segunda-feira, 29 de junho de 2026

♫Tatuagem♫

Na década de 90 surgiram várias bandas de forró que viriam a ser chamadas de forró estilizado por incrementarem instrumentos eletrônicos e fazerem algo diferente do que se chama forró tradicional autêntico com zabumba, triângulo e sanfona. Confesso que, por ser tão amante desse forró pé-de-serra, não me senti seduzido, como a maioria dos jovens de minha época.

Mesmo com esse defeito, ainda simpatizei com alguns sucessos e hoje reconheço como essas bandas fizeram coisas interessantes. E uma delas é a banda Mastruz com leite e esse é um de seus maiores sucessos, que imagino tocar sempre em seus shows. Uma canção romântica que sempre escuto por aí nesta época e, por isso, a escolhi para este dia de São Pedro, o derradeiro santo junino! Uma letra apaixonada que dita o amor como uma tatuagem que cola e nunca mais conseguimos nos libertar!

Tatuagem
Rita de Cássia

Pode milhões e milhões de quilômetros nos separar
Sei que ele acaba voltando, vem logo me procurar
Mesmo que fique com outras tentando me esquecer
Sei que ele acaba voltando, ligando, querendo me ver

O nosso amor é como tatuagem
Está em nós grudado e colado
E bem mais forte está no coração

Não adianta tentar fugir melhor admitir
É a mim que você ama
Não adianta me esquecer, pois, eu nasci pra você
E é a mim que teu coração chama

O nosso amor é como tatuagem
Está em nós grudado e colado
E bem mais forte está no coração

Um forte abraço a todos!

segunda-feira, 22 de junho de 2026

Polêmicas nas atrações das festas juninas

Esse ano vi colocarem gasolina na fogueira ao incluírem entre as atrações dos dois principais pólos de festas juninas do Nordeste, Caruaru e Campina grande, um show de Roberto Carlos que, a princípio, nada tem a ver com o forró tradicional de outro rei, o Luiz Gonzaga, de quem era inimigo só nas versões dos que buscam likes internet a fora.

Até defendo que festa junina é sob o som de Gonzaga e os seus e aí entram artistas como Flávio José (que teve shows cancelados na Bahia porque queriam economizar justamente em seu cachê), Santanna, Petrúcio Amorim, Alcymar Monteiro, Nando Cordel, ou ainda Elba, Fagner, Waldonys, ou bandas do forró eletrônico como Calcinha preta, Cavaleiros do forró, Magníficos, Mastruz com leite, etc. Mas, aí é coisa política de quem contrata e não do artista que é pago para fazer o que sabe. Lembro que uma vez assisti um show de Fábio Jr. em Limoeiro e, ao final, alguém lamentou que ele não tocou um forrozinho sequer! Nesse ponto, talvez falte um pouco mais de engajamento de quem é contratado. Roberto poderia ter, ao menos cantado seu Baile da fazenda, como Marisa Monte cantou e reverenciou Marinês. 

Mas, não acho ruim ter esses e outros astros fazendo parte da festa, afinal eles tem um grande público e festa vive de rendas. O que deixa a desejar é que outros artistas, como os citados acima, têm seus palcos e cachês reduzidos em virtudes de cachês pagos a artistas de renomes nacional e isso é muito desrespeitoso. Mas, nada que deva produzir uma enxurrada de desrespeito com quem vem abrilhantar ainda mais a festa, como foi o caso do Roberto (que muitos não podem pagar pelo ingresso caro e tiveram a chance única de vê-lo). Isso é assunto para muito mais que apenas uma postagem e fica em xeque não apenas a saúde cultural de nossas festas, mas também resolver estas e outras questões com o devido respeito aos artistas e ao público envolvido!

Um forte abraço a todos!

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Maria Bethânia completa 80 anos!!!

No próximo dia 18/06 Maria Bethânia completa 80 anos e como faço com alguns gigantes de nossa música (e também quando me lembro), eis uma postagem celebrando, agradecendo, vibrando pela alegria de viver em uma época em que uma pessoa assim fez chegar a todos nós seu valioso trabalho.

Lembro que, depois de Roberto, a primeira artista de quem comprei disco foi ela. E passei a admirar sua voz, suas interpretações, sua maneira de cantar em shows que vi apenas em DVD (espero ainda vê-la ao vivo). E isso me fez sempre oscilar entre qual a maior cantora do país, ora respondendo Ângela Maria, ora Elis, ora Gal, ora Marisa Monte, ora Maria Bethânia.

Acho que até quem nem morre de amores por ela aprecia Tocando em frente, ou quando canta algo do Chico ou do mano Caetano ou todas as canções do disco em que interpreta Roberto ou quando canta Titãs ou até Iza, mais recentemente. Enredo da Mangueira recentemente, sua escola do coração, é digna de todas as homenagens à uma voz que se eterniza como uma das pedras preciosas de nossa canção!

Um forte abraço a todos!

segunda-feira, 8 de junho de 2026

♫É de dar água na boca♫

Nando Cordel tem tantos clássicos que fica difícil escolher um entre todos que podemos executar nesta época. Um exemplo é essa lindíssima canção, gravada solo ou em dueto com Amelinha, ainda na década de 90. Uma letra simples, com vários versos repetidos e uma levada que nos remete aos melhores baiões de Gonzaga, garantem a festa.

A letra destaca aquela conquista marota, de um personagem simples, de repente até tímido, por uma pessoa que desperta seu coração de uma maneira extrema, a ponto de o deixar sempre acelerado, doido de prazer, chegando a implorar pela compaixão em ser correspondido a esse imenso sentimento, tudo regado à uma dança agarradinha sob o ritmo!

É de dar água na boca
Nando Cordel

É de dar água na boca
Quando eu olho pra você
O meu coração, coitado, 
fica logo acelerado
Fica doido de prazer

Tem dó de mim, não faz assim, que dói demais
Você comigo é muito bom
O teu amor é sempre mel
Sou uma estrela precisando do teu céu

Vem pros meus braços ser feliz
Vem pro meu colo chamegar
Me dá um beijo, meu desejo é te amar

Um forte abraço a todos!

segunda-feira, 1 de junho de 2026

CD Luiz Gonzaga Danado de bom

Em 1984 Luiz Gonzaga voltou com tudo às paradas de sucesso com o LP Danado de bom, depois lançado em CD. A canção Pagode russo, composta em 1947 ganha letra de João Silva e abre o álbum com um estrondoso sucesso. Do disco gravado com Fagner no mesmo ano, saiu o medley Respeita Januário/Riacho do navio/Forró no escuro. 

A faixa-título Danado de bom tem a um diálogo introdutório com Elba Ramalho, depois de um solo de sanfona. Mas, a mesma não canta nesta, só emprestando sua voz à Sanfoninha choradeira, também presente no disco. Gonzaguinha também participa em dueto nas faixas Pense n´eu e Adeus Iracema (esta também com a participação de Dominguinhos). Onildo Almeida, o mesmo da Feira de Caruaru, compôs outro grande sucesso deste álbum: Aproveita gente, com solos de sanfona maravilhosos. 

Completam o trabalho as canções Nessa estrada da vida, Regresso do rei (parceria de Gonzaga com Onildo), Casamento de Rosa, São João sem futrica, Terra vida e esperança, Lula meu filho. Um dos melhores trabalhos de Gonzaga. Junho começando e aquela velha trilha sonora que aquece nosso Nordeste!

Um forte abraço a todos!