segunda-feira, 18 de maio de 2026

CD Julio Iglesias De niña a mujer

Considero este o primeiro grande CD do Julio que expandiu ainda mais seu mercado. E, penso que aqui no Brasil isso também aconteceu. Em homenagem à sua filha, estampou a capa junto a ela, inclusive com o mesmo figurino. Trabalho lançado em 1981, a faixa de abertura é Devaneios, que tornou-se clássico de seu repertório e que foi versionada para o português pelo tremendão Erasmo Carlos.

Volver a empezar é a versão do clássico de Cole Porter, Begin the beguine, também tornando-se um grande sucesso na voz de Julio. Segue-se, todas em espanhol, Despues de ti, Que nadie sepa mi sufrir, De niña a mujer, Y pensar, Grande grande grande, Isla en el sol. Em português também temos Manuela e Um dia ri o outro chora, esta última em versão de Carlos Lyra.

Foi um trabalho que solidificou ainda mais a carreira de Julio no mundo todo e, claro, também aqui no Brasil. Devaneios é lembrada bastante por cantores da noite. Meu pai adorava Um dia ri o outro chora. A faixa Grande grande grande ganhou uma versão em português, assinada por Gonzaguinha, mas só lançada no álbum do ano seguinte.

Um forte abraço a todos!

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Olhando as estrelas - 75

A série que celebra encontros memoráveis de nossa música volta no tempo para explorar um pouco a relação da intérprete e um dos enormes compositores que revelou! Elis só foi pequena em estatura porque como artista foi imensa, revelando grandes nomes e um deles é nada mais, nada menos que Ivan Lins que, em todas as entrevistas que dá, menciona como conheceu e a importância que a "pimentinha" teve em seu início e toda carreira.

Só pra citar, ela imortalizou um de seus primeiros clássicos, até hoje presente em seus shows: a famosa Madalena. Além dela, gravou, posteriormente Cartomante, Qualquer dia, Aos nossos filhos, Me deixa em paz, Começar de novo. E fico pensando em quais outras poderia ter cantado dele. Imagino Vitoriosa e Lembra de mim, por exemplo, em sua interpretação. 

Na década de 70, os dois apresentaram o programa Som livre exportação, já comentado anteriormente. Como perdemos com sua partida, mas como somos felizes com sua herança! E que encontro esse de bilhões de estrelas, essa enorme artista que acendeu a luz desse também nome essencial à nossa música! Ave Elis! Ave Ivan!

Um forte abraço a todos!

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Temas inesquecíveis de novelas 7 - (Coração sertanejo)

A novela O rei do gado exibida em 1996 trouxe a trilha sonora mais vendida entre os CD´s com este tema, assunto já comentado há alguns anos quando comentamos sobre a mídia. E uma das canções inesquecíveis dessa trilha é Coração sertanejo, gravada pela dupla Chitãozinho e Xororó. Clássico do repertório deles, não tem como não ouvir a canção e, automaticamente, lembrar daquela imensidão de gados que as cenas exibiam.

Antônio Fagundes, como o inesquecível Bruno Mezenga, soube ser um vencedor e, por isso, um merecedor deste tema que aborda o Brasil rural, com toques bucólicos e românticos, com direito ao violeiro, fogo, natureza e muito amor à terra e ao ofício de boiadeiro. Essa novela trouxe outros grandes sucessos que abordaremos em breve nesta série.

Coração sertanejo
Neuma Morais e Neon Morais

Andei, andei, andei
Até encontrar
Este amor tão bonito
Que me fez parar
Nesse pedaço de chão
No coração do sertão
Encontrei meu lugar

Tem peão de boiadeiro
Que vive a laçar
Tem tanto amor verdadeiro
Que nunca vai faltar
Lendas de animais e rios
Aves, flores, desafios
Este é o meu lugar

E no final do dia
O fogo faz companhia
E um violeiro toca
Pra gente sonhar
Aqui não se vê tristeza
Em meio a natureza
No coração sertanejo
É que é o meu lugar

Um forte abraço a todos!

segunda-feira, 27 de abril de 2026

♫Debaixo dos caracóis dos seus cabelos♫

Lançada em 1971 e regravada ao vivo em 1998, Debaixo dos caracóis dos seus cabelos tem uma história interessante, pois, depois da visita que Roberto fez ao então exilado Caetano Veloso em 1969, em Londres, ficou com essa ideia na mente (a de homenagear o baiano, por sua ausência em sua terra e saudando uma possível volta), até que 71 foi lançada esta canção que na época e, durante muito tempo, teve sua inspiração ofuscada, parecendo apenas uma canção romântica, em que se saudava a volta de alguém que tinha caracóis em seu penteado.

