quinta-feira, 30 de junho de 2011

O velho caminhoneiro

Clipe do especial de 1984.
Em 1993 Roberto Carlos, através dessa composição com seu parceiro Erasmo Carlos, homenageou mais uma vez esses heróis da estrada. Hoje é dia do caminhoneiro e a canção que vem para enaltecer essa classe é O velho caminhoneiro, canção carro-chefe do cd de 1993 do rei.  No especial daquele ano, Roberto interpreta a canção que tem uma levada country, com solos maravilhosos de guitarra.

Roberto já disse que se não fosse cantor, gostaria de ter seguido essa profissão. Nos especiais de 84, 95 e 2004, apareceu dirigindo um caminhão e cantando outra canção também do mesmo tema, já apresentada aqui: Caminhoneiro. Mas, considero O velho caminhoneiro, gravada nove anos após a primeira homenagem, mais temática e, enquanto a primeira destacava o grande amor e a saudade da pessoa amada, a segunda é mais detalhista não apenas quanto aos sentimentos do protagonista, mas em relação aos detalhes de sua vida profissional como sua camisa aberta, o painel com São Cristóvão (padroeiro da classe), sua experiência na estrada, sua hora incerta de trabalhar, a saudade da família, etc. Mas, não acho que uma seja melhor que a outra e sim, são complementares e brindam essa data.

Clipe do especial de 1995.
Meu pai foi caminhoneiro e acho que isso foi decisivo para que eu compreendesse e admirasse ainda mais a classe e também começasse a me interessar pelas canções do Roberto, que passaria a ser o cantor número um na minha vida e de muitos brasileiros. Gostava de ver em meu pai um homem conseguir levar aquele veículo tão grande em suas mãos, o fornecendo a direção certa. Ele tinha um sonho de ser caminhoneiro e realizou. Eis a letra de O velho caminhoneiro, com a qual homenageamos todos os motoristas nesse dia:

O velho caminhoneiro
(Roberto Carlos e Erasmo Carlos)

O velho caminhoneiro, comandante das estradas
Debaixo daquele toldo, já são tantas toneladas
Historias, experiências, por detrás de um pára-brisa
Tanta coisa que machuca, mas o tempo cicatriza

Existe em algum lugar, numa curva do caminho
Uma ponta de saudade de quando ele era mocinho
Reduz a velocidade, e lembra da namorada
Que ficou no seu passado na poeira de uma estrada

Já pegou pelo caminho chuva fina e tempestade
Asfalto, terra molhada, lamaceiro de verdade
No inverno ele se abriga, no verão abre a camisa
Pronto pra qualquer parada, porque o tempo não avisa

Seu coração viaja em paz
Carregado de emoção, demais, demais
Dia, noite madrugada ele sai, não tem hora de partida

No caminhão o que ele traz
É a coragem que ele tem que é sempre mais
Pulso firme no volante em frente vai pela estrada e pela vida

Na solidão da boleia ele pensa na família
Na mulher a sua espera e um leve sorriso brilha
Olha o céu e olha a estrada, acelera e vai embora
No painel tem São Cristóvão, Jesus e Nossa Senhora

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 28 de junho de 2011

Eu vi nas águas do mar o brilho do teu olhar...

Ele é natural de Carpina/PE, vizinha de Limoeiro. Cresceu ouvindo as tradições da terra, como o forró e mais tarde reconhece em Jacinto Silva um grande influenciador. Seu nome é Silvério Pessoa, artista que cresce a cada novo projeto. Sua estreia musical foi em 94 no grupo Cascabulho e seu primeiro cd solo sai em 2000, quando já havia sido premiado por vários de seus projetos.

Silvério já tem três cds e um dvd, todos muito bem recebidos pelo público. E paralelo a isso, constrói sua carreira internacional com várias apresentações na Europa. Em suas gravações e apresentações canta tanto o frevo quanto o forró, mesclando os ritmos tradicionais com sons modernos.

Entre algumas canções de seu repertório, destacam-se Coco do m, Carreiro novo, Amor de carpinteiro, Coco da Paraíba, Minha marcação, Sabor de frevo, Nas águas do mar, etc. Silvério integra o grupo de novos artistas que buscam seu merecido espaço, e é reconhecido por nomes como Dominguinhos, Alceu Valença, Lenine e tantos outros com quem já gravou!

Um forte abraço a todos!

domingo, 26 de junho de 2011

Olhando as estrelas - 16

Em 2010, premiação em homenagem a Dominguinhos.
E a série vem em ritmo junino, em ritmo de forró e de uma grande amizade existente entre esses dois astros que aparecem por aqui juntos, um com sua sanfona e outro com sua guitarra, emitindo o brilho de suas carreiras solos e hoje, juntos: Dominguinhos e Gilberto Gil, dois artistas que divulgam a música nordestina e que beberam da mesma fonte: Luiz Gonzaga.

Gil já gravou e fez muito sucesso com Eu só quero um xodó, de Dominguinhos e Anastácia, tendo inclusive algumas versões com a participação do sanfoneiro, que se tornou referência em outras gravações em cds do baiano. Outra que adentrou seu repertório foi Tenho sede. No cd de Dominguinhos de 1997, em homenagem a Gonzaga, gravaram juntos Forró de Mané Vito. E ambos brilharam em composições realizadas a quatro punhos e o povo brasileiro foi premiado com pérolas como Lamento sertanejo e Abri a porta, que já foram gravadas pelos autores e por outros intérpretes como Elba Ramalho, Zé Ramalho, entre outros.

Gilberto Gil, Dominguinhos e a fonte, Luiz Gonzaga em 1980.
Dominguinhos e Gil cantaram juntos também no cd Quem me levará sou eu de 1980 do sanfoneiro, do qual também participou a fonte de ambos, Luiz Gonzaga. Poucos sabem que Gil começou tocando sanfona e Gonzaga foi um de seus maiores ídolos, não só de início de carreira, mas sempre. E nós somos premiados com esses e outros encontros que deixam nossa música cada vez com um brilho mais intenso!

Um forte abraço a todos!

sábado, 25 de junho de 2011

Você endoideceu meu coração

Nando Cordel tem nessa época junina sua obra reverenciada, sobretudo os xotes e forrós que compôs e lançou, também nas vozes de outros grandes nomes da nossa música regional e nacional. Essa é uma das mais lindas canções de seu repertório: Você endoideceu meu coração foi imortalizada pelo Fagner e também pelo próprio Nando, além de posteriormente receber uma leitura da Alcione.

Com uma letra romântica ao extremo, que desperta o amor sem limite entre dois apaixonados e com uma linguagem nordestina, essa canção tocou bastante em muitos forrós e fez muitos apaixonados dançarem e namorarem ao seu som. Então, pra vocês, eis a letra:

Você endoideceu meu coração
(Nando Cordel)

Você endoideceu meu coração, endoideceu
E agora o que é que eu faço sem o teu amor?
Agora o que é que eu faço sem o beijo teu?

Eu nem pensei, já tava te amando
Meu corpo derretia de paixão
Queria tá contigo a todo instante
Te abraçando, te beijando
Te afagando de emoção

Ficar na tua vida eu quero muito
Grudar pra nunca mais eu te perder
Você é como água de cacimba
Limpa, doce e saborosa
Todo mundo quer beber
 
Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 23 de junho de 2011

São João no Nordeste Brasileiro

Todo ano é a mesma coisa, chega o mês de junho e aqui estou enaltecendo as comidas típicas, as bandeiras, a fogueiras, os fogos (cuidado com eles), as tradições, o forró (que aqui é o pai da alegria) e os artistas que contribuem para que essa festa esteja completa, sobretudo os que divulgam a cultura local e regional, regidos aos instrumentos tradicionais: zabumba, triângulo e sanfona. Onde tem sanfoneiro, tem festa garantida.

