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segunda-feira, 25 de maio de 2026

♫Tá escrito♫

Já falei em algumas oportunidades que antigamente domingo era sinônimo de samba, nas rádios principalmente, nos churrascos, nos encontros onde alguém resolvia soltar a voz, o pai da alegria estava lá. E alguns desses inúmeros sambas trazem não apenas a magia do ritmo contagiante da felicidade, mas também uma boa letra reflexiva.

É o caso de Tá escrito, do grupo Revelação, lançada em 2009, que traz uma letra muito positiva, motivacional e que levanta qualquer astral. Talvez o melhor samba lançado nos últimos 20 anos, é uma canção que alcançou muito sucesso e reconhecida e amada por todos que ouvem ou cantam seus valiosos versos, sobretudo pela fé em acreditar que cada um tem seu encontro marcado com o aguardado momento de felicidade.

Tá escrito
Carlinhos Madureira, Gilson Bernini e Xande de Pilares

Quem cultiva a semente do amor
Segue em frente e não se apavora
Se na vida encontrar dissabor
Vai saber esperar a sua hora

Quem cultiva a semente do amor
Segue em frente e não se apavora
Se na vida encontrar dissabor
Vai saber esperar a sua hora

Às vezes a felicidade demora a chegar
Aí é que a gente não pode deixar de sonhar
Guerreiro não foge da luta e não pode correr
Ninguém vai poder atrasar quem nasceu pra vencer

É dia de Sol, mas o tempo pode fechar
A chuva só vem quando tem que molhar
Na vida é preciso aprender, se colhe o bem que plantar
É Deus quem aponta a estrela que tem que brilhar

Erga essa cabeça, mete o pé e vai na fé
Manda essa tristeza embora
Basta acreditar que um novo dia vai raiar
Sua hora vai chegar

Um forte abraço a todos!

segunda-feira, 27 de abril de 2026

♫Debaixo dos caracóis dos seus cabelos♫

Lançada em 1971 e regravada ao vivo em 1998, Debaixo dos caracóis dos seus cabelos tem uma história interessante, pois, depois da visita que Roberto fez ao então exilado Caetano Veloso em 1969, em Londres, ficou com essa ideia na mente (a de homenagear o baiano, por sua ausência em sua terra e saudando uma possível volta), até que 71 foi lançada esta canção que na época e, durante muito tempo, teve sua inspiração ofuscada, parecendo apenas uma canção romântica, em que se saudava a volta de alguém que tinha caracóis em seu penteado.

Só na década de 90, quandoa  regrava em sua turnê, Caetano revela a homenagem que recebeu, enfatizando sua gratidão e sua compreensão ainda maior àquele a quem chamam de rei! No especial de 1992 cantou a canção e em 2008 foi chamado ao palco após Roberto entoar esta canção. Ferndanda Takai regravou esta canção no disco em que homenageia Nara que também a regravou no final dos anos 70. Quem aprende violão adora os solinhos dela. E pela importância de juntar tanta gente boa da nossa música, eis a letra de mais um clássico:

Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Roberto Carlos e Erasmo Carlos

Um dia a areia branca
Seus pés irão tocar
E vai molhar seus cabelos
A água azul do mar
Janelas e portas vão se abrir
Pra ver você chegar
E ao se sentir em casa
Sorrindo vai chorar

Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Uma história pra contar de um mundo tão distante
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Um soluço e a vontade de ficar mais um instante

As luzes e o colorido
Que você vê agora
Nas ruas por onde anda
Na casa onde mora
Você olha tudo e nada
Lhe faz ficar contente
Você só deseja agora
Voltar pra sua gente

Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Uma história pra contar de um mundo tão distante
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Um soluço e a vontade de ficar mais um instante

Você anda pela tarde
E o seu olhar tristonho
Deixa sangrar no peito
Uma saudade, um sonho
Um dia vou ver você
Chegando num sorriso
Pisando a areia branca
Que é seu paraíso

Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Uma história pra contar de um mundo tão distante
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Um soluço e a vontade de ficar mais um instante

Um forte abraço a todos!

segunda-feira, 20 de abril de 2026

♫Meu pequeno Cachoeiro♫

Roberto Carlos fez aniversário ontem e escolheu mais uma vez sua terra natal, Cachoeiro do Itapemirim, para comemorar com um grandioso show. Isso já aconteceu algumas vezes em sua carreira e lembro de dois momentos: em 1995 (que o Fantástico e o Vídeo show fizeram uma cobertura bem legal) e em 2009 (quando iniciou as comemorações pelos seus 50 anos de carreira). E aqui temos uma canção que canta todo esse amor que ele tem por Cachoeiro.

Composta por seu conterrâneo Raul Sampaio (muitos pensam ser composição do Roberto), tem uma tocante letra que fala da geografia da cidade, da vontade de voltar ao berço, citando a casa, a rua, o pé de flamboyant (que a pedido do cantor foi incluída), a escola, tudo com muita saudade. Um ponto muito interessante é que, além de ser gravada por ele em 1970 e em 2005, foi regravada apenas em instrumental por Luiz Gonzaga em 1972, o que me faz reafirmar que as diferenças entre os dois "reis" só existiram entre as más línguas e os mal informados!

