sábado, 1 de maio de 2010

É

Em um dia como esse em que celebramos o dia do trabalho, vale a pena dizer, através de canção, para que viemos, para que estamos aqui, trabalhando e colhendo os frutos de um trabalho árduo, muitas vezes, em condições precárias que certos sistemas nos oferecem e algumas estruturas com as quais podemos contar.

É do nosso trabalho que tiramos nosso sustento, nossa felicidade. Precisamos seguir uma paz profissional para que o trabalho não deixe de ser um prazer e passe a ser um peso, uma cruz. É certo que vários fatores, de repente até companheiros podem dificultar nosso cotidiano profissional, mas precisamos estar conscientes do nosso papel como diz essas e tantas outras canções celebradas no dia de hoje, especialmente desse grande compositor que é nosso Gonzaguinha.

É
(Gonzaga Jr.)

É, a gente quer valer o nosso amor
A gente quer valer nosso suor
A gente quer valer nosso humor
A gente quer do bom e do melhor
A gente quer carinho e atenção
A gente quer calor no coração
A gente quer suar, mas de prazer
A gente quer é ter muita saúde
A gente quer viver a liberdade
A gente quer viver felicidade

É, a gente não tem cara de panaca
A gente não tem jeito de babaca
A gente não está com
A bunda exposta na janela
Pra passar a mão nela

É, a gente quer viver pleno direito
A gente quer é ter todo respeito
A gente quer viver uma nação
A gente quer é ser um cidadão
É, é, é, é, é, é, é, é...

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Os compositores do Brasil - 26

Desde 1973, quando compôs Abre alas com Ivan Lins, Vítor Martins tornou-se um dos melhores nomes desse ramo. E essa referência não é algo vão, pois temos grandes clássicos dessa dupla em que figura o nome desse grande compositor, homenageado nessa série.

Com Ivan, Vítor tem quase que exclusividade em grandes canções como Anjo de mim, Bandeira do divino, Cartomante, Começar de novo, Desesperar jamais, Dinorah Dinorah, Lembra de mim, Formigueiro, Sede dos marujos, Vitoriosa, Ai ai ai ai, Bilhete, Daquilo que eu sei, Lua soberana, Meu país, Somos todos iguais esta noite, Vieste, Guarde nos olhos, entre outras que foram interpretadas também por outros grandes nomes como Elis Regina, Simone, Fafá de Belém, Tim Maia, Zizi Possi, Emílio Santiago, Nana Caymmi, George Benson, Sarah Vaughan, Ella Fitzgerald, Barbra Streisand e Quincy Jones.

Com mais de trinta anos de parceria, pensar no grande músico e grande intérprete que Ivan Lins representa é chover no molhado, mas não podemos esquecer de seu parceiro em grandes composições que se tornaram clássicos da nossa música e embalam nossa trilha sonora.

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 27 de abril de 2010

Os Músicos do Brasil - 9

Mais um dos grandes músicos que esse país tem e que é pouco conhecido entre as pessoas que não se ligam muito em produção de cds, mas seu trabalho ecoa em várias gravações durante várias décadas: o pianista Lincoln Olivetti. Natural de Nilópolis/RJ, iniciou seus estudos no piano ainda pequeno. Em seu trabalho também se destaca como produtor, maestro e tecladista, sobretudo realizado em parceria com o guitarrista Robson Jorge, com quem também já compôs.

Já produziu ou trabalhou em discos de artistas como Gal Costa, Gilberto Gil, Tim Maia, Jorge Benjor, Rita Lee, Roberto Carlos, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Ângela Rô Rô, Zizi Possi, Fagner, Wando, Roupa Nova, Joanna, Ed Motta, Lulu Santos, entre vários outros, sendo conhecido como “o feiticeiro dos estúdios" e "o mago do pop".

É daqueles músicos referências em várias gravações, arranjos ou composições, entre as quais, destacam-se Amor perfeito, Canção do sonho bom, De coração pra coração, Eu e ela, Não vá, Tente viver sem mim, Você na minha mente, entre outras. É com base em trabalhos como os seus que plantamos a certeza que não precisamos apenas olhar lá pra fora para conhecermos bons músicos.

Um forte abraço a todos!

domingo, 25 de abril de 2010

Olhando as estrelas - 3

A série Olhando as estrelas presta homenagem a um dos melhores encontros que a música brasileira pode nos oferecer: Luiz Gonzaga e Dominguinhos. O encontro entre o mestre e seu pupilo renderam lindas apresentações e até hoje rendem bons frutos, pois Sr. Domingos continua em suas apresentações lembrando o mestre e se tornou seu maior e melhor intérprete. Basta averiguar isso em seu mais recente dvd ou procurar pelo cd 1997 vol 1 e 2 em que Dominguinhos, com convidados, interpreta os sucessos do rei do baião, ambos já abordado aqui pelo blog. (é só procurar nos arquivos)

Gonzaga e Dominguinhos se conheceram ainda na década de 50, quando o primeiro já era o rei do baião e o segundo, apenas um menino pobre que tocava sanfona com seus irmãos em Garanhuns/PE. Sensibilizado com aquele garoto, Sr. Luiz o deu de presente uma sanfona que foi sua salvação. Depois, em viagem de caminhão, Dominguinhos conseguiu chegar ao Rio e foi logo procurar seu padrinho musical, de quem nunca se separou.

Aqui no Nordeste, ambos são referências e um deu continuidade ao trabalho do outro, graças a Deus. Temos um Gonzaga eterno e temos um Dominguinhos eterno. Dois músicos imensos que honram nossa região em qualquer parte do mundo, fiéis a uma cultura regionalista que aprenderam a divulgar com a mesma paixão que tem pela arte musical que propagam pra sempre! Imagens "pescadas" do site http://www.luizluagonzaga.mus.br/, onde encontramos várias informações em relação a carreira do rei do baião.

Um forte abraço a todos!

sábado, 24 de abril de 2010

A tua vida é uma linda canção de amor...

Eis uma cantora que viveu pouco, mas foi super importante para a música brasileira em seu tempo, sobretudo para a Bossa Nova. Estou falando de Sylvia Telles, irmã do cantor e compositor Mário Telles que foi sucesso na década de 60. Natural do Rio de Janeiro, Sylvia viveu pouco sua fama, falecendo em um acidente automobilístico em 1966.

Sylvia imoralizou-se como grande intérprete da Bossa Nova, considerada uma das precursoras desse movimento por conta da gravação de Foi a noite, de Tom Jobim. Só se encontram clássicos em seu repertório: Chove lá fora, Se todos fossem iguais a você, Estrada do sol, Dindi, A felicidade, O que tinha de ser, Sem você, Manhã de carnaval, Corcovado, Insensatez, Por causa de você, entre outras, se tornando a principal intérprete de Tom Jobim nos anos 60.

Foi Sylvinha também quem primeiro prestou atenção em Roberto Carlos, quando todos os chamados intelectuais da época o ignoravam, inclusive alguns que depois se tornaram seus seguidores até hoje. Sylvinha pediu para seu irmão uma letra para a canção Não quero ver você triste, até então apenas declamada. Essa versão cantada já foi interpretada por outros nomes como Marisa Monte e Joanna. Fica a lembrança de uma artista que tinha visão e faro para a sempre boa música.

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Aniversário do Brasil!!!

Lembro que na escola da infância, muito se comemorava o dia 22/04 como sendo aniversário do Brasil, dia de seu descobrimento. História a parte, uma onda ufanista verde e amarela tomava conta de todos nós e comemorávamos esse dia como um feriado. Era como se fosse dia de jogo da seleção e várias pessoas usavam as cores oficiais da bandeira.

Na verdade, dá saudade de ver comemorações mais saudáveis como essas, sobretudo porque alguns se dividem entre a Aquarela do Brasil, de Ary Barroso e Brasil, de Cazuza. A primeira exalta as belezas dessa terra, que muitas vezes esquecemos: seus coqueiros, o samba, suas danças, seus folclores, seus amores, suas boas histórias e culturas. A segunda, critica as más condições sociais, econômicas e sobretudo, políticas desse país.

