quinta-feira, 17 de maio de 2012

A madrugada, a vitrola rolando um blues...

Natural de Niterói/RJ, este é Cláudio Zoli, mais um cantor e compositor brasileiro que nossa música oferece. Cláudio iniciou sua vida artística cedo, aos 17 anos na banda de Cassiano, que se tornaria seu mestre influente. Depois, fundou a Banda Brylho, que estourou com o sucesso Noite do prazer.

Em 1986 segue carreira solo e lança seu primeiro disco e vários sucessos em sua carreira, como À francesa, Felicidade urgente, Paraíso, Flor do futuro, Na sombra de uma árvore, Joia rara, Ironia, Na chuva, Cada um cada um, Dinheiro, Férias, Coleção, etc.

Dividindo a maior parte das parcerias com Bernardo Vilhena e Ronaldo Santos, Cláudio vem traçando uma carreira cada vez mais sólida, conquistando um público cada vez mais fiel a suas canções já gravadas também por nomes como Elba Ramalho, Fábio Jr. e Marina Lima.

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 15 de maio de 2012

Os compositores do Brasil - 48

Ele tem grandes sucessos nas vozes de artistas como Zezé di Camargo e Luciano, Leandro e Leonardo, Daniel, Bruno e Marrone, Raça Negra, Roberta Miranda, entre tantos. Ele é o compositor Elias Muniz Sobrinho, conhecido apenas pelos dois primeiros nomes e autor de tantos sucessos, sobretudo do mundo sertanejo. Se você tem algum álbum sertanejo em casa, é provável que tenha Elias Muniz nos créditos das composições, pois ele é dos mais requisitados.

Só pra destacar algumas de suas mais de 300 canções, temos Você vai ver, O nosso amor é lindo, Entre um gole e outro, A fila anda, Muda de vida, Ela é demais, Maravilha, É tarde demais, Extrapolei, Que era eu, Dormi na praça, Adoro amar você, etc.

Parceiro de gente como Peninha, Carlos Colla, Luis Carlos, Fátima Leão e interpretado por tantos grandes nomes, campeão de hits e de paradas de sucesso, Elias Muniz é mais um grande compositor meio desconhecido do público, que este Blog, humildemente oferece aos seus leitores na forma dessa singela postagem!

Um forte abraço a todos!

domingo, 13 de maio de 2012

CD Eduardo Lages - Romances

Dia das mães e este é pra mim o melhor presente. Na verdade, este é um ótimo presente para o dia das mães, dos namorados, dos pais, Natal, amigo secreto, etc. Eduardo Lages se supera a cada lançamento e vem este ano com Romances, mais um grande trabalho que une grandes arranjos a canções que sempre fazem parte das nossas vidas!

Não bastasse o repertório que é de arrepiar, temos ainda um convidado que dispensa qualquer comentário, afinal acho que depois dessa participação nesse CD, esse cantor vai longe, rsrsr! Eduardo convocou seu compadre, amigo e o cantor da sua orquestra, Roberto Carlos, para participar cantando na faixa Eu nunca amei alguém como eu te amei, que o rei já houvera gravado no CD 1994 e que esse ano foi regravada por Ivete Sangalo e, comentada nessa postagem: Eu nunca amei alguém como eu te amei. A nova gravação reforça ainda o desejo de ver um novo trabalho de estúdio do Roberto, pois sua voz continua impecável!

Mas, essa não é a única grata surpresa do CD que traz clássicos nacionais como Você é linda, Carinhoso, Fascinação e Como vai você e, internacionais como As time goes by, Smoke gets in your eyes, Summer 42, She, Ben, Champagne e Here there and everywhere. Se ainda há dúvida do que foi afirmado de que este é um presente para todas as datas importantes, tente escutá-lo e segure as lágrimas de emoção nas suas faixas preferidas, pois difícil será dizer qual é a melhor. Eu mesmo já tinha pedido muito ao maestro pra ele gravar She, As time goes by e Smoke gets in your eyes, mas confesso que todas ficaram muito boas, muito refinadas, delicadas, que proporcionam um prazer imensurável. Eduardo, obrigado por mais este presentão!

Um forte abraço a todos!

sábado, 12 de maio de 2012

Dia das mães

Esse ano, o dia das mães coincide com 13 de maio, quando nós católicos lembramos as aparições de Nossa Senhora em Fátima e por que não pensar que temos um dia de dupla reverência: nossa mãe da terra e nossa mãe do céu? E por que não pensar que nossa mãe da terra é um presente do céu, de Deus, que recebemos quando nascemos e convivemos a cada dia com esse amor indefinível por seu tamanho imensurável? E por que também não pensar em Nossa Senhora, Mãe do Nosso Salvador, que Ele nos deixou como protetora e intercessora, como um presente também do céu, mesmo para quem não sinta tudo isso?

Uma canção que aglutinaria essas duas ideias é Nossa Senhora, de Roberto e Erasmo, pois é uma homenagem à nossa mãe do céu, que se estende a todas as mães, mesmo aquelas que não percebem em Maria uma virtude de mulher, dada por Deus, também como presente. Composta em 1993 e regravada posteriormente por artistas como Agnaldo Timóteo e os Padres Marcelo Rossi e Antônio Maria, essa canção tornou-se um verdadeiro hino do mundo católico e um verdadeiro clássico da música brasileira, apropriada para pessoas que comungam desse pensamento que expus nessa postagem: o de que a mãe terrestre e a mãe celeste são homenageadas hoje, pois a figura de uma está sempre presente na outra e vice-versa.

Nossa Senhora
(Roberto Carlos e Erasmo Carlos)

Cubra-me com seu manto de amor
Guarda-me na paz desse olhar
Cura-me as feridas e a dor me faz suportar

Que as pedras do meu caminho
Meus pés suportem pisar
Mesmo ferido de espinhos me ajude a passar

Se ficaram mágoas em mim
Mãe tira do meu coração
E aqueles que eu fiz sofrer, peço perdão

Se eu curvar meu corpo na dor
Me alivia o peso da cruz
Interceda por mim minha Mãe, junto a Jesus

Nossa Senhora me dê a mão
Cuida do meu coração
Da minha vida, do meu destino

Nossa Senhora me dê a mão
Cuida do meu coração
Da minha vida, do meu destino
Do meu caminho, cuida de mim

Sempre que o meu pranto rolar
Ponha sobre mim suas mãos
Aumenta minha fé e acalma o meu coração

Grande é a procissão a pedir
A misericórdia, o perdão
A cura do corpo e pra alma, a salvação

Pobres pecadores, oh! Mãe
Tão necessitados de Vós
Santa Mãe de Deus, tem piedade de nós

De joelhos aos Vossos pés
Estendei a nós Vossas mãos
Rogai por todos nós, Vossos filhos, meus irmãos

Nossa Senhora me dê a mão
Cuida do meu coração
Da minha vida, do meu destino
Do meu caminho, cuida de mim

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Posso ouvir o vento passar...

Uma das bandas do rock nacional mais cultuada dos últimos, anos por apresentar um trabalho bastante diferenciado e com um som único são os Los Hermanos, cujos integrantes são Marcelo Camelo, Rodrigo Barba, Rodrigo Amarante e Bruno Medina. E como toda banda, essa também tem seus momentos de distâncias e proximidades entre seus integrantes que estão realizando uma série de shows agora em 2012, mesmo cada um tendo seu trabalho solo paralelo.

Banda formada em 1997 no Rio de Janeiro, Los Hermanos estouraram com o single Anna Júlia, que obteve tanto sucesso e chegou a receber releitura do Beatle George Harrison, mas não ficaram só nessa, já que outros sucessos vieram como Primavera, Quem sabe, Todo carnaval tem seu fim, Cara estranho, O vencedor, Último romance, O vento, etc.

