Uma das canções mais marcantes da Rita Lee, composta em parceria com seu primeiro marido Arnaldo Batista, quando ambos faziam parte do grupo Os Mutantes. Balada do louco revela a questão da discriminação, sobretudo com deficientes mentais. Mas, também pode ser vista como um tapa na cara das pessoas preconceituosas que definem padrões e condenam as diferenças que expõem pessoas fora dos limites desses padrões!Se refletirmos com mais precisão, concluímos que precisamos evoluir no quesito respeito às diferenças, sobretudo quando estas são mais evidentes! E quão difícil parece ser dedicar amor a essas pessoas tão carinhosas que não tem de menos, mas tem de mais a nos oferecer! E, sem sombra de dúvidas, é na diferença que se apóia a diversidade humana e intelectual dos seres!
Balada do louco
Dizem que sou louco por pensar assim
Se eu sou muito louco por eu ser feliz
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz
Se eles são bonitos, sou Alain Delon
Se eles são famosos, sou Napoleão
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz
Eu juro que é melhor
Não ser o normal
Se eu posso pensar que Deus sou eu
Se eles têm três carros, eu posso voar
Se eles rezam muito, eu já estou no céu
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz
Eu juro que é melhor
Não ser o normal
Se eu posso pensar que Deus sou eu
Sim sou muito louco, não vou me curar
Já não sou o único que encontrou a paz
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, eu sou feliz
Um forte abraço a todos!








