domingo, 24 de junho de 2012

São João de Luiz Gonzaga

Hoje é um domingo diferente porque é dia de São João, um dos santos mais comemorados aqui no Nordeste. Temos danças típicas, comidas, figurinos, enfeites, decorações, tudo para que possamos comemorar bem essa data. A fogueira é acesa e o milho é assado. Fogos (cuidado com eles) são convidados par as festas. Na verdade, não sei direito porque apenas aqui no Nordeste brasileiro essa tradição é mais forte, mas confesso que é lindo perceber que essa data é como uma fogueira que acendemos e se aquece em nosso coração a cada edição.

Já falei em outras vezes e não me canso de repetir, sobretudo por ser um ano que gira em torno dele: Luiz Gonzaga foi, é e sempre será a melhor pedida para esta data, pois suas canções cantaram tudo isso e não apenas sobre esses temas, mas sobre todos nossos costumes, tradições, atitudes, comportamentos e ambientes que cultuamos sempre. Até mesmo quando outro artista está no palco, mesmo que não seja em ano de centenário, vem um ou mais clássicos de Gonzaga e o público dança e canta junto.

Esse ano, por conta de seu centenário, poderia dizer que trata-se do São João de Luiz Gonzaga, mesmo o leitor achando que é um exagero tanta citação e comemoração em torno desse nome. Mas, posso afirmar que desde o início de seu sucesso e de quando começou a descrever sua terra com toda a propriedade que lhe é típica, que todas as festas juninas de ontem, de hoje e de sempre terão esse título porque sempre alguém em algum ponto cantará algum de seu clássico ou o associará a todas essas festas e tradições tão nordestinas, tão brasileiras. Alguém sempre se lembrará desse clássico da roça, do nordeste, do Brasil:

São João da Roça
(Luiz Gonzaga e Zé Dantas)

A fogueira ta queimando
Em homenagem a São João
O forró já começou
Vamos gente, rapa-pé nesse salão

Dança Joaquim com Zabé
Luiz com Yaiá
Dança Janjão com Raqué
E eu com Sinhá

Traz a cachaça, Mané!
Que eu quero ver
Quero ver paia avuar

Um forte abraço a todos!

sábado, 23 de junho de 2012

Forró nº 1

Bom, eu não tenho dúvidas e creio que o Brasil também não tem dúvidas que Luiz Gonzaga fez e faz, também através de seus seguidores, o forró número um desse país. Mesmo depois de tanto tempo de sua partida para a eternidade, são com seus clássicos que essa festa se torna perfeita, sobretudo para nós, nordestinos.

Forró número um foi composta por Cecéu, compositora homenageada essa semana pela série Os compositores do Brasil. É uma canção que destaca também o lado intérprete de Gonzaga que sempre ajudava outros nomes da composição. Foi um dueto inusitado e belíssimo com Gal Costa que também se definiu como fã de Gonzaga e o divulgou na época da Tropicália. Fagner também regravou essa canção anos depois.

Sua letra traz a festa descrita com todas as suas peculiaridades: mesmo com uma sanfona velha, o sanfoneiro dá seu recado e o cavalheiro e a mocinha também, através da dança e do namoro sob o som do mais perfeito forró. Aliás, essa é a mensagem principal da canção, o sanfoneiro, a sanfona, o forró podem ser tidos como velhos, mas sempre serão os pais da alegria em festas juninas!

Forró nº 1
(Cecéu)

Sanfona velha do fole furado só faz fum, só faz fum
mesmo assim o cavalheiro faz um refungado
e o coração da morena faz tum, tum

O sanfoneiro animado puxa o fole
depois de tomar um gole de rum

E haja fum, haja fum, haja fum,
forró com esse fole é forró número 1

Vem gente de todo lado conhecer o sanfoneiro
porque ele é o primeiro a tocar com o fole furado
Com pouco tempo já começa o zum, zum, zum
sanfona véia assim não se vê em canto nenhum

E haja fum, haja fum, fhaja fum,
forró com esse fole é forró número 1

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Já tá fazendo parte da minha vida...

O forró é um ritmo genuínamente do povo brasileiro e como tal apresenta sua miscigenação. Sem preconceitos, é um estilo de homens e mulheres. E são grandes cantoras como Nádia Maia que renovam e continuam levando esse ritmo de alegria para todos. Natural do Recife/PE, Nádia foi vocalista de banda de sua cidade natal e também participou de festival regional em 1995, vencendo com a canção Meninos do sertão, de Petrúcio Amorim.

No ano seguinte lançou seus primeiros discos e sucessos como Fuxico, Se tu quiser, Parte da minha vida, A cura, Desfazendo a mala, Anjo protetor, Apaixonada por você, Foi bom te amar, Deitar no teu colo, No toque da sanfona, Que saudade de você, Forró no escuro, etc.

Nádia também deve estar viajando Nordeste afora, com uma agenda bastante requisitada, pois a cada momento conquista novos fãs e leva sua música raiz para todos que apreciam trabalhos como estes e também gostam de dançar ao som de novos nomes do forró nordestino.

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 19 de junho de 2012

Os compositores do Brasil - 49

Hoje, o Blog Música do Brasil, sob a série Os compositores do Brasil presta homenagem dupla: natural de Campina Grande/PB, esta é uma das mais requisitadas compositoras da música nordestina. Mary Maciel Ribeiro, mas que todos a conhecem nos discos por Cecéu. Casada com outro compositor, Antônio Barros Silva, o Antônio Barros, natural de Queimados/PB, formam uma parceria de grandes sucessos não apenas aqui no Nordeste, mas em todo o país.

Basta dizer que artistas como Jorge de Altinho, Marinês, Flávio José, Trio Nordestino, Genival Lacerda e também Alcione, Ivete Sangalo, Ney Matogrosso, Luiz Gonzaga, Elba Ramalho, Dominguinhos, Sivuca, Elymar Santos, Zé Ramalho, Jackson do Pandeiro, Gilberto Gil, Gal Costa e Fagner já imortalizaram seus sucessos, muitos, frutos da parceria artísticas deles e outros, solos.

E os sucessos? São tantos e tão reconhecidos e executados: Homem com H, Por debaixo dos panos, Bate coração, Procurando tu, Casamento da Maria, É proibido cochilar, Sou o estopim, Amor com café, Forró do poeirão, Forró do xenhenhém, Óia eu aqui de novo, Chameguinho, Forró nº 1, etc. Depois de tudo, só me resta a frase de admiração: esses dois são craques e a música nordestina e brasileira agradece!

Um forte abraço a todos!

domingo, 17 de junho de 2012

CD e DVD Petrúcio Amorim

Que Petrúcio Amorim é um dos melhores compositores desse país, não há dúvidas. E que esse é um dos melhores trabalhos de sua carreira também não temos dúvidas. Depois da abertura instrumental, Petrúcio entra no palco do Teatro Santa Isabel, em Recife/PE para reviver grandes clássicos e reencontrar grandes amigos, alguns que deixaram esses clássicos ainda mais vivos na memória de quem aprecia suas composições.

Gravado em 2006, o CD/DVD conta com a participação de Jorge de Altinho (em Confidências e Devagar), Santanna (em Anjo malandrinho), Geraldinho Lins (em Chorar pra quê?), Cristina Amaral (em Dois rubis) e Maciel Melo e Nádia Maia (em Meninos do sertão). Outros momentos solos são com as canções Anjo querubim, Cidade grande, Meu cenário, Deus do barro, Filho do dono, Meu velho Ipojuca, Tire o pé do chão, Vida de vaqueiro, Feito maluco, Quando o coração quer, Tareco e mariola e Eu sou o forró.

