quinta-feira, 15 de julho de 2010

Os Músicos do Brasil - 12

Um nome pouco conhecido aqui do Brasil, mas de grande importância nos Estados Unidos: Sérgio Santos Mendes. Natural de Niterói/RJ, Sérgio é uma das maiores representações da Bossa Nova no exterior, sobretudo na terra do Tio Sam, onde vive desde 64. Mas, sua carreira começa antes, em 1960 quando integrou o Sexteto Bossa Rio.

Já nos EUA, forma o grupo Sérgio Mendes & Brasil 66 que lhe confere bastante sucesso, sobretudo com a versão em Bossa Nova da canção Mas que nada, composta com Jorge Benjor. Como grande pianista que é, já trabalhou com nomes como Tom Jobim e João Gilberto, até Frank Sinatra e Stevie Wonder, entre outros.

No repertório de seus trabalhos, podemos destacar Garota de Ipanema, Bim bom, Chove chuva, Ponteio, A banda, Viramundo, Promessas de pescador, Anos dourados, Surfboard, Caminhos cruzados, Só tinha de ser com você, País tropical, entre outras que só ressaltam mais um grande nome entre os músicos que nosso país exporta e que se equipara a qualquer outro de qualquer parte do mundo com o mesmo talento!

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 13 de julho de 2010

Pare o mundo que eu quero descer...

Um dos cantores mais populares desse país, Sílvio Ferreira de Brito, ou simplesmente Silvio Brito como é conhecido é natural de Três Pontas/MG. Nos anos 60 integrava bandas de rock, mas sua carreira solo e seu primeiro disco só viria a ser lançado em 1973, com o sucesso Tá todo mundo louco, abrindo as portas para sua carreira e o levando a frequentar os programas mais populares dessa época.

Entre seus sucessos, podemos citar Cidadão, Espelho mágico, Rio de lágrimas, Tá todo mundo louco, Farofa, Casinha, Terra dos meus sonhos, Utopia, Careca sem dente e pelado, entre outras. Sílvio também produziu e gravou algumas canções do Padre Zezinho de quem é amigo.

Distante da mídia já há algum tempo, recentemente foi vice-campeão do programa Rei majestade, de Silvio Santos, um dos apresentadores que mais colaborou com sua carreira. Atualmente apresenta seus shows país afora e reencontra seu público que canta junto seus eternos sucessos!

Um forte abraço a todos!

domingo, 11 de julho de 2010

Feliz aniversário - 30 anos!!!

Hoje, completo 30 anos! E procurei encontrar mais algum significado especial para essa data, além do bolo, dos presentes e da companhia carinhosa de sempre que recebo, afinal como professor de matemática, esse número também chamou atenção. Mas, fujo do ofício de educador e penso (novamente!) em música. Como meu referencial número um é o Roberto Carlos, fiquei felicíssimo ao lembrar que com 30 anos Roberto lançou Detalhes, a canção que ele mais ama de todas que fez! Lembro também do Eduardo Lages, que em seu dvd Com amor, se remete a seus 30 anos com muita saudade!

Na realidade, busquei uma imagem que me inspirasse e optei por essa que vos apresento. É da mais recente apresentação que realizei na Escola onde ensino e de vez em quando, brinco de cantar. Esse ano ainda tô devendo uma visita ao Instituto de idosas onde sempre canto para elas, mas espero não demorar a ir. Mas, não pense que estou compondo uma nova Detalhes, nem a minha Detalhes, pois mesmo que tivesse completando 300 anos, ainda acho que não conseguiria fazer uma daquela, com toda aquela inspiração.

Essa foto representa uma passagem de som, um ensaio antes de minha simples apresentação, a qual muito me orgulha sempre que faço com minha simplicidade que todos compreendem. Pois é, 30 anos já se foram e acho que ainda estou ensaiando, embora tenha tantas conquistas a agradecer a Deus durante todo esse tempo. A vida começa agora e precisamos sempre ensaiar para que quando as cortinas se abrirem, em nosso dia-a-dia, possamos dar o melhor de nós nesse palco iluminado por Deus que é a vida , esse grande presente concedido a cada um de nós! Viva à Música, Viva à Vida, Viva ao Amor! Obrigado por vocês sempre estarem aqui dando vivas e brindes comigo em momentos como esse!

Um forte abraço a todos!

sábado, 10 de julho de 2010

Tanta solidão

Há quem ache que as boas canções do repertório do Roberto estão presentes apenas nos discos dos anos 70 e, quando no máximo, anos 80. Eis uma canção, que a meu ver, vai de encontro a esse tipo de pensamento, pois embora não seja da autoria do rei e do tremendão Erasmo, compõem aquela lista de canções que ouvímos na voz do Roberto e achamos que é dele, por possuir sua marca inconfundível de excelente intérprete!

Tanta solidão foi a canção romântica mais linda do cd 1993 e foi tema da novela global Tropicaliente. É demais ouvir uma canção como essa que enaltece a saudade e a novela a associaria a paisagens marítimas que despertavam ainda mais o sentimento descrito na letra: "Sinto vontade de te buscar e dizer como estou..." Um gol de placa do Mauro Motta, do Marcos Valle e de seu irmão Paulo Sérgio Valle para o repertório do artista número um desse país!

Tanta solidão
(Mauro Motta, Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle)

Você não sabe
Quanta saudade você me deixou
Lindos momentos
Coisas que o tempo jamais apagou

Foi tanta emoção amor
Tanta coisa que ficou
Foi tanta paixão
Tanta coisa pra um só coração

Sinto saudade
Daquele tempo que a gente sonhou
Mas no meu peito
A realidade é que nada mudou

Quanta solidão amor
Quanta solidão amor
E a recordação
É demais para um só coração

São coisas que eu não sei como dizer
Mas eu sei que o meu silêncio você sabe compreender
Se você está tão longe, tão distante pra voltar
Saiba que eu estou tão perto sem saber como chegar

Talvez sejam lembranças nada mais
E eu nem sei dizer se os nossos sentimentos são iguais
Já tentei, já fiz de tudo e não consigo te esquecer
Às vezes penso que os meus sonhos não existem sem você

Você não sabe
Quanta saudade você me deixou
Sinto vontade
De te buscar e dizer como estou

Foi tanta emoção amor
Tanta coisa que ficou
Tanta solidão
É demais para um só coração

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Começo a encontrar mais de mil maneiras de amar...

Uma das principais figuras dos Novos Baianos, esta é Bernadete Dinorah de Carvalho Cidade ou simplesmente Baby Consuelo. Natural de Niterói/RJ, Baby começou a tocar violão cedo e já aos 14 anos vence festival de música em sua cidade. Anos depois mudou-se para a Bahia e conhece Pepeu Gomes, com quem divide várias parcerias, além de posteriormente casar-se com este.

Em 1968 integrou o grupo Novos Baianos no qual gravou vários discos, até partir para carreira solo em 1978, quando o grupo já não mais existia. Entre os sucessos de seu repertório constam canções como Menino do rio, Sem pecado e sem juízo, Aquarela do Brasil, Brasil pandeiro, Sampa, Um auê com você, É, Brasileirinho, Lá vem o Brasil descendo a ladeira, Cachorro vira-lata, entre outras.

Atualmente, Baby que adotou na década de 90 o novo título de Baby do Brasil, dedica-se à religião protestante de qual faz parte e ao repertório gospel. E é inegável sua importância musical, sobretudo na época dos Novos baianos, quando gravaram um dos principais discos de sua carreira, elogiado por todos!

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 6 de julho de 2010

Mi Buenos Aires querido...

Quem vê esse título pode pensar que trata-se de um deboche de um brasileiro pelos argentinos, que caíram fora da copa do mundo de forma mais gritante que nós. Mas, enquanto no futebol existem essas desavenças, no campo musical, somos povos unidos e nossas culturas são integradas e apuradas pelos dois povos. Nossos artistas sempre foram muito bem recebidos pelos hermanos. Roberto, por exemplo, sempre inclue a Argentina em suas turnês internacionais assim como Caetano, Chico e tantos outros.

