domingo, 21 de janeiro de 2018

♫Era uma vez♫

Não há como negar que em 2017 também fomos abençoados com esta grande canção, de Kell Smith. Uma canção que junta tudo de bom, melodia, filosofia, frases reflexivas, algo que nos reconforta e nos faz crer, uma mensagem totalmente positiva, enfim. Torço para que o trabalho desta brilhante artista não pare por aí, mas se ela se tornar autora de um hit só, já valeu a pena, porque a quantos ela não fez bem com essa pérola?

A letra de Era uma vez conta uma história que nos coloca diante de nós mesmos. Diante da infância que não volta, mas que deixou lições e diante da vida atual onde os problemas da infância parecem tão pequenos ou insignificantes frente ao mundo, algumas vezes mal, que conhecemos quando crescemos. E a letra vai descrevendo que a evolução vem com o esforço e a vontade de sempre ter fé e acreditar em nossas superações, pois só assim venceremos nossas dificuldades, como as histórias que lemos quando crianças ou que alguém leu, que no final tudo dá certo quando caminhamos na estrada do bem!

Era uma vez
Kell Smith

Era uma vez,
O dia em que todo dia era bom
Delicioso gosto e o bom gosto
Das nuvens serem feitas de algodão
Dava pra ser herói
No mesmo dia em que escolhia ser vilão
E acabava tudo em lanche, um banho quente
E talvez um arranhão

Dava pra ver
A ingenuidade e a inocência cantando no tom
Milhões de mundos e universos tão reais
Quanto a nossa imaginação
Bastava um colo, um carinho
E o remédio era beijo e proteção
Tudo voltava a ser novo no outro dia
Sem muita preocupação

É que a gente quer crescer
E quando cresce, quer voltar do início
Porque um joelho ralado
Dói bem menos que um coração partido

Dá pra viver
Mesmo depois de descobrir que o mundo ficou mau
É só não permitir que a maldade do mundo
Te pareça normal
Pra não perder a magia de acreditar
Na felicidade real
E entender que ela mora no caminho
E não no final

É que a gente quer crescer
E quando cresce quer voltar do início
Porque um joelho ralado
Dói bem menos que um coração partido

Era uma vez...

Um forte abraço a todos!

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

CD e DVD O grande encontro 3

Lançado em 2000, este projeto volta a ser ao vivo e gravado no Rio de Janeiro. Sem contar com Alceu Valença, desta vez a proposta foi que cada um tivesse um convidado e assim tivemos as participações de Lenine, Moraes Moreira e Belchior. Elba, Zé e Geraldo cantam juntos na maioria das canções: Caravana, Táxi lunar, Petrolina/Juazeiro, Tum tum tum tum/Mulata no coco, Eu vou pra lua/O canto da ema.

Geraldo canta sozinho Dona da minha cabeça e, Canta Brasil, com seu convidado Moraes Moreira. Elba canta sozinha Frisson, Você se lembra, e, Lá e cá, com seu convidado Lenine. Zé canta sozinho A peleja do diabo com o dono do céu e, Garoto de aluguel, com seu convidado Belchior. Geraldo e Zé ainda cantam juntos Galope rasante. Elba e Zé cantam juntos A terceira lâmina.

No DVD, temos ainda Geraldo Azevedo cantando sozinho Bancarola do São Francisco, Zé Ramalho cantando solo Canção agalopada e os três juntos cantando A vida de viajante. O único projeto até então em que foi lançado também o DVD, com encontros históricos. Destaco neste trabalho os solos de Elba nas canções Frisson e Você se lembra. Esta última, a meu ver, ficou definitiva em sua belíssima interpretação!

Um forte abraço a todos!

domingo, 14 de janeiro de 2018

♫Trem bala♫

Esta foi, a meu ver, a melhor canção de 2017. Além de uma grata revelação, a canção alcançou um sucesso estrondoso e espantou até sua compositora, Ana Vilela, que já disse em entrevista ter se admirado com o grande sucesso alcançado de uma canção que foi composta de forma bastante pessoal, em um momento difícil de sua vida.

A letra de Trem bala é uma grata reflexão sobre vários valores e me sinto bastante orgulhoso em ver alguns jovens, aprendendo violão e a cantando por aí. Valores como amizade, esforço, amor próprio, companheirismo, família, sorrisos, tempo, valores humanos que devem sempre serem relembrados em nossas vidas, sobretudo numa gostosa melodia que essa grata canção exala para nós, provando que ainda existe muita gente com muito talento a compartilhar conosco.

Trem bala
Ana Vilela

Não é sobre ter todas as pessoas do mundo pra si
É sobre saber que em algum lugar alguém zela por ti
É sobre cantar e poder escutar mais do que a própria voz
É sobre dançar na chuva de vida que cai sobre nós

É saber se sentir infinito
Num universo tão vasto e bonito, é saber sonhar
Então fazer valer a pena
Cada verso daquele poema sobre acreditar

Não é sobre chegar
No topo do mundo e saber que venceu
É sobre escalar e sentir que o caminho te fortaleceu
É sobre ser abrigo
E também ter morada em outros corações
E assim ter amigos contigo em todas as situações

A gente não pode ter tudo
Qual seria a graça do mundo se fosse assim?
Por isso eu prefiro sorrisos
E os presentes que a vida trouxe pra perto de mim

Não é sobre tudo que o seu dinheiro é capaz de comprar
E sim sobre cada momento, sorriso a se compartilhar
Também não é sobre
Correr contra o tempo pra ter sempre mais
Porque quando menos se espera a vida já ficou pra trás

Segura teu filho no colo
Sorria e abraça os teus pais enquanto estão aqui
Que a vida é trem-bala parceiro
E a gente é só passageiro prestes a partir

Um forte abraço a todos!

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

CD O grande encontro 2

O sucesso da primeira edição foi tão grande que o projeto seguiu para uma segunda edição com canções gravadas em estúdio, agora sem Alceu, que preferiu não participar. Li que cogitou-se substitui-lo por Fagner, fato que não aconteceu. Então tivemos Elba, Geraldo e Zé cantando juntos e alguns duetos, em 12 faixas todas gravadas em estúdio.

Com as três vozes cantando, ora solando, ora juntas, temos as canções Disparada, O princípio do prazer, Pedras e moças, Bicho de 7 cabeças II, Asa branca/A volta da asa branca e Ai que saudade d´Ocê. Elba canta sozinha Canção da despedida, em dueto com Zé as canções Banquete de signos e Eternas ondas e, com Geraldo a canção Canta coração. Geraldo e Zé cantam juntos Miragens e O autor da natureza, mas não cantam nenhuma canção solo.