Outros números presentes apenas no DVD são Ela nem olhou pra mim, Estrela cadente, O rei nas estrelas, Foi bom te amar, Lembranças e Quem afia a faca sabe pra que serve o fio. Confesso que ainda não vi o DVD, mas a tirar pelo CD e por todo esse repertório de clássicos, temos aqui uma boa pedida para os amantes da boa música nacional e regional!

Um forte abraço a todos! 

sábado, 16 de junho de 2012

Deixa a tanga voar

Lembro que quando criança, lá em Limoeiro/PE, o sucesso dessa canção foi tanto que fizeram um palhoção (aquele espaço retangular cercado com bambu e coberto com palhas de coco, para as pessoas dançarem forró) com o título dessa canção, porque o propósito era esse mesmo: dançar bastante até a tanga voar, uma expressão usada com muito bom humor pelo Gonzaga.

Sua letra conta a história de um matuto se deparando com a praia, até então desconhecida para este personagem que se admira com a beleza do lugar e com o figurino das meninas que por lá encontra, surgindo uma implicância com a canga, que a letra cita como rabichola, pois o matuto ficou com ânsia de ver a mulher sem a canga e com a tanga voando. Uma parceria de Gonzaga com seu terceiro grande compositor, João Silva. Eu sempre tive dúvidas se o Clodovil citado era aquele apresentador, mas creio que fosse uma menção a outro parceiro de composições, Hervê Clodovil.

Deixa a tanga voar
(Luiz Gonzaga e João Silva)

Zé matuto foi a praia, só pra ver como é que é
Mas voltou ruim da bola de ver tanta rabichola
nas cadeira das muié

Zé matuto matutou, matutou e escreveu pra Clodovil
Ele logo respostou, e atacou, isso é atraso do Brasil

Uma tanga, minitanga, tão pequena, pititinha,
miudinha não precisa amarrar
Ora pomba, ora bolas, jogue fora a rabichola
e deixa a tanga voar

E deixa a tanga voar, deixa a tanga voar
Ora pomba, ora bolas, jogue fora a rabichola
e deixe a tanga voar...

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Meu coração se espalhou pela avenida...

Ele vem lá do sertão pernambucano, natural de Floresta/PE. Josildo Sá é um dos grandes nomes contemporâneos da música regional. Atrelado não apenas ao forró, mas também a outros ritmos como o samba, o rock e o frevo, versatilidade que já lhe rendeu parcerias com outro grande músico de nosso país, Paulo Moura, com quem gravou um disco e fez vários shows, sendo bastante premiado.

Josildo foi criado em outra cidade sertaneja, Tacaratu/PE, até partir para o Recife, aos 18 anos para estudar. Não deu muito certo nos estudos e depois de tentar a sorte em Salvador, voltou à capital pernambucana e depois de muitas batalhas, lançou seu primeiro trabalho em 1999.

E de lá pra cá vem colecionando êxitos e a cada dia conquista seu espaço, com canções como A volante, Galo frevo e folião, Camaleão, Forró de Mané Vito, Eu gosto de você, Deixa a tanga voar, Na água do bebedouro, Réstia, Cumpadi Zé de Bina, Rosa de cheiro, Abandono, etc. E seja no Galo da madrugada ou nas festas juninas, com certeza, Josildo tem conquistado seu espaço e seu público.

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 12 de junho de 2012

O coração não tem idade...

Hoje é dia dos namorados e para mim é uma comemoração dupla porque também é aniversário de minha noiva, Juliana. Em outras oportunidades, citei várias músicas que poderiam tocar nessa data. Até mesmo para aqueles que estão desacompanhados, trata-se de uma data tocante, pois é lindo ver o amor entre as pessoas, sentir que o romantismo existe e que pode bater em nossa porta a qualquer momento.

Para alguns, romantismo não existe, para outros é um sonho. A verdade é que, independente das opiniões distintas que cada ser possui, o amor bate sempre em nossa porta, nos pegando de surpresa e invadindo nossos corações, independente da idade. Aliás, esse é outro ponto importante, pois o amor deve ser contínuo, constante, não passar com o tempo e brilhar com os cabelos brancos como diz essa lindíssima canção de Roberto e Erasmo, também apropriada para este dia. Ofereço a vocês a letra, que cita o amor para todas as idades e circunstâncias. Parabéns meu amor, parabéns a todos os amores!

O coração não tem idade
(Roberto Carlos e Erasmo Carlos)

Um grande amor pode às vezes chegar de repente
Num coração já vivido ou adolescente
Qualquer um pode se apaixonar muito jovem ainda
E cedo saber que o amor é a coisa mais linda

Jovens se beijam se abraçam felizes na rua
Sem se importar com quem passa a paixão continua
Um brilho de sonhos no olhar desses dois namorados
Tão cedo começam a vida, tão apaixonados

O Coração não tem idade pra se apaixonar
O amor, o peito invade quando quer chegar
Não tem dia, não tem hora,
Não diz quando chega, nem quando vai embora

Uma mulher pensativa andando na solidão
Esbarra num homem vivido, sozinho na multidão
Olhares se cruzam e falam de tempos sofridos
Mas o amor traz de volta seus sonhos perdidos

O Coração não tem idade pra se apaixonar
O amor, o peito invade quando quer chegar
Não tem dia, não tem hora,
Não diz quando chega, nem quando vai embora

Brilham os anos marcados nos cabelos brancos
Trocam palavras de amor e olhares tão francos
Sentindo de novo a emoção da primeira experiência
Vivem no amor a beleza da adolescência

O Coração não tem idade pra se apaixonar
O amor, o peito invade quando quer chegar
Não tem dia, não tem hora,
Não diz quando chega, nem quando vai embora

Um forte abraço a todos!

domingo, 10 de junho de 2012

CD Trio Nordestino - Xodó do Brasil

Pra quem gosta do gênero, tá aqui uma boa pedida para esta e todas as festas juninas: CD Trio Nordestino - Xodó do Brasil. Uma coletânea de 1997, com regravações, que reune não apenas os grandes sucessos do Trio, mas também interpretações dessa banda amada em todo país para clássicos de Dominguinhos, Jackson do Pandeiro, Alceu Valença e Luiz Gonzaga.

E isso pode ser ouvido (e por que não dançado?) em canções como Procurando tu, Eu só quero um xodó, Asa branca, Paraíba, Assum preto, Súplica cearense, Mambo da cantareira, Isso aqui tá bom demais, Forró em Limoeiro, Canto da ema, Um a um, Sempre assim, Último pau-de-arara, Cintura fina, Ovo de codorna, Morena tropicana, Mulher rendeira, Madalena, Meu pitiguari e Na emenda.

Agora, depois de analisar os títulos dessas canções, me pergunto se ainda há dúvidas que esse é um dos CD´s apropriados para queimarem (no tempo do vinil era furar o disco, rsrs) durante todas essas festas juninas e até em outras épocas do ano. E se ainda houver, escute esse trabalho e curta uma boa festa junina em qualquer parte desse planeta e se quiser entrar no foco: Caruaru e Campina Grande são duas boas pedidas, além de outras, claro!

Um forte abraço a todos!

sábado, 9 de junho de 2012

O Xote das meninas


O Xote das meninas é um clássico da música brasileira, pois além de ser imortalizada na voz de seu criador, Luiz Gonzaga, também já foi regravada por grandes nomes, alguns presentes nos marcadores. E acredito que deve passar em todas as listas de canções feitas por algum grande intérprete que deseja gravar Gonzaga.

