terça-feira, 19 de abril de 2011

Roberto Carlos - 70 anos de vida

E Roberto Carlos chega aos 70 anos. E o que dizer? Quanto temos para agradecer a esse homem que canta o amor há tanto tempo? Poderia subir a montanha e ficar bem mais perto de Deus e agradecer por presenciar esse ser que venceu as barreiras, as dificuldades e os preconceitos encontrados nesse caminho, afirmando que o amor é a força maior e que devemos cultivar esse sentimento em nós sempre.

Poderia dizer como fã do trabalho do Roberto e como apreciador da música brasileira que são 70 anos de pura lição, pois o homem que é chamado de rei se porta como um simples senhor que sabe ser um senhor, como foi um simples menino e sabia ser menino no colo da mãe, um simples garoto e sabia ser um garoto em busca de um broto que seria seu eterno amor, um simples homem exemplar que soube plantar tantos sentimentos nobres nas pessoas, na família brasileira, na natureza e na arte, através de seu canto e de suas mensagens. Um simples artista que se encurva diante do aplauso que recebe e lança flores para pessoas que estão magnetizadas com seu carisma. Mas, não me contento com um simples texto que fale sobre tudo isso em poucas palavras.

Poderia perguntar quem nunca cantou, assobiou, tocou, chorou ou ao menos citou alguma canção do Roberto? Tantos artistas o regravaram, tantos encontros memoráveis com seus súditos famosos e anônimos, tantas histórias pra contar de fãs, admiradores, de pessoas comuns que tiveram suas vidas regidas pela trilha sonora de sua majestade. Mas, falar apenas isso não é suficiente diante de tanto que ele fez por todos, sem ao menos perceber que seus gestos majestosos seriam tão grandiosos e gratificantes para quem os recebessem e com eles aprendessem.

Penso que se escrevesse mil parágrafos como esses, mesmo assim ainda não conseguiria dizer o que sinto. Acho que com palavras não sei dizer, ou tudo isso é pouco diante do que sinto. Daí eu entendo ainda mais porque a gente se desespera a procurar alguma forma de falar e o coração fica a 300 km/h vivendo esse momento lindo. E os tradicionais desejos de felicidade, paz e saúde acompanham a vontade de que mais aniversários venham pela frente, pois essa é a certeza de que existirão outras oportunidades de tentar dizer algo mais que não consegui nesse momento, mas que são apenas detalhes pequenos de uma vida cheia de muitas emoções!

Um forte abraço a todos!

domingo, 17 de abril de 2011

CD e DVD Guilherme Arantes Intimidade

Intimidade é o nome dado ao Cd e Dvd gravado por Guilherme Arantes em 2007. Produzido por Luiz Carlos “Meu bom”, é resultado de uma apresentação íntima e acústica, realizada em seu próprio estúdio, em sua casa na Bahia e com uma plateia seleta formada por trinta expectadores de seu fã-clube, que se deliciaram ao som de seus eternos clássicos.

No cd temos Planeta água, Cheia de Charme, Deixa chover, Um dia um adeus, Cuide-se bem, Coisas do Brasil, Meu mundo e nada mais, Amanhã, O melhor vai começar, Lance legal, Marina no ar, Lindo balão azul, Pedacinhos e Brincar de viver. O dvd traz as mesmas canções, algumas como extras, além de outras seis que são Fã número 1, Êxtase, Sob o efeito de um olhar, Todo mês de maio na maior, Blue moon para sempre e Salvador primavera e outono.

Nos extras temos Making of e depoimento do artista que conta um pouco sobre sua trajetória e sobre esse projeto acústico, que coroa a carreira de um dos mais bem sucedidos cantores, compositores e músicos desse país, que nos presenteia com trabalhos como este e com suas inesquecíveis composições!

Um forte abraço a todos!

sábado, 16 de abril de 2011

Pensar em você

Chico César é outro compositor da nova geração que vez por outra nos presenteia com pérolas como esta. Imortalizada pela Daniela Mercury, tema da novela global Belíssima (2005-2006), Pensar em você traz consigo o romantismo à flor da pele, despertado apenas com um simples pensamento que toma conta de todo um ser e de todo o universo ao mesmo tempo. E não há chuva que mude esse pensamento, pois só essa existência deixa o dia sempre lindo!

Dizem que Chico fez essa canção como encomenda para Roberto Carlos gravar e este não gravou. Independente desse fato, a verdade é que essa canção tornou-se uma das mais românticas dos últimos tempos, provando que autores brasileiros ainda são e serão sempre capazes de criar pérolas para os amantes da boa música, sobretudo romântica.