Carlos Alberto Garcia Moreno ou simplesmente Carlos Gardel encabeça os artistas argentinos com maior influências não apenas no Brasil, mas no mundo. Um de seus principais parceiros foi o brasileiro Alfredo Le Pera, com quem compôs alguns clássicos. E entre tantas canções de seu repertório, citamos Volver, El dia que me quieras, Yira...yira, Mi Buenos Aires querido, Adios Muchachos, Cambalache, Mano a mano, Camiñito, El choclo, La cumparsita e tantos outros tangos maravilhosos que se imortalizaram em sua voz.

Referência número um no tango, Gardel já foi cantado pelos mais variados artistas nacionais e internacionais. Só pra citar, temos Roberto Carlos, Julio Iglesias, Luis Miguel, Richard Clayderman, Nelson Gonçalves e Agnaldo Rayol. Um artista inesquecível também no cinema onde atuou em alguns filmes e sempre com uma influência incontestável aos artistas latinos que não cessou em 1935, quando Gardel partiu para o andar de cima!

Um forte abraço a todos!

domingo, 4 de julho de 2010

Falando de amor

Esse cd é um brinde à música brasileira com bastante requinte: a família Caymmi, representada por Nana, Dori e Danilo, se une à família Jobim, representada por Paulo e Daniel, para apresentarem alguns dos clássicos e eternos sucessos do maestro soberano Antônio Carlos Jobim e algumas coisas até inéditas para os fãs da boa música brasileira, como é o caso das versões das canções Bonita demais e Canção para Michelle.

Produzido por José Milton, as cinco vozes estão unidas em cada faixa e já na primeira faixa, temos os cinco cantando o Samba do avião. Depois duetos ou apenas vozes solos e acompanhamentos dos demais em seus instrumentos. Nana, por suas majestosas interpretações, arrasa em várias faixas como é o caso de Foi a noite (com Paulo nos vocais), As praias desertas, Outra vez, Esperança perdida, Só em teus braços, Falando de amor (em dueto com Danilo), Esquecendo você e Canção para Michelle.

As demais canções trazem Daniel em Bonita demais e Corcovado, Dori em Anos dourados e Para não sofrer (em dueto com Paulo), Paulo em Desafinado, Danilo em Eu sei que vou te amar e todos os homens finalizando o projeto em Piano na Mangueira. É um cd para quem ama realmente música brasileira e nada mais a acrescentar porque o projeto é de primeira grandeza e dispensa comentários!

Um forte abraço a todos!

sábado, 3 de julho de 2010

Encontro das águas

Essa belíssima canção vem do repertório do Jorge Vercilo e foi tema da novela Mulheres de areia, em sua segunda versão, de 1993. Encontro das águas foi o primeiro grande sucesso do Jorge e encantou a milhares de telespectadores que assistiam àquelas cenas da novela que mesclavam amor e mar, tudo que a letra induzia a pensar.

Daquelas canções que partem o coração, um amor sofrido, Encontro das águas descreve, através de sua letra com muitos trocadilhos, um amor dividido e sempre questionado por ser assim. E a imagem desse evento da natureza por si só mostra a diferença entre quem chega e quem parte fala por si só nas entrelinhas da canção:

Encontro das águas
(Jorge Vercilo e Jota Maranhão)

Sem querer te perdi tentando te encontrar
por te amar demais sofri, amor
me senti traído e traidor

Fui cruel sem saber que entre o bem e o mal
Deus criou um laço forte, um nó
e quem viverá um lado só?

A paixão veio assim afluente sem fim
rio que não deságua
Aprendi com a dor nada mais é o amor
que o encontro das águas

Esse amor
hoje vai pra nunca mais voltar
como faz o velho pescador
quando sabe que é a vez do mar

Qual de nós
foi buscar o que já viu partir,
quis gritar, mas segurou a voz,
quis chorar, mas conseguiu sorrir?

Quem eu sou
pra querer
Entender
O amor

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 1 de julho de 2010

O verão passou todo comigo...

Ele é uma das grandes vozes do Brasil, das mais conhecidas internacionalmente. Estou falando de Farnésio Dutra e Silva, mais conhecido como Dick Farney. Cantor, compositor e pianista, Dick aprendeu piano ainda na infância. Natural do Rio de Janeiro, cantou em programa de rádio e foi pianista de banda, sobretudo por sua influência e aproximação com a canção norte-americana.

Entre tantas canções imortalizadas por sua voz, temos Copacabana, Marina, Um cantinho e você, Meu Rio de Janeiro, A saudade mata a gente, Alguém como tu, Tereza da praia, Outra vez, Este teu olhar, Se é por falta de adeus, A noite do meu bem, Você, Insensatez, Fotografia, Castigo, Preciso aprender a ser só, Apelo, Fim de caso, O amor em paz, etc.

Por sua ligação com a música estrangeira, Dick representou bem o Brasil lá fora, sempre por onde passou e até hoje é um dos nomes mais lembrados no quesito intérprete brasileiro pelos americanos, juntamente com Tom e João. Trata-se de um verdadeiro patrimônio nacional que partiu em 1987 e a música brasileira guarda em sua memória e nas canções imortalizadas por ele que ecoam por aí sempre!

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 29 de junho de 2010

Os compositores do Brasil - 28

Nessa série, certa vez, abordamos os compositores de Gonzaga. Nos referíamos aos três mais constantes que foram Humberto Teixeira, Zé Dantas e João Silva. Mas, Gonzaga também cantou a feira mais famosa do mundo, a de Caruaru/PE e eis aqui o autor da canção: Onildo Almeida. E a canção A feira de Caruaru foi resultado, em 1957, de um recorde para artistas nordestinos: cem mil cópias em um único trabalho de Gonzaga.

Onildo chegou a integrar conjuntos vocais pernambucanos e depois virou radialista e compôs mais de 500 canções, sendo interpretado, além de Gonzaga, por Gilberto Gil, Dominguinhos, Maysa, Agostinho dos Santos, Jorge de Altinho, Flávio José, Marinês e Trio Nordestino. Entre seus sucessos estão Aproveita gente, Casamento antigo, História de Lampião, Meu beija-flor, Hora do Adeus, Saudade de você, Lamento, Sanfoneiro macho, Abc do amor, Regresso do amor, Tá bom demais, entre outras.

É com esse expressivo e conterrâneo poeta que encerramos esse mês festivo em que a fogueira e a sanfona andam juntas e fazem a festa em canções inesquecíveis, sobretudo para o povo nordestino. E compositores como Onildo não podem estar ausentes nessas festas, pois suas canções fazem parte dessa trilha sonora que aquece o coração do Nordeste Brasileiro e porque não dizer o coração do Brasil.

Um forte abraço a todos!

domingo, 27 de junho de 2010

Olhando as estrelas - 5 - Elba Ramalho e Dominguinhos - Baião de dois


A Série Olhando as estrelas entra em ritmo de forró, típico de quase todas as postagens desse mês junino para apresentar o encontro entre Sr. Domingos e Elba Ramalho. Depois de comemorarmos o dia dos namorados, e apresentarmos uma canção desse cd, é indicado um dos trabalhos mais lindos dos últimos anos: Elba Ramalho e Dominguinhos em um cd que reune suas vozes e as principais composições de Sr. Domingos e de outros compositores escolhidos a dedo pela dupla como Nando Cordel, Djavan, Gilberto Gil e Chico Buarque. A maior parte das faixas é composta de duetos, mas temos surpresas em interprretações ímpares e únicas da Elba.

Com a dupla cantando, temos Rio de sonho, Tenho sede, Eu só quero um xodó, Onde está você, Retrato da vida, Chama, Xote de navegação, Gostoso demais, Forrozinho bom, De volta pro aconchego, Pedras que cantam/Isso aqui tá bom demais. Elba também arrasa sozinha em Lamento sertanejo e Vem ficar comigo, que teve sua letra retratada aqui recentemente.

Essa postagem com esse cd se enquadra perfeitamente na série Olhando as estrelas, pois são mesmo duas estrelas talentosíssimas que apresentam tantas histórias em comum. Elba participou recentemente do dvd de Dominguinhos além de ter imortalizado um de seus mariores sucessos: De volta pro aconchego que o sanfoneiro a mostrou inicialmente em forma de xote. Elba pediu que a canção fosse tocada mais lentamente e mandou um "é assim que vou gravar", nos presenteando com aquele e tantos outros sucessos da música brasileira e do repertório de Sr. Domingos. E, particularmente nesse trabalho encontramos um cd daqueles que não enjoamos de ouvir, sobretudo nessa época tão romântica e tão festiva onde a sanfona comanda a festa e Sr. Domingos  e Dona Elba são referências nessa sabedoria musical.

