quinta-feira, 4 de julho de 2013

CD Roberto Carlos 1970

CD Roberto Carlos 1970
Mês de julho e a gente se debruça de forma deliciosa (pra mim e para os amantes da obra do rei) em seus discos. Em anos anteriores já abordamos as décadas de 90 e 80 e agora, vamos para a década de 70, preferida de uma grande maioria e que marca mudanças e um amadurecimento extraordinário como cantor, compositor, músico, artista que é esse cara que carrega a coroa da música brasileira com humildade e merecimento.

Neste trabalho, temos um Roberto já diferente da década anterior, uma transição para o que viria a ser o maior artista romântico que esse país já conheceu. Mas, a meu ver, temos aqui um "disco" menos romântico e mais soul que Roberto lançou, percebido sobretudo nas faixas Uma palavra amiga, O astronauta, Se eu pudesse voltar no tempo e no clássico Jesus Cristo, que atualmente encerra seus shows, já há um bom tempo.

Conta-capa CD RC 1970
Encontramos uma sátira aos cantores antigos com Vista a roupa meu bem e mais saudosismo no clássico Meu pequeno Cachoeiro que é de seu conterrâneo Raul Sampaio. O romantismo, em variadas formas, é visto em canções como Ana (uma das poucas músicas dele que leva nome de mulher), Preciso lhe encontrar, Minha senhora (já naquela época um amor por uma mulher mais velha, sempre moderno!), Maior que o meu amor e 120, 150, 200 km/h (uma mescla de canção e declamação, com letra de cortar os pulsos). Um Roberto diferente também na capa do disco que traz apenas uma sombra do que ainda estava por vir sob as pérolas da coroa real!

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 2 de julho de 2013

Os compositores do Brasil - 68

Recentemente foi para o andar de cima um dos compositores mais executados desse país: Paulo Emílio Vanzolini, ou simplesmente Paulo Vanzolini. Natural de São Paulo, Vanzolini é o dono de um dos maiores clássicos desse país e ao mesmo tempo de uma das maiores homenagens que a capital paulista já recebeu: a canção Ronda.

E apesar de esse ser seu maior sucesso, é também autor de outras canções inesquecíveis como Volta por cima, Na boca da noite, Boba, Cravo branco, Juízo final, No fim não se perde nada, Noite longa, Raiz, Samba do suicídio, Tempo e espaço, Mulher que não dá samba, Bandeira de guerra, Quando eu for eu vou sem pena, Mente, Capoeira de Arnaldo, etc.

Vanzolini já foi gravado por grandes nomes da nossa música como Maria Bethânia, Fagner, Clara Nunes, Noite Ilustrada, Toquinho, Chico Buarque, Paulinho da Viola, Martinho da Vila, Miúcha, Alcione e tantos outros seresteiros e artistas da noite que rondam a cidade sob o clássico desse grande compositor que nos deixa de herança clássicos para a música brasileira.

Um forte abraço a todos!

domingo, 30 de junho de 2013

Olhando as estrelas - 36

E encerramos esse mês junino tão festivo com duas das maiores estrelas nordestinas e por que não dizer, nacionais? Zé Ramalho e Geraldo Azevedo tem carreiras fascinantes e nos momentos em que estiveram juntos, seja em gravações de discos ou em apresentações em shows, fizeram nesses encontros suas estrelas brilharem ainda mais.

Várias gravações são verificadas no projeto O grande encontro, sobretudo na faixa O amanhã é distante, um clássico. Algumas canções que compuseram juntos ou com mais alguém foram Táxi lunar, Miragens, Pedras e maçãs e Bicho de 7 cabeças. São muitas as apresentações em suas carreiras realizadas juntas.

Seria uma boa pedida um novo show só com os dois ou quem sabe reverenciando algum mestre em comum, tipo Luiz Gonzaga ou Jackson do Pandeiro e todos nós torcemos para que mais encontros como os relatados aconteçam, pois talento é o que não sobra a Geraldo e a Zé!

Um forte abraço a todos! 

sábado, 29 de junho de 2013

Isso aqui tá bom demais

Com essa canção encerramos as comemorações do mês junino, com esse clássico de Dominguinhos e Nando Cordel, gravado por ambos, em parceria com Chico Buarque, que serviu como tema para a novela Roque Santeiro e regravada posteriormente por outros nomes como Elba Ramalho. É uma canção que retrata exatamente como é visto o forró e a festa junina para aquele que a aprecia.