Pensar em você
(Chico César)

É só pensar em você que muda o dia
Minha alegria dá pra ver
Não dá pra esconder

Nem quero pensar se é certo querer
O que vou lhe dizer
Um beijo seu
E eu vou só pensar em você

Se a chuva cai e o sol não sai
Penso em você
Vontade de viver mais
Em paz com o mundo e comigo

Se a chuva cai e o sol não sai
Penso em você
Vontade de viver mais
Em paz com o mundo e consigo

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Coleção de cd´s de Tim Maia

Assim como aconteceu com Chico Buarque, a Abril Coleções lança uma segunda proposta, agora com o eterno síndico da MPB Tim Maia. Também como ocorreu com Chico Buarque, não se trata de sua coleção completa, mas alguns dos principais títulos selecionados para fazerem parte de um sofisticado trabalho com direito a encarte em forma de livreto com histórias do artista, do país de sua época e do disco apresentado.

São 15 volumes e o primeiro é Tim Maia 1970, que custa R$ 7,90 e os demais custarão R$ 14,90, com destaque para trabalhos inéditos do Tim, como foi o Racional Volume 2 (1976) e o Racional Volume 3, que não foi lançado nem em vinil pelo artista na época. Entretanto, este último volume só pode ser adquirido por quem comprar os outros 14, através de um cadastro feito no site da coleção.

Mesmo não trazendo todos os títulos os anos 70, ou outros valiosos álbuns dos anos 80 que mais venderam e popularizaram o cantor, é interessante se deparar com uma coleção como essa, adquirida nas bancas e que tem em seu encarte o ponto alto do trabalho, perdendo apenas para o vozeirão do Tim e o som de seus eternos clássicos Primavera, Pede a ela, Leva, Não quero dinheiro, Chocolate, Como uma onda, Ascende o farol, Dia de domingo, Me dê motivo, Gostava tanto de você, Do leme ao pontal, Descobridor dos sete mares, Sossego, Vale Tudo, Azul da cor do mar, Bons momentos, etc.

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 12 de abril de 2011

Os Intérpretes do Brasil - 5

E nessa série em que homenageamos os maiores intérpretes que esse país oferece, destacando suas maiores interpretações, trazemos hoje um cara que é o rei da voz, um professor da música brasileira, uma referência para tantos outros grandes intérpretes, 80 anos de emoção de Cauby Peixoto. Durante toda sua carreira, Cauby mostrou que é intérprete por natureza, não apresentando composições e dessa forma, todos os sucessos de seu repertório são interpretações de outros criadores.

Algumas dessas interpretações receberam destaque em projetos como Cauby interpreta Roberto de 2009, onde visita a obra do rei, ou Cauby sings Sinatra de 2010 onde navega na obra do ídolo Frank Sinatra, ou Cauby canta Baden de 2006. E em termos de canções, destacaria três de seu repertório como pérolas que o levam ao patamar de intérprete por excelência: Conceição, Bastidores e É tão sublime o amor.

Esta última é mais particular de seu repertório e envolve meu gosto pessoal. Conceição é o primeiro clássico do Cauby e virou sua marca registrada, ficando difícil alguém se aventurar a interpretá-la depois dele, inclusive destaco a versão feita para a série 20 super sucessos. E Bastidores é tão Cauby, que não seria pecado dizer que é a canção dele, feita pra ele e chego afirmar que foi uma das maiores inspirações do Chico Buarque em termos de música por encomenda, o que afirma tudo que pude dizer nessa postagem: Cauby é um mestre nessa área e um verdadeiro intérprete da nossa música, habitando a nobreza desta!

Um forte abraço a todos!

domingo, 10 de abril de 2011

CD Marisa Monte - Barulhinho bom

Esse é mais um grande trabalho da Marisa Monte. Resultado da turnê Cor-de-rosa e carvão, foi lançado em 1996 em formato duplo, com 11 canções ao vivo no primeiro cd, captadas em shows realizados nos Teatros Guararapes (Recife/PE) e Carlos Gomes (Rio de Janeiro), e 7 músicas gravadas em estúdio e inéditas na voz da Marisa.

As versões ao vivo apresentam canções até então inéditas na voz da Marisa como Panis et circenses, De noite na cama, A menina dança e Give me Love, além de canções de seu repertório como Beija eu, Ainda lembro, Dança da solidão, Ao meu redor, Bem leve, Segue o seco e Xote das meninas (em versão diferente à já gravada anteriormente).

As inéditas em estúdio do segundo cd são Arrepio, Maraçá e Magamalabares de Carlinhos Brown, Chuva no Brejo de Moraes Moreira, Cérebro eletrônico de Gilberto Gil, Tempos modernos de Lulu Santos e Blanco da própria Marisa. Em uma produção de Arto Lindsay e da própria artista, temos mais uma pérola indispensável na coleção de qualquer amante da boa música. A arte do encarte com desenhos sensuais também é um diferencial nesse trabalho!