Só na década de 90, quandoa  regrava em sua turnê, Caetano revela a homenagem que recebeu, enfatizando sua gratidão e sua compreensão ainda maior àquele a quem chamam de rei! No especial de 1992 cantou a canção e em 2008 foi chamado ao palco após Roberto entoar esta canção. Ferndanda Takai regravou esta canção no disco em que homenageia Nara que também a regravou no final dos anos 70. Quem aprende violão adora os solinhos dela. E pela importância de juntar tanta gente boa da nossa música, eis a letra de mais um clássico:

Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Roberto Carlos e Erasmo Carlos

Um dia a areia branca
Seus pés irão tocar
E vai molhar seus cabelos
A água azul do mar
Janelas e portas vão se abrir
Pra ver você chegar
E ao se sentir em casa
Sorrindo vai chorar

Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Uma história pra contar de um mundo tão distante
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Um soluço e a vontade de ficar mais um instante

As luzes e o colorido
Que você vê agora
Nas ruas por onde anda
Na casa onde mora
Você olha tudo e nada
Lhe faz ficar contente
Você só deseja agora
Voltar pra sua gente

Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Uma história pra contar de um mundo tão distante
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Um soluço e a vontade de ficar mais um instante

Você anda pela tarde
E o seu olhar tristonho
Deixa sangrar no peito
Uma saudade, um sonho
Um dia vou ver você
Chegando num sorriso
Pisando a areia branca
Que é seu paraíso

Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Uma história pra contar de um mundo tão distante
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Um soluço e a vontade de ficar mais um instante

Um forte abraço a todos!

segunda-feira, 20 de abril de 2026

♫Meu pequeno Cachoeiro♫

Roberto Carlos fez aniversário ontem e escolheu mais uma vez sua terra natal, Cachoeiro do Itapemirim, para comemorar com um grandioso show. Isso já aconteceu algumas vezes em sua carreira e lembro de dois momentos: em 1995 (que o Fantástico e o Vídeo show fizeram uma cobertura bem legal) e em 2009 (quando iniciou as comemorações pelos seus 50 anos de carreira). E aqui temos uma canção que canta todo esse amor que ele tem por Cachoeiro.

Composta por seu conterrâneo Raul Sampaio (muitos pensam ser composição do Roberto), tem uma tocante letra que fala da geografia da cidade, da vontade de voltar ao berço, citando a casa, a rua, o pé de flamboyant (que a pedido do cantor foi incluída), a escola, tudo com muita saudade. Um ponto muito interessante é que, além de ser gravada por ele em 1970 e em 2005, foi regravada apenas em instrumental por Luiz Gonzaga em 1972, o que me faz reafirmar que as diferenças entre os dois "reis" só existiram entre as más línguas e os mal informados!

Meu pequeno Cachoeiro
Raul Sampaio

Eu passo a vida recordando
De tudo quanto aí deixei
Cachoeiro, cachoeiro
Vim pro rio de janeiro
Pra voltar e não voltei

Mas te confesso na saudade
As dores que arranjei pra mim
Pois todo o pranto destas mágoas
Ainda irei juntar nas águas
Do teu Itapemirim

Meu pequeno Cachoeiro
Vivo só pensando em ti
Ai que saudade dessas terras
Entre as serras
Doce terra onde eu nasci

Recordo a casa onde eu morava
O muro alto, o laranjal
Meu flamboyant na primavera
Que bonito que ele era
Dando sombra no quintal

A minha escola, a minha rua
Os meus primeiros madrigais
Ai como o pensamento voa
Ao lembrar a terra boa
Coisas que não voltam mais

Meu pequeno Cachoeiro
Vivo só pensando em ti
Ai que saudade dessas terras
Entre as serras
Doce terra onde eu nasci

segunda-feira, 13 de abril de 2026

CD Agnaldo Timóteo canta Roberto Carlos

Agnaldo Timóteo, que teve no início de sua carreira dois de seus maiores sucessos presenteados por Roberto Carlos (Meu grito e Os brutos também amam), fez em 1998 um CD todo dedicado à obra do rei da música brasileira: Em nome do amor, Agnaldo Timóteo canta Roberto Carlos, que trouxe grandes canções do repertório do Roberto, sobretudo dos anos 70 e início dos anos 80, sob a leitura e o vozeirão do Agnaldo.

