Sérgio Valle, que sempre está presente nos discos do Roberto), com a belíssima Como as ondas do mar, que particularmente, tenho uma tia que chorou muito com essa canção na época, transformando essa na canção do Roberto de sua vida.

Foto interna do CD RC 1988
Lançado em 23 de novembro, os sucessos radiofônios foram Se diverte e já não pensa em mim, Papo de esquina, Todo mundo é alguém, Se você disser que não me ama e Se o amor se vai, uma versão de Se el amor se va, de Roberto Livi, que o rei a gravou em espanhol e nesse trabalho versionou, com Carlos Colla, a canção responsável por sua premiação no Grammy em 1989. Ainda nessa safra de canções internacionais, Roberto interpretou novamente Carlos Gardel (já tinha feito isso em 1973, quando gravou El dia que me quieras), com a canção Volver, de forma impecável. Essas interpretações despertam a vontade de vê-lo gravar um disco só com grandes canções românticas de seu país, feitas por outros grandes compositores, o que não deve ser impossível, embora muito difícil de acontecer (fã realmente sonha muito com o trabalho de seu ídolo).

Contracapa do CD RC 1988
Não sei se as canções Eu sem você e O que é que eu faço foram sucessos de rádio, mas teriam tudo pra ser, já que a primeira é um belíssimo bolero e, a segunda, quase um samba. Gosto muito desse trabalho que traz uma sonoridade impecável e ainda grandes canções, que comprovam que na década de 80, ele também lançou trabalhos impecáveis. O bolero Se você disser que não me ama mostra isso, pois é simplesmente lindíssima e ainda sonho em ouví-la em algum novo show, o que seria ótimo seu resgate. Se el amor se va vez por outra figura no repertório de shows internacionais. O azul da capa e a mudança de pose nas fotos quebrou a sequência de "capas parecidas demais" que tanto criticavam. Na parte interna, novamente as letras, compositores e créditos das canções de um dos melhores discos dos anos 80.

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 24 de julho de 2012

CD Roberto Carlos 1987

Capa do CD Roberto Carlos 1987
Esse é o polêmico e atualmente raro disco de Roberto Carlos, pois não o encontramos mais nas lojas. Quem deseja ter sua coleção, pode tentar a sorte de encontrar esse CD nos sebos e por preços elevados, ou no Box dos anos 80, porém incompleto (ele vem com apenas 9 faixas, sem a sexta). Tudo porque é esse trabalho que apresenta a faixa de maior polêmica na carreira do Roberto: O careta, canção que fala sobre as drogas e que rendeu ao rei um processo de plágio da música, que se arrastou por vários anos, fazendo com que esse disco simplesmente saisse do catálogo de sua discografia, que é a mais procurada do país.

Foto interna do CD RC 1987
Lançado em 15 de dezembro, trouxe os sucessos Tô chutando lata, Menina, Águia dourada e, depois, Coisas do coração. Acredito que Aventuras deve ter tocado, pois também rendeu clipe no Fantástico. Outras belíssimas canções desse disco são Canção do sonho bom, Antigamente era assim, Ingênuo e sonhador e Todo mundo está falando, uma belíssima versão de Everybody is talking. As fotos também trazem a sensação de repetição e alguns devem ter confundido os discos de 84 a 87, por apresentarem semelhanças nas poses e nos formatos. Na parte interna as já tradicionais letras e créditos das canções, porém em tons azul claro, que davam mais charme ao disco.

Contracapa do CD RC 1987
Gosto desse disco, das canções que foram e das que não foram sucessos de rádio. Uma sonoridade legal, que explorava mais as viradas com baixo, algo diferente em sua obra. Gosto de Tô chutando lata, embora alguns tenham criticado esse título e refrão. Curto muito a mensagem ecológica Águia dourada e também Coisas do coração, que rendeu um belíssimo clipe com Glória Pires no Fantástico. Canção do sonho bom, Ingênuo e sonhador e Antigamente era assim são impecáveis. E a canção Menina mostra mais uma vez que podemos falar de sexo sem vulgaridade, coisa que o rei sabe fazer tão bem. É pena você não o encontrar em CD e acho que isso não deveria ocorrer, porque sempre ficará uma lacuna para aquele que curte sua discografia e a deseje completa.

Um forte abraço a todos!

domingo, 22 de julho de 2012

CD Roberto Carlos 1986

Capa do CD Roberto Carlos 1986
Este é também um dos melhores discos de Roberto Carlos e não apenas da década de 80, mas de toda sua carreira. Eu diria que está entre os dez mais. Lançado em 19 de dezembro (dizem que atrasou por conta do envolvimento do rei com a Escola de Samba Unidos do Cabuçu, de qual seria enredo no ano seguinte), foi um dos lançamentos mais tardes dele, que sempre figurava no começo de dezembro. A faixa de abertura também bateu recordes de execução nas rádios: Apocalipse era um rock bastante atualizado com o momento musical do país e também com letra que fazia alusão ao fim do mundo. Seria um ótimo resgate para seus shows, sobretudo pelas frases de guitarras.