Meu pequeno Cachoeiro
Raul Sampaio

Eu passo a vida recordando
De tudo quanto aí deixei
Cachoeiro, cachoeiro
Vim pro rio de janeiro
Pra voltar e não voltei

Mas te confesso na saudade
As dores que arranjei pra mim
Pois todo o pranto destas mágoas
Ainda irei juntar nas águas
Do teu Itapemirim

Meu pequeno Cachoeiro
Vivo só pensando em ti
Ai que saudade dessas terras
Entre as serras
Doce terra onde eu nasci

Recordo a casa onde eu morava
O muro alto, o laranjal
Meu flamboyant na primavera
Que bonito que ele era
Dando sombra no quintal

A minha escola, a minha rua
Os meus primeiros madrigais
Ai como o pensamento voa
Ao lembrar a terra boa
Coisas que não voltam mais

Meu pequeno Cachoeiro
Vivo só pensando em ti
Ai que saudade dessas terras
Entre as serras
Doce terra onde eu nasci

segunda-feira, 6 de abril de 2026

♫O calhambeque♫

Abril e aqui no Blog Música do Brasil celebramos a obra de Roberto Carlos, em virtude de seu aniversário no próximo dia 19. E hoje temos um clássico da década de 60, sempre presente em seus shows (já teve até um inflável no palco), em seu acústico, em alguns dvds nacionais e importados (a canção foi um dos primeiros sucessos em espanhol, como Mi cacharrito). Já foi interpretada por outros nomes como o próprio Erasmo Carlos, além de Leonardo, Lulu Santos, Eduardo Lages e Caetano Veloso.

A letra de O calhambeque é uma adaptação feita pelo tremendão à versão original, que fala de uma aventura na estrada entre um motorista, a polícia e um afoito caminhoneiro. Já a versão brasileira conta as aventuras de um playboy que realiza a troca temporária de seu Cadillac, que foi para a oficina, por um Calhambeque (carro mais antigo) que, inicialmente o causa vergonha, mas depois o garante na conquista de todas as garotas. A parte inicial declamada não foi mais apresentada por Roberto em suas apresentações ao vivo, mas nas regravações de outros intérpretes sempre esteve presente. A levada, a buzina, as paradas sempre presentes tornaram esta uma das inesquecíveis de seu repertório!

O calhambeque (Road hog)
John Loudermilk e Erasmo Carlos

Essa é umas das muitas histórias que acontecem comigo
Primeiro foi Suzy, quando eu tinha lambreta
Depois comprei um carro, parei na contra-mão
Tudo isso sem contar o tremendo tapa que eu levei
Com a história do Splish Splash
Mas essa história também é interessante


Mandei meu Cadillac pro mecânico outro dia
Pois há muito tempo um conserto ele pedia
E como vou viver sem um carango pra correr?
Meu Cadillac, bi-bi
Quero consertar meu Cadillac

Com muita paciência o rapaz me ofereceu
Um carro todo velho que por lá apareceu
Enquanto o Cadillac consertava, eu usava
O Calhambeque, bi-bi
Quero buzinar o Calhambeque

Saí da oficina um pouquinho desolado
Confesso que estava até um pouco envergonhado
Olhando para o lado com cara de malvado
O Calhambeque, bi-bi
Buzinei assim o Calhambeque

E logo uma garota fez sinal para eu parar
E no meu Calhambeque fez questão de passear
Não sei o que pensei, mas eu não acreditei
Que o Calhambeque, bi-bi
O broto quis andar no Calhambeque

E muitos outros brotos que encontrei pelo caminho
Falavam: Que estouro, que beleza de carrinho
E fui me acostumando e do carango fui gostando
E o Calhambeque, bi-bi
Quero conservar o Calhambeque

Mas o Cadillac finalmente ficou pronto
Lavado, consertado, bem pintado, um encanto
Mas o meu coração, na hora exata de trocar
Aha ha!
O Calhambeque, bi-bi
Meu coração ficou com o Calhambeque

Bem! Vocês me desculpem, mas agora eu vou-me embora
Existem mil garotas querendo passear comigo
É, mas é por causa desse Calhambeque, mora?
Bye! Bye! Bye!

Um forte abraço a todos!

segunda-feira, 23 de março de 2026

♫Divina comédia humana♫

Belchior é daqueles nomes que você reconhece por ter uma marca própria, uma espécie de carimbo singular. Suas letras longas são uma de suas principais características. Não temos outro parecido ou, de repente um seguidor, um discípulo, ao menos que eu conheça. O cara é único mesmo. Essa canção teve uma bela releitura de Simone, recentemente para seu projeto ao vivo em que comemora seus 50 anos de carreira.