Vejo através dos noticiários que em muitas partes do Brasil se comemoram as festas juninas buscando reproduzir essas tradições que têm raízes aqui no Nordeste. Caruaru, Campina Grande, Arcoverde, Carpina, Gravatá, Camaçari, Petrolina, Serra Talhada, Limoeiro e tantas outras serão o destino de muitos. Talvez quem nunca frequentou o Nordeste nesse período não entenda ou ache exagero essa exaltação que rendo a esse momento, mas é que esse povo tão sofrido e muitas vezes tão discriminado merece uma festa dessa grandeza e só posso agradecer a Deus o presente de viver nesse lugar e conviver com essas pessoas que encontram em coisas simples motivos para serem felizes com essa tradição tão bonita.

E porque não falar da música que tem em Luiz Gonzaga sua fonte número um? Ele soube como ninguém cantar nossas tradições em cada clássico que lançou para a música brasileira. No xote das meninas o candeeiro se apagou e o sanfoneiro cochilou, mas a sanfona não parou e o forró continuou. Saudade, meu remédio é cantar as saudades que tenho das noites de São João. A fogueira tá queimando em homenagem a São João, olha pro céu meu amor e vê como ele tá lindo. E todos os demais são unânimes em afirmar que continuam esse trabalho tão lindo que representa o autêntico forró, o xote, o baião, o maracatu, o coco, e outros que representam as sempre Noites Brasileiras.

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 21 de junho de 2011

Os compositores do Brasil - 39

Um poeta nordestino chega hoje à série que homenageia os compositores, sobretudo os mais desconhecidos, como é o caso do médico genuínamente nordestino. Natural de Jardim do Seridó/RN e descendente de italianos, ele é Janduhy Finizola da Cunha , que assina suas composições como Janduhy Finizola.

Com 80 anos completos esse ano, Janduhy já foi gravado por nomes nacionais como Luiz Gonzaga e Dominguinhos e por artistas regionais como Santanna, Jorge de Altinho, Silvério Pessoa, Jacinto Silva, Quinteto violado, entre tantos outros.

E entre os sucessos associados à sua criação estão Ana Maria, Nova Jerusalém, Os bacamarteiros, Cidadão de Caruaru, Frei Damião, Canto livre, Vivência, Reflexões, Pobre matuto, além de todas as canções da tradicional missa do vaqueiro que acontece todos os anos em Serrita/PE.

Um forte abraço a todos!

domingo, 19 de junho de 2011

CD Santanna, o cantador - Xote pé de serra

Sob a produção de Robertinho do Recife, em 2001 Santanna fez um de seus melhores cds e também um dos melhores trabalhos de xote dos últimos anos. Apesar de ter lançado outros trabalhos depois desse, considero esse além de seu melhor projeto, o cd que o revelou como grande nome do gênero, não apenas no Nordeste, mas no Brasil.

Todas as músicas foram sucesso, tocaram em vários forrós e nas casas de quem aprecia o gênero e, trouxe de volta o forró pé de serra, devolvendo sua importância, ofuscada na época pelo forró eletrônico. Destaque para Camego proibido, Ana Maria, Tamborete de forró, Doidim por você, Mensageiro beija-flor, Bote tempo e A natureza das coisas.

Outras canções que completam o cd são Tampa de pedra, Vontade, Pra nunca mais tu me deixar, Cheiro de nós, A cura e Nunca chore por mim. A partir desse trabalho, tivemos mais um grande nome da cultura raiz nordestina e mais um grande intéprete para os sucessos de Petrúcio Amorim, Maciel Melo, Accioly Neto, Janduhy Finizola, Jorge de Altinho, entre tantos e todos sob a escola Gonzaga!

Um forte abraço a todos!

sábado, 18 de junho de 2011

Anjo querubim

Muitos forrozeiros da nova e antiga geração interpretaram essa pérola do Petrúcio Amorim. Não posso afirmar que é seu maior sucesso, mas com certeza está entre os dez maiores, nas primeiras colocações dessa lista. E não só os forrozeiros e bandas, mas muitos casais apaixonados já cantaram e dançaram ao som desse clássico dessa época aqui no Nordeste.

Com uma letra que apresenta um grande apaixonado que lamenta perder seu grande amor, embora tantos esforços e demonstrações de seus sentimentos estejam tão evidentes. E, mesmo lamentando um amor partido, é característica típica do forró mostrar até um sentimento de dor como este de uma forma alegre, dançante, como é o caso dessa canção, confirmando que esse ritmo é o pai da alegria aqui no Nordeste.

Anjo querubim
(Petrúcio Amorim)

Fiz você pra mim, meu brinquedo, meu anjo querubim
Meu segredo guardado só pra mim, meu amor mais louco
Até de tanto amar, fiz também algo pra gente ninar
Uma criança pra gente adorar, tudo num sufoco

E você não gosta mais de mim
Vem dizer que eu não soube dar amor
E achar que a vida é mesmo assim
Cada um leva um barco sofredor

Meu baião, coração,
Arranca essa dor do meu peito pra eu não chorar
Meu baião, coração,
Arranca essa dor do meu peito, pra eu não chorar

Comprei surruru, camarão, fiz batida de cajú
Dancei rumba e até maracatu, pra te fazer feliz
Fui até Natal, Salvador, Paraíba, Bacabau
Em Belém você quase passou mal
E eu te fiz feliz

E você não gosta mais de mim
Vem dizer que eu não soube dar amor
E achar que a vida é mesmo assim
Cada um leva um barco sofredor

Meu baião, coração,
Arranca essa dor do meu peito pra eu não chorar
Meu baião, coração,
Arranca essa dor do meu peito, pra eu não chorar

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Os Músicos do Brasil - 23

Esse é um grupo instrumental - vocal que existe desde 1970, dedicados à música nordestina e ao foclore brasileiro, formado por Antônio Alves (Toinho), Marcelo Melo, Luciano Pimentel, Fernando Filizola e Alexandre Johnson, todos pernambucanos, com exceção de Marcelo, que é paraíbano. O grupo usa instrumentos comuns como flauta transversal, viola sertaneja, violão, bateria e baixo acústico, além de instrumentos primitivos, como apito de arremedo, matraca, triângulo, ganzá e flauta de latão.

Seus primeiros shows foram em Universidades, até serem descobertos por Gilberto Gil e exaltados por Caetano Veloso. Constam no repertório desses músicos clássicos nordestinos e nacionais como Disparada, Asa Branca, Leão do norte, Vozes da seca, Tenho sede, Assum preto, Agreste, Procissão, Sebastiana, Xote das meninas, Numa sala de reboco, entre outras.

Com dois fundadores do grupo partindo para a eternidade, Luciano (em 2006) e Toinho (em 2008), além de algumas mudanças e substituições, O Quinteto Violado conta em sua formação atual com Marcelo Melo (voz, violão e viola) Ciano Alves (flautas e violão) Roberto Medeiros (percussão e voz) Dudu Alves (teclados e voz) Sandro Lins (baixo) e seguem divulgando o trabalho preciosíssimo desse grupo premiado no Brasil e no exterior!

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 14 de junho de 2011

Os Intérpretes do Brasil - 7

Em tempos juninos, época de festas no Nordeste Brasileiro, uma das intérpretes de maior destaque é a Elba Ramalho. Com vários shows marcados em terras nordestinas, Elba desfila seu vasto e rico repertório, com vários clássicos dançantes ou não, mas que se tornaram imortais em sua voz e inesquecíveis para os fãs da música brasileira e que apreciam seu trabalho, ficando dificil para outro intérprete ousar interpretar a canção depois dela.