Esses caras barbudos, com uma pegada diferenciada nas guitarras, com letras interessantes e com uma vontade de contribuir positivamente com a música brasileira continuam atraindo cada vez mais fãs a seus trabalhos e torcemos para que os rumos da banda Los Hermanos sejam os melhores possíveis para os fãs e para a música brasileira!

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 8 de maio de 2012

A primeira vez que te encontrei...

Imagine um cara com mais de 90 anos, cerca de 350 78 Rpm, 38 Lp´s lançados, mais de 70 anos de carreira, ídolo do criterioso João Gilberto e ainda respeitado pelas novas gerações de samba e tido como príncipe desse gênero. Esse cara existe e ainda está ativo. Seu nome Roberto Napoleão Silva, ou simplesmente Roberto Silva, natural do Rio de Janeiro/RJ.

Pois é, embora desconhecido de muitos, desde 1938 que esse cara construiu sua carreira que continua perpetuada nos dias atuais com sucessos como Gosto que me enrosco, A primeira vez, Normélia, Juracy, Falsa baiana, Ai que saudades da Amélia, Se acaso você chegasse, Rosa, Da cor do pecado, Tristeza, Vagabundo, etc.

Enfim, nesse país de grandes cantores, de grandes sambistas, o país do samba guarda nos recantos mais nobres desse ritmo, nomes como o de Roberto Silva unido aos de tantos outros já citados aqui como Zé Ketti, Jamelão, Martinho, Zeca, Jorge, Nelson Cavaquinho, Nelson Sargento, João Nogueira, Cartola, Paulinho, Ataulfo, Ary, Dunga, Noel, Bezerra, Agepê, Arlindo, Almir, e outros que devo ter esquecido, mas que habitam o lado nobre do samba brasileiro!

Um forte abraço a todos!


domingo, 6 de maio de 2012

Os Intérpretes do Brasil - 17

Primeiro domingo de maio e a série Os Intérpretes volta com nada mais, nada menos que Joanna, uma das melhores intérpretes desse país e que o digam grandes compositores como Milton, Roberto, Chico, Caetano, Sullivan e Massadas, Isolda e tantos outros que têm nela uma das mais constantes parceiras no ramo da interpretação.

E, como o espírito dessa postagem é destacar três (no caso dela, é difícil) grandes interpretações, começo com Um sonho a dois,  (que você pode conferir a Letra de Um sonho a dois) gravada em dueto com Roupa Nova e com KLB, mais recentemente. É uma das mais românticas, daquelas que a gente pensa que foi Joanna quem compôs. Ainda na década de 80, Joanna também imortalizou outro clássico: Amanhã talvez, que também parece ter sido composta por seu próprio punho.

Mais recentemente, no  CD Samba canção gosto demais do medley Não quero ver você triste/De tanto amor, mas não apenas deste, mas todo o CD é maravilhoso e é mais um feito apenas de interpretações. Em seu mais recente CD, Joanna presta homenagem ao maior compositor católico desse país, Pe. Zezinho, comprovando que continua fazendo justiça a merecer postagens como esta, que ressalta também o lado intérprete dessa grande compositora e artista desse país!

Um forte abraço a todos!

sábado, 5 de maio de 2012

Samba da bênção

Um leitor me pediu para fazer uma análise crítica dessa canção. De prontidão, afirmei que não costumo fazer críticas, mas sim apontar a importância da canção para a música brasileira, sobretudo as sensações e emoções que a mesma me causou. E mais, fazer uma crítica a um clássico como este, de nosso eterno poeta Vinícius e do grande músico Baden é uma tarefa que afirmo humildemente que não tenho bagagem pra tanto.

Mas, Samba da bênção é essa belíssima poesia que podemos constatar com sua letra que eu só vim conhecer na interpretação da Bebel Gilberto, recentemente e adorei. É uma exaltação ao samba, à sua construção. É como se o autor desse a receita exata de como se fazer um samba que, mesmo com tristeza, traz consigo uma esperança de se tornar alegria, já que este ritmo é considerado o pai da alegria.

Gosto também das primeiras frases, um antídoto contra a ansiedade e que nos induz a sempre sermos alegres, positivos, como o samba é e proporciona ao coração! E finalmente, quando diz que o samba é branco na poesia e negro no coração, creio que quiseram apontar para as origens do ritmo,  que brota do coração afro-descendente, proporcionando um povo e uma cultura miscigenada. E tudo isso só ressalta o que foi dito acima: uma receita para quem quer começar a criar sambas, sobretudo as novas gerações, buscando sempre seriedade e profissionalismo nesse ofício.

Samba da bênção
(Baden Powell e Vinícius de Moraes)

É melhor ser alegre que ser triste
Alegria é melhor coisa que existe
É assim como a luz do coração

Mas pra fazer um samba com beleza
É preciso um bocado de tristeza
É preciso um bocado de tristeza
Senão, não se faz um samba, não

Fazer samba não é contar piada
Quem faz samba assim não é de nada
O bom samba é uma forma de oração

Porque o samba é a tristeza que balança
A tristeza tem sempre uma esperança
De um dia não ser mais triste, não

Ponha um pouco de amor numa cadência
E vai ver que ninguém no mundo vence
A beleza que tem um samba, não

Porque o samba nasceu lá na Bahia
E se hoje ele é branco na poesia
E se hoje ele é grande na poesia
Ele é negro demais no coração

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Veio até mim quem deixou me olhar assim...

A música brasileira continua a nos apresentar novos nomes que, com certeza darão bons rumos a essa sempre melhor música do mundo. Um bom nome contemporâneo é o de Maria do Céu Witaker Poças ou simplesmente Céu, como é conhecida a cantora e compositora natual de São Paulo/SP.

Filha do maestro Edgard Poças, Céu traz música nas veias e começou cedo a se interessar por essa arte, lançando seu primeiro trabalho em 2005, alcançando bons resultados no Brasil e também no exterior. Entre alguns sucessos de seu repertório, temos Lenda, Malemolência, 10 contados, Cangote, Retrovisor, O ronco da cuíca, A flor e o espinho, Amor de antigos, Caiu na roda, Véu da noite, Chegar em mim, Cumadi, etc.

Quem já viu Céu se apresentar, seja ao vivo ou em programas de televisão reconhece em seu talento uma boa promessa para a música, sobretudo pela mescla de influências e ritmos que aprensenta, e talvez por isso já tenha conquistado um público fiel, cada vez maior, frente a seu bom trabalho apresentado.

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 1 de maio de 2012

Dia do trabalhador com música

O primeiro de maio é talvez um dos únicos feriados em que a maioria goza desse momento de descanso e reflexão, ou seja, apesar de ter gente hoje pegando no batente, creio que sejam poucos em comparação a outros feriados. Bom, feriado vem de férias e anda junto de descanso. Alguém já falou que esse país tem muitos feriados, mas com certeza esqueceu de pensar no esforço do povo, no quanto as pessoas trabalham e na qualidade dos trabalhos.

Ônibus lotado, calor, frio, chuva, trânsito difícil, jornada de trabalho elevada, salários baixos (sei que todos pensam assim, mas a maioria não apenas pensa, desfruta), pouco reconhecimento profissional, condição de trabalho questionável e precária, falta de lazer, enfim, tantas coisas que justificariam os feriados merecidos desse povo batalhador que não rima com preguiça.