Temos aqui um belo exemplo do que estou tentando falar, pois tudo se torna pouco para definir, descrever uma figura assim de tantas obras interessantes. Não vou dizer que consigo de forma plena decifrar o que ele quis dizer nessa canção que, para mim, é uma declaração de amor das mais profundas da música nacional. O que chega em mim é que ele tenta descrever o que sente perante este sentimento, sem mergulhar no famoso água com açúcar, fazendo analogias e, quando tenta deixar de ser profundo, alcança ainda mais uma profundidade típica de poetas como o próprio, aceitando todas as nuances do amor, com a felicidade, a dor, o sofrimento, o gozo, a liberdade, o delírio, a paixão, a poesia, a música!

Divina comédia humana
Antônio Carlos Belchior

Estava mais angustiado que um goleiro na hora do gol
Quando você entrou em mim como um Sol no quintal
Aí um analista amigo meu disse que desse jeito
Não vou ser feliz direito

Porque o amor é uma coisa mais profunda que um encontro casual
Aí um analista amigo meu disse que desse jeito
Não vou viver satisfeito
Porque o amor é uma coisa mais profunda que um transa sensual

Deixando a profundidade de lado
Eu quero é ficar colado à pele dela noite e dia
Fazendo tudo e de novo dizendo sim à paixão, morando na filosofia

Eu quero gozar no seu céu, pode ser no seu inferno
Viver a divina comédia humana onde nada é eterno

Ora direis, ouvir estrelas, certo perdeste o senso
Eu vos direi no entanto
Enquanto houver espaço, corpo, tempo
E algum modo de dizer não, eu canto...

Um forte abraço a todos!

segunda-feira, 9 de março de 2026

♫A mulher em mim (The woman in me)♫

Ontem foi dia internacional da mulher e resgatamos essa canção composta por uma mulher e cantada por outra. Uma internacional e outra brasileira. Shania Twain fez essa canção na década de 90 e Roberta Miranda a cantou em 1997, sendo tema da novela global O amor está no ar.

Inclusive, houve uma curiosidade em 2023, quando Britney Spears lançou sua biografia com o mesmo nome e isso alavancou a canção de Roberta novamente em plataformas nacionais. A letra em português foi feita pelo campeão de hits Cláudio Rabello e descreve como se sente uma mulher depois de tantas lutas em busca de um verdadeiro e almejado amor. Não é uma letra que celebra esta data, mas é algo que descreve a sensibilidade de algumas mulheres que sonham em ser felizes no amor bem sucedido.

A mulher em mim (The woman in me)
Shania Twain, Mutt Lange e Cláudio Rabello)

Em meu coração
Os amores vem e vão
Quando pude escolher
Me cansei de perder

Não vai ser sempre assim
Não sou tão forte assim
Alguém vou encontrar
E assim sem esperar

A mulher em mim
Vai então pedir
Me fala de amor
Me faz ser feliz

Porque é assim que eu sou
Ah, eu preciso dizer
Que a mulher em mim
Precisa de um homem que é você

Quando o mundo for demais
A lua fria e o sol fulgás
Se quiser se esconder
Eu escondo você

Um forte abraço a todos!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

♫Clareou♫

Quem escuta essa canção na abertura da novela Três graças, talvez não saiba que se trata de uma regravação, pois Clareou, este samba otimista e tão alto astral, já teve outras leituras famosas como as de Diogo Nogueira, Xande de Pilares, Péricles, Ivete Sangalo, entre outros. Li que a primeira gravação é de Paula Lima.

Como dito acima, muito alto astral, um mantra a se seguir todos os dias, afinal de contas, ao menos a luz do dia é igual para todos e nós precisamos nos apegar a algo para seguir atravessando as dificuldades de cada cotidiano e que bom haver canções assim, "fincadas" num ritmo contagiante, como é o samba, e que pode ser uma base para acreditarmos no resultado de nossos esforços!

Clareou
Serginho Meriti e Rodrigo Leite

A vida é pra quem sabe viver
Procure aprender a arte
Pra quando apanhar não se abater
Ganhar e perder faz parte

Levante a cabeça, amigo, a vida não é tão ruim
Um dia a gente perde mas nem sempre o jogo é assim
Pra tudo tem um jeito
E se não teve jeito ainda não chegou ao fim

Mantenha a fé na crença se a ciência não curar
Pois se não tem remédio, então remediado está
Já é um vencedor
Quem sabe a dor de uma derrota enfrentar
E a quem Deus prometeu, nunca faltou
Na hora certa, o bom Deus dará

Deus é maior
Maior é Deus e quem tá com Ele
Nunca está só
O que seria do mundo sem Ele?