Sua letra traz a menina caipira apaixonada, que compromete todo seu tempo em pensar no amor, ignorando estudo, trabalho e tudo mais. Na verdade, é uma mudança radical na moça que transforma seu visual, lançando mão da maquiagem e outros adereços que levam seu pai até a pensar em doença, mas que nem o médico resolve, pois é mal de amor. Mais uma genialidade "gonzagueana"

O Xote das meninas
(Luiz Gonzaga e Zé Dantas)

Mandacaru quando fulora na seca
É o siná que a chuva chega no sertão
Toda menina que enjôa da boneca
É siná de que o amor já chegou no coração
Meia comprida, não quer mais sapato baixo
Vestido bem cintado, não quer mais vestir timão

Ela só quer, só pensa em namorar
Ela só quer, só pensa em namorar

De manhã cedo já tá pintada
Só vive suspirando, sonhando acordada
O pai leva ao dotô a filha adoentada
Não come, nem estuda
Não dorme, não quer nada

Ela só quer, só pensa em namorar
Ela só quer, só pensa em namorar

Mas o dotô nem examina
Chamando o pai do lado, lhe diz logo em surdina
Que o mal é da idade, que prá tal menina
Não tem um só remédio em toda medicina

Ela só quer, só pensa em namorar
Ela só quer, só pensa em namorar

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Vou voar pra Limoeiro e brincar o melhor São João...

Muita gente me pergunta se não há nenhum cantor na minha terra natal, alguma banda ou algo assim. Gosto de lembrar que houve um cantor muito conhecido e cultuado na cidade e na região e que tive o prazer de cumprimentá-lo, quando eu era criança. Ele era conhecido por Toinho de Limoeiro e depois passou a se chamar Toninho Rodrigues, mas o primeiro nome sempre foi mais forte, artisticamente falando de Antônio Rodrigues de Araújo.

Toinho fez muito sucesso com canções românticas e também com forrós como Anjo querubim, Súplica cearense, Amor sincero, O rei nas estrelas, Brigas, Se é destino, Vivendo só, etc. Toinho fez muitas festas em Limoeiro e arredores, até partir para a eternidade em 2008. Curiosamente, seu enterro foi no dia do aniversário da cidade, talvez para marcar ainda mais a saudade desse filho ilustre.

Mas, Toinho será sempre lembrado pelos limoeirenses como eu e também por deixar a música como principal herança para sua filha Kátia Rodrigues, que foi a única a seguir carreira artística, dos filhos que teve. Lembro dela ainda quando estudava no Ginásio no começo da década de 90 e ela era sempre muito simpática com todos. Não a vi cantando Mpb ainda, mas sei que arrasa no forró, pois ano passado, após o show de Zezé di Camargo e Luciano, ela deu show e nosso amigo Orlando, de Passira, sempre me cobra uma homenagem a ela e porque não, a seu pai. Então, posso ficar tranquilo, pois minha terra está bem representada por essas pessoas tão talentosas. Toinho fez uma canção em homenagem ao São João de minha cidade e a letra, deixo pra vocês:

São João de Limoeiro
(Toinho de Limoeiro)

Com dinheiro ou sem dinheiro sobre as asas da paixão
vou voar pra Limoeiro e brincar o melhor São João

Vou até à Pirauíra, dar um beijo em meu xodó
Vou dançar a noite inteira, das canelas da nó
Vou deixar moça bonita banhadinha de suor
No chamego buliçoso da leveza do forró

Vou comer milho e pamonha, soltar foguete e balão
Vou acender minha fogueira no Alto de São Sebastião
Lá na Rua da Alegria tem quadrilha e baião
Limoeiro, Limoeiro, como é bom o teu São João

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 5 de junho de 2012

Não se admire se um dia, um beija-flor invadir...

O mês de junho é cativo dos artistas locais, os nordestinos que talvez nem sejam conhecidos em todo o país, mas que garantem as festas juninas com muita dança e tradição. É o caso de Israel Filho, natural de Caruaru/PE, que desde os anos 70, sob influência de Luiz Gonzaga, Roberto Carlos e Reginaldo Rossi, iniciou sua carreira, tocando na noite.

Ainda nos anos 70, migrou de vez para o regional, onde é destaque até hoje, com canções como Saudades da asa branca, Sopa de aruá, O sol da manhã, Flor nordestina, Disparada, Ai que saudade d´ocê, Cidadão, Conselho ao filho adulto, Entre o amor e o desejo, Feira de Caruaru, entre outras.

Israel é seguidor fiel de Luiz Gonzaga e foi um dos primeiros a prestar homenagens ao rei do baião após sua partida para a eternidade, com shows e gravações. Nesses dias ele deve estar passeando por várias cidades do interior do Nordeste, com seu forró e reencontrando seu público fiel.

Um forte abraço a todos!

domingo, 3 de junho de 2012

Os Intérpretes do Brasil - 18

Gosto de divulgar o trabalho do sanfoneiro Flávio José, pois o considero um dos melhores da atualidade. Ele tem uma bela voz, toca muito bem e interpreta de forma toda particular. Por isso, resolvi o abordar nessa série, destacando as melhores faixas interpretadas de seu repertório, algo que não é fácil, mesmo usando um gosto particular.

Começo pela canção O meu país, que não foi composta por ele, mas o credito uma interpretação definita por responder bem, com sua potente voz a essa crítica social moderna. Uma das filosofias mais lindas da música brasileira também foi lapidada por sua voz. É a canção A natureza das coisas, que ganha um xa,la,la,lá todo próprio do Flávio.

E por fim, destacaria a romântica e dançante Caia por cima de mim, que não pode faltar em qualquer apresentação sua e também cantada por vários colegas. Mas, como disse, Flávio tem tantas outras coisas lindas como Caboclo sonhador, Seu olhar não mente, Filho do dono, Tareco e mariola, Me diz amor, De mala e cuia, enfim, vou parar por aqui pois, caso contrário, não poderia encerrar essa postagem.

Um forte abraço a todos!

sábado, 2 de junho de 2012

Qui nem jiló

Mês de junho começando e sempre dedicamos postagens para artistas locais que divulgam a música raiz nordestina para o país e que encantam com seus lançamentos e shows pelo interior, se espalhando e brilhando como fogueiras, sobretudo nas datas dos três principais santos. E este ano é ainda mais especial, pois estamos no clima do centenário de Luiz Gonzaga, nosso rei do baião. Esse mês visitaremos, a cada sábado, algum clássico de tantos de seu belíssimo repertório.

Qui nem jiló está entre as cinco que mais amo de um repertório difícil de escolher como é o de Gonzaga. Já foi gravada por tantos outros intérpretes como Gilberto Gil, Dominguinhos, Elba Ramalho, Gal Costa, etc. Uma letra que une amor e saudade (destacando o lado bom e ruim desse sentimento) de uma forma diferenciada, pois não aponta pra esse sentimento nostálgico com tristeza, mas o soluciona com o canto, com a música, com o laiá, laiá de um povo feliz, mesmo em um momento que sugere tristeza. Pontos para a genialidade "gonzagueana" e para a música brasileira que tem um clássico como este!

Qui nem jiló
(Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira)

Se a gente lembra só por lembrar
O amor que a gente um dia perdeu
Saudade inté que assim é bom
Pro cabra se convencer
Que é feliz sem saber
Pois não sofreu

Porém se a gente vive a sonhar
Com alguém que se deseja rever
Saudade, entonce, aí é ruim
Eu tiro isso por mim,
Que vivo doido a sofrer

Ai quem me dera voltar
Pros braços do meu xodó
Saudade assim faz roer
E amarga qui nem jiló
Mas ninguém pode dizer
Que me viu triste a chorar
Saudade, o meu remédio é cantar

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Diga sim pra mim...

Mais uma voz feminina da nova geração que já conquista cada vez mais um público fiel. Natural do Rio de Janeiro/RJ, ela é Isabella Maria Lopes Leite, que todos conhecem por Isabella Taviani. Filha de um pianista e neta de um cantor de ópera, Isabella tem música nas veias e estudou canto lírico antes de enveredar de vez na música e lançar seus trabalhos.

