sábado, 14 de novembro de 2009

Não posso ficar nem mais um minuto sem você...

Adoniran Barbosa é o nome artístico de João Rubinato, um dos maiores músicos, ator, cantor e compositor que nossa música teve. Natural de Valinhos/SP, Adoniran Barbosa era um dos personagens que Rubinato apresentava nas rádios e acabou se firmando, pela sua popularidade. Considerado o Noel Rosa paulista, Adoniran foi figura imprescindível para o samba, entrando para a história como um dos maiores nomes da cultura e produção artística paulista.

Suas primeiras composições foram Minha vide se consome e Socorro. Foi nos programas de rádio, se apresentando também fazendo radioteatro, que Adoniran iniciou sua carreira artística. Mais tarde, participa da formação inicial do grupo Demônios da garoa e seu primeiro disco vem em 1951 com os sucessos Os mimosos colibri e Saudosa maloca. Seu primeiro disco solo viria em 1974, registrando antigas e novas canções.

Outros sucessos de sua autoria são Bom dia tristeza, Iracema, Samba do Arnesto, Tiro ao Álvaro, Trem das onze, As mariposas, Aguenta a mão João, Despejo na favela, Malvina, Vila esperança, Torresmo à milanesa, Um samba do bixiga, entre tantas relembradas por outros intérpretes como Elis Regina, Djavan, Gal Costa, Mpb 4 e outros nomes que reconhecem nele mais uma figura fundamental para a história da música brasileira!

Um forte abraço a todos!

2 comentários:

Vinícius Faustini disse...

Adoniran Barbosa popularizou o jeito "errado" do paulistês da Móoca e do Braz, em letras muito bem humoradas, e, o mais interessante, é que algumas delas falavam sobre situações desagradáveis. Casos de "Saudosa maloca", que fala de uma demolição, e de "Iracema", que fala da morte de uma mulher que "travessou contramão" e "hoje vive lá no céu, bem juntinho de Nosso Senhor".

E o pior: as pessoas morrem de rir quando ele fala "hoje tenho apenas suas lente e seus sapato, Iracema, eu perdi seu retrato". Uma das músicas dele teve o refrão transformado em tema de propaganda da cerveja Antarctica: "nós viemo aqui pra beber ou pra conversar?" (a música se chama "Nós viemo aqui pra quê?").

Agora, um dado curiosíssimo: certa vez, o poetinha Vinícius de Moraes desafiou Adoniran a fazer uma música triste. Isto gerou a belíssima canção "Bom dia, tristeza", interpretada com maestria por Maysa.

Bom, Everaldo, já falei demais, homem!

Abraços,

Vinícius Faustini

www.diariodeumsalafrario.blogspot.com

www.emocoesrc.blogspot.com

www.otempoeoplacar.blogspot.com

www.radioquatrolinhas.blogspot.com

Juliana Moura disse...

A MPB é mesmo muito rica e abrangente! Veja que a música constitui um dos espaços mais democráticos da cultura popular brasileira.
Gosto demais de Adoniran Barnosa. Já ouvi uma interpretação de "Tiro ao Álvaro", em que canta acompanhado por uma mulher, acho que Elis Regina. Simplesmente encantador!

Beijos!