Apesar de não repetirmos o mesmo sucesso da edição anterior, temos aqui um disco histórico, que reuniu três grandes nomes do nosso cenário nacional, novamente homenageando suas raízes e apresentando grandes interpretações, sobretudo em releituras como O princípio do prazer, Bicho de 7 cabeças II, Canção da despedida e Canta coração, além da participação de grandes músicos nas gravações como Robertinho de Recife, Leo Gandelman e Dominguinhos.

Um forte abraço a todos!

domingo, 7 de janeiro de 2018

♫Saudade da minha terra♫

Pode-se dizer que estamos diante de um verdadeiro clássico sertanejo, daqueles que não podem faltar em qualquer boa moda de viola. Imortalizado por tantos nomes que passam por Tonico e Tinoco, Chitãozinho e Xororó, até por grandes cantores como é o caso do Sérgio Reis que deu a melhor interpretação a esta canção, a meu ver.

Além da pegada tão sertaneja raiz, com direito a solos de gaita e violas, este clássico conta bem sobre a história do Brasil, sobretudo nos anos 60 quando o êxodo regional obrigava famílias a saírem de suas terras em busca de melhorias nas cidades grandes. Alguns se adaptavam numa boa e até esqueciam de suas terras, outros sonhavam voltar e se identificavam com clássicos assim que descrevem tão bem terras e saudades tupiniquins.

Saudade da minha terra
Goiá e Belmonte

De que me adianta viver na cidade
Se a felicidade não me acompanhar
Adeus, paulistinha do meu coração
Lá pro meu sertão, eu quero voltar
Ver a madrugada, quando a passarada
Fazendo alvorada, começa a cantar
Com satisfação, arreio o burrão
Cortando estradão, saio a galopar
E vou escutando o gado berrando
Sabiá cantando no jequitibá

Por Nossa Senhora, meu sertão querido
Vivo arrependido por ter deixado
Esta nova vida aqui na cidade
De tanta saudade, eu tenho chorado
Aqui tem alguém, diz que me quer bem
Mas não me convém, eu tenho pensado
Eu fico com pena, mas esta morena
Não sabe o sistema que eu fui criado
To aqui cantando, de longe escutando
Alguém está chorando com o rádio ligado

Que saudade imensa do campo e do mato
Do manso regato que corta as campinas
Aos domingos ia passear de canoa
Nas lindas lagoas de águas cristalinas
Que doce lembrança daquelas festanças
Onde tinham danças e lindas meninas
Eu vivo hoje em dia sem ter alegria
O mundo judia, mas também ensina
Estou contrariado, mas não derrotado
Eu sou bem guiado pelas mãos divinas

Pra minha mãezinha já telegrafei
E já me cansei de tanto sofrer
Nesta madrugada estarei de partida
Pra terra querida que me viu nascer
Já ouço sonhando o galo cantando
O inhambu piando no escurecer
A lua prateada clareando as estradas
A relva molhada desde o anoitecer
Eu preciso ir pra ver tudo ali
Foi lá que nasci, lá quero morrer

Um forte abraço a todos!

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

CD O grande encontro

Ano passado foi revivido este projeto com um novo lançamento em CD e DVD. Vamos falar agora em janeiro de cada lançamento desta maravilhosa ideia que reuniu os grandes Alceu Valença, Elba Ramalho, Geraldo Azevedo e Zé Ramalho em gravações ao vivo e em estúdio, desde 1996.

O primeiro Grande encontro foi o único que reuniu os quatro, numa gravação ao vivo no Canecão em 1996. A proposta era reunir as grandes vozes nordestinas com alguns de seus maiores sucessos, alguns duetos e seus afinados violões. Mas, os quatro só cantaram mesmo na primeira e na última canção, Sabiá e Banho de cheiro/Frevo mulher. Coração bobo ficou por conta de Zé e Alceu e este último canta sozinho Jacarepaguá blues, Pelas ruas que andei e, com Geraldo, Talismã. Geraldo canta sozinho O ciúme, de Caetano Veloso.

Elba canta sozinho Dia branco, Veja e A prosa impúrpura de Caicó, de Chico César, e Chão de giz (com Zé), Tesoura do desejo (com Alceu) e Chorando e cantando (com Geraldo). Zé Ramalho canta sozinho Admirável gado novo e Trem das sete, de Raul Seixas, e O amanhã é distante (com Geraldo). O disco foi muito bem recebido pela cena nacional, pois vendeu mais de um milhão de cópias, o que rendeu uma turnê e a vontade de continuar o projeto que, acredito que surpreendeu até seus integrantes de forma muito positiva. Lamento não termos um DVD desse show, o que ainda não estava tão em moda quanto hoje.

Um forte abraço a todos!

domingo, 31 de dezembro de 2017

Feliz 2018!!!

Quero desejar a todos os amigos leitores deste modesto espaço uma ótima passagem de ano e que em 2018 os nossos sons estejam bem equalizados, purificados, renovados, atraentes à nossa audição e ao despertar de conhecer e redescobrir coisas tão maravilhosas nesta nossa rica música brasileira, a melhor do planeta!

A todos, o meu muito obrigado pelos comentários, visitas, leituras, críticas, passagem por aqui e que em 2018 possamos continuar juntos nesse passeio por essa arte que tanto nos fascina. Que Deus possa nos abençoar e inspirar nossos artistas a nos apresentarem o que sabem de melhor na lapidação dessa arte chamada música!

Um forte abraço a todos!

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

CD e DVD Alcione Boleros

Pra fechar o ano em termos de lançamentos, temos este grande trabalho saindo do forno da grande Alcione, onde interpreta boleros escolhidos a dedos e lapidados pela sua magistral voz. Gravado no Rio de Janeiro ainda no final do ano passado, o show é dividido por estações, onde nossa sambista extrapola sua veia romântica.

A marrom passeia por eternos sucessos como Gracias a la vida, Recusa (apenas no DVD), Desacostumei de carinho (apenas no DVD), Amor amigo, Sombra do teu sorriso (com a participação de Sylvia Nazareth), Quase, Abandono, Que queres tu de mim, A pérola e o rubi, Apelo, Pra você, Segredo, Quem dera (apenas no DVD), Escríbeme, Devolvi, Besame, Risque, Eu disse adeus, Corsário, além das versões em estúdio de Paixão de Dartagnan (com Alexandre Pires) e Olha, que foi tema da novela A força do querer.

Nada mais gratificante do que um trabalho como este para encerrarmos 2017, onde uma das maiores intérpretes deste planeta (e isso não é exagero algum), nos resgata grandes clássicos, alguns bastante esquecidos, apresentando a novas gerações canções que embalaram muitos apaixonados no passado e que nada impede de revivermos grandes emoções como estas, cantadas e sussurradas pela nossa marrom de todas as estações.