Com apenas duas estrofes, seus autores conseguiram sintetizar toda a festa junina, com sua animação, romantismo e ritmo quente de quem abraça a alegria e não solta durante toda a noite. Hoje, noite de São Pedro, com certeza, esse e outros clássicos são entoados nas boas festas Nordeste afora, afinal é mais uma noite para curtirmos essa tradição só nossa!

Isso aqui tá bom demais
(Dominguinhos e Nando Cordel)

Olha, isso aqui tá muito bom
Isso aqui tá bom demais
Olha, quem ta fora qué entra
Mas quem ta dentro não sai

Vou perder me afogar no teu amor
Vou desfrutar me lambuzar deste calor
Te agarrar pra descontar minha paixão
Aproveitar o gosto dessa animação

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Me dá teu coração que eu caso com você nessa noite de São João...

Essa figura chama-se Francisco Ferreira Lima. Natural de Conceição de Piancó/PB, atende pelo nome artístico de Pinto do acordeon. Mais conhecido como compositor, Pinto é também cantor e um dos maiores acordeonistas desse país.

Seus sucessos já foram gravados por nomes como Genival Lacerda, Trio Nordestino, Fagner, Elba Ramalho e Dominguinhos, entre outros. Tocou durante anos com Luiz Gonzaga, de quem recebeu de presente uma sanfona branca com o seguinte comentário: já pensou se falta energia? você preto, a sanfona preta, ninguém vai ver nada, comentou um espirituoso rei do baião.

Lançou seu primeiro disco em 1976 e coleciona alguns sucessos em sua voz ou de outros intérpretes já citados. São de seu repertório: Arte culinária, Toca sanfoneiro, Forró do chic tak, Vem viver essa paixão e o clássico Neném mulher, também chamada de Paixão de beata, que foi tema da novela global Tieta. Grande músico, grande figura, basta ver a recente entrevista dada ao Jô em que conta causos de sua vida e seu convívio com o rei do baião, seu mestre!

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 25 de junho de 2013

Os compositores do Brasil - 67

Gonzaga sempre teve bons compositores a exemplo de Onildo Almeida, João Silva, Zé Dantas e Humberto Teixeira, já retratados por essa série. E hoje é a vez de mais um deles, José Marcolino Alves, o Zé Marcolino. Natural de Sumé/PB, Zé Marcolino é considerado por alguns como o compositor de Gonzaga que melhor falou do sertão depois do próprio rei do baião.

E não é que estamos aqui falando de uma fábrica de hits, alguns, verdadeiros clássicos? São dele as canções Cacimba nova, Numa sala de reboco, Cantiga do vem-vem, Fogo sem fuzil, Quero chá, Sertão de aço, Maribondo, Caboclo nordestino, Eu e meu fole, Matuto aperriado, Serrote agudo, etc.

Zé Marcolino partiu para a eternidade em 1987. Gonzaga e outros artistas prestaram homenagens a ele na Missa do Vaqueiro do ano seguinte. E todos nós convivemos com sua arte e comungando do mesmo pensamento de que pra quem ama todo tempo é pouco pra dançar com um benzinho numa sala de reboco!

Um forte abraço a todos!

domingo, 23 de junho de 2013

Noite de São João


Podem dizer o que quiserem, mas poucas festas brasileiras são tão lindas como as festas juninas do Nordeste Brasileiro, onde as tradições são mantidas nas danças, decorações, comidas típicas e ao mesmo tempo na simplicidade de um povo sofrido, mas que sabe fazer bonito. Aquela coisa de interior de quem nasceu e cresceu por lá sabe o valor dessa simplicidade e de tudo que estou falando. O forró feito com bambu e palha de coco, a alegria no rosto das pessoas, a pracinha animada com as danças típicas...

Uma belíssima canção, entoada nessa noite é Neném mulher, clássico do Trio Nordestino, cantada por outros nomes como Elba Ramalho entre tantos. Sua letra faz menção a essa noite, regada de muita dança, muito amor, muito milho e muito calor dessa fogueira tradicionalíssima que brilha cada vez mais a cada ano que apreciamos sua tradição!