Um forte abraço a todos!

sábado, 9 de abril de 2011

Telegrama

Gosto do Zeca Baleiro, de sua voz grave, de suas geniais composições. Já comentamos um pouco sobre sua carreira antes. Futuramente, pretendo falar sobre seus encontros dentro da música brasileira com artistas como Gal Costa e Fagner, na Série Olhando as estrelas.

Por enquanto, ficamos com Telegrama, uma de suas canções mais românticas e ao mesmo tempo mais engraçadas. Unir amor com humor não parece tarefa fácil, pois não temos tantas canções assim, mas Zeca pareceu tirar de letra essa canção onde revela que um simples gesto pode enlouquecer quem ama! E quem duvida?

Telegrama
(Zeca Baleiro)

Eu tava triste, tristinho
Mais sem graça que a top-model magrela na passarela
Eu tava só, sozinho
Mais solitário que um paulistano,
Que um canastrão na hora que cai o pano

Tava mais bôbo
Que banda de rock
Que um palhaço
Do circo Vostok

Mas ontem eu recebi um Telegrama
Era você de Aracaju, ou do Alabama
Dizendo: Nêgo sinta-se feliz
Porque no mundo tem alguém que diz:

Que muito te ama!
Que tanto te ama!
Que muito muito te ama,
Que tanto te ama!

Por isso hoje eu acordei
Com uma vontade danada
De mandar flores ao delegado
De bater na porta do vizinho
E desejar bom dia
De beijar o português da padaria

Mama! Oh Mama! Oh Mama!
Quero ser seu!
Quero ser seu!
Quero ser seu!
Quero ser seu papa!

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Meu pedaço de universo é no teu corpo...

Esse é o Taiguara Chalar da Silva, ou simplesmente Taiguara. Natural de Montevidéu, Uruguai, Taiguara veio para o Brasil com 4 anos de idade, ganhou um piano do avô aos 8 anos e aos 10, já compunha. Influenciado por diversos ritmos como guarânias, bossa nova, pop rock e sambas, sua carreira despontou aos 18 anos quando cantou na noite e gravou seu primeiro disco, dois anos depois.

Teve algumas de suas canções censuradas, sofrendo com a repressão de presenciar mais de cem canções proibidas. Mas, emplacou grandes sucessos como Hoje, Universo do teu corpo, Piano e viola, Amanda, Tributo a Jacob do Bandolim, Viagem, Berço de Marcela, Teu sonho não acabou, Geração 70, Que as crianças cantem livres, entre outras. Passou um tempo fora do país, aprendendo outros estilos musicais. Ao voltar ao país, não encontra mais o mesmo sucesso.

Taiguara partiu para a eternidade em 1996. Suas canções são lembradas por vários artistas da noite e alguns colegas como Emílio Santiago, Pery Ribeiro, Angela Maria, Claudia, Evinha, Agnaldo Timóteo, Célia, Orlando Silva, Roupa Nova e Erasmo Carlos, entre outros.

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 5 de abril de 2011

Caminhando e cantando e seguindo a canção...

Essa é um trecho da canção de protesto mais conhecida no Brasil e também de um dos maiores sucessos de Geraldo Pedroso de Araújo Dias Vandregísil,  mais conhecido como Geraldo Vandré. Natural de João Pessoa/PB, Vandré esteve ligado à música desde cedo, pois gostava de cantar no rádio e participou de vários programas de calouros na adolescência, inclusive já no Rio de Janeiro onde iniciou sua carreira artística.

Curioso é que por pouco Vandré não fez uma dupla com João Gilberto, pois dedicou-se aos estudos de direito, que o levaram a formar parceria com outro ilustre, Carlos Lyra, com quem compôs suas primeiras canções. Seu primeiro disco veio em 1964 com o sucesso de Fica mal com Deus, mas o reconhecimento nacional viria com a vitória do Segundo Festival da Música Popular da Record, com a canção Disparada, interpretada por Jair Rodrigues, que dividiu o título com A banda, de Chico Buarque.

Vandré, aos 75 anos em 2010.
E foi no Festival Internacional da Canção, de 1968, que estourou o sucesso de Pra não dizer que não falei das flores, que só perdeu para Sabiá de Chico e Tom, que foram vaiados por isso. Outras canções do seu repertório são Canção da despedida, Rosa flor, Rancho da rosa encarnada, Vou caminhando e Pra que mentir. Outra grande curiosidade que se remete a seu nome é o fato de afirmarem que ele foi torturado pelos militares, exilado e depois, enlouquecido, fatos desmentidos em recente entrevista dada a Globo News, ano passado, afirmando que seu afastamento da música foi algo natural e uma escolha da qual não se arrepende.