Um forte abraço a todos!

sábado, 23 de dezembro de 2017

Roberto Carlos especial 2017

E ontem, dia 22, foi ao ar mais uma edição do Roberto Carlos especial, programa que desde 1974 encanta a família brasileira e carimba uma tradição natalina na telinha dos brasileiros. O rei veio de azul e branco abraçar seu público, com seus clássicos e seus inusitados convidados, quase acabando com o estoque de lenços país afora (também chorei, discretamente, mas chorei).

Mesmo a letra de Fera ferida, um dos bons resgates do repertório, dizer que ele não vai mudar, nesse show tivemos significativas mudanças: Emoções deu seu lugar de abertura à Força estranha, com direito a início à capela, para na sequência termos Amigo. Mas, o clássico que tanta gente reclama por abrir os shows teve seu momento em um trecho na voz da atriz Ísis Valverde e a deixa para Roberto cantar Sereia, sucesso da novela A força do querer.

Tiago Iorc e Roberto Carlos
Além de Fera ferida, tivemos momentos solos emocionantes com o rei resgatando clássicos como Falando sério (seguindo arranjo original), O côncavo e o convexo e apresentou um novo sucesso de seu próximo álbum em espanhol (Que yo te vea) que, não sei porque não foi exibido! Roberto ainda cantou Detalhes, Desabafo, Outra vez, Se você pensa e Cama e mesa, todas disponíveis apenas no Globo play (quase um novo especial). Com Tiago Iorc, nova promessa da música brasileira, cantou É preciso saber viver e Amei te ver.

Djavan e Roberto Carlos
Não aprecio (e isso não significa que deprecio) o trabalho de Simone e Simaria, mas gostei da participação delas e da emoção em relevar o sabor de estarem ali e cantarem com ele as canções Quando o mel é bom e Eu te amo te amo te amo. E foi com Djavan o ponto alto do show, a meu ver, pois estas duas lendas vivas nos emocionaram com Pétala e As curvas da estrada de Santos (esta bem no swing Djavan). Um outro momento descontraído foi a participação de Érika Ender, uma das compositoras de Despacito, com quem cantou esse sucesso mundial, com direito à participação luxuosa da bateria da Escola de samba Beija-flor. Por fim, Esse cara sou eu e Luz divina (que substituiu Jesus Cristo), pra encerrar o tradicional programa de final de ano que emociona esse e tantos caras e por isso agradecemos a Deus por estes e tantos grandes astros da nossa música, sobretudo por Roberto Carlos, que nos garante mais uma vez esses momentos lindos!

Um forte abraço e um Feliz Natal a todos!

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

CD e DVD Tribalistas 2

Sem sombra de dúvidas a melhor notícia, a melhor surpresa, o melhor trabalho lançado em 2017, o melhor presente de Natal, a meu ver, é este projeto: CD e DVD Tribalistas que, acrescento o número 2 para identificá-lo como segundo projeto que reúne Marisa Monte, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes 15 anos depois do primeiro e exitoso encontro do trio.

Com 10 canções inéditas, algumas mais, outras menos, mas todas belas, a música brasileira estava carente de um CD assim que se escuta do começo ao fim sem definhar de nenhuma faixa: Diáspora, Fora da memória, Um só, Aliança, Tribalivre, Baião do mundo, Ânima, Feliz e saudável, Lutar e vencer e Os peixinhos (com a participação da cantora e compositora portuguesa Carminho), são as dez faixas que seduzem a qualquer amante da boa música brasileira.

No DVD encontramos os bastidores dos ensaios, momentos de gravação, descontração, discussão quanto a títulos e neologismos criados por essas três mentes geniais que ainda contam com grandes músicos neste processo: Pedro Baby, César Mendes e Dadi entram no time para demonstrar que todos podem ser um tribalista, inclusive nós, os ouvintes que vibramos com um trabalho assim e torcemos para que hajam motivos para lançarem os volumes 3, 4, ...!

Um forte abraço a todos!

domingo, 17 de dezembro de 2017

♫Parabéns pra Jesus♫

Chitãozinho e Xororó também gravaram outras canções que nos remetem ao Natal, como esta, no CD do Pe. Marcelo Rossi Canções para o novo milênio, em 2000. Da autoria destes dois grandes compositores Michael Sullivan e Carlos Colla, esta canção também foi regravada por Xuxa e Joanna.

O tema central da letra desta canção deveria ser o tema de todas as Noites Natalinas: mesmo com tanta propaganda, comidas, presentes, festas, estamos diante do sentido maior desta festa onde, em uma noite inesquecível, Deus se fez menino e habita entre nós, para nossa felicidade, para levantarmos ao cairmos, para enxugarmos cada lágrima que nos cai e acreditarmos sempre no melhor!

Parabéns pra Jesus
Michael Sullivan e Carlos Colla

Tudo que nós já vivemos
Tudo que vamos viver
Ele é quem sabe o motivo
Ele é quem pode dizer
Ele é quem sabe a verdade
Ele é quem mostra o caminho
E quem procura por Ele, não vive sozinho

Ele é o pão e o vinho
Ele é o princípio e o fim
Ele é o Rei e o cordeiro
Ele é o não e o sim
Ele só quer alegria, risos e felicidade
E paz na terra aos homens de boa vontade

Vamos cantar parabéns pra Jesus
comemorar parabéns pra Jesus
Nos abraçar nessa noite feliz
Em que o amor ascendeu sua luz

Vamos cantar parabéns pra Jesus
comemorar parabéns pra Jesus
Nos abraçar nessa noite feliz
A estrela guia do céu nos conduz
Parabéns pra Jesus

Ele é o melhor amigo
Ele é o pai e o filho
Ele é maior do que a morte
É o destino e o trilho
Ele é carinho mais doce
Ele é a flor e a semente

Ele é quem sabe o que existe aqui dentro da gente
Ele é a água mais pura
Ele é o sol e o luar
Ele venceu o deserto e andou nas águas do mar
Ele é o mestre dos sábios
Ele é o Rei e o Senhor
Ele por mim deu a vida, em nome do amor

Um forte abraço a todos!

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

CD Luiz Gonzaga Baião de dois

E hoje faz 105 anos de nascimento de Luiz Gonzaga, o eterno rei do baião. Em 2012, comemorando seu centenário, a Sony lançou essa coletânea, em que aproveitava a voz de "Lua" em novos duetos memoráveis, alguns mais comuns como Fagner, Gonzaguinha, Elba Ramalho e Dominguinhos, outros mais inusitados como Zeca Pagodinho, Ivete Sangalo e Zélia Duncan.

