domingo, 5 de fevereiro de 2012

Coleção de CD´s de Gilberto Gil - Gil 70 anos

Em 2012 teremos mais alguns setentões em nossa música. Um deles, Gilberto Gil, aproveita a data e oferece a seus fãs a possibilidade de ter uma coleção de luxo com seus lançamentos mais marcantes. Selecionados pelo próprio artista, 20 CD´s serão lançados semanalmente pelas bancas de revista, através da Innovant Editora que nos procurou, oferecendo o primeiro volume que contém o CD Realce de 1979, nas bancas de todo o país a partir de março/2012 (já pode ser encontrado em algumas bancas de algumas cidades). O primeiro volume custa R$ 9,90 e os demais volumes custarão R$ 14,90, cada.

Ao contrário de outras coleções que foram lançadas ano passado como a de Chico Buarque e de Tim Maia, nas quais os textos dos CD´s vinham como encartes dos próprios, essa coleção do Gil traz um livro junto com cada CD, que contém fotos, textos e depoimentos exclusivos sobre o processo criativo dos álbuns mais famosos da carreira dele. Depois de Realce, teremos os CD´s Expresso 2222, Raça humana, Kaya n´gan daya, As canções de Eu tu eles, Extra, Refazenda, Refavela, Gilberto Gil 1969, Gilberto Gil 1968, Dia dorim noite neon, Gilberto Gil ao vivo 1974, Parabolicamará, Quanta, Nightingale, Gilberto Gil 1971 (Londres), O eterno Deus Mu dança e Louvação.

Mais informações na página oficial do projeto Clique aqui, ou através do Facebook ou Twitter (através do nosso, você pode encontrar). Os organizadores da promoção também ofereceram aos leitores do Blog Música do Brasil um Kit com o primeiro CD dessa coleção, Realce de 1979, considerado pelo próprio Gil como o mais pop de sua carreira. Decidi fazer três perguntas sobre essa grande estrela da nossa música e será vencedor do kit, o primeiro que responder de forma correta às três perguntas que faremos sobre Gil. Só serão publicadas as mensagens nessa postagem no dia 25/02/2012, quando divulgaremos o vencedor da promoção. O prêmio será enviado pela Editora, que será contactada por nós com os dados do vencedor. Boa sorte e atenção às perguntas:

1 - Gil já apareceu em duas edições da Série Olhando as estrelas, neste Blog. Com quais artistas ele foi tema dessas postagens?

2 - Já falamos também sobre o DVD Uma noite em 67 em que Gil aparece em duas canções, uma cantando (acompanhado por um grupo) e outra apenas tocando (acompanhando uma intérprete). Quais os nomes das duas canções e com quais artistas (grupo e a intérprete) Gil está envolvido nessas canções?

3 - Gilberto Gil já apareceu em diversas trilhas sonoras de novelas da Globo. Uma das canções mais lindas, que terá sua letra publicada no dia 25/02, junto com o resultado da promoção, fez parte do segundo volume da trilha da novela global A indomada (1997), de Agnaldo Silva. Qual o nome dessa canção?

Um forte abraço a todos!

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Nada por mim

Gosto muito dessa canção, da dupla Hebert Viana, dos Paralamas e Paula Toller, do Kid Abelha. Nelson Gonçalves, a seu modo deu uma interpretação belíssima. O mesmo pode ser dito para Ney Matogrosso, versão esta que consta na novela Fina Estampa. O mesmo pode ser dito para cantoras como Simone e Marina que também a regravaram, cada uma a seu tempo e modo. Paula também a gravou e todos que gravam é porque realmente gostam dessa canção e o tratamento dado é sempre maravilhoso.

Nada por mim fala de um amor difícil, de uma pessoa que não sabe valorizar o sentimento e as qualidades da pessoa amada. Que, às vezes, prefere mandar embora a perceber a dedicação que esta pessoa lhe rende. E, apesar de toda essa queixa, o sentimento parece mais forte, pois do outro lado tem alguém que diz: não te obedeço por completo!

Nada por mim
(Hebert Viana e Paula Toller)

Você me tem fácil demais
Mas não parece capaz
De cuidar do que possui
Você sorriu e me propôs
Que eu te deixasse em paz
Me disse vai, e eu não fui

Não faça assim
Não faça nada por mim
Não vá pensando que eu sou seu

Você me diz o que fazer
Mas não procura entender
Que eu faço só pra te agradar
Me diz até o que vestir
Com quem andar, por onde ir
Mas não me pede pra voltar

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Som Brasil Ângela Maria 1996 - parte 2

com Roberto Carlos
Nessa segunda parte, apresentaremos o que aconteceu nos três últimos capítulos do Som Brasil Ângela Maria 1996. O figurino da cantora mudava a cada capítulo. No terceiro, tivemos Caetano Veloso (em Noite chuvosa), Alcione (em Fósforo queimado) e Nana Caymmi (em Estava escrito).

com Djavan
O quarto capitulo trouxe Emílio Santiago (em Escuta) e Djavan (em Vida de bailarina). Alguns artistas entravam logo quando a música começava ou ao meio dela, quando começavam suas partes nos duetos. Roberto Carlos veio no último capítulo cantando Desabafo. No especial de fim de ano de 1995, eles já tinham cantado juntos a mesma canção, que entraria no CD da Ângela. Este número fez parte do CD/DVD Duetos, lançado pelo rei em 2006. Voltando ao Som Brasil, o rei fechou a noite, entrando no palco de mãos dadas com a cantora, dançando e rodopiano com ela no solo, além de receber um "obrigado por você existir" da sapoti, retribuindo com a mesma frase.

com Caetano Veloso
Não sei o que esperam pra lançar o resultado desse show em DVD. Já vi o making of fantástico desse projeto, onde Ângela descrevia cada encontro que teve em seu disco e com depoimentos de alguns artistas envolvidos no show e no CD. E, embora Ângela tenha lançado trabalhos belíssimos, posteriores a este e com vários outros duetos, não sei porque ainda não pensaram em um Amigos 2 e quem sabe um segundo Som Brasil desse porte.

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Som Brasil Ângela Maria 1996 - parte 1

Com Fagner.
Outra grandiosa e justa edição do Som Brasil dos anos 90 foi este em homenagem a Ângela Maria. Apresentado em maio de 1996 foi resultado do lançamento do CD Ângela Maria Amigos (já comentado aqui no Blog), lançado no mesmo ano e que continha duetos com 15 ilustríssimas vozes da nossa música, como bem definiu a Ângela.

Com Zezé di Camargo e Luciano
De todos os convidados do CD, apenas Gal Costa, Maria Bethânia e Chico Buarque não participaram do show, gravado no antigo Metropolitan, hoje Citibank Hall, no Rio de Janeiro/RJ. Sob a direção de Márcio Antonucci, da dupla os Vips, o show contou com 12 duetos e ao final, um depoimento de 1980 de Elis Regina, sobre a "sapoti", a quem afirmou imitar no início da carreira.