Um forte abraço a todos!

sábado, 26 de junho de 2010

Meu cenário

Há algum tempo atrás, quando falamos sobre Petrúcio Amorim na série Os compositores do Brasil, citamos essa canção como uma de suas pérolas. Hoje, ela ganha um post só pra ela por sua importância para os nordestinos como uma das canções mais lindas executadas nos últimos anos, sobretudo nessa época festiva onde a fogueira aquece os corações e dita a marcha.

Meu cenário já foi interpretada por Santanna, o cantador e é cantada durante todas as noites do mês de junho onde um artista deseja mostrar o autêntico pé-de-serra que ainda se faz no Nordeste Brasileiro, sempre sob a influência de Gonzaga. Petrúcio, seu criador, dispensa comentários, pois essa é só mais uma pérola que ele extrai de seu valioso e inseparável chapéu. A riqueza de detalhes é algo a parte nessa letra que muito reforça a influência de Chico Buarque, que o compositor já afirmou sofrer. Diante de tanta coisa que é citada, ousei apresentar na imagem apenas a testemunha ocular de todo esse momento de prazer!

Meu cenário
(Petrúcio Amorim)

Nos braços de uma morena
Quase morro um belo dia
Ainda me lembro o meu cenário de amor
Um lampião aceso, um guarda-roupa escancarado
Um vestidinho amassado embaixo de um batom
Um copo de cerveja, uma viola na parede
E uma rede convidando a balançar
No cantinho da cama um rádio a meio volume
Cheiro de amor e de perfume pelo ar

Numa esteira o meu sapato pisa no sapato dela
Em cima da cadeira aquela minha bela cela
Ao lado do meu velho alforge de caçador

Que tentação, minha morena me beijando feito abelha
E a Lua malandrinha pela brechinha da telha
Fotografando o meu cenário de amor

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Festas juninas

O mês de junho no Nordeste Brasileiro poderia também ser chamado de mês da alegria. Sem desmerecer os demais meses do ano, claro, mas durante essa época impera toda a cultura de uma festa raiz representada pela simplicidade e criatividade de um povo forte. Comidas, brincadeiras, enfeites, tradições, danças, balões (apenas como enfeite), fogos (com todo cuidado, claro) e, como sempre muita música.

Embora ressalte sempre o forró, outros estilos também se destacam como o coco, o xaxado, o maracatu, o repente, dentre outros. Mas, é mesmo no forró, através do xote ou do baião que são apenas variações desse estilo que a festa se mostra completa. As tradições mais raízes apontam para uma festividade simples e sem muita sofisticação, mas não menos interessante. Imagine levantar uma palhoça com palha de coco e bambu, bandeiras coloridas, um som lá dentro ou até músicos ao vivo e levantar a poeira a noite toda: pois é assim que o forró se difunde entre os povos nordestinos. A fogueira é também indispensável.

Não me canso de repetir que Gonzaga é o papa disso tudo. Foi ele, com sua simplicidade, com seu repertório que prezava por detalhar esses e outros detalhes dessa cultura que o tornou o pioneiro e imprescindível nesses momentos. Em qualquer lugar onde esteja tocando algum clássico de Gonzaga é sinal de que as pessoas estão festejando com a felicidade que sua canção traz. Junto a ele, tivemos também Marinês e sua gente, Trio Nordestino, Jackson do Pandeiro, Jacinto Silva e tantos outros nomes importantíssimos. Outros seguidores deles fazem as festas nos quatro cantos da região, pois alguém deve tá cantando ou dançando nesses dias canções de Elba, Fagner, Zé, Geraldo, Alceu, Petrúcio, Flávio, Nando, Cristina, Alcymar, Dominguinhos, Waldonys, Novinho, Maciel, Jorge e tantos outros que fazem a festa e a deixam ainda mais feliz!

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 22 de junho de 2010

Os Músicos do Brasil - 11

Aqui está o que eu posso chamar de gênese da música em meu sangue: A Banda de Pífanos de Caruaru. Fundada em 1924 por Manoel Clarindo Biano e Benedito Clarindo, consta de uma das bandas mais tradicionais do país, com várias formações no decorrer desses anos. Contam que a banda tocou até para Lampião, o cangaceiro dos sertões.

Em sua atual formação constam filhos e sobrinhos dos originais fundadores: Benedito Biano, Sebastião Biano, Gilberto Biano, João Biano, José Biano, Amaro Biano. Seus primeiros discos foram lançados no ínicio dos anos 70, quando também foram descobertos por artistas como Gilberto Gil, que gravou a canção Pipoca moderna, música da banda gravada também por Caetano Veloso. E entre outras canções de seu repertório estão Briga do cachorro com a onça, Marcha de procissão, Esquenta mulher, A bandinha vai tocar, Forró em Limoeiro, Feira de mangaio, Feira de Caruaru, Olinda no frevo, Um de cada vez, Cantada, Marina, Forrozear, entre outras.

Com um visual autêntico nordestino, a banda é formada basicamente por zabumba, triângulo e pífano (uma espécide de flauta), tocados pelos integrantes. Essa formação de banda influenciou outros artistas e anônimos como foi o caso do meu avô Manuel e seu irmão, Pedro (In memorian), que tocaram várias vezes em festas regionais e eventos importantes de sua época e embora não tenham levado a profissão adiante, foi por isso que defini aqui minha primeira herança musical, pois a partir desses dois, a música começa em minha vida. Lembro de ter presenciado várias vezes, no sítio de meu avô quando ainda criança, eles tocando clássicos de Gonzaga em seus pífanos. Ê saudade, ê Manuel Bento, ê Tio Pedro!

Um forte abraço a todos!

domingo, 20 de junho de 2010

Perfil Gonzaguinha

E depois de apresentar um trabalho do pai, Gonzagão, temos aqui uma coletânea com os grandes sucessos do filho, Gonzaguinha. São clássicos que apenas aquecem a fogueira da saudade que temos por esse grande artista que tanto nos encantou com seus trabalhos memoráveis, alguns deles, presentes nesse projeto que reitera a qualidade na escolha do repertório e na apresentação gráfica das letras das canções.

Lançada em 2004, nessa coletânea encontramos canções que foram sucessos em várias vozes, mas aqui interpretadas pelo seu criador. É o caso de O que é o que é, Guerreiro menino, Sangrando, Começaria tudo outra vez, É, Feliz, E vamos à luta, Lindo lago do amor, Grito de alerta, Espere por mim morena, Explode Coração, Comportamento geral, Ponto de interrogação, Eu apenas queria que você soubesse e Gentileza.

Gonzaguinha foi daqueles artistas que falaram tudo que deveria ser dito naquele momento, sem mais ou menos. É possível que várias de suas canções obtiveram interpretações marcantes em outras vozes, mas é inegável que o talento de composição é pouco para um homem da sua grandeza que deixou um legado importantíssimo na música brasileira, retratado aqui em parte por essa valiosa coletânea.

Um forte abraço a todos!

sábado, 19 de junho de 2010

Me dá meu coração

Accioly Neto é outro grande compositor já retratado aqui pela série Os compositores. Um dos meus favoritos e dos mais executados nessa época em clássicos como Espumas ao vento e A natureza das coisas, por tantos grandes nomes já interpretados. Eis aqui uma canção também muito cantada nesses dias de festas em que algumas cidades apresentam 30 dias festivos como é o caso de Caruaru/PE e Campina Grande/PB, entre outras nordestinas.