É o que temos nas 15 faixas, todas com clássicos de Gonzagão: Asa branca (com Fagner), Siri jogando bola (com Zeca Pagodinho), Forró de cabo a rabo (com Dominguinhos), Nem se despediu de mim (com Ivete Sangalo), Estrada de Canindé (com Chico César), Danado de bom (com Zeca Baleiro), Qui nem jiló (com Zélia Duncan), A volta da asa branca (com Zé Ramalho).

E ainda, temos Deixa a tanga voar (com Jorge de Altinho), Baião de dois (com Alcione), Onde tu tá neném (com Geraldo Azevedo), Paraíba (com Elba Ramalho), Plano piloto (com Alceu Valença), Forró nº 1 (com Gal Costa) e A vida de viajante (com Gonzaguinha). Os dois últimos fonogramas, não foram feitos originalmente para este projeto, sendo aproveitados de gravações anteriores. Com produção de José Milton e do Fagner, temos aqui um grande CD para ouvirmos sempre, em todos os aniversários e festas juninas onde tocam Gonzagão!

Um forte abraço a todos!

sábado, 9 de dezembro de 2017

Blog Música do Brasil - 10º aniversário!!!

E hoje o Blog Música do Brasil faz exatos 10 anos! Não seu autor, que tem um pouquinho mais que uma década, mas lembo quando fiz uma década e fiquei surpreso com o número. E isso também acontece com este espaço. Há dez anos atrás Blog era algo em moda e hoje talvez seja antiquado. Mas, continuo com o mesmo sentimento que descrevi nesses dez anos: a vontade de falar sobre a melhor música do planeta, a brasileira.

Nem a demora em encontrar esses bolos que posto aqui em formato de imagens, mas que nunca os provei, nem as repetições de agradecimentos que faço todo ano me desmotivam a pensar que não há inspiração pra falar o que sinto em uma postagem única. Fico feliz com o formato, com a vontade de continuar, com a vontade de inovar e trazer novidades a alguém que copia, lê ou simplesmente vê de vez em quando o que aqui faço.

Um brinde ao Tom, aos Chicos, ao Milton, ao Caetano, ao Gil, aos Joãos, ao Lulu, aos Paulos, aos Zecas, ao Martinho, aos Jorges, ao Ivan, ao Djavan, ao Fábio, ao Eduardo, aos Carlos, aos Zés, ao Erasmo, aos Gonzagas, ao Fagner, aos Geraldos, ao Lenine, ao Emílio, à Bethânia, à Gal, à Rita, à Alcione, à Marisa, à Ângela, à Zizi, à Simone, à Joanna, à Nana, à Isolda, às Anas, à Adriana, à Elis, à Elba, aos tantos Robertos, que assim como eu, famosos ou anônimos, cantam e encantam esse país e, de vez em quando, passam por aqui em simples palavras que pretendem contar um pouquinho dessa arte que nunca envelhece!

Um forte abraço a todos!

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

DVD A viagem

Foi lançado em 2017 pela Globo Marcas este box contendo 14 DVD´s com um dos maiores sucessos da televisão nos anos 90: a novela A viagem, de Ivani Ribeiro. Originalmente apresentada em 1994 e reprisada posteriormente no Vale a pena ver de novo, A viagem trata de assuntos como vida após a morte, alma gêmea e bons valores como perdão e irmandade.

Com direção de Wolf Maia e um grande elenco que traz Antônio Fagundes, Christiane Torloni, Guilherme Fontes, Maurício Mattar, Miguel Falabela, Lucinha Lins, Suzy Rêgo, Laura Cardoso, Andréa Beltrão, Cláudio Cavalcanti, Nair Belo, Ary Fontoura, Yara Cortês, entre tantos que estão de volta nesse sucesso que, descobri a pouco tempo se tratar de um remake dos anos 70 que conta a linda história de amor entre Diná e Otávio, além da vingança de Alexandre, tudo contado sobre a ótica de que nada termina neste plano.

A trilha sonora traz Roupa nova (A viagem), Fábio Jr. (Esqueça), Milton Nascimento (Beijo partido), Fafá de Belém (Poeira de estrelas), Zeca Pagodinho (Cada um no seu cada um), Patrícia Marx (Quando chove), Yahoo (Caminhos de sol), Blitz (Mais uma de amor), entre outros que trazem a beleza deste clássico das novelas brasileiras.

Um forte abraço a todos!

domingo, 3 de dezembro de 2017

♫Papai Noel de camiseta♫

Começamos dezembro falando de canções natalinas e esta consta no CD do Ivan Lins, do compositor Celso Viáfora, em que aborda canções natalinas sob a ótica brasileira. E esta talvez seja a canção mais representativa dessa temática porque aqui no Brasil tá um calor danado e não teria porque o velho Noel está com toda aquele casaco, símbolo do frio de sua "suposta terra", o Pólo Norte.

E o mais legal é, além de destacar como seria a vestimenta de Noel, enfatizar características de uma festa tão tradicional, mas com uma culinária e cultura toda própria do Brasil, com direito à feijoada, samba do morro de Noel Rosa, doce de leite, pimenta, subúrbio, e uma festa que tenta zerar as diferenças, ao menos no sentimento que ela distribui a todos!

Papai Noel de camiseta
Celso Viáfora

Papai noel irá chegar de camiseta
Metido num chinelo e de bermuda jeans
Tocando agogô invés de uma sineta
Cantando do xará o "palpite infeliz"
Então será Natal
A noite vai ser mais feliz

Estenderá uma toalha na sarjeta
Em qualquer praça de subúrbio do país
Trará cachaça, arroz, feijão, a malagueta
Doce de leite, balas de goma e quindins
Aí será Natal
A noite vai ser mais feliz

E surgirão blocos mirins
De suas camas de jornal
E drag-queens
Os reis magros do carnaval
De pé no chão
Os solitários da paixão
Um tamborim
Alguém trará um violão
Um bandolim
E a multidão vai sambar com a batida dos sinos

Ali no morro nascerá mais um menino
E, no primeiro sol, virão os bem-te-vis
Num dia de natal
A gente pode ser feliz

Um forte abraço a todos!

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Olhando as estrelas - 65

E a série olhando as estrelas aparece mais uma vez trazendo duas das maiores estrelas musicais que possuímos: Caetano Veloso e Gal Costa. Baianos, da Tropicália, começaram a carreira praticamente juntos e penso que poderia atribuir a Gal como sendo a intérprete número um da obra dele, até mais que sua irmã, Maria Bethânia.