Com Milton Nascimento
O show foi tão bom que dividimos em duas postagens. Nessa primeira, lembramos os dois primeiros capítulos em que tivemos Ney Matogrosso (em Babalu), Fagner (em Lábios de mel), Zezé di Camargo e Luciano (em Falhaste coração), Agnaldo Timóteo (em Tango para Teresa), Fafá de Belém (em Abandono) e Milton Nascimento (em Balada triste).

Um forte abraço a todos!

domingo, 29 de janeiro de 2012

DVD O menino da porteira

Daniel é um dos grandes talentos da nossa música sertaneja. Além disso, sua humildade é um bom exemplo a ser seguido por tantas pessoas que nutrem preconceitos com seu estilo. Mas, aqui não aparece apenas o Daniel cantor, embora presenciamos sua voz na trilha sonora, temos o ator que nos oferece um pouco mais do talento desse grande artista. Curioso é que eu ouvia a canção O menino da porteira na voz do Sérgio Reis e nunca tinha prestado atenção a toda a história que ela descreve. Não é muito comum na música brasileira, uma canção ser transformada em filme. Pois foi isso que aconteceu em 1976 com Sérgio Reis, quando este também se aventurou ao interpretar o protagonista da primeira versão desse filme que retrata um de seus maiores clássicos.
Em 2009, Daniel interpretou a música e o filme que foi recriado. O enredo gira em torno de Diogo (personagem de Daniel) que é peão de boiadeiro e que também solta a voz em cantorias. Ao tocar uma boiada, conhece Rodrigo, o menino da porteira, que vive próxima à fazenda de um malvado Major, inimigo político de seu pai. Diogo se apaixona pela enteada do major e ao mesmo tempo trava uma guerra com este, ao ajudar os pequenos criadores com seus rebanhos. Não vou contar o final, mas fiquei triste pelo menino da porteira que foi o grande prejudicado disso tudo.

Entre outros atores, temos José de Abreu, Vanessa Giácomo e Rosi Campos. A trilha sonora conta com clássicos do mundo sertanejo como O menino da porteira, Índia, Tocando em frente, Disparada, Cabecinha no ombro, Meu reino encantado, entre outras, todas interpretadas por Daniel. Uma ótima pedida para quem curte o gênero e também uma emocionante história do interior do Brasil!

Um forte abraço a todos!

sábado, 28 de janeiro de 2012

Rosa Morena

Um clássico da Bossa Nova, um clássico da música brasileira, um clássico dos Caymmis, um clássico para todo bom intérprete que se atreve a gravar essa belíssima canção da obra de Dorival Caymmi. O estilo Caymmi foi e sempre será ressaltado em belezas como esta, sobretudo por ser único e inimitável, afinal não é todo mundo que consegue fazer uma canção tão simples e ao mesmo tempo tão sofisticada como esta.

A simplicidade se tem ao relatar a beleza de uma Rosa, como tantas da música brasileira. Mas, esta não se destaca apenas por ser morena, mas por ser senhora do samba, do andar de moça prosa, de também ter consigo outra rosa, no cabelo. Uma Rosa dengosa que deixa o samba, o estilo brasileiro, cansado de esperar por sua presença! Detalhes da cabeça daquele senhor de cabelos brancos lá da Bahia que sabia fazer tudo isso de uma forma que traz tanto bem.

Rosa Morena
(Dorival Caymmi)

Rosa Morena
Onde vais morena Rosa?
Com essa rosa no cabelo
e esse andar de moça prosa
morena, morena Rosa

Rosa morena o samba está esperando
Esperando pra te ver
Deixa de lado esta coisa de dengosa
Anda Rosa vem me ver

Deixa de lado esta pose
Vem pro samba, vem sambar
Que o pessoal tá cansado de esperar,
Ô Rosa!

Que o pessoal tá cansado de esperar,
morena Rosa...

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Som Brasil Simone 1993

Simone e Roberto, com Eduardo ao piano
Uma das melhores edições do Som Brasil aconteceu em 1993, quando Simone completou 20 anos de carreira, lançou o CD Sou eu (que comentaremos em breve) e ganhou da Rede Globo um programa especial onde comemorou essa data com seus sucessos e também com alguns amigos que cruzaram sua estrada e ajudaram a construir essa carreira bem sucedida sempre.


Com Ivan Lins
Com imagens de show gravado em Curitiba/PR, intercalado com imagens de estúdio, Simone visita alguns de seus compositores prediletos como Suely Costa, Chico Buarque e Milton Nascimento e entoa clássicos de seu repertório e da música brasileira como Tô que tô, Gota d`água, Maria Maria, Cigarra, Caçador de mim, Jura secreta, Alma e O amanhã. E claro, por ser um show comemorativo pelos seus 20 anos, sucessos posteriores obviamente não aparecem. 

Com Ney e Ricardo ao piano

Os convidados são um espetáculo a parte,  a começar pela narração de Fernanda Montenegro, atores e atrizes globais fazendo perguntas e grandes nomes da nossa música juntos à sua voz marcante e aos clássicos Como vai você (com Roberto Carlos), Começar de novo e Ai ai ai ai (com Ivan Lins), O que será (à flor da pele) (com Milton Nascimento), Rosa de Iroshima e Imagine (com Ney Matogrosso), Yolanda (com Pablo Milanés). Um grande show, reapresentado recentemente pelo canal Viva e que merecia um lançamento em DVD.

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Programa Som Brasil

A Rede Globo sempre apresentou programas musicais interessantes nos anos 80 e 90. E um dos melhores programas foi o Som Brasil, criado pelo cantor Rolando Boldrin e que foi ao ar pela primeira vez em 1981, divulgando a música regional brasileira. Apresentado aos domingos pela manhã, o programa sofreu várias modificações, interrupções e teve outros apresentadores, a exemplo de Lima Duarte, ainda na década de 80. O próprio Lima já afirmou que o programa foi importante para ele compor seu principal papel de novela: O Sinhozinho Malta, de Roque Santeiro.

Muitos artistas passaram pelo programa nessa fase, como Dominguinhos, Fábio Jr., Luiz Gonzaga, Leila Pinheiro, entre outros. Na década de 90, o programa passa a exibir shows temáticos ou comemorativos de grandes nomes da música brasileira, destacando-se os especiais Simone 20 anos, Chitãozinho e Xororó e Leandro e Leonardo, Ângela Maria amigos, Gonzaguinha, etc. Vamos relembrar com mais detalhes, duas dessas edições nas próximas postagens. Li que o Canal Viva anda reprisando alguns desses shows dos anos 90 do programa.

Na fase atual em que é apresentado, o programa presta homenagens a grandes compositores e é apresentado por atrizes globais como Patrícia Pillar, Letícia Sabatella e Camila Pitanga. Algumas edições já foram lançadas em DVD. De Vinícius de Moraes a Milton Nascimento, de Zeze di Camargo e Luciano a Cazuza, de Luiz Gonzaga a Chico Buarque, vários astros já foram temas dessa nova fase que continua ano a ano divulgando nossa música.