Chega de chorar
Você já sofreu demais, agora chega
Chega de achar que tudo se acabou
Pode a dor uma noite durar
Mas um novo dia sempre vai raiar
E quando menos esperar, clareou
Clareou, ô-ô, ô-ô

Um forte abraço a todos!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

♫Fé♫

Quando pequeno ouvi que palavrão e oração não andavam juntos, pois certas palavras não se combinam, nem deveríamos falar, tipo aquilo que chamamos de "baixo calão"! Mas, a vida comum é diferente e experimentamos muitos sentimentos diante de obstáculos, adversidades, preconceitos e injustiças que vão construindo ou destruindo aquilo que chamamos de conhecimento e/ou cultura.

Simpatizo bastante com essa canção da Iza, que conheci via Caetano e Bethânia, que também a interpretam tão bem. E considero os tais palavrões presentes na letra apenas um detalhe de quem fala, à sua maneira, o que deseja expressar dentro do que vive e aprende. Diria que é uma oração moderna cantada por quem sentiu de perto tudo isso que conta. Agradecer e saber onde pisa, reconhecer onde chegou e para onde seguir, ter conexão com as coisas santas é um ponto interessante de identificação dessa canção com o povo. O resto, palavrão ou erros de português, se não são as tais licenças poéticas, se perdem na hipocrisia de quem não tem vontade de gritar e sentir esse refrão dessa canção escrita a 8 pensamentos juntos!


Iza, Sérgio Santos, Pablo Bispo, Ruxell, Lukinhas, Henrique Bacellar, Junior Pierro e Fabinho Negramande

Hoje eu só vim agradecer por tudo que Deus me fez
Quem me conhece sabe o que vivi e o que passei
O tanto que ralei pra chegar até aqui
E cheguei, cheguei

Lembro de vários veneno
Eu, ainda menor, nunca sonhei pequeno
A minha coroa me criou sozinha
Levantando sempre no raiar do dia, bem cedo

Sempre aprendi com ela
A ser grata pelo que ainda vem
Hoje tu só vê os close, nunca viu meus corre
Mas pra quem confia em Deus, o sonho nunca morre, é, é

Fé pra quem é forte, fé pra quem é foda
Fé pra quem não foge a luta
Fé pra quem não perde o foco
Fé pra enfrentar esses filha da puta

Fé no proceder, na luta e na lida
Enquanto a gente não conquista
Segue em frente firme que a nossa firma é forte
Nunca foi sorte, irmão, sempre foi Deus, sempre foi Deus

Hoje, eu sonhei que um dia eu estaria onde ninguém pensou
Se ele quiser, eu piso onde ninguém pisou
Humildade e sabedoria para me guiar
E o impossível é possível pra quem acreditar

Fé pra quem é forte, fé pra quem é foda
Fé pra quem não foge a luta
Fé pra quem não perde o foco
Fé pra enfrentar esses filha da puta

Ô, mãe, ô, mãe do céu
Abençoai, abençoai, abençoai a correria
E o nosso pão de cada dia
Ô, mãe, ô, mãe do céu
Abençoai, abençoai, abençoai a correria
É minha fé que me guia

Fé pra quem é forte, fé pra quem é foda
Fé pra quem não foge a luta
Fé pra quem não perde o foco
Fé pra enfrentar esses filha da puta

Um forte abraço a todos!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

♫Êxtase♫

Começamos 2026 com essa belíssima canção do Guilherme Arantes. Êxtase foi lançada em 1979 e, segundo seu autor, foi composta em homenagem à sua primeira filha que nascia ali. De fato, quem experimenta a maternidade e/ou a paternidade sabe o que é ter um filho, a emoção indescritível desse momento. 

E, mesmo sem querer romantizar muito, é um sentimento como descrito nesta canção, que pode ter sua letra tomada como algo romântico entre um casal, por exemplo. Como um novo ano que se inicia, uma nova vida que começa, uma nova chance de sermos maiores e melhores!

Êxtase
Guilherme Arantes

Eu nem sonhava te amar desse jeito
Hoje nasceu novo sol no meu peito
Quero acordar te sentindo ao meu lado
Viver o êxtase de ser amado
Espero que a música que eu canto agora
Possa expressar o meu súbito amor

Com sua ajuda tranquila e serena
Vou aprendendo que amar vale a pena
Que essa amizade é tão gratificante
Que esse diálogo é muito importante
Espero que a música que eu canto agora
Possa expressar o meu súbito amor

Eu nem sonhava te amar desse jeito...

Feliz 2026 a todos!

segunda-feira, 24 de novembro de 2025

♫Querida♫

Muitos enaltecem o Tom Jobim compositor e o exuberante músico. Mas, poucos percebem que Tom também é um grande cantor. E isso se verifica, por exemplo, em um das suas últimas gravações, uma das minhas preferidas dele: Querida. Essa canção foi tema de abertura da novela O dono do mundo, que usava cenas de Charles Chaplin, enquanto a canção tocava. Mas, nem a posso enquadrar na série temas inesquecíveis de novela, pois, para mim, a canção foi maior que a abertura e/ou a novela que não me seduziu tanto.

