
Já compôs para artistas como Fagner, Elba, Alceu, Geraldo, Dominguinhos, Amelinha, Belchior, etc. Suas canções sempre trazem algo mais a se pensar! Admirável gado novo, por exemplo, mexia com a reforma agrária, antes que esse tema se tornasse moda! Falar da prostituição masculina foi algo inédito e arriscado para a época, porém ele conseguiu, com muita classe, descrever sua era pré-musical em Garoto de Aluguel! Zé também conseguiu fundir parentes e criou o Avohai, mescla de avô e pai. Outro tema bastante popular foi Mistérios da meia-noite que fez parte da novela Roque Santeiro da Globo em 1985, como tema do Professor Astromar, o dito lobisomem!
O que falar da mística Eternas ondas, que retrata um dilúvio que o rei não quis gravar, mas o outro Ray, o Coniff quis, além do Fagner? Ou de tantos outros sucessos como Chão de giz, Gemedeira, Frevo mulher, Batendo na porta do céu, Cidadão, Entre a serpente e a estrela, Mary mar, Táxi Lunar, Vila do sossego, Bicho de sete cabeças, O amanhã é distante, e tantas outras interpretadas, às vezes, com seus parceiros mais constantes como Geraldo Azevedo, Elba Ramalho e Alceu Valença, com os quais compôs a trilogia de shows e cds chamada de "O grande encontro", na década de 90.
Esse disco que destaco é o Antologia acústica 20 anos de carreira dele, gravado em 1997, com a participação de grandes músicos como Dominguinhos, Robertinho do Recife e Frejat! Quase todos os sucessos aqui citados estão nesse trabalho arte, como todos que levam o nome Zé Ramalho!
Um forte abraço a todos!
3 comentários:
Gostei bastante da expressão "músico místico".
As canções de Zé Ramalho, inclusive aquelas de conteúdo social, possuem melodias marcantes e muito agradáveis.
Brilhante a forma como, em Admirável Gado Novo, ele faz menção ao constante e cada vez mais perigoso caminho da mecanização do comportamento humano e da massificação de idéias.
É um músico engajado, atuante, inteligente e, ainda por cima, nordestino.
Beijos
Fala, homem! Ando meio sumido pra ter tempo com a dona Angélica, mas sempre dou um jeito de ler seu acervo musical. Que, por sinal, está cada vez melhor. Um dado curioso sobre 'Eternas ondas': reza a lenda de que Zé Ramalho escreveu para Roberto Carlos gravar, mas, por motivos de crença religiosa, ele não aceitou. Parabéns pelos textos, amigo. Abraços, Vinícius.
www.fotolog.com/rei_rc
Nobre colega Everaldo,
Zé Ramalho gravou "Mesmo que seja eu" da dupla RC/EC, com uma roupagem bem diferente.
Um abraço
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