Clássicos como Emoções, À distância, Seu corpo, Fera ferida, Outra vez, Como vai você, Falando sério e Amante à moda antiga se unem a outras meio esquecidas da coroa real: Não se esqueça de mim, As flores do jardim da nossa casa, Um jeito estúpido de te amar, Custe o que custar e Sonho lindo. Até A palavra adeus que não consta na discografia oficial de Roberto (saiu apenas na coletânea As 14 mais) foi resgatada brilhantemente por Agnaldo.

Pensei que este trabalho o levaria como convidado ao especial daquele ano ou de anos posteriores, o que nunca aconteceu, fato que deixou Agnaldo sempre magoado por fazer parte do "clube dos esquecidos". Ele sempre regravou outras canções do repertório do Roberto, o definindo como o melhor do país. E este é mais um daqueles grandes álbuns dedicados à obra do rei, que não liberava este tipo de projeto para todo mundo e, por isso, podemos dizer que aqui está um privilégio para o Agnaldo e para nós, os fãs da música nacional!

Um forte abraço a todos!

segunda-feira, 6 de abril de 2026

♫O calhambeque♫

Abril e aqui no Blog Música do Brasil celebramos a obra de Roberto Carlos, em virtude de seu aniversário no próximo dia 19. E hoje temos um clássico da década de 60, sempre presente em seus shows (já teve até um inflável no palco), em seu acústico, em alguns dvds nacionais e importados (a canção foi um dos primeiros sucessos em espanhol, como Mi cacharrito). Já foi interpretada por outros nomes como o próprio Erasmo Carlos, além de Leonardo, Lulu Santos, Eduardo Lages e Caetano Veloso.

A letra de O calhambeque é uma adaptação feita pelo tremendão à versão original, que fala de uma aventura na estrada entre um motorista, a polícia e um afoito caminhoneiro. Já a versão brasileira conta as aventuras de um playboy que realiza a troca temporária de seu Cadillac, que foi para a oficina, por um Calhambeque (carro mais antigo) que, inicialmente o causa vergonha, mas depois o garante na conquista de todas as garotas. A parte inicial declamada não foi mais apresentada por Roberto em suas apresentações ao vivo, mas nas regravações de outros intérpretes sempre esteve presente. A levada, a buzina, as paradas sempre presentes tornaram esta uma das inesquecíveis de seu repertório!

O calhambeque (Road hog)
John Loudermilk e Erasmo Carlos

Essa é umas das muitas histórias que acontecem comigo
Primeiro foi Suzy, quando eu tinha lambreta
Depois comprei um carro, parei na contra-mão
Tudo isso sem contar o tremendo tapa que eu levei
Com a história do Splish Splash
Mas essa história também é interessante


Mandei meu Cadillac pro mecânico outro dia
Pois há muito tempo um conserto ele pedia
E como vou viver sem um carango pra correr?
Meu Cadillac, bi-bi
Quero consertar meu Cadillac

Com muita paciência o rapaz me ofereceu
Um carro todo velho que por lá apareceu
Enquanto o Cadillac consertava, eu usava
O Calhambeque, bi-bi
Quero buzinar o Calhambeque

Saí da oficina um pouquinho desolado
Confesso que estava até um pouco envergonhado
Olhando para o lado com cara de malvado
O Calhambeque, bi-bi
Buzinei assim o Calhambeque

E logo uma garota fez sinal para eu parar
E no meu Calhambeque fez questão de passear
Não sei o que pensei, mas eu não acreditei
Que o Calhambeque, bi-bi
O broto quis andar no Calhambeque

E muitos outros brotos que encontrei pelo caminho
Falavam: Que estouro, que beleza de carrinho
E fui me acostumando e do carango fui gostando
E o Calhambeque, bi-bi
Quero conservar o Calhambeque

Mas o Cadillac finalmente ficou pronto
Lavado, consertado, bem pintado, um encanto
Mas o meu coração, na hora exata de trocar
Aha ha!
O Calhambeque, bi-bi
Meu coração ficou com o Calhambeque

Bem! Vocês me desculpem, mas agora eu vou-me embora
Existem mil garotas querendo passear comigo
É, mas é por causa desse Calhambeque, mora?
Bye! Bye! Bye!

