segunda-feira, 15 de novembro de 2021

CD Emílio Santiago Aquarela brasileira 2

Dando sequência à série que relembra as Aquarelas do Emílio, depois do sucesso da primeira edição, em 1989 é lançada o volume 2, com bastante êxitos, na voz de nosso grande intérprete. Mas, novamente aqui se engana quem pensa que Emílio apenas regravou sucessos de outros grandes compositores, pois  é neste ano e neste disco que foi lançado o clássico Saigon, um dos maiores de seu repertório e sempre cantado pelos bons músicos da noite.

Mas, como também na edição anterior, a homenagem aos compositores vem em forma de medleys com Lupicínio Rodrigues em Ela disse-me assim/Volta/Pobres moços, Taiguara com Universo do teu corpo/Hoje, João Bosco com Desenho de giz/Papel machê, Wilson Batista com Preconceito/Louco, Rita Lee com Mania de você/Lança perfume, Billy Blanco com Mocinho bonito/A banca do destino/Não vou pra Brasília.

E outras canções aparecem mesclando um compositor com outro, tipo Ary Barroso e Gonzaguinha em Isto aqui o que é/É ou Luiz Melodia com Nelson Motta em Pérola negra/Bem que se quis. Alguns enredos de escola de samba também são homenageados, aqui na faixa de abertura Festa profana/Liberdade! Liberdade! Abre as asas sobre nós/Direito é direito, respectivamente da União da ilha, Imperatriz Leopoldinense e Vila Isabel. Com a produção de Roberto Menescal, foi mais um gol de placa da Som livre e de nosso inesquecível cantor.

Um forte abraço a todos!

segunda-feira, 8 de novembro de 2021

♫Bem pra você♫

Atualmente, vivemos tão carentes de boas canções que, quando descobrimos alguma coisa boa composta e lançada nos últimos 20 anos, vibramos bastante. É o caso dessa belíssima canção, composta por Marina Lima para Simone, que a lançou em seu CD Na veia, de 2009. E pensar que até os fins dos anos 90, por essas épocas, estávamos sempre descobrindo novas canções da cigarra, em seus novos discos. Coisa que muitos faziam. Bons tempos.

E bom também é essa canção, romântica e realista e pra quem acha que isso não é possível, Marina condensou numa bela obra de arte todo amor e admiração de um personagem por alguém, que traz em si muito amor e digo realista porque, como a letra diz, ele sabe dos defeitos, da imperfeição de quem se ama e que, mesmo assim, o que deseja proporcionar é o amor que possui e que traduz boas vibrações a quem sente e pra quem recebe!

Bem pra você  
Marina Lima e Dé Palmeira

Eu vim trazer
Só sentimentos
Que façam você ficar bem e feliz

Não que eu não tenha sabido
Dos seus brilhos e vinhos e tal
Mas me faltava poder conviver
E obter uma prova cabal

Desse carisma
Que apaixona
Até os mais desinteressados
Dos mortais

Fico a imaginar
O seu rosto, seu gosto ao ver
O que há muito eu queria mandar
Pra você.

Às vezes a timidez atrapalha
E ficamos à ver navios em vão

Mil sensações
Mil atrativos
Me fazem querer viajar
Nessa luz

Sinto a onda bater
Mergulho bem fundo no mar
E pesco palavras do bem
Pra você

Um forte abraço a todos!

segunda-feira, 1 de novembro de 2021

CD Rita Lee - Novelas

Torcendo para que Rita Lee esteja bem e sempre bem, com saúde plena, afinal, poucos cantaram a saúde tão bem quanto Rita. Em 2002 foi lançado uma coletânea com sucessos dela que figuraram nas novelas, no decorrer de sua carreira, já que era figura sempre constante nas cenas de nossas telinhas.