Um forte abraço a todos!

domingo, 22 de janeiro de 2012

DVD Minissérie JK


Essa foi uma das melhores minisséries que a Globo apresentou nos últimos anos, exibida em 2006 e lançada posteriormente em DVD. Baseada na biografia do ex-presidente Juscelino Kubitschek e escrita por Maria Adelaide Amaral, Alcides Nogueira e Geraldo Carneiro, JK mostra o Brasil dos anos 30-70, sobretudo no âmbito político, aliando a isso a histórias paralelas da vida de JK.

Com um elenco que envolve José Wilker, Wagner Moura, Marília Pêra, Débora Falabella, Caco Ciocler, Deborah Evelyn, Dan Stulbach, Letícia Sabatella, Alessandra Negrini, Antônio Calloni, Paulo Betti, Hugo Carvana, Kássia Kiss, Júlia Lemmertz, entre outros, a minissérie é dividida em duas partes onde é mostrada a infânica de JK, avançando para sua dedicação à medicina, já na fase adulta, até seu envolvimento com a política e seu grande desafio de construir Brasília. Mas, o enredo é também marcado pela inclusão de alguns personagens fictícios, o que deu não apenas um tom histórico, mas também folhetinesco à minissérie.

Foi a primeira minissérie a ser lançada em DVD e os últimos trabalhos de Ariclê Perez e Raul Cortez. A trilha sonora ficou a cargo de nomes como Milton Nascimento (Peixe vivo), Gal Costa (Sábado em Copacabana), Zizi Possi (Nunca), Tom Jobim (Chega de saudade), Maria Bethânia e Nelson Gonçalves (Caminhemos), Emílio Santiago (Mulher), A vizinha do lado (Doryval Caymmi), entre outros.

Um forte abraço a todos!

sábado, 21 de janeiro de 2012

Coração vazio

Ano passado, Chitãozinho e Xororó completaram 40 anos de estrada. E hoje, vamos relembrar uma das mais belas canções dessa dupla que tanto já emplacou trilhas sonoras de apaixonados país afora. Sem falar que tem sido cada vez mais comum canções como esta, com a ideia de um dueto em línguas diferentes.

Coração vazio foi lançada em 1999 no CD Alô, da dupla e é uma versão de We're All Alone que tem sua parte em português cantada pela dupla e em inglês pela consagrada cantora country norte-americana Reba McEntire. Fala de um amor partido com uma melodia lindíssima, que transmite bem o sentimento apresentado pela canção. Para muitos, ela não é apenas mais uma canção de amor que não deu certo, mas é a canção de amor e o que a torna algo mais interessante é essa identificação de que quem canta o amor tem com quem escuta.

Coração vazio (We're All Alone)
(Boz Scaggs, Versão: Feio, Chitãozinho e Xororó)

Lá fora a chuva ca
E o que acontece, enfim
É sempre assim
O amor nos faz lembrar
Que um coração vazio
Dói demais, dói demais

Close your eyes and dream
And you can be with me
Neath the waves
Through the caves of hours
Long forgotten now
We're all alone, we're all alone

Feche os olhos pra pensar
Nós temos que enfrentar
Me abrace, por favor
Só assim nós vamos mudar
A história desse amor

Once the story is told
It can't help but grow old
Roses do, lovers to so cast
Your seasons to the wind
And hold me dear, oh, hold me dear

Close the window
Calm the lights
And it will be alright
No need to bother now
Let it out, let it all begin
All's forgotten now
We're all alone, we're all alone

Feche os olhos pra pensar
And it will be all right
Me abrace por favor
Let it out, let it all begin
A história desse amor, amor

Esse é o nosso amor, amor
We're all alone

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Elis Regina - 30 anos de saudades

Hoje completamos exatos 30 anos da partida de Elis Regina para a eternidade. Seus fãs continuam fiéis à sua arte, algumas vezes encontrada em seus filhos (Pedro Mariano e Maria Rita) ou em tantos outros artistas que apontam para Elis sua maior influência. Ela, que foi e é considerada por muitos a maior cantora de todos os tempos recebe várias homenagens neste dia.

Três décadas depois, Elis continua atual e artistas do seu patamar continuam cada vez mais imprescindíveis à nossa música brasileira, meio ferida pelo arrastão causado pelos modismos e pela crise da pirataria que afetou a última década. Nessa romaria em busca da boa música, quem dera surgissem outras Elis por aí, pois tenho certeza que o cenário musical nacional seria mais rico, mais culto.

Nós ainda somos os mesmos, como nossos pais, e desejamos apenas uma casa no campo, pra cantar nossos rock´s rurais. A tarde cai como um viaduto e suas canções causam a mesma fascinação. Para a música brasileira, para os que a conheceram e conviveram com ela, para os que apenas a escutam, fica a certeza que hoje Elis e saudade são sinônimos!

Um forte abraço a todos! 

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

O disco dos Correios de Roberto Carlos

Capa do CD, LP e K-7.
Ano passao, em julho, falei de vários CD´s de Roberto Carlos dos anos 90, associando a eles um pouco de minhas histórias. Em julho deste ano, falarei dos discos dos anos 80. Mas, naquela série faltou esse disco, que comentarei agora. Consta como o primeiro CD lançado pelo Roberto, em 1988, e também por um artista brasileiro. A foto da capa, a única do álbum, remete ao Roberto daquela década. Mas, todo mundo conhece esse produto como o disco dos Correios, porque em 1992, nossa Empresa de Telégrafos era a única a vendê-lo em LP, K-7 e CD.

Anos mais tarde, ao lançar toda sua coleção em CD (contando a partir do Splish, splash-1963), esse produto chegou também às lojas do ramo e depois ganhou até uma capa diferente, sendo vendido sob o título de Roberto Carlos, as melhores, já que essa é uma das poucas coletâneas do nosso artista. Nela encontramos talvez não as melhores, mas algumas das mais clássicas de seu vasto repertório, em suas gravações originais, como Emoções, Detalhes, Outra vez, Os seus botões, Proposta, Ele está pra chegar, O portão, Falando sério, Cavalgada, Café da manhã, Desabafo e Eu e ela.

Capa de uma edição limitada.
Na época de seu lançamento (conto 92, nos Correios) não pude comprar, porque era bem carinho e eu juntava para comprar o disco novo que sairia no fim do ano. Anos mais tarde comprei o CD, que gostava muito de ouvir. Mas, como eu tinha uma coleção também de LP´s (muitos fãs do Roberto têm ao menos sua coleção em CD´s e LP´s), sentia que me faltava esse em formato bolachão e ano passado comprei o disco por R$ 35,00 em um sebo aqui em Recife. Conste que esse produto pode ser adquirido em CD por R$ 14,99 na maioria das lojas do ramo. Além de tudo que falei sobre esse disco, ele é o último LP que comprei até agora e o único que ainda não ouvi em vinil, já que não tenho mais o velho toca-discos.