Um forte abraço a todos!

segunda-feira, 30 de março de 2026

Livro Rita Lee uma autobiografia

Este é o primeiro livro de memórias de Rita Lee e podemos chamar de sua biografia oficial. Nele, Rita nos contou tudo que julgou de importante para seus fãs guardarem como informação da artista número um do rock nacional e uma das mais importantes do país. Desde sua infância, relacionamento com pais e irmãs, as tragédias, dramas, os primeiros passos na música, amores, filhos, o amor pelos animais, uma carreira de sucessos dessa figura fundamental da música tupiniquin.

Algumas fotos de diversas épocas e o relato leve das memórias da época em que passou pelos Mutantes, os Festivais, a carreira solo, as primeiras composições, o êxito da parceria mais que bem sucedida com o companheiro de uma vida, Roberto de Carvalho, os discos mais prazerosos de se lapidar, os programas e shows, o entrosamento e a parceria com alguns colegas como Elis Regina e João Gilberto, até os últimos passos, últimas gravações e últimos shows.

O sucesso desta biografia foi tão interessante que Rita lançou o que podemos chamar de volume 2, uma continuação que comentaremos em breve, pois tá aqui uma artista inesquecível e isso se comprova não apenas por sua fantástica obra, mas também pela atividade intensa que ela teve pós aposentadoria, com algumas canções, raras aparições e estes livros que, como diz um de seus clássicos, fez muita gente feliz!

Um forte abraço a todos!

segunda-feira, 23 de março de 2026

♫Divina comédia humana♫

Belchior é daqueles nomes que você reconhece por ter uma marca própria, uma espécie de carimbo singular. Suas letras longas são uma de suas principais características. Não temos outro parecido ou, de repente um seguidor, um discípulo, ao menos que eu conheça. O cara é único mesmo. Essa canção teve uma bela releitura de Simone, recentemente para seu projeto ao vivo em que comemora seus 50 anos de carreira.

Temos aqui um belo exemplo do que estou tentando falar, pois tudo se torna pouco para definir, descrever uma figura assim de tantas obras interessantes. Não vou dizer que consigo de forma plena decifrar o que ele quis dizer nessa canção que, para mim, é uma declaração de amor das mais profundas da música nacional. O que chega em mim é que ele tenta descrever o que sente perante este sentimento, sem mergulhar no famoso água com açúcar, fazendo analogias e, quando tenta deixar de ser profundo, alcança ainda mais uma profundidade típica de poetas como o próprio, aceitando todas as nuances do amor, com a felicidade, a dor, o sofrimento, o gozo, a liberdade, o delírio, a paixão, a poesia, a música!

Divina comédia humana
Antônio Carlos Belchior

Estava mais angustiado que um goleiro na hora do gol
Quando você entrou em mim como um Sol no quintal
Aí um analista amigo meu disse que desse jeito
Não vou ser feliz direito

Porque o amor é uma coisa mais profunda que um encontro casual
Aí um analista amigo meu disse que desse jeito
Não vou viver satisfeito
Porque o amor é uma coisa mais profunda que um transa sensual

Deixando a profundidade de lado
Eu quero é ficar colado à pele dela noite e dia
Fazendo tudo e de novo dizendo sim à paixão, morando na filosofia

Eu quero gozar no seu céu, pode ser no seu inferno
Viver a divina comédia humana onde nada é eterno

Ora direis, ouvir estrelas, certo perdeste o senso
Eu vos direi no entanto
Enquanto houver espaço, corpo, tempo
E algum modo de dizer não, eu canto...

Um forte abraço a todos!

segunda-feira, 16 de março de 2026

CD Daniela Mercury O canto da cidade

Este foi o álbum que projetou Daniela Mercury ao sucesso nacional, sendo o segundo disco de estúdio de sua carreira. Lançado em 1992 e com produção de Liminha, o disco trouxe ao menos seis canções com forte execução nas rádios. É considerado um dos melhores de sua carreira e um dos mais importantes dos anos 90.

Além da faixa homônima, tivemos neste CD os sucessos Batuque, O mais belo dos belos, Você não entende nada, Só pra te mostrar (com Herbert Vianna), Bandidos da América, além das canções Geração perdida, Rosa negra, Vem morar comigo, Exótica das artes, Rimas irmãs, Monumento vivo.

