sábado, 20 de fevereiro de 2010

Além do mais, eu te amo

Ainda no ritmo carnavalesco que permeia todo o mês de fevereiro e talvez todo o ano, vamos visitar um dos meus sambas preferidos e até meio desconhecido do repertório recente do mestre Martinho da Vila. Lançada em 2001 no cd Martinho da Vila, da roça e da cidade, essa canção faz parte da safra de sambas românticos que seu repertório sempre nos proporciona.

É uma canção de amor que reune desejo e paixão, amor incondicional, descrevendo todos os detalhes dessa figura amada pelo autor que se rende aos prazeres desse sentimento de forma única, expondo a felicidade de se vivenciar grandes amores como esse, definido como um presente de Deus.

Além do mais, eu te amo
(Noca da Portela / Luizinho To Blow)

Mexe, remexe em cima em baixo
Santa, me encanta que em ti eu me acho
Diga que sim e faça de mim seu capacho

És tudo que almejo, me dá o teu beijo
Tanta formosura me leva a loucura
És a minha cura e essência mais pura
Do desejo

Além do mais, eu te amo
Sou tão feliz nos braços teus
És o presente que pedi a Deus

Nosso amor é gostoso do início ao fim
É felicidade que mora em mim
É tudo na vida
Na exata medida pra minha paixão

Teu corpo em meu corpo na hora de amar
É feito o encontro do rio com o mar
E nessa viagem
Eu faço a abordagem no teu coração

Além do mais, eu te amo
Sou tão feliz nos braços teus
És o presente que pedi a Deus

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Os Músicos do Brasil - 7

Aproveitando o ritmo quente do carnaval que terminou, mas em terras tupiniquins, todo dia é carnaval, vamos homenagear um artista que desponta nos últimos anos como um dos mais bem sucedidos músicos que esse país apresenta em sua atualidade: Inaldo Cavalcante Albuquerque, ou simplesmente, maestro Spok. Natural de Igarassu/PE, é no frevo e nessa época que Spok e sua orquestra de frevo predominam como referência no carnaval pernambucano.

Mas, o capítulo frevo e carnaval é algo a parte na carreira do Spok que já tocou em gravações e shows de Fagner, Alceu Valença, Antônio Nóbrega, Elba Ramalho, Geraldo Azevedo, Sivuca, Naná Vasconcellos, Daniela Mercury, entre outro. E é no frevo, com sua orquestra formada desde 1996 com o nome de Orquestra de frevo do Recife e mais recentemente Spokfrevo Orquestra, que Spok não se faz ausente nessa festa.

Homenagear o Spok não é apenas descrever o que representa um grande músico da nova geração. Mas, através dele, render graças a todas as orquestras de frevo que embalam multidões não apenas no Recife, mas em vários locais desse país onde o carnaval é e continua sendo uma paixão nacional.

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Os compositores do Brasil - 24

Eis aqui um grande mestre que nem todos conhecem ou lembram, mas com certeza estão cantando seus sucessos nesses dias de carnaval: Atire a primeira pedra, Ai que saudades da Amélia, Aurora, além de Nada além, Fracasso, Devolve, É tão gostoso seu moço, Enquanto houver saudade, entre tantas. Estou falando de Mário Lago, grande ator, compositor e poeta histórico da nossa música.

Natural do Rio de Janeiro, Mário foi sucesso como compositor a partir dos anos 40 e 50. E foi campeão na teledramaturgia durante toda sua carreira. Sua primeira composição foi Menina eu sei de uma coisa, gravada por Mário Reis. E foi com Orlando Silva interpretando Nada além, que Mário finalmente encontrou seu sucesso. Vários intépretes devem seus sucessos a Mário, que dividiu alguns deles com Ataulfo. Entre outros intérpretes que o gravaram temos Silvio Caldas, Francisco Alves, Carlos Galhardo, Luiz Gonzaga, Dircinha Batista, Roberto Carlos, Peri Ribeiro, Gal Costa, Paulinho da Viola, Alcione, Nelson Gonçalves, Zeca Pagodinho, D. Yvonne Lara, Ney Matogrosso, Eduardo Dussek, Sandra de Sá, Hebe, entre outros.

Mário partiu para a eternidade em 2002, mas suas composições, suas atuações em novelas, no rádio, sua Amélia também estão eternizadas na mente do povo brasileiro e é muito bom saber que depois de tanto tempo e de tanta contribuição, suas canções estão aí levando alegria a vários povos!

Um forte abraço a todos!

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Alcione - Celebração

Domingo de carnaval e uma boa pedida é o cd Celebração lançado pela Alcione em 1998, onde a sambista celebra tudo que ama nessa vida: sua música, seus parceiros, sua voz, seu talento e seu respeito. Com a participação de Alexandre Pires, Maria Bethânia, Cássia Eller, Djavan, Ed Motta, Rita Ribeiro e a Velha Guarda da Portela.

Nesse projeto, a "Marrom" revive alguns de seus grandes sucessos e das vinte faixas, canta doze sozinha: Quem é você?, O surdo, O que eu faço amanhã?, Um ser de luz, Rio antigo, Nem morta, Menino sem juízo, Ou ela ou eu, Sufoco, Meu vício é você, Qualquer dia desses e Pode esperar. Com arranjos de Jota Moraes, Zé Américo e Lincoln Olivetti e outros grandes músicos, como Milton Guedes, esse cd preza pelos grandes sambas e sucessos românticos da Alcione.

As outras oitos faixas são duetos: Estranha Loucura, com Alexandre; Gostoso veneno, com Djavan; Linda Flor, com Bethânia; Pintura sem arte, com a Velha Guarda da Portela; Cajueiro velho, com Rita; Não deixe o samba morrer, com Cássia; Verde e rosa, com Sandra e Mesa de bar com Ed Motta. Uma boa pedida para celebrarmos o carnaval com boa música, com bons sambas, de uma das maiores intérpretes desse país carnavalesco.

Um forte abraço a todos!

sábado, 13 de fevereiro de 2010

De janeiro a janeiro

Alceu Valença é presença constante em tempos de carnaval. Seus frevos, seu som embala milhões de foliões. É certeza garantida que em meio à festa, temos muita música de qualidade. Essa canção é das mais recentes de seu repertório, lançada em 2005.

Com uma letra que remete ao carnaval e a seus ritmos e acessórios, De janeiro a janeiro embala um amor contínuo, que não pode parar e, ao mesmo tempo assegurar a folia como um combustível a esse imenso sentimento.

De janeiro a janeiro
(Alceu Valença)

Pra começar
Eu vou te amar o ano inteiro
De janeiro a janeiro
Meu amor, sem atropelo

E seguiremos
Caminhando sobre os dias
Carnaval vem chegando
E vamos cair na folia

Apronte a sua fantasia
Que eu afino o meu pandeiro
Vamos brincar todo dia
Em Olinda, no Bloco do Beijo

No Recife na beira do cais
Nos entregar ao desejo
De Janeiro a Janeiro, sem atropelo

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Eu queria ser uma abelha pra pousar na sua flor...

Natural de Feira de Santana/BA, Luiz César Pereira Caldas é o Luiz Caldas, nome muito famoso dos anos 80 e início dos anos 90. De origem humilde, desde pequeno participava de bandas e fazia shows locais. Na adolescência, trabalhava no comércio e nas horas vagas, tocava em conjuntos. Antes mesmo do axé music conquistar seu espaço, tornou-se um dos seus maiores nomes.

Inovou em um ritmo que mesclava pop com reggae, samba com frevo, presentes em sucessos como Fricote, Haja amor, Tieta, O que é que essa nêga quer?, Amazonas, É tão bom, Lá vem o guarda, entre outros. Há algum tempo fora da mídia e provavelmente desconhecido das novas gerações, Luiz ocupou durante muitos anos o topo das paradas de sucesso em todo o país.

E uma coisa meio injusta e incompreendida é que com a ascenção do axé music, Luiz como um de seus precursores, perde espaço na mídia, resumindo-se apenas ao carnaval baiano. Entretanto, continua atuando em seus shows, com seu público fiel e navegando também em outros estilos musicais.

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

A voz do morro sou eu mesmo sim senhor...

E hoje abordaremos a obra de José Flores de Jesus, que todos conhecem como Zé Kéti. Um dos maiores sambistas desse país que cantou a favela, os morros, a malandragem e os amores como ninguém. Natural do Rio de Janeiro, era neto de pianista e flautista e tinha em sua residência constantes reuniões onde participavam nomes famosos da época.