Temos outras canções ufanistas como o Verde amarelo do rei ou Canta Brasil de David Nasser, por exemplo. E como em toda festa reinam a paz e a alegria entre os povos, entre os que comemoram, nada mais justo, a meu ver, que celebrarmos essa data com o maior clássico brasileiro de todos os tempos:

Aquarela do Brasil
(Ary Barroso)

Brasil!
Meu Brasil Brasileiro
Mulato inzoneiro
Vou cantar-te nos meus versos

Brasil, samba que dá
Bamboleio, que faz gingá
O Brasil do meu amor
Terra de Nosso Senhor

Abre a cortina do passado
Tira a mãe preta do cerrado
Bota o rei congo no congado

Canta de novo o trovador
A merencória à luz da lua
Toda canção do seu amor

Quero ver essa dona caminhando
Pelos salões arrastando
O seu vestido rendado
Esse coqueiro que dá côco
Onde amarro minha rede
Nas noites claras de luar

Por essas fontes murmurantes
Onde eu mato a minha sede
Onde a lua vem brincar

Esse Brasil lindo e trigueiro
É o meu Brasil Brasileiro
Terra de samba e pandeiro...

Brasil!
Terra boa e gostosa
Da morena sestrosa
De olhar indiferente

Brasil, samba que dá
Para o mundo se admirar
O Brasil, do meu amor
Terra de Nosso Senhor
Brasil!

Um forte abraço a todos!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Que bobo eu sou...

Semana passada, estávamos em um shopping minha noiva e eu. Sentamos para lanchar e ao fundo, tocava um músico local, em seu piano. De repente, este começou a tocar canções do Roberto e eu, em um súbito de alegria comecei a chamar a atenção de minha noiva para o ambiente, querendo provar, como se fosse uma tese, que tudo tinha tomado ares de felicidade. Bom, tudo isso eu já falei e todos sabem que penso que onde tá tocando Roberto Carlos o ambiente toma ares de felicidade. As pessoas, seus semblantes, os objetos, o ar, as paisagens, enfim, tudo toma bons ares como se em um único instante todas as bênçãos divinas caíssem sobre nossas cabeças em forma de uma cascata sonora e iluminada.

É claro que nada disso na prática acontece. As pessoas seguem seus caminhos, com suas preocupações, com seus problemas. Só eu sigo feliz por pensar que tudo aquilo é verdade e talvez o que fale do mundo exterior seja algo que se resuma apenas a meu mundo interior. Mas, sou feliz com isso e penso que a magia que o trabalho do rei traz para minha vida poderia ser sentida por todos como solução, para ao menos elas pararem, esquecerem seus problemas por alguns instantes e se deliciarem em sons inspirados por Deus para seu instrumento brasileiro mais afinado.

Roberto, eu me dou até o direito de ir além dessa "viagem", como chamam os pensamentos quase absurdos, e pensar que você poderia ler tudo isso e chegar a conclusão que em muitos fãs, sua música, sua obra, sua existência, sua vida traz tanta felicidade todos os dias, nos mais longícuos lugares desse planeta e nos mais variados eventos, nas mais variadas pessoas, incluíndo aí um mero fã que conclue apenas: Que bobo eu sou...

Tenha mais um aniversário abençoado por Deus, sobretudo em momentos tão difíceis como este que você passa! Que você apareça sempre todo de branco, todo de azul e branco. Que mesmo tarde e diante das neblinas, você venha a 120 por hora, com os faróis iluminando a escuridão, nos inspirando coragem em nossa luta cotidiana. Você é o mesmo cabeludo que aparece em nossas ruas e nos deixa felizes e te deixo de presente minha lágrima que escorre nesse momento. Não se preocupe, ela é azul de felicidade por você!

Um forte abraço a todos!

domingo, 18 de abril de 2010

Lady Laura

Em 1978, Roberto Carlos fez a canção Lady Laura em homenagem a sua mãe. E, pode ter certeza, conseguiu uma façanha: imortalizar mais uma canção e, ao mesmo tempo, sua própria mãe. Muitos artistas fazem canções homenageando suas mães. Roberto foi mais profundo e fez uma canção para todas as mães, falando apenas da sua. É como se ela também fosse nossa mãe e ele, nosso irmão, pois é o que acontece todos os anos no segundo domingo de maio quando essa canção é executada país afora. A canção Lady Laura foi sucesso no Brasil e no exterior onde foi versionada para o espanhol e para o italiano. Na atual turnê que faz pelo exterior, Lady Laura é cantada em todas as apresentações.

Dona Laura é merecedora dessa e de muitas outras homenagens rendidas pelo cantor mais ilustre do país há cinquenta anos. Com certeza, ela é o seu maior alicerce durante todo esse tempo e onde estiver, estará aconselhando seu filho no melhor caminho. E é assim que ela se torna imortal pois multiplicou esse caminho de amor que seu filho leva para todos seus fãs, sempre! Muitos zunguinhas, como ela chama o Roberto, estão tristes hoje, mas confortados por crerem que Deus irá a recompensar da melhor forma possível por tanto bem que ela fez a tantos povos mundo afora!

Lady Laura
(Roberto Carlos e Erasmo Carlos)

Tenho às vezes vontade de ser
Novamente um menino
E na hora do meu desespero
Gritar por você

Te pedir que me abrace
E me leve de volta pra casa
E me conte uma história bonita
E me faça dormir

Só queria ouvir sua voz
Me dizendo sorrindo
Aproveite o seu tempo
Você ainda é um menino

Apesar de distância e do tempo
Eu não posso esconder
Tudo isso eu às vezes
Preciso escutar de você

Lady Laura, me leve pra casa
Lady Laura, me conta uma história
Lady Laura, me faça dormir
Lady Laura

Lady Laura, me leve pra casa
Lady Laura, me abrace forte
Lady Laura, me faça dormir
Lady Laura

Quantas vezes me sinto
Perdido no meio da noite
Com problemas e angústias
Que só gente grande é que tem

Me afagando os cabelos
Você certamente diria
Amanhã de manhã
Você vai se sair muito bem

Quando eu era criança
Podia chorar nos seus braços
E ouvir tanta coisa bonita
Na minha aflição

Nos momentos alegres
Sentado ao seu lado, eu sorria
E, nas horas difíceis
Podia apertar sua mão

Lady Laura, me leve pra casa
Lady Laura, me conta uma história
Lady Laura, me faça dormir
Lady Laura

Lady Laura, me leve pra casa
Lady Laura, me abrace forte
Lady Laura, me faça dormir
Lady Laura

Tenho às vezes vontade de ser
Novamente um menino
Muito embora você sempre acha
Que eu ainda sou

Toda vez que eu te abraço
E te beijo sem nada dizer
Você diz tudo que eu preciso
Escutar de você

Um forte abraço a todos!

sábado, 17 de abril de 2010

Pensamentos

Essa canção é original de 1982 e a julgo bastante atual. Regravada por Simone em 1995, infelizmente atualmente tá raro ou praticamente escasso ouvir canções que nos levem a tantas reflexões como sua letra inspira. Pensamentos aborda inquietações do cotidiano, respondidas por Deus que dá na medida exata  seu parecer sobre preconceitos raciais na passagem: "Se as cores se misturam pelos campos, é que flores diferentes vivem juntas...". Aliás, essa coisa de contemplar a natureza e encontrar nela as respostas é algo que tenho praticado muito.

Essa canção também desperta um sentimento talvez raro entre os seres: "Quem me dera que as pessoas que se encontram, se abraçassem como velhos conhecidos..." Tudo isso chega a ser uma oração nos atuais dias em que é mais fácil dá uma bofetada que tecer um elogio. Roberto e Erasmo chamam a atenção mais uma vez sobre a paz que tanto desejamos e que começa dentro de nós, perfazendo um círculo pelo mundo e voltando para dentro de nós, através de nossas atitudes e sentimentos cotidianos, através do que plantamos e colhemos.