Neném mulher
(Pinto do acordeão)

Neném, neném, neném
O que aconteceu
Tão todos te querendo
Tu vem fica mais eu, oh!

Neném, neném, mulher
Me dá teu coração
Que eu caso com você
Nesta noite de São João

Basta ver como estou
Enjeitado sem amor
Vem depressa me abraçar
E por toda vida
Nunca mais nos separar.

Um forte abraço a todos!

sábado, 22 de junho de 2013

Nem se despediu de mim

São João sem Gonzaga não é o mesmo. Portanto, seus seguidores continuam a entoarem seus clássicos não apenas nessa época. Já comentamos sobre várias de suas canções inesquecíveis, mas em se tratando de Gonzaga, sempre encontraremos mais. É o caso de um de seus últimos clássicos, Nem se despediu de mim, parceria com João Silva e gravado também por Dominguinhos e tantos outros.

Nem se despediu de mim fala da desatenção da pessoa amada que chegou, saiu e nem se quer deu atenção àquele que lhe dedicava tanto amor. Desatenção é uma palavra que machuca a muitos casais, sobretudo nessa correria cotidiana, o que mostra que o clássico de Gonzaga é atemporal e continua cada vez mais atual. E a fé de que esse amor voltará faz crer que aqui no Nordeste, o forró é o pai da alegria.

Nem se despediu de mim
(Luiz Gonzaga e João Silva)

Nem se despediu de mim
Nem se despediu de mim
Já chegou contando as horas
Bebeu água e foi-se embora
Nem se despediu de mim

Te assossega coração
Esse amor renascerá
Vai-se um dia mais vem outro
Aí então, quando ele voltar

Quebre o pote e a quartinha
Bote fogo na tamarinha
Que ele vai se declarar

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Hoje eu acordei pensando em você...

Quem assistiu ao filme Gonzaga de pai para filho se deparou com um ator, que fez Sr. Luiz em uma fase mais nova, muito talentoso. Cantor, compositor e acordeonista, natural de São Paulo/SP, ele é Nivaldo Expedito de Carvalho, que todos conhecem pelo nome artístico Chambinho do acordeon. Viveu sua infância no Piauí, até retornar à capital paulista já na adolescência.

Iniciou sua carreira tocando teclado em bandas de pagode, até ingressar em uma banda que divulgava o ritmo nordestino, a Banda Caiana, lançando discos e abrindo espaço para acompanhar outros nomes como Banda de Pífanos de Caruaru, Anastácia, Família Gonzaga, etc.

E entre os sucessos de seu repertório temos Verdade, Entre no meu sonho, Terra do galo, Jardim dos animais, Frevo mulher, Iracema, etc. É evidente que Chambinho estará sob a sombra de Gonzaga por ter feito o papel no cinema, mas seu talento o qualificará cada vez mais como um agradável nome moderno do autêntico forró!

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 18 de junho de 2013

Os Músicos do Brasil - 43

Um dos grandes músicos desse país atende pelo nome de Oswaldo de Almeida e Silva, ou simplesmente Oswaldinho do acordeom. Natural de Duque de Caxias/RJ, possui forte ligação com a música nordestina sobretudo por ser neto de sanfoneiro que viveu no interior da Bahia e ter aprendido a tocar esse instrumento com seu pai.

Em seu currículo de músico estão os mais variados nomes da música brasileira e até internacional, como Rita Lee, Alceu Valença, Luiz Gonzaga, Gonzaguinha, Elba Ramalho, Baby Consuelo, Renato Teixeira, Paul Simon, Freddy Mercury, Inezita Barroso, Fagner, Dominguinhos, Moraes Moreira, Djavan, Elba Ramalho, Caetano Veloso, Raul Seixas, Nara Leão, Milton Nascimento, entre outros.

E depois de presenciar essa pequena descrição me pergunto porque ainda não o tinha homenageado nessa série. Mas, como tudo tem seu dia, aqui está um dos mais competentes músicos desse país, reconhecido também por astros internacionais, o que prova que nosso Brasil abriga grandes pérolas em suas notas musicais!

Um forte abraço a todos!