Nos anos 40 integrou a ala de compositores da Portela. Em 1943 compôs sua primeira marcha carnavalesca, Se o feio doesse. E em 1946, teve sua primeira composição gravada: Tio Sam no samba. Daí em diante, vários intérpretes da época cantavam suas criações como Amor passageiro, Amar é bom, A voz do morro, Samba rasgado, Quero sambar, O morro é assim, Diz que fui por aí, Opinião, O favelado, Nêga Dina, Máscara negra, Meu pecado, Mascarada, entre outros.

Zé Kéti nos deixou em 1999, mas é contínua a ideia de que ele, juntamente com outros grandes nomes do samba, alguns já apresentados aqui, tornaram-se lendas de um estilo único que representa de forma fiel uma nação miscigenada e que encontra em canções como as do Zé Kéti, sua cultura pintada.

Um forte abraço a todos!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Milton Nascimento - Crooner

Sinto falta de programas que promovem apresentações de grandes astros da nossa música, com seus lançamentos e trechos de seus atuais shows. Na década de 90, o Domingão do Faustão sempre abria espaço para esses eventos. Foi assim, após uma apresentação nesse programa, que Milton Nascimento decidiu fazer um cd que representasse o início de sua carreira, quando atuava como Crooner e interpretava grandes sucessos de outros astros, ídolos seus.

A proposta desse trabalho seria reviver aquela época, ao mesmo tempo em que buscava representá-la nos dias atuais. Então Milton selecionou canções que interpretava na época e outras que interpretaria se ainda hoje trabalhasse como crooner. E como todo versátil intérprete temos do bolero Aqueles olhos verdes ao samba Lamento do morro. Temos de Lulu Santos, com Certas coisas, passando por Samuel Rosa e Nando Reis em Resposta, com direito a dueto com Lô Borges, até Michael Jackson com Beat it, Jorge Ben com Mas que nada e Dolores Duran com Castigo.

Completam o repertório Only you, Frenesi, Não sei dançar, Se alguém telefonar, Rosa Maria e Ooh Child. Milton demonstra nesse trabalho que não é apenas a voz do país, mas um dos melhores intérpretes deste. Só lamento que a atual crise da indústria de cds não permita, de repente, se pensar em um volume dois, pois o nosso "Bituca" se mostrou craque na arte de fazer as pessoas dançarem ao seu eterno som.

Um forte abraço a todos!

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Chorando e cantando

Fevereiro chegou e me vem à mente essa canção, já interpretada por Geraldo, Elba e tantos outros bons artistas conhecidos e anônimos. Chorando e cantando dá aquela ideia de que a música é a cura para tantos males, para a solidão, para o sofrimento e como já foi dito em outra canção, "quem canta seus males espanta..."

É mais uma genialidade do Geraldo Azevedo e do Fausto Nilo, numa letra que descreve muitos sentimentos juntos: saudade, solidão, loucuras e muita, muita paixão. Já ouvi algumas versões diferentes, tipo em frevo e até forró, mas creio que é com voz e violão que ela penetra em nossa alma e nos faz refletir:

Chorando e cantando
(Geraldo Azevedo e Fausto Nilo)

Quando Fevereiro chegar
Saudade já não mata a gente
A chama continua
No ar

O fogo vai deixar semente
A gente ri a gente chora
Ai, ai, a gente chora
Fazendo a noite parecer um dia

Faz mais
Depois faz acordar cantando
Pra fazer e acontecer
Verdades e mentiras

Faz crer
Faz desacreditar de tudo
E depois
Depois amor ô, ô, ô, ô

Ninguém, ninguém
Verá o que eu sonhei
Só você meu amor
Ninguém verá o sonho
Que eu sonhei

Um sorriso quando acordar
Pintado pelo sol nascente
Eu vou te procurar
Na luz

De cada olhar mais diferente
Tua chama me ilumina
Me faz
Virar um astro incandescente
O teu amor faz cometer loucuras

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

É tão bom sonhar contigo...

Ela possui uma história marcante na música brasileira. Foi a precursora do rock nacional e no auge da carreira, abandona tudo para se dedicar à família. Mas, seus sucessos se tornarm inesquecíveis e até hoje fazem parte de todo bom baile, de todo repertório de grande orquestra que se embala nessa pré-jovem guarda. Célia Campelo Gomes Chacon, ou simplesmente Celly Campello.

Natural de Taubaté/SP, aos 6 anos já cantava em programas de rádio, estudando posteriormente piano, violão e balé. Aos 12 anos já apresentava seu próprio programa de rádio e aos 15 gravou seu primeiro disco 78 rpm. No final dos anos 50 estreava na televisão seu programa próprio ao lado de seu irmão Tony Campello. Sua carreira a nível nacional explode em 1959 quando grava Estúpido cupido, um clássico.

Outros sucessos são Lacinhos cor-de-rosa, Broto certinho, Eu você e o luar, Muito jovem, Você me fez brilhar, Túnel do amor, Billy, Broto legal, Banho de lua, entre outros. E aos 20 anos, no auge de sua carreira, abandona tudo para se casar e dedicar-se à família. Era cogitada para apresentar o programa Jovem Guarda, ao lado de Roberto e Erasmo, vaga ocupada por Wanderléa. Celly ainda tentou retomar sua carreira depois da exibição da novela Estúpido cupido, onde fez uma pequena participação como atriz. Partiu para a eternidade em 2003, mas como dito no início dessa postagem, suas canções são inesquecíveis e sempre executadas para as novas gerações.

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Nesses dias de carnaval, pra mim você vai ser ela...

Um dos maiores nomes do frevo nacional, Claudionor Germano da Hora é natural de Recife/PE, irmão do artista plástico Abelardo da Hora e pai do também cantor de frevo Nonô Germano. Considerado o maior intérprete de Capiba, também é destaque na interpretação de Nelson Ferreira. Sua carreira tem início no final dos anos 40, nas rádios locais pernambucanas, como croner.

Suas primeiras gravações foram o samba Eu não vivo sem mulher e a marcha Vai ser pra mim, em 1951. Seu primeiro disco viria em 1953, com o sucesso de História de Pierrô. Após o advento da televisão pernambucana, foi contratado, alcançando sucesso nacional, mesmo sem ter saído muito de seu Estado natal. Entre seus sucessos, podemos citar Boneca, Frevo nº 3, Nem que chova canivete, Maria Bethânia, É de amargar, Saudades do Recife, A dor de uma saudade, A mesma rosa amarela, Colombina, O mais querido, Frevo dos namorados, entre outros.

É certo que vivemos de frevos antigos e esse estilo, como muitos precisam de renovação. Mas, é também certo que pessoas como Capiba, Nelson Ferreira e Claudionor são e sempre serão espelhos para quem deseja inovar nessa área que traz coisas tão lindas, tradicionais e inesquecíveis. E um artista como Claudionor não pode passar impune quando o assunto é frevo e música brasileira!

Um forte abraço a todos!

domingo, 31 de janeiro de 2010

Trilogia RC - parte 2

Com essa postagem finalizamos nosso passeio pela praia do cinema durante todo esse mês de janeiro, passando as férias visitando os filmes que nos relacionam com nossa música brasileira. E vamos com uma série dentro de outra, pois foi assim que abordamos a trilogia de filmes do rei Roberto Carlos. Hoje, vamos com O diamante cor-de-rosa.

Lançado em 1969 e com a direção de Roberto Farias, o filme conta com as três principais estrelas da jovem guarda: Roberto, Erasmo e Wanderléa. Além deles, temos José Lewgoy e Paulo Porto no elenco. Em viagens pelo Japão, Israel e Brasil, os três personagens andam envoltos a mistérios por trás de uma estatueta que guarda o mapa que leva ao diamante, perseguido pelos bandidos. O filme também envolve a fantasia de um gênio, que protege os protagonistas em busca do tesouro fenício.

O som fica por conta dos três que embalam alguns dos clássicos da nossa música:  Wanderléa aparece interpretando Você vai ser o meu escândalo, Erasmo manda ver em Vou ficar nu pra chamar sua atenção e Aquarela do Brasil, Roberto aparece com O diamante cor-de-rosa, 120 150 200 km/h, As curvas da estrada de Santos, Custe o que custar e Não vou ficar. O filme ainda apresenta Gal Costa com Tuareg e uma gravação até hoje inédita de É preciso saber viver, envolvendo os três, numa versão que apresenta um trecho de letra a mais, cantando atualmente apenas pelo Erasmo. Mais uma boa pedida para encerrarmos nossas férias e que infelizmente também está fora de catálogo. Acima, a capa do dvd e ao lado, mais uma criação de Ziraldo para o filme.