Foto interna do RC 1986
Canções românticas como Do fundo do meu coração e Amor perfeito dispensam comentários, pois figuram como verdadeiros clássicos de sua obra, redescobertos recentemente pelo próprio em seus recentes shows. Um humilde ou esquecido rei afirma atualmente que Cláudia Leitte fez mais sucesso com Amor perfeito, recentemente, mas quem viveu essa época sabe o que houve com essa canção, que foi uma verdadeira explosão, com direito a clipe no Fantástico e apresentação no Globo de ouro. O rei passeia numa boa pelo samba, com a lindíssima Nêga. E se mostra ainda mais para nós com a autobiográfica Naquela casa simples.

Contracapa do RC 1986
Até as canções que não foram sucesso como Quando vi você passar, Eu sem você, O nosso amor e Tente viver sem mim são belíssimas, podendo ser tema de qualquer novela. A canção Eu quero voltar pra você, de Eduardo e Paulo Sérgio é das minhas preferidas da dupla. Considero as fotos simples e que trazem um formato que se confundia, para alguns, com as dos anos anteriores, sobretudo na capa. Na parte interna, as letras das canções, seus compositores, músicos envolvidos e seus instrumentos em cada faixa, enfim, os créditos de um disco que não deixa a desejar em nada os grandes lançamentos de sua majestade durante todo esse tempo em que nos presenteou com discos inéditos.

Um forte abraço a todos!

sábado, 21 de julho de 2012

Sonhar contigo

Assisti recentemente mais um show do Adilson Ramos e comprovei mais uma vez que ele continua o mesmo romântico e atencioso com seus fãs, conquistados no decorrer de sua bem sucedida carreira. Certa vez, Adilson falou que seu maior sucesso continua sendo Sonhar contigo, grande clássico dos anos 60, pré-Jovem Guarda. Mesmo depois de tanto tempo e tantas outras canções, essa é sua marca registrada.

Gravada também por outros intérpretes como Agnaldo Timóteo e Elymar Santos, Sonhar contigo é aquela canção que fala daquele amor arrebatador, com um respeito e atenção que a gente parece encontrar apenas no passado, se pensarmos em algumas letras lançadas atualmente sobre a alma feminina. Tema da trilha sonora da minissérie global Hilda furacão, sua letra é dotada de um romantismo ímpar que a gente torce mesmo para que não fique no passado, que não seja tomado como cafona, mas redescoberto por todos que sabem que a alma feminina vem na escala da existência, abaixo apenas de Deus.

Sonhar contigo
(Adilson Ramos e Armelindo Leandro)

Sonhar contigo por toda vida
Sonhar contigo, meu amor, minha querida
Viver pensando em ti somente
Viver te amando, ser só teu eternamente

Este é o meu maior desejo
Tomar tuas mãos, calar tua voz
Num longo beijo
E ter-te sempre bem junto a mim
Viver te amando, ser só teu até o fim

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 19 de julho de 2012

CD Roberto Carlos 1985

Capa do CD Roberto Carlos 1985
Bom, esse disco mexeu no meu coração de menino pela faixa que abre esse trabalho: Verde e amarelo. Numa evocação ufanista, Roberto desperta um país sofrido, pós-ditadura e com graves problemas políticos, econômicos e sociais, para seu característico otimismo, de ver sempre a vida pelas coisas boas que ela apresenta e por que não o seu adorado país? Para aqueles que vinte anos antes já o cobravam fazer algo por seu país, ele dá seu recado, à sua maneira, divulgando o Brasil no exterior muito mais que tantos que o cobravam por isso. Lançado em 03 de dezembro daquele ano, esse disco traz uma sonoridade muito boa e canções belas, embora muitos apontem como o primeiro disco do Roberto que não trouxe clássicos a seu repertório.

Foto interna do CD RC 1985
Além do carro-chefe Verde e amarelo que também bateu recordes de execução nas rádios, tivemos os sucessos De coração pra coração, Paz na terra, A atriz e Símbolo sexual. Depois, tocou bastante Da boca pra fora, que levou o rei a algumas apresentações no Globo de ouro, com essa canção. Gosto muito de Pelas esquinas de nossa casa e Só vou se você for, mas não sei se foram sucessos radiofônicos. E ainda tivemos Contradições e Você na minha mente (esta última fazendo o rei excursionar em um ritmo meio funk). A faixa A atriz revela seu momento enquanto casado com Myrian Rios, numa conversa com seu público, onde revela seus ciúmes das atuações de sua amada nas telinhas, em uma intimidade inédita na música brasileira, só vista entre o rei e seus súditos.

