quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Jamais estive tão segura de mim mesma...

Natural de São Benedito do Rio Preto/MA, Rita Ribeiro é uma das cantoras e compositoras contemporâneas de maior destaque na nova música brasileira. Aos cinco anos mudou-se para a capital São Luís e aos quinze já trabalhava sua voz. No início dos anos 80 participava de grupos vocais, mas sem perspectivas, migrou para São Paulo no fim da década de 80.

Seu primeiro trabalho foi lançado apenas em 1997 com a ajuda de Zeca Baleiro na produção e na composição de cinco faixas, dentre elas, Lenha, que mais tarde seria regravada por Simone. E entre sucessos posteriores lançados, podemos destacar Contra o tempo, Românticos, Jamais estive tão segura de mim mesma, Uma noite sem você, Pensar em você, Caminhos do sol, Oração ao tempo, De tanto amor, Impossível acreditar que perdi você, Morena de Ângola, etc.

Navegando por diversos compositores que vão de Wander  Lee a Chico Buarque, passando por Caetano, Chico César e Márcio Greyck, Rita possui um público cativo que a acompanha em seus shows país afora. Também obteve grandes destaques como intérprete, sendo uma das melhores atualmente e é bom saber que a música brasileira revela grandes nomes como o seu para a atualidade!

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Eu amanheço pensando em ti...

A Rede Globo está exibindo a minissérie Dalva & Herivelto. Da mesma forma que ano passado obteve êxito com Maysa, aposta nessa nova produção. Já abordamos Dalva de Oliveira no dia 19/03/2009 (é só buscar ou procurar nos arquivos de março). Portanto, vamos nos deter um pouco sobre Herivelto. Natural de Engenheiro Paulo de Frontin/RJ, Herivelto de Oliveira Martins foi um dos grandes cantores, compositores e músicos desse país.

Seu pai reunia grupos teatrais e encontrava aí suas primeiras aspirações artísticas. Foi o teatro que o apontou para instrumentos musicais, chegando a tocar piston e depois cavaquinho e violão. Já envolvido com música e depois de seu primeiro casamento, conheceu Dalva de Oliveira, com quem casou-se e teve um filho que também seria um futuro cantor: Pery Ribeiro. Após a separação, criaram polêmicas musicais com suas criações.

Destaque no mundo do samba, sendo regravado por grandes nomes como Nelson Gonçalves, Silvio Caldas, Francisco Alves, Maria Bethânia, João Gilberto, Miúcha, Gal Gosta, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Ney Matogrosso e Carmem Miranda, entre seus sucessos podemos citar Cabelos brancos, Atiraste uma pedra, Ave Maria no Morro, Adeus, Bom dia, Izaura, Caminhemos, O último tango, Palhaço, Pensando em ti, Que rei sou eu?, Se é por falta de Adeus, Mamãe, Da cor do meu violão, Praça das onze, entre outros que devem ser relembrados nesses dias nessa minissérie tão bem-vinda!

Um forte abraço a todos!

domingo, 3 de janeiro de 2010

O Caminho das nuvens

Janeiro é mês de férias, bom para nos dedicamos a ouvir as canções que tanto gostamos e também apreciarmos outras artes, como o cinema. Durante esse mês vou indicar alguns filmes que se relacionam com a música brasileira. É o caso por exemplo de O Caminho das Nuvens. Produzido por Fábio Barreto e lançado em 2003, o filme traz na trilha sonora canções do Roberto Carlos, além de ser dedicado a este, embora nada tenha a ver com a história de sua majestade.

Com Wagner Moura, Cláudia Abreu, Carol Castro e Sidney Magal no elenco, entre outros, é baseado na história real de Cícero Ferreira Dias. Ex-caminhoneiro parte do interior da Paraíba, com a família (esposa e cinco filhos), percorrendo várias cidades como Juazeiro do Norte, Porto Seguro e chegando ao Rio de Janeiro. Tudo isso de bicicletas e em busca de um ilusório emprego que o rendesse R$ 1.000,00 mensais para garantir vida digna à família.

A relação entre pai e filho mais velho também é evidenciada na trama e vai crescendo com esta. As  canções do Roberto entram em cena em alguns momentos da viagem em que a mãe canta em bares para arrumar alguns trocados no caminho. E o rei também empresta clássicos como Amor sem limite, Como é grande o meu amor por você e As curvas da estrada de Santos para a trilha sonora. Uma dica para se aliar à pipoca e a curiosidade de como termina a trama!