Quem se aventurou a cantar De volta pro aconchego, do Nando Cordel, depois da leitura que ela fez em 1985? E o mais interessante é que ela mesmo se supera, quando regrava essa canção, a lapidando sempre. Outra coisa maravilhosa foi ouvir Elba interpretando Lamento sertanejo, do Dominguinhos e do Gilberto Gil, em 2005. Elba cantando Você se lembra, do Geraldo Azevedo é divino, emocionante, demais...

Eu citei três grandes interpretações da Elba, usando critérios particulares, que julgo ter identificação com o de muitos amigos do blog, mas poderia falar de sua voz emprestada a outros clássicos como Dia branco ou Chão de giz, ou Bate coração, ou Veja (Margarida), ou outra de tantas Elbas que se tornam a intérprete preferida do Geraldo, do Zé, do Dominguinhos, do Mestre Lua, do Alceu, do Petrúcio, de tantos compositores que sonham com aquela voz em suas criações!

Um forte abraço a todos!

domingo, 12 de junho de 2011

Dia dos namorados com música!!!

E hoje é dia dos namorados e o melhor de tudo é perceber que você dispõe de um vasto leque de canções para tocar nesse dia, para ser sua trilha sonora, dependendo de seu gosto. E mesmo aqueles que comemoram essa data sem companhia, a música se torna uma agradável parceira.

No repertório de todos os artistas, há alguma ou muita coisa romântica. Diferentes estilos, do clássico ao popular, do tradicional ao mais moderno, nacional ou internacional, a música romântica se faz presente em todos e para todos. Uns preferem ouvir Nelson Gonçalves cantando Onde anda você, outros Zezé di Camargo e Luciano cantando É o amor. Uns se deleitam com Fábio Jr. cantando Só você, outros com José Augusto cantando Aguenta coração. Fagner cantando Borbulhas de amor ou Djavan cantando Meu bem querer. Ivan Lins cantando Vitoriosa ou Caetano Veloso cantando Você é linda. Tom e Vinícius com Eu sei que vou te amar ou Chico Buarque com Futuros amantes. E Roberto Carlos, esse rei que tem tantos clássicos românticos que ecoam em um Como é grande o meu amor por você!

As divas também não ficam de fora dessa lista: Ivete Sangalo vai de Se eu não te amasse tanto assim, Gal Costa cantando Um dia de domingo, Rita Lee cantando Mania de você, Ana Carolina cantando Encostar na tua, Joana cantando Um sonho a dois, Elba Ramalho cantando De volta pro aconchego, Simone com Lenha, Marisa Monte com Amor I love you, Sandra de Sá com Quem é você, Alcione com Faz uma loucura por mim, Paula Fernandes com Pássaro de fogo, Ângela Maria com Lábios de mel, Adriana Calcanhoto com Vambora, Fafá de Belém com Coração do agreste, Wanderléa com Te amo, Maria Bethânia explodindo coração com suas interpretações, entre tantas.

E falando de mulheres, não posso deixar de citar que hoje é mais um aniversário do meu amor. A minha Juliana sopra velinhas. Então hoje, além de dar dois presentes, tenho que também pensar em qual canção seria interessante pra ela, mas diante de tantas que citei e de tantas que esqueci só posso pensar que todas juntas seria uma boa pedida! Parabéns meu amor!

Um forte abraço a todos!

sábado, 11 de junho de 2011

Caboclo sonhador

Essa canção é mais um clássico nordestino, desse grande poeta que é Maciel Melo. Já interpretada por Fagner, Flávio José e pelo próprio autor, Caboclo sonhador descreve em detalhes como se porta um nordestino, forte para o trabalho, valente para os desafios e durezas da vida, atrelado às suas tradições e sensível para o amor!

É daqueles clássicos nordestinos que ao soar as primeiras notas da introdução que, não pode dispensar a tradicional sanfona, é reconhecida por todos que amam esse ritmo. E ao mesmo tempo, dá pra ser tocada na forma tradicional do forró, com sanfona, triângulo e zabumba. Esse clássico não faltará em vários forrós e shows Nordeste afora.

Caboclo sonhador
(Maciel Melo)

Sou um caboclo sonhador
Meu senhor, viu
Não queira mudar meu verso
Se é assim não tem conversa
Meu regresso para o brejo
Diminui a minha reza

Coração tão sertanejo
Vejam como anda plangente o meu olhar
Mergulhado nos becos do meu passado
Perdido no imensidão desse lugar

Ao lembrar-me das bravuras de neném
Perguntar-me a todo instante por Bahia
Mega e Quinha, como vão, tá tudo bem?
Meu canto é tanto, quanta canta o sabiá

Sou devoto de padim Ciço Romão
Sou tiete do nosso rei do cangaço
Em meu regaço, fulminado em pensamentos
Em meu rebento, sedento eu quero chegar

Deixem que eu cante cantigo de ninar
Abram alas para um novo cantador
Deixem meu verso passar no avenida
Num forró fiado tão da bexiga de bom

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Se tu quiser, eu invento um vento pra ventar o amor...

Outro artista que arrasta multidões nordestinas em torno de seu forró moderno, mas com raízes tradicionais é Geraldo Pereira de Lins Filho, mais conhecido por Geraldinho Lins. Natural do Recife/PE, já possui mais de 20 anos de carreira dedicados à música nordestina contemporânea. E como todo artista, Geraldinho batalhou muito, participou de bandas até chegar sua carreira solo em 2005 e sucesso merecido, destacando-se como um dos grandes nomes da nova geração.

E entre os sucessos emplacados de seu repertório, destacam-se Se tu quiser, Amor sincero, Amor de Sertão, Pior é te perder, Parte da minha vida, Xote da saudade, Eu só quero um xodó, A natureza das coisas, Neném mulher, Anjo querubim, Xote conquistador, Peleja, etc.

Esse é outro artista que certamente estará com a agenda lotada nesses dias de festas juninas, pois já conquistou um grande público, sobretudo jovem, que redescobre o forró e nossas tradições em seu trabalho, o que mostra que artistas como ele cumprem bem sua tarefa em divulgar nossa cultura!

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 7 de junho de 2011

Quando o amor faz a mente da gente...

Ele é um artista que já tem 25 anos de carreira. Sanfoneiro dos bons, Novinho da Paraíba é natural de Monteiro/PB, é cantor, compositor e músico conhecido em todo o Nordeste Brasileiro, sobretudo nessas épocas de festas juninas.

Desde criança envolvido com a música, Novinho aprendeu sanfona cedo, pois quando chegava da escola, se abraçava ao instrumento e passava horas aprendendo.  Pouco a pouco, foi conquistando seu espaço. Entre os sucessos emplacados em sua carreira estão Solidão no peito, Umbiguinho de fora, Quando você quiser voltar, Você me viu chorar, O gemidinho, Gosto de você, Estrela cadente, etc.

Com certeza nas melhores festas juninas desse Nordestão, teremos em algum dia, uma apresentação sua, pois são 25 anos de dedicação a um ritmo, à uma festa que só leva alegria e entusiasmo às pessoas e Novinho, com sua sanfona, sabe muito bem como trilhar esse caminho!

Um forte abraço a todos!

domingo, 5 de junho de 2011

Erasmo Carlos - 70 anos!!!

Hoje é um dia muito especial para a música brasileira, pois é a vez do tremendão comemorar seus 70 anos. Wanderlea também sopra suas velinhas hoje. Um dia importante para esses dois artistas da Jovem Guarda e da música brasileira. Sem falar da referência ao Meio ambiente que se faz nesse dia, enfim, um dia para muitas festividades e agradecimentos por tantas coisas importantes.

