segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

♫Êxtase♫

Começamos 2026 com essa belíssima canção do Guilherme Arantes. Êxtase foi lançada em 1979 e, segundo seu autor, foi composta em homenagem à sua primeira filha que nascia ali. De fato, quem experimenta a maternidade e/ou a paternidade sabe o que é ter um filho, a emoção indescritível desse momento. 

E, mesmo sem querer romantizar muito, é um sentimento como descrito nesta canção, que pode ter sua letra tomada como algo romântico entre um casal, por exemplo. Como um novo ano que se inicia, uma nova vida que começa, uma nova chance de sermos maiores e melhores!

Êxtase
Guilherme Arantes

Eu nem sonhava te amar desse jeito
Hoje nasceu novo sol no meu peito
Quero acordar te sentindo ao meu lado
Viver o êxtase de ser amado
Espero que a música que eu canto agora
Possa expressar o meu súbito amor

Com sua ajuda tranquila e serena
Vou aprendendo que amar vale a pena
Que essa amizade é tão gratificante
Que esse diálogo é muito importante
Espero que a música que eu canto agora
Possa expressar o meu súbito amor

Eu nem sonhava te amar desse jeito...

Feliz 2026 a todos!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Roberto Carlos especial 2025!!!

E em nossa última postagem do ano vamos comentar a apresentação do tradicional Roberto Carlos especial, exibido no último dia 22 e gravado na cidade de Gramado/RS. Com cenas de RC andando pelas ruas da natalina cidade, o show começa com Emoções, seguida de Esse cara sou eu e vem o primeiro convidado: João Gomes, o pernambucano ilustre que conquistou o país com sua música e sua humildade, cantou a sua Eu tenho a senha e, com Roberto, a mensagem Fé. Só esse já me daria uma postagem, pois é Roberto, como sempre, me mostrando que há coisas boas na música brasileira. E aqui é meu Nordeste, é Gonzaga que não foi ao especial de RC, mas que mandou um dos mais novos representantes de sua universidade. Na sequência, Amigo e aquela eterna homenagem ao tremendão!

Outro amigo revisita o especial: Benjor e Roberto atacaram de Eu sou terrível e Chove chuva. Prezando pelos clássicos religiosos dessa vez, temos Luz divina e, em seguida, a próxima convidada, Fafá de Belém, com quem cantou Eu te amo te amo te amo (teria escolhido outra para eles) e Como han pasado los años, que eu conhecia pelo Julio Iglesias em 2003, mas que descobri ter sido lançada por Rocio Durcal em 1995. Aqui, Roberto e Fafá cantaram parte em português,  numa química perfeita. Dizem que a versão em português foi feita pelo próprio RC e como seria legal se isso fosse lançado em CD, ou ao menos nas tais plataformas digitais. Nossa Senhora vem naquela versão belíssima que arranca lágrimas de muitos!

Dentre várias listas de supostos convidados, nunca imaginei o Supla e, como muitos, recebi isso com preconceito. Não conheço o repertório dele. E confesso que gostei do dueto com Roberto na homenagem a Elvis/Beatles, em Tutti frutti/Hound dog/Blue suede shoes/ And i love her, dispensando a sua Garota de Berlim (apenas por não apreciar). Meu menino Jesus e o coral de crianças (um dos momentos mais lindos e tocantes) arrancou lágrimas de quem vos escreve, num momento sublime de amor e paz. Na sequência, com Sophie Charlotte cantou Proposta e As canções que você fez pra mim, ambas com aquela suavidade que as vozes pedem. O programa foi finalizado com Jesus Cristo e trechos de Eu ofereço flores e Noite feliz (essa poderia ter vindo completa), com aquele gostinho de quero outros. Tomara que, durante muitos anos, nós que apreciamos esse programa de final de ano, possamos nos render a mais emoções como os desta edição, que trouxe um maravilhoso alto astral, sobretudo do Roberto, que cantou várias com seus convidados (nos últimos anos olhava mais que cantava nos duetos) e, também visitou outras canções que fogem um pouco do habitual que apresenta em suas turnês! Viva ao rei e a seus convidados e, por que não dizer, ao público que aprecia esse tradicional programa?

Feliz 2026 a todos!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Feliz Natal e Boas festas 2025!!!