Pensamentos
(Roberto Carlos e Erasmo Carlos)

Pensamentos que me afligem
Sentimentos que me dizem
Dos motivos escondidos
Na razão de estar aqui

As perguntas que me faço
São levadas ao espaço
E de lá eu tenho todas
As respostas que eu pedi

Quem me dera que as pessoas que se encontram
Se abraçassem como velhos conhecidos
Descobrissem que se amam
E se unissem na verdade dos amigos

E no topo do universo uma bandeira
Estaria no infinito iluminada
Pela força desse amor, luz verdadeira
Dessa paz tão desejada

Pensamentos que me afligem
Sentimentos que me dizem
Dos motivos escondidos
Na razão de estar aqui

E eu penso nas razões da existência
Contemplando a natureza nesse mundo
Onde às vezes aparentes coincidências
Têm motivos mais profundos

Se as cores se misturam pelos campos
É que flores diferentes vivem juntas
E a voz dos ventos na canção de Deus
Responde todas as perguntas

Pensamentos que me afligem
Sentimentos que me dizem...

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Sou a garota papo firme que o Roberto falou...

Nos anos 60, a Jovem Guarda explodia e o rei cantava: Essa garota é papo firme... Pois não é que uma das garotas também chamadas de broto, se atreveu e se declarou essa tal garota papo firme que o rei falou. Seu nome Anabel Fraracchio, natural de São Paulo. Não conhece? É a Waldirene, grande nome da Jovem Guarda.

Seu padrinho musical foi Altemar Dutra e lançou seu primeiro disco em 1966 com o sucesso Eu te amo tu me amas. Mas, foi com A garota do Roberto, de Carlos Imperial e Eduardo Araújo que obteve o topo das paradas nacionais. Outros sucessos foram Só vou gostar de quem gosta de mim, Vem quente que eu estou fervendo, Nem sei o que faço, Tempestade em copo d´água, Eu preciso de carinho, Amor certinho, Suas mãos, entre outras.

Waldirene é sempre vista nas reuniões de comemorações pela Jovem Guarda, quando vários nomes se encontram para reviver as velhas tardes de domingo. E, todos os dias são como aquelas tardes onde são lembradas quando se pensa em nomes como o dela, figura ímpar na história do movimento. Ao ouvir seu trabalho, tenho certeza que ninguém duvida que ela é mesmo a tal garota do Roberto!

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 13 de abril de 2010

Saber lá fora onde estás, como estás...

Um dos grandes nomes da nossa música, descendente de libaneses e natural de Pirajuí/SP chama-se Chauki Madi, conhecido pelo nome artístico de Tito Madi, cantor e compositor romântico, sua primeira canção foi composta em 1949, Eu espero você. Mais tarde, contratado pela rádio Tupi gravou seu primeiro disco em 1954, com destaque para a canção Não diga não, o que lhe rendeu prêmio como revelação do ano.

Mas, seu grande sucesso foi Chove lá fora, regravado por tantos outros nomes de sua época e posteriores a ela. Outros clássicos de sua composição ou interpretação foram Cansei de ilusões, Sonho e saudade, Carinho e amor, Fracassos de amor, Se todos fossem iguais a você, Rio triste, Quero-te assim, Domingo, Duas contas, Senhorita, Mentira, Apelo, Pra dizer adeus, Minha, Atrás da porta, Coração vagabundo, entre outras.

Embora seja pouco lembrado, Tito continua a fazer shows com aquele vozeirão típico dos grandes cantores de rádio que, como ele, sempre exaltaram o amor através das canções e da forma como as interpreta, caracterizando mais um artista ímpar nessa nossa riquíssima música tupiniquim.

Um forte abraço a todos!

domingo, 11 de abril de 2010

Adilson Ramos ao vivo - Eu e vocês

Há alguns anos atrás assisti a um show do Adilson Ramos e simplesmente me encantei com o artista, com o grande músico. Depois, adquiri esse cd e confirmei aquilo que pensava antes: ele é mesmo um grande músico, um artista dos mais carismáticos. E, por fim, o escrevi e confirmei que além de tudo, é um grande ser humano, atencioso com todos seus fãs.

Lançado em 1999, Eu e vocês é fruto de um show ao vivo no Recife, onde presenciamos tudo que já foi relatado anteriormente. Recheado de clássicos de seu repertório, desde a primeira até a última nota, esse show presenteia todos os fãs do artista com medleys como Olga/A chuva me lembrou você, Sonhar contigo/Sonhei com você/Duas flores, Lêda/Solidão/Matinê, O relógio/Tão somente uma vez/Perfídia, Tudo e nada/Em nome do amor, Quem é/Negue, Só liguei porque te amo/Fim de festa, Brigas/Que queres tu de mim/Sentimental demais, Vem quente que eu estou fervendo/Era um garoto que como eu amava os Beatles e os Rollings Stones. Também há números solos em Sorria sorria, Depois do fim da festa, Pingos de amor, Essa tal liberdade, Tortura de amor, Esqueça e a inédita Saudade.

Essa semana, Adilson aniversariou, no dia 07/04 e recebeu homenagens por seus cinquenta anos de carreira. Adilson é tudo isso e muito mais. Quem o conhece sabe que ali brilha um excelente artista e um grande ser humano, o que não é fácil de se encontrar, por isso prestamos nossa singela homenagem de fã do artista e do ser humano que encanta em vários shows por Pernambuco e pelo país.

Um forte abraço a todos!

sábado, 10 de abril de 2010

Sábado

Curioso é que geralmente aos sábados, temos explorado letras das mais variadas canções. E não é que esse dia também tem uma canção específica? José Augusto, em parceria com o grande Paulo Sérgio Valle, nos anos 80 fez um clássico para esse dia. Dia de namoro, dia de balada, onde geralmente as pessoas saem para se divertirem e descansarem depois da semana de trabalho. Lulu Santos também já cultuou o Sábado e mais especificamente à noite, na voz do Cidade Negrae seu Sábado à noite.

Mas, voltando ao José Augusto, sinto muita falta de suas canções românticas nas rádios. Não vou me deter em criticar a atual programação, mas apenas reforçar o quanto faz falta um repertório de um intérprete tão marcante como ele. Sábado reflete bem o dia, a solidão, a vontade de sair, a saudade, enfim, o lado romântico de um cantor inesquecível que possui uma alta identificação com seu público.

Sábado
(José Augusto e Paulo Sérgio Valle)

Todo sábado é assim
Eu me lembro de nós dois
É o dia mais difícil sem você

Outra vez os amigos chamam
Prá algum lugar
Outra vez eu não sei direito
O que eu vou falar

Quero explodir por dentro
Inventar uma paixão
Qualquer coisa
Que me arranque a solidão

Um motivo prá não ficar
Outra noite assim
Sem saber se você vai
Voltar prá mim

Eu já tentei
Fiz de tudo prá te esquecer
Eu até encontrei prazer
Mas ninguém faz como você

Quanta ilusão
Ir prá cama sem emoção
Se o vazio que vem depois
Só me faz lembrar de nós dois

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Vem da campina onde o sol se deita...

Natural de Sete Lagoas/MG, uma das mais novas e talentosas cantoras do gênero sertanejo chama-se Paula Fernandes. Aos 8 anos de idade, essa moça de voz grave já cantava e aos dez lançou seu primeiro cd. Nas trilhas das novelas, Paula encontrou seu sucesso com Ave Maria Natureza, para a novela América e, mais recentemente, Jeito de mato, para a novela Paraíso.

Entre algumas premiações já colhidas, foi indicada ao prêmio Tim em 2006. E, este ano, participou com Dominguinhos do show Emoções sertanejas, exibido semana passada, onde cantaram Caminhoneiro. Entre outros sucessos seus podemos citar Sem você, Meu eu em você, Pássaro de fogo, Eu só penso em você, Canções do vento sul, etc.