E entre os sucessos temos Minha vida, Erva venenosa, Flagra, Chega mais, Agora só falta você, Esse tal de roque enrow, Agora é moda, Vítima, Eu e meu gato, Pega rapaz, Atlântida, Bobos da corte, Locomotivas, Sassaricando, Coisas da vida e Mon amour. Sucessos inesquecíveis que tocaram em novelas como Um anjo caiu do céu, Final feliz, Chega mais, Dancin days, Brega e chique, Sassaricando, A próxima vítima e Fera ferida.

Curioso é que algumas canções davam nomes também aos folhetins. Novelas inesquecíveis para quem as assistiu, canções inesquecíveis para quem as vivenciou e, de repente, pode ouvir, cantar e matar as saudades da também inesquecível rainha do rock nacional Rita Lee.

Um forte abraço a todos!

segunda-feira, 11 de outubro de 2021

♫Hollywood♫

Semana do dia das crianças e tá aqui um símbolo de infância pra mim e creio que também para a minha geração: os trapalhões foram heróis, palhaços, saltimbancos, mocinhos, caçadores, cangaceiros, monstros, desenhos, apaixonados, fizeram a minha infância mais feliz. Daí lembro do filme Os Saltimbancos trapalhões, que já comentamos anteriormente, e que teve uma das melhores trilhas sonoras, compostas por Chico Buarque.

Não tem como não ouvir essa canção, regravada por alguém, ou no original com Lucinha Lins e participação cômica do quarteto e não sentir nostalgia ao derramar lágrimas felizes. Filmes cheios de emoção, pureza e que enchiam nossos sonhos de esperança de que nós, brasileiros, somos capazes, temos talentos para produzir algo tão belo, que fica de forma muito positiva na vida das pessoas!

Hollywood
Sergio Bardotti, Luis Enríquez Bacalov e Chico Buarque

Ói nós aqui
Ói nós aqui
Hollywood fica ali bem perto
Só não vê quem tem um olho aberto

Ói nós aqui
Ói nós aqui
Hollywood é um sonho de cenário
Vi um pau-de-arara milionário

E eu que nem sonhava conhecer o tal Recife
Pobre saltimbanco trapalhão
Hoje sou mocinho, sou vizinho do xerife
Dou rabo-de-arraia em tubarão

Ói nós aqui
Ói nós aqui
Tem de tudo nessa Hollywood
Vi um índio cheio de saúde

Ói nós aqui
Ói nós aqui
How do you do
Caruaru
I wanna see
Piripipi
Ói nós aqui

Ói nós aqui
Ói nós aqui
Camelôs, malucos e engraxates
Aproveitem enquanto o sonho é grátis

Quem há de negar que é bom dançar
Que a vida é bela neste fabuloso Xanadu
Eu só tenho medo de amanhã cair da tela
E acordar em Nova Iguaçu

Ói nós aqui
Ói nós aqui
How do you do
Banabuiú
I wanna buy
O Paraguai
Hollywood
And me
Ói nós aqui (vixe!)

Um forte abraço a todos!

segunda-feira, 4 de outubro de 2021

♫Meu país♫

Difícil não ter saudades do Tim, de suas interpretações fantásticas, de canções que nem foram tão clássicas de seu repertório, como esta, mas que retratam bem o que era Tim Maia e sua inesquecível batida, sobretudo quando a interpretava ao vivo. Ah, como eu queria ter ido a um show seu! Claro, e que ele não faltasse...

A letra de Meu país se refere a alguém que agradece a algum estrangeiro por ter aprendido em suas terras, mas que enaltece que foi em seu país onde mais aprendeu e cresceu! Imagino que Tim aqui se referia a algum americano e, claro, enaltecendo nosso Brasil, sem medo de mandar bem em uma canção ufanista! Neste momento em que vemos tantas divisões neste país, bem que poderíamos nos remeter a Tim, a seus clássicos e como isto tudo nos unia em torno de seu som!