Um forte abraço a todos!

domingo, 3 de abril de 2011

Os Intérpretes do Brasil - 4

E a Série sobre os grandes intérpretes e suas marcas registradas destaca uma figura feminina, já que muitos afirmam que hoje o Brasil é o país das cantoras, precisamos destacar uma que pode ser dita como referência para muitas que estão aí hoje e outras que ainda surgirão: Elis Regina, considerada por vários como a melhor cantora do Brasil de seu tempo.

Elis se destaca em todas as canções que interpretou, e entre elas, gostaria de dar enfâse a Casa no campo, Romaria, Como nossos pais, Águas de março, As curvas da estrada de Santos, O bêbado e a equilibrista, Fascinação, Alô alô marciano, Atrás da porta, Arrastão e Madalena. Esses não são apenas sucessos de seu repertório, pois poderíamos citar mais uma centena deles, mas são interpertações dos mais variados compositores desse país que ganharam sua marca.

Canções que ao ouvirmos, sabemos que se trata da Elis. São interpretações que, mesmo com outras releituras também tão geniais de seus mesmos compositores e de outros intérpretes, a gênese de seu sucesso se encontra em um único nome: Elis Regina e por isso temos nela uma eterna referência para tantas gerações.

Um forte abraço a todos!

sábado, 2 de abril de 2011

Futuros amantes

Olha, essa é das minhas preferidas não apenas do Chico, mas da música brasileira. Futuros amantes é das mais valiosas pérolas que possuímos. Romântica ao extremo, desperta em nós um novo atrevimento em tentar desvendar os segredos do Chico Buarque compositor. Lançada em 1993 e também no cd ao vivo As cidades, de 1998, foi também gravada por Gal Costa.

Futuros amantes é um retrato de um amor vivido que sugere se eternizar no Rio de Janeiro, mas ao contrário da maioria das canções de amores eternos que se alicerçam no passado ou no presente, como o próprio título sugere, esse amor brilhará no futuro e a contemplação máxima se dará não mais pelos protagonistas dele, mas pela certeza que alguém vasculhará um Rio de Janeiro submerso (geograficamente isso é possível e até provável há milhares de anos a frente), surpreso ao se deparar com um amor atemporal dessa magnitude! Coisas de gênios!

Futuros amantes
(Chico Buarque)

Não se afobe, não, que nada é pra já
O amor não tem pressa, ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário, na posta-restante
Milênios, milênios no ar

E quem sabe, então o Rio será
Alguma cidade submersa
Os escafandristas virão explorar sua casa
Seu quarto, suas coisas, sua alma, desvãos

Sábios em vão tentarão decifrar
O eco de antigas palavras
Fragmentos de cartas, poemas, mentiras, retratos
Vestígios de estranha civilização

Não se afobe, não, que nada é pra já
Amores serão sempre amáveis
Futuros amantes, quiçá, se amarão sem saber
Com o amor que eu um dia deixei pra você

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 31 de março de 2011

O retrato que eu te dei...

A Jovem Guarda não trouxe apenas grandes cantores, reis, grupos ou grupos vocais. Temos também uma dupla que marcou no sucesso seus nomes: Gileno Osório Wanderley de Azevedo, natural de Natal/RN e Sílvia Lília Barrie Knapp, natural do Rio de Janeiro/RJ, que compuseram a dupla Leno e Lílian. Eles se conheceram quando Leno já morava no Rio e mesmo após a volta de sua família para o Nordeste, a dupla voltou a se encontrar anos depois.

Foi através de Carlos Imperial e sempre acompanhados por Renato e seus blue caps, que Leno e Lílian chegaram ao sucesso e ao primeiro disco, que trouxeram a explosão dos sucessos Devolva-me e Pobre menina. Outros sucessos foram Eu não sabia que você existia, Coisinha estúpida e Não acredito.

A dupla se desfez, se refez e não alcançou mais o mesmo sucesso na década de 70. Em suas carreiras solos, Lilian ainda estourou com Sou rebelde, na década de 70 e Leno com Pobreza ainda na década de 60, além de ter composto as primeiras canções de Raulzito, que mais tarde seria Raul Seixas. Leno e Lílian, apesar das brigas, sempre se encontram em para reviver a época de ouro de seus sucessos.

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 29 de março de 2011

Os Músicos do Brasil - 20

Este é Pedro Aníbal de Oliveira Gomes, ou Pepeu Gomes, como é conhecido. Natural de Salvador/BA, Pepeu integrou o grupo Novos baianos e tornou-se um dos maiores guitarristas desse país. Curioso é que já aos 11 anos, integrava uma banda que tocava música da Jovem Guarda, comprovando seu interesse pela música desde muito cedo.