É um trabalho que firma Daniela entre os grandes nomes do Axé. Aprecio outros momentos dela, quando foi além desse ritmo e mostrou a grande intérprete que é, gravando também músicas românticas, como no álbum Feijão com arroz, o meu preferido! Mas, não posso deixar de reconhecer a importância desse álbum, sobretudo no início de sua carreira.

Um forte abraço a todos!

segunda-feira, 9 de março de 2026

♫A mulher em mim (The woman in me)♫

Ontem foi dia internacional da mulher e resgatamos essa canção composta por uma mulher e cantada por outra. Uma internacional e outra brasileira. Shania Twain fez essa canção na década de 90 e Roberta Miranda a cantou em 1997, sendo tema da novela global O amor está no ar.

Inclusive, houve uma curiosidade em 2023, quando Britney Spears lançou sua biografia com o mesmo nome e isso alavancou a canção de Roberta novamente em plataformas nacionais. A letra em português foi feita pelo campeão de hits Cláudio Rabello e descreve como se sente uma mulher depois de tantas lutas em busca de um verdadeiro e almejado amor. Não é uma letra que celebra esta data, mas é algo que descreve a sensibilidade de algumas mulheres que sonham em ser felizes no amor bem sucedido.

A mulher em mim (The woman in me)
Shania Twain, Mutt Lange e Cláudio Rabello)

Em meu coração
Os amores vem e vão
Quando pude escolher
Me cansei de perder

Não vai ser sempre assim
Não sou tão forte assim
Alguém vou encontrar
E assim sem esperar

A mulher em mim
Vai então pedir
Me fala de amor
Me faz ser feliz

Porque é assim que eu sou
Ah, eu preciso dizer
Que a mulher em mim
Precisa de um homem que é você

Quando o mundo for demais
A lua fria e o sol fulgás
Se quiser se esconder
Eu escondo você

Um forte abraço a todos!

segunda-feira, 2 de março de 2026

Artistas da música nas escolas de samba 2026!!!

Este ano tivemos algumas homenagens das escolas de samba reverenciando nossos astros da música. A Mocidade Independente de Pe. Miguel, do Rio de Janeiro, trouxe o samba enredo Rita Lee a padroeira da liberdade, homenageando nossa eterna e inesquecível rainha do rock nacional.

A Imperatriz Leopoldinense, também do Rio de Janeiro, trouxe ao sambódromo o enredo Camaleônico, apresentando a vida e obra de Ney Matogrosso. O sambista Heitor dos Prazeres foi tema da Vila Isabel e Chico Science e o Manguebeat foram celebrados pela Grande Rio. Em São Paulo, o compositor Paulo César Pinheiro foi reverenciado pela Estrela do Terceiro Milênio e o cantor Benito di Paula foi homenageado pela Águia de ouro.

Independente do resultado, já que isso é lá com os jurados e seus quesitos, a sensação de ter sua vida saudada por uma agremiação já garante a emoção de presenciar toda essa justa homenagem sob os merecidos aplausos da plateia e do público de casa.

Um forte abraço a todos!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

♫Clareou♫

Quem escuta essa canção na abertura da novela Três graças, talvez não saiba que se trata de uma regravação, pois Clareou, este samba otimista e tão alto astral, já teve outras leituras famosas como as de Diogo Nogueira, Xande de Pilares, Péricles, Ivete Sangalo, entre outros. Li que a primeira gravação é de Paula Lima.

Como dito acima, muito alto astral, um mantra a se seguir todos os dias, afinal de contas, ao menos a luz do dia é igual para todos e nós precisamos nos apegar a algo para seguir atravessando as dificuldades de cada cotidiano e que bom haver canções assim, "fincadas" num ritmo contagiante, como é o samba, e que pode ser uma base para acreditarmos no resultado de nossos esforços!

Clareou
Serginho Meriti e Rodrigo Leite

A vida é pra quem sabe viver
Procure aprender a arte
Pra quando apanhar não se abater
Ganhar e perder faz parte

Levante a cabeça, amigo, a vida não é tão ruim
Um dia a gente perde mas nem sempre o jogo é assim
Pra tudo tem um jeito
E se não teve jeito ainda não chegou ao fim

Mantenha a fé na crença se a ciência não curar
Pois se não tem remédio, então remediado está
Já é um vencedor
Quem sabe a dor de uma derrota enfrentar
E a quem Deus prometeu, nunca faltou
Na hora certa, o bom Deus dará

Deus é maior
Maior é Deus e quem tá com Ele
Nunca está só
O que seria do mundo sem Ele?