Músicas gravadas dele não dá nem pra citar todas, pois uma postagem seria pouco, mas vale lembrar alguns dos grandes sucessos dela como Força estranha, Tá combinado, Coração vagabundo, London london, Você não entende nada, Baby, Dom de iludir, Luz do sol, Vaca profana, Nua ideia, além de todas as canções do álbum Recanto. Em dueto, já cantaram os sucessos Sorte, A luz de Tieta, Tá combinado, entre outros.

Sem sombra de dúvidas, Caetano e Gal possuem carreira de estrelas e isso é incontestável. O encontro entre eles gera sempre alguma ótima surpresa e os amantes da música brasileira desejam que isso aconteça ainda mais, talvez em um novo show ou novas gravações de canções inéditas como sempre tem ocorrido na discografia de nossa diva, com a colaboração de nosso gênio!

Um forte abraço a todos!

domingo, 19 de novembro de 2017

♫Sonífera ilha♫

Um dos primeiros e maiores sucessos da banda Titãs, regravada por outros nomes como Adriana Calcanhoto, Sonífera ilha tornou-se muito mais que clássico da banda, sendo um dos topos do rock nacional. Composta por cinco nomes, atuais e ex-integrantes, foi uma das mais tocadas no ano de seu lançamento, 1984 e até hoje é executada nos shows da banda.

Com uma letra curta, de apenas dois versos que se repetem, mas sem cansar o ouvinte, considero que o melhor desta canção está na sua levada, na sua melodia e no seu rock, sem desmerecer a letra romântica que expressa o desejo de qualquer um em estar num paraíso chamado ilha, com quem se ama e deseja se sintonizar pra sempre!

Sonífera ilha
Marcelo Fromer, Branco Mello, Toni Bellotto, 
Ciro Pessoa e Carlos Barmak

Não posso mais viver assim ao seu ladinho
Por isso colo o meu ouvido no radinho de pilha
Pra te sintonizar sozinha, numa ilha...

Sonífera Ilha!
Descansa meus olhos
Sossega minha boca
Me enche de luz

Um forte abraço a todos!

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

CD José Augusto - Nosso amor é assim

Em 1996 José Augusto lançou um dos melhores discos de sua carreira e o melhor, a meu ver, de toda a década de 90. Intitulado de Nosso amor é assim, a faixa que dá nome ao disco não foi melhor que os grandes sucessos que ficaram deste trabalho como Juro que não vou mais chorar e A minha história, versão da canção italiana La mia storia tra le dita, que Ana Carolina também fez uma diferente versão anos depois em Quem de nós dois, mas que a versão dele está mais próxima do original.

Além destas, temos grandes canções, potenciais sucessos radiofônicos, mas que se perderam no tempo como Mágoa, Fim de semana, Só você (diferente da canção com o mesmo nome lançada em 1989) e Gostoso vai e vem (com participação de Amelinha). Ainda temos as regravações de Espanhola e Eu só quero um xodó, além da canção Prelúdio para um rei, em homenagem a Roberto Carlos.

Completam o trabalho as canções Mãe, Moreninha, Longe da cidade e a faixa título Nosso amor é assim. Um grande trabalho do Zé, que ainda pode ser encontrado nos sebos, já que seus discos estão quase todos fora de catálogo, o que é uma pena, pois muitos fãs deste país admiram seu trabalho e gostariam de adquirir seus discos, sobretudo dos anos 80 e 90.

Um forte abraço a todos!

domingo, 12 de novembro de 2017

♫Meu mundo e nada mais♫

Guilherme Arantes é dono de grandes sucessos que compuseram a trilha sonora de tantos brasileiros, durante os últimos anos, seja nos hits que iam direto para o topo das paradas das rádios, ou alguns que passavam antes pelas trilhas de grandes novelas. Meu mundo e nada mais foi o primeiro grande sucesso dele e pelo que me consta das pesquisas que fiz, foi composta em 1969, mas lançada apenas em 1976, tema da novela Anjo mau.

Já teve várias releituras do Guilherme em shows e também de Daniel e Adriana Calcanhoto, entre outros. Sua letra fala de um dos momentos mais tristes que o ser humano passa: a dor da partida, do término de um relacionamento, onde uma das partes ainda desejaria a continuidade deste. Muitas vezes, as pessoas projetam seu mundo em outras pessoas ou fazem de seu mundo algo muito particular, onde alguns personagens não devem nunca se ausentar dele, como se isso fosse eternamente possível. Talvez nos sonhos, nos pensamentos, mas na vida real, isso pode se romper e a dor é inevitável e seu tamanho imensurável, como diz esse clássico da música brasileira.

Meu mundo e nada mais
Guilherme Arantes

Quando eu fui ferido vi tudo mudar
Das verdades que eu sabia
Só sobraram restos que eu não esqueci
Toda aquela paz que eu tinha

Eu que tinha tudo hoje estou mudo, estou mudado
À meia-noite, à meia luz, pensando
Daria tudo por um modo de esquecer

Eu queria tanto estar no escuro do meu quarto
À meia-noite, à meia luz, sonhando
Daria tudo por meu mundo e nada mais

Não estou bem certo se ainda vou sorrir
Sem um trago de amargura
Como ser mais livre, como ser capaz
De enxergar um novo dia

Um forte abraço a todos!

domingo, 5 de novembro de 2017

♫Maresia♫

Essa é uma clássica canção do repertório da Adriana Calcanhotto, que me fez crer que se tratava de sua autoria até pesquisar e perceber que se trata de um poema de Antônio Cícero, musicado por Paulo Machado e imortalizado pela Adriana já nos anos 2000, embora já tivesse sido gravada anteriormente por Marina Lima, irmã do poeta-autor da canção. Zeca Baleiro obteve bastante êxito com uma regravação recente, numa levada mais "havaí", vamos dizer assim.

A letra de Maresia fala de alguém que sofreu abandono e que vê no cotidiano do marinheiro um desejo de fuga. Deseja a vida nômade do marinheiro como solução do abandono e solidão na qual se sente inserido. Uma vida sem muita dedicação para evitar novas decepções, formas diferentes de encarar a vida e suas contrariedades.

Maresia
Paulo Machado e Antônio Cícero

O meu amor me deixou
levou minha identidade
não sei mais bem onde estou
nem onde há realidade

Ah, se eu fosse marinheiro
era eu quem tinha partido
mas meu coração ligeiro
não se teria partido

ou se partisse colava
com cola de maresia
eu amava e desamava
sem peso e com poesia

Ah, se eu fosse marinheiro
seria doce meu lar
não só o Rio de Janeiro
a imensidão e o mar

leste oeste norte sul
onde um homem se situa
quando o sol sobre o azul
ou quando no mar a lua

não buscaria conforto
nem juntaria dinheiro
um amor em cada porto
Ah, se eu fosse marinheiro...