Seu primeiro CD foi lançado em 2003 e a partir disso vem emplacando sucessos como Ternura, Garota de Ipanema, Ária paulistana, Caminhos cruzados, Viramundo, Luxúria, Sob medida, Presente passado, Diga sim pra mim, Digitais, Último grão, Canção para um grande amor, De qualquer maneira, Momentos, Raio X, etc.

Sob a influência de intérpretes como Simone, Dalva de Oliveira, Maria Bethânia, Elis Regina e outras, Isabella é uma referência de uma nova intérprete e compositora que a música brasileira oferece a um público interessado também na nova geração de artistas que surgem nesse país.

Um forte abraço a todos!


terça-feira, 29 de maio de 2012

Céu de céu de nuvem...

Ele lembra muito o pai no jeito de cantar e de ser. Imagine um filho de Gonzaga Jr. e neto de Gonzagão, o rei do baião. E a curiosidade maior é que ele tem influência do pai nas letras e do avô nos ritmos. Ele é Daniel Porto Carreiro Gonzaga do Nascimento, ou simplesmente Daniel Gonzaga, natural do Rio de Janeiro/RJ.

Com essa família influente, Daniel lançou seu primeiro trabalho em 1996, acumulando sucessos compostos por ele mesmo, ou por seu pai ou avô, como Janela, Recado, Rapaz de bem, Feliz, Pense n´eu, Começaria tudo outra vez, Areia, Festa, Bianca, Calma paciência e fé, Mês de chuva, Eu não acredito em nada, Comportamento geral, Namorar, Diga lá coração, Da vida, Beijo, etc.

Muitos amam Luiz Gonzaga e outros Gonzaguinha e ainda há os que amam os dois. Daniel Gonzaga representa a melhor herança desses dois nomes que escreveram belíssimas páginas na música brasileira e que, com certeza, continuarão a serem escritas por essa grande descendência!

Um forte abraço a todos!

domingo, 27 de maio de 2012

Olhando as estrelas - 25

Tudo começou quando um foi ver o show do outro e se encantou. Depois disso, compuseram, gravaram canções, participaram de shows, lançaram CD e DVD e continuam a parceria, tudo isso fizeram e fazem juntos, por isso abrilhantam hoje a série. Claro que cada um tem sua carreira solo brilhante, mas não podemos negar que quando Fagner e Zeca Baleiro se encontram, podemos aguardar coisas boas!

A parceria entre eles começou tão firme que no CD Fagner de 2001 compuseram três canções que foram Tempestade, Outra era e A tua boca, esta última conta com a participação do Zeca dividindo a gravação da faixa com Fagner. No CD/DVD Raimundo Fagner me leve ao vivo temos a participação do Zeca nas faixas Você só pensa em grana e A tua boca. Em 2003 apontam para o ápice dessa parceria com o CD e DVD Fagner e Zeca Baleiro, em que compuseram e gravaram juntos as faixas, compostas também com outros compositores.

No CD Donos do Brasil 2004 do Fagner, temos mais uma parceria na composição e gravação de Dezembros. Em Fortaleza, CD do cearense de 2007, temos Colando a boca no teu rosto, também com dueto na composição e na gravação. E no mais recente CD do Fagner, Uma canção no rádio, ambos dividem mais uma parceria e a gravação da faixa-título. E imagino, que mais virão por aí, pois Fagner com sua generosidade de tantas parcerias também aprende com Zeca e todos nós só temos a ganhar com essas estrelas juntas!

Um forte abraço a todos!

sábado, 26 de maio de 2012

As cidades cantadas - 14

Chegamos à décima quarta edição e esta cidade não poderia ficar de fora. Nem ela, nem seu maior cantor. Não sei se essa é a maior homenagem à Salvador, capital da Bahia, mas sei que Caymmi foi um de seus principais amantes em termos de homenagens e não apenas a ela, mas a todo seu Estado natal, quando perguntou se Você já foi à Bahia ou quando expôs com sua minuciosidade típica O que é que a baiana tem.

Mas, São Salvador descreve a capital de seu Estado de uma forma que não deixa dúvidas quanto a paixão de um de seus filhos mais ilustres por este lugar. Nela, Caymmi descreve, com sua simplicidade ímpar, uma terra abençoada por Deus, um local repleto de miscigenação e de ritmo que nenhuma outra capital brasileira possui. E Salvador, que faz aniversário a cada 29 de março, tem nessa canção um de seus hinos de amor por sua existência.

São Salvador
(Dorival Caymmi)

São Salvador, Bahia de São Salvador
A terra de Nosso Senhor
Pedaço de terra que é meu

São Salvador, Bahia de São Salvador
A terra do branco mulato
A terra do preto doutor

São Salvador, Bahia de São Salvador
A terra do Nosso Senhor
Do Nosso Senhor do Bonfim

Oh Bahia, Bahia cidade de São Salvador
Bahia oh, Bahia, Bahia cidade de São Salvador

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Os Músicos do Brasil - 32

É impossível falar da Jovem Guarda e não atestar toda aquela sonoridade de rock moderno ao músico Lafayette, pois o tecladista fez história no movimento lançando um novo som difícil de dissociar deste. Sim, seria difícil imaginar canções como Não quero ver você triste e Quero que vá tudo pro inferno sem o órgão de Lafayette.

Natural do Rio de Janeiro/RJ, Lafayette Coelho Varges Limp iniciou na música cedo, estudando piano. Conhecia a turma que formaria a Jovem Guarda desde adolescente e depois de atuar em alguns grupos gravou com Erasmo Carlos a faixa Terror dos namorados, que abriu caminho para gravações com Roberto e com outros nomes do rock nacional da época e até hoje.

Basta citar que gravou ou simplesmente acompanhou nomes como Jerry Adriani, Zé Ramalho, Renato e seus blue caps, Wanderlea, Trio esperança, Golden Boys, Jota Neto, entre outros. O reconhecimento dos colegas é justo, mas acho que a música brasileira deve mais a esse homem por suas criações e genialidade que mudaram uma forma de expressão do rock nacional e fazemos isso de forma simples, mas justa!

Um forte abraço a todos!


terça-feira, 22 de maio de 2012

Nikita, preciso tanto de você...

Nos útlimos meses e mensalmente temos dado ênfase a mostrar algum artista internacional que muito influencia nossa música ou aprende com ela, tendo enfim um elo bastante forte com o Brasil. E hoje falaremos do sucesso que Sir Elton Hercules John plantou e colhe a cada dia, a cada apresentação sua ou execução de uma de suas canções, inesquecíveis para muitos fãs conquistados em nosso país.

É difícil dizer que ele passou desapercebido, quando sabemos do sucesso impressionante que alcançou, sobreudo na década de 80, com canções como Nikita, Sacrifice, Your song, Candle in the wind, Skyline pigeon, Goodbye yellow brick road, Guess that's why they call it the blues, I'm still standing, Can you feel the love tonight, The one, Something about the way you look tonight, Blessed, etc.

Natural de Londres, pudera ter alcançado tanto sucesso, já que aos três anos iniciou um caso musical com seu inseparável  piano, se tornando um garoto prodígio e um dos maiores astros do pop rock que esse mundo conheceu. Elton já esteve algumas vezes no Brasil, onde tem um público bastante fiel a seu trabalho que lota seus espetáculos e demonstra que a música brasileira tem um pouco de sua arte!

Um forte abraço a todos!

domingo, 20 de maio de 2012

CD Chico Buarque Para Todos

Sei que muitos fãs da música brasileira e em especial do Chico Buarque preferem seus trabalhos mais antigos, do início de sua carreira até meados dos anos 80. Não vou dizer que este é meu CD preferido, mas é dos mais preferidos e não apenas para esses simples blogueiro, pois já li que Edu Lobo também cultua este trabalho. E pudera, qual outro CD reúne nomes como Chico Buarque, Tom Jobim, Gal Costa, Francis Hime, Edu Lobo, Dominguinhos, Miguel Plopschi, Rildo Hora, Luis Cláudio Ramos, Wilson das Neves e tantos outros grandes nomes em um trabalho histórico como este?