Antes de participar dos Novos baianos, Pepeu tocou com Caetano e Gil, no show de despedida destes antes do exílio. E no grupo e pós-grupo, Pepeu foi também cantor e compositor em canções como Eu também quero beijar, Masculino e feminino, A lua e o mar, Sexy Iemanjá, Mil e uma noites de amor, Garota dourada, Deusa do amor, Eu também quero beijar, etc.

Mas, foi como músico que Pepeu mais atuou em sua carreira com vários trabalhos instrumentais, além de participações em projetos de outros colegas como Gal Costa, Baby Consuelo, Ney Matogrosso, Daniela Mercury, Elba Ramalho, Ednardo, Moraes Moreira, entre outros.

Um forte abraço a todos!

domingo, 27 de março de 2011

Olhando as estrelas - 13

E a Série Olhando as estrelas visita hoje uma relação que já tem muito tempo. Ele começou como motorista dela nos anos 50 e hoje é um dos maiores parceiros, tendo inclusive não apenas gravado canções com ela, mas discos, além de aparecer ao seu lado em vários especiais e programas de televisão. Tô falando de Ângela Maria e Agnaldo Timóteo, duas grandes vozes que esse país tem e que vez por outra, se juntam para brindes à música brasileira.

Cd 1999.
Oficialmente, gravaram juntos dois discos: em 1999 gravaram o cd Ângela e Agnaldo - Sucessos sempre!, com destaque para interpretações como Índia, Alma gêmea, Deslizes e Um dia de domingo em capa que você tem ao lado; em 1979, 20 anos antes, gravaram outro disco juntos com destaque para as canções Meu primeiro amor, Cabecinha no ombro, Travessia, Jura-me, Sorri e Brigas, em foto da capa que você tem abaixo.

Lp 1979.
Mas, esses são apenas alguns dos momentos de amizade e cumplicidade musical que essas duas estrelas sempre apresentaram, como foi a participação no cd e especial de Ângela Maria amigos, em 1996, onde interpretaram Tango para Teresa ou nas faixas do cd Obrigado mãe do Timóteo de 1995 em que dividiram os vocais, só pra citar algumas das premiadas vezes em que a música brasileira pôde presenciar esse encontro de estrelas, donas de grandes vozeirões!

Um forte abraço a todos!

sábado, 26 de março de 2011

Separação

Essa é uma das canções mais lindas compostas pelo José Augusto, interpretada inicialmente pela Simone e depois pelo próprio autor. É também uma das canções mais apresentadas pelos cantores da noite e foi interpretada pelo Adilson Ramos no programa Rei Majestadade do Sbt.

Separação fala de um amor partido, mas, com uma compreensão do fato de forma surpreendente, pois a maturidade dos envolvidos é evidente, além do desejo resignado de que tudo dê certo para a outra parte. Mas, amor partido é sempre amor partido e esses artistas românticos, como o Zé Augusto, sabem falar sobre isso como mestres.

Separação
(José Augusto e Paulo Sérgio Valle)

Melhor assim
A gente já não se entendia muito bem
E a discussão já era a coisa mais comum
E havia tanta indiferença em teu olhar

Melhor assim
Pra que fingir se você já não tem amor
Se teus desejos já não me procuram mais
Se na verdade pra você eu já não sou ninguém

De coração
Eu só queria que você fosse feliz
Que outra consiga te fazer o que eu não fiz
Que você tenha tudo aquilo que sonhou

Mas vá embora
Antes que a dor machuque mais meu coração
Antes que eu morra me humilhando de paixão
E me ajoelhe te implorando pra ficar comigo

Não diz mais nada
A dor é minha, eu me aguento pode crer
Mesmo que eu tenha que chorar pra aprender
Como esquecer você

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 24 de março de 2011

Então você verá o valor que tem o amor...

Ele foi um dos cantores mais populares dos anos 60 e 70. Partiu para a eternidade no início dos anos 80, mas deixou na música brasileira sua marca, pelo seu romantismo que o tornou um dos maiores campeões de vendas de seu tempo: Paulo Sérgio de Macedo, ou simplesmente Paulo Sérgio.

Natural de Alegre/ES, Paulo Sérgio despontou em 1967, quase no final da Jovem Guarda. Com um estilo parecidissmo com o romantismo de Roberto Carlos, chegou a ser acusado de imitar o rei. Dizem até que o disco O inimitável do Roberto foi uma resposta a isso. Histórias a parte, a verdade é que Paulo Sérgio estourou no país com o sucesso A última canção, em 1968 e durante o tempo em que esteve na ativa, produziu vários sucessos radiofônicos e conquistou uma legião de fãs!

Entre outros sucessos de seu repertório estão Meu filho Deus que lhe proteja, Índia, Quero ver você feliz, Eu te amo eu te venero, No dia em que parti, Pelo amor de Deus, Benzinho, Para o diabo os conselhos de vocês, Quando a saudade aperta, Minhas qualidades meu defeitos, etc.