Um ótimo domingo a todos!

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Vou pra onde você está...

Um artista da nova geração que tá fazendo cada vez mais sucesso e obtendo reconhecimento dos colegas é Tiago Iorc. Natural de Brasília, cresceu em Passo fundo (RS) e, posteriormente em Curitiba (PR), e lançou seu primeiro trabalho em 2008, só com canções em inglês, linha que seguiu no segundo trabalho. Apenas a partir do terceiro álbum, que lança canções em português.

Com grandes parcerias, que passam por Maria Gadu, Sandy e, mais recentemente com Milton Nascimento, já coleciona sucessos como Música inédita, Forasteiro, Coisa linda, Me espera e Amei te ver. O dueto com Milton é mais recente, na belíssima canção Mais bonito não há, parceria de ambos.

Com a música brasileira deixando a desejar em algumas novas criações, com novos artistas sem muita coisa boa para ofertar, é interessante perceber que temos um novo artista assim que apresenta boas canções, algumas já radiofônicas e que se preocupa em apresentar arte, lapidando sempre a nossa boa música brasileira.

Um forte abraço a todos!

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

CD Francis Hime 50 anos

Francis Hime foi outro gênio da nossa música que completou 50 anos de carreira em 2015 e lançou projeto contendo CD e DVD ao vivo de show comemorativo, gravado no Espaço Tom Jobim, no Rio de Janeiro, com seus grandes clássicos, algumas peças e também coisas inéditas.

Entre as peças, temos Fantasia para harpa e orquestra e também Fantasia para violino e orquestra, além da inédita Navega ilumina, parceria com Geraldo Carneiro. E os sucessos que também não poderiam faltar que trazem Amor barato, Sem mais adeus, Minha, Passaredo, Atrás da porta e Trocando em miúdos.

Dono de verdadeiros clássicos, Francis ainda traz outras canções menos executadas de seu repertório como Ilusão, Maria da luz, Amorosa, Sessão da tarde, Breu e graaal, Mistério e Canção apaixonada. No DVD, há ainda interpretações para Anoiteceu, Olha Maria e Sabiá, num projeto que promove comemoração em grande estilo a este excelente artista da nossa música.

Um forte abraço a todos!

domingo, 22 de outubro de 2017

♫Caleidoscópio♫

Os Paralamas do sucesso são sempre uma boa pedida, quando se deseja compreender o pop rock nacional do Brasil, com um alto nível de composição. Uma das minhas preferidas é esta, composta por Herbert Vianna e sempre executada em seus shows.

A letra de Caleidoscópio aborda um amor que chegou ao fim, mas que ainda permanece na mente do personagem da canção de uma forma muito forte e confusa, como uma imagem sem lógica de um caleidoscópio e, de repente, passa a questionar o porquê do fim, se parece necessário estarem mais juntos, por todo o histórico, em parte descrito no decorrer da letra.

Caleidoscópio
Herbert Vianna

Não é preciso apagar a luz
Eu fecho os olhos e tudo vem
Num caleidoscópio sem lógica

Eu quase posso ouvir a tua voz
Eu sinto a tua mão a me guiar
Pela noite a caminho de casa

Quem vai pagar as contas deste amor pagão
Te dar a mão, me trazer à tona prá respirar
Quem vai chamar meu nome
Ou te escutar

Me pedindo prá apagar a luz
Amanheceu, é hora de dormir
Nesse nosso relógio sem órbita

Se tudo tem que terminar assim
Que pelo menos seja até o fim
Prá gente não ter nunca mais que terminar

Um forte abraço a todos!

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

CD Emílio Santiago Bossa Nova

Saudades desse cara e de sua alta qualidade musical. Talvez o melhor cantor de todos os tempos do país, um dia resolveu associar seu canto ao ritmo mais brasileiro do mundo todo e o que resultou? Este maravilhoso trabalho onde Emílio Santiago canta sucessos da Bossa Nova e, ou associados a este movimento.

O que dizer de interpretações únicas dadas a clássicos como Corcovado, Você e eu, Insensatez, Doce viver, Rio, Manhã de carnaval, A felicidade, Bateu pra trás, Faixa de cetim, Canto de Ossanha, A volta, Naquela estação, Aula de matemática, Chuva e Garota de Ipanema? Depois de sua gravação fica difícil alguém querer acrescentar algo!

Lançado em 2000, não podemos dizer que não dispomos de boas coisas neste século. No formato CD e DVD, temos aqui um ótimo presente para qualquer instante que se deseje conhecer um pouco mais da nossa música e de seu maior intérprete!

Um forte abraço a todos!

domingo, 15 de outubro de 2017

♫É tão sublime o amor♫

Dia dos professores e o Blog traz hoje mais um sucesso do cara que sempre foi considerado "o professor" da MPB, o saudoso Cauby Peixoto. Numa regravação de 1997, com grande arranjo, Cauby assina a versão definitiva desse clássico de seu repertório, É tão sublime o amor, gravado originalmente por ele em 1956.

E um dos sucessos mais românticos de seu repertório, que aclama o amor como algo maior entre duas almas apaixonadas, pode ser usado também em uma dia comemorativo como este, um sublime amor, que pode ser traduzido também no amor pela profissão que cada um tem, sobretudo os profissionais de sala de aula. Essa canção simplesmente lembra que, apesar dos pesares, sempre serão inesquecíveis seus grandes professores, seus amores e Cauby!

É tão sublime o amor (Love is a many splendored thing)
Paul Webster, Sammy Fain e Alberto de Almeida

É tão sublime o amor
O amor que tem da meiga flor o perfume, a cor
Uma estrada tão florida
Razões da própria vida
O sonho mais feliz de um sonhador

Foi só depois que te encontrei
Que aprendi a ver no nosso amor
A suprema lei
E não pode haver ninguém no mundo,
Seja lá quem for,
Sorrindo sem ter um grande amor

Um forte abraço a todos!

domingo, 8 de outubro de 2017

♫Olhar matreiro♫

Cazuza sempre foi um poeta surpreendente e, de repente, encontramos algumas coisas que nos faz crer que sua obra ainda renderá por muito tempo. É o caso dessa canção, dobradinha com o Fagner, ainda nos anos 80, que permaneceu inédita até 2001, quando o cearense a gravou brilhantemente no CD lançado naquele ano.

E, sem desmerecer uma nota musical à interpretação magistral do Fagner, queria ouvir o próprio Cazuza a cantando, por sentir que a letra parece tanto com ele, com seu jeito de contar as coisas e seu romantismo próprio. Uma canção que fala de uma possível volta, de um cara que está seguro que isto acontecerá, que mudou e que merece novas chances, reconquistando seu amor, com aquelas características que só eles reconhecem.