Em plena década de 90 que muitos definem como improdutiva e já decadente para nossa música, mais precisamente em 1993, temos o lançamento desse trabalho e de clássicos como Para todos, Choro bandido, Sobre todas as coisas, Futuros amantes, Romance, Piano na mangueira e Pivete, além de Tempo e artista, De volta ao samba, Outra noite, Biscate e A foto da capa.

Grandes canções, dueto de Chico com Gal em Biscate, parcerias com Francis e Edu e com Tom, que tem uma de suas últimas gravações em Piano da Mangueira, uma capa criativa e pertinente que escancara a identidade de Chico com o povo nesse trabalho que foi feito para todos e que os futuros amantes com certeza se amarão sem saber do amor que um dia houve em projetos como este.

Um forte abraço a todos!

sábado, 19 de maio de 2012

Depois de ter você (Cantada)

Essa canção guarda uma história curiosa entre duas grandes cantoras da nossa música: Adriana Calcanhoto e Maria Bethânia. Adriana fez a música e a mandou para Bethânia ouvir, pensando que talvez a baiana não a gravasse e preferiu mandar sem título pois sabia que Bethânia tem a fama de mudar nomes de músicas inéditas que grava.

E para Adriana, que também a gravaria em seu CD, a canção se chamaria Cantada. Porém, era tarde, pois Bethânia já a havia gravado com o título de Depois de ter você. Com um ou outro título, a verdade é que a canção é lindíssima e figura entre uma das mais românticas dos últimos quinze anos apresentadas na música brasileira. Se você já tem um amor como esse, o que mais te falta, é essa a indagação que a canção traz pra nós! Pra que amendoeiras, que são lindas como estas da foto, se já temos a beleza da pessoa amada para cultuar? Simples e ao mesmo tempo completo e perfeito tudo isso!

Depois de ter você
(Adriana Calcanhoto)

Depois de ter você
pra quê querer saber que horas são?
Se é noite ou faz calor, se estamos no verão,
se o sol virá ou não, ou pra que é que serve uma canção como essa?

Depois de ter você, poetas para quê?
Os deuses, as dúvidas, pra que amendoeiras pelas ruas?
Para quê servem as ruas? depois de ter você

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 17 de maio de 2012

A madrugada, a vitrola rolando um blues...

Natural de Niterói/RJ, este é Cláudio Zoli, mais um cantor e compositor brasileiro que nossa música oferece. Cláudio iniciou sua vida artística cedo, aos 17 anos na banda de Cassiano, que se tornaria seu mestre influente. Depois, fundou a Banda Brylho, que estourou com o sucesso Noite do prazer.

Em 1986 segue carreira solo e lança seu primeiro disco e vários sucessos em sua carreira, como À francesa, Felicidade urgente, Paraíso, Flor do futuro, Na sombra de uma árvore, Joia rara, Ironia, Na chuva, Cada um cada um, Dinheiro, Férias, Coleção, etc.

Dividindo a maior parte das parcerias com Bernardo Vilhena e Ronaldo Santos, Cláudio vem traçando uma carreira cada vez mais sólida, conquistando um público cada vez mais fiel a suas canções já gravadas também por nomes como Elba Ramalho, Fábio Jr. e Marina Lima.

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 15 de maio de 2012

Os compositores do Brasil - 48

Ele tem grandes sucessos nas vozes de artistas como Zezé di Camargo e Luciano, Leandro e Leonardo, Daniel, Bruno e Marrone, Raça Negra, Roberta Miranda, entre tantos. Ele é o compositor Elias Muniz Sobrinho, conhecido apenas pelos dois primeiros nomes e autor de tantos sucessos, sobretudo do mundo sertanejo. Se você tem algum álbum sertanejo em casa, é provável que tenha Elias Muniz nos créditos das composições, pois ele é dos mais requisitados.

Só pra destacar algumas de suas mais de 300 canções, temos Você vai ver, O nosso amor é lindo, Entre um gole e outro, A fila anda, Muda de vida, Ela é demais, Maravilha, É tarde demais, Extrapolei, Que era eu, Dormi na praça, Adoro amar você, etc.

Parceiro de gente como Peninha, Carlos Colla, Luis Carlos, Fátima Leão e interpretado por tantos grandes nomes, campeão de hits e de paradas de sucesso, Elias Muniz é mais um grande compositor meio desconhecido do público, que este Blog, humildemente oferece aos seus leitores na forma dessa singela postagem!

Um forte abraço a todos!

domingo, 13 de maio de 2012

CD Eduardo Lages - Romances

Dia das mães e este é pra mim o melhor presente. Na verdade, este é um ótimo presente para o dia das mães, dos namorados, dos pais, Natal, amigo secreto, etc. Eduardo Lages se supera a cada lançamento e vem este ano com Romances, mais um grande trabalho que une grandes arranjos a canções que sempre fazem parte das nossas vidas!

Não bastasse o repertório que é de arrepiar, temos ainda um convidado que dispensa qualquer comentário, afinal acho que depois dessa participação nesse CD, esse cantor vai longe, rsrsr! Eduardo convocou seu compadre, amigo e o cantor da sua orquestra, Roberto Carlos, para participar cantando na faixa Eu nunca amei alguém como eu te amei, que o rei já houvera gravado no CD 1994 e que esse ano foi regravada por Ivete Sangalo e, comentada nessa postagem: Eu nunca amei alguém como eu te amei. A nova gravação reforça ainda o desejo de ver um novo trabalho de estúdio do Roberto, pois sua voz continua impecável!

Mas, essa não é a única grata surpresa do CD que traz clássicos nacionais como Você é linda, Carinhoso, Fascinação e Como vai você e, internacionais como As time goes by, Smoke gets in your eyes, Summer 42, She, Ben, Champagne e Here there and everywhere. Se ainda há dúvida do que foi afirmado de que este é um presente para todas as datas importantes, tente escutá-lo e segure as lágrimas de emoção nas suas faixas preferidas, pois difícil será dizer qual é a melhor. Eu mesmo já tinha pedido muito ao maestro pra ele gravar She, As time goes by e Smoke gets in your eyes, mas confesso que todas ficaram muito boas, muito refinadas, delicadas, que proporcionam um prazer imensurável. Eduardo, obrigado por mais este presentão!

Um forte abraço a todos!

sábado, 12 de maio de 2012

Dia das mães

Esse ano, o dia das mães coincide com 13 de maio, quando nós católicos lembramos as aparições de Nossa Senhora em Fátima e por que não pensar que temos um dia de dupla reverência: nossa mãe da terra e nossa mãe do céu? E por que não pensar que nossa mãe da terra é um presente do céu, de Deus, que recebemos quando nascemos e convivemos a cada dia com esse amor indefinível por seu tamanho imensurável? E por que também não pensar em Nossa Senhora, Mãe do Nosso Salvador, que Ele nos deixou como protetora e intercessora, como um presente também do céu, mesmo para quem não sinta tudo isso?

Uma canção que aglutinaria essas duas ideias é Nossa Senhora, de Roberto e Erasmo, pois é uma homenagem à nossa mãe do céu, que se estende a todas as mães, mesmo aquelas que não percebem em Maria uma virtude de mulher, dada por Deus, também como presente. Composta em 1993 e regravada posteriormente por artistas como Agnaldo Timóteo e os Padres Marcelo Rossi e Antônio Maria, essa canção tornou-se um verdadeiro hino do mundo católico e um verdadeiro clássico da música brasileira, apropriada para pessoas que comungam desse pensamento que expus nessa postagem: o de que a mãe terrestre e a mãe celeste são homenageadas hoje, pois a figura de uma está sempre presente na outra e vice-versa.