Conheci essa canção no mais recente cd do Fagner em um arranjo arrasador, coisas típicas do Raimundão. Elba, Trio Nordestino, Santanna e outros cantores locais também já a interpretaram e todos são unânimes em render elogios ao seu autor que tantas pérolas nos deixou e que durante essa época, podemos desfrutar com mais ênfase. Uma canção que  destaca o amor, a ilusão, a saudade: 

Me dá meu coração
(Accioly Neto)

Você dizia que me amava e me queria
Que jamais em sua vida gostou de alguém assim
Que eu era tudo pra você
A luz do bem querer
Que nunca ia poderia viver sem mim

Tanto cuidado, tanto mimo, tanto dengo,
Cada dia mais crescendo, dava gosto de se ver
Como se fosse transmissão de pensamento
Você ligava pra mim eu tava pensando em você

Diga o que foi que eu errei
Aonde vacilei, fiquei de fora
Se foi tudo uma ilusão
Me dá meu coração
Que eu vou embora

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Cidade grande, moça bela...

O forró é um ritmo tão democrático e popular que no coração do público passeiam os mais variados artistas, desde cantores, grupos, trios e também cantoras. É o caso de Cristina Amaral, intérprete desse e de outros ritmos reginais. Natural de Sertânia/PE, comprova a cada ano que o forró é um ritmo que se renova a cada geração.

Começou suas atividades artísticas já na infância quando cantava em grupos de igreja e posteriormente em bandas, onde também participou Flávio José. Mas, sua carreira solo despontou a partir dos anos 90 quando venceu o Festival Recifrevo, com a canção Cidade grande de Petrúcio Amorim, de quem tornou-se uma de suas principais intérpretes, inclusive gravando um disco só com suas composições.

Sempre atenta a divulgação dessa nossa cultura, entre os sucessos de sua carreira, destacam-se Eu sou o forró, Dois rubis, Anjo querubim, Espumas ao vento, Forró do sapateiro, Fogo, Frevo mulher, Pelas ruas que andei, Táxi lunar, entre outras que só vêm a enriquecer esse mês onde dedicamos mais postagens a artistas da terra, que divulgam nossa cultura, ação que Cristina desenvolve tão bem, no Brasil e fora dele!

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 15 de junho de 2010

Uma criança pra a gente adorar...

Um sanfoneiro abençoado por Deus e apadrinhado por Dominguinhos. Seu nome, Waldonis José Torres de Menezes, natural de Fortaleza/CE e que toca desde os nove anos de idade. Álém de Dominguinhos, recebeu de presente uma sanfona de Luiz Gonzaga. Com essas duas influências, só poderia seguir essa carreira de forma tão brilhante.

Waldonys também acompanhou vários artistas no Brasil e no exterior, entre eles, o próprio Gonzaga, Fagner, Zé Ramalho e Marisa Monte. Entre os sucessos de seu repertório estão clássicos do forró nordestino como Vaca estrela e boi fubá, Olha pro céu, São João na roça, Último pau-de-arara, Cigarro de paia, Jardim dos animais, Anjo querubim, Eu quero ver você dizer que sou ruim, Lorota boa, entre outras.

Com mais de 20 anos de carreira, conheci Waldonys em trabalhos do Dominguinhos, no cd de 1997 e recentemente no dvd de Sr. Domingos e o achei um excelente músico e, ao que parece, um cara do bem, um artisa humilde e que muito contribui na difusão dessa cultura que tanto amamos que tem como alicerce, seus dois padrinhos Gonzaga e Domiguinhos!

Um forte abraço a todos!

domingo, 13 de junho de 2010

Gonzagão - Forró do começo ao fim

Recentemente adquiri essa coletânea de 2007, que só meu deu alegria. Algumas das canções que mais gosto do Luiz Gonzaga, reunidas em um mesmo cd. E o que mais me atrai é que são quase todas gravações da década de 80, de quando eu, criança lá no interior, presenciava os forrós armados nas ruas da periferia onde Gonzaga ditava o sucesso e o título da palhoça.

Aqui encontramos Sanfoninha choradeira, Danado de bom e Farinhada, as três com participação da Elba Ramalho; temos o medley Respeita Januário/Riacho do navio/Forró no escuro, com Fagner; Forró número um com Gal Costa. Temos Gonzaga em clássicos do forró dos anos 80 como Deixa a tanga voar, De fiá pavi, Pagode russo, Forró de cabo a rabo, Aproveita gente, Nem se despediu de mim e Sanfoneiro macho.

Aqui no Nordeste, as festas juninas nos remetem a três santos principais: João, Antônio e Pedro. Hoje, dia de Santo Antônio, na autêntica música nordestina, os louvores a esses santos são entoados em acordes de sanfonas que exploram os hinos lançados e cantados por Gonzaga durante toda sua vida. Ele é eterno e suas canções não trazem apenas nostalgia de um tempo em que as festas eram mais saudáveis, sem tanta violência, mas despertam em todo nordestino e porque não dizer brasileiro, a alegria de uma cultura raiz de um povo que se aquece em torno da felicidade de presenciar a fogueira queimando, o milho assando e a sanfona tocando.

Um forte abraço a todos!

sábado, 12 de junho de 2010

Vem ficar comigo

Do repertório do Nando Cordel, já interpretada pela Elba Ramalho vem essa belíssima canção romântica que embala corações apaixonados, e àqueles que deliram em torno de uma grande canção romântica. Vem ficar comigo tem na gravação da Elba um belíssimo arranjo bem suave, com aquela voz inesquecível. Já a ouvi também em ritmo de bolero, sempre reforçando a poesia da letra.

Nando também a gravou em seu mais recente dvd e também no projeto acústico. E quem já conhece o trabalho do Nando sabe que ele é mestre em composições românticas, independente do ritmo. Seria legal a mídia render espaços mais generosos a artistas como ele que tem um conteúdo exemplar para essa tão escassa boa música da atualidade

E pra terminar, dedico essa canção não apenas a todos os casais namorados que comemoram hoje seu dia, mas também à minha noiva que há anos resolveu atender meu chamado, quando a pedi para "Vir ficar comigo", pois além do dia dos namorados, é também hoje seu aniversário, então não poderia deixar passar essa data, sobretudo por ser ela das primeiras que comentam minhas postagens, me incentivando a continuar com esse trabalho que tanto me dá alegrias. Um beijo, meu amor, pra você:

Vem ficar comigo
(Nando Cordel)

Vem ficar comigo
Vem ser a luz da minha estrada
Vivo esperando esse céu para brilhar

Teu sorriso lindo
A tua boca doce sempre
Eu necessito do teu amor
Pra me enfeitar

Vem ficar comigo
Vem cuidar de mim
Só teu paraíso é que me faz viver feliz

Não me deixe solta
Posso me perder
De tudo no mundo
O que eu mais quero é ter você

Vem ficar comigo
Vem ficar comigo...
 
Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Coco trocado...

Um grande nome relembrado, sobretudo nessa época de festa junina, um mestre do coco de roda, Sebastião Jacinto da Silva, ou simplesmente Jacinto Silva é natural de Palmeira dos Índios/AL e viveu a maior parte da sua vida em Caruaru/PE, onde difundiu sua cultura, influenciada por Jackson do Pandeiro e influenciando bandas posteriores.  Lançou seu primeiro disco ainda nos anos 60, totalizando em sua carreira 24 Lps e dois cds.

E foram mais de 200 composições que enalteciam a cultura raiz das emboladas, do chamado coco de roda, que mais tarde influenciariam artistas como Silvério Pessoa, que mais recentemente gravou um cd todo em sua homenagem. E entre suas canções, destacamos Justiça divina, O bate mancá, Chora bananeira, Rua de São João, Aquela rosa, Carreiro novo, Coco na Paraíba, Sabiá da mata, Quero fumá mais Tonha, etc.

Jacinto constitui um grande nome da cultura nordestina, mesmo diante da falta de reconhecimento por parte das pessoas que lembram Gonzaga e Jackson, mas esquecem dele que recebeu também elogios dos outros dois e de diversos artistas que divulgam essa cultura tão popular, talvez a mais autêntica do povo brasileiro!

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 8 de junho de 2010

A onda ainda quebra na praia...

Esse é Luiz de França Queiroga ou simplesmente Lula Queiroga, natural de Recife/PE, um dos grandes compositores e cantores da atualidade, em trabalhos realizados com parceiros como Lenine e Dudu Falcão, ou em produções solos. Inclusive, suas primeiras composições ainda na década de 80 foram em parceria com Lenine, que explodiu na década de 90 com várias criações dos dois.