Mas, hoje não é apenas mais um aniversário do Erasmo. Ele completa 70 anos de vida, de pura dedicação à música e ao rock nacional. Quem já leu a biografia do Erasmo (Minha fama de mau) ou já ouviu seus cds, sabe muito bem o que estou falando. Quem conhece a parceria que ele tem com o Roberto, os clássicos que lançaram para a música brasileira, conhece a dimensão desse artista.

Toda a história do Erasmo e toda sua contribuição só demonstram o respeito que todos os brasileiros, famosos ou anônimos têm por esse cara. E só de pensar que ele já gravou com tanta gente bacana, que tantos artistas já regravaram suas canções, que ele foi motivo de inspiração para uma das canções mais lindas sobre amizade é que não dá pra passar por esse aniversário sem desejar muita saúde, paz e muito rock sob a vida e os lábios desse astro da música brasileira, que sempre terá cabeça de homem, mas o coração de menino!

Um forte abraço a todos!

sábado, 4 de junho de 2011

Seu olhar não mente

A música nordestina conquista cada vez mais espaço no coração do Brasil. E aqui está uma das canções mais lindas do repertório do Flávio José, esse grande sanfoneiro, dono de tantos grandes sucessos na região. Uma canção que anda de mãos dadas com o romantismo regional, evidente em sua letra.

Aqui no Nordeste, em algumas cidades, é São João todos os dias de junho e canções como esta representam bem esse momento, sobretudo por conter palavras que todo conquistador desejaria dizer à sua amada, ao pé do ouvido, com esse xote no fundo musical completando esse cenário de amor e de festa!

Seu olhar não mente
(Nanado Alves e Ilmar Cavalcante)

Amo você
Já dá pra ver que meu olhar diz tudo
Meu coração não fala, fica mudo
Até parece nem me conhecer

Só pra te ver
Já andei várias léguas de saudade
Vivi em busca da felicidade
Fazendo tudo pra não te perder

E o bem-querer
Que toma conta do meu coração
Já ta sabendo que toda paixão
Que eu preciso só acho em você

Saiba que quando eu te vejo
O fogo do desejo quer me consumir
Quero de novo teu beijo
Matar minha sede, ficar junto a ti

Não me venha com palavras
Com frases amargas qualquer coisa assim
Porque seu olhar nao mente
E ele diz que voce sente saudade de mim

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Gosto de você assim como você é...

Mês de junho aqui no Blog é tempo de destacarmos artistas regionais, sobretudo, aqueles que estão ligados à essa festa que domina o Nordeste Brasileiro. Artistas que talvez não tenham alcançado o merecido êxito nacional, mas que aqui em Pernambuco e no Nordeste em geral, são o show, a festa garantida!

É o caso de Irah Caldeira, essa mineira de Circa/MG, que desde a década de 90 faz shows e encanta o povo nordestino, gravando seu primeiro cd em 1999 e se tornando uma das intérpretes mais constantes de Accioly  Neto, Maciel Melo e Petrúcio Amorim, entre outros.

E entre os sucessos emplacados durante todo esse tempo, temos Quero ter você, A natureza das coisas, Pra ninar meu coração, Canto do rouxinol, Ciência popular, Caboclo sonhador, Nos tempos de menino, entre outros que, com certeza estarão em seus shows nessa e em outras épocas onde ela se apresentar e reencontrar seu público!

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 31 de maio de 2011

Os Músicos do Brasil - 22

Natural de Lagoa da canoa/AL, ele é compositor e multiistrumentista, pois toca acordeão, flauta, garrafa, piano, bacia, saxofone e sintetizador, entre outros instrumentos musicais. Ele é Hermeto Pascoal, o músico brasileiro que desde os 10 anos aprendeu a tocar seu acordeão com seu irmão, graças a seu pai, homem simples da roça, que chegou a vender dois bois para comprar um instrumento para o filho.

Hermeto tentou carreira já aos 14 anos quando morava no Recife/PE e nos anos 50 já era considerado um dos melhores acordeonista do agreste. Mudou-se para o Rio de Janeiro e no começo dos anos 60 atuou em São Paulo, em vários grupos, onde ganhou notoriedade. Já trabalhou com músicos como Geraldo Vandré, Edu Lobo, Dominguinhos, Sivuca e Elis Regina, entre outros.

Desenvolveu uma carreira internacional marcante e é um dos poucos músicos que tem vida própria, ou seja, não precisou acompanhar um grande artista durante muitos anos, ao contrário, sendo uma referência entre músicos, algo meio raro no meio. E esse reconhecimento vem de fora também, só comprovando que no Brasil, também temos grandes músicos!

Um forte abraço a todos!

domingo, 29 de maio de 2011

Olhando as estrelas - 15

Mais dois mestres da nossa música habitam essa série hoje: Toquinho e Vinícius de Moraes. Eles trabalharam juntos por cerca de 11 anos, compuseram mais de 100 canções, lançaram quase 30 discos e fizeram mais de 1000 shows em várias turnês pelo Brasil e pelo exterior, divulgando o rico trabalho de ambos para a música brasileira.

Só pra citar algumas das canções compostas a quatro mãos ou até com outros grandes parceiros, temos Regra três, Como dizia o poeta, Gilda, Samba de Orly, Sei lá a vida tem sempre razão, Tarde em Itapoã, Carta ao Tom 74, Cotidiano nº 2, Pela luz dos olhos teus, entre tantas, além de Aquarela, uma das mais famosas da dupla e do repertório do Toquinho, que, embora tendo sido lançada depois da partida do amigo, foi creditada a ele como um dos parceiros.

Sem falar dos projetos para crianças, dos shows da dupla e da dupla com outros convidados, eternizados em discos e dvds, do sucesso que é e sempre foi essas e tantas canções desses mais que consagrados artistas da música brasileira que fizeram história separados e também juntos em trabalhos como os citados aqui e tantos outros, tudo isso mostra apenas que o encontro dessas duas estrelas foi e sempre será brilhante para nossa música.

Um forte abraço a todos!

sábado, 28 de maio de 2011

Adivinha o quê?

Mais um clássico do Lulu Santos, sucesso absoluto de seu mais recente cd/dvd Acústico MTV II, numa versão em português e espanhol, com direito a dueto com Marina de La Riva; e também regravada pelo Milton Nascimento, ambas gravações do ano passado, que enalteceram ainda mais o êxito dessa canção.

Dúvidas e mais dúvidas em cima de uma mescla de desculpa esfarrapada, desejo incontido e fidelidade duvidosa, Adivinha o quê? é uma canção que também aborda sexo de uma forma elegante, começando com uma dúvida e terminando com uma pergunta que não deixa dúvida. A melodia e o ritmo foram construídos de uma forma a colaborar com a letra que domina plateias e ouvintes em meio a essa sugerida sacanagem. Um gol de placa do Lulu para a música brasileira.

Adivinha o quê?
(Lulu Santos)

Ainda lembro aquela noite
Só porque eu cheguei mais tarde
Ainda arde a lembrança de te ver
Ali tão contrariada

Meu bem, meu bem
Será que você não vê não
Não houve nada
Só o passado rondando minha porta
Feito alma penada

Você vive me dizendo
Que o pecado mora ao lado
Por favor não entra nessa
Que porque um dia
Ainda te pego de jeito

Eu sei, eu sei
Que esse caso tá meio mal contado
Mas você pode ter certeza
Nosso amor é quase sempre perfeito

Porque eu só faço com você
Só quero com você
Só gosto com você
Adivinha o quê?...

Mas eu só faço com você
Só quero com você
Só gosto com você
Adivinha o quê?

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Eu quero levar uma vida moderninha...

Uma das maiores bandas de rock dos anos 80, criada em São Paulo e tendo em sua formação nomes como Roger, Leonardo (Leôspa), Maurício, Carlinhos, Serginho e Edgard e que na atual formação, apenas Roger continua juntamente com novos integrantes que entraram no decorrer dos anos: Mingau, Marcos Kleine e Bacalhau. Eles são o Ultraje a Rigor.