Talvez, pelo arranjo, pelos vocais, pela levada, pela letra, por tudo junto, me faz colocar essa (que nem é considerada clássica de seu repertório), como uma das melhores e das que mais gosto de cantar. Imagino que nem todos a classifiquem assim, por isso não foi regravada por outros nomes, ou então, ficou tão a marca do Tom que, ninuém se atreveu a mexer nessa interpretação. Uma canção de amor que grita a saudade de quem espera, de quem observa as coisas da vida, enquanto em seu mundo interior só brilha mesmo a presença tão desejada de sua querida, bandida, fingida,...

Querida
Tom Jobim

Longa é a tarde, longa é a vida
De tristes flores, longa ferida
Longa é a dor do pecador, querida

Breve é o dia, breve é a vida
De breves flores na despedida
Longa é a dor do pecador, querida
Breve é a dor do trovador, querida

Longa é a praia, longa restinga
Da Marambaia à Joatinga
Grande é a fé do pescador, querida
E a longa espera do caçador, perdida

O dia passa e eu nessa lida
Longa é a arte, tão breve a vida
Louco é o desejo do amador, querida, querida
Longo é o beijo do amador, bandida
Belo é o jovem mergulhador, na ida
Vasto é o mar, espelho do céu, querida, querida
Querida

Você tão linda nesse vestido
Você provoca minha libido
Chega mais perto meu amor bandido
Bandida, fingido, fingida, querido, querida

Um forte abraço a todos!

segunda-feira, 3 de novembro de 2025

♫Clube da esquina nº 2♫

Algumas canções por si já dizem tudo. Outras ainda alcançam a genialidade de, em uma frase dizer tudo. Há ainda outras que em várias frases dizem tudo. Essa canção foi feita pelo Milton lá em 1972 apenas com sua bela melodia. Anos mais tarde, a pedido de Nana Caymmi, Lô e Márcio Borges colocaram letra e, simplesmente, temos um clássico e um mantra! Conste que existe outra canção dos mesmos autores com o título Clube da esquina e, por isso, nesta temos o "nº 2".

De fato, a melodia é bela, triste, melancólica, sempre me remete a solidão de um fim de tarde numa praia calma. E a letra aborda uma época de repressão da ditadura militar, destacando a resistência e a força do ser, a necessidade de não desistir de seus sonhos, das lutas de tantos que habitam as cidades e que precisam apenas crer na força interior e seguir na batalha dessa estrada de incertezas que é a vida. Adoro a interpretação dada pelo Flávio Venturini e, claro, as de Milton, sobretudo pelos seus impecáveis vocais. Quando fiz essa postagem não imaginei que hoje nos despediríamos do Lô, a quem, modestamente, prestamos nossa homenagem e nosso agradecimento por tamanha obra!

Clube da esquina nº 2
Milton Nascimento, Lô Borges e Márcio Borges

Porque se chamava moço
Também se chamava estrada
Viagem de ventania
Nem lembra se olhou pra trás
Ao primeiro passo, aço, aço, aço, aço...

Porque se chamavam homens
Também se chamavam sonhos
E sonhos não envelhecem
Em meio a tantos gases lacrimogênios
Ficam calmos, calmos, calmos, calmos...

E lá se vai mais um dia...

E basta contar compasso
E basta contar consigo
Que a chama não tem pavio
De tudo se faz canção
E o coração na curva
De um rio, rio, rio, rio, rio...

E lá se vai mais um dia...

E o rio de asfalto e gente
Entorna pelas ladeiras
Entope o meio-fio
Esquina mais de um milhão
Quero ver então a gente, gente, gente, gente...

E lá se vai mais um dia...

Um forte abraço a todos!

segunda-feira, 29 de setembro de 2025

♫Pega rapaz♫

Saudades na música brasileira tem sinônimo de grandes nomes que nos encantaram com suas obras. É o caso da eterna Rita Lee que sempre nos presenteou com algum grande hit. Como neste caso, a canção abordada hoje vem de 1987 e foi tema da novela Brega e Chique. Mas, não se tornou inesquecível por ser tema de novela, muito menos uma canção recorrente em seus shows (nem lembro de vê-la ao vivo nos shows que tenho em CD). Mesmo assim, considero uma das melhores de seu repertório.

Uma canção com a "marca" Rita Lee, arranjo, vocais e levada que já a lembram nas primeiras notas. A letra de Pega rapaz é um tanto sensual, coisa que Rita sempre soube fazer com a elegância que o tema sugere e isso sempre foi para poucos na música brasileira. E pensar que a expressão "pega rapaz" tem a ver com um modelo de penteado, algo curioso do título. Um ponto ainda talvez pouco comentado é que esta canção mexeu até com o público infantil, pois lembro de ver algumas crianças (na época eu também era criança) cantando e isso é meio inexplicável, talvez algo daquela geração anos 80.