Olhar matreiro
Fagner e Cazuza

Quando eu voltar pra você
Eu vou voltar inteiro
Quando eu chegar
Com o meu olhar matreiro
Quando eu tocar a campainha
Me aninha
Estou certo que você é minha rainha

Eu tenho andado tão triste
Feito lixo ao sol
Pode dizer que não quer
Mas você vai ser de novo minha mulher

É que eu sou tão diferente
Daquele que te maltratou
Você vai ver, você vai gostar

Olha a lua lá no céu
Magrinha, turca
Olha o ar, olha o mar, olha as estrelas

Nada disso tem importância
A natureza é uma coisa
Tão sem importância
Contra a tua natureza

Um forte abraço a todos!

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Os Intérpretes do Brasil - 55

Wanderléa, a eterna rainha da Jovem Guarda, é intérprete por natureza, visto que em toda sua obra, não figurou até hoje com destaque no ramo da composição. Por isso, fica fácil comentá-la nesta série, quando destacamos grandes intérpretes dessa nossa música. Ao mesmo, tempo, com muitos sucessos, fica difícil destacar apenas três grandes interpretações.

Os clássicos Foi assim, Pare o casamento e Prova de fogo, por si só já resumiriam canções que até podemos ouvir outras pessoas cantando, mas que logo nos remeteríamos à Wandeca, por conta de sua marca registrada de gravações e muitas apresentações em shows.

Gosto muito também de Te amo, que José Augusto reviveu já no final dos anos 90 e destacaria ainda a canção Você vai ser o meu escândalo, que Roberto e Erasmo fizeram pra ela em 1969 e que, 40 anos depois, ela se superou ainda mais quando cantou essa canção no show Elas cantam Roberto, mostrando que um bom intérprete só se aprimora com o passar do tempo.

Um forte abraço a todos!

domingo, 1 de outubro de 2017

♫Que pena♫

Esta é uma das mais lindas canções do repertório do Jorge Benjor, gravada por ele mesmo e também por outros intérpretes como Gal Costa, Paulo Ricardo (em dueto com Fernanda Abreu) e, descobri que uma versão que eu gostava muito dos anos 90 foi feita pela Joanna. Pela beleza e leveza da canção, poderia ser resgatada por mais nomes da nossa música, merecendo uma a versão ainda mais atual.

A letra de Que pena lamenta o fim de um romance entre um personagem e alguém de estatura mediana. Mas, este lamento, embora profundo, não é vivenciado com imensa tristeza ou autopiedade, e sim com o impedimento dessa depressão com a alegria associada ao ritmo que se confere a este clássico da nossa música.

Que pena
Jorge Benjor

Ela já não gosta mais de mim
Mas eu gosto dela mesmo assim
Que pena, que pena
Ela já não é mais a minha pequena
Que pena, que pena

Pois não é fácil recuperar
Um grande amor perdido
Pois ela era uma rosa
Ela era uma rosa
As outras eram manjericão
As outras eram manjericão
Ela era uma rosa
Ela era uma rosa
Que mandava no meu coração
Coração, coração

Ela já não gosta mais de mim
Mas eu gosto dela mesmo assim
Que pena, que pena
Ela já não é mais a minha pequena
Que pena, que pena

Mas eu não vou chorar
Eu vou é cantar
Pois a vida continua
Pois a vida continua
E eu não ficar sozinho
No meio da rua, no meio da rua
Esperando que alguém me dê a mão
Me dê a mão, eu não!

Um forte abraço a todos!

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

CD Simone Loca

Ando com saudades da Simone, pois poucas são as intérpretes deste país que oferecem um profissionalismo ímpar na hora de apresentar novas gravações e/ou novos espetáculos. É o que verificamos neste trabalho, lançado em 1998 e ofuscado de sua discografia, embora tenha sido direcionado para o mercado latino, pois é todo revestido do repertório do Julio Iglesias, com todas as canções em espanhol.

Dirigido por Max Pierre e Moogie, o CD apresenta verdadeiros clássicos da obra do cantor espanhol, alguns em versões inéditas nesta língua, já que Julio também grava com bastante êxito em inglês. A faixa de abertura e que dá nome ao trabalho, Loca, é uma versão do clássico Crazy. O mesmo aconteceu com Mi amor, versão de My love, que Julio ganhou de presente de Stevie Wonder.

Outros clássicos deste álbum lançado em 1998 foram Hey, Júrame, Abrázame (com a participação de Rafael Basurto, do Trio Los Panchos), Grande grande grande, La nave del olvido, Lo mejor de tu vida, Por ella (em dueto com Willy Chirino), Amor e Y anque te haga calor. Um belo trabalho, com aquela qualidade ímpar de nossa intérprete, com canções inesquecíveis do grande Julio!

Um forte abraço a todos!

domingo, 24 de setembro de 2017

♫Amanhã talvez♫

Muitos consideram esta a melhor canção da Joanna. Pudera, uma compositora de mão cheia e uma intérprete idem só podia dar nisso: cantar uma canção de forma tão pessoal que todos, ao ouvirem, associam esta pérola à Joanna, embora seja uma composição dos dois grandes gênios, criadores de hits, sobretudo nos anos 80, Michael Sullivan e Paulo Massadas.

Uma canção muito executada pelos cantores românticos da noite, sua letra traz o que chamo de "gênese do ficar", pois em 1986, ano de seu lançamento, as pessoas não tinham muito isso de ficarem umas com as outras e depois não estabelecerem laços mais duradouros. Ao menos, entendo sua letra assim, como um amor muito bom, mas que deixa dúvidas quanto a sua continuidade, embora se insista na ideia de o que é bom deve ter repetições!

Amanhã talvez
Michael Sullivan e Paulo Massadas

Faz, que desse jeito
Só você sabe fazer
Olhos nos olhos
Tanta vida pra viver
Charminho doce
Pedacinho de você

Diz a frase certa
Só você sabe me abrir
É só assim
Que eu consigo descobrir
Como é gostoso
Me entregar e te sentir

É, quando se ama
A gente finge que não vê
Que o tempo passa
E mais um pouco de você

Melhor assim
Bom pra você, melhor pra mim
E amanhã
Quem sabe a gente outra vez

Só mais uma vez
Amanhã talvez
Só mais uma vez
O amor que a gente fez

Um forte abraço a todos!

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

CD Elis Regina Falso brilhante

Da discografia da Elis Regina vem essa grande pérola da música brasileira. Mesmo Elis não possuindo uma discografia tão vasta, cada álbum é um momento único da nossa música e da vida da eterna pimentinha.