Um forte abraço a todos!

sábado, 2 de janeiro de 2010

Novo tempo

Ano novo, vida nova! Feliz 2010 a todos! E começamos o ano com essa mensagem do Ivan Lins lá de 1985. Novo tempo saudava a Nova República. O Brasil, após anos de ditadura, finalmente se encontrava com a tão sonhada redemocratização. O povo voltava a ter escolhas, a planejar seu futuro. E é isso que começamos a fazer em 2010, planejamos nosso futuro.

Após aproximadamente 25 anos do lançamento dessa canção, nos perguntamos, será que chegamos ao Novo tempo? Após 25 anos de democracia, vemos que não somos adultos no setor política, mas apenas engatinhamos. Entretanto estamos em ano eleitoral, em ano de Copa do mundo, em ano de novas lutas e o Novo tempo já é hoje, portanto, como diz a canção, "estamos mais vivos pra nos socorrer...". E é esta união que desejamos para nossas lutas cotidianas!

Novo tempo
(Ivan Lins e Vítor Martins)

No novo tempo, apesar dos castigos
Estamos crescidos, estamos atentos, estamos mais vivos
Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer

No novo tempo, apesar dos perigos
Da força mais bruta, da noite que assusta, estamos na luta
Pra sobreviver, pra sobreviver, pra sobreviver

Pra que nossa esperança seja mais que a vingança
Seja sempre um caminho que se deixa de herança

No novo tempo, apesar dos castigos
De toda fadiga, de toda injustiça, estamos na briga
Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer

No novo tempo, apesar dos perigos
De todos os pecados, de todos enganos, estamos marcados
Pra sobreviver, pra sobreviver, pra sobreviver

No novo tempo, apesar dos castigos
Estamos em cena, estamos nas ruas, quebrando as algemas
Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer

No novo tempo, apesar dos perigos
A gente se encontra cantando na praça, fazendo pirraça
Pra sobreviver, pra sobreviver, pra sobreviver...

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Um brinde à Música Brasileira!!!

Mais uma vez, requisitei meu amigo Vinícius Faustini, esse grande jornalista, para um bate-papo, dessa vez sobre o Blog Música do Brasil, que recentemente completou dois anos, sempre me proporcionando um trabalho prazeroso. Deixo para vocês como o último post do ano, sempre na esperança que apreciem e que possamos contar com sua visita, sua contribuição e parceria, para que juntos, continuemos em 2010 a falar sobre esse tema que é nossa paixão:  Um brinde à Música Brasileira.

A entrevista:

Vinícius Faustini - Everaldo, o Música do Brasil chega ao seu segundo ano de existência. Você acha que ele conseguiu abranger todos os cantos do país?

Everaldo Farias - Vinícius, não sei se ele abrangeu todos os cantos do país, mas procurei falar sobre vários músicos de todos os lugares desse país e sobre seus trabalhos, sem qualquer discriminação e creio que, pelos números que ele apresenta (quase 500 postagens e pouco mais de 100 mil acessos) posso dizer que se mostra como um êxito pessoal e fico muito satisfeito com seus resultados.

Vinícius Faustini - Hoje as páginas eletrônicas especializadas e as revistas costumam colocar em evidência somente artistas que estão em nível nacional. Você acredita que o regionalismo pode ser uma boa alternativa na música divulgada em outros meios, como a Internet e páginas de relacionamentos?

Everaldo Farias - Eu acredito que podemos falar de todos os artistas de forma interligada. As influências atravessam regiões geográficas. Você fala de um Luiz Gonzaga por exemplo e todo o país o conhece. A internet, as mídias de um modo geral servem para estreitar essas distâncias geográficas e também a cultura entre os povos, transformando o país no ecletismo rico que é, além de divulgar o trabalho de novos artistas locais.

Vinícius Faustini - Falar em ecletismo, um artista que passou por várias formas da Música Popular Brasileira completou 50 anos de carreira em 2009: ROBERTO CARLOS. Ele e suas canções são postados constantemente no Música do Brasil. Pra você, Roberto é o símbolo do povo brasileiro em letra e melodia?

Everaldo Farias - O Roberto é o que melhor representa os bons sentimentos desse país e isso há cinquenta anos. Um recorde, o maior artista da música brasileira de todos os tempos. Aliás, o Blog nada mais é que uma simples homenagem a isso. E tudo resumo quando digo que ali está o que aprendi com o Roberto! Foi ele, com seu ecletismo e gosto popular que me ensinou a cultuar desde Chico Buarque e João Gilberto até Adilson Ramos e Nando Cordel, na mesma proporção de admiração e respeito. Em todos encontro um pouquinho de Roberto Carlos, que conclui recentemente que é o meu papai noel que todo ano vem de azul para me trazer a felicidade musical no Natal.