São várias as canções que exaltam esse momento e já comentamos sobre isso antes (Clique aqui). Hoje, deixaremos você com essas e outras reflexões e com uma letra meio esquecida até pelos fãs de Roberto e Erasmo, de 1992. Essa canção chama-se Herói calado, pois assim é o povo brasileiro: o verdadeiro e único herói desse país. Sua letra aponta para essas e outras dificuldades que o trabalhador enfrenta e deixa mais que justificado o feriado de hoje e tantos outros que esse povo desfruta quando não sente que tem que trabalhar para complementar a renda, a vida!

Herói calado
(Roberto Carlos e Erasmo Carlos)

Ele acorda cedo demais
O dia nem clareou
Sai de casa aquele rapaz
Que nem bem dormiu já acordou

Vive preocupado, anda imprensado
Mal acomodado no trem
Pisa com cuidado pra não ser pisado
Vive com o pouco que tem

Mas quando o dia vem nascendo
Olha o céu e pede a Deus
Meu Deus, me ajuda a seguir

Quando abre a porta ele sai
Misturado na multidão
Que à luta com ele vai
Defender a vida e o pão

Pega no pesado, o corpo suado
Calo tem nas palmas das mãos
Esse herói calado, um abençoado

O nome dele é povão
Com o suor molhando o rosto
Olha o céu e pede a Deus
Meu Deus, me ajuda a seguir

Meu Deus,
Me ajuda a carregar essa cruz
Me mostra esse caminho de luz
Me pega pela mão, me conduz

O sol esquenta demais
O suor caindo no chão
No fim da tarde ele sai
Pouco tem no bolso e nas mãos

E volta imprensado e mal acomodado
E mais amarrotado no trem
Esse herói calado, um abençoado
Forte pela fé que ele tem

E chega em casa, olha os filhos e a mulher
E pede a Deus
Meu Deus, me ajuda a seguir

Meu Deus,
Me ajuda a carregar essa cruz
Me mostra esse caminho de luz
Me pega pela mão, me conduz

Um forte abraço a todos!

domingo, 29 de abril de 2012

Olhando as estrelas - 24

Eles são os senhores da Tropicália e mais que isso, fazem parte do grupo chamado gênios da música brasileira, afinal, nossa música deve muito ao talento e a história de Caetano Veloso e Gilberto Gil. Muitas dessas histórias foram produzidas juntos em shows, canções, discos, viagens, no início e no decorrer de suas carreiras, no exílio que ambos sofreram, como Os Doces Bárbaros e nas carreiras solos que vez por outra, os trazem de volta a encontros memoráveis.

Só pra citar algumas canções compostas sob suas quatro mãos geniais, temos Batmacumba, Cinema novo, Divino maravilhoso, Lindonéia, No dia em que eu vim-me embora, Panis et circensis, Xangô menino, Eles, Haiti, Iansã, etc. Caetano também tem interpretações belíssimas para canções de Gil como Super-homem (a canção) e Drão.

As carreiras de Caetano e de Gil se encontram desde o início e sempre torcemos para que novos trabalhos, novas parcerias surjam, como foi o show de fim de anos que fizeram com a Ivete Sangalo. Eles dispensam qualquer outro comentário, compondo estrelas brasileiras da maior grandezas e quando se juntam, esse brilho se torna ainda mais evidente.

Um forte abraço a todos!

sábado, 28 de abril de 2012

A Vida do viajante

Esta é das mais lindas do repertório de Gonzaga. Diria até que se contarmos as dez mais, ela vai figurar em 90% das listas que seus fãs se arriscariam a fazer. Interpretada por outros nomes, cada um a sua maneira, como Fagner, José Augusto, Chico Buarque, Dominguinhos, Lenine entre outros, podemos dizer que estamos diante de um clássico do sertão do Brasil.

E parece que Luiz Gonzaga queria mesmo uma canção que pudesse deixar para a posteridade, que sua história, ao se confundir com a de tantos que se identificam com a canção, pudesse ser contada, sobretudo na melhor forma possível, destacando a alegria e a dificuldade de ser artista, mesmo com a chuva ou com o sol escaldante, com a saudade de casa e a felicidade de fazer amigos, a simplicidade da vida que Gonzaga tanto cantou pelo país! O personagem que é o artista, diferente de quem o interpreta, que apresenta sentimentos humanos como a saudade e o cansaço da caminhada, mas se vê orgulhoso disso tudo.

A vida do viajante
(Luiz Gonzaga e Hervê Cordovil)

Minha vida é andar por esse país
Pra ver se um dia descanso feliz

Guardando as recordações
Das terras por onde passei
Andando pelos sertões
E dos amigos que lá deixei.

Chuva e sol, poeira e carvão
Longe de casa sigo o roteiro
Mais uma estação...
E a saudade no coração

Mar e terra, inverno e verão
Mostro um sorriso, mostro alegria
Mas, eu mesmo não...
E a alegria no coração

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Os Músicos do Brasil - 31

Ele é uma lenda viva entre os músicos brasileiros e se ainda há dúvida que no Brasil temos grandes músicos, tá aqui um exemplo que deixa mais que provado essa afirmação: Altamiro Aquino Carrilho. Natural de Santo Antônio de Pádua/RJ, Altamiro é o mais famoso flautista transversal de nosso país e já gravou mais de cem discos, compôs cerca de duzentas canções e se apresentou em mais de quarenta países, difundindo o choro brasileiro.

Em seu currículo tem artista do naipe de Chico Buarque, Roberto Carlos, Pixinguinha, Moreira da Silva, Orlando Silva, Francisco Alves, Carlos Galhardo, Dalva de Oliveira, Dircinha Batista, Isaurinha Garcia, Elizeth Cardoso, entre outros que sempre o requisitavam, sobretudo por ser um dos poucos que sabia solar e acompanhar o artista.

Curioso, é que aos 87 anos, Altamiro ainda está ativo em seu ofício, como poucos. E esse amor começou cedo, já que aos cinco anos brincava com uma flauta de bambu e posteriormente tocava com a família até construir e solidificar seu nome entre os grandes músicos que este país tem a honra de dispor em sua história.

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 24 de abril de 2012

Os compositores do Brasil - 47

Quem acompanha Roberto Carlos, se depara em seus CD´s antigos e mais recentes, com vários compositores, alguns datados em décadas, como é o caso de Fued Jorge Jabur, que conhecemos por Fred Jorge. Natural de Tietê/SP, Fred aparece em vários sucessos do rei nos anos 70. Mas, também trabalhou para outros artistas da Jovem Guarda, fazendo versões e composições para eles.

No repertório do Roberto, temos dele A palavra adeus, Você já me esqueceu, Todos os meus rumos, Se eu partir, Não adianta nada, O dia-a-dia e Recordações e mais nada, que foi uma das poucas composições em que Roberto divide com um parceiro que não seja o Erasmo. Outros êxitos na voz de outros artistas foram Estúpido cupido, Diana, Banho de lua, A noiva, Espere um pouco, etc.

Do Blog Emoções RC
Entre outros intérpretes de seu repertório, temos Ângela Maria, Cauby Peixoto, Celly Campelo, Carlos Gonzaga, Pato fu, Agnaldo Timóteo, Altemar Dutra, etc. Fred partiu para a eternidade em 1994, mas suas canções estão aí para mostrar que um bom trabalho pode durar para sempre!