Lula só gravaria seu primeiro cd em 2001, Aboiando a vaca mecânica, que o rendeu vários prêmios e alavancou sua carreira e reconhecimento, prestado também por intérpretes que já o gravaram como é o caso de Zizi Possi, Ney Matogrosso, Renata Arruda, Elba Ramalho e Milton Nascimento. Entre seus sucessos, podemos citar Roupa no varal, O atirador, Sentimental, A rede, A moça na janela, Noite Severina, Êxtase, O último pôr-do-sol, Sob o mesmo sol, entre outras.

Lula Queiroga constitui um novo e grande nome para a contemporânea música brasileira. Um pernambucano arte que muito orgulha essa terra e os amantes da boa música, sobretudo àqueles que desejam respirar novos ares tem em seu trabalho a certeza de que muita coisa boa ainda surgirá para nós!

Um forte abraço a todos!

domingo, 6 de junho de 2010

Zé Ramalho ao vivo

Produzido por Zé Ramalho e Robertinho de Recife, lançada em 2005 a gravação de um show do Zé no Olympia/SP, contendo seus maiores sucessos em cd e dvd. O cd contém 15 canções e a faixa-bônus Corações animais. O dvd traz todo o show, com 21 canções, além de making of e entrevista.

Encontramos alguns clássicos do repertório do Zé como Táxi lunar, Eternas ondas, Avôhai, Vila do sossego, Chão de giz, Garoto de aluguel, Admirável gado novo, Batendo na porta do céu, Entre a serpente e a espada, Mistérios da meia-noite e Frevo mulher, junto a outras canções maravilhosas como A dança das borboletas, Banquete dos signos, Canção agalopada e Sinônimos, esta última gravada no mesmo ano com a dupla Chitãozinho e Xororó e aqui apresentada pelo Zé em sua versão solo. Constam apenas no dvd as canções Último pau-de-arara, Bomba de estrelas, Meu nome é Tripizupe, Companheira de alta-luz, Sabiá e Asa branca.

Quem curte a voz única e grave do Zé, com seus arranjos que prezam por solos de violão e outros instrumentos sempre oferecendo uma sonoridade agradável não pode deixar de adquirir esse trabalho que se une ao Antologia acústica de 97 (já comentado aqui no blog) para representar uma das carreiras mais bem sucedidas de um dos artistas mais amados da música brasileira!

Um forte abraço a todos!

sábado, 5 de junho de 2010

O ano passado

Essa canção foi composta por Roberto e Erasmo em 1979 e de tão atual é apresentada hoje pelo Dia Mundial do Meio Ambiente, uma data até esquecida por alguns. A ecologia vem sido debatida já há algumas décadas. O ser humano finalmente acordou para as coisas que faz e suas consequências.  E embora modestas, as atitudes positivas têm sido tomadas em prol da mudança que necessitamos em nossa consciência ambiental.

O ano passado é sempre atual pois denuncia coisas que esquecemos ou que consideramos menores como a poluição, a matança de baleias, as crianças, os animais extintos, o habitat natural dos seres, o mundo ambiental enfim. Erasmo Carlos inclusive é o aniversariante do dia, motivo talvez pelo qual já nos presenteou com tantas pérolas desse tema como é o caso de Panorama ecológico, As baleias, Amazônia e o Progresso, todas ao lado do rei. Wanderléa também sopra velinhas hoje, então parabéns para essa dupla maravilhosa e consciência para todos!

O ano passado
(Roberto Carlos e Erasmo Carlos)

O ouro no ano passado subiu sem parar
Os gritos na bolsa falaram de outros valores
Corpos estranhos no ar, silenciosos voadores
Quem sabe olhando o futuro do ano passado

O mar quase morre de sede no ano passado
Os rios ficaram doentes com tanto veneno
Diante da economia, quem pensa em ecologia?
Se o dólar é verde é mais forte que o verde que havia

O que será o futuro que hoje se faz
A natureza, as crianças e os animais?

Quantas baleias queriam nadar como antes
Quem inventou o fuzil de matar elefantes?
Quem padeceu de insônia com a sorte da Amazônia
Na lei do machado, o mais forte do ano passado

Não adianta soprar a fumaça do ar
As chaminés do progresso não podem parar
Quem sabe um museu no futuro
Vai guardar em lugar seguro
Um pouco de ar puro reliquia do ano passado

O que será o futuro que hoje se faz
A natureza as crianças e os animais?

Os campos risonhos um dia tiveram mais flores
E os bosques tiveram mais vida e até mais amores
Quem briga com a natureza, envenena a própria mesa
Contra a força de Deus não existe defesa

O que será o futuro que hoje se faz
A natureza as crianças e os animais?

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

E nem o tempo fez eu te esquecer...

Recentemente falamos da mãe e agora, a filha, Cláudia Telles de Mello Mattos, natural do Rio de Janeiro. Filha de pai violonista e de Sylvinha Telles, Cláudia começou sua carreira ainda muito cedo quando subiu ao palco com sua mãe para cantar a canção Arrastão. No começo da década de 70 fazia côro em gravações e shows de diversos artistas até que surgiu uma oportunidade para cantar no Trio esperança e assim tornar-se conhecida no meio como uma revelação.

Seu primeiro disco foi lançado em 1976 já com um sucesso estrondoso: Fim de tarde. E entre outros sucessos de sua carreira temos Dindi, Eu preciso te esquecer, Aprenda a amar, Não quero ver você triste, Por causa de você, Eu e a brisa, Foi como um sonho, Se todos fossem iguais a você, A felicidade, etc.

Talvez nem todos conheçam seu trabalho, mas aqueles que já disfrutaram de seus sucessos reconhecem nela um grande talento que reverencia a cada dia a eterna Bossa nova e a música romântica, através de releituras e shows que faz por todo Brasil reencontrando seu público cativo.

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 1 de junho de 2010

Cadê você que nunca mais apareceu aqui...

Natural de Morrinhos/GO, esse é Odair José de Araújo, um dos maiores cantores românticos da década de 70. Alheio ao rótulo de brega, Odair é dono de grandes sucessos nas paradas musicais até hoje, tendo inclusive canção censurada, sua primeira e  famosíssima Uma vida só, mais conhecida como "Pare de tomar a pílula". Na canção Eu vou tirar você desse lugar, recebeu elogios de colegas que diziam: "Foi quem melhor definiu a prostituta, com o respeito que ela merece..."

Aos 10 anos começou a tocar violão, gaita e piano. No final da década de 60 mudou-se para o Rio de Janeiro, se apresentando em boates e circos, buscando seu sucesso. Conhecido como o "terror das empregadas", entre tantos êxitos, podemos citar Eu você e a praça, Cadê você, Deixe essa vergonha de lado, Ninguém liga pra mim, Uma lágrima, A noite mais linda do mundo, Amantes, etc.

Odair vem de um tempo em que fazer música simples também atraía preconceitos, mas ao contrário dos dias atuais, essas canções, embora carregassem uma mensagem direta e melodias fáceis, apresentavam arranjos bem trabalhados por grandes orquestras e talvez seja esse o referencial para que até hoje, mesmo diante de uma mídia cruel, as pessoas reconheçam seu trabalho e lotem seus shows país afora!

Um forte abraço a todos!

domingo, 30 de maio de 2010

Olhando as estrelas - 4

A Série aporta hoje na Bahia e de lá apresenta o encontro entre duas das maiores estrelas desse país, duas divas, que tiveram a mesma origem e construíram suas carreiras apoiadas no alicerce da Tropicália. Estamos falando de Gal Costa e Maria Bethânia. Duas Marias (Gal é Maria da Graça), duas baianas, duas divas, duas das maiores intérpretes de Caetano, Gil, Chico, Tom, Roberto, Erasmo, Milton e tantos outros compositores da nossa música.

Gal e Bethânia não tiveram apenas um início em comum. Se encontraram algumas vezes no decorrer de suas carreiras, seja em gravações inesquecíveis como foi o caso de Sonho meu, de Dona Yvonne Lara em 1978 e Oração de mãe menininha, de Dorival Caymmi, ou no show com Pavarotti em 2000, na Bahia. Também gravaram, cada uma a seu estilo, mesmas canções em tempos diferentes, como é o caso de Olha, Tá combinado, Anos dourados, Se todos fossem iguais a você, entre outras.