Um forte abraço a todos!

domingo, 15 de janeiro de 2012

DVD O auto da compadecida

Este é, sem sombra de dúvidas, um dos melhores trabalhos do cinema nacional dos últimos anos, além de ser uma justa homenagem a este grande senhor da literatura nacional, nosso Ariano Suassuna. Não sei se essa é a sua melhor obra, mas é a mais popular. Foi feito uma minissérie para a Rede Globo e que depois ganhou uma adaptação para o cinema. Mas, como o sucesso foi tão grande, em 2000 lançaram dois DVD´s, constando o filme e a minissérie, que é apenas uma versão mais estendida do mesmo. 

Com a direção de Guel Arraes e artistas de peso como a dama Fernanda Montenegro e Selton Mello, Matheus Naschtergaele, Denise Fraga, Lima Duarte, Rogério Cardoso, Diogo Vilela, Luís Melo, Marcos Nanini, Paulo Goulart, entre outros, a história se passa na cidade nordestina de Taperoá (detalhe, Taperoá existe e é a terra natal de Ariano, na Paraíba), onde Grilo é um nordestino sabido que sobrevive à fome e à seca com muitas aventuras e confusões que envolvem os poderosos da região, sempre com a companhia de seu inseparável amigo Chicó. Enterro de cachorro, infidelidade e avareza de patrões e invasão de cangaceiros dão o tom do enredo que se passa até no céu.

Curioso é que esse filme me faz rir, como a todos, mas também me leva às lágrimas. Explico: é que a interpretação de Fernanda Montenegro para Nossa Senhora é arrepiante, a meu ver. Ela, como sempre, dá um show a parte. Mas, é na parte cômica que gira toda a história que tem trilha sonora do grupo Sá Grama. Um filme daqueles que a gente tem em casa e não se cansa de ver repetidas vezes, sempre com o mesmo gostinho de diversão!

Um forte abraço a todos!

sábado, 14 de janeiro de 2012

Lindo lago do amor

Nesse ano dedicado ao centenário de Luiz Gonzaga, nada mais gratificante que falar em algo que nos remeta a essa família musical, que escreveu belíssimas páginas na música brasileira. Só mesmo Gonzaguinha, com sua sensibilidade e conhecimento da natureza para escrever uma canção tão linda como essa: Lindo lago do amor. E por que não dizer tão atual, afinal é tão raro pararmos para apreciarmos os animais, os pássaros, a natureza e as belezas dessas criações divinas, que se torna muito interessante passearmos nessa fantasia de imaginarmos que existe um lago do amor onde essas criaturas possam viver em paz, sem se sentirem ameaçadas por predadores!

Nessa letra simples e ao mesmo tempo profunda, o autor consegue descrever o amor que existe na natureza, a perpetuação das espécies, a felicidade que fenômenos naturais como a chuva trazem para o bem do verde e dos animais e que nem percebemos isso. Uma fantasia que remete a desenho animado onde os bichos comemoram a felicidade em um lago, o lago do amor. E o ritmo funk cai como uma perfeição incrível, demonstrando que o autor não estava apenas atrelado a protestos ou a canções com letras mais agressivas.

Lindo lago do amor
(Gonzaga Jr.)

E bem que viu o bem-te-vi
A sabiá sabia já
A lua só olhou pro sol
A chuva abençoou

O vento diz "ele é feliz"
A águia quis saber
Por que, por que, pourquoi será
O sapo entregou

Ele tomou um banho d'água fresca
No lindo lago do amor
Maravilhosamente clara água
No lindo lago do amor

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Programa Som Livre Exportação - parte 2

Roberto concede entrevista ao programa.
O tema de abertura do programa ficava por conta da Orquestra da TV Globo, na época sob o comando do maestro Chiquinho de Moraes. O segundo LP continha faixas ao vivo de Elis e Ivan e outras faixas de estúdio de outros artistas que participaram do programa que também teve uma edição histórica ao vivo em março de 1971. Inclusive há informações de que várias passagens desse programa foram registradas em um filme chamado O som alucinante, esquecido pela indústria de cinema de nosso país!

Gonzaguinha  se apresenta.

No Parque Anhembi, em São Paulo, mais de cem mil pessoas aplaudiram entre outros Wilson Simonal e Roberto Carlos. Em abril do mesmo ano, o programa foi apresentado direto de Brasília, como parte das comemorações da inauguração da TV Globo naquela cidade. O diferencial desse programa estava justamente por romper com as fórmulas dos atuais programas de auditórios de sua época, pois intercalava os depoimentos dos artistas e do público local e alternava entre mostrar o artista no palco e a reação de seu público na plateia. Outros programas especiais foram apresentados direto de cidades como Belo horizonte, Niterói, São Paulo e Ouro preto.

Milton canta no programa.
O último programa contou com uma homenagem à Mangueira, com Mário Lago e Cartola e coube a Elis Regina encerrar o programa. Foram vários momentos marcantes que não daríamos conta em apenas duas postagens, como em uma edição, Milton Nascimento demonstrou toda sua timidez ao não saber o que responder ao repórter sobre o evento. Gonzaguinha também despontava com suas canções tidas como difíceis na época. Só pelos nomes citados e por todas as edições apresentadas de uma geração fértil em fazer música com qualidade, tá aí um programa realmente inesquecível e de qualidade imensurável!

Um forte abraço a todos! 

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Programa Som Livre Exportação - parte 1

Elis concede entrevista ao programa.
Eu não vi esse programa, nem vivi esse tempo, mas fico pensando como era interessante presenciar algo desse tipo, sobretudo por hoje serem tão raros os programas com essa qualidade e com esse cast. O programa Som Livre Exportação foi exibido entre 1970 e 1971 pela TV Globo, semanalmente, e tendo por objetivo oferecer uma visão panorâmica da música brasileira naquele momento.

Simonal no show do Anhembi.
Apresentado por Ivan Lins e Elis Regina (que trocara a Record pela Globo), o programa contou com a participação de grandes nomes da nossa música como Chico Buarque, Gonzaga Jr., Tim Maia, Toquinho, Vinícius de Moraes, Os Mutantes, Milton Nascimento, Maria Bethânia, Gal Costa, Mário Lago, Wilson Simonal, Roberto Carlos, entre outros. Foram lançados dois disco, em que o primeiro obteve mais êxito, destacando-se as faixas Madalena (com Ivan Lins) e Coração vagabundo (com Caetano e Gal).

Bethânia e Caetano se apresentam.
A ideia inicial era exportar o programa para promover a música brasileira no exterior, mas isso não aconteceu. Entretanto, tivemos edições históricas desse programa até hoje inesquecível, como em 1971 quando Caetano Veloso fez duas apresentações antes de retornar a seu exílio em Londres. Outro momento marcante foi Elis Regina estourar com a canção Madalena, de Ivan Lins, que se tornaria um clássico da nossa música!

Um forte abraço a todos!

domingo, 8 de janeiro de 2012

DVD Os trapalhões e o rei do futebol

Como em todos os anos, incluo um título dos saudosos Trapalhões nessa série onde indicamos alguns filmes nacionais para as férias de janeiro, pois gosto de quase todos os títulos deles. Dessa vez, um filme de 1986 que, além de contar com o quarteto que trazia mais alegria aos nossos domingos e às nossas telinhas, tivemos o rei do futebol como protagonista de mais um campeão de bilheterias.