O Blog Música do Brasil deseja a todos os leitores deste modesto espaço um abençoado Natal e Boas festas 2025 e que tenhamos uma fartura de comida, saúde, alegria e paz aos corações, além de muita música, ao gosto do cliente!

Que a Luz que representa o Menino Jesus acenda bons sentimentos nos corações dos seres e que essa prova maior do Amor do Pai por nós possa nos transformar em pessoas cada vez melhores, banhados por essa mesma Luz!

Feliz Natal e Boas festas 2025!!!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

Olhando as estrelas - 74

É pena que Simone não esteja na lista de uma das convidadas do especial deste ano de Roberto Carlos, gravado em Gramado/RS, pois seria bem pertinente, já que para muitos brasileiros, como eu, são esses dois que cantam em nossas casas em épocas natalinas (e não apenas nesta época). Ele, por trazer uma tradição antiga de lançar seus discos e apresentar seus especiais na Globo. Ela, por lançar há 30 anos o disco natalino de maior sucesso até hoje em terras tupiniquins.

Roberto e Simone já se encontraram diversas vezes. Ela já foi considerada a Roberto de saias, por usar sempre branco em suas turnês e lembrar um pouco o rei em suas interpretações românticas (não com imitação, mas com uma certa influência que ela não nega). Já cantaram juntos em algumas situações: no especial dele em 1989; no especial dela em 1993; participaram juntos de projetos como o Voces unidas em 1985 e estão entre os artistas brasileiros mais conhecidos no mundo hispânico.

Simone já gravou diversas composições do repertório do Roberto, como Outra vez, Seu corpo, Vou ficar nu para chamar sua atenção, À distância, Eu preciso de você, Falando sério, Pensamentos, Jesus Cristo, Proposta, As curvas da estrada de Santos, entre tantas que caberiam perfeitamente em um disco inteiro dedicado ao ídolo. Quem sabe, sua majestade não lembre dela em próximas edições e tenhamos mais encontros maravilhosos dessas estrelas.

Um forte abraço a todos!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Blog Música do Brasil - 18 anos!!!

Amanhã, 09/12 este Blog comemora 18 anos. Isso é sinônimo de maioridade? Talvez de resistência, pois como já venho falando em seus últimos aniversários, resisto porque gosto de falar da música nacional, mesmo hoje percebendo que estou mais restrito à música produzida nos anos 1960-2000. 

Mas, isso não significa que décadas anteriores e/ou posteriores, inclusive a atual não figure por aqui. É simplesmente uma constatação do período musical que mais me seduz. E isso é muito bom, porque já falei sobre muita coisa e sinto que ainda há muito o que se falar. Chegamos aos 18 concluindo que se restringir a uma época da música não é nada mal, como já pensei em anos anteriores e nesta terapia sempre descobrimos novidades pois foram muitos nomes que trabalharam neste período. 

Este ano comemoramos bem a Jovem Guarda, mergulhamos em trilhas sonoras de novelas e abrimos algumas boas literaturas para indicar aos amantes da música tupiniquim, além de continuarmos a comentar sobre as canções que nos marcam e os CD´s que figuram em minha coleção, os músicos, compositores e o que cada um deles representa sob minha humilde ótica de apreciador de música. Ao leitor, uma fatia desse bolo repleto de vozes, instrumentos e sons que por aqui ecoam! E aquele velho brinde à música brasileira e aos seus apreciadores!

Um forte abraço a todos!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

CD Simone ao vivo 50 anos

Dezembro começando e este ano posso dizer que tenho presente de Natal pra indicar a quem curte mídia fisica. Os CD´s e Lp´s sumiram por completo? Graças a Deus não! Apesar de poucos, ainda são lançados, para a alegria dos colecionadores. A Biscoito fino é uma dessas gravadoras que continua lançando. E este ano, Simone lançou um CD ao vivo como produto de comemoração pelos seus 50 anos de carreira.

Achei bastante interessante o critério usado por ela e seu diretor Marcus Preto para selecionar o repertório, de uma carreira cheia de sucessos: priorizar os hits que ela foi "autora". Não confundir isso com compositora, mas canções de grandes compositores como Ivan Lins, Milton Nascimento, Chico Buarque ou José Augusto, e que foram imortalizadas por ela. A isso se soma a única inédita em show, a canção Divina comédia maravilhosa, de Belchior, escrita pra ela em 1977 e que infelizmente não foi gravada na época. Resolvido agora.