Além do show dos Doces bárbaros em 1976, que também contava com Gil e Caetano, Gal e Bethânia fizeram parte de mesmos projetos como o Chega de mágoa em 1985 e também do programa Mulher 80, da Rede Globo. Seria interessante termos um show ou um cd gravados por ambas. E um encontro como esse, dispensa qualquer outro comentário pois por si só mostra o que é a grandeza de duas estrelas juntas ou cada uma em seu espaço.

Um forte abraço a todos!

sábado, 29 de maio de 2010

Casinha branca

Não é sempre que nos identificamos com alguma canção. Existe aquela ou muitas que dizem exatamente o que queremos dizer, expressam o que sentimos. E quando essa identificação se dá com várias pessoas é que chegamos a conclusão que trata-se de um grande sucesso. Pensando assim, me pergunto se vários, sobretudo, tantos brasileiros que adoram o campo, suas paisagens e sua calma não se identificam com Casinha branca, um dos maiores clássicos bucólicos que a música brasileira dispõe.

Canção já interpretada por Maria Bethânia (de uma forma linda, no show Maricotinha), José Augusto, Altemar Dutra, Neguinho da Beija-flor,  e outros nomes, Casinha branca foi sugerida pelo leitor e amigo Láercio Oliveira, do Rio Grande do Norte, terra de um dos autores da canção, o Gilson. Trata-se de uma linda poesia dos anos 70 que é sempre atual e eterna, que nos remete a cantá-la, ouvi-la e viajar nas belíssimas paisagens que descreve e nas reflexões profundas que desperta em nossa sensibilidade.

Casinha Branca
(Gilson e Joran)

Eu tenho andado tão sozinho ultimamente
Que nem vejo a minha frente
Nada que me dê prazer

Sinto cada vez mais longe a felicidade
Vendo em minha mocidade
Tanto sonho perecer

Eu queria ter na vida simplesmente
Um lugar de mato verde
Pra plantar e pra colher

Ter uma casinha branca de varanda
Um quintal e uma janela
Para ver o sol nascer

Às vezes saio a caminhar pela cidade
À procura de amizades
Vou seguindo a multidão

Mas eu me retraio olhando em cada rosto
Cada um tem seu mistério
Seu sofrer, sua ilusão

Eu queria ter na vida simplesmente
Um lugar de mato verde
Pra plantar e pra colher

Ter uma casinha branca de varanda
Um quintal e uma janela
Para ver o sol nascer

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Os Músicos do Brasil - 10

Um dos grandes talentos desse país, um músico que dá muito orgulho a quem presta seu talentosíssimo trabalho, um conterrâneo que honra sua terra com seu profissionalismo reconhecido por grandes nomes da nossa música: o guitarrista Robertinho de Recife.

Em seu currículo, constam trabalhos para discos e shows dos artistas mais variados como Cauby Peixoto, Fagner, Jane Duboc, Emilinha Borba, Phil Collin, Zé Ramalho, Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Roberto Carlos, Dominguinhos, Elba Ramalho, Lenine, Luiz Melodia, Nelson Gonçalves, Zeca Pagodinho, Lulu Santos, Martinho da Vila, José Augusto, Gal Costa, Marisa Monte, dentre outros tantos.

Carlos Roberto Cavalcanti, natural do Recife é considerado por muitos o mais versátil guitarrista brasileiro. Atualmente também trabalha em seu estúdio e não poderia passar imune dessas singelas homenagens que fazemos, quando abordamos, nessa série, músicos talentosíssimos que o Brasil possui e que ele representa um deles, de forma tão genial!

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 25 de maio de 2010

Os compositores do Brasil - 27

Carlos Eduardo Carneiro de Albuquerque Falcão, natural de Recife/PE, este é o nome completo de Dudu Falcão, que também é cantor e reside atualmente no Rio de Janeiro. Seu primeiro registro como compositor aconteceu em 1988, com Nana Caymmi nas canções Deixa eu cantar e Era tudo verdade. Com mais de 200 canções gravadas pelos mais variados intérpretes, Dudu lançou ano passado um cd onde mostra o lado intérprete de suas criações.

Entre as pessoas que já gravaram Dudu, estão nomes como Ana Carolina (de quem também é parceiro em várias canções), Maria Bethânia, José Augusto, Milton Nascimento, Simone, Lenine (com quem também divide grandes parcerias), Gal Costa, Maria Rita, Daniela Mercury, Roupa Nova, Alexandre Pires, Alcione, Fábio Jr., Ivete Sangalo, Jorge Vercilo, Elba Ramalho, Ivan Lins, Sandy, Luiza Possi, Emílio Santiago, entre outros.

E com tantos maravilhosos intérpretes en seu currículo, só se poderia somar a isso grandes canções que tanto conhecemos como A medida da paixão, Caminhos do mar, Nem o sol nem a lua nem eu, Entre o céu e o mar, O silêncio das estrelas, Paciência, Limites da paixão, Um segredo e um amor, Tudo por acaso, Somente eu e você, Quem de nós dois, É o que me interessa,  entre tantos sucessos que nos fazem vir aqui e reconhecer o talento desse extraordinário criador de qual a música brasileira desfruta!

Um forte abraço a todos!

domingo, 23 de maio de 2010

Ângela Maria - Pela saudade que me invade

Esse ano pudemos conhecer um pouco mais sobre Dalva de Oliveira, na minissérie Dalva & Herivelto. Aqui no blog, já havíamos falado sobre a Dalva e abordamos o Herivelto e posteriormente, o Pery. Agora, temos esse tributo que a maior fã da Dalva, Ângela Maria a rendeu, em 1997, no cd Pela saudade que me invade, onde a sapoti explora os maiores sucessos da outra rainha do rádio, junto a alguns convidados.

Produzido por José Milton e direção artística de Miguel Plopschi, temos já na primeira faixa o clássico Que será com Ângela e Fagner. Clássicos é que não faltam como Olhos verdes, Ave Maria no morro (com Agnaldo Rayol), Mentira de amor, Estrela do mar, Tudo acabado (com Simone), Calúnia, Kalú, Palhaço (com Martinho da Vila), Segredo, Ave Maria (com Pery Ribeiro), Lencinho querido, Fim de comédia, Errei sim e Bandeira branca (numa montagem com Dalva de Oliveira).

É uma rainha rendendo graças a outra rainha então o que dizer? Que é de arrepiar ouvir os primeiros acordes do cd e Ângela e Fagner em Que será? Não, acho que isso todos imaginam! Dizer que o cd tem arranjos de grandes maestros como Cristóvão Bastos, Daniel Salinas, Eduardo Souto Neto, Lincoln Olivetti e Sivuca só reforça o desejo do leitor em buscar esse trabalho histórico que ainda nos presenteia com o dueto póstumo de Ângela, a intérprete do trabalho, e Dalva, a homenageada do cd.

Um forte abraço a todos!

sábado, 22 de maio de 2010

Papel machê

Um dos boleros mais lindos, uma das canções mais lindas do João Bosco, também gravada por Zizi Possi, Papel machê é também uma das canções mais executadas pelos cantores da noite. A interpretação do João especificamente deixa a canção imortalizada, sobretudo pelas alternâncias nos tons que ela apresenta, além dos jogos vocais, típicos desse extraordinário mineiro.

A letra é outro show a parte: romantismo à flor da pele, incomum em atuais sucessos. "Dormir no teu colo é tornar a nascer..." escutar uma canção como essa é mesmo ser feliz, é compreender que graças a Deus, temos o prazer de contemplar essa arte que tanto amamos no melhor estilo: ouvindo um compositor e um intérprete como João em um de seus maiores clássicos.

Papel machê
(João Bosco e Capinam)

Cores do mar, festa do sol
Vida é fazer todo o sonho brilhar
Ser feliz, no teu colo dormir
E depois acordar
Sendo o seu colorido
Brinquedo de papel machê

Dormir no teu colo é tornar a nascer
Violeta e azul, outro ser, luz do querer...

Não vai desbotar, lilás cor do mar
Seda cor de batom, arco-íris crepom
Nada vai desbotar
Brinquedo de papel machê...