Dirigido por Carlos Manga, o enredo gira em torno do Independência Futebol Clube, time para o qual Cardeal (Didi) foi escolhido ao acaso como treinador. E, apesar das trapalhadas, o time, que só perdia, encontrou o caminho da vitória, contrariando alguns de seus dirigentes que buscavam a todo custo jogar contra o sucesso do time, o que proporcionaria novas eleições para novos presidentes do clube.

O filme contou com Pelé que, mesmo não fazendo papel de jogador, acabou participando como goleiro na partida decisiva que deu o título ao Independência. Luiza Brunet e José Lewgoy também participaram do longa. Pra mim foi um filme muito importante porque foi a primeira vez que fui a um cinema, com apenas 6 anos, levado por meu pai e, apesar do som não tá muito bom, foi muito engraçado ver Didi fazer um gol contra e também Pelé fazer um gol de uma barra a outra, embora essas coisas na prática sejam improváveis! E esse título também nos atiça um pouco a saudade que temos dos eternos trapalhões Didi, Dedé, Mussum e Zacarias.

Um forte abraço a todos!

sábado, 7 de janeiro de 2012

A medida da paixão

Essa é uma das canções mais lindas do repertório do Lenine, gravada também por Pedro Mariano e que conta com uma versão com parte da letra em francês no Acústico MTV do Lenine, cantada em dueto com o baixista camaronês Richard Bona. Uma melodia daquelas que a gente gosta de assobiar quando não sabe ou não lembra da letra.

Essa canção deixa para nós a reflexão sobre qual a medida da paixão, esse sentimento avassalador que domina o ser humano, o eleva e ao mesmo tempo pode o derrubar profundamente. Com uma letra que leva a um amor partido, sofrido, essa canção aponta para um sentimento quase enlouquecedor que é sentir essa dor da ausência, mas que, a meu ver traz o equilíbrio certo com a suavidade que a canção nos oferece!

A medida da paixão
(Lenine e Dudu Falcão)

É como se a gente não soubesse
Pra que lado foi a vida
Por que tanta solidão?

E não é a dor que me entristece
É não ter uma saída
Nem medida na paixão

Foi! O amor se foi perdido, foi tão distraído
Que nem me avisou
Foi! O amor se foi calado, tão desesperado
Que me machucou

É como se a gente pressentisse
Tudo que o amor não disse
Diz agora essa aflição

E ficou o cheiro pelo ar
Ficou o medo de ficar
Vazio demais meu coração

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Atrasos musicais

Nessa postagem envolvo mais uma opinião particular em torno de um tema que me incomoda e que tem dois pontos a serem considerados envolvendo a música, não apenas a brasileira, mas de todo o planeta: o horário dos shows e o atraso que alguns artistas impõem a seus fãs, que sofrem com a demora exagerada para o início de suas apresentações.

Quanto ao horário das apresentações, não sei quem inventou que os shows só podem acontecer à noite. Quanto a isso, seria razoável pensar que nesse período do dia, a iluminação dos shows se tornam um atrativo a mais e por aí está tudo certo. O que não concordo é o fato de tais shows começarem altas horas da noite, quando nem todo mundo gosta de perder todo seu sono noturno. Em tempos de altos índices de violência urbana, não seria interessante pensar em shows que começassem às oito da noite e terminassem no máximo às dez? Por que começar depois ou por volta da meia noite? O retorno pra casa pode ser mais difícil para os fãs que voltam muito tarde!

Quanto aos atrasos, acho algo mais grave e até desrespeitoso com os fãs, quando um artista marca determinada hora para iniciar sua apresentação e, sem motivo pertinente, atrasa mais de meia hora. Já vi shows em que o artista marca o início para as 21:00 e só começa às 23:45, sem justificativa. Nisso perdemos feio para outra paixão popular que é o futebol. Dificilmente uma partida atrasa mais que alguns minutos e o que dizer horas. Sei que os shows são um entretenimento maravilhoso para aqueles que buscam contemplar seus artistas favoritos de perto e por isso creio que esses pontos deveriam ser mais que observados para uma perfeita interação entre artista e seu público fiel!

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Sonhos musicais

Nessa primeira postagem para 2012, queria falar sobre sonhos musicais que tenho: pensamentos em termos de música brasileira e que, quem sabe, um dia se realizam! E por que não desejar para 2012, ideias como essas que cito nessa postagem, pois são coisas simples que penso, como sei que cada leitor teria ideias em relação a determinados artistas dos quais aprecia seus trabalhos.

Tomara que em 2012 tenhamos mais discos inéditos, que não precisam serem de composições inéditas, mas ao menos de canções inédias na voz daquele determinado intérprete. Sonho em ter um novo disco do Fagner (que pode ser de composições inéditas ou com canções nordestinas como ele já fez antes), da Maria Bethânia, do Eduardo Lages, do Emílio Santiago e de tantos outros que são meus preferidos, pois são garantias de grandes projetos. E o que dizer de um novo cd do Roberto Carlos (ele já promete há tanto tempo!)? Roberto podia apresentar as tantas composições inéditas que já tem guardadas ou quem sabe fazer um disco com clássicos românticos, afinal sua veia intérprete é inigualável!

Queria ver um bom Acústico da MTV, quem sabe com a Sandra de Sá (imagina reviver Retratos e canções, Quem é você? e todos os sucessos da diva?) ou com Erasmo Carlos (o tremendão arrasaria nesse formato). Um disco romântico da Simone, da Joanna, da Alcione, da Zizi Possi, do José Augusto (esse poderia fazer um tributo à Sullivan e Massadas), do Ivan Lins, da Fafá de Belém (acho que Fafá acertaria se fizesse um cd só com clássicos do Nelson Gonçalves), etc. Queria ouvir um Crooner 2 do Milton Nascimento e um novo hit do Skank, do Flávio José, do Paralamas do Sucesso, do Nando Cordel, da Gal Costa, do Jota Quest, do Lenine, da Marisa Monte, do Lulu Santos, do Zé Ramalho, do João Bosco, da Elba Ramalho, um disco voz e piano da Nana Caymmi, ... Bom eu já sonhei muito, agora vamos esperar o ano acontecer e ver se ao menos um desses sonhos se realizam, pois não custa acreditar na música brasileira!

Um forte abraço a todos!

domingo, 1 de janeiro de 2012

Que maravilha viver (What a wonderful world)

Um novo ano chega e saudamos 2012 com essa mensagem tocada durante as festas natalinas, um clássico mundial do repertório do Louis Armstrong. Em 1995, em seu CD natalino, Simone cantou a versão de Cláudio Rabello para essa canção e, embora muitas versões não soem bem, gostei bastante desse resultado.