Seu trabalho vem ascendendo nos últimos anos e é legal presenciar uma nova e grande voz em um estilo que enfrenta muito preconceito, mas, melhor que isso, possui um público simples e cativo que enaltece ídolos que buscam através da simplicidade e profissionalismo apresentar um trabalho sempre com muita qualidade, como é o seu caso.

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 6 de abril de 2010

Minha vida era um palco iluminado...

E hoje vamos conhecer um pouco mais sobre Sílvio Antônio Narciso de Figueiredo Caldas, ou simplesmente Sílvio Caldas, cantor e compositor brasileiro. Natural do Rio de Janeiro, Sílvio é considerado o rei da voz desde suas primeiras participações no rádio na década de 30. Considerado o maior seresteiro do país, Sílvio também compôs com vários grandes nomes da época como David Nasser, Ataulfo Alves, Mário Lago e Cartola, entre outros.

Sílvio influenciou a muitos outros grandes intérpretes que surgiram nas décadas seguintes, sobretudo nos anos 50 e 60. Entre muitos de seus sucessos, compostos ou interpretados e imortalizados por ele, podemos destacar Faceira, As pastorinhas, Chão de estrelas,  Como os rios que correm para o mar, Da cor do pecado, Lenço no pescoço, Modinha, Na baixa do sapateiro, Acalanto, A deusa da minha rua, Eu sonhei que tu estavas tão linda, Marina, Carinhoso, Caixinha de música, entre outras.

Sílvio Caldas partiu em 1998, mas deixou herdeiros de seu estilo ímpar. Afirmou que o novo seresteiro seria Roberto Carlos, que o cita como um de seus ídolos e com quem cantou no especial de 1975. O Rádio Brasileiro é feliz por ter proporcionado durante muitos anos e ainda nos dias de hoje uma voz lapidada como a de Sílvio, reverenciado por todos sempre!

Um forte abraço a todos!

domingo, 4 de abril de 2010

Emoções Sertanejas

Foi exibido na última quinta, 01/04, o programa Emoções Sertanejas, onde astros da música caipira homenagearam os cinquenta anos de carreira do nosso rei Roberto Carlos, interpretando clássicos de seu repertório. Novos e veteranos artistas do ramo, antigos e recentes sucessos do rei estiveram no palco desse espetáculo que se transformará em cd e dvd em breve.

Em meio aos convidados encontramos duplas consagradas como Chitãozinho e Xororó, que interpretaram Eu preciso de você e É preciso saber viver com Leonardo, que interpretou solo em Por amor; Zezé di Camargo e Luciano, que interpretaram O portão e Quando, em dueto com Daniel, que interpretou solo em Do fundo do meu coração; Bruno e Marrone que interpretaram Desabafo; Rio Negro e Solimões, que interpretaram Sentado à beira do caminho; Victor e Léo, que interpretaram Jesus Cristo; Milionário e Zé Rico que mandaram À distância; Cesar Menotti e Fabiano, que foram de Proposta; Gian e Giovani foram de Eu te amo, te amo, te amo.

Tivemos ainda grandes intérpretes do gênero como Paula Fernandes e Dominguinhos, que foram de Caminhoneiro; Elba Ramalho em Esqueça; Nalva Aguiar com As curvas da estrada de Santos; Roberta Miranda, que interpretou Eu disse adeus; Martinha, que mandou um Alô; Sérgio Reis que interpretou Todas as manhãs; Almir Sater, que interpretou O quintal do vizinho; tivemos ainda a presença ilustre de Tinoco sendo homenageado também pelo rei que entra ao final do espetáculo e interpreta Como é grande o meu amor por você, com um arranjo mais caipira, Cavalgada e ao final, com todos, Eu quero apenas. Os arranjos do maestro Eduardo Lages são um espetáculo a parte e foi este mesmo que na noite do show, entregou ao rei o chapéu de cowboy.

Roberto mostra através desse espetáculo mais uma vez porque é rei. Um rei que não tem preconceitos ou discriminação com nenhum estilo. Um rei que completa 50 anos de carreira sendo reverenciado por tantos artistas que influenciou ao longo de todo esse tempo, pois pode ter certeza que todos que estavam ali o citam como ídolo. Enfim, um rei que compreende bem seu reinado, seus súditos, sua nobreza em estar reverenciando quem sempre o reverencia através do amor, seja em tons românticos, caipiras, etc.

Um forte abraço a todos!

sábado, 3 de abril de 2010

Cura Senhor

Sábado de Aleluia e nada melhor que encontrarmos uma letra linda como essa de um clássico da música gospel que representa nosso momento de concentração pascal. Na verdade, independente das religiões, precisamos resgatar a cura de muitos males que nos atormentam, tais como doenças da alma, frutos de maus sentimentos, preconceitos, atitudes sem correções, etc.

Cura Senhor é cantada em várias missas país afora. A conheci na interpretação do Pe. Antônio Maria em dueto com Roberto Carlos, gravado em 1999.  Essa prece em forma de canção intercede pela nossa cura física e espiritual e estendemos esse pedido a toda uma sociedade tão distante do amor, da caridade, da fé.

Cura Senhor
(Sueli de Faria Teixeira)

Vamos Jesus passear, na minha vida
Quero voltar aos lugares em que fiquei só
Quero voltar lá contigo, vendo que estavas comigo
Quero sentir teu amor a me embalar

Cura Senhor, onde dói
Cura Senhor, bem aqui
Cura Senhor, onde eu não posso ir

Quando a lembrança me faz, adormecer
Sabes que a espada da dor entra eu meu ser
Tu me carregas nos braços, leva-me com teu abraço
Sinto minha alma chorar junto de Ti

Cura Senhor, onde dói
Cura Senhor, bem aqui
Cura Senhor, onde eu não posso ir

Tantas lembranças eu quero esquecer
Deixa um vazio em minha alma e em meu viver
Toma Senhor meu espaço, te entrego todo o cansaço
Quero acordar com tua paz a me aquecer

Cura Senhor, onde dói
Cura Senhor, bem aqui
Cura Senhor, onde eu não posso ir

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Mentiras musicais

Dia 1º de abril é considerado o dia da mentira. Uma boa pedida, sobretudo para os gozadores que adoram pregar uma peça nos colegas. Histórias, piadas, tudo feito na mais perfeita sinceridade até o momento em que a gargalhada rola por conta da cara e de atitudes de espanto por parte de muitos.

Na música brasileira existem algumas canções que poderiam ser trilha sonora desse dia. Erasmo Carlos já mandou seu Pega na mentira, desmentindo absurdos como Minas embarcou na maré. Chico Buarque também revelou muitas afirmações e ao final delas declarava ser tudo mentira em Samba do grande amor. As mulheres também entram nessa disputa de quem mente mais: Adriana Calcanhoto fez uma canção com esse título e, embora afirmasse tudo com muita certeza em sua letra, escancara dizendo que "vai entregar suas mentiras...".

A verdade é que algumas mentiras podem ser ditas quase como verdades e de tão convincentes, podem pegar a vários. Imagina, por exemplo, um cd gravado pela dupla Fagner e Caetano que não se entendem desde a década de 70. Imagina Dominguinhos cantando um samba ou Martinho da Vila interpretando um rap. Imagina João Gilberto cantando ópera. É, são coisas meio improváveis e que poderiam pegar muita gente, embora não sejam totalmente impossíveis.

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 30 de março de 2010

Estou triste porque não tenho você perto de mim...

E hoje a Jovem Guarda está representada por Ronaldo Lindenberg von Schilgem Cintra Nogueira. Não conhece? É o Ronnie Von, cantor, compositor e atualmente apresentador de programa de televisão. Natural de Niterói, Ronnie teve sua formação musical ainda nos anos 60 com interesse pela música erudita, especialmente renascentista e barroca, e pelo jazz, gospels e blues, passando depois a se interessar pelo rock.