Chega de chorar
Você já sofreu demais, agora chega
Chega de achar que tudo se acabou
Pode a dor uma noite durar
Mas um novo dia sempre vai raiar
E quando menos esperar, clareou
Clareou, ô-ô, ô-ô

Um forte abraço a todos!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Livro Chico Buarque Paratodos

Em 1999 Regina Zappa lançou este que seria base para uma futura biografia mais completa sobre Francisco Buarque de Holanda. Li a versão de 99 e depois lerei esta biografia completa que foi lançada mais recentemente, em 2024, por ocasião dos seus 80 anos. Sem entrar no mérito das discussões que acompanha este tema nas últimas décadas, considero um livro assim mais que necessário, pois mereceríamos muitos livros explicando o fenômeno Chico Buarque. 

Sua infância, sua vida particular e, sobretudo seu início e decorrer de uma carreira mais que bem sucedida, se tornando um dos principais nomes da nossa música. Os primeiros passos na música, um pouco de seu casamento e sua relação com as filhas, as experiências nos festivais, o exílio, as trocas de figurinhas com grandes colegas, seus grandes influenciadores e suas influências, um pouco da importância de suas criações, além de sua paixão pelo futebol e suas "sérias" partidas que poderiam ter nos levado o músico e nos apresentado um craque dos estádios. 

Muita coisa pra contar que só poderia pedir uma, duas, dez, tantos livros em volta do maior compositor brasileiro moderno que nosso país e o mundo contemporâneo reconheceram! Lerei outras biografias e em breve volto a falar sobre a atualização que este exemplar sofreu, em homenagem ao rapaz tímido dos olhos verdes!

Um forte abraço a todos!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

♫Fé♫

Quando pequeno ouvi que palavrão e oração não andavam juntos, pois certas palavras não se combinam, nem deveríamos falar, tipo aquilo que chamamos de "baixo calão"! Mas, a vida comum é diferente e experimentamos muitos sentimentos diante de obstáculos, adversidades, preconceitos e injustiças que vão construindo ou destruindo aquilo que chamamos de conhecimento e/ou cultura.

Simpatizo bastante com essa canção da Iza, que conheci via Caetano e Bethânia, que também a interpretam tão bem. E considero os tais palavrões presentes na letra apenas um detalhe de quem fala, à sua maneira, o que deseja expressar dentro do que vive e aprende. Diria que é uma oração moderna cantada por quem sentiu de perto tudo isso que conta. Agradecer e saber onde pisa, reconhecer onde chegou e para onde seguir, ter conexão com as coisas santas é um ponto interessante de identificação dessa canção com o povo. O resto, palavrão ou erros de português, se não são as tais licenças poéticas, se perdem na hipocrisia de quem não tem vontade de gritar e sentir esse refrão dessa canção escrita a 8 pensamentos juntos!


Iza, Sérgio Santos, Pablo Bispo, Ruxell, Lukinhas, Henrique Bacellar, Junior Pierro e Fabinho Negramande

Hoje eu só vim agradecer por tudo que Deus me fez
Quem me conhece sabe o que vivi e o que passei
O tanto que ralei pra chegar até aqui
E cheguei, cheguei

Lembro de vários veneno
Eu, ainda menor, nunca sonhei pequeno
A minha coroa me criou sozinha
Levantando sempre no raiar do dia, bem cedo

Sempre aprendi com ela
A ser grata pelo que ainda vem
Hoje tu só vê os close, nunca viu meus corre
Mas pra quem confia em Deus, o sonho nunca morre, é, é

Fé pra quem é forte, fé pra quem é foda
Fé pra quem não foge a luta
Fé pra quem não perde o foco
Fé pra enfrentar esses filha da puta

Fé no proceder, na luta e na lida
Enquanto a gente não conquista
Segue em frente firme que a nossa firma é forte
Nunca foi sorte, irmão, sempre foi Deus, sempre foi Deus

Hoje, eu sonhei que um dia eu estaria onde ninguém pensou
Se ele quiser, eu piso onde ninguém pisou
Humildade e sabedoria para me guiar
E o impossível é possível pra quem acreditar

Fé pra quem é forte, fé pra quem é foda
Fé pra quem não foge a luta
Fé pra quem não perde o foco
Fé pra enfrentar esses filha da puta

Ô, mãe, ô, mãe do céu
Abençoai, abençoai, abençoai a correria
E o nosso pão de cada dia
Ô, mãe, ô, mãe do céu
Abençoai, abençoai, abençoai a correria
É minha fé que me guia