Um forte abraço a todos!

sábado, 30 de janeiro de 2010

Por causa de você

De vez em quando bate uma saudade do Tom. Aquele piano perfeito, aquelas canções mais que maravilhosas. Essa canção por exemplo, já teve em torno de 60 regravações. Duas das minhas preferidas são com Gal Costa e com Roberto Carlos. Por causa de você apresenta uma sensibilidade à flor da pele, das mesmas flores da janela que sorriam e cantavam. Fico imaginando como era comum toda essa poesia e esses sentimentos tão puros. A sua história de criação mesmo já é surpreendente:
 
Em 1957, Tom apresentou a Dolores uma melodia que levaria para Vinícius por letra. Em três minutos, Dolores pegou um lápis de sombrancelhas e desenvolveu a letra de Por causa de você, uma pérola da nossa música brasileira! Vinícius, como perfeito poeta e cavalheiro atendeu ao pedido da colega que ainda mandou uma definitiva: "Vinícius, outra letra é covardia..."

Por causa de você
(Tom Jobim e Dolores Duran)

Ah, você está vendo só
Do jeito que eu fiquei
E que tudo ficou
Uma tristeza tão grande
Nas coisas mais simples
Que você tocou

A nossa casa querida
Já estava acostumada
Guardando você
As flores na janela
Sorriam, cantavam
Por causa de você

Olhe meu bem nunca mais
Nos deixe por favor
Somos a vida e o sonho
Nós somos o amor

Entre meu bem por favor
Não deixe o mundo mau te levar outra vez
Me abrace simplesmente
Não fale, não lembre
Não chore meu bem

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Os Músicos do Brasil - 6

O Músico abordado pela série é pouco conhecido por seu nome completo: Juvenal de Holanda Vasconcelos. Mas, muitos percussionistas com certeza já ouviram falar em Naná Vasconcelos. Natural de Recife/PE, desde pequeno que se interessava por tambores nos movimentos de maracatus locais. Fez parte de Banda Municipal local e posteriormente acompanhou Gilberto Gil em seus shows pelo Nordeste.

Naná é reconhecido como um mestre em sua arte. Em seu currículo, consta vários artistas de vários estilos como Caetano Veloso, Marisa Monte, Milton Nascimento, Gal Costa, Geraldo Azevedo, Geraldo Vandré, Egberto Gismonti, Paul Simon, Maria Bethânia, Luiz Melodia, entre outros. Já lançou vários discos e é também compositor, inclusive compondo trilha sonora de filmes e novelas.

Nos últimos anos tem sido responsável pela abertura oficial do carnaval do Recife, que acontece todo ano no Marco Zero, com a chamada noite dos tambores, onde se encontram vários músicos sob sua regência. É mais um dos grandes músicos, já escolhido várias vezes como dos melhores do mundo e de qual temos muito que nos orgulhar, por seu talento e sua arte!

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Os compositores do Brasil - 23

Esse cara pode não ser tão conhecido quanto devia. Mas, seu trabalho com certeza consta na vida de muitos brasileiros. É só observar os últimos vinte cds lançados pelo rei e constar no campo da produção seus créditos. Mauro da Motta Lemos é o produtor dos últimos vinte cinco anos dos discos de sua majestade musical, Roberto Carlos. Mas, seu trabalho vem de muito antes e o mais curioso é que ainda são modestas as informações na internet sobre esse grande profissional.

Consta que algumas das primeiras composições foram feitas com Raul Seixas, como o grande sucesso do Jerry Adriani Doce doce amor. Posteriormente compôs com mais frequência com parceiros como Robson Jorge, Eduardo Ribeiro, Isolda e Carlos Colla. A primeira canção que Roberto gravou foi Nosso amor, de 1977. Daí em diante, várias como Canção  do sonho bom, De coração pra coração, Como eu te amo, Você em minha mente, Coisas que não se esquece, Eu sem você, Meu coração ainda quer você, Voltei ao passado, Eu me vi tão só, Prá ficar com você, Preciso de você, Quando o sol nascer, Quando vi você passar, Sabores, Se você pretende, Tanta solidão, Você mexeu com a minha vida e Tente viver sem mim.

Mauro também foi cantado por intérpretes como Fat Family (Fim de tarde), Elymar Santos (Escancarado de vez), Rosemary (Sem querer fui feliz), entre outros. Já trabalhava em alguns discos na década de 60, como do grupo Renato e seus blue caps. E foi crescendo como produtor e compositor, e por sua imensa contribuição à música brasileira, é modestamente homenageado hoje por esse espaço!

Um forte abraço a todos!

domingo, 24 de janeiro de 2010

Central do Brasil

Na série sobre filmes e músicas, gostaria de indicar um dos melhores filmes que vi, um dos que mais me emociona: Central do Brasil. Lançado em 1998, dirigido por Walter Salles, foi o filme responsável pela retomada do cinema nacional, recebendo vários prêmios no exterior, inclusive indicação ao Oscar.

Com Fernanda Montenegro, Marília Pêra, Othon Bastos, Matheus Nachtergaele, Otávio Augusto e apresentando o menino Vinícius Oliveira, a história começa no Rio de Janeiro onde Dora, uma professora aposentada vivida por Fernanda escreve cartas na estação Central do Brasil. Lá encontra Josué, vivido por Vinícius, e o destino de levar esse menino de volta ao Nordeste em busca de seu pai. O filme traz uma mensagem muito positiva de perseverança e mostra cenas típicas do sertão e cultura nordestinos.

No campo da música, destacaria a belíssima trilha sonora composta por Jacques Morelembaum, além de canções como Preciso me encontrar, de Cartola. É um  belíssimo filme que tem valor histórico pela retomada em grande estilo do cinema nacional e a partir dele, essa arte volta a ser respeitada em terras tupiniquins, inclusive com trabalhos de biografias musicais.

Um forte abraço a todos!

sábado, 23 de janeiro de 2010

O último pôr-do-sol

Essa canção virou tema da novela das oito. O último pôr-do-sol saiu originalmente no cd 1993 Olha de peixe e também no Acústico MTV de Lenine. Gosto muito dessa canção, desse grande músico conterrâneo e que faz uma música atual com muita qualidade, com muita propriedade de um grande nome da nossa música.

De uma forma singular, Lenine descreve a solidão da despedida daquele amor, de como as paisagens antes maravilhosas, ficaram incompletas. Ou seja, fugindo do trivial de falar de saudade, de solidão, de dor, Lenine, de forma inteligente, conta o mesmo tema a seu modo e ainda com elementos de percussão que criam um som bem típicos da cultura nordestina, com direito à um solo luxuoso de flautas:

O último pôr-do-sol
(Lenine)

A onda ainda quebra na praia,
Espumas se misturam com o vento.
No dia em que ocê foi embora,
Eu fiquei sentindo saudades do que não foi
Lembrando até do que eu não vivi
pensando nós dois.

Eu lembro a concha em seu ouvido,
Trazendo o barulho do mar na areia.
No dia em que ocê foi embora,
Eu fiquei sozinho olhando o sol morrer
Por entre as ruínas de santa cruz lembrando nós dois

Os edifícios abandonados,
As estradas sem ninguém,
Óleo queimado, as vigas na areia,
A lua nascendo por entre os fios dos teus cabelos,

Por entre os dedos da minha mão passaram certezas e dúvidas
Pois no dia em que ocê foi embora,
Eu fiquei sozinho no mundo, sem ter ninguém,
O último homem no dia em que o sol morreu

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Eu conheço a imensidão do céu...

Cláudia Cristina Leitte Inácio Pedreira é o nome de uma das mais populares cantoras da atualidade. Muitos pensam que ela é baiana, mas é natural de São Gonçalo/RJ, de onde pouco tempo depois, sua família migrou para Salvador. Ainda criança, aprendeu a tocar violão, nutrindo uma paixão pela música.

Desde 2001 e até 2008 integrava a banda de axé Babado Novo, onde começou a cultivar uma legião de fãs, sobretudo formada por adolescentes. Entre seus sucessos na banda e em carreira solo, temos Amor perfeito, Ainda bem, Fogo e paixão, Bola de sabão, Extravasa, Horizonte, Beijar na boca, Falando sério, Pensando em você, Um sonho a dois, Pássaros, Doce desejo, etc.