Foi João Araújo, pai de Cazuza que o ajudou a gravar seu primeiro disco, mas antes disso, Agnaldo Rayol o levou a se apresentar na tv, após presenciar um show seu, onde alavancava seu primeiro sucesso Meu bem, versão da canção Girl, dos Beatles. E já com programa de jovens na época, despontaram outros sucessos como A praça, Pra ser só minha mulher, Tranquei a vida, Risque, O que será, Fim de tarde, Num canto da sala, Cavaleiro da floresta, Há um lugar, etc.

Ronnie não grava desde 1997, o que é uma pena. Entretanto, podemos contar com sua presença durante as noites da semana no programa Todo seu, da Gazeta. Seria interessante se ele voltasse a cantar, fazer shows e gravar seus discos, revivendo seus grandes sucessos e reencontrando ao vivo seu público fiel que o acompanha durante todos esses anos.

Um forte abraço a todos!

domingo, 28 de março de 2010

Marisa Monte - Dvd Memórias, crônicas e declarações

Assim como o cd com o mesmo título, o melhor dvd de Marisa Monte, em minha opinião é Memóricas, crônicas e declarações, lançado em 2001, proveniente de um show realizado no antigo ATL Hall do Rio de Janeiro. Os shows da Marisa prezam pelo repertório de seu mais recente cd e este não seria diferente, embora algumas surpresas são reservadas ao público.

É certo que vão encontrar Amor I love you, Perdão você, O que me importa, Para ver as meninas, Água também é do mar, Tema de amor e Não vá embora, do seu então cd atual. Mas, o público tem surpresas com a gravação inédita de Eu te amo te amo te amo, composições inéditas como A sua, Ontem ao Luar e Paradeiro (com direito a dueto com Arnaldo Antunes) e também com antigos sucessos como Arrepio, Enquanto isso (em dueto com Laurie Anderson, no telão), Bem que se quis e Eu sei.

De bônus, os clipes de Amor I love you, Gentileza e O que me importa. Com produção de Arto Lindsay, eis aqui mais um trabalho primoroso, as relíquias que Marisa lança e oferece aos fãs sempre com qualidade máxima que dispensa comentários.

Um forte abraço a todos!

sábado, 27 de março de 2010

As cidades cantadas - 10

A Série As cidades cantadas volta em 2010 para homenagear alguns dos municípios brasileiros cantados pela melhor música do mundo. Ontem, 26/03 foi aniversário de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul.

E a canção mais famosa em homenagem a essa belíssima cidade vem da dupla Kleiton e Kledir, inclusive com expressões que remetem bem à felicidade que essa cidade proporciona. É muito bom ter a internet, imagens e a música brasileira para conseguirmos viajar o país inteiro, mesmo que de forma virtual e é o que fazemos nessa série.

Deu pra ti
(Kledir Ramil / Kleiton Ramil)

Deu pra ti
Baixo astral
Vou pra Porto Alegre
Tchau!
Quando eu ando assim meio down
Vou pra Porto e bah! Tri legal

Coisas de magia, sei lá
Paralelo 30
Alô tchurma do Bonfim
As gurias tão tri afim
Garopaba ou Bar João
Bela dona e chimarrão

Que saudade da Redenção
Do Fogaça e do Falcão
Cobertor de orelha pro frio
E a galera do Beira-Rio

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 25 de março de 2010

Os Músicos do Brasil - 8

Violonista, produtor musical, arranjador, um dos melhores do mundo: Roberto Batalha Menescal, ou simplesmente Roberto Menescal. Natural de Vitória/ES, Menescal é considerado um dos fundadores da Bossa Nova e como compositor criou alguns dos clássicos brasileiros como O barquinho, Você, Ah se eu pudesse, A volta, Bye bye Brasil, Errinho à toa, etc.

São inúmeros os artistas com os quais Menescal já trabalhou acompanhando em shows ou produzindo seus discos como Emílio Santiago, Nara Leão, Maysa, Elis Regina, Wanda Sá, Lúcio Alves, Dorival Caymmi, Chico Buarque, Maria Bethânia, Cauby Peixoto, Leila Pinheiro, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Jorge Ben, Jair Rodrigues, Beth Carvalho, Pery Ribeiro, entre outros.

Com uma lista como esta em seu currículo, não é a toa que Roberto Menescal é um nome associado aos grandes músicos que este país apresenta e exporta, pois trata-se de um músico respeitadíssimo em toda parte onde é conhecido e admirado.

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 23 de março de 2010

Os compositores do Brasil - 25

Um dos compositores mais refinados desse país, oriundo do Clube da Esquina e grande parceiro do Milton Nascimento, com quem tem mais de 200 composições: Fernando Rocha Brant, ou simplesmente Fernando Brant, como é conhecido. Natural de Caldas/MG, Brant é também parceiro de outros ídolos do Clube como o maestro Wagner Tiso, além dos irmãos Borges.

Com Milton fez suas primeiras composições e mais conhecidas de seu repertório: Morro velho, Travessia, Sentinela, O vendedor de sonhos, Canção da América, Encontros e despedidas, Nos bailes da vida, Maria Maria, Roupa nova, Coração civil, Ponta de areia, entre outras.

Outros sucessos de seu repertório com outros compositores são Paisagem na janela e Para Lennon e MacCartney, o que caracteriza não apenas o principal letrista de Milton Nascimento, mas um grande compositor desse país, requisitado por diversos intérpretes e entre eles, citamos Elis Regina, Simone, Daniel, Gal Costa, Joanna, Elba Ramalho, Roupa Nova, Fagner, Nana Caymmi, Maria Rita, entre outros.

Um forte abraço a todos!

domingo, 21 de março de 2010

Olhando as estrelas - 2

A Série tem continuidade apresentando um dos mais importantes encontros entre estrelas que a música brasileira apresenta. Sem sombra de dúvidas, ao se falar de grandes encontros, de grandes duplas de compositores, eles estarão entre os dez mais marcantes, na parte do topo de toda lista: Antônio Carlos Jobim e Vinícius de Moraes.

Tom e Vinícius se encontraram diversas vezes em shows, gravações, especiais, na Bossa Nova, na história musical desse país. E foi em suas composições que esses encontros apresentaram brilho máximo. Só pra citar alguns, o que dizer de Eu sei que vou te amar, Eu não existo sem você, Garota de Ipanema, Chega de saudade, Se todos fossem iguais a você, Caminho de pedra, Canção do amor demais, A felicidade, Brigas nunca mais, Insensatez, Sem você, Ela é carioca e tantas outras feitas a quatro punhos? Só clássicos, hein?

Dizer que Tom e Vinícius são a história musical desse país é ser retundante, mas alegar que essa parceria trouxe um brilho histórico visto a anos luz de nossa pátria é algo necessário de sempre ser mencionado em um país que, às vezes, parece não ter memória cultural, mas que isso é resolvido com a boa música que fica presente em nossa vida  e isso é constatado toda vez que apreciamos também encontros como esses!

Um forte abraço a todos!

sábado, 20 de março de 2010

Um dia, um adeus

É muito bom reviver algumas canções do passado que não tem idade. Músicas que, quando tocam, emocionam sempre da mesma forma e intensidade. É o caso das canções do Guilherme Arantes. Suas músicas emocionam demais, afinal eis aqui um dos melhores músicos que possuimos.

Um dia, um adeus fala de um amor partido, mas sempre valorizando a pessoa amada. E o perdão se faz presente como uma súplica diante do arrependimento e de vivenciarem o grande amor perdido. É importante quando o ser humano reconhece seus erros e tem novas chances de começar de novo. E com essa canção do Guilhermes, as coisas começam ainda melhor, com mais sentimento e sensibilidade.

Um dia, um adeus
(Guilherme Arantes)

Só você prá dar
A minha vida direção
O tom, a cor

Me fez voltar a ver a luz
Estrela no deserto a me guiar
Farol no mar, da incerteza

Um dia, um adeus
E eu indo embora
Quanta loucura
Por tão pouca aventura

Agora entendo
Que andei perdido
O que é que eu faço
Prá você me perdoar

Ah! que bom seria
Se eu pudesse te abraçar
Beijar, sentir
Como a primeira vez

Te dar o carinho
Que você merece ter
E eu sei te amar
Como ninguém mais

Ninguém mais
Como ninguém
Jamais te amou
Ninguém jamais te amou
Te amou

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 18 de março de 2010

Você, de quem a vida eu sou...