Um forte abraço a todos!

domingo, 22 de abril de 2012

CD e DVD Roberto Carlos em Jerusalém

Gravado no último dia 07/09, exibido em 10/09 e reapresentado em 25/12/2011, chegou às lojas nesse mês de abril, o novo projeto do rei Roberto Carlos. Resultado do grandioso show realizado em Jerusalém, lançado em CD e DVD e em breve em Blue ray, o repertório foca clássicos do rei, como Emoções, Além do horizonte, Detalhes (mesclado em português, italiano, espanhol e inglês), Como é grande o meu amor por você, Outra vez, Como vai você e Mulher pequena (em português e espanhol), Proposta, Lady Laura, É preciso saber viver (presente apenas no dvd) e Jesus Cristo.

A meu ver, os melhores momentos estão em algumas canções não muito comuns em seus shows, interpretando até outros compositores como nos clássicos Eu sei que vou te amar, Falando sério, Olha, Desabafo, O portão, Pensamentos, Eu quero apenas, A montanha, Ave maria, Unforgettable e Caruso. Outros momentos do show ficaram de fora do projeto como Eu te amo te amo te amo, além de Aquarela do Brasil, que é uma ausência mais lamentada por nunca ter entrado na discografia do Roberto.

O DVD tem apresentação de Glória Maria e traz imagens intercaladas de passagens do Roberto pela Terra Santa, mas não traz extras. A canção Jerusalém de Ouro é outra grande surpresa, onde o rei a interpreta em português e em hebraico, junto a um coral. Apesar de prometer há um bom tempo um CD com canções inéditas que ainda não veio, não podemos negar que este é um grande trabalho, dos maiores de sua majestade. E nele temos canções que são inéditas na voz do rei como Unforgettable e Caruso e alguns arranjos, como o de Pensamentos, deixam as canções com cara de novas, afinal, para os fãs do rei, as emoções são sempre novas, mesmo que não sejam totalmente inéditas.

Um forte abraço a todos! 

sábado, 21 de abril de 2012

Quando o sol nascer

Quando o astro-rei pinta no céu é sinal de que um novo dia se aproxima. Novas chances, novos sentimentos, novas emoções e sensações que este novo momento pode proporcionar. Foi isto que Roberto Carlos cantou em 1981, nessa letra belíssima, mas esquecida de seu repertório, composta por Eduardo Ribeiro e Mauro Motta.

Na letra dessa canção, os autores chamam atenção para uma guinada que pode acontecer na vida da pessoa que deseja encontrar um verdadeiro amor, que precisa enxergá-lo no nascer do dia, na paisagem que esse momento proporciona, unida a todo bom sentimento que está guardado e que pode seguir em sua direção! Basta querer e abrir os braços pra tudo isso! O ritmo e o naipe de metais dessa canção é um espetáculo a parte e a interpretação do rei dispensa qualquer comentário.

Quando o sol nascer
(Eduardo Ribeiro e Mauro Motta)

Você pensa que a verdade
É o que vai na sua mente
E se esquece que no amor
Tudo é muito diferente

Quer amar e não se deixa
Se envolver e se entregar
Não demonstra o que sente
Não se lança livremente
Não se arrisca e não se dá

Experimente abrir a porta quando o dia amanhecer
E abrir os braços quando eu chegar
Ouvir o que eu não tive ainda a chance de dizer
E tudo pra você vai mudar

Vou te levar pra ver as cores desse dia feliz
Aproveitar o sol e depois
À noite em meus abraços te envolver e sonhar
Estrelas vão sorrir pra nós dois

E quando o dia amanhecer
Vou ouvir você dizer:
O amor é a coisa mais linda
Que existe entre nós

Experimente abrir a porta quando o dia amanhecer
E abrir os braços quando eu chegar
Ouvir o que eu não tive ainda a chance de dizer
E tudo pra você vai mudar

Vou te levar pra ver as cores desse dia feliz
Aproveitar o sol e depois
À noite nos meus braços te envolver e sonhar
Estrelas vão sorrir pra nós dois

E quando o dia amanhecer
(Quando o sol nascer...)
Vou ouvir você dizer
(...vou amar você)
O amor é a coisa mais linda
Que existe entre nós

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Parabéns para o rei Roberto Carlos

Roberto Carlos completa 71 anos hoje! O homem que nasceu em 1941, lá no interior do Espírito Santo, que teve uma infância humilde, cantou em rádios, brincou com amigos na rua e no rio, que teve uma família ao seu redor lhe rendendo carinhos, aprendizados e bons ensinamentos que formariam uma das melhores pessoas que o Brasil conhece em toda sua história, pois ele a escreve de uma forma fantástica, através de sua obra, onde quer que vá.

O homem que foi coroado pelo povo por apresentar um ótimo trabalho, com muita persistência e perfeição. Um gênio na música brasileira, um grande profissional que torna o Brasil um local mais agradável com seu canto e sua arte, apesar de tantas disparidades que este país apresentou e apresenta em sua história recente. Um homem que ensinou a seu público que o amor é a coisa maior e que encontramos esse amor nas coisas boas da vida, na natureza, na amizade, na fé, no levantar de um tropeço.

Roberto, como todo brasileiro, sofreu e venceu na vida. É um vitorioso porque prega aquilo que diz em suas canções que podem ser ouvidas como ensinamentos modernos e sempre atuais. Conseguiu superar as dificuldades, preconceitos e críticas à sua obra por parte de pessoas que não conseguiam compreender as coisas mais simples da vida, presentes em sua obra, em seu semblante. Agora, me diga: diante de um grande brasileiro como este, o que eu poderia dizer-lhe numa data como esta? O que um mero fã como eu, que ele sabe que existe misturado a tantos milhões de amigos que ele conquistou, poderia fazer ou dizer para agradecê-lo ou parabenizá-lo?

Resta apenas a fé que a gente herda de uma família sólida que recebemos quando nascemos e, amadurecemos com o passar do tempo. A fé que nos ascende uma pequena luz como essa do refletor da foto sob o pensamento de que ele pode receber essa energia que todos seus fãs dedicam hoje e sempre, em retribuição por todo seu amor, sua vontade em fazer o melhor por nós. Resta o singelo: muito obrigado, que ele tanto já disse e se encurvou para recebê-lo dos quatro cantos do mundo, por sua existência!

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 17 de abril de 2012

Ginásio de Esportes Geraldo Magalhães - o Geraldão

Esse Ginásio tem histórias e grandes lembranças para o povo pernambucanco. Inaugurado em 1970, o Geraldão, em formato de nave espacial (e que belíssima arquitetura ele tem), permitiu que o Recife pudesse cediar grandes partidas do esporte nacional, além de ser rota dos melhores shows nacionais e internacionais, durante três décadas: 70, 80 e 90.

Em termos de música, por aqui passaram grandes shows que ecoaram pela Imbiribeira, bairro do Recife onde ele se situa. Quem passa e o vê abandonado não tem coragem de entrar e se deparar com o imenso silêncio em que vive, contrastando com todos os gritos dos fãs emocionados ao verem seus artistas favoritos pela primeira, segunda, enésima vez. Rita Lee, Raul Seixas, Fábio Jr., Xuxa, Joanna, José Augusto, Julio Iglesias, Os trapalhões, A-ha, Gilberto Gil e tantos outros escreveram a história musical deste lugar.

A nostalgia toma conta de mim pois aqui vi pela primeira vez o rei Roberto Carlos em 1994, em seu aniversário e como isso não poderia ser inesquecível? Vi Roberto homenagear Pinga (empresário que trazia vários artistas, inclusive Roberto ao Nordeste) por realizar seu show de número 10.000 em 1997. Aqui vi Roberto voltar ao Brasil e chorar em 2000. Vi em 2006 o último show que ele fez aqui, o primeiro que vi com minha noiva. Incrível imaginar e ainda hoje sonhar com esse estádio lotado, o povão mesmo, todas as classes sociais, da arquibancada aos camarotes, de pé aguardando o rei chegar e encantar.