Nossa Senhora
(Roberto Carlos e Erasmo Carlos)

Cubra-me com seu manto de amor
Guarda-me na paz desse olhar
Cura-me as feridas e a dor me faz suportar

Que as pedras do meu caminho
Meus pés suportem pisar
Mesmo ferido de espinhos me ajude a passar

Se ficaram mágoas em mim
Mãe tira do meu coração
E aqueles que eu fiz sofrer, peço perdão

Se eu curvar meu corpo na dor
Me alivia o peso da cruz
Interceda por mim minha Mãe, junto a Jesus

Nossa Senhora me dê a mão
Cuida do meu coração
Da minha vida, do meu destino

Nossa Senhora me dê a mão
Cuida do meu coração
Da minha vida, do meu destino
Do meu caminho, cuida de mim

Sempre que o meu pranto rolar
Ponha sobre mim suas mãos
Aumenta minha fé e acalma o meu coração

Grande é a procissão a pedir
A misericórdia, o perdão
A cura do corpo e pra alma, a salvação

Pobres pecadores, oh! Mãe
Tão necessitados de Vós
Santa Mãe de Deus, tem piedade de nós

De joelhos aos Vossos pés
Estendei a nós Vossas mãos
Rogai por todos nós, Vossos filhos, meus irmãos

Nossa Senhora me dê a mão
Cuida do meu coração
Da minha vida, do meu destino
Do meu caminho, cuida de mim

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Posso ouvir o vento passar...

Uma das bandas do rock nacional mais cultuada dos últimos, anos por apresentar um trabalho bastante diferenciado e com um som único são os Los Hermanos, cujos integrantes são Marcelo Camelo, Rodrigo Barba, Rodrigo Amarante e Bruno Medina. E como toda banda, essa também tem seus momentos de distâncias e proximidades entre seus integrantes que estão realizando uma série de shows agora em 2012, mesmo cada um tendo seu trabalho solo paralelo.

Banda formada em 1997 no Rio de Janeiro, Los Hermanos estouraram com o single Anna Júlia, que obteve tanto sucesso e chegou a receber releitura do Beatle George Harrison, mas não ficaram só nessa, já que outros sucessos vieram como Primavera, Quem sabe, Todo carnaval tem seu fim, Cara estranho, O vencedor, Último romance, O vento, etc.

Esses caras barbudos, com uma pegada diferenciada nas guitarras, com letras interessantes e com uma vontade de contribuir positivamente com a música brasileira continuam atraindo cada vez mais fãs a seus trabalhos e torcemos para que os rumos da banda Los Hermanos sejam os melhores possíveis para os fãs e para a música brasileira!

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 8 de maio de 2012

A primeira vez que te encontrei...

Imagine um cara com mais de 90 anos, cerca de 350 78 Rpm, 38 Lp´s lançados, mais de 70 anos de carreira, ídolo do criterioso João Gilberto e ainda respeitado pelas novas gerações de samba e tido como príncipe desse gênero. Esse cara existe e ainda está ativo. Seu nome Roberto Napoleão Silva, ou simplesmente Roberto Silva, natural do Rio de Janeiro/RJ.

Pois é, embora desconhecido de muitos, desde 1938 que esse cara construiu sua carreira que continua perpetuada nos dias atuais com sucessos como Gosto que me enrosco, A primeira vez, Normélia, Juracy, Falsa baiana, Ai que saudades da Amélia, Se acaso você chegasse, Rosa, Da cor do pecado, Tristeza, Vagabundo, etc.

Enfim, nesse país de grandes cantores, de grandes sambistas, o país do samba guarda nos recantos mais nobres desse ritmo, nomes como o de Roberto Silva unido aos de tantos outros já citados aqui como Zé Ketti, Jamelão, Martinho, Zeca, Jorge, Nelson Cavaquinho, Nelson Sargento, João Nogueira, Cartola, Paulinho, Ataulfo, Ary, Dunga, Noel, Bezerra, Agepê, Arlindo, Almir, e outros que devo ter esquecido, mas que habitam o lado nobre do samba brasileiro!

Um forte abraço a todos!


domingo, 6 de maio de 2012

Os Intérpretes do Brasil - 17

Primeiro domingo de maio e a série Os Intérpretes volta com nada mais, nada menos que Joanna, uma das melhores intérpretes desse país e que o digam grandes compositores como Milton, Roberto, Chico, Caetano, Sullivan e Massadas, Isolda e tantos outros que têm nela uma das mais constantes parceiras no ramo da interpretação.

E, como o espírito dessa postagem é destacar três (no caso dela, é difícil) grandes interpretações, começo com Um sonho a dois,  (que você pode conferir a Letra de Um sonho a dois) gravada em dueto com Roupa Nova e com KLB, mais recentemente. É uma das mais românticas, daquelas que a gente pensa que foi Joanna quem compôs. Ainda na década de 80, Joanna também imortalizou outro clássico: Amanhã talvez, que também parece ter sido composta por seu próprio punho.

Mais recentemente, no  CD Samba canção gosto demais do medley Não quero ver você triste/De tanto amor, mas não apenas deste, mas todo o CD é maravilhoso e é mais um feito apenas de interpretações. Em seu mais recente CD, Joanna presta homenagem ao maior compositor católico desse país, Pe. Zezinho, comprovando que continua fazendo justiça a merecer postagens como esta, que ressalta também o lado intérprete dessa grande compositora e artista desse país!

Um forte abraço a todos!

sábado, 5 de maio de 2012

Samba da bênção

Um leitor me pediu para fazer uma análise crítica dessa canção. De prontidão, afirmei que não costumo fazer críticas, mas sim apontar a importância da canção para a música brasileira, sobretudo as sensações e emoções que a mesma me causou. E mais, fazer uma crítica a um clássico como este, de nosso eterno poeta Vinícius e do grande músico Baden é uma tarefa que afirmo humildemente que não tenho bagagem pra tanto.

Mas, Samba da bênção é essa belíssima poesia que podemos constatar com sua letra que eu só vim conhecer na interpretação da Bebel Gilberto, recentemente e adorei. É uma exaltação ao samba, à sua construção. É como se o autor desse a receita exata de como se fazer um samba que, mesmo com tristeza, traz consigo uma esperança de se tornar alegria, já que este ritmo é considerado o pai da alegria.

Gosto também das primeiras frases, um antídoto contra a ansiedade e que nos induz a sempre sermos alegres, positivos, como o samba é e proporciona ao coração! E finalmente, quando diz que o samba é branco na poesia e negro no coração, creio que quiseram apontar para as origens do ritmo,  que brota do coração afro-descendente, proporcionando um povo e uma cultura miscigenada. E tudo isso só ressalta o que foi dito acima: uma receita para quem quer começar a criar sambas, sobretudo as novas gerações, buscando sempre seriedade e profissionalismo nesse ofício.

Samba da bênção
(Baden Powell e Vinícius de Moraes)

É melhor ser alegre que ser triste
Alegria é melhor coisa que existe
É assim como a luz do coração

Mas pra fazer um samba com beleza
É preciso um bocado de tristeza
É preciso um bocado de tristeza
Senão, não se faz um samba, não

Fazer samba não é contar piada
Quem faz samba assim não é de nada
O bom samba é uma forma de oração

Porque o samba é a tristeza que balança
A tristeza tem sempre uma esperança
De um dia não ser mais triste, não

Ponha um pouco de amor numa cadência
E vai ver que ninguém no mundo vence
A beleza que tem um samba, não

Porque o samba nasceu lá na Bahia
E se hoje ele é branco na poesia
E se hoje ele é grande na poesia
Ele é negro demais no coração

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Veio até mim quem deixou me olhar assim...