Em carreira solo, Cláudia tem crescido como intérprete e, colhido bons frutos, seja com seu cd/dvd, seja com suas participações como no Roupacústico 2 ou Elas cantam Roberto. Sua imagem não pode ser apenas associada a uma simples cantora de axé, pois suas interpretações para canções como Falando Sério ou Um sonho a dois, ou ainda Pássaros, de seu repertório, comprova que ela tem potência vocal para ir além e simplicidade em bonitas interpretações que retornam com o reconhecimento do público que a tem como uma das mais populares do país.

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

O nosso falso amor é tão sincero...

Um dos maiores nomes do samba nacional, Nelson Mattos, mais conhecido como Nelson Sargento. Natural do Rio de Janeiro, Nelson é cantor, compositor, artista plástico, ator e escritor. Nasceu no Morro do Salgueiro e aos oito anos já desfilava em Escolas de Samba. Aprendeu violão com Cartola e Nelson Cavaquinho, musicando os versos de seu pai adotivo.Foi Sargento de 45 a 49, o que lhe rendeu o apelido que incorporou como nome artístico.

Em 1947 passou a integrar a ala de compositores da Mangueira, compondo alguns dos maiores sambas que a Escola apresentou. Compôs com vários grandes nomes como Cartola em Vim lhe pedir e Samba do operário e com Jamelão em Cântico à natureza.  Entre outros sucessos podemos destacar Ela deixou, De boteco em boteco, Falso amor sincero, Ciúme doentio, Triângulo amoroso, Minha vez de sorrir, Dona Xepa, Agoniza mas não morre, Deixa, Nas asas da canção, etc.

Nelson continua compondo, cantando e encantando uma nação rendida à sua arte, a seu jeito de tratar seu ambiente, seu povo, seu morro, seu mundo. Atualmente divulga o cd lançado em 2008, Versátil e, embora não esteja muito presente na mídia, nem tenha se tornado uma figura popularmente conhecida nesse país, quem o conhece sabe que este músico é uma das lendas desse país, pela qual devemos nutrir um enorme respeito como os grandes patrimônios musicais que a história nos oferece!

Um forte abraço a todos!

domingo, 17 de janeiro de 2010

Cartaz do filme: Roberto Carlos a 300 km por hora

Criado por Ziraldo, com a colaboração de Miguel Paiva, um bônus para os fãs do rei e amigos frequentadores do blog. É apenas um complemento do post abaixo!

Trilogia RC - parte 1

Falando em filme, não posso deixar de citar a Trilogia RC, ou seja, os três filmes em que o rei Roberto atuou como protagonista. Começaremos hoje, não pela ordem cronológica, mas pelo meu filme preferido: Roberto Carlos a 300 km por hora. Lançado em 1971 e tendo Erasmo Carlos, Raul Cortez, Libânea Almeida e Flávio Migliaccio, entre outros atores e atrizes, é mais uma produção de Roberto Farias.

Amor e velocidade, duas paixões do rei durante toda sua carreira podem ser facilmente percebidos nessa película que envolve Lalo, um simples mecânico vivido por Roberto e seu amigo Pedro, vivido por Erasmo, em torno de um sonho de transformar Lalo em um grande piloto assim como é o patrão de ambos, Sr. Rodolfo, vivido por Raul, que por conta de um sério acidente, pensa em abandonar as pistas a contra gosto da namorada Luciana, vivida por Libânia, que tem paixão pelo automobilismo. E é justamente essas duas paixões que moverão os sonhos de Lalo, a vitória nas pistas e o amor por Luciana que se desenrola ao passar do filme.

Entretanto, Lalo tem uma semi-vitória, pois conquista o posto de piloto número um, mas não ganha o coração de Luciana que ainda estava preso ao antigo corredor, Rodolfo. Tudo então remete a Casablanca, com Luciana indo embora e Lalo sofrendo com a despedida. Entretanto, a canção não é As time goes bye, mas De tanto amor, composta como trilha sonora do filme e apresentadas em várias versões. Todos estão surdos também aparecem no início da trama.

Só lamento esse título estar fora de catálogo. Com o boom do dvd, foi relançado, mas dificilmente se encontra em alguma loja do ramo, talvez nos sebos por aí. Eu mesmo, vergonhosamente só tenho cópias piratas dessa trilogia RC por não encontá-los original. Também encontrei duas capas para o mesmo filme e acredito que uma seja da época do lançamento e a outra seja para a reedição em dvd, que esperamos que volte a acontecer o quanto antes.

Um forte abraço a todos!

sábado, 16 de janeiro de 2010

É uma partida de futebol

Mês de janeiro e começam os campeonatos estaduais. No país do futebol rola a bola em todos os estados em disputas acirradíssimas que, muitas vezes, são raízes de grandes craques que alegram uma nação. Apesar de não nutrir muito amor pelo futebol, devo admitir que trata-se de uma arte que fascina um povo, que prende a atenção de muitos jovens e emana uma energia incrível.

Torço para cada time e sobretudo para os torcedores desses times. Para que o confronto entre torcidas não passe daquela saudável empolgação que, sem dúvida, se transforma em um décimo segundo jogador em campo. Infelizmente temos presenciado grandes confrontos e violentos resultados de brigas entre torcedores que não marcam gols para sua equipe. Mas, saudável mesmo é cantar o hino de seu time e hinos como esse do Skank em torno dessa paixão nacional:

É uma partida de futebol
(Samuel Rosa e Nando Reis)

Bola na trave não altera o placar
Bola na área sem ninguém pra cabecear
Bola na rede pra fazer o gol
Quem não sonhou em ser um jogador de futebol?

A bandeira no estádio é um estandarte
A flâmula pendurada na parede do quarto
O distintivo na camisa do uniforme
Que coisa linda é uma partida de futebol

Posso morrer pelo meu time
Se ele perder, que dor, imenso crime
Posso chorar, se ele não ganhar
Mas se ele ganha, não adianta
Não há garganta que não pare de berrar

A chuteira veste o pé descalço
O tapete da realeza é verde
Olhando para bola eu vejo o sol
Está rolando agora, é uma partida de futebol

O meio-campo é lugar dos craques
Que vão levando o time todo pro ataque
O centroavante, o mais importante
Que emocionante, é uma partida de futebol

O meu goleiro é um homem de elástico
Os dois zagueiros tem a chave do cadeado
Os laterais fecham a defesa
Mas que beleza é uma partida de futebol!

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Cada hora ao teu lado vale um novo amanhecer...

A Jovem Guarda revelou intérpretes fantásticas. Cantoras que apresentavam beleza também na arte musical como Rosemary Pereira Gonçalves, natural do Rio de Janeiro/RJ. Ainda pequena gostava de cantar e aos oito anos se apresentou no programa Clube do Guri. Mas, sua carreira começou mesmo em 1961, quando lançou seu primeiro 78 rpm. Participou da Jovem Guarda, sendo inclusive cogitada para ser apresentadora, posto que foi obtido por Wanderlea.

Depois da Jovem Guarda, Rosemary cantou outros gêneros, como o samba e sua paixão pela Mangueira. Entre seus sucessos, destacam-se Como pode acontecer, Emoções diferentes, Horas perdidas, Nossa canção, Jóia, Leva tudo contigo, Que bom seria, Estrelas consagradas, Sei lá Mangueira, Piano na Mangueira, Juro por Deus, Taí, Lua Branca, Mulher de caminhoneiro, etc.

Rosemary participou recentemente do cd/dvd Elas cantam Roberto a pedido do próprio cantor que nutre por ela uma amizade antiga e mútua. Também divulga em shows que faz país afora seu mais recente trabalho, o cd e dvd dedicado à Mangueira, sua Escola de samba, onde cantou com alguns convidados como Alcione, Beth Carvalho, Zeca Pagodinho e Chico Buarque. E um fato curioso que revela sua carreira é que a Jovem Guarda revelou grandes artistas românticos, mas também sertanejos e sambista, como é o seu caso.

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Ainda encontro a fórmula do amor...

Na década de 80, novos nomes surgiram na música brasileira. Um deles foi Leonardo Jaime, ou simplesmente Léo Jaime. Natural de Goiânia/GO, Léo é um dos cantores e compositores mais marcantes do rock/pop dos anos 80. Fã dos Beatles e Rolling Stones, batalhou muito em outras profissões antes de entrar na música. E foi no grupo de rock irreverente João Penca & seus miquinhos amestrados que iniciou sua carreira artística em 1981.