É isso mesmo, poucos se aventuram a fazerem uma versão de um clássico, mas credito bastante sucesso a essa tentativa, sobretudo quando fala daqueles que partiram para outro plano e são citados como os habitantes que residem detrás do arco-íris. E, mesmo sem alguma forte referência religiosa, quando se diz: "Penso em você, maravilha viver", pra mim não precisa de mais nada!

Que maravilha viver (What a wonderful world)
(G.D. Weiss/B.Thiele, versão de Claudio Rabello)

Vejo no jardim
A flor nascer
Num dia azul
Penso em você
Então,digo pra mim:
Maravilha viver

Onde nasce a luz
Se escurecer
E a noite cair
O sol vai nascer
Então,digo pra mim:
Maravilha viver

Atrás do arco-íris
Por certo existe a paz
Com todas as pessoas
Que pela vida leva e traz

Eu sinto a emoção
Da dor e do prazer
Porque meu coração
Está com você

O mundo vai seguir
O tempo correr
Eu sou feliz
Tenho você!
Então,digo pra mim:
Maravilha viver

Um forte abraço e Feliz 2012 a todos!

sábado, 31 de dezembro de 2011

Fim de ano

E finalizamos o mês de dezembro e o ano de 2011 com um clássico tocado exaustivamente na data de hoje. Fim de ano, Adeus ano velho ou Valsa da despedida como é conhecida foi criada em 1951 por Francisco Alves, Felisberto Martins e David Nasser, gravada por um cantor paulista chamado João Dias Rodrigues Filho e desde então não pode faltar no último dia do ano.

E com essa postagem, com essa canção, o Blog Música do Brasil deseja a seus leitores uma ótima passagem de ano, com muita saúde, paz e amor nos corações e que algum momento difícil de 2011 seja amenizado e superado com a certeza de que outro ano se inicia e com ele a paz de outros momentos que virão, sempre com a fé e o amor que Deus nos concede em todos os dias de nossas vidas!

Fim de ano
(Francisco Alves, Felisberto Martins e David Nasser)

Adeus ano velho
Feliz ano novo
Que tudo se realize
No ano que vai nascer
Muito dinheiro no bolso
Saúde para dar e vender

Para os solteiros
Sorte no amor
Nenhuma esperança perdida
Para os casados
Nenhuma briga
Paz e sucesso na vida

Um forte abraço e feliz ano novo a todos !

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Este ano quero paz no meu coração...

Mais uma grande banda oriunda da década de 60, mais precisamente da Jovem Guarda. Começaram a carreira como os The Clevers, mas o sucesso veio mesmo quando já eram conhecidos como Os Incríveis. Seus integrantes originais foram Domingos Orlando, Mingo; Waldemar Mozema, Risonho; Antônio Rosas Seixas, Manito; Luiz Franco Thomas, Netinho; Demerval Teixeira Rodrigues, Neno, que foi substituído em 1965 por Lívio Benvenutti Júnior, o Nenê.

Entre os sucessos da banda, temos O milionário (apenas instrumental), Era um garoto que amava os Beatles e os Rolling Stone, Eu te amo meu Brasil, Marcas do que se foi, Pra frente Brasil, Coisa linda, Aline, O vagabundo, Perdi você, Minha oração, Molambo, etc. Na foto acima, uma das formações mais recentes, com alguns membros da formação original ausentes!

Como todas as bandas, os integrantes dos Incríveis dão um tempo, dedicando-se a outros projetos, e depois retomam a banda para reviverem os grandes sucessos. Vale lembrar que ainda na época da Jovem guarda, eles participaram do filme Os Incríveis nesse mundo louco. E não é exagero dizer que suas canções ficaram, pois toda copa do mundo escutamos Pra frente Brasil e todo fim de ano toca nas rádios Marcas do que se foi, entre outros sucessos!

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Os Músicos do Brasil - 28

Ele tem em seu currículo grandes nomes da música brasileira como Elis Regina, Fagner, Chico Buarque, Edu Lobo, Erasmo Carlos, Simone, Baden Powell, Família Caymmi, Tom Jobim , Gal Costa, Os Mutantes, Caetano Veloso, entre tantos nomes com os quais já trabalhou em shows ou discos, sobretudo nas décadas de 60 e 70. Seus primeiros arranjos foram para Celly Campelo, nas canções Banho de lua e Estúpido cupido.

O trabalho desse excepcional maestro, considerado por muitos como o melhor que o Brasil já conheceu está intimamente ligado aos arranjos de shows e discos de Roberto Carlos, com quem trabalhou durante quase toda a década de 70, sendo inclusive responsável por sua primeira grande turnê em 1970, até meados de 1977, quando saiu do comando da orquestra do rei, dando lugar ao seu pupilo Eduardo Lages.

Natural de Campinas/SP, Francisco de Moraes, mais conhecido como Chiquinho de Moraes (infelizmente em minhas pesquisas não pude me certificar sobre seu nome completo), começou a estudar piano aos cinco anos de idade e participou de vários festivais em diversas emissoras de TV. Apesar de dados escassos na internet sobre ele, através dessa postagem, apresentamos uma singela homenagem, frente ao grande músico que ele representa, pois quem já trabalhou com ele ou ouviu alguns de suas criações sabe e deve concordar com essas e outras justas homenagens!

Um forte abraço a todos!

domingo, 25 de dezembro de 2011

CD O melhor do Natal

Antigamente, imperavam nas lojas e nas casas das pessoas discos instrumentais que garantiam a trilha sonora dessa festa mágica. Lá em casa, quase furei o vinil e depois de alguns anos, adquiri o CD que apresento hoje: O melhor do Natal. Vendido atualmente a preços populares, esse é um dos CD´s mais bonitos desse estilo, que acredito merecer uma renovada por parte dos instrumentistas desse país.

No repertório, temos só clássicos como Jingle Bells (Bate o sino), Happy Xmas (Então é Natal), Pinheirinho do Agreste, White Christmas (Natal Branco), Árvore de Natal, O Natal chegou, Silent Night (Noite Feliz), Boas festas, Fim de ano, Natal das crianças, O velhinho e Os três reis, desse projeto datado de 1982.

Sem saber ao exato quem são os músicos responsáveis por esse trabalho, já que o antigo vinil apenas trazia na capa o título de Conjunto natalino, esse disco fez a festa em muitos lares desse país e, como ainda é vendido, creio que os mais saudosos desse estilo e apreciadores dessas interpretações instrumentais tão sensíveis, continuarão a tocá-lo hoje e durante muito tempo!

Um forte abraço e Feliz Natal a todos!

sábado, 24 de dezembro de 2011

Natal das crianças

No Brasil também foram criadas e gravadas várias canções dedicadas ao Natal e, algumas se confundem com clássicos natalinos de outros países, pois alcançam o mesmo patamar. Essa canção, por exemplo, é um clássico nacional bastante simpático de 1955, do compositor Blecaute, ou Octavio Henrique de Oliveira.

Acho interessante porque une à festa, alguns de seus principais personagens: as crianças, sem desprezar também os idosos, representados pela vovó e pelo vovô. Lindo também é sentir essa canção cantada nas escolas e pelos corais e uma coisa que deu muito certo são as onomatopéias (blim, blom...), sobretudo na gravação da Simone!