A música brasileira continua a nos apresentar novos nomes que, com certeza darão bons rumos a essa sempre melhor música do mundo. Um bom nome contemporâneo é o de Maria do Céu Witaker Poças ou simplesmente Céu, como é conhecida a cantora e compositora natual de São Paulo/SP.

Filha do maestro Edgard Poças, Céu traz música nas veias e começou cedo a se interessar por essa arte, lançando seu primeiro trabalho em 2005, alcançando bons resultados no Brasil e também no exterior. Entre alguns sucessos de seu repertório, temos Lenda, Malemolência, 10 contados, Cangote, Retrovisor, O ronco da cuíca, A flor e o espinho, Amor de antigos, Caiu na roda, Véu da noite, Chegar em mim, Cumadi, etc.

Quem já viu Céu se apresentar, seja ao vivo ou em programas de televisão reconhece em seu talento uma boa promessa para a música, sobretudo pela mescla de influências e ritmos que aprensenta, e talvez por isso já tenha conquistado um público fiel, cada vez maior, frente a seu bom trabalho apresentado.

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 1 de maio de 2012

Dia do trabalhador com música

O primeiro de maio é talvez um dos únicos feriados em que a maioria goza desse momento de descanso e reflexão, ou seja, apesar de ter gente hoje pegando no batente, creio que sejam poucos em comparação a outros feriados. Bom, feriado vem de férias e anda junto de descanso. Alguém já falou que esse país tem muitos feriados, mas com certeza esqueceu de pensar no esforço do povo, no quanto as pessoas trabalham e na qualidade dos trabalhos.

Ônibus lotado, calor, frio, chuva, trânsito difícil, jornada de trabalho elevada, salários baixos (sei que todos pensam assim, mas a maioria não apenas pensa, desfruta), pouco reconhecimento profissional, condição de trabalho questionável e precária, falta de lazer, enfim, tantas coisas que justificariam os feriados merecidos desse povo batalhador que não rima com preguiça.

São várias as canções que exaltam esse momento e já comentamos sobre isso antes (Clique aqui). Hoje, deixaremos você com essas e outras reflexões e com uma letra meio esquecida até pelos fãs de Roberto e Erasmo, de 1992. Essa canção chama-se Herói calado, pois assim é o povo brasileiro: o verdadeiro e único herói desse país. Sua letra aponta para essas e outras dificuldades que o trabalhador enfrenta e deixa mais que justificado o feriado de hoje e tantos outros que esse povo desfruta quando não sente que tem que trabalhar para complementar a renda, a vida!

Herói calado
(Roberto Carlos e Erasmo Carlos)

Ele acorda cedo demais
O dia nem clareou
Sai de casa aquele rapaz
Que nem bem dormiu já acordou

Vive preocupado, anda imprensado
Mal acomodado no trem
Pisa com cuidado pra não ser pisado
Vive com o pouco que tem

Mas quando o dia vem nascendo
Olha o céu e pede a Deus
Meu Deus, me ajuda a seguir

Quando abre a porta ele sai
Misturado na multidão
Que à luta com ele vai
Defender a vida e o pão

Pega no pesado, o corpo suado
Calo tem nas palmas das mãos
Esse herói calado, um abençoado

O nome dele é povão
Com o suor molhando o rosto
Olha o céu e pede a Deus
Meu Deus, me ajuda a seguir

Meu Deus,
Me ajuda a carregar essa cruz
Me mostra esse caminho de luz
Me pega pela mão, me conduz

O sol esquenta demais
O suor caindo no chão
No fim da tarde ele sai
Pouco tem no bolso e nas mãos

E volta imprensado e mal acomodado
E mais amarrotado no trem
Esse herói calado, um abençoado
Forte pela fé que ele tem

E chega em casa, olha os filhos e a mulher
E pede a Deus
Meu Deus, me ajuda a seguir

Meu Deus,
Me ajuda a carregar essa cruz
Me mostra esse caminho de luz
Me pega pela mão, me conduz

Um forte abraço a todos!

domingo, 29 de abril de 2012

Olhando as estrelas - 24

Eles são os senhores da Tropicália e mais que isso, fazem parte do grupo chamado gênios da música brasileira, afinal, nossa música deve muito ao talento e a história de Caetano Veloso e Gilberto Gil. Muitas dessas histórias foram produzidas juntos em shows, canções, discos, viagens, no início e no decorrer de suas carreiras, no exílio que ambos sofreram, como Os Doces Bárbaros e nas carreiras solos que vez por outra, os trazem de volta a encontros memoráveis.

Só pra citar algumas canções compostas sob suas quatro mãos geniais, temos Batmacumba, Cinema novo, Divino maravilhoso, Lindonéia, No dia em que eu vim-me embora, Panis et circensis, Xangô menino, Eles, Haiti, Iansã, etc. Caetano também tem interpretações belíssimas para canções de Gil como Super-homem (a canção) e Drão.

As carreiras de Caetano e de Gil se encontram desde o início e sempre torcemos para que novos trabalhos, novas parcerias surjam, como foi o show de fim de anos que fizeram com a Ivete Sangalo. Eles dispensam qualquer outro comentário, compondo estrelas brasileiras da maior grandezas e quando se juntam, esse brilho se torna ainda mais evidente.

Um forte abraço a todos!

sábado, 28 de abril de 2012

A Vida do viajante

Esta é das mais lindas do repertório de Gonzaga. Diria até que se contarmos as dez mais, ela vai figurar em 90% das listas que seus fãs se arriscariam a fazer. Interpretada por outros nomes, cada um a sua maneira, como Fagner, José Augusto, Chico Buarque, Dominguinhos, Lenine entre outros, podemos dizer que estamos diante de um clássico do sertão do Brasil.

E parece que Luiz Gonzaga queria mesmo uma canção que pudesse deixar para a posteridade, que sua história, ao se confundir com a de tantos que se identificam com a canção, pudesse ser contada, sobretudo na melhor forma possível, destacando a alegria e a dificuldade de ser artista, mesmo com a chuva ou com o sol escaldante, com a saudade de casa e a felicidade de fazer amigos, a simplicidade da vida que Gonzaga tanto cantou pelo país! O personagem que é o artista, diferente de quem o interpreta, que apresenta sentimentos humanos como a saudade e o cansaço da caminhada, mas se vê orgulhoso disso tudo.

A vida do viajante
(Luiz Gonzaga e Hervê Cordovil)

Minha vida é andar por esse país
Pra ver se um dia descanso feliz

Guardando as recordações
Das terras por onde passei
Andando pelos sertões
E dos amigos que lá deixei.

Chuva e sol, poeira e carvão
Longe de casa sigo o roteiro
Mais uma estação...
E a saudade no coração

Mar e terra, inverno e verão
Mostro um sorriso, mostro alegria
Mas, eu mesmo não...
E a alegria no coração

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Os Músicos do Brasil - 31

Ele é uma lenda viva entre os músicos brasileiros e se ainda há dúvida que no Brasil temos grandes músicos, tá aqui um exemplo que deixa mais que provado essa afirmação: Altamiro Aquino Carrilho. Natural de Santo Antônio de Pádua/RJ, Altamiro é o mais famoso flautista transversal de nosso país e já gravou mais de cem discos, compôs cerca de duzentas canções e se apresentou em mais de quarenta países, difundindo o choro brasileiro.

Em seu currículo tem artista do naipe de Chico Buarque, Roberto Carlos, Pixinguinha, Moreira da Silva, Orlando Silva, Francisco Alves, Carlos Galhardo, Dalva de Oliveira, Dircinha Batista, Isaurinha Garcia, Elizeth Cardoso, entre outros que sempre o requisitavam, sobretudo por ser um dos poucos que sabia solar e acompanhar o artista.