Em 1983 seguia carreira solo e gravava seu primeiro disco, tendo inclusive duas músicas censuradas nesse primeiro trabalho. Seu segundo trabalho, em 85 apresentou mais êxito, com as canções A fórmula do amor e Solange. Entre outros sucessos do seu repertório, podemos destacar Preciso dizer que te amo, A vida não presta, Gatinha manhosa, Rock estrela, Mensagem de amor, A lua e eu, Morena dos olhos d´água, Conquistador barato, Nada mudou, Maior abandonado, As sete vampiras, Coração vagabundo, etc.

Léo continua na estrada fazendo vários shows e reencontrando seu público fiel, sobretudo em apresentações temáticas que revivem os anos 80, época em que a juventude se encontrava no rock e nos amores de baladas como as que ele também apresentava.

Um forte abraço a todos!

domingo, 10 de janeiro de 2010

Os Dois Filhos de Francisco

Dando continuidade com essa série de janeiro, que une férias, cinema e música brasileira, vamos falar hoje de um campeão de bilheterias: Dois filhos de Francisco, que conta a história persistente e mais que bem sucedida da dupla Zezé di Camargo e Luciano. Lançado em 2005 e produzido por Breno Silveira, a história é a biografia dos irmãos que nasceram pobres no interior de Goiás e, através dos sonhos de Sr.Francisco, pai dos garotos, trilharam um caminho árduo até o sucesso merecido.

Com Dira Paes, Ângelo Antônio, Paloma Duarte, José Dumont, entre outros no elenco, a trilha sonora traz artistas como Maria Bethânia, Caetano Veloso, Ney Matogrosso, Antônio Marcos, e a própria dupla que emocionaram a cada passagem de tempo. A persistência é a mensagem do filme, a marca principal de Sr. Francisco. Depois de tudo bem trabalhado, quando todos cansaram de tentar, tava lá o homem comprando fichas e divulgando a canção É o amor.

Clássicos sertanejos e brasileiros como Tristeza do Jeca, É o amor, Luar do Sertão, Calix Bento e No dia que saí de casa se uniram a cenas que emocionaram o país em uma das maiores bilheterias de todos os tempos do nosso cinema nacional. A faixa Como vai você foi regravada com voz do Antônio Marcos, numa homenagem à atriz Paloma, que interpretou Zilu, a mulher de Zezé. E, embora pairem críticas, o filme emocionou o país e mostrou porque eles são sucessos hoje e sempre! Enfim, mais uma dica que se une à pipoca, ao refrigerante, à pizza, às férias, à música brasileira!

Um forte abraço a todos!

sábado, 9 de janeiro de 2010

Te amo

A Jovem Guarda trouxe grandes baladas que não encontravam  barreiras para se abrigarem nos corações apaixonados. Algumas delas escancaravam os corações e arrebentavam grandes paixões e tenho certeza, embora não tenha vivido essa época, que muitos brasileiros encontraram o significado da palavra amor sob sua trilha sonora.

Do repertório da ternurinha Wanderléa, vem a letra da canção apresentada hoje. Uma mescla de timidez e sofrimento embalam um personagem que, por não saber declarar seu amor, se encontra sem saída, buscando uma solução rápida e eficaz. Citando vários elementos que caracterizam a timidez, Te amo aborda um sentimento comum à juventude, o que caracteriza a ingenuidade e pureza desse movimento da música brasileira.

Te amo
(Roberto Corrêa e Sylvio Son)

Quisera ter
A coragem de dizer
Como é grande o meu amor
Mas não sei o que acontece
Minha voz desaparece
Quando a teu lado estou
Eu procuro ir disfarçando
É sorrindo ou cantando
Mas por dentro eu estou
Chorando...

Nem mesmo o céu
Que a todos faz sonhar
Não consegue me inspirar
Eu só sei que estou sofrendo
Pouco a pouco vou morrendo
Só por não saber falar
E sozinha eu te chamo
Bem baixinho eu reclamo
Que vontade de dizer
Te amo...
Ah! eu te amo...

Te amo...
Ah! te amo...
Te amo...
Como eu te amo...
Ah! te amo...
Te amo, te amo, te amo...

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Jamais estive tão segura de mim mesma...

Natural de São Benedito do Rio Preto/MA, Rita Ribeiro é uma das cantoras e compositoras contemporâneas de maior destaque na nova música brasileira. Aos cinco anos mudou-se para a capital São Luís e aos quinze já trabalhava sua voz. No início dos anos 80 participava de grupos vocais, mas sem perspectivas, migrou para São Paulo no fim da década de 80.

Seu primeiro trabalho foi lançado apenas em 1997 com a ajuda de Zeca Baleiro na produção e na composição de cinco faixas, dentre elas, Lenha, que mais tarde seria regravada por Simone. E entre sucessos posteriores lançados, podemos destacar Contra o tempo, Românticos, Jamais estive tão segura de mim mesma, Uma noite sem você, Pensar em você, Caminhos do sol, Oração ao tempo, De tanto amor, Impossível acreditar que perdi você, Morena de Ângola, etc.

Navegando por diversos compositores que vão de Wander  Lee a Chico Buarque, passando por Caetano, Chico César e Márcio Greyck, Rita possui um público cativo que a acompanha em seus shows país afora. Também obteve grandes destaques como intérprete, sendo uma das melhores atualmente e é bom saber que a música brasileira revela grandes nomes como o seu para a atualidade!

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Eu amanheço pensando em ti...

A Rede Globo está exibindo a minissérie Dalva & Herivelto. Da mesma forma que ano passado obteve êxito com Maysa, aposta nessa nova produção. Já abordamos Dalva de Oliveira no dia 19/03/2009 (é só buscar ou procurar nos arquivos de março). Portanto, vamos nos deter um pouco sobre Herivelto. Natural de Engenheiro Paulo de Frontin/RJ, Herivelto de Oliveira Martins foi um dos grandes cantores, compositores e músicos desse país.

Seu pai reunia grupos teatrais e encontrava aí suas primeiras aspirações artísticas. Foi o teatro que o apontou para instrumentos musicais, chegando a tocar piston e depois cavaquinho e violão. Já envolvido com música e depois de seu primeiro casamento, conheceu Dalva de Oliveira, com quem casou-se e teve um filho que também seria um futuro cantor: Pery Ribeiro. Após a separação, criaram polêmicas musicais com suas criações.

Destaque no mundo do samba, sendo regravado por grandes nomes como Nelson Gonçalves, Silvio Caldas, Francisco Alves, Maria Bethânia, João Gilberto, Miúcha, Gal Gosta, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Ney Matogrosso e Carmem Miranda, entre seus sucessos podemos citar Cabelos brancos, Atiraste uma pedra, Ave Maria no Morro, Adeus, Bom dia, Izaura, Caminhemos, O último tango, Palhaço, Pensando em ti, Que rei sou eu?, Se é por falta de Adeus, Mamãe, Da cor do meu violão, Praça das onze, entre outros que devem ser relembrados nesses dias nessa minissérie tão bem-vinda!

Um forte abraço a todos!

domingo, 3 de janeiro de 2010

O Caminho das nuvens

Janeiro é mês de férias, bom para nos dedicamos a ouvir as canções que tanto gostamos e também apreciarmos outras artes, como o cinema. Durante esse mês vou indicar alguns filmes que se relacionam com a música brasileira. É o caso por exemplo de O Caminho das Nuvens. Produzido por Fábio Barreto e lançado em 2003, o filme traz na trilha sonora canções do Roberto Carlos, além de ser dedicado a este, embora nada tenha a ver com a história de sua majestade.

Com Wagner Moura, Cláudia Abreu, Carol Castro e Sidney Magal no elenco, entre outros, é baseado na história real de Cícero Ferreira Dias. Ex-caminhoneiro parte do interior da Paraíba, com a família (esposa e cinco filhos), percorrendo várias cidades como Juazeiro do Norte, Porto Seguro e chegando ao Rio de Janeiro. Tudo isso de bicicletas e em busca de um ilusório emprego que o rendesse R$ 1.000,00 mensais para garantir vida digna à família.

A relação entre pai e filho mais velho também é evidenciada na trama e vai crescendo com esta. As  canções do Roberto entram em cena em alguns momentos da viagem em que a mãe canta em bares para arrumar alguns trocados no caminho. E o rei também empresta clássicos como Amor sem limite, Como é grande o meu amor por você e As curvas da estrada de Santos para a trilha sonora. Uma dica para se aliar à pipoca e a curiosidade de como termina a trama!

