segunda-feira, 22 de junho de 2026

Polêmicas nas atrações das festas juninas

Esse ano vi colocarem gasolina na fogueira ao incluírem entre as atrações dos dois principais pólos de festas juninas do Nordeste, Caruaru e Campina grande, um show de Roberto Carlos que, a princípio, nada tem a ver com o forró tradicional de outro rei, o Luiz Gonzaga, de quem era inimigo só nas versões dos que buscam likes internet a fora.

Até defendo que festa junina é sob o som de Gonzaga e os seus e aí entram artistas como Flávio José (que teve shows cancelados na Bahia porque queriam economizar justamente em seu cachê), Santanna, Petrúcio Amorim, Alcymar Monteiro, Nando Cordel, ou ainda Elba, Fagner, Waldonys, ou bandas do forró eletrônico como Calcinha preta, Cavaleiros do forró, Magníficos, Mastruz com leite, etc. Mas, aí é coisa política de quem contrata e não do artista que é pago para fazer o que sabe. Lembro que uma vez assisti um show de Fábio Jr. em Limoeiro e, ao final, alguém lamentou que ele não tocou um forrozinho sequer! Nesse ponto, talvez falte um pouco mais de engajamento de quem é contratado. Roberto poderia ter, ao menos cantado seu Baile da fazenda, como Marisa Monte cantou e reverenciou Marinês. 

Mas, não acho ruim ter esses e outros astros fazendo parte da festa, afinal eles tem um grande público e festa vive de rendas. O que deixa a desejar é que outros artistas, como os citados acima, têm seus palcos e cachês reduzidos em virtudes de cachês pagos a artistas de renomes nacional e isso é muito desrespeitoso. Mas, nada que deva produzir uma enxurrada de desrespeito com quem vem abrilhantar ainda mais a festa, como foi o caso do Roberto (que muitos não podem pagar pelo ingresso caro e tiveram a chance única de vê-lo). Isso é assunto para muito mais que apenas uma postagem e fica em xeque não apenas a saúde cultural de nossas festas, mas também resolver estas e outras questões com o devido respeito aos artistas e ao público envolvido!

Um forte abraço a todos!

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