Teria que ser uns dois ou três CD´s duplos, para não sentirmos falta daquela inesquecível canção. Mas, o repertório inclui Tô que tô, O que será (à flor da terra), Sangrando, Começar de novo, Cigarra, Jura secreta, Sangue e pudins, Sob medida, Alma, Depois das dez, Um desejo só não basta, Separação, Encontros e despedidas, Boca em brasa (Com Zélia Duncan), Iolanda (Com Zélia Duncan), Ex-amor (Com Zélia Duncan), Desesperar jamais, Tô voltando e O amanhã (com a participação de integrantes da Portela), para garantir a trilha sonora de nosso Natal, carnaval e qualquer época festiva do ano!

Um forte abraço a todos!

segunda-feira, 24 de novembro de 2025

♫Querida♫

Muitos enaltecem o Tom Jobim compositor e o exuberante músico. Mas, poucos percebem que Tom também é um grande cantor. E isso se verifica, por exemplo, em um das suas últimas gravações, uma das minhas preferidas dele: Querida. Essa canção foi tema de abertura da novela O dono do mundo, que usava cenas de Charles Chaplin, enquanto a canção tocava. Mas, nem a posso enquadrar na série temas inesquecíveis de novela, pois, para mim, a canção foi maior que a abertura e/ou a novela que não me seduziu tanto.

Talvez, pelo arranjo, pelos vocais, pela levada, pela letra, por tudo junto, me faz colocar essa (que nem é considerada clássica de seu repertório), como uma das melhores e das que mais gosto de cantar. Imagino que nem todos a classifiquem assim, por isso não foi regravada por outros nomes, ou então, ficou tão a marca do Tom que, ninuém se atreveu a mexer nessa interpretação. Uma canção de amor que grita a saudade de quem espera, de quem observa as coisas da vida, enquanto em seu mundo interior só brilha mesmo a presença tão desejada de sua querida, bandida, fingida,...

Querida
Tom Jobim

Longa é a tarde, longa é a vida
De tristes flores, longa ferida
Longa é a dor do pecador, querida

Breve é o dia, breve é a vida
De breves flores na despedida
Longa é a dor do pecador, querida
Breve é a dor do trovador, querida

Longa é a praia, longa restinga
Da Marambaia à Joatinga
Grande é a fé do pescador, querida
E a longa espera do caçador, perdida

O dia passa e eu nessa lida
Longa é a arte, tão breve a vida
Louco é o desejo do amador, querida, querida
Longo é o beijo do amador, bandida
Belo é o jovem mergulhador, na ida
Vasto é o mar, espelho do céu, querida, querida
Querida

Você tão linda nesse vestido
Você provoca minha libido
Chega mais perto meu amor bandido
Bandida, fingido, fingida, querido, querida

Um forte abraço a todos!

segunda-feira, 17 de novembro de 2025

CD 30 anos da Jovem Guarda volume 5

Em nossa última postagem sobre as coletâneas lançadas há 30 anos, quando se comemorava 30 anos de Jovem Guarda, abordamos o quinto volume, com Os vips cantando A volta, Sivinha com Splish splash e Wanderléa com Eu já nem sei. Na sequência, Golden boys com Alguém na multidão e Wanderley Cardoso com o seu Bom rapaz.

Temos ainda Lacinhos cor-de-rosa com Lilian, O ciúme com Deny e Dino e Wooly Bully com The fevers. E mais clássicos da época em Namoradinha de um amigo meu com Jerry Adriani, Vá embora daqui com Marcos Roberto e O escândalo com Renato e seus blue caps. O tremendão Erasmo Carlos também aparece com um clássico do finalzinho da época, mas que marcou toda a música brasileira: Sentado à beira do caminho.

Por fim, temos Veja se me esquece com Dori Edson e Quero que vá tudo pro inferno, com todo o elenco que participou do projeto 30 anos da jovem guarda. Foi bastante interessante abordar parte daquelas tardes de domingo com seus clássicos revividos na década de 90, com uma sonoridade atualizada e algumas surpresas, que tornaram ainda mais esse momento inesquecível em nossa música nacional!