Um forte abraço a todos!

sábado, 2 de janeiro de 2010

Novo tempo

Ano novo, vida nova! Feliz 2010 a todos! E começamos o ano com essa mensagem do Ivan Lins lá de 1985. Novo tempo saudava a Nova República. O Brasil, após anos de ditadura, finalmente se encontrava com a tão sonhada redemocratização. O povo voltava a ter escolhas, a planejar seu futuro. E é isso que começamos a fazer em 2010, planejamos nosso futuro.

Após aproximadamente 25 anos do lançamento dessa canção, nos perguntamos, será que chegamos ao Novo tempo? Após 25 anos de democracia, vemos que não somos adultos no setor política, mas apenas engatinhamos. Entretanto estamos em ano eleitoral, em ano de Copa do mundo, em ano de novas lutas e o Novo tempo já é hoje, portanto, como diz a canção, "estamos mais vivos pra nos socorrer...". E é esta união que desejamos para nossas lutas cotidianas!

Novo tempo
(Ivan Lins e Vítor Martins)

No novo tempo, apesar dos castigos
Estamos crescidos, estamos atentos, estamos mais vivos
Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer

No novo tempo, apesar dos perigos
Da força mais bruta, da noite que assusta, estamos na luta
Pra sobreviver, pra sobreviver, pra sobreviver

Pra que nossa esperança seja mais que a vingança
Seja sempre um caminho que se deixa de herança

No novo tempo, apesar dos castigos
De toda fadiga, de toda injustiça, estamos na briga
Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer

No novo tempo, apesar dos perigos
De todos os pecados, de todos enganos, estamos marcados
Pra sobreviver, pra sobreviver, pra sobreviver

No novo tempo, apesar dos castigos
Estamos em cena, estamos nas ruas, quebrando as algemas
Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer

No novo tempo, apesar dos perigos
A gente se encontra cantando na praça, fazendo pirraça
Pra sobreviver, pra sobreviver, pra sobreviver...

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Um brinde à Música Brasileira!!!

Mais uma vez, requisitei meu amigo Vinícius Faustini, esse grande jornalista, para um bate-papo, dessa vez sobre o Blog Música do Brasil, que recentemente completou dois anos, sempre me proporcionando um trabalho prazeroso. Deixo para vocês como o último post do ano, sempre na esperança que apreciem e que possamos contar com sua visita, sua contribuição e parceria, para que juntos, continuemos em 2010 a falar sobre esse tema que é nossa paixão:  Um brinde à Música Brasileira.

A entrevista:

Vinícius Faustini - Everaldo, o Música do Brasil chega ao seu segundo ano de existência. Você acha que ele conseguiu abranger todos os cantos do país?

Everaldo Farias - Vinícius, não sei se ele abrangeu todos os cantos do país, mas procurei falar sobre vários músicos de todos os lugares desse país e sobre seus trabalhos, sem qualquer discriminação e creio que, pelos números que ele apresenta (quase 500 postagens e pouco mais de 100 mil acessos) posso dizer que se mostra como um êxito pessoal e fico muito satisfeito com seus resultados.

Vinícius Faustini - Hoje as páginas eletrônicas especializadas e as revistas costumam colocar em evidência somente artistas que estão em nível nacional. Você acredita que o regionalismo pode ser uma boa alternativa na música divulgada em outros meios, como a Internet e páginas de relacionamentos?

Everaldo Farias - Eu acredito que podemos falar de todos os artistas de forma interligada. As influências atravessam regiões geográficas. Você fala de um Luiz Gonzaga por exemplo e todo o país o conhece. A internet, as mídias de um modo geral servem para estreitar essas distâncias geográficas e também a cultura entre os povos, transformando o país no ecletismo rico que é, além de divulgar o trabalho de novos artistas locais.

Vinícius Faustini - Falar em ecletismo, um artista que passou por várias formas da Música Popular Brasileira completou 50 anos de carreira em 2009: ROBERTO CARLOS. Ele e suas canções são postados constantemente no Música do Brasil. Pra você, Roberto é o símbolo do povo brasileiro em letra e melodia?

Everaldo Farias - O Roberto é o que melhor representa os bons sentimentos desse país e isso há cinquenta anos. Um recorde, o maior artista da música brasileira de todos os tempos. Aliás, o Blog nada mais é que uma simples homenagem a isso. E tudo resumo quando digo que ali está o que aprendi com o Roberto! Foi ele, com seu ecletismo e gosto popular que me ensinou a cultuar desde Chico Buarque e João Gilberto até Adilson Ramos e Nando Cordel, na mesma proporção de admiração e respeito. Em todos encontro um pouquinho de Roberto Carlos, que conclui recentemente que é o meu papai noel que todo ano vem de azul para me trazer a felicidade musical no Natal.

Vinícius Faustini - O gosto popular, aliás, foi alvo de algumas críticas nestes dois anos do Música do Brasil, com o alvo direcionado a artistas sertanejos. Você acredita que suas postagens ajudaram a evidenciar um preconceito?

Everaldo Farias - Com certeza e isso é muito triste. Não acho que devamos gostar de tudo. Nem todos os artistas que comento sou apreciador de seu trabalho. Mas, por suas contribuições, merecem nosso respeito! Tem gente que gosta! E um artista, por representar determinado gênero não pode ser considerado menor apenas porque não condiz com meu gosto pessoal ou apresenta um trabalho ao qual não aprecio , pois isso acaba gerando constrangimento em pessoas inocentes, em fãs desses artistas! Acho até uma desumanidade por parte de alguns quando apresentam elevadas críticas desnecessárias, afinal de contas, por trás do artista há também o ser humano que merece respeito, pois assim Deus nos ensinou! Mas, isso tem representado fatos menores e raros atualmente, graças a Deus!

Vinícius Faustini - Além de cantores e músicos, o Música do Brasil tem dedicado espaço aos compositores brasileiros. O que você descobriu ao resgatar os grandes letristas do país?

Everaldo Farias - Que não temos conhecimentos desses artistas valiosos. Tem uns por exemplo, que já compuseram mais de trezentos sucessos e mesmo assim vivem no anonimato. Acho isso injusto e tento, de minha forma, divulgar um pouco e geralmente os comentários são sempre os mesmos: conhecia essas músicas mas, não sabia de quem era!

Vinícius Faustini - Atualmente, você tem destacado também instrumentistas em suas postagens. Isto se deve à aproximação com a música do maestro Eduardo Lages?

Everaldo Farias - Pelos dois motivos: o primeiro, pela falta de divulgação dos nossos grandes músicos brasileiros, que não devem nada aos estrangeiros, e também por ser apreciador do trabalho do maior maestro desse país, a elegância em forma musical Eduardo Lages, com quem aprendi muita coisa, não apenas com o extraordinário artista, mas também com o exemplo de ser humano que ele é.

Vinícius Faustini - Cantores, instrumentistas, compositores... Qual destes artistas brasileiros ainda merecem ser explorados pelas postagens do Música do Brasil?

Everaldo Farias - Todos, seus cds, seus dvds, suas canções, curiosidades, etc. Tenho o objetivo de fazer algo que seja referência para se conhecer o que de melhor temos: a riquíssima e eclética musica brasileira. Já falei de muita gente e tem muita gente ainda na fila. Gente que fez, gente que faz e que não tem espaço na mídia.

Vinícius Faustini - Quais joias da riquíssima Música Popular Brasileira merecem ser lapidadas em seu blogue?

Everaldo Farias - Os artistas que mais aprecio, que tenho mais cds e dvds estão em mais evidência, aparecem em mais postagens, Mas, tem espaço para todos, antigos e novos, todos os ritmos. Por aqui desfila a música brasileira e a história desta.

Vinícius Faustini - Nesta sua pesquisa por todos os ritmos brasileiros, você se pegou surpreendido com algum artista ou alguma canção? Digo de você ter uma ideia pré-concebida sobre determinado ícone da nossa música e mudar de opinião depois de conhecer detalhadamente sua obra.

Everaldo Farias - Os mais antigos, conheço pouco, digo os de antes da década de 50. E geralmente aprendo com tudo que pesquiso. Conheci melhor muita gente e tive a oportunidade de deixar minhas impressões sobre outros momentos, como por exemplo quando assisti a um show da Elba Ramalho lá em Limoeiro. Pensei que ela chegaria, cantaria pouco e iria embora, mas me surpreendeu sendo muito profissional e fez um belíssimo show. Os shows do Roberto, meu encontro com o Eduardo Lages, o projeto que iniciei esse ano cantando em Institutos de idosos, tudo isso foi interessante e emocionante de relatar e compartilhar com os amigos que são generosos em seus comentários.

Vinícius Faustini - Artistas, séries sobre discos, letras, compositores, músicos... Há alguma nova série musical prevista para a sequência do Música do Brasil?