Natural de São Paulo, Wanda Maria Ferreira de Sá, ou simplesmente Wanda Sá é um dos nomes mais expressivos da Bossa Nova. Com um mês de idade, mudou-se para o Rio e permanece lá até os dias atuais. Seu primeiro disco foi lançado em 1964, com a produção de Roberto Menescal, com quem aprendeu violão. Nesse trabalho constam as primeiras composições de Edu Lobo, Francis Hime, Marcos Valle, além da canção Encontro, da própria cantora em parceria com Nelson Motta.

Durante muitos anos, casada com Edu Lobo, deixou sua carreira em segundo plano, retomando-a em 1982, após separação com o músico. Entre seus sucessos, podemos destacar Errinho à toa, Brisa do mar, Sabedoria, Jobiniando, Você, Chega de saudade, Discussão, Tristeza de nós dois, Bye bye Brasil, Dom de iludir, etc.

Wanda é daquelas intérpretes refinadas que a música brasileira lapida a cada ano. Independente de mídia, possui seu espaço, seu público fiel e sempre tá envolvida em comemorações que remontam a esse estilo próprio que caracterizou a música brasileira: a Bossa Nova, movimento de qual representa como um de seus maiores expoentes.

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 16 de março de 2010

Essa é a nossa canção...

Luiz Gonzaga Kedi Ayrão é o cantor e compositor Luiz Ayrão, famoso desde os anos 60. Mas, Ayrão cresceu em ambiente musical, pois seu pai era compositor e seu avô e bisavô, músicos. Com apenas cinco anos começava o gosto pela composição. Natural do Rio de Janeiro, teve sua primeira gravação na voz de Roberto Carlos em 1963, com a canção Só por amor, do Lp Splish, splash.

Em 1966, Roberto gravaria Nossa canção, sucesso romântico dos mais marcantes da carreira do rei e de Ayrão, que teve outras canções gravadas por outros intérpretes da jovem guarda. Outras regravações célebres de Nossa canção foram realizadas por Sérgio Reis, Maria Bethânia, Eduardo Lages, Vanessa da Matta. E outro sucesso na voz do rei foi Ciúme de você, do Lp Inimitável, de 1968, regravada posteriormente pelo grupo Raça Negra e por Zizi Possi. E, mais recentemente, tivemos outra grande composição resgatada por Daniel, Os amantes.

Embora seja reconhecido como um grande compositor, Ayrão faz shows como cantor e lança discos. Entre outras canções compostas ou interpretadas por ele temos Bola dividida, Porta aberta, A saudade que ficou, No silêncio da madrugada, Amor dividido, Como antigamente, Quero que volte, etc. Canções que consagram não apenas o compositor, mas o músico romântico, o sambista, o seresteiro enfim.

Um forte abraço a todos!

domingo, 14 de março de 2010

Perfil Benito di Paula

Uma das funções desse espaço que me dá mais ânimo para continuar falando sobre Música Brasileira é a de ir de encontro à mídia nacional e promover, mesmo de forma modesta, estes artistas aos amigos que por aqui passam e às vezes lêem algo que julgam interessante. E um dos artistas que acho que mereceria mais atenção é o Benito di Paula, como já falei aqui em outras postagens.

Atualmente, Benito divulga seu trabalho mais recente baseado em show gravado em cd/dvd. Mas, outro trabalho que também reune grandes sucessos em gravações originais é a coletânea Perfil, lançada em 2002. Nesse projeto encontramos Charlie Brown, Tudo está no seu lugar, Ah! como eu amei, Do jeito que a vida quer, Retalhos de cetim, Mulher brasileira, Bandeira do samba, Assobiar ou chupar cana, Amigo do sol amiga da lua, Se não for amor, Maria baiana Maria, Viola não se empresta a ninguém, Sanfona branca, Osso duro de roer, Não precisa me perdoar e Como dizia o mestre.

Reunindo alguns dos grandes clássicos do Benito e de outros artistas em outros títulos, a coletânea, como já foi dito em postagens anteriores, preza pela qualidade gráfica onde encontramos as letras das canções apresentadas. E no caso do Benito, é só ouví-lo para chegarmos a conclusão que Tudo está no mesmo lugar, graças a Deus!

Um forte abraço a todos!

sábado, 13 de março de 2010

Guerreiro menino

Tal pai, tal filho. Semana passada apresentamos uma composição de Gonzagão que refletia bem essa temática sobre trabalho. Enquanto Gonzaga critica as pessoas que estão no poder por não proporcionarem condições de trabalho para esse povo batalhador, Gonzaguinha se aprofunda no tema e defende o homem como um guerreiro menino. Essa canção foi gravada por várias pessoas e a meu ver tem uma interpretação definitiva com Fagner no cd/dvd Ao vivo 2000.

Com toda sua sensibilidade, Gonzaguinha destaca as características masculinas e suas fragilidades, mas voltando sempre ao mesmo ponto que é com trabalho que o homem tem a sua honra. É aquela velha frase: "O trabalho dignifica o homem" e nesse caso, pai e filho demonstraram bem conhecer isso em uma família vencedora e que tanto nos ensinou.

Guerreiro menino
(Gonzaga Jr.)

Um homem também chora
Menina morena
Também deseja colo
Palavras amenas

Precisa de carinho
Precisa de ternura
Precisa de um abraço
Da própria candura

Guerreiros são pessoas
São fortes, são frágeis
Guerreiros são meninos
No fundo do peito

Precisam de um descanso
Precisam de um remanso
Precisam de um sonho
Que os tornem perfeitos

É triste ver este homem
Guerreiro menino
Com a barra de seu tempo
Por sobre seus ombros

Eu vejo que ele berra
Eu vejo que ele sangra
A dor que traz no peito
Pois ama e ama

Um homem se humilha
Se castram os seus sonhos
Seu sonho é sua vida
E a vida é trabalho

E sem o seu trabalho
Um homem não tem honra
E sem a sua honra
Se morre, se mata

Não dá pra ser feliz
Não dá pra ser feliz...

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 11 de março de 2010

Aniversário do Maestro Eduardo Lages

E hoje é aniversário do grande maestro, do cumpadre do rei, do avô e do pai, do ser humano admirável, do ídolo Eduardo Lages. Imagino que ao chegar a uma data como essa, ele colha todas as justas homenagens que lhe são merecidamente prestadas. Músicos, amigos, familiares, fãs, todos se rendem ao respeito e a simpatia desse grande ser humano que Deus nos presenteou aqui na terra.

Às vezes, valorizamos muito estrelas internacionais. Nós, brasileiros, temos essa mania. É como se procurássemos estrelas apenas no céu, mas Deus é tão justo que nos concede algumas das mais brilhantes aqui na terra e pertinho de nós. Temos muitos grandes músicos, dignos de serem reverenciados como Estrelas Divinas. Eduardo Lages é uma delas, sem dúvida. É claro que todos vão pensar que tudo isso são apenas palavras de um mero fã, mas eu pergunto: será que de tanto apreciar uma boa música, será que conhecer o trabalho de tanta gente desse país não me dá condições de afirmar tudo isso?

Conheço o trabalho de muita gente boa sim. Meu envolvimento é tão grande que chego a sonhar que tenho papos com esses artistas que por aqui passam. Mas, um grande trabalho como o do maestro não é apenas um sonho, é uma realidade que tenho o prazer de desfrutar e até de participar. Hoje em dia, colhemos frutos de alguns músicos do passado que chamamos de gênios, mas não podemos esquecer que gênios como os do passado estão aí, pertinho de nós, em nossos cds, em nossos vídeos, entre as linhas da internet. E um deles, sopra as velinhas hoje, as mesmas onde deseja luz para seus fãs, seus familiares, seus amigos, as mesmas luzes que sempre o iluminam!