Contracapa do CD RC 1985

A capa traz um Roberto com cabelos mais longos novamente (já que desde 76 estavam um pouco mais curtos), contracapa com um dos momentos (imagem azulada) marcantes de seus shows que são a entrega das rosas, além das letras das canções e a lista de músicos e técnicos que se envolveram nesse projeto. Considero também esse disco como um bom exemplo para aqueles que gostam de cobrar mudanças em sua carreira: ele reflete uma mudança de sons, ritmos e temas, antenados com a realidade musical da época. A gente pode até não gostar de tais mudanças, mas é indiscutível afirmar que sua majestade sempre tentou novas formas de cantar o amor, sempre atualizado com o som e com os dizeres de seu povo verde e amarelo.

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 17 de julho de 2012

CD Roberto Carlos 1984

Capa do CD Roberto Carlos 1984
Este trabalho já me integra como fã de Roberto, pois foi ele quem me despertou para as canções do rei e isso já foi dito: meu pai era caminhoneiro e comprou o disco. Eu, então com 4 anos de idade ouvia a canção Caminhoneiro e a adorava, sabia toda aquela extensa letra e depois de ver o Roberto dirigir um caminhão no especial daquele ano, passei a admirá-lo bastante. Lançado em 23 de novembro daquele ano (olha que até saiu cedo), esse disco trouxe recordes com a canção principal: além dessa influência pessoal, Caminhoneiro é uma das canções mais longas de seu repertório (dura quase 7 minutos) e uma das que mais tocou nas rádios em um só dia.

Foto interna do CD 1984
Além dessa faixa, tivemos outros sucessos como Coração, Eu e ela e Eu te amo (uma versão de And I love her, dos Beatles). Aleluia é uma das mensagens mais lindas e geniais de seu repertório, unindo dois temas fortes que são religião e ecologia. Além de Caminhoneiro e Aleluia, gosto muito de Lua nova, Cartas de amor e Sabores, pois são canções belíssimas que não sei se tocaram nas rádios, mas poderiam ser temas de casais românticos de novelas e também serem resgatadas pelo rei ou por algum intérprete de sua obra. Completam a obra a canção As mesmas coisas, em um disco que pecou apenas pelo fato de trazer nove faixas (Dez ou doze são suficientes, mas nove, considero um abuso).

Contra-capa
A capa apresenta um Roberto maduro, um quarentão atualizado com o amor. Houve uma tiragem que apresentou alguns defeitos na foto interna do disco, que também trazia as letras, músicos e técnicos que trabalharam nessa produção. A sonoridade desse trabalho, a meu ver, superou todos os outros discos lançados por ele até então e nesse quesito, esse trabalho está entre os dez melhores de sua carreira. Esse disco é um marco não apenas pra mim, mas para muitos que se tornaram saudosistas da obra do rei, desse lançamento para trás, sobretudo por não apurarem bem a sonoridade e os temas abordados por sua majestade, daqui pra diante!

Um forte abraço a todos!

domingo, 15 de julho de 2012

CD Roberto Carlos 1983

Capa do CD Roberto Carlos 1983
Lançado em 09/12/1983, esse foi o disco da canção O côncavo e o convexo que o rei lançou. Essa canção, com uma temática sensual, tornou-se um clássico de seu repertório, lembrada atualmente e sempre em seus shows no exterior. Mas, tivemos outras canções que tocaram no rádio como Recordações e mais nada e O amor é a moda, que contou com a participação dos músicos do Roupa Nova, que não consta nos créditos como o grupo e sim, cada integrante. Estou aqui também deve ter tocado bastante naquele Natal e é uma das mais belas e inspiradas de seu repertório sobre Jesus, o que seria muito interessante o resgate dessa canção.

Foto interna do CD RC 1983
Outra que pode ter habitado as rádio é a canção Perdoa, que é lindíssima e uma das mais românticas de seu repertório, eu diria, simplesmente divina, embora esquecida atualmente. Acredito que foi sucesso, já que há imagens do Roberto a interpretando no programa Globo de ouro da época. Você não sabe tem uma letra que nos leva ao êxtase do romantismo de um ser, revivida recentemente por Hebe no Elas cantam Roberto e em seu CD, em dueto com o rei. Incrível como Roberto esquece de canções da grandeza de Você não sabe, que também já foi gravada de forma belíssima por Maria Bethânia, no CD As canções que você fez pra mim.