Com uma irreverência típica da época, a banda lançou grandes sucessos como Inútil, Mim quer tocar, Nós vamos invadir sua praia, Independente futebol, Eu gosto de mulher, Nada a declarar, Rebelde sem causa, Eu me amo, além do grande sucesso de Ciúme que juntamente com esses e outros não citados, colocaram a banda no topo de vendas de discos e shows durante toda a década de 80.

E como todas as bandas, Ultraje a Rigor teve seus altos e baixos, seus ex-integrantes e suas novas formações. Mas, o público é sempre o mesmo que lota seus shows e aclama novos trabalhos, como foi o Acústico da MTV em 2005, por exemplo. E é indiscutível que eles são referência quando se fala em rock no Brasil, sobretudo dos últimos anos.

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 24 de maio de 2011

Os compositores do Brasil - 38

Ele foi um grande nome não apenas da composição nacional, mas uma referência na música brasileira, sobretudo nos anos 60. Compositor, produtor e apresentador, natural de Castelo/ES, Carlos Eduardo da Corte Imperial apresentou o programa Clube do Rock e lançou vários nomes no cenário nacional, entre eles, Elis Regina, Tim Maia e o rei Roberto Carlos.

Ele assinou as primeiras canções gravadas por Roberto em seu primeiro compacto que continha João e Maria (única parceria dos dois) e Fora do Tom. Depois ainda compôs Canção do amor nenhum e Brotinho sem juízo e a maior parte do primeiro e raro Lp do Roberto, Louco por você de 1961, onde assinava a autoria de Chorei, Eternamente, Linda, Louco por você, Não é por mim, Ser bem e Se você gostou.

Mas, o apadrinhamento ao rei da juventude foi maior que o sucesso de suas canções interpretadas por ele. Como compositor, Imperial obteve êxito em canções como Vem quente que eu estou fervendo, O carango, Mamãe passou açúcar em mim, A praça, O bom, O goiabão, Você passa e eu acho graça e Para o diabo com os conselhos de vocês, tendo sido interpretado por nomes como Fábio Jr., Erasmo Carlos, Martinho da Villa, Clara Nunes, Ronnie Von, Wilson Simonal, Eduardo Araújo, Renato e seus blue caps, etc.

Um forte abraço a todos!

domingo, 22 de maio de 2011

CD Djavan Ária

Djavan é daqueles artistas completos, que representam bem uma perfeita referência na música brasileira, pois compõe, toca e interpreta de uma forma que imortaliza grandes sucessos, garantindo sua marca. No decorrer de sua carreira, sua discografia é composta por canções que, em sua maioria foram produzidas por seu próprio punho.

Mas, há poucas exceções e  essas  também chamam atenção, como as interpretações de Correnteza (Tom Jobim e Luiz Bonfá), Sorri (Charles Chaplin e João de Barro) e Coração leviano (Paulinho da Viola), todas do cd Malásia, de 1996. Disso, soma-se ao compositor, cantor e músico, o intérprete, e o resultado disso, temos nesse trabalho lançado em 2010, um dos poucos projetos interessantes desse ano.

Ária é composto de 12 interpretações escolhidas e produzidas pelo próprio Djavan, sendo acompanhado por dois violões, uma guitarra e percussão, onde desfila seu lado crooner ao visitar canções do repertório de Caetano Veloso, Cartola, Frank Sinatra, Ângela Maria, Gilberto Gil, Chico Buarque, Beto Guedes, Edu Lobo e Luiz Gonzaga em Disfarça e chora, Oração ao Tempo, Sabes Mentir, Apoteose ao samba, Luz e mistério, La noche, Treze de dezembro (instrumental), Valsa brasileira, Brigas nunca mais, Fly me to the moon, Nada a nos separar e Palco.

Um forte abraço a todos!

sábado, 21 de maio de 2011

Fim de tarde

Sempre alguém estoura com um grande sucesso romântico, o que comprova que a música romântica é eterna e os rótulos depreciativos que alguns tentam impor não passam de coisas menores e insignificantes, afinal, quem não é romântico, talvez gostaria de ser.

Essa canção é da década de 70, imortalizada pela Cláudia Telles e revivida na década de 90, com o grupo vocal Fat Family. Um amor partido que é revivido pela saudade, sobretudo naqueles momentos em que a paisagem grita a ausência de alguém para completá-la.

Fim de tarde
(Mauro Motta e Robson Jorge)

Hoje eu sinto tanto não ter você
E nem o tempo fez eu te esquecer
E prá que chorar se você não vem
Não vem...

Perdi você
Não tente entender ainda te amo
Perdi você
Sem razão, sem querer

Todo fim de tarde é sempre assim
E uma saudade vai nascendo em mim
Se eu já nem sei mais porque
Te amei

Perdi você
Não tente entender ainda te amo
Perdi você
Sem razão, sem querer

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Fez do meu coração a sua moradia...

Ela é natural do Rio de Janeiro/RJ, mas foi criada em São Paulo. Sua relação com a música vem desde a infância e na adolescência, após estudar canto, foi crooner de boates de volta ao Rio de Janeiro, cantanto música norte-americana e bossa nova. Ela é Eliana Leite da Silva, conhecida como Eliana Pittman.

Nos anos 60, já excursionava pelo exterior, divulgando sua música e tornou-se conhecida nacionalmente em 65, quando excursionou pelo país. Entre os sucessos de seu repertório estão Tristeza, Esse mar é meu, Mistura de carimbó, Eu bebo sim, Dança do carimbó, Tô chegando já cheguei, Maré mansa, Capital do samba, Nem saudade, entre outras, que também garantiram a ela o título de Rainha do carimbó, por ser uma das pioneiras a divulgar esse ritmo.

Eliana também é atriz e segue fazendo shows país afora. Como uma das vozes brasileiras consagradas já pelos seus mais de 40 anos de carreira, sempre se reencontra com seu público fiel, a quem sempre reserva uma boa música, uma boa história pra contar, além de suas danças, sua arte!

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 17 de maio de 2011

Fique mais uma estação...

Natural de Belém/PA, ele é referência quando o tema é o estouro que foi a lambada, ritmo contagiante sobretudo no final dos anos 80 e começo dos anos 90. Considerado o rei da lambada, Raimundo Roberto Morhy Barbosa, sempre foi conhecido por Beto Barbosa. Campeão de vendas no final dos anos 80, sobretudo pelo sucesso da canção Adocica.

Seu sucesso conquistou todo o país, com canções como Baila neguinha, Preta, Fruto proibido, Dançando lambada, Chamego, Meu amor não vá embora, etc. E uma febre fez esse ritmo renascer, pois anos antes, Sidney Magal também estourava com canções que remetiam a esse ritmo. No Nordeste Brasileiro, a lambada superou por um tempo o forró, chegando a substituí-lo em festas juninas.

Mas, como muitos modismos, a lambada também teve seu tempo e também sofreu seus preconceitos. Mas, acima disso estão artistas como Beto Barbosa, que até hoje continua lotando shows, levando suas músicas e fazendo o povo dançar sob o ritmo que domina tão bem.

Um forte abraço a todos!

domingo, 15 de maio de 2011

CD e DVD Agnaldo Rayol - 50 anos depois

Quem também comemorou 50 anos de carreira foi Agnaldo Rayol, nosso rei da voz, e para celebrar essa data presenteou seus fãs com esse trabalho: Cd e Dvd de um show especial gravado em São Paulo, que contou com as presenças de Pe. Marcelo Rossi (que apresentou o show), Marina Elali (dueto em Eu sei que vou te amar), Érika Rodrigues (dueto na inédita Vai me proteger), Roberto Justus (dueto em I´ve got you under my skin), Fafá de Belém (dueto na Ave Maria, de Vicente Paiva) e Wanessa (dueto em Tocando em frente).