Pinga e Roberto fizeram história no Geraldão.

Prometo depois contar cada um desses shows que vi no Geraldão e confesso que mesmo indo a outros locais em Recife, não encontro a mesma emoção e respeito que aquele público tinha por seu artista, porque simplesmente era de arrepiar o côro e a emoção que se sentia ali. Sinto saudades demais dos shows que o Pinga organizava (Foi ele quem trouxe Roberto pela primeira vez ao Geraldão em 1972), pois ele pensava mesmo no povo, no verdadeiro fã do artista, quando definia o preço do ingresso e os locais que cada fã tinha a seu dispor para presenciar seu artista, sem essa separação toda que se presencia hoje. O ginásio lembra um disco voador e era essa mesma sensação que sentíamos: sermos transportados para um mundo de sonhos e de muitas emoções. Quem dera, pudessem dar a devida sensação a essa nave que parece esquecida e sucateada, mas isso é apenas no presente, pois em nosso passado, ela estará sempre a todo vapor, carregando nossas boas lembranças!

Um forte abraço a todos!

domingo, 15 de abril de 2012

CD Perfil Luiz Melodia

O Perfil de Luiz Melodia, lançado em 2003 teve um toque diferente de todos as outras edições lançadas pelos outros artistas até então e creio que até agora, pois não tenho conhecimento de haver outra coletânea desta série, quase que totalmente com fonogramas ao vivo ou acústicos ao vivo, como é o caso de quase todas as faixas, com exceção da faixa Valsa brasileira, gravada em estúdio.

Então, ao adquirirmos esse trabalho, temos as letras das canções e também a sensação de que estamos ouvindo seu show com clássicos como Negro gato, Fadas, O caderninho, Dores de amores, Farrapo humano, Pérola negra/A coitadinha fracassou, Ébano, Cara a cara, O sangue não nega, Magrelinha, Palhaço, Codinome beija-flor, Maura, Congênito e Estácio Holly Estácio.

Com um repertório destes, com canções que não faltam nas apresentações do Melodia, pois são também marcantes para a música brasileira, podemos ter certeza que trata-se de uma ótima coletânea dele, embora sempre faltará esta ou aquela canção que apreciamos de um artista como este.

Um forte abraço a todos!

sábado, 14 de abril de 2012

A canção tocou na hora errada

A música é parceira inseparável em todos os momentos das nossas vidas. E quando gostamos dessa parceria, percebemos que isso é uma tona que se torna cada vez mais forte, pois buscamos associar cada acontecimento à uma canção, seja ele alegre ou triste, pois possuímos um leque vasto de canções com os mais variados temas que se adequam a várias situações.

A canção tocou na hora errada é uma das mais lindas músicas compostas e cantadas pela Ana Carolina. Sua letra traz um personagem confuso pela dor da distância, pela separação, que a autora prefere chamar de chuva e temporal. O tema abordado anda no caminho contrário, pois a maioria das pessoas pensam em uma canção tocando no momento certo, daquele imenso amor. Mas, aqui a música parece meio vazia, sem a companhia desejada, dando a sensação de que não é bem-vinda, quando na verdade foi ela que melhorou o ânimo ao trazer a saudade, tanto é que a personagem nem entende porque tudo acabou e repete isso em vários momentos!

A canção tocou na hora errada
(Ana Carolina)

A canção tocou na hora errada
E eu que pensei que eu sabia tudo
Mas se é você eu não sei nada

Quando ouvi a canção, era madrugada
Eu vi você, até sentir tua mão
E achei até que me caia bem como uma luva
Mas veio a chuva e ficou tudo tão desigual

A canção tocou no rádio agora
Mas você não pôde ouvir por causa do temporal

Mas guardei tuas cartas com letras de fôrma
Mas já não sei de que forma mesmo você foi embora
Mas já não sei de que forma mesmo você foi embora

A canção tocou na hora errada
Mas não tem nada não, eu até lembrei
Das rosas que dão no inverno

Mas guardei tuas cartas com letras de fôrma
Mas já não sei de que forma mesmo você foi embora
Mas já não sei de que forma mesmo você foi embora

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Quem me vai curar o coração partido?...

Um dos artistas recentes que conquistou seu sucesso no mundo e também no Brasil nos últimos 20 anos é o espanhol Alejandro Sanz. Natural de Madri/Es, Alejandro tem na música brasileira um suporte, pois tem interagido com artistas da nova geração de nossa música e afirma trazer consigo influências de astros brasileiros, de quem afirma ser fã.

Começou sua carreira no começo dos anos 90 e lançou vários CD´s. Mas, foi em 1997 que estourou no mundo todo, inclusive no Brasil, com as canções Corazon partio e Amiga mia. Daí pra frente, outros sucessos como Una noche, La tortura, El tren de los momentos, Tú no tienes alma, No es lo mismo, etc.

Alejandro tem aparecido em algumas entrevistas nacionais e vez por outra, faz shows no Brasil, sempre com destaque e com um público cada vez mais fiel. Um artistas versátil e carismático que tem talento para interagir com Julio Iglesias, com Ivete Sangalo ou com Tony Bennet e torcemos para que haja cada vez mais ligação dele com o Brasil, onde contemplamos seu talento.

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 10 de abril de 2012

A vida tem dessas coisas...

Um dos artistas recentes e que com certeza deve encontrar seu espaço na música brasileira é Alex Cohen. Natural do Rio de Janeiro/RJ, Alex vem abrindo shows de diversos artistas, interpretando sucessos de outros compositores e também de sua autoria. Desde cedo e sob influência de seu pai, que aos seis anos lhe presenteou com uma guitarra e um livro de acordes com os sucessos do rei Roberto Carlos, de quem se tornou fã, Alex enveredou para a música.

Cantando nas noites do Rio, de bar em bar, chegou às casas noturnas e estreou seus primeiros shows. Entre os sucessos de seu repertório temos A vida tem dessas coisas, Perdido de amor, Descobri que te amo, Coisas de casal, Quem de nós dois, Ninguém vai tirar você de mim, Hotel Califórnia, Sou teu refém, Um pro outro, Essência do prazer, Se for pra valer, Eu me lembro, etc.

Determinação é a palavra que combina bem com Alex e com um trabalho sem apelações, feito com muita dedicação e talento que, com certeza, formará mais um grande nome da nossa música brasileira contemporânea para futuras gerações!

Um forte abraço a todos!

domingo, 8 de abril de 2012

CD José Augusto Sempre

José Augusto é aquele cantor romântico que os brasileiros aprenderam a admirar desde a década de 70. Dono de vários clássicos, passou a habitar todo e qualquer bom repertório de músicas românticas. A coletânea Sempre, lançada pela Som livre em 2008 é um bom exemplo disso.

Não podemos dizer que aqui estão suas canções mais conhecidas, pois sentiríamos falta de clássicos como Sábado, Fantasias, Fui eu, Aguenta coração e Sonho por sonho, entre outras que podem ser conferidas por exemplo em seu projeto acústico que você confere clicando em José Augusto Minha vida. Mas, podemos pensar que esta coletânea completa aquele trabalho, na medida que trata-se de um artista que tem muitas músicas "as melhores" para caberem em um só CD.

Sendo assim, conferimos o José Augusto dos anos 70 em canções como Doce engano, Quem nega luz na sombra vai morrer, Fascinação, Luzes da Ribalta, Ritmo da chuva, até os anos 80 e 90 com Amantes, Coisinha estúpida, A noite mais linda e Bésame mucho, até chegar a seu projeto sertanejo com Vida cigana, Indiferença, Tocando em frente, Toada e A vida de viajante. Ou seja, o mesmo José Augusto sempre, romântico e emocionante.