Everaldo Farias - Bom, ainda quero falar sobre programas e shows que passaram sobre os nossos grandes nomes. Quero também abordar os encontros de nossos ídolos, quando as estrelas se encontram, seja em discos, shows, composições, etc. E vez por outra pinta alguma ideia de nova série, porque música é sempre um tema muito inspirador pra todos.

Vinícius Faustini - Certamente, novos presentes para os leitores do Música do Brasil. O terceiro ano do seu blogue promete!

Everaldo Farias - Vinícius, quero agradecer mais uma vez a honra que você me concede ao realizar esse trabalho comigo. Quero desejar a todos uma ótima passagem de ano e que 2010 seja um tempo repleto de saúde, paz, amor e muita música em nosso coração!

Um forte abraço e Feliz 2010 a todos!

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Músicas para Ano Novo

Ano novo é sempre igual, quer dizer, festa de reveillon é sempre a mesma. E as tradições também se mantém durante essa época. Vista apenas como uma passagem numérica e ao mesmo tempo como um recomeço, onde abandonamos o passado e projetamos o futuro, essa festividade é muito comemorada aqui no Brasil. No quesito canções para ano novo, fica uma observação um tanto curiosa: quase não temos canções para essa festividade. O que realmente ouvimos são ritmos típicos de festas carnavalescas. É como se a festa de ano novo por si só não sobrevivesse, herdando tradições do Natal, que passou já há uma semana, e servisse apenas de trampolim para que as pessoas possam começar a frevar ou sambar.

É claro que temos as surradas Adeus ano velho, Está chegando a hora e Marcas do que se foi (esse ano, quero paz no meu coração...). E, também uma chuva de machinhas carnavalescas e frevos (aqui é a terra do frevo) como Taí, Cidade maravilhosa, Vassourinhas, Me dá um dinheiro aí, As águas vão rolar, Chiquita bacana, Aurora, A jardineira, Saca-rolhas, entre outras que levam a pensar se não é esse um post sobre músicas carnavalescas (que já aconteceu anteriormente). Mas, nada que caracterize de uma forma autêntica e original essa festa de término de um ano e começo do outro.

Acho que poucos ousaram fazer canções para essa festividade. E quem tentou ficou apenas na tentativa, pois penetrar em uma tradição não é mesmo fácil. Nem explicável. Nunca entendi porque a canção Vou festejar, de Jorge Aragão, na voz de Beth Carvalho, que gosto muito, toca sem parar durante essa passagem. Acredito que seja por seu ritmo de desejar uma festa, pois a letra evoca uma vingança amorosa e um sentimento nada bom para se começar o ano. Mas, tudo deve mesmo se explicar com o ritmo carnavalesco em torno de um povo que adora carnaval e vê essa passagem apenas como uma prévia de outras que virão nos intervalos do suado trabalho.

Um forte abraço a todos!

domingo, 27 de dezembro de 2009

Os Músicos do Brasil - 5

Um dos mais conceituados músicos desse país chamas-se Jaques Morelenbaum, natural do Rio de Janeiro e o homenageado da série Os Músicos do Brasil. Filho de maestro e de professora de piano, irmão de clarinetista e também de maestro e casado com cantora, Jaques respira música desde o berço, o que proporciona à música brasileira, um de seus mais refinados trabalhos apresentados por ele.

Iniciou sua carreira como integrante do grupo musical A barca do sol. Mas, foi trabalhando na banda de Tom Jobim, de 84 a 94, que se consolidou. Paralelo a isso, também trabalhou com Egberto Gismonti e posteriormente com Caetano Veloso. Além destes, também atuou em discos de artistas como Gal Costa, Milton Nascimento, Chico Buarque, Ivan Lins, Paula Morelenbaum, Roberto Carlos, Skank, Barão Vermelho, Titãs, Marisa Monte, Beto Guedes, Gilberto Gil, Tim Maia, entre outros.

Maestro, violoncelista, arranjador, produtor musical e compositor, Jaques também foi destaque em trilhas sonoras de filmes do cinema nacional como O quatrilho, Tieta do Agreste, Orfeu do Carnaval e Central do Brasil, sendo bastante premiado por essas atuações. Após a morte de Tom, formou com Daniel e Paulo Jobim e com sua esposa Paula Morelenbaum, o quarteto Jobim Morelenbaum, apresentando vários shows com repertório do mestre, nos anos 90. E tudo isso é apenas um amostra onde são citados fatos envolvendo esse extraordinário nome da nossa música, que vem hoje para enriquecer nossa série.

Um forte abraço a todos!

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Roberto Carlos especial 2009!!!

E como a tradição manda, em festas brasileiras, papai noel é Roberto Carlos. Vestido de azul, com o mesmo repertório, com o mesmo sorriso, com as mesmas palavras, os mesmos suspiros, os mesmos gestos, como dizem os mesmos críticos e com a mesma emoção, Roberto nos emociona há 50 anos, embora, tivemos o especial de número 35, pois o primeiro foi ao ar em 1974. Quando ele pisou no palco, me emocionei muito, chegando até aquelas lágrimas azuis que derramamos de alegria por vê-lo mais uma vez ali!

Roberto não lançou produto de final de ano. Segundo a mídia, ficou na dúvida entre o cd de inéditas e o cd/dvd do maracanã e acabou não lançando nenhum deles. Mas, os cds/dvds Elas cantam Roberto estão vendendo bem e são tidos como produto de final de ano e parte dos presentes que sua majestade oferece ao povo brasileiro, há anos. A outra parte foi esse especial que trouxe como convidada Ana Carolina, uma das presentes naquele show gravado em maio. Os dois mandaram muito bem em Encostar na tua, sucesso do repertório dela, e Como vai você, sucesso do repertório dele.

Daniel também se apresentou com sua reverência a seu grande ídolo. Fizeram um belíssimo dueto na canção Quando eu quero falar com Deus. Roberto gosta de novelas e isso foi um capítulo a parte em seu especial, pois além de apresentar sua única canção inédita, lançada como trilha da novela Viver a vida, A mulher que eu amo, também cantou e dançou com Dira Paes, que se destacou esse ano em outra novela global: Caminho das Índias. Isso foi a deixa para entrar no palco, os últimos convidados, a Banda Calcinha Preta, que cantaram seu grande sucesso Você não vale nada e juntos com o rei, a canção que gravaram deste: Eu amo demais.

Roberto Carlos encerra sua turnê comemorativa pelos seus cinquenta anos de carreira como um rei. Um rei que não possui preconceitos ou discrimina estilos musicais diferentes ou ditos por alguns como menores, como é o caso da banda Calcinha Preta. Um rei que possui força e pensa em seu público, pois mesmo não conseguindo lançar algum trabalho, cd ou dvd, ultrapassou seus problemas de saúde para presenteá-los com seu especial que apresenta seus eternos clássicos como Emoções, Detalhes, É preciso saber viver, Jesus Cristo, Eu te amo te amo te amo, Como é grande o meu amor por você, Além do horizonte, entre outros, e também Do fundo do meu coração, Proposta e As curvas da estrada de Santos, com direito a solo. E nos perguntamos: quem vive sem essas canções? e qual fã vive sem Roberto no especial de final de ano? Agradeço Roberto seu esforço e seu belíssimo presente e que Jesus te dê toda saúde para que possamos durante muito tempo contemplar o cantor que Ele escolheu para celebrar seu aniversário no Brasil.

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Feliz Natal 2009!!!

E nessa Noite Feliz comemoramos o Natal, a maior festa da humanidade e que saúda Àquele que veio para salvar o mundo, para plantar a paz e despertá-la em cada ser, em seu coração. Jesus veio ao mundo de forma humilde, lembrando a todos que esse é um dos maiores sentimentos que devamos cultivar em nossas vidas e em nossos relacionamentos humanos.