Pega rapaz
Rita Lee e Roberto de Carvalho

Pega rapaz
Meu cabelo à la garçon
Prova o gosto desse tom, sur ton
Do meu batom na tua boca
Alô doçura
Me puxa pela cintura
Tem tudo a ver o meu pinguim
Com a tua geladeira

Nós dois a fim de cruzar a fronteira
Numa cama voadora, fazedora de amor

De frente, de trás
Eu te amo cada vez mais
De frente, de trás
Pega rapaz, me pega rapaz
De frente, de trás
Eu te amo cada vez mais
Pega rapaz, me pega rapaz
De frente, de trás, cada vez mais!

Pega rapaz
Meu cabelo à la garçon
Prova o gosto desse tom sur ton
Do meu batom na tua boca
Alô doçura
Me puxa pela cintura
Tem tudo a ver o teu xaxim
Com a minha trepadeira

Nós dois pra lá, bem pra lá de Nirvana
Numa cama voadora, fazedora de amor

De frente, de trás
Eu te amo cada vez mais
De frente, de trás
Pega rapaz, me pega rapaz
De frente, de trás
Eu te amo cada vez mais
Pega rapaz, me pega rapaz
De frente, de trás
Cada vez mais

Um forte abraço a todos!

segunda-feira, 15 de setembro de 2025

♫Drão♫

Algumas coisas na música brasileira são bem específicas e precisamos saber de muitos mais detalhes da vida do compositor para enterdermos sua obra. É o caso desse clássico de Gilberto Gil que ouvi pela primeira vez com Caetano Veloso e que só entendi melhor quando me chegou a informação do que era "Drão", o apelido de Sandra, sua ex-esposa, a qual se referia essa canção.

Com uma introdução e um solinho que a acompanha nos três versos que a compõe, Gil tenta cantar o fim de um amor, buscando a culpa toda pra si, como algo irremediável. E tenta fazer isso também jogando holofotes nas sementes desse amor, os filhos e nos presenteando com belíssimas passagens sobre o que pensa do amor.

Drão
Gilberto Gil

Drão, o amor da gente é como um grão
Uma semente de ilusão
Tem que morrer pra germinar
Plantar n'algum lugar
Ressuscitar no chão, nossa semeadura
Quem poderá fazer aquele amor morrer
Nossa caminha dura
Dura caminhada pela estrada escura

Drão, não pense na separação
Não despedace o coração
O verdadeiro amor é vão, estende-se infinito
Imenso monolito, nossa arquitetura
Quem poderá fazer aquele amor morrer
Nossa caminha dura
Cama de tatame, pela vida afora

Drão, os meninos são todos sãos
Os pecados são todos meus
Deus sabe a minha confissão, não há o que perdoar
Por isso mesmo é que há de haver mais compaixão
Quem poderá fazer aquele amor morrer
Se o amor é como um grão
Morre, nasce, trigo
Vive, morre, pão
Drão...

Um forte abraço a todos!

segunda-feira, 9 de junho de 2025

♫Forró de cabo a rabo♫

Vixe, como eu tô feliz e sempre ficarei quando me deparar com uma boa festa junina que meu Nordeste ainda pode oferecer, com boas comidas, uma arte bastante colorida e clássicos do rei Gonzaga. Uma canção já da década de 80 em que eu, menino, ainda vi e vivi os forrós das ruas das cidadezinhas simples do interior, tocando sr. Luiz e encantando um povo trabalhador e festivo.

A letra de Forro de cabo a rabo diz exatamente isso que tento relatar no primeiro parágrafo, a alegria que é um forró no interior, na área rural, promovido por um povo simples, puro e autêntico, que fazem o verdadeiro Brasil. Aquele palhoção que interrompia uma rua, coberto com palhas de coco, aquele som sem muita sofisticação, aquela comidinha a base de milho, aquela bandeira e balão coloridos, o pau de sebo, a fogueira, as tradições das noites festivas dos santos juninos e tudo sob a trilha sonora de Gonzagão e Dominguinhos, que também gravou esse clássico!

Forró de cabo a rabo
Luiz Gonzaga e João Silva

Eu fui dançar um forró
Lá na casa do Zé Nabo
Nunca vi forró tão bom
Nessa noite quase me acabo
Tinha um mundão de mulé
Sanfoneiro como o diabo
O forró tava gostoso
Era forró de cabo a rabo

Vixe, como eu tô feliz
Olha só como eu tô pabo
Nunca mais eu vou perder
O forrozão lá do Zé Nabo
Vixe, como eu tô feliz
Olha só como eu tô pabo
Nunca mais eu vô perder
O forrozão lá do Zé Nabo

Era poeira subindo
Era aquele poeirão
E os "cabra" não deixava o Zé aguar o chão
Ele chamou o soldado
E o soldado chamou o cabo
E o forró continuou
E foi forró de cabo a rabo

Vixe, como eu tô feliz
Olha só como eu tô pabo
Nunca mais eu vô perder
O forrozão lá do Zé Nabo
Vixe, como eu tô feliz
Olha só como eu tô pabo
Aquilo é que é forró
É forrozão de cabo a rabo

Um forte abraço a todos!

segunda-feira, 10 de março de 2025

♫Conselho♫

Nessa época de carnaval, mais precisamente nos meses de fevereiro e março ouvimos mais sambas. Na verdade, venho de uma época em que, principalmente aos domingos, ouvíamos os belos sambas criados por uma geração incrível, como foi esta da qual o maravilhoso Almir Guineto fez parte, junto com Arlindo, Zeca, Martinho, Aragão, Paulinho, Beth, Alcione, Clara, Dona Yvone e tantos outros nomes inesquecíveis.