Curioso, é que aos 87 anos, Altamiro ainda está ativo em seu ofício, como poucos. E esse amor começou cedo, já que aos cinco anos brincava com uma flauta de bambu e posteriormente tocava com a família até construir e solidificar seu nome entre os grandes músicos que este país tem a honra de dispor em sua história.

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 24 de abril de 2012

Os compositores do Brasil - 47

Quem acompanha Roberto Carlos, se depara em seus CD´s antigos e mais recentes, com vários compositores, alguns datados em décadas, como é o caso de Fued Jorge Jabur, que conhecemos por Fred Jorge. Natural de Tietê/SP, Fred aparece em vários sucessos do rei nos anos 70. Mas, também trabalhou para outros artistas da Jovem Guarda, fazendo versões e composições para eles.

No repertório do Roberto, temos dele A palavra adeus, Você já me esqueceu, Todos os meus rumos, Se eu partir, Não adianta nada, O dia-a-dia e Recordações e mais nada, que foi uma das poucas composições em que Roberto divide com um parceiro que não seja o Erasmo. Outros êxitos na voz de outros artistas foram Estúpido cupido, Diana, Banho de lua, A noiva, Espere um pouco, etc.

Do Blog Emoções RC
Entre outros intérpretes de seu repertório, temos Ângela Maria, Cauby Peixoto, Celly Campelo, Carlos Gonzaga, Pato fu, Agnaldo Timóteo, Altemar Dutra, etc. Fred partiu para a eternidade em 1994, mas suas canções estão aí para mostrar que um bom trabalho pode durar para sempre!

Um forte abraço a todos!

domingo, 22 de abril de 2012

CD e DVD Roberto Carlos em Jerusalém

Gravado no último dia 07/09, exibido em 10/09 e reapresentado em 25/12/2011, chegou às lojas nesse mês de abril, o novo projeto do rei Roberto Carlos. Resultado do grandioso show realizado em Jerusalém, lançado em CD e DVD e em breve em Blue ray, o repertório foca clássicos do rei, como Emoções, Além do horizonte, Detalhes (mesclado em português, italiano, espanhol e inglês), Como é grande o meu amor por você, Outra vez, Como vai você e Mulher pequena (em português e espanhol), Proposta, Lady Laura, É preciso saber viver (presente apenas no dvd) e Jesus Cristo.

A meu ver, os melhores momentos estão em algumas canções não muito comuns em seus shows, interpretando até outros compositores como nos clássicos Eu sei que vou te amar, Falando sério, Olha, Desabafo, O portão, Pensamentos, Eu quero apenas, A montanha, Ave maria, Unforgettable e Caruso. Outros momentos do show ficaram de fora do projeto como Eu te amo te amo te amo, além de Aquarela do Brasil, que é uma ausência mais lamentada por nunca ter entrado na discografia do Roberto.

O DVD tem apresentação de Glória Maria e traz imagens intercaladas de passagens do Roberto pela Terra Santa, mas não traz extras. A canção Jerusalém de Ouro é outra grande surpresa, onde o rei a interpreta em português e em hebraico, junto a um coral. Apesar de prometer há um bom tempo um CD com canções inéditas que ainda não veio, não podemos negar que este é um grande trabalho, dos maiores de sua majestade. E nele temos canções que são inéditas na voz do rei como Unforgettable e Caruso e alguns arranjos, como o de Pensamentos, deixam as canções com cara de novas, afinal, para os fãs do rei, as emoções são sempre novas, mesmo que não sejam totalmente inéditas.

Um forte abraço a todos! 

sábado, 21 de abril de 2012

Quando o sol nascer

Quando o astro-rei pinta no céu é sinal de que um novo dia se aproxima. Novas chances, novos sentimentos, novas emoções e sensações que este novo momento pode proporcionar. Foi isto que Roberto Carlos cantou em 1981, nessa letra belíssima, mas esquecida de seu repertório, composta por Eduardo Ribeiro e Mauro Motta.

Na letra dessa canção, os autores chamam atenção para uma guinada que pode acontecer na vida da pessoa que deseja encontrar um verdadeiro amor, que precisa enxergá-lo no nascer do dia, na paisagem que esse momento proporciona, unida a todo bom sentimento que está guardado e que pode seguir em sua direção! Basta querer e abrir os braços pra tudo isso! O ritmo e o naipe de metais dessa canção é um espetáculo a parte e a interpretação do rei dispensa qualquer comentário.

Quando o sol nascer
(Eduardo Ribeiro e Mauro Motta)

Você pensa que a verdade
É o que vai na sua mente
E se esquece que no amor
Tudo é muito diferente

Quer amar e não se deixa
Se envolver e se entregar
Não demonstra o que sente
Não se lança livremente
Não se arrisca e não se dá

Experimente abrir a porta quando o dia amanhecer
E abrir os braços quando eu chegar
Ouvir o que eu não tive ainda a chance de dizer
E tudo pra você vai mudar

Vou te levar pra ver as cores desse dia feliz
Aproveitar o sol e depois
À noite em meus abraços te envolver e sonhar
Estrelas vão sorrir pra nós dois

E quando o dia amanhecer
Vou ouvir você dizer:
O amor é a coisa mais linda
Que existe entre nós

Experimente abrir a porta quando o dia amanhecer
E abrir os braços quando eu chegar
Ouvir o que eu não tive ainda a chance de dizer
E tudo pra você vai mudar

Vou te levar pra ver as cores desse dia feliz
Aproveitar o sol e depois
À noite nos meus braços te envolver e sonhar
Estrelas vão sorrir pra nós dois

E quando o dia amanhecer
(Quando o sol nascer...)
Vou ouvir você dizer
(...vou amar você)
O amor é a coisa mais linda
Que existe entre nós

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Parabéns para o rei Roberto Carlos

Roberto Carlos completa 71 anos hoje! O homem que nasceu em 1941, lá no interior do Espírito Santo, que teve uma infância humilde, cantou em rádios, brincou com amigos na rua e no rio, que teve uma família ao seu redor lhe rendendo carinhos, aprendizados e bons ensinamentos que formariam uma das melhores pessoas que o Brasil conhece em toda sua história, pois ele a escreve de uma forma fantástica, através de sua obra, onde quer que vá.

O homem que foi coroado pelo povo por apresentar um ótimo trabalho, com muita persistência e perfeição. Um gênio na música brasileira, um grande profissional que torna o Brasil um local mais agradável com seu canto e sua arte, apesar de tantas disparidades que este país apresentou e apresenta em sua história recente. Um homem que ensinou a seu público que o amor é a coisa maior e que encontramos esse amor nas coisas boas da vida, na natureza, na amizade, na fé, no levantar de um tropeço.

Roberto, como todo brasileiro, sofreu e venceu na vida. É um vitorioso porque prega aquilo que diz em suas canções que podem ser ouvidas como ensinamentos modernos e sempre atuais. Conseguiu superar as dificuldades, preconceitos e críticas à sua obra por parte de pessoas que não conseguiam compreender as coisas mais simples da vida, presentes em sua obra, em seu semblante. Agora, me diga: diante de um grande brasileiro como este, o que eu poderia dizer-lhe numa data como esta? O que um mero fã como eu, que ele sabe que existe misturado a tantos milhões de amigos que ele conquistou, poderia fazer ou dizer para agradecê-lo ou parabenizá-lo?

Resta apenas a fé que a gente herda de uma família sólida que recebemos quando nascemos e, amadurecemos com o passar do tempo. A fé que nos ascende uma pequena luz como essa do refletor da foto sob o pensamento de que ele pode receber essa energia que todos seus fãs dedicam hoje e sempre, em retribuição por todo seu amor, sua vontade em fazer o melhor por nós. Resta o singelo: muito obrigado, que ele tanto já disse e se encurvou para recebê-lo dos quatro cantos do mundo, por sua existência!

Um forte abraço a todos!