Com produção de Afonso Nigro, após a apresentação do Pe. Marcelo, a orquestra formada por 40 músicos dá início ao show com um medley instrumental envolvendo sucessos da carreira do Agnaldo, que ao encontrar seu público entoa clássicos da música brasileira como Se todos fossem iguais a você, Maria Maria, Fascinação, Rosa, Carinhoso, Começaria tudo outra vez, Romaria e Sangrando.

Um dos pontos altos do show: Agnaldo, Fafá e a Ave Maria.
Temos ainda os medleys E a vida continua/Acorrentados/A praia, El dia que me quieras/La Puerta/La barca e Em nome do amor/Tormento D´Amore/Mia Gioconda, além de Nessun dorma, O princípio e o fim e Ave Maria (Gounod), e por fim Creio em Ti que entrou no bônus que apresenta making of e entrevista, completando esse que é um grande presente para a música brasileira que reverencia sua grande voz!

Um forte abraço a todos!

sábado, 14 de maio de 2011

Ângela

Essa canção é lindíssima e foi imortalizada pelo Neguinho da Beija-Flor, regravada pelo Belo e por Agnaldo Timóteo, mais recentemente. Mas, acredito que seja o maior sucesso do Neguinho, requisitada em todos seus shows. Um samba romântico, daqueles que a música brasileira oferece com maestria para o mundo. Vale lembrar que Ângela é o título de outra canção romântica da nossa música, de Tom Jobim e, talvez por isso, muitos se referem à que estamos abordando como Negra Ângela.

Essa canção remete a uma paixão cinematográfica. Isso mesmo, coisa de cinema, que a gente presencia e se magnetiza como algo que não vale ser interrompido por um piscar de olhos. Acho muito legal também ressaltar a beleza da mulher negra, ainda vítima de tantos preconceitos, e que encontra nessa letra que, inclusive aponta seu nome próprio e juntamente com o samba, é ofertada como uma de nossas riquezas naturais.

Ângela
(Serginho Meriti e Alexandre)

Eu prefiro acreditar que é mentira
É brilho demais para um só olhar
É inspiração demais, é muita lira
Mas meus velhos olhos não queriam me enganar

Ela é negra, negritude que fascina
Senhora menina, menina senhora me descontrolou
A distância e o lindo visual nesta retina
Sua voz que o próprio canto encantou

Hoje eu vi um lindo negro anjo
Anjo negro, lindo anjo
Negra Ângela...

Aquele corpo inteiro me deixou cabreiro
E este instinto masculino vive a me cobrar
Ah, se eu fosse o primeiro
Nem segundos, nem terceiros ocupariam meu lugar

É que eu vi um lindo negro anjo
Anjo negro, lindo anjo
Negra Ângela...

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Há um alguém na multidão que vai te adorar com devoção...

Formação atual.
Um dos grupos vocais mais conhecidos e em maior tempo de atividade no Brasil, sucesso da Jovem Guarda: os Golden Boys. A formação original contava com os irmãos Roberto Corrêa, Ronaldo Corrêa, Renato Corrêa e o primo Valdir Anunciação. O grupo começou ainda no final dos anos 50, fazendo versões de suscessos americanos. Foi dessa época o primeiro êxito: Meu romance com Laura.

O grupo alcançou o sucesso nacional depois de fazer parte da Jovem Guarda. Além disso, os irmãos Corrêa se destacaram na composição de sucessos desse tempo como É papo firme, Anjo, Eu amo demais, Foi assim, Não precisa chorar, etc. Também participaram do Terceiro Festival da Canção, acompanhando Beth Carvalho na canção Andança.

Formação original dos anos 60.
Alguns dos sucessos do Golden Boys são Alguém na multidão, Se eu fosse você, Michelle, Mágoa, Pensando nela, Cabeção, etc. Além disso, o grupo participa de projetos de outros colegas como Jorge Benjor, Trio Esperança, Wanderléa, Erasmo Carlos, entre outros, além dos projetos comemorativos de aniversário da Jovem Guarda. Atualmente, a formação conta apenas com os três irmãos, que seguem levando os shows do grupo, país afora.

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 10 de maio de 2011

Fazer canções como as que fez meu pai...

Ele é João Batista Nogueira Júnior, ou simplesmente João Nogueira. Natural do Rio de Janeiro, é referência entre os grandes sambistas e por ser filho de músico, esteve desde cedo em contato com grandes nomes como Pixinguinha, Donga e Jacob do Bandolim. Seu pai chegou a tocar com Noel Rosa e foi sua grande influência, pois foi acompanhando seu pai que aprendeu violão.

Nos anos 60, João já era compositor e gravou seu primeiro disco e seus primeiros sucessos. E de lá parte sua carreira que cumpriu até 2000, quando partiu para o andar de cima, mas continua na obra de seu filho, Diogo Nogueira, de quem falaremos adiante.

Entre os artistas que já o gravaram estão Elizeth Cardoso, Clara Nunes, Eliana Pittman, Zeca Pagodinho, Dona Yvonne Lara, Emílio Santiago, Beth Carvalho, entre outros. Entre os sucessos de seu repertório, estão Espelho, Poder da criação, Nó na madeira, Súplica, Clube do samba, E lá vou eu, O passado da Portela, Amor de malandro, etc.

Um forte abraço a todos!

domingo, 8 de maio de 2011

Mãezinha querida

Mais um clássico da música brasileira em homenagem ao dia das mães. Mãezinha querida sempre foi entoada por grandes vozes, no passado por Carlos Galhardo e mais recentemente, por Agnaldo Timóteo e Ângela Maria. Com uma letra e melodia que remetem à doçura maternal, essa canção atravessa o tempo e se faz presente a cada dia das mães.

E o mais notório é que em poucas palavras e com uma simplicidade admirável, os autores conseguem transimitir essa mensagem terna e amorosa de um filho à sua mãe. Outro ponto favorável é que as vozes que até hoje entoaram essa canção souberam dar o tom certo de emoção e carisma, transformando essa em um clássico e por que não dizer, um hino a esse dia, sempre!

Mãezinha querida
(Getúlio Macedo e Lourival Faissal)

Minha mãezinha querida
Mãezinha do coração
Te adorarei toda vida
Com grande devoção

É tua esta valsinha,
Foste a inspiração
Canto, querida Mãezinha
A tua canção

Alegria... um prazer.
Uma grande emoção.
Neste dia te dizer
com muito amor e afeição.

Oh, minha Mãe,
Minha santa, querida
És o tesouro que eu tenho na vida
Eu te ofereço esta linda canção
Mãezinha do coração...

Um forte abraço a todos!

sábado, 7 de maio de 2011

CD Fábio Jr. Íntimo

Esse está saindo do forno, tido como um grande presente para o dia das mães é o Cd Íntimo, lançado por Fábio Jr, que conta com 13 regravações, produção de César Lemos e com a participação de dois de seus filhos. Nas entrevistas que tem dado, Fábio afirma que são canções que o tocam muito e que gostaria de ter ele mesmo composto tais obras primas.

Com seu filho Fiuk, divide as faixas 20 e poucos anos, do próprio Fábio e Carango, que foi sucesso na época da Jovem Guarda, gravada por Wilson Simonal e Erasmo Carlos. Mas, Fábio também passeia pelo rock moderno com As dores do mundo e Dias melhores, do repertório do Jota Quest, passando por Marina Lima em Fullgás, com quem divide o vocal com sua filha Tainá, e também Noite do prazer, de Cláudio Zoli. E essa levada pop rock se evidencia também nas versões de Casinha branca, do Gilson, Muito estranho, do Dalto e Paciência, do Lenine.