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 22 de março de 2011

Os compositores do Brasil - 36

Chegamos a 36ª postagem com outro grande compositor da música brasileira: Dalto Roberto Medeiros, ou simplesmente Dalto. Natural de Niterói/RJ, Dalto é dono de hits conhecidíssimos pelo público brasileiro na voz de artistas como Simone, Roupa Nova, Biafra, Ray Coniff, Zizi Possi, Jorge Aragão, Emílio Santiago, Fafá de Belém, Ângela Maria, Erasmo Carlos, Daniela Mercury, Roberta Miranda, Beto Guedes e Marina Lima, entre outros.

Quem nunca ouviu e cantarolou as canções Muito estranho (cuida bem de mim), Anjo, Bem-te-vi, Vinho antigo, Leão Ferido, Espelhos d´água, Quase não dá pra ser feliz, Flash back, O amor não é um filme, etc, todas na maioria em parceria com outro grande fabricador de hit, seu parceiro Cláudio Rabello?

Dalto é mais um nome que mostra que precisamos despertar nossa cultura de homenagear os compositores, pois na música, eles são a gênese de tudo e geralmente ficam ofuscados pelos intérpretes. E a internet ainda oferece poucas informações sobre esses mestres, pois suas biografias e às vezes até uma foto é difícil de encontrar. E o objetivo dessa série continua sendo esse, o de levar às pessoas um pouco sobre o trabalho desse pessoal tão genial!

Um forte abraço a todos!

domingo, 20 de março de 2011

DVD Nelson Gonçalves - Eternamente Nelson

Um dvd indispensável à memória da música brasileira é Eternamente Nelson, lançado em 2008 e que capta o especial Nelson Gonçalves 40 anos, de 1981 para a Rede Globo, além de encontros marcantes ocorridos em programas da emissora como Fantástico e Globo de ouro e depoimentos, onde o rei da voz, recuperado de momentos difíceis em sua vida, comemorava as quatro décadas de estrada ao lado de grandes nomes.

Do show, temos as canções O dono das calçadas (com Nelson Cavaquinho), Carlos Gardel, Mais um ano sem Noel, Meu vício é você, A despedida, Nem às paredes confesso e Negue. Encontros em clipes como Lembranças (com Martinho da Vila), Louco (com Alcione), O negócio é amar (com Fafá de Belém), A última estrofe e Pedestal de lágrimas (com Orlando Silva).

Temos também clipes onde a estrela solitária é o Nelson e sua eterna voz em sucessos como Auto-retrato, Medley (com as canções Fica comigo essa noite/Meu dilema/Escultura/Pensando em ti), Onde anda você, Minha rainha, A volta do boêmio (apresentada pelo Fantástico como seu maior sucesso), Folhas mortas (música com a qual Nelson desejaria ser relembrado) e Deusa do Asfalto.

Seus depoimentos são comoventes sobre sua dificuldade com as drogas, sua recuperação e o companherismo de seu maior parceiro musical Adelino Moreira. Além de tudo, temos aqui um projeto raro e inesquecível não apenas do Nelson, mas de tantos encontros antológicos para a história da música brasileira!

Um forte abraço a todos!

sábado, 19 de março de 2011

Encostar na tua

Essa canção é das mais lindas da Ana Carolina. Tema da novela global Celebridade, conquistou as rádios de todo o país, alcançando o topo e lá permanecendo durante várias semanas. Com uma letra pra lá de apaixonada, Encostar na tua escancara uma paixão movida unicamente pela busca da pessoa amada.

É daquelas canções que nos fazem refletir que as músicas criadas mais recentemente também apresentam uma alta qualidade. E fica a pergunta: quem, quando ama, não busca encontrar sempre a mesma estrada que leva àquele grande amor, como a letra sugere?

Encostar na tua
(Ana Carolina)

Eu quero te roubar pra mim
Eu que não sei pedir nada
Meu caminho é meio perdido
Mas que perder seja o melhor destino

Agora não vou mais mudar
Minha procura por si só
Já era o que eu queria achar

Quando você chama meu nome
Eu que também não sei onde estou
Pra mim que tudo era saudade
Agora seja lá o que for

Eu só quero saber em qual rua
Minha vida vai encostar na tua

E saiba que forte eu sei chegar
Mesmo se eu perder o rumo
E saiba que forte eu sei chegar
Se for preciso eu sumo

Eu só quero saber em qual rua
Minha vida vai encostar na tua

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 17 de março de 2011

Deixei a tristeza lá fora...