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 9 de março de 2010

Acontece que eu nasci pra ser só de você...

Ontem, dia internacional da mulher foi também aniversário da grande dama da televisão brasileira: Hebe Maria Camargo. Natural de Taubaté/SP, sua história se confunde com a da televisão brasileira. Mas, Hebe também é da música, pois ainda nos anos 40 formou com sua irmã Stella, a dupla sertaneja Rosalinda e Florisbela, sendo desfeita posteriormente.

Depois de alguns discos gravados na década de 50 e 60, Hebe se firmaria mesmo na televisão como grande apresentadora, com seu programa semanal que já está no SBT desde 1986, com o sofá mais famoso do país. Só voltaria a gravar em 1995, com o cd Maiores sucessos, 1998 com Pra você e 2001 em Como é grande o meu amor por você.

Em seu programa semanal, Hebe sempre prezou por artistas dos mais variados estilos. Já compareceram desde artistas internacionais como Julio Iglesias e Glória Stefan a duplas sertanejas como Zezé di Camargo e Luciano, sambistas como Alcione e Zeca Pagodinho e artistas consagrados como Caetano Veloso e Roberto Carlos. Entre as grandes interpretações, podemos destacar Como é grande o meu amor por você, De tanto amor, Olhos nos olhos, Esse cara, Pense em mim, Nada além, Você não sabe, Por causa de você, Só de você, Trocando em miúdos, Pensando em ti, Naquela mesa, Sábado em Copacabana, Brigas, Eu não existo sem você, entre outras.

É por essas e outras que o Blog bate à porta da dama da televisão brasileira, desejando apenas que ela continue a nos presentear com muito sucesso, com seu sorriso permanente à música e arte brasileiras e com uma vida que é uma "gracinha".

Um forte abraço a todos!

domingo, 7 de março de 2010

Roberto Carlos - Amor sem limite

Produzido por Mauro Motta e Guto Graça Mello, Amor sem limite foi um dos grandes lançamentos da década de 2000, um presente do rei a seus fãs em um de seus momentos mais difíceis de sua vida. Em meio à tristeza que o abalou um ano antes pela perda de sua Maria Rita, Roberto Carlos apresenta um trabalho que expressa um canal direto entre seu fã e sua eterna alma apaixonada. Todas as canções são voltadas para esse amor que o rei define como bem sucedido.

É o que presenciamos da primeira à ultima canção: O grande amor da minha vida se chamaria A primeira vez que eu te vi e fala de como foi seus primeiros encontros com sua amada. Amor sem limite deu nome ao disco, ao show da época e a mais um clássico do repertório de sua majestade musical. O Grude é para mim sua melhor canção, pois fala de forma simples e direta, tudo que ele sentia naquele momento, com um arranjo de arrasar. O amor é mais é a mais animada do disco, um country que diferencia amor de paixão.

Eu te amo tanto foi incluída aqui em sua versão de 98 pois tem tudo a ver com o tema. Tudo é outra belíssima canção de amor que resgata mais uma das antigas compositoras e amigas do rei: Martinha. Tu és a verdade Jesus, é a última mensagem religiosa (até o momento), em que Roberto mostra uma fé madura e consciente, distante de fanatismos que tantos pregam por aí. O cd ainda apresenta Quando digo que te amo (1996) e Mulher pequena (1992), encerrando com Momentos tão bonitos, um fox de Eduardo Lages e Paulo Sérgio Valle.

Acredito que esse trabalho teria dez canções inéditas, mas pelas interrupções que o trabalho teve pela tristeza do rei que afirmou chorar muito na época, o que prejudica a voz e as gravações, não pode ser concluído e então houve a inclusão de canções de outros anos. Entretanto isso não tira o brilho de mais um trabalho maravilhoso e principalmente onde presenciamos um rei que mostra todo seu sentimento, seu amor, sua alma eterna feita simplesmente desse bom sentimento!

Um forte abraço a todos!

sábado, 6 de março de 2010

Vozes da seca

Ano de eleição é a mesma coisa: mal se começa e já se falam em política, em políticos mostrando os dentes, pousando de messias, comparando sua gestões aos anteriores, como se fosse uma briga entre os bons e os ruins, como se todos não fossem bons e ruins. Na verdade, o que se vê é uns cobrando consciência política e a outros faltando tal consciência. Se você não fala sobre política é alienado, mas pergunto como falar sobre política se os próprios políticos embaralham esse assunto de um jeito que nem eles mesmo compreendem?

Buscando na música brasileira e em especial, na nordestina, encontro no repertório de Gonzaga algo que fala bem sobre política, sobre o eterno problema da seca, sobre a questão da esmola. Incrível como Gonzagão conseguiu em uma só canção, com uma linguagem simples e regional, abordar três temas tão polêmicos, confusos e que dão um nó em nossa mente de uma forma que as conclusões são sempre distintas e pessoais.

Vozes da seca
(Luiz Gonzaga e Zé Dantas)

Seu doutô os nordestino têm muita gratidão
Pelo auxílio dos sulista nessa seca do sertão
Mas doutô uma esmola a um homem qui é são
Ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão

É por isso que pidimo proteção a vosmicê
Home pur nóis escuído para as rédias do pudê
Pois doutô dos vinte estado temos oito sem chovê
Veja bem, quase a metade do Brasil tá sem cumê

Dê serviço a nosso povo, encha os rio de barrage
Dê cumida a preço bom, não esqueça a açudage
Livre assim nóis da ismola, que no fim dessa estiage
Lhe pagamo inté os juru sem gastar nossa corage

Se o doutô fizer assim salva o povo do sertão
Quando um dia a chuva vim, que riqueza pra nação!
Nunca mais nóis pensa em seca, vai dá tudo nesse chão
Como vê nosso distino mercê tem nas vossa mãos

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 4 de março de 2010

Me deixas louca...

Uma das grandes atrizes e intérpretes desse país é Tânia Maria Rego Alves ou simplesmente Tânia Alves. Natural de Bonito de Santa Fé/PB, Tânia iniciou sua carreira artística em peças musicais como Ópera do Malandro e Calabar, destacando-se também no cinema com o papel de Maria Bonita. Típica cantora de boleros, gravou seu primeiro disco em 1981.

Entre os sucessos de sua carreira podemos destacar Alguém me disse, Folhetim, De pouquinho em pouquinho, Me deixas louca, Brigas, Sob medida, Sombras, Outra vez, Olha, Que será, Ouça, Devolvi, Dois pra lá dois pra cá, Negue, Começaria tudo outra vez, Fica comigo esta noite, Sonhar contigo, Pensando em ti, entre outras.

Como atriz, Tânia brilhou em novelas e minisséries globais como Amazônia, O clone, A grande família, Pedra sobre pedra, Ti ti ti, Lampião e Maria Bonita, Morte e vida Severina, entre outras. Uma artista que anda meio sumida da mídia, mas tem um público cativo que não sai de seus shows país afora e também no exterior!

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 2 de março de 2010

Caminhemos, talvez nos vejamos depois...

Quem assistiu recentemente à minissérie Dalva & Herivelto, pode conhecer um pouco mais sobre esse grande nome da nossa música: Peri de Oliveira Martins, ou simplesmente Pery Ribeiro. Natural do Rio de Janeiro e filho de pais famosos, os cantores Dalva de Oliveira e Herivelto Martins, Pery cresceu em meio a esse universo musical e já aos três anos participava de dublagem de filmes da Walt Disney. Na adolescência, participou de programas de tv de Paulo Gracindo e César de Alencar, recebendo deste a indicação para seu atual nome artístico.

Em 1960, sua mãe gravou sua composição Não devo insistir e ainda nesse ano, gravou seu primeiro compacto. Caracterizado como um grande intérprete, sobretudo da Bossa Nova, o repertório de Pery nos oferece canções como Manhã de carnaval, O barquinho, Caminhemos, Esquecendo você, Laura, Ah se eu pudesse, Alguém como tu, Só tinha de ser com você, Por causa de você, Pra você, Na baixa do sapateiro, As rosas não falam, Balada triste, entre outras.