Vinícius Faustini - O gosto popular, aliás, foi alvo de algumas críticas nestes dois anos do Música do Brasil, com o alvo direcionado a artistas sertanejos. Você acredita que suas postagens ajudaram a evidenciar um preconceito?

Everaldo Farias - Com certeza e isso é muito triste. Não acho que devamos gostar de tudo. Nem todos os artistas que comento sou apreciador de seu trabalho. Mas, por suas contribuições, merecem nosso respeito! Tem gente que gosta! E um artista, por representar determinado gênero não pode ser considerado menor apenas porque não condiz com meu gosto pessoal ou apresenta um trabalho ao qual não aprecio , pois isso acaba gerando constrangimento em pessoas inocentes, em fãs desses artistas! Acho até uma desumanidade por parte de alguns quando apresentam elevadas críticas desnecessárias, afinal de contas, por trás do artista há também o ser humano que merece respeito, pois assim Deus nos ensinou! Mas, isso tem representado fatos menores e raros atualmente, graças a Deus!

Vinícius Faustini - Além de cantores e músicos, o Música do Brasil tem dedicado espaço aos compositores brasileiros. O que você descobriu ao resgatar os grandes letristas do país?

Everaldo Farias - Que não temos conhecimentos desses artistas valiosos. Tem uns por exemplo, que já compuseram mais de trezentos sucessos e mesmo assim vivem no anonimato. Acho isso injusto e tento, de minha forma, divulgar um pouco e geralmente os comentários são sempre os mesmos: conhecia essas músicas mas, não sabia de quem era!

Vinícius Faustini - Atualmente, você tem destacado também instrumentistas em suas postagens. Isto se deve à aproximação com a música do maestro Eduardo Lages?

Everaldo Farias - Pelos dois motivos: o primeiro, pela falta de divulgação dos nossos grandes músicos brasileiros, que não devem nada aos estrangeiros, e também por ser apreciador do trabalho do maior maestro desse país, a elegância em forma musical Eduardo Lages, com quem aprendi muita coisa, não apenas com o extraordinário artista, mas também com o exemplo de ser humano que ele é.

Vinícius Faustini - Cantores, instrumentistas, compositores... Qual destes artistas brasileiros ainda merecem ser explorados pelas postagens do Música do Brasil?

Everaldo Farias - Todos, seus cds, seus dvds, suas canções, curiosidades, etc. Tenho o objetivo de fazer algo que seja referência para se conhecer o que de melhor temos: a riquíssima e eclética musica brasileira. Já falei de muita gente e tem muita gente ainda na fila. Gente que fez, gente que faz e que não tem espaço na mídia.

Vinícius Faustini - Quais joias da riquíssima Música Popular Brasileira merecem ser lapidadas em seu blogue?

Everaldo Farias - Os artistas que mais aprecio, que tenho mais cds e dvds estão em mais evidência, aparecem em mais postagens, Mas, tem espaço para todos, antigos e novos, todos os ritmos. Por aqui desfila a música brasileira e a história desta.

Vinícius Faustini - Nesta sua pesquisa por todos os ritmos brasileiros, você se pegou surpreendido com algum artista ou alguma canção? Digo de você ter uma ideia pré-concebida sobre determinado ícone da nossa música e mudar de opinião depois de conhecer detalhadamente sua obra.

Everaldo Farias - Os mais antigos, conheço pouco, digo os de antes da década de 50. E geralmente aprendo com tudo que pesquiso. Conheci melhor muita gente e tive a oportunidade de deixar minhas impressões sobre outros momentos, como por exemplo quando assisti a um show da Elba Ramalho lá em Limoeiro. Pensei que ela chegaria, cantaria pouco e iria embora, mas me surpreendeu sendo muito profissional e fez um belíssimo show. Os shows do Roberto, meu encontro com o Eduardo Lages, o projeto que iniciei esse ano cantando em Institutos de idosos, tudo isso foi interessante e emocionante de relatar e compartilhar com os amigos que são generosos em seus comentários.

Vinícius Faustini - Artistas, séries sobre discos, letras, compositores, músicos... Há alguma nova série musical prevista para a sequência do Música do Brasil?