A música brasileira apresenta duas irmãs que cravaram seus nomes no sucesso nacional nos anos 40 e 50, sobretudo no período carnavalesco: Linda e Dircinha Batista. Vamos abordar cada uma separadamente. Hoje vamos com Dirce Gradino de Oliveira, mais conhecida como Dircinha Batista. Natural de São Paulo e filha de humorista, gravou muitos discos 78 rpm, sendo o primeiro em 1930.

E entre os sucessos de tantas gravações, temos as canções A índia vai ter neném, Abre alas, Alguém como tu, Nunca, Pirata, Quando o tempo passar, Quem já sofreu, Rio, Upa upa, Nunca mais, Periquito verde, O primeiro clarim, Faz de conta, Casa de sapê, Estranho amor, Não chora, etc.

Dircinha partiu para a eternidade em 1999. Reclusa nas últimas décadas por conta da falta de reconhecimento de muitos, marcou a música por suas canções, seus shows que percorreram alguns outros países, seus filmes e também por ter seu nome ligado à história do carnaval nacional.

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 15 de março de 2011

Os Músicos do Brasil - 19

Em São Paulo, a Escola de Samba campeã deste ano, a Vai-vai, homenageou um dos maiores nomes da nossa música e um dos brasileiros mais exemplares que o mundo pode conhecer: João Carlos Martins. Sua luta pela sobrevivência e sua dedicação à música mereceriam um grande filme com direito ao prêmio Oscar, pela superação das dificuldades e pela emoção.

João Carlos Gandra da Silva Martins é natural de São Paulo/SP. Pianista e maestro, é uma referência para a música clássica, sobretudo na obra de Bach. Começou seus estudos musicais ainda menino, quando aprendeu piano e já aos 20 anos ganhou o mundo com suas interpretações instrumentais, provando que no Brasil tem gente capaz de fazer música da melhor qualidade!

As dificuldades da vida, como os acidentes que o fizeram perder os movimentos da mão direita ou o assalto que o afastou dos instrumentos, foram vencidas com a persistência que poucos seres humanos possuem. Quem dera se tantas pessoas, tantos brasileiros buscassem outros caminhos, sempre estudando e acreditando no melhor, como ele fez, tornando-se não apenas uma referência na regência musical, mas provando que a música venceu, como sempre afirma!

Um forte abraço a todos!

domingo, 13 de março de 2011

CD Paulinho da Viola - Seleção essencial

A Sony Music lançou ano passado mais uma nova série de coletâneas: Seleção essencial, que reune grandes sucessos de vários artistas como Adriana Calcanhoto, Alcione, Fagner, Zezé di Camargo e Luciano, Emílio Santiago, Elba Ramalho, Luiz Gonzaga, José Augusto, João Bosco, Nelson Gonçalves, Martinho da Vila, Leonardo, Zeca Pagodinho, Zé Ramalho, Guilherme Arantes, Roupa Nova, Victor e Léo, entre outros.

Adquiri o título do Paulinho da Viola e gostei do que ouvi. Embora não apresente a letra das canções no encarte e grande parte do repertório extraído de gravações ao vivo e acústicas (inclusive as fotos do encarte são provavelmente do trabalho acústico do sambista), gostei da seleção apresentada, pois temos aqui grandes clássicos, embora sempre concorde com quem aponte a ausência de uma ou outra canção, sobretudo para um artista como o Paulinho que tem vários clássicos em seu repertório.

Temos as canções Foi um rio que passou em minha vida, Dança da solidão, Pecado capital, Talismã, Sinal fechado, Coração leviano, Coisas do mundo minha nega, Turbilhão/Argumento (com Toquinho), Timoneiro, Bêbadosamba, Dama de espadas, Memórias conjugais, Coração imprudente (com Toquinho), Mar Grande e Ame, contemplando a maior parte de seus sucessos em sua brilhante e marcante carreira, onde o samba sempre foi a elegância musical!

Um forte abraço a todos!

sábado, 12 de março de 2011

Oh, Bela!

Apesar de já termos passado o Carnaval e a capital pernambucana, juntamente com todo o Estado ferveram no frevo, ritmo que domina essa região e seus foliões, apresentamos uma canção que não poderia faltar nesses eventos, um clássico dessa época, entoado pelas orquestras de frevos nos bailes, nas ruas e na boca dos foliões que frequentam principalmente Olinda e Recife, as duas aniversariantes do dia. Uma homenagem a esse ritmo chamado frevo que, apesar de não apresentar renovações, nos proporciona clássicos inesquecíveis como este!

Talvez o maior sucesso do mestre Capiba, compositor pernambucano que deixou tantas criações maravilhosas, Oh, Bela! foi composta em 1969 e imortalizada por Claudionor Germano e por tantos outros intérpretes como Elba Ramalho e Alceu Valença, ressaltando em sua letra simples e em um autêntico frevo, o amor em sua forma mais sublime!