E o que colhemos disso tudo são inesquecíveis sambas que até hoje habitam a mente e o coração de quem aprecia o estilo apelidado de pai do samba. Essa canção, por exemplo, pode-se dizer que é um mantra, um apelo mais que atual, do repertório de Almir lá de 1986 e regravada por outros nomes, como Jorge Aragão, Zeca Pagodinho e Maria Rita, mais recentemente. E que saudades de canções assim, com uma mensagem de auto ajuda tão necessária na atualidade. Além de um la, ra, la, ra que dava à música brasileira um tom de esperança e felicidade!

Conselho
Adilson Bispo e Zé Roberto

Deixe de lado esse baixo astral
Erga a cabeça enfrente o mal
Que agindo assim será vital
Para o seu coração

É que em cada experiência
Se aprende uma lição
Eu já sofri por amar assim
Me dediquei, mas foi tudo em vão

Pra que se lamentar
Se em sua vida pode encontrar
Quem te ame com toda força e ardor?
Assim sucumbirá a dor (tem que lutar)

Tem que lutar, não se abater
E só se entregar a quem te merecer
Não estou dando nem vendendo
Como o ditado diz
O meu conselho é pra te ver feliz

Um forte abraço a todos!

segunda-feira, 16 de dezembro de 2024

♫Boas festas♫

Já mencionei anteriormente que esta é a canção natalina mais conhecida, mais clássica deste tema lançada por um brasileiro, Assis Valente. Presente em vários projetos natalinos, como os de Ivan Lins, Chitãozinho e Xororó, Sérgio Reis e Simone, vem desde sua criação, em 1932, atravessando gerações e sendo cantada por vários intérpretes. Desde Carlos Galhardo, Novos baianos, passando por Roberto Carlos, Tonico e Tinoco, Milton Nascimento, Maria Bethânia e Caetano Veloso, todos já cantaram o Natal à brasileira!

Consta que a canção foi feita no mês de dezembro e seu autor, baiano, solitário no Rio de janeiro, inspirou-se na tristeza de uma garotinha que contemplava o presépio. Provavelmente imaginou as pessoas, sobretudo crianças, que acreditam na lenda do bom velhinho e acabam frustradas por não terem o tão cobiçado presente de Natal, representando tudo isso nessa marchinha triste e clássica!

Boas festas
Assis Valente

Anoiteceu
O sino gemeu
E a gente ficou
Feliz a rezar

Papai Noel
Vê se você tem
A felicidade
Pra você me dar

Eu pensei que todo mundo
Fosse filho de Papai Noel
Bem assim felicidade
Eu pensei que fosse uma
Brincadeira de papel

Já faz tempo que eu pedi
Mas o meu Papai Noel não vem
Com certeza já morreu
Ou então felicidade
É brinquedo que não tem

Um forte abraço a todos!

segunda-feira, 18 de novembro de 2024

♫Quando chega o verão♫

Não é festa junina, mas é sempre agradável ouvir canções assim, sobretudo interpretadas pelo Fagner. A meu ver é ele quem melhor interpreta o São João raiz, típico de Gonzaga, com quem gravou dois discos. Aliás, a gravação original dessa canção foi realizada por Sr. Luiz e por Sr. Domingos, lá no início dos anos 80, num LP de Dominguinhos.

A letra de Quando chega o verão, parceria de Sr. Domingos e Abel Silva, destaca o calor da estação (que estamos sentindo como nunca), associado a outros sentimentos que também despertam e aumentam a sensação de calor no ser humano: o amor, a paixão, a saudade, a solidão e todos os outros termos que nos levam ao amor ou à ausência deste, tudo vivenciado num lindo e autêntico forró!

Quando chega o verão
Dominguinhos e Abel Silva

Quando chega o verão é um desassossego
Por dentro do coração
Quem ama sofre
Quem não ama sofre mais
Sofre a menina
Sofre o rapaz

Canarinho que muda pena dói
Amor que muda de penas dói

E tome xote mariquinha
E tome xote sá zefinha
E tome xote vish
E tome mais

Um forte abraço a todos!

segunda-feira, 28 de outubro de 2024

♫Nada pra mim♫

Ana Carolina anda nos "devendo" uma grande canção, como fez nas últimas décadas. Dona dos mais variados hits, dos quais sou muito fã, enquanto segue apresentando o show onde revive o repertório de Cássia Eller, imagino que deva estar aprontando coisas boas para nós, pois seu talento é regado por uma fonte saborosa e, creio que, longe de se esgotar.

