sábado, 1 de maio de 2010

É

Em um dia como esse em que celebramos o dia do trabalho, vale a pena dizer, através de canção, para que viemos, para que estamos aqui, trabalhando e colhendo os frutos de um trabalho árduo, muitas vezes, em condições precárias que certos sistemas nos oferecem e algumas estruturas com as quais podemos contar.

É do nosso trabalho que tiramos nosso sustento, nossa felicidade. Precisamos seguir uma paz profissional para que o trabalho não deixe de ser um prazer e passe a ser um peso, uma cruz. É certo que vários fatores, de repente até companheiros podem dificultar nosso cotidiano profissional, mas precisamos estar conscientes do nosso papel como diz essas e tantas outras canções celebradas no dia de hoje, especialmente desse grande compositor que é nosso Gonzaguinha.

É
(Gonzaga Jr.)

É, a gente quer valer o nosso amor
A gente quer valer nosso suor
A gente quer valer nosso humor
A gente quer do bom e do melhor
A gente quer carinho e atenção
A gente quer calor no coração
A gente quer suar, mas de prazer
A gente quer é ter muita saúde
A gente quer viver a liberdade
A gente quer viver felicidade

É, a gente não tem cara de panaca
A gente não tem jeito de babaca
A gente não está com
A bunda exposta na janela
Pra passar a mão nela

É, a gente quer viver pleno direito
A gente quer é ter todo respeito
A gente quer viver uma nação
A gente quer é ser um cidadão
É, é, é, é, é, é, é, é...

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Os compositores do Brasil - 26

Desde 1973, quando compôs Abre alas com Ivan Lins, Vítor Martins tornou-se um dos melhores nomes desse ramo. E essa referência não é algo vão, pois temos grandes clássicos dessa dupla em que figura o nome desse grande compositor, homenageado nessa série.

Com Ivan, Vítor tem quase que exclusividade em grandes canções como Anjo de mim, Bandeira do divino, Cartomante, Começar de novo, Desesperar jamais, Dinorah Dinorah, Lembra de mim, Formigueiro, Sede dos marujos, Vitoriosa, Ai ai ai ai, Bilhete, Daquilo que eu sei, Lua soberana, Meu país, Somos todos iguais esta noite, Vieste, Guarde nos olhos, entre outras que foram interpretadas também por outros grandes nomes como Elis Regina, Simone, Fafá de Belém, Tim Maia, Zizi Possi, Emílio Santiago, Nana Caymmi, George Benson, Sarah Vaughan, Ella Fitzgerald, Barbra Streisand e Quincy Jones.

Com mais de trinta anos de parceria, pensar no grande músico e grande intérprete que Ivan Lins representa é chover no molhado, mas não podemos esquecer de seu parceiro em grandes composições que se tornaram clássicos da nossa música e embalam nossa trilha sonora.

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 27 de abril de 2010

Os Músicos do Brasil - 9

Mais um dos grandes músicos que esse país tem e que é pouco conhecido entre as pessoas que não se ligam muito em produção de cds, mas seu trabalho ecoa em várias gravações durante várias décadas: o pianista Lincoln Olivetti. Natural de Nilópolis/RJ, iniciou seus estudos no piano ainda pequeno. Em seu trabalho também se destaca como produtor, maestro e tecladista, sobretudo realizado em parceria com o guitarrista Robson Jorge, com quem também já compôs.

Já produziu ou trabalhou em discos de artistas como Gal Costa, Gilberto Gil, Tim Maia, Jorge Benjor, Rita Lee, Roberto Carlos, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Ângela Rô Rô, Zizi Possi, Fagner, Wando, Roupa Nova, Joanna, Ed Motta, Lulu Santos, entre vários outros, sendo conhecido como “o feiticeiro dos estúdios" e "o mago do pop".

É daqueles músicos referências em várias gravações, arranjos ou composições, entre as quais, destacam-se Amor perfeito, Canção do sonho bom, De coração pra coração, Eu e ela, Não vá, Tente viver sem mim, Você na minha mente, entre outras. É com base em trabalhos como os seus que plantamos a certeza que não precisamos apenas olhar lá pra fora para conhecermos bons músicos.