Everaldo Farias - Bom, ainda quero falar sobre programas e shows que passaram sobre os nossos grandes nomes. Quero também abordar os encontros de nossos ídolos, quando as estrelas se encontram, seja em discos, shows, composições, etc. E vez por outra pinta alguma ideia de nova série, porque música é sempre um tema muito inspirador pra todos.

Vinícius Faustini - Certamente, novos presentes para os leitores do Música do Brasil. O terceiro ano do seu blogue promete!

Everaldo Farias - Vinícius, quero agradecer mais uma vez a honra que você me concede ao realizar esse trabalho comigo. Quero desejar a todos uma ótima passagem de ano e que 2010 seja um tempo repleto de saúde, paz, amor e muita música em nosso coração!

Um forte abraço e Feliz 2010 a todos!

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Músicas para Ano Novo

Ano novo é sempre igual, quer dizer, festa de reveillon é sempre a mesma. E as tradições também se mantém durante essa época. Vista apenas como uma passagem numérica e ao mesmo tempo como um recomeço, onde abandonamos o passado e projetamos o futuro, essa festividade é muito comemorada aqui no Brasil. No quesito canções para ano novo, fica uma observação um tanto curiosa: quase não temos canções para essa festividade. O que realmente ouvimos são ritmos típicos de festas carnavalescas. É como se a festa de ano novo por si só não sobrevivesse, herdando tradições do Natal, que passou já há uma semana, e servisse apenas de trampolim para que as pessoas possam começar a frevar ou sambar.

É claro que temos as surradas Adeus ano velho, Está chegando a hora e Marcas do que se foi (esse ano, quero paz no meu coração...). E, também uma chuva de machinhas carnavalescas e frevos (aqui é a terra do frevo) como Taí, Cidade maravilhosa, Vassourinhas, Me dá um dinheiro aí, As águas vão rolar, Chiquita bacana, Aurora, A jardineira, Saca-rolhas, entre outras que levam a pensar se não é esse um post sobre músicas carnavalescas (que já aconteceu anteriormente). Mas, nada que caracterize de uma forma autêntica e original essa festa de término de um ano e começo do outro.

Acho que poucos ousaram fazer canções para essa festividade. E quem tentou ficou apenas na tentativa, pois penetrar em uma tradição não é mesmo fácil. Nem explicável. Nunca entendi porque a canção Vou festejar, de Jorge Aragão, na voz de Beth Carvalho, que gosto muito, toca sem parar durante essa passagem. Acredito que seja por seu ritmo de desejar uma festa, pois a letra evoca uma vingança amorosa e um sentimento nada bom para se começar o ano. Mas, tudo deve mesmo se explicar com o ritmo carnavalesco em torno de um povo que adora carnaval e vê essa passagem apenas como uma prévia de outras que virão nos intervalos do suado trabalho.

Um forte abraço a todos!

domingo, 27 de dezembro de 2009

Os Músicos do Brasil - 5

Um dos mais conceituados músicos desse país chamas-se Jaques Morelenbaum, natural do Rio de Janeiro e o homenageado da série Os Músicos do Brasil. Filho de maestro e de professora de piano, irmão de clarinetista e também de maestro e casado com cantora, Jaques respira música desde o berço, o que proporciona à música brasileira, um de seus mais refinados trabalhos apresentados por ele.

Iniciou sua carreira como integrante do grupo musical A barca do sol. Mas, foi trabalhando na banda de Tom Jobim, de 84 a 94, que se consolidou. Paralelo a isso, também trabalhou com Egberto Gismonti e posteriormente com Caetano Veloso. Além destes, também atuou em discos de artistas como Gal Costa, Milton Nascimento, Chico Buarque, Ivan Lins, Paula Morelenbaum, Roberto Carlos, Skank, Barão Vermelho, Titãs, Marisa Monte, Beto Guedes, Gilberto Gil, Tim Maia, entre outros.

Maestro, violoncelista, arranjador, produtor musical e compositor, Jaques também foi destaque em trilhas sonoras de filmes do cinema nacional como O quatrilho, Tieta do Agreste, Orfeu do Carnaval e Central do Brasil, sendo bastante premiado por essas atuações. Após a morte de Tom, formou com Daniel e Paulo Jobim e com sua esposa Paula Morelenbaum, o quarteto Jobim Morelenbaum, apresentando vários shows com repertório do mestre, nos anos 90. E tudo isso é apenas um amostra onde são citados fatos envolvendo esse extraordinário nome da nossa música, que vem hoje para enriquecer nossa série.

Um forte abraço a todos!