Um forte abraço a todos!

segunda-feira, 10 de novembro de 2025

Livro A canção no tempo volume 2

Finalizei a leitura do livro A canção no tempo volume 2, de Zuza Homem de Mello e Jairo Severiano. Recentemente comentei sobre o volume 1, que aborda a música do início do século até 1957. Este segundo volume me despertou mais interesse e quase começo por ele, por abordar a época que mais aprecio: 1958 a 1985. Até lamentei não termos um terceiro volume, ao menos que falasse de 1986 até 2010, mas seus autores já não estão entre nós e, mesmo as duas edições tendo sido lançadas em 1998, não demonstraram interesse em uma continuação, julgando terem abordado o que mais importa na música do século passado nestes dois volumes.

Como no volume 1, destacou algumas canções que julgaram mais representativas, explicando em breves comentários a importância e o alcance de cada uma. Além disso, uma lista de outros sucessos daquele ano, tanto nacionais, quanto internacionais, explicando um pouco sobre a história cultural do país que respira neste período a Bossa nova, a Jovem Guarda, a Tropicália, os Festivais, o Clube da esquina, o Rock nacional dos anos 80, Grandes sambistas, entre outros. É possível que alguém, assim como eu, sinta falta de tal canção ou citação de artista ou banda desta época, mas não é discutível dizer que estamos falando do período mais rico de nossa música nacional.

Depois de lido os dois volumes compreendo melhor a importância de ter visto logo o primeiro, para entender a sequência do segundo volume que aborda meus artistas favoritos: Tom, Vinícius, vários Joãos, Chico, Caetano, Gil, Ivan, Roberto, Erasmo, Paulinho, Gal, Bethânia, Rita, Simone, Elis, Milton, Tim, Fagner, Lulu, Fábio, Roupa nova, etc. A pesquisa para os dois livros começou em 1986 e se limitaram até o ano anterior, não considerando relevância no que aconteceu nos 12 anos seguintes, o que poderia proporcionar um terceiro volume. Fato lamentável, mas que não arranha a importância histórica destes valiosos trabalhos!

Um forte abraço a todos!

segunda-feira, 3 de novembro de 2025

♫Clube da esquina nº 2♫

Algumas canções por si já dizem tudo. Outras ainda alcançam a genialidade de, em uma frase dizer tudo. Há ainda outras que em várias frases dizem tudo. Essa canção foi feita pelo Milton lá em 1972 apenas com sua bela melodia. Anos mais tarde, a pedido de Nana Caymmi, Lô e Márcio Borges colocaram letra e, simplesmente, temos um clássico e um mantra! Conste que existe outra canção dos mesmos autores com o título Clube da esquina e, por isso, nesta temos o "nº 2".

De fato, a melodia é bela, triste, melancólica, sempre me remete a solidão de um fim de tarde numa praia calma. E a letra aborda uma época de repressão da ditadura militar, destacando a resistência e a força do ser, a necessidade de não desistir de seus sonhos, das lutas de tantos que habitam as cidades e que precisam apenas crer na força interior e seguir na batalha dessa estrada de incertezas que é a vida. Adoro a interpretação dada pelo Flávio Venturini e, claro, as de Milton, sobretudo pelos seus impecáveis vocais. Quando fiz essa postagem não imaginei que hoje nos despediríamos do Lô, a quem, modestamente, prestamos nossa homenagem e nosso agradecimento por tamanha obra!

Clube da esquina nº 2
Milton Nascimento, Lô Borges e Márcio Borges

Porque se chamava moço
Também se chamava estrada
Viagem de ventania
Nem lembra se olhou pra trás
Ao primeiro passo, aço, aço, aço, aço...

Porque se chamavam homens
Também se chamavam sonhos
E sonhos não envelhecem
Em meio a tantos gases lacrimogênios
Ficam calmos, calmos, calmos, calmos...

E lá se vai mais um dia...

E basta contar compasso
E basta contar consigo
Que a chama não tem pavio
De tudo se faz canção
E o coração na curva
De um rio, rio, rio, rio, rio...

E lá se vai mais um dia...

E o rio de asfalto e gente
Entorna pelas ladeiras
Entope o meio-fio
Esquina mais de um milhão
Quero ver então a gente, gente, gente, gente...

E lá se vai mais um dia...

Um forte abraço a todos!