Um forte abraço a todos!

sábado, 7 de abril de 2012

Um certo galileu

Há algum tempo atrás, comentamos sobre o autor dessa canção e apresentamos a letra, ao menos a versão tradicional e mais conhecida. Isto mesmo: Pe. Zezinho, depois de alguns anos, concluiu a letra de Um certo galileu, canção tão linda que figura nas igrejas, sobretudo nesse momento pascal.

Dizem que muitas pessoas cobravam do padre o fato dele ter "matado" Jesus na canção e não o ter ressucitado, já que a letra encerrava no momento em que Jesus era crucificado. Pensando assim, Pe. Zezinho compôs os versos finais que caracterizam também a ressurreição, regravada recentemente pela Joanna, apresentando assim uma das mais belas canções sobre a vida de Jesus que já se ouviu:

Um certo galileu
(Pe. Zezinho)

Um certo dia, a beira mar
Apareceu um jovem Galileu
Ninguém podia imaginar
Que alguém pudesse amar do jeito que ele amava
Seu jeito simples de conversar
Tocava o coração de quem o escutava

E seu nome era Jesus de Nazaré
Sua fama se espalhou e todos vinham ver
O fenômeno do jovem pregador
Que tinha tanto amor

Naquelas praias, naquele mar
Naquele rio, em casa de Zaqueu
Naquela estrada, naquele sol
E o povo a escutar histórias tão bonitas
Seu jeito amigo de se expressar
Enchia o coração de paz tão infinita

E seu nome era Jesus de Nazaré
Sua fama se espalhou e todos vinham ver
O fenômeno do jovem pregador
Que tinha tanto amor

Em plena rua, naquele chão
Naquele poço e em casa de Simão
Naquela relva, no entardecer
O mundo viu nascer a paz de uma esperança
Seu jeito puro de perdoar
Fazia o coração voltar a ser criança

E seu nome era Jesus de Nazaré
Sua fama se espalhou e todos vinham ver
O fenômeno do jovem pregador
Que tinha tanto amor

Um certo dia, ao tribunal
Alguém levou o jovem Galileu
Ninguém sabia qual foi o mal
E o crime que ele fez; quais foram seus pecados
Seu jeito honesto de denunciar
Mexeu na posição de alguns privilegiados

E mataram a Jesus de Nazaré
E no meio de ladrões puseram sua cruz
Mas o mundo ainda tem medo de Jesus
Que tinha tanto amor...

VITORIOSO! RESSUSCITOU!
Após três dias à vida Ele voltou
Ressuscitado, não morre mais
Está junto do Pai pois Ele é o Filho Eterno
Mas Ele vive em cada lar
E onde se encontrar um coração fraterno

Proclamamos que Jesus de Nazaré
Glorioso e triunfante, Deus conosco está!
Ele é o Cristo e a razão da nossa fé
E um dia voltará

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Erguei as mãos e cantai como filhos do Senhor...

Ele é campeão de vendas dos últimos quinze anos no meio católico e da música brasileira. Recentemente, também se mostrou bom vendedor de livros. A música católica se renova e ele é pioneiro nisso. Estou falando de Marcelo Mendonça Rossi, que todos conhecemos como o Pe. Marcelo Rossi. Natural de São Paulo/SP, Pe. Marcelo lançou seu primeiro grande CD em 1998, batendo recordes de vendagens dentro da música brasileira.

E a cada lançamento, mais sucessos que se integram às missas carismáticas país afora, como Quero mergulhar nas profundezas, Oração de São Francisco, Sonda-me, Nossa Senhora, Te louvo em verdade, Noites traiçoeiras, Pai nosso, Ninguém te ama como eu, Anjos de Deus, Basta querer, A alegria, Meu coração é para ti, Erguei as mãos, Fé, Ele está pra chegar, Reunidos aqui, etc.

O Pe. Marcelo é um fenômeno de vendas dentro da música brasileira, porém, mais que isso, é responsável por atrair mais jovens ao mundo católico, na medida que promove uma renovação artística nesse meio, levando, através do seu ofício, a música cristã renovada, que ganha cada vez mais admiradores.

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 3 de abril de 2012

E eu te louvarei Senhor, levantando a Ti minhas mãos...

Gosto de divulgar a música brasileira sob todas as suas vertentes. Este espaço é democrático e todos os estilos devem figurar nessa nossa eclécita música brasileira. Esta cantora é uma das mais talentosas do mundo gospel nacional. Seu nome: Aline Kistenmacker Barros dos Santos ou simplesmente Aline Barros.

Natural do Rio de Janeiro, Aline teve suas primeiras inclinações musicais ao dois anos, segundo seus pais. Aos 18 anos, já em 1995 grava seu primeiro trabalho e a partir daí começa a colecionar prêmios e recordes dentro de seu segmento musical e da nossa música, divulgando seu trabalho, inclusive no exterior.

Com uma qualidade musical excelente, entre os sucessos de seu repertório estão Fico feliz, Ressucita-me, Sonda-me usa-me, Deus do impossível, Para sempre te adorarei, Quero te louvar, Bem mais que tudo, Família, Bom é ser criança, etc. Nesta semana em que estamos vivenciando momentos pascais, nada melhor que ouvir suas canções para refletirmos e nos renovarmos!

Um forte abraço a todos!

domingo, 1 de abril de 2012

Os Intérpretes do Brasil - 16

Hoje é dia primeiro de abril, dia da mentira. Mas, uma verdade musical incontestável é que este país apresenta grandes intérpretes e hoje essa série mostra mais um: Agnaldo Rayol. Dono de uma belíssima e inconfundível voz, Agnaldo é intérprete por excelência, pois durante toda sua carreira, interpretou e imortalizou canções de outros compositores.

E como o espírito dessa postagem é destacar três grandes composições suas, começo pela Ave Maria, que seja a de Gounod ou a de Schubert´s, ou a brasileira de Vicente de Paiva ou a do morro, de Herivelton Martins (pior é que eu já citei mais de três interpretações), creio que não há algum devoto da Virgem, nesse país, que não segure a lágrima ou a deixe rolar diante de suas interpretações para estas canções!

Mas, Agnaldo não se restringe apenas ao repertório religioso. É o brasileiro mais italiano em interpretações de canções como a belíssima Tormento di amore. E eu também adoro vê-lo cantar clássicos brasileiros, a exemplo de Eu sei que vou te amar. E como manda a regra dessa postagem, paro por aqui, mas deixo o leitor a imaginar quais canções são belas em sua voz, pois tenho certeza que serão inúmeras!

Um forte abraço a todos!

sábado, 31 de março de 2012

Bastidores

Essa música é a cara do Cauby. Não sei se tem tudo a ver com o Cauby, mas é como se ela descrevesse direitinho este personagem da nossa música, quando ele interpreta essa canção. A força é tanta que ele incorpora o personagem da música e ninguém consegue imaginar alguém diferente do Cauby sofrendo o que a letra do Chico diz, mesmo quando o autor ou outro intérprete se arrisque a cantá-la.

Bastidores foi feita para a irmã do Chico, Cristina Buarque, e fala do amor sofrido, desesperado e que busca força no canto, na música para ressurgir das cinzas com a glória do aplauso. Tornou-se praticamente uma tatuagem do Cauby que chora com sua interpretação. Uma genialidade do Chico colocar em confronto a atuação da estrela com o sentimento oculto nos bastidores que o acompanha ao palco em seus pensamentos. Com cenas que remetem ao teatro, Bastidores é um dos clássicos da música brasileira que põe seu imortal intérprete no topo dos grandes talentos que esse país oferece em sua música.