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Você pode entrar sem bater...

Este é Eduardo Gabor Dusek. Cantor, pianista, compositor, Eduardo é natural do Rio de Janeiro/RJ e começou sua carreira aos 15 anos como pianista em peças teatrais. Suas primeiras canções foram gravadas por outros artistas, como Ney Matogrosso e Frenéticas, no final dos anos 70 e seu primeiro disco foi lançado já nos início dos anos 80. Antes disso participou de festivais e lançou compactos.

Com um estilo irreverente, estão entre seus maiores sucessos Nostradamus, Barrados no baile, Cabelos negros, Rock da cachorra, Eu velejava em você, Brega-chique, Lua my love, Folia no matagal, Tudo em cima, Nem tanto tempo assim, Castigo, Amor e bombas, Que rei sou eu, Encontro das águas (que não é a mesma de Jorge Vercilo), entre outras.

Eduardo também se dedica ao teatro e já dirigiu shows de outros colegas no campo musical. E, claro, continua atuando em shows, revivendo seus grandes sucessos e reencontrando seu público fiel. Apadrinhado por Gilberto Gil, também já participou em songbooks de outros artistas como do próprio Gil, Tom, Djavan, Chico, entre outros. E já gravou com outros nomes como Erasmo Carlos e Sandra de Sá.

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 18 de maio de 2010

É bom sonhar, sonhamos nós...

Um dos patrimônios desse país, meio esquecido pela mídia, mas não por quem aprecia um bom samba, daquele raiz, dos melhores estilos: Milton Santos de Almeida, ou simplesmente Miltinho. Natural do Rio de Janeiro, começou sua carreira ainda na década de 40, integrando grupos vocais. E de grupo em grupo, alcançou na década de 60 seu sucesso com a canção Mulher de 30, o maior de sua carreira.

E entre outros tantos sucessos de seu repertório podemos citar Poema das mãos, Palhaçada, Menina moça, Lembranças, Meu nome é ninguém, Devaneio, Eu quero um samba, Rosa morena, Estou só, Eu chorarei amanhã, Eu e o rio, Poema do adeus, Ri, A canção que virou você, Volta, Devaneio, Recado, Lamento, Múrmurio, etc.

É algo  curioso pensar que Miltinho é sim um grande patrimônio musical brasileiro, mas que anda esquecido da mídia. Lembro de tê-lo visto no especial 100 anos de música da globo em 1999, onde interpretou a canção Foi um rio que passou em minha vida, de forma empolgante. Pena que não seja mais aproveitado pelas rádios e tvs, mas sempre encontra seu público em seus shows país afora!

Um forte abraço a todos!

domingo, 16 de maio de 2010

Lenine - inCité

Assim como Chico Buarque, Lenine também gravou disco ao vivo na França, onde tem uma carreira sólida e considera este seu segundo país. Gravado em 2004, na Cité de la Musique em Paris, inCité foi lançado em cd e dvd que reuniu algumas das mais lindas canções desse mestre nesse ramo. Sob a produção do próprio Lenine, o repertório e as capas do cd e do dvd são diferentes.

No cd temos a capa acima, além das canções Do it (tema da novela América), Vivo, Ninguém faz ideia, Todos os caminhos, Rosebud, Virou areia, Relampiano, Todas elas juntas num só ser, Anna e eu, Caribenha nação/Tuareguê Nagô, Sentimental e O marco marciano. No dvd, com a capa apresentada abaixo, além das canções citadas, temos ainda Tomando el centro, Olho de peixe, Crença, Candeeiro encantado, Lá e lô, Jack soul brasileiro, Créditos, Sonhei e Paciência.

Dizer que escutar Lenine é algo pra lá de agradável é ser retundante, pois um artista com sua voz, suas melodias, suas harmonias provocam afirmações como essas. Ele tem seu espaço com frequência no coração de quem curte a boa música brasileira, seja através de seus clássicos mais intimistas ou regionalistas, pois sabe representar sua terra com canções como Leão do Norte, seu romantismo como O último pôr-do-sol, suas belíssimas mensagens como Paciência ou sua arte mais que bem sucedida em composições como Todas elas juntas num só ser. Considero que esse trabalho se une ao Acústico Mtv (já comentado aqui no Blog) e permite ao fãs conhecerem o talento nato desse showman da música brasileira.

Um forte abraço a todos!

sábado, 15 de maio de 2010

Um dia de domingo

Essa canção da década de 80, da grande dupla de compositores Michael Sullivan e Paulo Massadas e da grande dupla de intérpretes Gal Costa e Tim Maia deve ter embalado muitos romances e ainda permeia sob os corações apaixonados.

Contrariando alguns que criticam essa época como algo brega, com um som pasteurizado, gosto muito desse tipo de canção e acho até que são as que mais fazem falta às atuais programações de rádios. Um dia de domingo celebra o dia da paixão, do amor, dos enamorados. Em muitas celebrações de casamento já foi e é entoada. Além da Gal e do Tim, Roberta Miranda, Agnaldo Timóteo e Ângela Maria são alguns dos intérpretes que já a incluíram em seus respectivos repertórios. E como é legal imaginar uma vida só de amor, vivenciada em um dia da semana, pelo qual esperamos com ansiedade!

Um dia de domingo
(Michael Sullivan e Paulo Massadas)

Eu preciso te falar
Te encontrar de qualquer jeito
Pra sentar e conversar
Depois andar de encontro ao vento

Eu preciso respirar
O mesmo ar que te rodeia
E na pele quero ter
O mesmo sol que te bronzeia

Eu preciso te tocar
E outra vez te ver sorrindo
Te encontrar num sonho lindo

Já não dá mais pra viver
Um sentimento sem sentido
Eu preciso descobrir
A emoção de estar contigo

Ver o sol amanhecer
E ver a vida acontecer
Como um dia de domingo

Faz de conta que ainda é cedo
Tudo vai ficar por conta da emoção
Faz de conta que ainda é cedo
E deixar falar a voz do coração

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Canções Marianas

Como devoto de Nossa Senhora que sou, hoje é um dia especial, pois celebramos a aparição em Fátima. Aproveitando o momento e sempre pensando em música, fico feliz em saber que somos abençoados pela Virgem com lindíssimas letras e grandes interpretações dos mais variados artistas da nossa música.

O que dizer de Romaria de Renato Teixeira, interpretado por tantos outros ilustres nomes como Fábio Jr., Maria Bethânia e Elis Regina? Lembro de quão lindo é Fafá de Belém interpretar a Ave Maria brasileira, de Vicente Paiva, também cantada por Ângela Maria, Agnaldo Rayol e Dalva de Oliveira. Dalva, Ângela e Agnaldo também interpretaram a Ave Maria do Morro, de Herivelto Martins. Temos também o clássico Nossa Senhora de Roberto e Erasmo, imortalizada pelo rei e regravada por outros nomes como Pe. Antônio Maria, Chitãozinho e Xororó, Joanna, Daniel, Agnaldo Timóteo, além de uma gravação coletiva. Roberto e Erasmo ainda nos presentearam com O Terço e Todas as Nossas Senhoras, provando por a mais b que todas são a mesma Mãe de Deus.

Pe. Antônio Maria rende graças à Virgem com canções como Mãe peregrina, No mar de Maria e Por que amo Maria. O Pe. Zezinho também é mestre em canções com essa temática e em todas as igrejas católicas desse país, já ecoou um de seus clássicos como Maria da minha infância, Maria de Nazaré, História de Maria, entre outras. Aliás, o Pe Zezinho e Joanna foram artistas que gravaram cds completos em torno desse tema. Joanna também já nos brindou com o resgate de A treze de maio e com sua A padroeira. Enfim, são muitas canções que rendem graças à Virgem e representam esses "murmúrios de luz" vindos de devotos como eu que cresci diante das belíssimas noites marianas que presenciava no interior!

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 11 de maio de 2010

Tu és divina e graciosa, estátua majestosa...

O cantor das multidões: Orlando Garcia Silva. Natural do Rio de Janeiro, Orlando Silva foi considerado o rei da era dos rádios, desde quando começou a participar dela, através do programa de Francisco Alves no começo da década de 30. Seu primeiro disco foi lançado em 1935. O título "O cantor das multidões" foi lhe conferido pelo locutor Oduvaldo Cozzi.