Enquanto isso, vamos revivendo seus sucessos e um deles é esse aqui: Nada pra mim, de seu primeiro trabalho, em 1999. Uma belíssima canção, boa pra acompanhar com violão. Aliás, a Ana é uma das que mais aprecio tocando violão e posso dizer que me inspira a aprender, sobretudo com suas canções. A letra desta canção é um show a parte, pois trata de um papo de alguém que fez uma canção pra explicar o que, de repente, só mesmo uma música diria! Uma curiosidade que só descobri ao escrever esse post é que a canção é de John Ulhoa, do Pato fu, que também a gravou depois, em 2002, com a letra original que falava em um tal de jogo de botão, algo mais lúdico e típico da banda.

Nada pra mim
John Ulhoa

Eu não vim aqui pra entender ou explicar
Nem pedir nada pra mim, não quero nada pra mim
Eu vim pelo o que sei e pelo o que sei
Você gosta de mim
É por isso que eu vim

Eu não quero cantar pra ninguém a canção que eu fiz pra você
Que eu guardei pra você
Pra você não esquecer que eu tenho um coração
E é seu

Tudo mais que eu tenho, tenho tempo de sobra
Tive você na mão e agora tenho só essa canção

Um forte abraço a todos!

segunda-feira, 14 de outubro de 2024

♫Felicidade♫

Uma das canções mais lindas dos últimos anos é esta parceria entre Marcelo Jeneci e Chico César, que promoveu o Marcelo a ser conhecido no Brasil inteiro e que também ganhou uma releitura linda da Elba Ramalho, mais recentemente. Na gravação do Marcelo, temos um dueto com a cantora Laura Lavieri.

A letra de Felicidade descreve justamente esse sentimento/status que é desejado por todos, de uma forma permanente, mas que aqui é exposto de uma maneira mais realista e próxima do que vivemos diariamente: dias bons e dias não tão bons, mas que todos trazem lições a serem captadas. Uma canção belíssima de auto-ajuda, um mantra, uma mensagem rara como poucas que ouvimos atualmente!

Felicidade
Chico César e Marcelo Jeneci

Haverá um dia em que você não haverá de ser feliz
Sentirá o ar sem se mexer
Sem desejar como antes sempre quis
Você vai rir, sem perceber
Felicidade é só questão de ser
Quando chover, deixar molhar
Pra receber o Sol quando voltar

Lembrará os dias
Que você deixou passar sem ver a luz
Se chorar, chorar é vão
Porque os dias vão para nunca mais

Melhor viver, meu bem
Pois há um lugar em que o sol brilha para você
Chorar, sorrir também e depois dançar
Na chuva quando a chuva vem

Melhor viver, meu bem
Pois há um lugar em que o Sol brilha para você
Chorar, sorrir também e dançar
Dançar na chuva quando a chuva vem

Tem vez que as coisas pesam mais
Do que a gente acha que pode aguentar
Nesta hora fique firme
Pois tudo isso logo vai passar

Você vai rir, sem perceber
Felicidade é só questão de ser
Quando chover, deixar molhar
Pra receber o Sol quando voltar

Melhor viver, meu bem
Pois há um lugar em que o Sol brilha para você
Chorar, sorrir também e depois dançar
Na chuva quando a chuva vem

Melhor viver, meu bem
Pois há um lugar em que o Sol brilha para você
Chorar, sorrir também e dançar
Dançar na chuva quando a chuva vem

Dançar na chuva quando a chuva vem
Dançar na chuva quando a chuva
Dançar na chuva quando a chuva vem

Um forte abraço a todos!

segunda-feira, 23 de setembro de 2024

♫Primavera♫

Essa canção é um clássico do Tim Maia e também podemos chamar de um hino da primavera, essa estação iniciada há poucos dias, mas não muito diferenciada em nossas terras, por conta de um clima tropical característico nosso. E apesar de não ser composta pelo "síndico", ela é tão sua cara, tem sua tatuagem nela, a ponto de todos associarem à sua impecável e imortal interpretação.

A letra de Primavera é bastante simples e isso prova a máxima de que o simples nunca é fácil de se fazer, muito menos de se tornar inesquecível. Mas, foi isso que primavera tornou-se: um hino à estação das flores e ao amor vivenciado nesta e em todas as épocas sob a interpretação ímpar do Tim, num de seus primeiros e maiores sucessos!

Primavera
Cassiano e Sílvio Rochael

Quando o inverno chegar
Eu quero estar junto a ti
Pode o outono voltar
Eu quero estar junto a ti

Porque (é primavera)
Te amo (é primavera)
Te amo, meu amor

Trago esta rosa (para te dar)
Trago esta rosa (para te dar)
Trago esta rosa (para te dar)

Meu amor
Hoje o céu está tão lindo (vai chuva)
Hoje o céu está tão lindo (vai chuva)

Um forte abraço a todos!