Bastidores
(Chico Buarque)

Chorei, chorei
Até ficar com dó de mim
E me tranquei no camarim
Tomei o calmante, o excitante
E um bocado de gim

Amaldiçoei
O dia em que te conheci
Com muitos brilhos me vesti
Depois me pintei, me pintei
Me pintei, me pintei

Cantei, cantei
Como é cruel cantar assim
E num instante de ilusão
Te vi pelo salão
A caçoar de mim

Não me troquei
Voltei correndo ao nosso lar
Voltei pra me certificar
Que tu nunca mais vais voltar
Vais voltar, vais voltar

Cantei, cantei
Nem sei como eu cantava assim
Só sei que todo o cabaré
Me aplaudiu de pé
Quando cheguei ao fim

Mas não bisei
Voltei correndo ao nosso lar
Voltei pra me certificar
Que nunca mais vais voltar

Cantei, cantei
Jamais cantei tão lindo assim
E os homens lá pedindo bis
Bêbados e febris
A se rasgar por mim

Chorei, chorei
Até ficar com dó de mim

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 29 de março de 2012

Os Músicos do Brasil - 30

Eles formam um dos grupos mais bem sucedidos dos últimos anos, divulgando a música instrumental, sobretudo aquela que envolve violinos, trabalhando o clássico e o popular. Naturais do Rio Grande do Sul, formam o grupo Família Lima: o pai José Carlos, os filhos Amon-rá, Moisés e Lucas e o primo destes Allen Campos.

A música sempre aconteceu em família, mas o estouro ocorreu em 1994 com a primeira apresentação e com o lançamento da música Primeiro amor. A partir disso, conseguiram popularizar seu estilo e também se apresentaram em várias partes do país e no exterior. Entre os sucessos da banda, temos Teu beijo, Não vá, Funiculi funicula, Escrito no céu, O barbeiro de Sevilha, Meu anjo, Nunca mais, etc.

É interessante perceber que, em muitos casos, músicos talentosos aproveitam o espaço que dispõem para popularizar o instrumento e a música que este emite, seu som enfim. Não sei se é este o próposito da banda, mas é muito interessante vê-los com aquelas cordas e com toda a classe que lhes são peculiares, divulgando sua arte por aí!

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 27 de março de 2012

Bate agora, mais um pouco, outra vez, obrigado...

Formação clássica da dupla
A gênese da música caipira nacional encontra nessa dupla uma das suas mais gratas origens. Eles são  Murilo Alvarenga, natural de Itaúna/MG, e Diésis dos Anjos Gaia, natural de Jacareí/SP, que desde o final dos anos 1920, até a década de 70, encantaram o país como a dupla Alvarenga e Ranchinho. Diesis ficou na dupla até 1965 quando saiu e foi substituído por Homero de Souza Campos, natural de Campos Gerais/MG e tido como o Ranchinho 2.

A dupla cantou em circos desde os anos 1929 e só gravaram o primeiro compacto em 1936. Caracterizaram-se por serem mestres em sátiras políticas, o que os levou a participar de várias campanhas eleitorais, além de participarem de vários filmes. Entre os sucessos inesquecíveis, temos Seu condutor, Rancho fundo, Drama da Angélica, Nóis em Buenos Aires, Valsa das palmas, Seresta, Boi amarelinho e um clássico que remete a todos à capital paulista: Ê! São Paulo.

Alvarenga partiu para a eternidade em 1978, Ranchinho em 1991 e Ranchinho 2 em 1997. Mas, toda música sertaneja tem em Alvarenga e Ranchinho o começo de tudo e se hoje temos uma diversidade tremanda nesse estilo, não podemos jamais esquecer de personagens musicais como estes que foram responsáveis por muitas lutas, defendendo esse estilo do interior do país!

Um forte abraço a todos!

domingo, 25 de março de 2012

Olhando as estrelas - 23

João e Zizi no Som Brasil, em 2009
Aqui é o encontro de dois nomes da nossa música, sendo ela, uma das intérpretes mais constantes da obra dele: Zizi Possi e João Bosco. Zizi é uma das que mais regrava João e, se não for algo já pensado, creio que daria pra montar uma coletânea do tipo Zizi interpreta João só com as canções que já gravou no decorrer de sua carreira.

Desde o primeiro trabalho até o mais atual da cantora tem João. Claro que não em todos os discos gravados, mas sempre ela visita seu repertório com clássicos ou algumas canções menos conhecidas que fazem parte dessa lista como: Vida noturna, Papel marché, Corsário, Quando o amor acontece, Incompatibilidade de gênios, O bêbado e a equilibrista, entre outros.

No recente DVD da cantora Cantos e contos, os dois se encontram nas faixas Incompatibilidade de gênios, Bala com bala e Milagre, de Dorival Caymmi. E no Som Brasil em homenagem ao cantor em 2009, ambos cantaram O bêbado e a equilibrista e Dois pra lá dois pra cá. E muitos outros encontros como estes esperamos acontecer, muitas outras regravações e shows para que continuemos a contemplar essas estrelas!

Um forte abraço a todos!

sábado, 24 de março de 2012

Brincar de viver

Guilherme Arantes sempre foi presença constante nesse espaço, sobretudo com suas belíssimas e marcantes canções, como esta que, tomou formato imortal após a interpretação de Maria Bethânia em 1983 e depois pelo próprio autor. Diria que, apesar de ser uma canção triste, é uma das mais belas do repertório da Bethânia e considero esta esquecida por ela, que nunca a regravou em tantos projetos ao vivos que já lançou.

Constitui um dos clássicos do Guilherme, geralmente presente em seus shows. Fala de um amor partido, mas o(a) protagonista descreve a força que restou para retomar sua caminhada e refazer sua vida, talvez junto a outro amor menos confuso e mais sério. É como um renascer, um novo dia, com o sol sempre brilhando e iluminando o novo caminho.

Brincar de viver
(Guilherme Arantes e Jon Lucien)

Quem me chamou?
Quem vai querer voltar pro ninho
Redescobrir seu lugar

Pra retornar
E enfrentar o dia-a-dia
Reaprender a sonhar

Você verá que é mesmo assim
Que a história não tem fim
Continua sempre que você
Responde "sim"

A sua imaginação
A arte de sorrir
Cada vez que o mundo diz "não"

Você verá
Que a emoção começa agora
Agora é brincar de viver

Não esquecer
Ninguém é o centro do universo
Assim é maior o prazer

Você verá que é mesmo assim
Que a história não tem fim
Continua sempre que você
Responde "sim"

A sua imaginação
A arte de sorrir
Cada vez que o mundo diz "não"

E eu desejo amar
A todos que eu cruzar
Pelo meu caminho

Como eu sou feliz
Eu quero ver feliz
Quem andar comigo

Vem!
Agora é brincar de viver...

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 22 de março de 2012

Ouço a sua voz e a alegria dentro de mim faz moradia...

Ela é a cantora italiana mais popular da atualidade. Seu nome Laura Alice Rossella Pausini, que conhecemos por Laura Pausini. Despontou para a carreira musical após vencer o Festival de San Remo de 1993 com a canção La solitudine, que viria a ser gravada posteriormente por Renato Russo, versionada para o português.

Não é a toa que a consideramos a italiana mais popular da atualidade, pois lança seus trabalhos em vários países europeus e americanos, cantando em italiano e também em espanhol, português, francês e inglês, tornando-se uma grande vendedora de discos e colecionando prêmios e hits por onde passa.