Contracapa do CD RC 1983
Quando eu ouvi pela primeira vez a canção Preciso de você, fiquei na dúvida se não seria essa a minha preferida desse disco e mesmo sem saber se tocou ou não nas rádios da época, é de uma beleza indescritível. No mesmo verão tem uma letra e levada gostosas de se ouvir e cantar, com uma irreverência ímpar, que não descuida do romantismo presente também em Me disse adeus e A partir desse instante, que completam um dos discos mais românticos de sua majestade, que aparece na capa com um boné famoso na música brasileira por ter sido utilizado com mais frequência por cantores como Milton Nascimento, João Bosco e Fagner, por um bom tempo.

Um forte abraço a todos!

sábado, 14 de julho de 2012

Descobridor dos sete mares

Em tempos de chuva é complicado se pensar em praias. Mas, a saudade do Tim Maia nos faz visitar sua obra e perceber que ele cantou as praias brasileiras como ninguém, quando lançou esse que foi e sempre será o mega sucesso Descobridor dos sete mares. Também regravada posteriormente por Lulu Santos, o ritmo dessa canção não deixa ninguém parado e também com um desejo enorme de conhecer cada ponto descrito em sua letra.

De norte ao sul do Brasil, várias praias foram citadas como verdadeiros paraísos que são, ou ao menos que eram quando essa canção foi composta. É claro que outras não constam na lista, como é o caso de Porto de Galinhas aqui de Pernambuco que só foi divulgada mais recentemente. E cada morador dos Estados banhados pelo Atlântico tem alguma ausência a reclamar, mas a verdade é que esse clássico da nossa música aliado à lembrança do Tim e a vontade de conhecer tantas praias dessa nossa terra abençoada já vale por qualquer ausência sentida, que em nada desatualiza esse clássico da música brasileira.

Descobridor dos sete mares
(Gilson e Michel)

Uma luz azul me guia
Com a firmeza e os lampejos do farol
E os recifes lá de cima
Me avisam dos perigos de chegar

Angra dos Reis e Ipanema
Iracema, Itamaracá
Porto Seguro, São Vicente
Braços abertos sempre a esperar

Pois bem, cheguei
Quero ficar bem à vontade
Na verdade eu sou assim
Descobridor dos sete mares
Navegar eu quero

Uma lua me ilumina
Com a clareza e o brilho do cristal
Transando as cores dessa vida
Vou colorindo a alegria de chegar

Boa Viagem, Ubatuba
Grumari, Leme e Guarujá
Praia Vermelha, Ilhabela
Braços abertos sempre a esperar

Pois bem, cheguei
Quero ficar bem à vontade
Na verdade eu sou assim
Descobridor dos sete mares
Navegar eu quero

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 12 de julho de 2012

CD Roberto Carlos 1982

Capa do CD Roberto Carlos 1982
Bom, esse disco traz algumas tonas em sua carreira: é o primeiro dueto da discografia do Roberto, nele temos um country e poderíamos enumerar muito mais coisas que não se esquecem, pois quantos momentos bonitos vivemos ao refletir sobre tantos pensamentos e recordações e finalmente perceber que o rei escancara seu coração de fera ferida para seu público. Quando ele diz que se mostra nas canções, com Fera ferida temos um perfeito exemplo. Dizem que ela começou a ser composta antes, em fins dos anos 70, o que comprova também sua busca pelo perfeccionismo sempre. E o Brasil ganhou mais esse clássico interpretado posteriormente por Caetano Veloso e Maria Bethânia.

Foto interna
Lançado em 05/12/1982, esse trabalho apresenta a continuidade de um reinado absoluto verificado em clássicos de seu repertório e da música brasileira, como é o caso de Fera ferida e Pensamentos. Um encontro histórico com Maria Bethânia na canção Amiga. Um rei preocupado com a paz e com a união de seus súditos, união essa pregada em Pensamentos. Um Roberto família cultuando o Fim de semana e cantando com suas crianças tudo isso. Quer mais atual que isso: em termos de estresse precisamos voltar a valorizar o lazer do domingo, não acham? E um fato curioso do rei é que canções suas compostas há quase trinta anos são e sempre serão atuais, descobrindo assim um dos segredos de seu reinado.

Contracapa do CD RC 1982
Roberto se mostra diversificado ao interpretar seu amor pelas novelas em Meus amores da televisão e continua o mesmo romântico arrebatador de corações ao interpretar canções como Recordações, Quantos momentos bonitos, Coisas que não se esquece, Como é possível e Como foi. A parte interna do disco não traz as letras, mas não foi por isso que seus fãs não aprenderam a cantar essas inesquecíveis canções. Gosto muito desse disco, principalmente de Recordações, Quantos momentos bonitos, Como foi e Pensamentos que, como já comentamos anteriormente, é uma mensagem de paz que dá uma lição nos preconceitos e diferenças entre os seres!

Um forte abraço a todos!