Uma coisa curiosa é que é dele a primeira gravação em disco do clássico Garota de Ipanema, hoje em torno de 2000 regravações mundo afora. Pery não é apenas a boa herança de Dalva e Herivelto, mas é a prova viva que a boa música é atemporal e os bons e novos intérpretes tem nele uma figura exemplar de que esse país possui grandes músicos, grandes intérpretes e grandes nomes.

Um forte abraço a todos!

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Julio Iglesias - 1995

Esse cd é também conhecido como Julio Iglesias - A estrada, por conta da faixa de abertura que traz velocidade, paixão e saudade na voz de um dos maiores artistas do mundo. Lançado em 1995, esse cd possui aquela sonoridade típica e única dos trabalhos do Julio. A canção seguinte é Cosas de la vida, belíssima canção de amor.

Na sequência, Baila morena, com direito a acordeão. As três iniciais são composições de Roberto Livi que, produz o cd e também é o autor de El último verano e Mal de amores. As outras canções são História de amor, Água doce água do mar, Sin excusas ni rodeos, Medley de rumbas e Vuela alto.

Embora tenha o título da capa Julio, não tem haver com aquele famoso cd de 1984 com o título Julio lançado mundialmente. Um cd mais recente e belíssimo da discografia do Julio que não pode faltar na coleção de quem aprecia o repertório desse artista internacional mais que brasileiro, que construiu no incosciente desse povo belas páginas de amor através de suas canções e sua carreira mais que bem sucedida.

Um forte abraço a todos!

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Cecília

Essa é minha canção preferida do repertório romântico do Chico, em parceria com seu maestro Luiz Cláudio Ramos. Lançada nos cds As cidades - 1998 e As cidades ao vivo - 1999, Cecília fala de um amor imensurável por uma personagem que poderia ter vários nomes femininos como a letra mesmo enfatiza: "Tantas Cecílias de mil refletores..." Acredito que o nome Cecília foi escolhido de forma aleatória e o que pesou foi o fato de que Santa Cecília é a padroeira dos músicos, mesmo não revelando um tom religioso, mas romântico que a canção apresenta.

O que mais me fascina é o fato do Chico reverenciar nessa canção sua vontade de ser como aqueles grandes cantores que, com grandes orquestras entoam baladas românticas para suas amadas. E, como se ele não fosse um desses, vai além, afirmando que "nem as sutis melodias merecem seu nome espalhar por aí..." Bárbaro. Uma orquestra afinada para tocar e festejar o amor. Termino repetindo a mesma frase: Chico é um gênio.

Cecília
(Chico Buarque e Luiz Cláudio Ramos)

Quantos artistas
Entoam baladas
Para suas amadas
Com grandes orquestras

Como os invejo
Como os admiro
Eu, que te vejo
E nem quase respiro

Quantos poetas
Românticos, prosas
Exaltam suas musas
Com todas as letras

Eu te murmuro
Eu te suspiro
Eu, que soletro
Teu nome no escuro

Me escutas, Cecília?
Mas eu te chamava em silêncio
Na tua presença
Palavras são brutas

Pode ser que, entreabertos
Meus lábios de leve
Tremessem por ti

Mas nem as sutis melodias
Merecem, Cecília, teu nome
Espalhar por aí

Como tantos poetas
Tantos cantores
Tantas Cecílias
Com mil refletores

Eu, que não digo
Mas ardo de desejo

Te olho
Te guardo
Te sigo
Te vejo dormir

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Série Olhando as estrelas

Sempre tive fascinação por geografia e mais especificamente pela parte voltada ao universo, ao sistema solar, às estrelas. Aprendemos que estrelas são corpos que possuem luz própria. Apesar de raro, imagino que um encontro entre estrelas, de repente uma colisão entre elas produz uma imensa luz, algumas vezes ainda maior que as que ambas emitem. Meu conhecimento é ínfimo, mas é assim que imagino que aconteça, pois ao menos é o que acontece quando as estrelas da música brasileira se encontram.

Iniciaremos uma série onde abordaremos duetos, encontros entre os principais artistas da nossa música brasileira, entre nossas estrelas. Sabemos sempre de grandes encontros e outros torcemos para que aconteçam na curiosidade de perceber o que acontece nesse evento. Alguns encontros são históricos e, digamos manjados, tipo Roberto e Erasmo, Tom e Vinícius, Caetano e Gil, Chico e Edu, Ângela e Cauby, Gonzaga e Dominguinhos, Família Caymmi, Amigos sertanejos, etc.

Mas, na nossa música tão eclética e tão miscigenada, acontece de tudo um pouco. Será interessante investigar o que tem haver artistas como por exemplo Caetano e Djavan, Fagner e Ney, Milton e Rita, Gal e Paralamas, Bethânia e Dominguinhos, Gonzaga e Gil, Nelson e Joanna, Simone e Martinho, os duetos do rei, enfim, artistas tão parecidos e desiguais em seus trabalhos, mas que se encontram e provocam encantos, brilho do encontro de estrelas aos olhos admirados de seus públicos e dos amantes da música brasileira!

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Que beijinho doce que ela tem...

A abordagem de hoje fica por conta de Nalva de Fátima Aguiar, ou simplesmente Nalva Aguiar, como é conhecida. Nalva faz o gênero sertanejo raiz e desde os três anos se interessa por música. Natural de Tupaciguara/MG, aos sete já fazia aulas de acordeão. Iniciou sua carreira cantando em rádios e festas locais, além de participar de programas de televisão do triângulo mineiro.

Atraída pela jovem guarda, foi para São Paulo nos anos 60 e a partir da década de 70, passou a dedicar-se ao repertório sertanejo raiz, chegando a ser considerada mais tarde a rainha dos caminhoneiros. Entre seus sucessos, temos Beijinho doce, Coração sofredor, Doradinho, Fatalidade, Cowboy do rodeio, Tá de mal comigo, Nó na garganta, Dia de formatura, Coração de papel e Dois estranhos, entre outras.

Embora desconhecida por alguns, inclusive por mim, que ainda a conheço pouco, Nalva é considerada a grande dama da música sertaneja por ser pioneira nesse estilo tão discriminado, mas que leva alegria e amor a tantas pessoas que acompanham artistas como Nalva, país afora.

Um forte abraço a todos!

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Raimundo Fagner - Uma canção no rádio

Um dos poucos artistas que ousaram a lançar trabalhos inéditos ano passado foi meu ídolo Fagner em Uma canção no rádio, onde comemora seus sessenta anos de vida. Com direito a edição comemorativa pela Som Livre, o cd apresenta um merecido requinte em seu encarte que traz produção do próprio Fagner. A canção Muito amor, que Fagner já tinha gravado em 2001, ganha nova roupagem como um tango eletrônico e abre o cd.

Na sequência, um novo cantor e compositor conterrâneo do Fagner, descoberto por ele e de quem gravou só nesse cd três canções: Regra de amor, Amor infinito e Martelo, ambas de Oliveira do Ceará. A canção Martelo traz um dueto inédito com Gabriel, o pensador que também divide a composição, colaborando com sua parte declamada. A faixa Uma canção no rádio, que dá título ao cd, é mais uma parceria sólida entre Fagner e Zeca Baleiro, com quem divide o dueto e a composição.

Outra composição que revela uma parceria inédita é Farinha comer, de Fagner e Chico César. Temos ainda Sonetos e A voz do silêncio, além do passeio de Fagner pela música nordestina ao regravar Me dá meu coração, de Accioly Neto em um forró reggae, se é que podemos chamar assim e, Flor do mamulengo, sucesso da banda Mastruz com leite, com uma leitura própria do Fagner.

É um trabalho primoroso, um presente a quem tanto admira o Fagner e acompanha sua obra ano a ano, apreciando sua voz e suas gravações e suas ousadias musicais que nos proporcionam sempre agradáveis trabalhos como este!

Um forte abraço a todos!