Entre seus sucessos podemos citar Strani Amori, Incancellabile, Due innamorati come noi, Benvenuto, Volevo dirti che ti amo, In assenza di te, Speranza, The extra mille, etc. Sempre visita o Brasil, onde tem vários admiradores que ficam na expectativa de seus shows e de suas apresentações, sempre com interpreações agradáveis aos amantes da boa música.

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 20 de março de 2012

Eu caio no suingue é pra me consolar...

Pedro Luís e a Parede é o nome de uma banda idealizada em 1996 por Pedro Luís Teixeira de Oliveira e que tem os integrantes Pedro Luís (voz e violão), Mário Moura (baixo), Sidon Silva (percussão), Celso Alvin (percussão) e Carlos Alexandre Ferrari (percussão). Mesclando rock, rap, funk e samba, a banda vem colecionando êxitos, além do reconhecimento de grandes nomes da música brasileira.

O primeiro CD lançado em 1997, contou com a participação de Ney Matogrosso, que viria a gravar um CD em parceria com o grupo em 2004, e se tornando um dos principais divulgadores deles. Entre os sucessos da banda, temos Fazê o quê, Miséria no Japão, Máquina de escrever, O mundo, Tudo vale a pena, Soul, Tem juízo mas não usa, Caio no suingue, Menina bonita, Rap do real, Mulher carioca, Navilouca, etc.

Pedro Luís e a Parede formam uma das bandas contemporâneas mais bem aceitas pela crítica, sobretudo por suas inovações em seus sons e também por suas parcerias com nomes como Zélia Duncan, Lenine, Fernanda Abreu, Roberta Sá, Lula Queiroga, Paralamas do Sucesso, Zeca pagodinho, etc.

Um forte abraço a todos!

domingo, 18 de março de 2012

CD Caetano canta

Caixa Caetano canta com 3 CD´s
Que Caetano Veloso canta, ninguém duvida. Que ele é senhor da Tropicália, dono de vários clássicos da nossa música brasileira, isso também ninguém duvida. E além de ser o extraordinário compositor que é, também interpreta como poucos, fato este que será comentado posteriormente na série Os intérpretes do Brasil. E alguns desses fonogramas, muitos deles ao vivo em diversas apresentações são lançados em discos avulsos de sua discografia oficial.

Caetano canta 1
Uma prova disto é a coletânea que a Som livre lançou em 1994 reunindo grandes interpretações suas para alguns clássicos nacionais e até internacionais, intitulada de Caetano canta. Nele, encontramos Sonhos, Ouro de tolo, Super homem, Acontece, Oceano, Amanhã, Partido alto, Meia lua inteira, Todo amor que houver nessa vida e Debaixo dos caracóis dos seus cabelos. Completam a coletânea Charles anjo 45, Help, Tu me acostumbraste e o medley Nêga maluca/Billie Jean/Eleanor Rigby.

Caetano canta 2
O sucesso foi interessante e em 1997 lançaram o volume 2, com a capa igual ao primeiro volume, só mudando a cor e com as canções: Mora na filosofia, Chuvas de verão, Asa branca, A Rita/Esse cara, Coração materno, Tonada de luna llena, Calúnia, Lua e estrela, Dans Mon Ilê, Pra que mentir, Fera ferida, Mano a mano, Eu sei que vou te amar e Nature Boy.


Caetano Canta 3

Em 2000 finalmente lançaram o terceiro volume com capa diferente e as canções Sozinho, Drão, Lábios que beijei, Chega de saudade, Pensando em ti, Chora tua tristeza, Na asa do vento, Coisa mais linda, Samba e amor, Sina, Tudo se transformou, Maria Bethânia, Morena dos olhos d´água e Badauê. Os três volumes também podem ser obtidos juntos em uma caixa que foi lançada em 2002. E percebendo que ainda existem outras canções deste generoso intérprete que não constam nessas coletâneas expostas só podemos concluir que trata-se de um gentleman da interpretação brasileira e creio que isso também ninguém duvida!

Um forte abraço a todos!

sábado, 17 de março de 2012

As cidades cantadas - 13

A cada mês estamos publicando algo referente a Luiz Gonzaga, nosso Gonzagão, por conta de seu centenário de nascimento comemorado no decorrer de todo este ano. Já tivemos a homenagem da Unidos da Tijuca e agora vamos voltar a abordar mais uma cidade brasileira na série As cidades cantadas, onde uma canção de Gonzaga se faz presente.

Não sei se esta é a canção mais tradicional em homenagem à esta cidade que aniversaria em 12 de janeiro, mas é muito conhecida e executada na voz de Gonzaga e de seus seguidores, a exemplo de Dominguinhos que a regravou com Joquinha Gonzaga, irmão do rei do baião. E tudo isso só reforça que Gonzaga sabia não apenas cantar sua terra, mas as tradições, as comidas, os costumes dos lugares por onde passava.

Tacacá
(Luiz Gonzaga - Lourival Passos)

Quem vai a Belém do Pará
desde a hora em que sai
não se esquece de lá, quer voltar

Lembrar o açaí, o tacacá,
que saudade que dá
de Belém do Pará

Orar na Matriz de Belém,
conversar com alguém
como é bom recordar

Jesus em Belém foi nascer
eu quisera morrer
em Belém do Pará

Tá aqui tucupi,
tem mais o jambu,
também camarão
Quem quer tacacá?

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 15 de março de 2012

Os compositores do Brasil - 46

Este é o jornalista e compositor David Nasser, um dos melhores de seu tempo. Natural de Jaú/SP, tem músicas gravadas por nomes como Aracy de Almeida, Carmem Miranda, Francisco Alves, Carlos Galhardo, Nelson Gonçalves, Silvio Caldas, Cauby Peixoto, Luiz Gonzaga, Miltinho, Ângela Maria, Agnaldo Timóteo, Gal Costa, entre outros.

Tendo vários parceiros, entre eles os mais constantes Haroldo Lobo e Herivelton Martins, algumas de suas composições de maiores sucessos são Atiraste uma pedra, Canta Brasil, Carlos Gardel, Fim de ano, Hoje quem paga sou eu, Mamãe, Nêga do cabelo duro, Normalista, Confete, Pensando em ti, entre outras.

David Nasser partiu para a eternidade em 1980. Fica a lembrança do grande e polêmico jornalista que foi e também sua contribuição musical a seu tempo que vem como herança às novas gerações de uma música que fez e ainda faz muita gente cantar.

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 13 de março de 2012

Entrei na rua Augusta a 120 por hora...

Ele é o primeiro nome citado na "Festa de arromba" de Erasmo Carlos. É também um dos precursores do rock nacional e da Jovem Guarda, afinal ousou ao divulgar um biquini de bolinha amarelinho tão pequenininho e também ao descer a Rua Augusta a 120 por hora. Seu nome Ronald Cordovil, mas é conhecido por todos como Ronnie Cord.

Natural de Manhuaçu/MG, Ronnie tinha música nas veias, já que era filho do maestro e compositor Hervé Cordovil que dividiu parcerias com Luiz Gonzaga, por exemplo. Aos seis anos de idade, começou a tocar violão e no fim dos anos 50 já tentava gravar seu primeiro LP, que veio a conseguir em 1960.

A canção Rua Augusta, composição de seu pai, foi seu maior sucesso, seguida da versão Biquini de bolinha amarelinho tão pequenininho. Nos anos 70 interrompeu sua carreira, só aparecendo esporadicamente em comemorações sobre a Jovem Guarda, movimento de qual também participou. Partiu para a eternidade em 1986, mas suas canções são lembradas e cantadas por vários outros nomes contemporâneos.

Um forte abraço a todos!