As baladas aparecem em Você é linda, do Caetano Veloso, Esquinas, do Djavan, Paixão, do Kleiton e Kledir e Do fundo do meu coração, de Roberto e Erasmo. Sem lançar canções inéditas há alguns anos, Fábio continua presenteando seus fãs com trabalhos onde seu lado intérprete aflora, para o delírio das mulheres e dos fãs da boa música. E, embora apareça dormindo na capa, prova com esse trabalho que não dorme em serviço, apresentando mais um trabalho excelente, onde impõe a marca Fábio Jr. e a empresta a grandes clássicos.

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Eu sou cachoeira presa...

Natural de São Gonçalo/RJ, eis aqui uma cantora que merecia mais destaque da mídia: Selma Reis. Desde 1987, quando gravou seu primeiro Lp, Selma conquista a cada dia um público cada vez mais fiel, embora a mídia ainda pareça não a ter descoberto. Sua formação veio das rodas de seresta que sua família proporcionava.

Mesmo assim, Selma é dona de discos refinados lançados no mercado por toda década de 90 e 2000, e alguns sucessos como O que é o amor, Estrelas de outubro, Sombra em nosso olhar, Deságua, O preço de uma vida, Se bastasse uma canção, Emoções suburbanas, Nossa paixão, Feliz, Ave Maria, Todo sentimento, O preço de uma vida, entre outras.

Com um gosto refinado, Selma já fez shows com Cauby Peixoto, fez discos temáticos com a obra de Gonzaguinha, Sueli Costa e Paulo César Pinheiro, e vem se firmando como uma das vozes mais bonitas da música brasileira e como uma intérprete perfeita que muito tem a oferecer a essa nossa música!

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 3 de maio de 2011

E parecia que eu te conhecia há muito tempo...

Ao falamos de filho de peixe, peixinho é, na música brasileira temos vários exemplos que comprovam esse ditado. E um deles é Wilson Simonal Pugliesi de Castro, conhecido como Simoninha. Natural do Rio de Janeiro/RJ, Simoninha é cantor, compositor e instrumentista. Ainda criança já cantava e atuava em discos infantis.

Foi produtor de seu pai e também de Jorge Benjor. E aprendendo com essas escolas, integra a safra de grandes nomes para a nova música brasileira. Sempre ao lado de seu irmão Max de Castro e continuando o trabalho de seu pai, já lançou alguns cds, ambos bem aceito pelo público, destacando também o dvd feito com repertório do Jorge Benjor, gravado pela MTV.

Outro cd que merece destaque é o Baile do Simonal, comandado por ele e por seu irmão, que contou com vários artistas como Caetano Veloso, Maria Rita, Samuel Rosa, Ed Motta, entre outros, em torno da obra de seu pai. Alguns sucessos de seu repertório são Essa moça tá diferente, Ela é brasileira, Eu sei que você vai me entender, Sossega, Flor do futuro, Santa Clara, Música romântica, Agosto, É bom andar a pé, Ter você, etc.

Um forte abraço a todos!

domingo, 1 de maio de 2011

Os Intérpretes do Brasil - 6

E hoje, dia do trabalhador, vamos homenagear mais um trabalhador da arte da interpretação musical: Gal Costa. Sim, seu nome é Gal e ela mostra em sua carreira, com seu repertório, que é uma das intérpretes preferidas dos compositores nacionais, desde a década de 60, quando emplacou seus primeiros sucessos Baby, Meu nome é Gal e Que pena.

Gal é intérprete por natureza e é difícil destacar duas ou três canções de seu repertório. Acredito que ela tenha gravado mais Caetano Veloso que a irmã dele, Maria Bethânia. Li que seu próximo projeto vem com canções inéditas dele e das que já gravou do Caetano destaco Baby que, embora apresente várias versões,  sempre nos remete à marca Gal Costa. E o que dizer de Meu bem meu mal, do mesmo artista? Do Doryval Caymmi, Gal imortalizou Só louco, entre outras.

De Chico Buarque, quem não lembra de Folhetim em sua voz? A Aquarela do Brasil é outra se não for interpretada pela Gal. Sua estupidez de Roberto e Erasmo tem um toque de Gal. Mas, a baiana também é craque em Dia de domingo de Sullivan e Massadas, Chuva de prata de Ed Wilson e Ronaldo Bastos, Alguém me disse de Jair e Evaldo. O que dizer de Nuvem negra do Djavan em sua voz? E Caminhos cruzados de Tom Jobim, ao qual gravou um disco impecável? Dá pra negar que essas e outras mostram que Gal Costa é mesmo preferida entre os compositores e uma das maiores intérpretes dessa nação?

Um forte abraço a todos!

sábado, 30 de abril de 2011

Todo azul do mar

Quem presencia as letras de vários sucessos atuais e quem garimpa algum gesto de romantismo nas atuais composições e, de repente se depara com letras de canções antigas como essa do Flávio Venturini, também cantada pelo Roupa Nova, logo percebe porque alguns são taxados de meros saudosistas.

Todo azul do mar é linda e sua letra pinta paisagens, suspiros poéticos, paixões, sensações de que o amor existe e existirá sempre! E essa canção entoa várias cerimônias de casamento país afora. Se estamos tratando de algo que muitos preferem torcer o nariz e taxar de cafona, reforço que é muito bom ter um coração cafona que entoa canções como esta, linda como o azul do mar, reflexo do céu!

Todo azul do mar
(Flávio Venturini e Ronaldo Bastos)

Foi assim, como ver o mar
A primeira vez que meus olhos se viram no seu olhar
Não tive a intenção de me apaixonar
Mera distração e já era momento de se gostar

Quando eu dei por mim nem tentei fugi
Do visgo que me prendeu dentro do seu olhar
Quando eu mergulhei no azul do mar
Sabia que era amor e vinha pra ficar

Daria pra pintar todo azul do céu
Dava pra encher o universo
Da vida que eu quis pra mim

Tudo que eu fiz foi me confessar
Escravo do seu amor, livre pra amar
Quando eu mergulhei fundo nesse olhar
Fui dono do mar azul, de todo azul do mar

Foi assim, como ver o mar
Foi a primeira vez que eu vi o mar
Onda azul, todo azul do mar
Daria pra beber todo azul do mar
Foi quando mergulhei no azul do mar

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Os Músicos do Brasil - 21

Ele é compositor, pianista e arranjador. Trata-se de Cristovão da Silva Bastos Filho, ou simplesmente Cristóvão Bastos, como é conhecido esse músicoque já trabalhou com vários artistas da nossa música. Natural do Rio de Janeiro/RJ, desde cedo já tocava acordeão e aos 18 anos tocava piano em boate do Rio.

Como arranjador, trabalhou em shows e discos de Chico Buarque, Paulo César Pinheiro, Paulinho da Viola, Elton Medeiros, Aldir Blanc, Abel Silva, Nana Caymmi, Edu Lobo, Leny Andrade, Agnaldo Rayol e Gal Costa. Mas, Cristóvão também lançou discos instrumentais, com os quais foi premiado várias vezes, além de compor trilha de filmes e se destacar como compositor.

São de sua autoria com alguns parceiros famosos as canções Todo sentimento, Suave veneno, Resposta ao tempo, Raios de luz, entre tantas outras. E entre os intérpretes de suas canções temos Chico Buarque, Maria Bethânia, Nana Caymmi, Paulinho da Viola, João Nogueira, Barbra Streisand, Milton Nascimento, Cauby Peixoto, Demônios da Garoa, Simone, Verônica Sabino, Ney Matogrosso, etc. Com esse currículo e com uma vasta contribuição, como foi todo o arranjo do show Gal Costa canta Tom Jobim de 1999 e outros que não caberiam nessa postagem, fica aqui nossa simples homenagem a esse grande nome internacional da nossa música.