Natal das crianças
(Blecaute)

Natal, Natal das crianças
Natal da noite de luz
Natal da estrela-guia
Natal do Menino Jesus

Blim, blão, blim, blão, blim, blão
Bate o sino da matriz
Papai, mamãe rezando
Para o mundo ser feliz

Blim, blão, blim, blão, blim, blão
O Papai Noel chegou
Também trazendo presente
Para vovó e vovô

Um Feliz Natal a todos!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Os compositores do Brasil - 44

Clássicos natalinos também surgiram no Brasil e um deles é creditado a esse grande compositor: José de Assis Valente, ou simplesmente Assis Valente, autor de Boas festas. Baiano, migrou para o Rio de Janeiro em 1927 e em 1930 começou a compor sambas. Seu primeiro sucesso foi Tem francesa no morro.

Muitos intérpretes da época gravaram suas composições e entre eles, Carmem Miranda, Orlando Silva, Altamiro Carrilho, Carlos Galhardo, Moreira da Silva, Francisco Alves, Mário Reis, Marlene e, posteriormente à sua partida, temos Novos baianos, Elis Regina, Simone, Chico Buarque, Maria Bethânia, Adriana Calcanhoto, Chitãozinho e Xororó, Ivan Lins, etc.

Boas festas é seu maior sucesso e todo Natal é cantado em todas as festas, compondo a lista dos grandes clássicos. Mas ele é autor de outros sucessos como Brasil pandeiro, Fez bobagem, Camisa listrada, Minha embaixada chegou, Cai cai balão, Boneca de pano, E o mundo não se acabou, entre outros.

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Se a juventude que essa brisa canta ficasse aqui comigo mais um pouco...

Ele é Alfredo José da Silva, mas todo o Brasil o conheceu por Johnny Alf. Natural do Rio de janeiro, ele está associado à Bossa Nova, pois a partir desse acontecimento musical que se firmou como cantor, compositor e pianista, sendo um dos artistas mais respeitados desse país. Partiu para a eternidade em 2010.

Começou seus estudos de piano cedo, aos nove anos de idade e aos 14 anos já tinha um grupo musical. Em 1952, já trabalhava em programa de televisão, do César de Alencar e a partir daí, tocou com vários nomes como Dick Farney, Sérgio Mendes, Sylvia Telles, Lúcio Alves, Gal Costa, Chico Buarque, Zizi Possi, Emílio Santiago, Caetano Veloso, Sandra de Sá, Gilberto Gil, Roberto Menescal, João Donato, Carlos Lyra, entre outros.

Eu e a brisa foi sem dúvida seu maior sucesso, mas outras canções de seu repertório são Seu Chopin desculpe, Ilusão à toa, Nós, Rapaz do bem, Olhos negros, O que é amar, Nossa festa, E aí?, Podem falar, etc. Ele é daqueles artistas inesquecíveis, sobretudo para quem conviveu e presenciou seu talento!

Um forte abraço a todos!

domingo, 18 de dezembro de 2011

CD e DVD Paula Fernandes ao vivo

Esse foi o CD/DVD mais vendido de 2011 e uma ótima pedida para esse Natal, para quem curte o gênero, claro! Com esse trabalho, Paula Fernandes firmou-se como uma das melhores do país e, definitivamente decolou em sua carreira, colhendo os frutos de seu merecido sucesso, afinal, que vozeirão o Brasil ainda não conhecia! Provou também que quando o projeto é bom não há pirataria que vença! Sucesso pode ser inexplicável, mas nesse caso está aliado a talento, algo raro nas músicas radiofônicas atuais!

O repertório foca na maior parte em suas composições que ainda não tinham caído no gosto popular. Como sucessos radiofônicos de 2011, temos Pássaro de fogo, Pra você, Meu eu em você, Complicados demais, Voa, Jeito de mato e Quero sim. Convidados como Leonardo em Tocando em frente, Victor e Léo em Não precisa e Marcus Viana (acompanhando com violino) em Quando a chuva passar, abrilhantam ainda mais o projeto que levanta a bandeira do gênero sertanejo romântico, sobretudo por ser na voz de uma cantora, já que ainda são poucas que têm espaço nesse estilo.

Outras canções são Amargurado/Sem você/Ainda ontem chorei de saudade, Navegar em mim, Sensações, Pra que conversar?, Seio de Minas, Isso é amar você e Costumes, regravação de Roberto e Erasmo. No DVD temos ainda as canções Apaixonados pela lua, Índia (com Leonardo), Debaixo do cacho/Apaixonado por você, Tarde demais, Man! I fee like a woman e Jeito de mato (numa versão que conta com a participação de Almir Sater), além de Making of.

Um forte abraço a todos!

sábado, 17 de dezembro de 2011

Jesus Cristo

Esse é um clássico da música brasileira, uma canção da fase soul de Roberto Carlos, que abriu caminhos para a música gospel nacional, segmento hoje tão divulgado e explorado por vários músicos. Lançada em 1970, Jesus Cristo foi a primeira canção com a qual o rei da música brasileira cantou sua fé compondo a trilha sonora dos Natais dos brasileiros durante vários anos, desde então.

Também regravada por Bethânia, ainda na década de 70 e, posteriormente por Simone (em seu CD natalino), Victor e Léo, Rosana e por Eduardo Lages (em versão instrumental), Jesus Cristo traz no título e na letra toda a devoção pelo aniversariante do mês, conclamando um coro universal em torno de seu poderoso nome, como sempre vemos nessa festa tão santa que Deus nos concede a cada ano!

Jesus Cristo
(Roberto Carlos e Erasmo Carlos)

Jesus Cristo, Jesus Cristo,
Jesus Cristo, eu estou aqui
Jesus Cristo, Jesus Cristo,
Jesus Cristo, eu estou aqui

Olho no céu e vejo uma nuvem branca que vai passando
Olho na terra e vejo uma multidão que vai caminhando
Como essa nuvem branca essa gente não sabe aonde vai
Quem poderá dizer o caminho certo é você meu Pai

Jesus Cristo, Jesus Cristo,
Jesus Cristo, eu estou aqui
Jesus Cristo, Jesus Cristo,
Jesus Cristo, eu estou aqui

Toda essa multidão tem no peito amor e procura a paz
E apesar de tudo a esperança não se desfaz
Olhando a flor que nasce no chão daquele que tem amor
Olho no céu e sinto crescer a fé no meu Salvador

Jesus Cristo, Jesus Cristo,
Jesus Cristo, eu estou aqui
Jesus Cristo, Jesus Cristo,
Jesus Cristo, eu estou aqui

Em cada esquina vejo o olhar perdido de um irmão
Em busca do mesmo bem nessa direção caminhando vem
É meu desejo ver aumentando sempre essa procissão
Para que todos cantem na mesma voz essa oração

Jesus Cristo, Jesus Cristo,
Jesus Cristo, eu estou aqui
Jesus Cristo, Jesus Cristo,
Jesus Cristo, eu estou aqui

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Visitei uma família engraçada...