E, no Brasil, escolheu um artista para ser o cantor oficial de sua festa e que há 50 anos cumpre esse papel majestoso: Roberto Carlos. A canção escolhida foi composta em 1998 especialmente para essa festividade. Um desejo de paz e amor a cada lar, independente de sua condição financeira. Saúde, amor e paz, felicidade também:

Meu menino Jesus
(Roberto Carlos e Erasmo Carlos)

Oh! Meu Menino Jesus
Na noite desse Natal
São as estrelas que brilham no céu
Do seu amor, um sinal

Que em toda casa a alegria
Seja pra todos igual
Brisa de flor perfumando o jardim
Chuva de amor no quintal

E nessa noite feliz
Noite de paz e de amor
Todos veremos no céu
A estrela do Salvador

Te peço, Menino Jesus
Ponha na mesa de alguém
O que esse alguém sempre quis e não tem
Felicidade também
 
Um forte abraço a todos!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Os compositores do Brasil - 22

Natural de Quixeramobim (CE), mais um dos maiores nomes da nossa composição: Fausto Nilo Costa Júnior. E, talvez mais um nome desconhecido com grandes clássicos na mente do povo brasileiro. Saiu de sua cidade natal aos onze anos de idade, indo para Fortaleza e se dedicando à outra paixão: a arquitetura. Seu primeiro sucesso viria em 1972 com a canção Fim do mundo e é atualmente um dos campeões de sucessos na voz de grandes nomes, alguns dividindo composições com eles.

É o autor de canções como Tudo com você, Letras negras, Amor nas estrelas, Santa fé, Pedra sobre pedra, Astro vagabundo, Retrovisor, Retrato marrom, Jardim dos animais, Bloco do prazer, Cartaz, Chorando e cantando, Dona da minha cabeça, Lua no Leblon, Você se lembra, Mil e uma noites de amor, Companheira de alta luz, entre outras que brilham em algumas das vozes mais conhecidas desse país.

Simplesmente interpretado por gente como Fagner, Gal Costa, Nara Leão, Ney Matogrosso, Simone, Geraldo Azevedo, Elba Ramalho, Dominguinhos, Zé Ramalho, Lulu Santos, Luiz Gonzaga, Moraes Moreira, Maria Bethânia, Chico Buarque, Caetano Veloso, entre outros, Fausto é um dos mais requisitados por esses e outros grandes intérpretes e sem sombra de dúvidas, é ótimo poder encerrar essa série, que volta em 2010, com grandes nomes como esse!

Um forte abraço a todos!

domingo, 20 de dezembro de 2009

Dominguinhos ao vivo

Tá aqui uma ótima pedida para esse Natal. O primeiro dvd de Dominguinhos, gravado no maior teatro ao ar livre do mundo, em Nova Jerusalém/PE. Gravado no dia 13 de dezembro de 2008, justamente na data de aniversário do rei do baião, esse trabalho também é uma homenagem a esse ilustre nordestino, a quem Seu Domingos acompanhou e herdou sua maior influência.  Com a participação dos amigos Cezinha, Waldonys, Renato Teixeira, Elba Ramalho, Jorge de Altinho e de Guadalupe e Liv, suas esposa e filha respectivamente, Seu Domingos começa com uma homenagem a Gonzaga, vestido igual ao rei do baião, com direito a chapéu de couro e gibão e contando como o conheceu e tudo começou, além de entoar o clássico Hora do adeus do mestre Lua.

Comemorando seus cinquenta anos de carreira, o show segue com as instrumentais Nilopolitano, Guada e Liv no forró e Lé, quando Dominguinhos logo desfila canções que se tornaram inesquecíveis e que descrevem tão bem nosso Nordeste como Respeita Januário, Sabiá, Riacho do navio, Forró no escuro, Nem se despediu de mim, Pau de arara, Sala de reboco, Vida de viajante, além de clássicos de seu repertório como Sete meninas, Doidinho doidinho, Tenho sede, Lamento sertanejo, Enchendo o saco, Casa tudo azul, Retrato tudo azul, Princesinha no choro, Forró em Fazenda Nova, Plantio de amor e Eu só quero um xodó, e a inédita Faz tempo.

Isso mesmo, em pouco mais de duas horas de show, Seu Domingos não deixa ninguém parado e ainda nos emociona com os convidados que interpretam com o mestre que empresta sua sanfona ou sua voz em Feira de Mangaio, Petrolina Juazeiro, Anjo querubim, Bicho de sete cabeças, Amizade sincera, Romaria, De volta pro aconchego e Onde está você. O show chega ao fim com todos no palco interpretando o hino do Nordeste Asa branca, além de Isso aqui tá bom demais e Pedras que cantam. Seu Domingos, pelo extraordinário músico que representa em nossa mpb merecia um trabalho como esse, onde reverencia e é reverenciado como um ser ímpar e respeitado por todos nós, proporcionando esse excelente presente de Natal!

Um forte abraço a todos!

sábado, 19 de dezembro de 2009

Tema da Árvore de Natal

Iniciamos a semana natalina com um de seus principais símbolos: a Árvore de Natal. E apresentamos uma letra muito linda de dois grandes mestres da composição e que muito emociona. Embora alguns grandes clássicos natalinos venham lá de fora, no Brasil também temos canções lindíssimas para essa época. E também recentes!

Essa canção foi composta para ser tema de inauguração da Árvore de Natal da Lagoa Rodrigues de Freitas, no Rio de Janeiro. E a cada ano é entoada durante todo o mês de dezembro e torço para que a divulgação dessa belíssima canção seja cada vez maior para que se torne, quem sabe, um hino à essa data. De uma forma peculiar, essa canção exalta que estejamos mais unidos, "se encontrando mais". Gosto muito dessa época, essas canções são muito tocantes e profundas na alma nacional de um povo generoso.

Tema da Árvore de Natal
(Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle)

Hoje é dia prá deixar aberto o coração
É preciso amor, é preciso fé
Fé na esperança, fé nos homens e sonhar
Um mundo melhor, só prá gente amar

Quem dera essa festa nunca mais tivesse fim
Que a gente passe a vida festejando sempre assim

Com sinos celebrando a paz
Com a gente se encontrando mais
No coração uma alegria sem igual

Da árvore venham sinais
Que o céu e a terra estão em paz
Prá segurança em família no Natal

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Tocar suave a sua mão, sentir a emoção...

Natural de Belém do Pará, Jane Duboc Waquer canta desde os treze anos, se apresentando na escola, televisão e festivais. Morou um tempo nos Estados Unidos onde estudou música e quando retornou, fundou o grupo Fein que se apresentava cantando em inglês. Seu primeiro disco com esse grupo foi produzido por Raul Seixas em 1977 e teve pouca repercussão, inclusive tendo algumas censuras.

Seu primeiro disco solo nasceu em 1980, com a participação de músicos como Djavan, Sivuca, Oswaldo Montenegro e Toninho Horta. Com esse trabalho, finalmente se encontra com o sucesso que posteriormente também viria em canções como Meu homem, Cachoeira, Que outro dia amanheça, Minas em mim, Eu no sol, Som pra sumir, Água, Chama da paixão, Sonhos, Como se deixa passar, Só nós dois, De corpo inteiro, Louco amor, Vem pra mim, entre outras.

Quem curtiu seu trabalho, sobretudo nos anos 80 e 90 há de concordar que ela é daquelas artistas que fazem muita falta na mídia, nas rádios. Com um gênero romântico, Jane tem um público forte e fiel que não falta a seus shows, nos locais onde pode-se comprovar todo seu talento e sua musicalidade e atualmente divulga seu novo trabalho dedicado a Ella Fitzgerald!

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Como a gente achou que ia ser...

Jorge Mário da Silva é um dos nomes mais comentados da nova música brasileira. Natural do Rio de Janeiro/RJ e primo do cantor Dudu Nobre, Seu Jorge, como é conhecido, trabalhou como descascador de batatas e ainda viveu nas ruas na adolescência durante três anos e posteriormente morou no Teatro da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, onde começou sua carreira artística como ator a convite de Paulo Moura.

Ganhou o apelido de Seu Jorge do ex-baterista do Rappa Marcelo Yuka. Participou de filmes como Cidade de Deus e Casa de areia. Como cantor, iniciou com o grupo Farofa carioca, formado em 1997. Já em 1999 segue carreira solo, lançando seu primeiro disco solo em 2001. Em 2005, participou de um show com Ana Carolina que gerou o dvd Ana & Jorge que o tornou mais conhecido nacionalmente, além de emplacar um de seus maiores sucessos desse projeto: a canção É isso aí, versão de Ana para "Blower's daughter", sucesso de Damien Rice.

Entre vários sucessos, podemos citar A carne, A lei da bala, Carolina, A massa, Burguesinha, Tive razão, Seu olhar, Pretinha, Cuidar de mim, Mariana, Diz que fui por aí, Coqueiro verde, entre outras. Não conheço muito o trabalho de Seu Jorge. Já o vi em algumas apresentações na tv e me pareceu um bom músico. E por essa pesquisa, conclui que ele é um exemplo de superação e de luta na música brasileira e isso é muito positivo para todos nós!

Um forte abraço a todos!