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 26 de abril de 2011

Os compositores do Brasil - 37

Ele foi um dos principais parceiros de Tom Jobim, sobretudo durante a Bossa Nova. É o criador de canções como Demais, Dindi, Eu preciso de você, Inútil paisagem, Fotografia, Só tinha de ser com você, entre outros. Natural do Rio de Janeiro, Aloysio de Oliveira marcou seu nome na música brasileira com alguns clássicos inesquecíveis.

Só pra citar artistas que já o gravaram ou foram produzidos, já que Aloysio é também produtor, além de cantor, temos João Gilberto, Sílvia Telles, Moacir Franco, Maysa, Os cariocas, Wilson Simonal, Elizeth Cardoso, Edu Lobo, Caetano Veloso, Nara Leão, Fagner, Elis Regina, Gal Costa, Maria Bethânia, Ivan Lins, Joyce, Nana Caymmi, Ella Fitzgerald e o próprio Tom Jobim.

A ele é creditado o sucesso de Carmem Miranda no exterior e também o início da Bossa Nova. Com um currículo de canções e intérpretes como esse, uma simples postagem como homenagem é algo mais que justo, pois além de tudo que foi dito, temos aqui um pouco mais sobre a gênese de clássicos da nossa música, sobretudo da obra do Tom Jobim.

Um forte abraço a todos!

domingo, 24 de abril de 2011

Olhando as estrelas - 14

Nos 80 anos da Hebe, em 2009.
E encerramos essa semana, onde homenageamos o rei Roberto Carlos por seus 70 anos de idade, com postagens que remetem a seu aniversário, seu amigo padre-cantor, uma de suas canções religiosas e hoje, um de seus encontros mais nobres: Roberto Carlos e Julio Iglesias. Embora sejam amigos pessoais de longa data, eles nunca gravaram uma faixa juntos e o cantor espanhol nunca participou de um especial de fim de ano do rei. Mas, ambos já gravaram clássicos latinos individualmente como Volver, El dia que me quieras, Adios e El manicero. Também já fizeram versões distinas para Dizem que um homem não deve chorar e Aquarela do Brasil, que Roberto cantou em shows. Ambos gravaram And i love her, dos Beatles, Roberto, em português e espanhol.

Solamente una vez, en Siempre en Domingo, México 1989.
Na década de 70, Julio gravou Sentado à beira do caminho, de Roberto e Erasmo, em português e alemão. Em 75, Julio assistia a uma apresentação do Roberto nos Estados Unidos, quando subiu ao palco e cantaram juntos La distância, do rei.  Nos anos 80, participaram do projeto beneficente Hermanos,  na faixa Cantaré cantarás. Ao final dessa década, pretendiam lançar um disco juntos, fato que não ocorreu por problemas contratuais do Roberto com a então CBS. O Julio fez o projeto sozinho, que resultou no cd Romances (Raízes). Em 89, cantaram juntos pela segunda vez, a canção Solamente una vez, no programa mexicano Siempre en domingo.

Projeto Hermanos 1985, onde gravaram Cantaré cantarás
Na década de 90, participam novamente de um projeto coletivo, o Voces Unidas, na faixa Puedes llegar, pelas Olimpíadas de Atlanta. Ao final da década passada e início desta, Julio não parava de afirmar em várias entrevistas que seu sonho seria gravar algo com Roberto. Em 2004, ao Amaury Jr., Roberto revela que se anima com a ideia, embora ache pouco provável, pelo perfeccionismo de ambos. Em 2009, os dois astros se encontraram na festa dos 80 anos da Hebe. E, com certeza, todos nós fãs desses dois artistas, torcemos que mais encontros como estes se realizem e quem sabe aconteça a tão sonhada gravação desses dois astros mundiais que sempre cantaram o amor pelo mundo afora!

Feliz Páscoa a todos!

sábado, 23 de abril de 2011

Aleluia

E pra esse Sábado de Aleluia, nada melhor que uma canção com esse título, feita em 1984 pelo aniversariante da semana, Roberto Carlos e seu eterno parceiro, o tremendão Erasmo Carlos. E mais conveniente que isso é saber que ela está alinhada com o tema da Campanha da Fraternidade desse ano, pois apresenta em sua temática religião e natureza.

Aleluia é uma das mensagens mais lindas do Roberto e torço para que um dia ele a cante novamente. Lembro que, no criança esperança de 97, a cantou com uma interpretação de arrepiar. A beleza da natureza com seu verde, com suas estrelas, suas colinas, suas paisagens, seu arco-íris representando a arte de Deus é um motivo maior para agradecermos por mais um dia de vida, por sabermos que Jesus vive e caminha conosco por essas paisagens, como indica a canção:

Aleluia
(Roberto Carlos e Erasmo Carlos)

Quando o sol aquece de manhã
o planeta terra onde eu vivo,
não importa em que lugar estou,
Olho a natureza pensativo

O vento assanha as águas do oceano
Surfa pelas ondas da canção
Quem compõe a música do vento?
E quem acendeu o sol, então?

Aleluia, Aleluia!
Conclusão dos pensamentos meus.
Aleluia, Aleluia!
Em tudo isso tem a mão de Deus.

Quando cai a chuva e molha o chão,
meu planeta fica tão florido
vem a tarde e as tintas lá do céu,
pintam um horizonte colorido

Folhas, flores, frutos se misturam
nesse quadro o amor e a perfeição
Quem é esse agricultor divino?
É o mesmo autor do quadro, então

Aleluia, Aleluia!
Conclusão dos pensamentos meus.
Aleluia! Aleluia!
Em tudo isso tem a mão de Deus.

Quando vem a noite, eu olho o céu
as estrelas brilham no infinito
Vejo a lua clara sobre o mar
E nesse momento eu reflito

Um ser supremo em tudo isso existe
Deus, a luz maior, a explicação
Tudo vem das suas mãos divinas
O céu, a terra, o mar, a vida, então

Aleluia! Aleluia!
Conclusão dos pensamentos meus
Aleluia! Aleluia!
Em tudo isso tem a mão de Deus

Um forte abraço e uma boa Páscoa a todos!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Eu sou teu filho, tu és meu pai, misteriosa verdade...

A música gospel tem conquistado cada vez mais espaço entre os brasileiros. Considero Pe. Zezinho e Pe. Antônio Maria pioneiros nesse mercado cada vez maior e isso não é apenas opinião minha, pois vários religiosos e leigos do mundo artístico e até de outras religiões afirmam essa verdade, que eles abriram caminhos para os que hoje estão aí. Há algum tempo falamos da obra do Pe. Zezinho e hoje, destacaremos o Pe. Antônio Maria.

Conhecido por muitos como o padre do Roberto Carlos, por sua amizade com o cantor que, inclusive já gravou com ele em seu cd, Pe. Antônio Maria queria ser cantor desde pequeno, mas o sacerdócio foi mais forte e mais tarde pensou em porque não unir as duas vocações? Ganharam os admiradores do padre e os fãs do cantor que lançou discos e interpretações belíssimas.

Entre seu repertório, estão clássicos já tocados em várias missas e também em seus shows, de várias épocas, como Cura Senhor, O Senhor é rei, Mãe peregrina, Sonda-me, Pegadas na areia, No mar de Maria, É bom ter família, Ninguém te ama como eu, Nossa Senhora, Aleluia, Eu sou feliz, Jesus Cristo, Pai de misericórdia, etc. Além do Roberto, já gravou com Daniel, Elba Ramalho, Fafá de Belém, Agnaldo Rayol, José Augusto, Hebe, entre outros.

Um forte abraço a todos!