Fé pra quem é forte, fé pra quem é foda
Fé pra quem não foge a luta
Fé pra quem não perde o foco
Fé pra enfrentar esses filha da puta

Um forte abraço a todos!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

DVD O Incrível monstro trapalhão

Como de costume, em todo janeiro comentamos algum filme dos trapalhões, já que o inesquecível quarteto Didi, Dedé, Mussum e Zacarias tornaram feliz a infância de muitos, inclusive deste que vos escreve. Numa época em que internet não existia, o que restava era assistir aos filmes que passavam e, para quem gostava deles como eu, torcer pela exibição de algum título, dos tantos que cresci assistindo. Este vem do início de 1981.

Os trapalhões são mecânicos em um autódromo e Didi é Dr. Jegue, que possui um laboratório e desenvolve um combustível mais eficiente e uma poção que o transforma em um ser monstruoso, tipo incrível hulk (apesar de sonhar em ser um novo superman), o que ajuda ao grupo a combater os inimigos de corrida e de compra (na verdade, roubo) do combustível que iria substituir o petróleo, tesouro tão almejado até hoje pelas nações ambiciosas deste planeta.

Alcione Mazzeo, Paulo Ramos, Eduardo Conde e Carlos Kurt são alguns dos atores que completam o elenco que não tem nenhuma canção marcante, mas que configura um dos poucos filmes em que Didi termina acompanhado. E a nostalgia sempre bate quando revisito a filmografia desses caras que foram tão importantes tambbém em minhas antigas férias de janeiro!

Um forte abraço a todos!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Show Caetano Veloso e Maria Bethânia na Globo

Antigamente tínhamos vários especiais de música nas emissores de rádio e televisão, algo que foi se tornando rarefeito nos últimos anos, talvez porque o público nem acompanha tanto. Ano passado, por exemplo, só estive antenado ao que aconteceu na Globo (nem sei se houveram outros especiais em outras emissoras). 

Mas, ao menos tivemos, além do já postado Roberto Carlos especial, um programa dedicado à turnê que aconteceu em 2024/2025 e reuniu os dois irmãos Caetano Veloso e Maria Bethânia. Com vários recortes da passagem de ambos por várias cidades brasileiras, a maior parte do show é composta de duetos, em canções que foram sucessos no repertório de ambos, ou seja, ambos cantando, sem convidados ou nenhum solo de músico. Algumas apresentações solos dos artistas também fizeram desse um encontro memorável, onde o repertório sempre deixará uma lista de canções que poderiam ter aparecido. 

Mas, o que tivemos e que foi suficiente para enaltecer esse programa ao máximo foram clássicos como Alegria alegria, Os mais doces bárbaros, Gente, Oração ao tempo, Eu e água, Um índio, Sozinho, O leãozinho, Você não me ensinou a te esquecer, Você é linda, Deus cuida de mim, Brincar de viver, Explode coração, As canções que você fez pra mim, Baby, O quereres, Fé, Reconvexo e duas das maiores vozes deste planeta desses intérpretes, que por acaso são parentes e que tem a música na veia há mais de 50 anos.

Um forte abraço a todos!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

♫Êxtase♫

Começamos 2026 com essa belíssima canção do Guilherme Arantes. Êxtase foi lançada em 1979 e, segundo seu autor, foi composta em homenagem à sua primeira filha que nascia ali. De fato, quem experimenta a maternidade e/ou a paternidade sabe o que é ter um filho, a emoção indescritível desse momento. 

E, mesmo sem querer romantizar muito, é um sentimento como descrito nesta canção, que pode ter sua letra tomada como algo romântico entre um casal, por exemplo. Como um novo ano que se inicia, uma nova vida que começa, uma nova chance de sermos maiores e melhores!

Êxtase
Guilherme Arantes

Eu nem sonhava te amar desse jeito
Hoje nasceu novo sol no meu peito
Quero acordar te sentindo ao meu lado
Viver o êxtase de ser amado
Espero que a música que eu canto agora
Possa expressar o meu súbito amor

Com sua ajuda tranquila e serena
Vou aprendendo que amar vale a pena
Que essa amizade é tão gratificante
Que esse diálogo é muito importante
Espero que a música que eu canto agora
Possa expressar o meu súbito amor

Eu nem sonhava te amar desse jeito...

Feliz 2026 a todos!