Basta citar que só neste trabalho temos os clássicos Como nossos pais e Fascinação. Conheci recentemente outra canção que acho um espetáculo, composta pelo Belchior e imortalizada por Elis: Velha roupa colorida, que possui frases musicais bastante atuais, embora ditas há mais de 40 anos, pois este álbum foi lançado originalmente em 1976.

Outras canções que completam o disco são Los hermanos, Um por todos, Jardins de infância, Quero, Gracias a la vida, O cavaleiro e os moinhos, Tatuagem. Num álbum que reúne a maior intérprete deste país a compositores como Belchior, Chico Buarque, João Bosco, Aldir Blanc, com produção de Mazzola e arranjos de César Camargo Mariano só podemos mesmo classificar este álbum clássico como uma grande pérola da nossa música!

Um forte abraço a todos!

domingo, 17 de setembro de 2017

Os compositores do Brasil - 96

Natural de São Luís/MA, ele é poeta, crítico e também letrista, por isso o abordo nesta série onde contemplamos a obra de grandes compositores nacionais, como é o caso de José Ribamar Ferreira, que todos nós conhecemos como Ferreira Gullar.

Como letrista, já teve canções gravadas por Maria Bethânia, Caetano Veloso, Edu Lobo, Fagner, Chico Buarque, Ney Matogrosso, Milton Nascimento, Simone, Paulinho da Viola, entre outros em pérolas que se tornaram alguns verdadeiros clássicos da nossa música como Traduzir-se, O trenzinho caipira, Borbulhas de amor, Onde estarás, Bela bela, Me leve, Definição da moça, Solução de vida, etc.

Ferreira Gullar partiu para a eternidade em 2016 e é mais lembrado por sua obra poética, porém, com tantas canções importantes e com tantos intérpretes em seu currículo, não poderia ficar de fora de uma série que enaltece grandes compositores, como é o seu caso.

Um forte abraço a todos!

domingo, 10 de setembro de 2017

♫Escancarando de vez♫

Essa deve ser a canção mais importante do repertório do Elymar Santos. Ao menos, é minha preferida dele, aquela que podemos ouvir qualquer um cantando, mas que reconhecemos a marca de grande intérprete que o Elymar possui. Um verdadeiro clássico da música romântica que fala em sensualidade da raça humana com todas as letras, sem vulgarizar nada.

É isso que a letra desses dois grandes compositores, Mauro Motta e Paulo Sérgio Valle tratam, do amor com sexo, de um sexo que dá prazer e que é vivido em seu ápice, sem precisar ser vulgar aos ouvidos de quem escuta e ainda promove a liberdade dos pensamentos de quem se delicia neste perfeito bolero.

Escancarando de vez
Mauro Motta e Paulo Sérgio Valle

Tem certas coisas que são muito perigosas
Situações um tanto quanto escandalosas
Mas sempre vale a pena até correr o risco
A vida é pra viver

Se de repente a gente encontra alguém na rua
Pode acabar até envergonhando a lua
Num desses lances muito loucos que acabam
num quarto de motel

E às vezes basta a porta aberta do banheiro
Uma tremenda brincadeira no chuveiro
E às vezes basta uma pergunta embaraçosa
Pra gente confessar

Quem é que nunca recebeu uma cantada
Quem é que nunca respondeu no mesmo tom
Quem é que nunca recebeu um bilhetinho
Das mãos de um garçom

Eu e você assim ao som de um bolero
Pra lá, pra cá, do jeito que eu quero
Vem cá, me dá, que eu sei aonde vai chegar

Se o corpo quer assim, assim coladinho
Pra lá, pra cá, do nosso jeitinho
Me traz, me faz, me roça e deixe acontecer

E o que me importa o que eles vão pensar de mim
Eu quero mais comer o fruto até o fim
Eu e você, a dois, a três escancarando de vez

Um forte abraço a todos!

domingo, 3 de setembro de 2017

♫Flor do ipê♫

Setembro chega com suas flores e uma das flores da MPB nos presenteia com um grande sucesso. Trilha da novela A força do querer, Flor do ipê tem letra de Cezar Mendes, Tom Veloso e do tribalista Arnaldo Antunes e voz da outra tribalista Marisa Monte. Aliás, o retorno dos Tribalistas é outra grata surpresa desses dias, que comentaremos adiante.

E, voltando à flor deste belo ipê amarelo, admira a capacidade de Marisa em interpretar canções assim que falam de saudade, amor ausente, melancolia, mas tudo na dose certa de voz e alma num som que deixa a canção gostosa de se ouvir e até dançar. A letra ainda apresenta algo sereno, um conformismo sem autopiedade que supera o fato de não ser o escolhido para viver um amor em paz, como tantos sonham ter sempre.

Flor do Ipê
Cezar Mendes, Tom Veloso e Arnaldo Antunes

Onde quer que eu vá levo o meu amor
De Botafogo até o Arpoador
Levo meu amor para onde eu for
Do Capricórnio até o Equador

Quando a noite cai me dá saudade
Quando cai no chão a flor do Ipê
Tenho essa felicidade
Posso recordar você

Levo meu amor com a solidão
É bom assim, a paz não é pra mim

Para onde eu for levo o meu amor
Na rua, no hotel, no elevador
Levo o meu amor onde quer que eu vá
Na Lapa, Niterói, Paquetá

Na calçada, flores amarelas
Formam um tapete ao pé do ipê
Você não é mais aquela
Mas ainda faz doer

Levo meu amor com a solidão
Tá certo assim, a paz não é pra mim

Um forte abraço a todos!

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Olhando as estrelas - 64

A série Olhando as estrelas traz hoje dois grandes nomes consagrados da nossa música por suas respectivas obras e que, juntos, já agregaram grandes valores à música brasileira, frente a parceria que existe em canções, apresentações e ao teatro, já que também dividiram este ofício. Chico Buarque e Edu Lobo tem uma parceria invejável, dividindo a autoria de grandes clássicos.

Só pra citar alguns, temos A bela e a fera, A história de Lily Braun, A moça do sonho, Bancarrota blues, Beatriz, Choro bandido, Ciranda da bailarina, Embarcação, Ode aos ratos, Sobre todas as coisas, Valsa brasileira, entre outras.

Chico, que já compôs com tantos nomes, onde as parcerias mais constantes foram Tom Jobim, Francis Hime, Vinícius de Moraes e Edu Lobo, considero este último o mais presente desde o início da carreira, até os lançamentos mais recentes de ambos. Grandes estrelas que, juntos, conseguem enaltecer ainda mais a amizade de ambos em seus trabalhos.

Um forte abraço a todos!