Meu país
Tim Maia

Sim
Bem sei
Que aprendi
Muito no seu país
Justo no seu país

Porém no meu país
Senti
Tudo que quis

Pois vi
Como vivem
Todas as flores
Todas as dores
Sem distinção de cor

O amor
Existe, enfim
Mesmo ainda
Quando há luta
Do alto se escuta
Em uma só voz
Que diz
Somos
Como irmãos

Um forte abraço a todos!

segunda-feira, 13 de setembro de 2021

CD Nana Tom Vinícius

Não sei se de fato é, mas provavelmente estamos aqui com o último trabalho de Nana Caymmi que, se confirmar, encerra sua carreira discográfica com um belo trabalho onde navega (mais uma vez), pela obra de Tom e Vinícius, com arranjos de seu irmão Dori Caymmi, num trabalho lançado inicialmente apenas nas plataformas digitais em 2020, mas que, graças a Deus, saiu no formato físico agora em 2021.

A voz de Nana e os arranjos de Dori seguem impecáveis e o repertório vai de clássicos como Eu sei que vou te amar, As praias desertas, Janelas abertas, Modinha, Por toda minha vida, Canção do amor demais, Se todos fossem iguais a você, até canções menos conhecidas como Luciana, Serenata do Adeus, Valsa de Eurídice, Soneto da separação. A versão de Sem você ficou de arrepiar.

Um encarte luxuoso, com fotos de partituras e letras da época, dos dois compositores e depoimentos de Dori e Hermínio Bello de Carvalho enriquecem ainda mais este trabalho que festejo ainda mais por sua edição física e coroa uma carreira e uma voz belíssima que Nana apresenta aos apreciadores de sua rica obra.

Um forte abraço a todos!

segunda-feira, 30 de agosto de 2021

Olhando as estrelas - 72

Chico Buarque e Toquinho tem muitas histórias juntas. Já compuseram canções, batem peladas, cantaram juntos em diversos momentos, muito papo e muita história viva da música brasileira. Vale ressaltar que, quando Chico estava exilado, Toquinho o foi visitar e fizeram algumas canções.

A mais conhecida é Samba de orly, parceria dividida com Vinícius de Moraes. Outras canções foram Lua cheia e Samba pra Vinícius. E, imagino que só não houveram mais parcerias, porque ambos são suficientes sozinhos, e também são muito ocupados, pois estamos falando de dois craques (não sei em campo, mas na música sim).

E seria legal não apenas algumas composições, mas também canções em disco, como aconteceu ainda na década de 60, onde gravaram Desencontro, no disco do Chico. E também outros shows, um em homenagem ao Vinícius de Moraes seria ideal com esses dois! Quem sabe né? Grandes estrelas que brilham no céu do Brasil!

Um forte abraço a todos! 

segunda-feira, 23 de agosto de 2021

♫Calma♫

Agora em 2021 Marisa Monte está lançando novo trabalho que espero que saia na forma física (há promessas para o próximo ano)! Quem coleciona CD´s como eu e que tem vários ou todos dela sofre se esse também não se somar aos demais. E quem curte vinil também pede. Desde ano passado, Marisa pretendia lançar esse projeto, mas a pandemia atrasou tudo e a todos. Ainda bem que agora temos esse mais que necessário álbum.

Na música de trabalho, em parceria com Chico Brown (filho de Carlinhos e neto de Chico), Marisa pede algo que todos deveriam trabalhar mais em si: a calma. Em épocas de rixas políticas, brigas de trânsito, confusão nas redes sociais e presenciais, sua canção soa como uma receita, um bálsamo a se ouvir e cantar, na esperança que dias melhores venham em forma de mais consciência e respeito humano.