Ela foi um grande nome da Jovem Guarda, também citada na Festa de arromba de Erasmo Carlos. Apesar de ser pouco lembrada hoje, já que partiu para a eternidade em 2008, os anos 60 foram outros porque conheceram o talento de Antônia Maria Pavão, ou simplesmente Meire Pavão, com sempre foi conhecida!

Natural de Taubaté/SP, filha e irmã de músicos, Meire , depois da Jovem Guarda, fez apresentações esporádicas também voltadas para o público infantil. Talvez por falta de incentivos, aconteceu de alguns artistas da nossa música brasileira, como Meire, não encontrarem seu espaço conquistado!

Entre os sucessos de seu repertório, temos A família Buscapé, Areia quente, Bem bom, Bonitinho, Cansei de lhe pedir, Lápis colorido, A mesma praia o mesmo mar, Robertinho meu bem, etc. E, essa é uma pequena lembrança de alguém que também escreveu seu sucesso na música brasileira!

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

CD Luiz Gonzaga ao vivo - Volta pra curtir

Comemorando o 99º aniversário de vida, apresentamos mais um trabalho do eterno rei do baião, nosso Luiz Gonzaga. Captado de um show realizado em 1972, no Rio de Janeiro, esse CD lançado em 2001, apresenta grandes clássicos de Gonzaga, além de ser um registro único de como eram seus shows, onde contava suas histórias e desfilava seus eternos sucessos, com toda sua simplicidade, profissionalismo, com toda a marca Gonzaga!

Aqui estão canções mais conhecidas como Boiadeiro, Siri jogando bola, Qui nem jiló, Cigarro de paia, Lorota boa, Asa branca, A volta da asa branca, Assum preto, Estrada de Canindé, Respeita Januário, Numa sala de reboco, O cheiro de Carolina, O xote das meninas, No meu pé-de-serra, Baião, Pau de arara, Oia eu aqui de novo,  Juazeiro, Hora do adeus, A feira de Caruaru, até as menos conhecidas como Moda da mula preta, Macapá, Ana Rosa, Adeus Rio, Aquilo bom, Derramaro o gai, Imbalança e Olha a pisada.

Esse momento foi muito importante para Gonzaga, porque foi em um tempo em que ele se sentia esquecido da mídia, por conta do sucesso do rock e de outras tendências nacionais. Caetano e Gil foram importantes na divulgação dele, que era ídolo dos baianos e graças a isso, pode tocar pela primeira vez na zona sul da cidade maravilhosa. Foi também um dos primeiros shows em que Dominguinhos o acompanhou. Gonzaga fará em 2012 cem anos e para nós, pernambucanos e todos os brasileiros, somos orgulhosos e agradecidos a Deus por um dia termos presenciado um artista dessa natureza, tão fiel à sua terra e ao seu povo!

Um forte abraço a todos!

domingo, 11 de dezembro de 2011

Olhando as estrelas - 21

Especial de 1986, cantando Estrada do sol.
E essa série chega à sua última edição do ano, mais que especial, trazendo dois astros da maior grandeza da música brasileira: o maior cantor e o maior músico que o Brasil já conheceu, em minha humilde concepção: Roberto Carlos e Tom Jobim. A relação entre os dois começou cedo, pois antes mesmo de ser o rei da música brasileira, Roberto cantava algumas canções de Tom Jobim, quando era crooner. Já nos anos 70, dizem que Tom fez algumas canções especialmente para Roberto gravar como Lígia, Wave e Luiza. Apesar do rei não gravar na época, no show Detalhes (1987-1990), apresentava um medley intitulado "As mulheres do Tom", onde cantava Ana Luiza/Lígia/Ângela.

Especial de 1981
Nos especiais da Globo, Roberto e Tom se encontraram quatro vezes: em 1976, quando cantaram Lígia, número reeditado em 1978, mas dessa vez só com voz e piano (que consta no CD/DVD duetos do Roberto, de 2006); em 1981, com Maria Bethânia, em homenagem a Vinícius de Morares, onde cantaram Eu sei que vou te amar e, finalmente em 1986, em um dueto que eu elegeria como um dos cinco mais lindos do Roberto, onde cantaram Estrada do sol, de Tom e Dolores, e conversaram sobre a natureza. Roberto ainda interpreta Tom nos especiais de 1977 (Wave), 1986 (Dindi), 1986 (Correnteza, com Djavan), 2006 (Insensatez em espanhol), 2008 (Chega de saudade, com Caetano) e 2011 - Jerusalém (Eu sei que vou te amar).

Especial de 1978 e CD/DVD duetos
No CD Canciones que amo de 1997, Roberto gravou pela primeira vez Tom Jobim, com a canção Insensatez, em versão hispânica feita pelo próprio rei. E, em 2008, junto com Caetano Veloso, presta uma homenagem ao Tom, gravando um CD/DVD só com canções dele. Roberto e Tom são responsáveis por algumas das mais belas páginas da música brasileira e, em defesa da natureza, atuaram juntos, cada um a seu modo por um mundo melhor, provando também que quando se encontraram, proporcionaram o brilho referente à magnitude de grandes estrelas que o universo nos proporciona!

Um forte abraço a todos! 

sábado, 10 de dezembro de 2011

Natal todo dia

Essa canção é uma das menos conhecidas para o projeto de canções natalinas que o Roupa Nova lançou em 2007. A canção abre o disco Natal todo dia, que possui outras leituras inéditas e também regravações (já foi comentado anteriormente). Também foi gravada por outros nomes, como Sérgio Reis.

A canção Natal todo dia é uma mensagem que enaltece o ambiente desse mês e deixa a pergunta de que como seria bom se todos os dias fossem Natais e vivêssemos nesse clima de harmonia, paz, esperança e fraternidade mútua! "Que bom se ele nunca tivesse mais fim..." Ainda bem que todos os anos temos Natal, afinal, como diz a letra, o melhor presente é o amor!

Natal todo dia
(Maurício Gaetani)

Um clima de sonho se espalha no ar
Pessoas se olham com brilho no olhar
A gente já sente chegando o Natal
É tempo de amor, todo mundo é igual

Os velhos amigos irão se abraçar
Os desconhecidos irão se falar
E quem for criança vai olhar pro céu
Fazendo pedido pro velho Noel

Se a gente é capaz de espalhar alegria
Se a gente é capaz de toda essa magia
Eu tenho certeza que a gente podia
Fazer com que fosse Natal todo dia

Se a gente é capaz de espalhar alegria
Se a gente é capaz de toda essa magia
Eu tenho certeza que a gente podia
Fazer com que fosse Natal todo dia

Um jeito mais manso de ser e falar
Mais calma, mais tempo pra gente se dar
Me diz porque só no Natal é assim
Que bom se ele nunca tivesse mais fim

Que o Natal comece no seu coração
Que seja pra todos, sem ter distinção
Um gesto, um sorriso, um abraço, o que for
O melhor presente é sempre o amor

Um forte abraço a todos!