Um forte abraço a todos!

domingo, 25 de abril de 2010

Olhando as estrelas - 3

A série Olhando as estrelas presta homenagem a um dos melhores encontros que a música brasileira pode nos oferecer: Luiz Gonzaga e Dominguinhos. O encontro entre o mestre e seu pupilo renderam lindas apresentações e até hoje rendem bons frutos, pois Sr. Domingos continua em suas apresentações lembrando o mestre e se tornou seu maior e melhor intérprete. Basta averiguar isso em seu mais recente dvd ou procurar pelo cd 1997 vol 1 e 2 em que Dominguinhos, com convidados, interpreta os sucessos do rei do baião, ambos já abordado aqui pelo blog. (é só procurar nos arquivos)

Gonzaga e Dominguinhos se conheceram ainda na década de 50, quando o primeiro já era o rei do baião e o segundo, apenas um menino pobre que tocava sanfona com seus irmãos em Garanhuns/PE. Sensibilizado com aquele garoto, Sr. Luiz o deu de presente uma sanfona que foi sua salvação. Depois, em viagem de caminhão, Dominguinhos conseguiu chegar ao Rio e foi logo procurar seu padrinho musical, de quem nunca se separou.

Aqui no Nordeste, ambos são referências e um deu continuidade ao trabalho do outro, graças a Deus. Temos um Gonzaga eterno e temos um Dominguinhos eterno. Dois músicos imensos que honram nossa região em qualquer parte do mundo, fiéis a uma cultura regionalista que aprenderam a divulgar com a mesma paixão que tem pela arte musical que propagam pra sempre! Imagens "pescadas" do site http://www.luizluagonzaga.mus.br/, onde encontramos várias informações em relação a carreira do rei do baião.

Um forte abraço a todos!

sábado, 24 de abril de 2010

A tua vida é uma linda canção de amor...

Eis uma cantora que viveu pouco, mas foi super importante para a música brasileira em seu tempo, sobretudo para a Bossa Nova. Estou falando de Sylvia Telles, irmã do cantor e compositor Mário Telles que foi sucesso na década de 60. Natural do Rio de Janeiro, Sylvia viveu pouco sua fama, falecendo em um acidente automobilístico em 1966.

Sylvia imoralizou-se como grande intérprete da Bossa Nova, considerada uma das precursoras desse movimento por conta da gravação de Foi a noite, de Tom Jobim. Só se encontram clássicos em seu repertório: Chove lá fora, Se todos fossem iguais a você, Estrada do sol, Dindi, A felicidade, O que tinha de ser, Sem você, Manhã de carnaval, Corcovado, Insensatez, Por causa de você, entre outras, se tornando a principal intérprete de Tom Jobim nos anos 60.

Foi Sylvinha também quem primeiro prestou atenção em Roberto Carlos, quando todos os chamados intelectuais da época o ignoravam, inclusive alguns que depois se tornaram seus seguidores até hoje. Sylvinha pediu para seu irmão uma letra para a canção Não quero ver você triste, até então apenas declamada. Essa versão cantada já foi interpretada por outros nomes como Marisa Monte e Joanna. Fica a lembrança de uma artista que tinha visão e faro para a sempre boa música.

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Aniversário do Brasil!!!

Lembro que na escola da infância, muito se comemorava o dia 22/04 como sendo aniversário do Brasil, dia de seu descobrimento. História a parte, uma onda ufanista verde e amarela tomava conta de todos nós e comemorávamos esse dia como um feriado. Era como se fosse dia de jogo da seleção e várias pessoas usavam as cores oficiais da bandeira.