Calma
Marisa Monte e Chico Brown

Calma, que eu já tô pensando no futuro
Que eu já tô driblando a madrugada
Não é tudo isso, é quase nada
Tempestade em copo d'agua

Eu não tenho medo do escuro
Sei que logo vem a alvorada
Deixa a luz do sol bater na estrada
Ilumina o asfalto negro
Ilumina o asfalto negro

Não faz assim
Não diga que não gosta de mim
Não diga que não vai me notar
No pé do bar, em qualquer lugar

Não venha me dizer que não dá
Não quero ver você se perder
Não diga que não vai me mudar
Não diga que é difícil demais

Calma, que eu já tô pensando no futuro
Que eu já tô driblando a madrugada
Não é tudo isso, é quase nada
Tempestade em copo d'agua

Eu não tenho medo do escuro
Sei que logo vem a alvorada
Deixa a luz do sol bater na estrada
Ilumina o asfalto negro
Ilumina o asfalto negro

Não faz assim
Não diga que não gosta de mim
Não diga que não vai me notar
No pé do bar, em qualquer lugar

Não venha me dizer que não deu
Não diga que não vai me esquecer
Não diga que não sabe explicar
Eu juro que não dá pra entender

Calma
Ilumina o asfalto negro...

Um forte abraço a todos!

segunda-feira, 16 de agosto de 2021

CD Chico Buarque - As cidades

As cidades é mais uma obra de arte que Chico Buarque lançou em 1998 para nós. A começar pela capa, uma mistura de etnias, coisa bastante brasileira. Todas as canções autorais, algumas em parcerias com grandes compositores como Dominguinhos, Guinga, Hermínio Bello de Carvalho e seu maestro Luiz Cláudio Ramos, que também produziu o disco.

Neste trabalho encontramos Carioca, Iracema voou, Sonhos sonhos são, A ostra e o vento, Xote de navegação, Você você, Assentamento, Injuriado, Aquela mulher, Cecília e Chão de esmeraldas. Quase todas entraram na turnê que gerou o CD As cidades ao vivo, já comentado anteriormente. Carioca é um retrato do Rio. A ostra e o vento é uma bela valsa que, segundo Chico, surgiu como uma canção de ninar para seu neto.

Cecília, pra mim, é uma das suas melhores, uma poesia em forma de canção bem tocada e cantada, prova que Chico é o melhor intérprete de si mesmo. Enfim, mais uma pérola do nosso maior compositor vivo e um dos melhores da história da música brasileira, em um de seus grandes discos, dos meus favoritos.

Um forte abraço a todos!

segunda-feira, 9 de agosto de 2021

♫Quase♫

Algumas canções se tornam inesquecíveis, mesmo quando seus intérpretes já não aparecem com a merecida frequência na mída. Lembro da novela Corpo dourado, em 1998 e de uma canção que fazia parte de sua trilha sonora que, me fascinou na época e, claro, até hoje, pois em pleno 2021 estou relembrando ela, doido pra um dia encontrar a cifra e tocá-la ao violão. Aí pesquisei e encontrei seu nome, intérprete, novela, autores...

A canção chama-se Quase, com poucas estrofes escritas por Caetano Veloso e Antônio Cícero, interpretada pela cantora Daúde. Sua letra traz aquele amor imenso, forte, brilhante, mas que por trás desse falso brilho traz muita nocividade, algo em torno de uma quase (mas, inatingível) felicidade, pois ambos seguem em sentidos sempre opostos. E, mesmo se tentando novas direções, o amor circula um poço, no qual ninguém merece cair ou permanecer. Não sei porque nenhum intérprete ou até mesmo o Caetano não resgata essa canção que tanto gosto!

Quase
Caetano Veloso e Antônio Cícero

Por uma estranha alquimia(você e outros elementos)
Quase fui feliz um dia
Não tinha nem fundamento

Havia só a magia dos seus aparecimentos
E a música que eu ouvia e um perfume no vento

Quase fui feliz um dia
Lembrar é quase promessa
É quase quase alegria, quase fui feliz à beça
Mas você só me dizia:
Meu amor vem cá sai dessa
Meu amor vem cá sai dessa

Um forte abraço a todos!