E entre tantos sucessos, podemos citar A jardineira, Alegria, Aos pés da cruz, Carinhoso, Lábios que beijei, Nada além, Rosa, Súplica, Risque, Pela primeira vez, Boêmio, Juramento falso, Enquanto houver saudade, Página de dor, Última estrofe, Três lágrimas, entre outros que se tornaram clássicos diante de suas leituras que foram as primeiras como é o caso de Carinhoso, Rosa e A jardineira.

Orlando partiu em 1978 sob reportagens da época: "coração cala o cantor das multidões", em alusão ao infarto que sofreu. Entretanto, a história não deixa partir grandes nomes como esses em que gritos eufóricos de fãs ecoam no passado e na imaginação de muitos que se deparam com sua história e contribuição à música brasileira!

Um forte abraço a todos!

domingo, 9 de maio de 2010

Mãe, um pedaço do céu

E como foi dito essa semana, no post em que abordamos o intérprete dessa canção, o Leonardo Sullivan, eis um hino muito executado nesses dias em torno dessa figura santificada que é nossa mãe. Tenho certeza que muitos pensam assim em relação a sua mãe: é mesmo um presente de Deus, um pedaço do céu, o amor, a bondade, a alegria em nossa vida.

Nós crescemos diante de suas proteções. Enfrentamos obstáculos, nos ferimos, nos curamos, mas sempre somos vistos como meninos, como os filhinhos desses seres de luz que Deus nos apresenta para garantir que viver pode ser difícil, mas teremos anjos nessa passagem e, sem sombra de dúvidas, para a maioria, esse anjo atende por mãe, mãezinha, mainha, mamãe, e representa a parte mais linda do céu, como diz a canção.

Mãe, um pedaço do céu
(Ed Wilson e Carlos Colla)

Para mim sou grande
Mas pra ela, pequenino
Sou adulto, mas pra ela sou menino

Quando olha pra mim seus olhos brilham
Um amor feito de sonho
De alegria e de esperança

Se estou junto dela sou criança
O mundo é muito mais bonito
Sem pecado e sem perigo

E ninguém no mundo vai gostar de mim
Como ela gosta

Se eu estou errado ou certo não importa
Na alegria ou na tristeza
ela está sempre comigo

Na hora do prazer me lembro dela
Mas na hora da tristeza e da saudade
É meu abrigo

Por mim ela não mede sacrifícios
Pode parecer difícil
que alguém ame desse jeito

Acontece que ela é a minha mãe
E mãe é sempre assim

Mãe, palavra que Deus inventou
Um anjo que à Terra chegou
Voando nas asas do amor

Mãe, palavra mais doce que o mel
Talvez um pedaço do céu
Que Deus transformou em mulher

Um forte abraço a todos!

sábado, 8 de maio de 2010

Perfil Luis Miguel

A coletânea Perfil também explora nomes internacionais que tiveram grandes sucessos em nossas terras. É o caso desse título e desse artista: Luis Miguel, com suas grandes interpretações, com seus grandes boleros que embalaram tantos casais apaixonados. Lançado em 2005, esse projeto traz não apenas clássicos do repertório do Luis, mas da música latina de um modo geral.

O que dizer de canções como La barca, La puerta, Solamente una vez, Usted, Voy apagar a luz, Contigo aprendi, Bésame mucho, El dia que me quieras, No me platiques más, Perfídia, Amarte es un placer, Noche de ronda, Sabor a mi, Hasta que me olvides, Suave, todas nesse trabalho, que nos faz viajar pelo passado onde belíssimas canções enalteciam casais eternamente apaixonados.

Algumas dessas interpretações entraram aqui no Brasil como tema de novelas. E, claro que Miguel tem outras grandes interpretações que não figuram nesse projeto, coisas de coletânea mesmo. Mas, é fato que temos um grande disco, com letra e com a voz apaixonada e inconfundível de um dos maiores intérpretes latinos que conhecemos!

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Hoje eu quero luz de sol e mar...

Natural de João Pessoa/PB, temos hoje no Música do Brasil a cantora e compositora Renata Arruda. Iniciou sua carreira cantando no Coral Universitário da Paraíba. Mas, sua carreira solo como cantora começou mesmo quando morava em Brasília, onde durante dois anos consecutivos recebeu o prêmio de cantora revelação da cidade. Em uma apresentação com Altamiro Carrilho, recebeu elogios de Elizeth Cardoso. Quer mais?

Em 1993, já no Rio de Janeiro, lançou seu primeiro cd, que contou com as participações de Alceu Valença, Jorge Benjor e Ney Matogrosso. Entre seus sucessos, citamos Sangue latino, Na primeira manhã, É ouro pra mim, Templo, Castigo, Um jeito estúpido de te amar, Eu sei, Mentiras, Cidade de isopor, Ninguém vai tirar você de mim, Hoje eu quero sair só, entre outras.

Estamos diante de uma nova e grande compositora e também uma expressiva intérprete que a música brasileira recebe e precisa reforçar entre os novos nomes, contrariando àqueles que dizem que a nova música não tem mais bons nomes: eis um novo e ótimo talento!

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 4 de maio de 2010

Vou tentar sorrir na despedida...

Talvez nem todos lembrem, mas na década de 80 um cantor pernambucano foi sucesso nacional com suas interpretações e em vozes de outros intérpretes. Seu nome artístico: Leonardo Sullivan. Natural de Vicência/PE, seu verdadeiro nome é Iveraldo de Souza Lima e é irmão do compositor Michael Sullivan. Aqui em Pernambuco continua sendo um dos nomes referências da música romântica e mais recentemente, do estilo gospel.

Leonardo tornou-se nacionalmente conhecido por hits gravados originalmente por ele e posteriormente por outras vozes como foi o caso de Memórias e Meu dilema, gravados por Fafá de Belém e Não diga nada, gravada por Gilliard. Outros sucessos de seu repertório são Evidências, Pensamentos meus, Obrigado, Só Jesus me guia, Quando você foi embora, entre outras.

Acredito que o maior clássico do Leonardo seja Mãe um pedaço do céu, executada com exaustão durante todos os dias das mães, todos os anos, pela belíssima mensagem que apresenta. Até 2002 ele era conhecido apenas como Leonardo, acrescentando o sobrenome Sullivan para não ser confundido com Leonardo da ex-dupla Leandro e Leonardo. Essa semana teremos o Festival da Seresta do Recife, palco onde Leonardo já fez grandes shows e é peça fundamental desse evento que chega a sua 16ª edição.

Um forte abraço a todos!

domingo, 2 de maio de 2010

Cauby interpreta Roberto

Um presente para os grandes fãs da boa musica! Um dos cds mais requintados, lançado ano passado, foi esse do professor da mpb Cauby Peixoto onde reverencia seu fã, o rei Roberto Carlos, interpretando canções do seu repertório com sua leitura ímpar. Cauby interpreta Roberto emociona desde a primeira nota até o último acorde, sem exagero nessa afirmação.

Canções lindíssimas, clássicos do rei em uma das mais belas vozes do planeta proporciona um trabalho daqueles marcantes, eternos, que escutamos e nos deliciamos com isso diariamente. No repertório, que traz a produção de Thiago Marques Luiz, encontramos clássicos como Proposta, De tanto amor, A volta, Sentado à beira do caminho, Os seus botões, Música suave, As flores do jardim da nossa casa, Desabafo, Não se esqueça de mim, Olha, A distância e O show ja terminou. Só clássicos mesmo, alguém duvida?

Conste que não se trata de mais um cd em homenagem ao repertório mais popular desse país, mas um cd à altura de um dos intérpretes mais reverenciados, inclusive pelo próprio rei que já afirmou liberar todas as canções se o Cauby quiser interpretar. E, este não desaponta, inovando em arranjos sofisticados e diversificados como Desabafo que virou um tango ou A volta que vem em tons de Bossa nova. O que dizer de Olha, só ao piano e àquela inesquecível voz? Ou O show já terminou que tem um trecho incidental de sua famosa Conceição. É, um grande encontro entre reis: o rei da música brasileira e o rei da voz brasileira.

Um forte abraço a todos!