Na verdade, dá saudade de ver comemorações mais saudáveis como essas, sobretudo porque alguns se dividem entre a Aquarela do Brasil, de Ary Barroso e Brasil, de Cazuza. A primeira exalta as belezas dessa terra, que muitas vezes esquecemos: seus coqueiros, o samba, suas danças, seus folclores, seus amores, suas boas histórias e culturas. A segunda, critica as más condições sociais, econômicas e sobretudo, políticas desse país.

Temos outras canções ufanistas como o Verde amarelo do rei ou Canta Brasil de David Nasser, por exemplo. E como em toda festa reinam a paz e a alegria entre os povos, entre os que comemoram, nada mais justo, a meu ver, que celebrarmos essa data com o maior clássico brasileiro de todos os tempos:

Aquarela do Brasil
(Ary Barroso)

Brasil!
Meu Brasil Brasileiro
Mulato inzoneiro
Vou cantar-te nos meus versos

Brasil, samba que dá
Bamboleio, que faz gingá
O Brasil do meu amor
Terra de Nosso Senhor

Abre a cortina do passado
Tira a mãe preta do cerrado
Bota o rei congo no congado

Canta de novo o trovador
A merencória à luz da lua
Toda canção do seu amor

Quero ver essa dona caminhando
Pelos salões arrastando
O seu vestido rendado
Esse coqueiro que dá côco
Onde amarro minha rede
Nas noites claras de luar

Por essas fontes murmurantes
Onde eu mato a minha sede
Onde a lua vem brincar

Esse Brasil lindo e trigueiro
É o meu Brasil Brasileiro
Terra de samba e pandeiro...

Brasil!
Terra boa e gostosa
Da morena sestrosa
De olhar indiferente

Brasil, samba que dá
Para o mundo se admirar
O Brasil, do meu amor
Terra de Nosso Senhor
Brasil!

Um forte abraço a todos!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Que bobo eu sou...

Semana passada, estávamos em um shopping minha noiva e eu. Sentamos para lanchar e ao fundo, tocava um músico local, em seu piano. De repente, este começou a tocar canções do Roberto e eu, em um súbito de alegria comecei a chamar a atenção de minha noiva para o ambiente, querendo provar, como se fosse uma tese, que tudo tinha tomado ares de felicidade. Bom, tudo isso eu já falei e todos sabem que penso que onde tá tocando Roberto Carlos o ambiente toma ares de felicidade. As pessoas, seus semblantes, os objetos, o ar, as paisagens, enfim, tudo toma bons ares como se em um único instante todas as bênçãos divinas caíssem sobre nossas cabeças em forma de uma cascata sonora e iluminada.

É claro que nada disso na prática acontece. As pessoas seguem seus caminhos, com suas preocupações, com seus problemas. Só eu sigo feliz por pensar que tudo aquilo é verdade e talvez o que fale do mundo exterior seja algo que se resuma apenas a meu mundo interior. Mas, sou feliz com isso e penso que a magia que o trabalho do rei traz para minha vida poderia ser sentida por todos como solução, para ao menos elas pararem, esquecerem seus problemas por alguns instantes e se deliciarem em sons inspirados por Deus para seu instrumento brasileiro mais afinado.

Roberto, eu me dou até o direito de ir além dessa "viagem", como chamam os pensamentos quase absurdos, e pensar que você poderia ler tudo isso e chegar a conclusão que em muitos fãs, sua música, sua obra, sua existência, sua vida traz tanta felicidade todos os dias, nos mais longícuos lugares desse planeta e nos mais variados eventos, nas mais variadas pessoas, incluíndo aí um mero fã que conclue apenas: Que bobo eu sou...

Tenha mais um aniversário abençoado por Deus, sobretudo em momentos tão difíceis como este que você passa! Que você apareça sempre todo de branco, todo de azul e branco. Que mesmo tarde e diante das neblinas, você venha a 120 por hora, com os faróis iluminando a escuridão, nos inspirando coragem em nossa luta cotidiana. Você é o mesmo cabeludo que aparece em nossas ruas e nos deixa felizes e te deixo de presente minha lágrima que escorre nesse momento. Não se preocupe, ela é azul de felicidade por você!

Um forte abraço a todos!