Oh, Bela!
(Capiba)

Você diz que ela é bela
Ela é bela sim senhor
Também poderia ser mais bela
Se ela tivesse meu amor, meu amor

Bela é toda natureza, ô bela
Bela é tudo que é belo, ô bela
O sorriso da criança
O perfume de uma rosa
O que fica na lembrança

Bela é ver um passarinho, ô bela
Indo em busca do seu ninho, ô bela
Todo mundo se amando
Com amor e com carinho
Um sorrindo, outro chorando
De amor, de amor

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 10 de março de 2011

Me leva junto com você...

Esse grupo é formado por Fabinho César, Fena, Fernando Monstrinho, Fininho e Luiz Carlos, vocalista e líder da banda Raça Negra. Com quase trinta anos de sucesso (iniciaram em 1983), Raça Negra segue firme com seu pagode romântico, o que a diferencia das demais e talvez seja isso que a fez alcançar o sucesso e ter permanecido já há tanto tempo!

O primeiro disco só veio em 1991, mas a cada ano, novos sucessos se sucederam como Cheia de manias, Cigana, Deus me livre, Vida cigana, Maravilha, É tarde demais, Estou mal, Me leva junto com você, Ciúme de você, Extrapolei, Jeito felino, É o amor, Será, etc.

O grupo vendeu bastante cds, principalmente na década de 90, quando o estilo caiu no gosto popular. E se mantém até hoje com um público bastante forte que busca em suas canções, o autêntico pagode romântico que poucos sabem fazer tão bem quanto Luiz Carlos e sua turma!

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 8 de março de 2011

Roberto Carlos no desfile da Beija-Flor

Hoje, 08 de março, dia internacional da mulher, aniversário de Hebe Camargo e dia em que a Beija-Flor de Nilópolis homenageia um de seus maiores torcedores: o rei Roberto Carlos. Hoje é um dia histórico para muitos fãs do Roberto que, como eu, se emocionaram ao ver a Sapucaí levantar e aplaudir de pé o maior artista romântico desse país. E, como se não bastasse, toda apoteose do samba cantando o tema sem parar durante todo o desfile!

É um momento ímpar para a música brasileira, pois presenciamos um artista que venceu o preconceito unicamente plantando harmonia com suas canções. Com sua arte, ele chamou a atenção para pequenos detalhes da vida, como o amor, a paixão, a natureza, a fé, a beleza da flor e tudo isso foi retratado em várias alas que a Escola apresentou!

O Roberto menino, sua cidade natal, sua família retratada, a Jovem Guarda, os amigos, as intérpretes, o projeto emoções em alto mar, elas cantam roberto, emoções sertanejas, alas que trouxeram calhambeques, caminhoneiros e trechos de suas canções, tudo isso foi uma amostra que a Beija-flor fez tão bem na avenida sobre a vida de um dos homens que mais emocionou esse país, que deu tudo isso em forma de amor para nós!

Se ganharão o título ou não, isso é lá com os jurados. Mas, o que valeu a pena mesmo foi ver todo mundo de pé reverenciando um homem que se encurva diante do aplauso, que de tão humilde diz que não cantará todos os trechos da letra do samba que o elogia. E só resta a certeza que ele merece o título de rei, um presente de Deus como a Escola retratou no carro que o apresentou ao lado de Jesus. E que sua simplicidade sirva de exemplo para todos nós sempre!

Um forte abraço a todos!

domingo, 6 de março de 2011

Os Intérpretes do Brasil - 3

E no domingo de carnaval, vamos relembrar aquele que foi referência, sobretudo nessa época em grandes interpretações de sambas inesquecíveis: José Bispo Clementino dos Santos, mais conhecido por Jamelão. Natural do Rio de Janeiro, Jamelão é figura facilmente associada à Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira, por ser seu mais tradicional intérprete.

Mas, engana-se quem pensa que Jamelão foi apenas intérprete de escola de samba. Entre outras interpretações de seus discos temos os sucessos: Fechei a porta, Leviana, Folha morta, Não põe a mão, Matriz ou filial, Exaltação à Mangueira, Eu agora sou feliz, Ai que saudade da Amélia, Nunca, Ronda, Vingança, A voz do morro, Castigo, Nervos de aço, Esses moços, etc.

Esse cara foi Intérprete por excelência e não só o samba, mas a música brasileira deve muito a seu jeito ímpar de interpretar e de se apropriar da música, ficando difícil alguém se arriscar a dar uma versão àquela canção depois dele. Como intérprete da Mangueira, foi ativo de 1949 até 2006, partindo para a eternidade em 2008.

Um forte abraço a todos!

sábado, 5 de março de 2011

Hino do Galo da Madrugada

Esse é o maior bloco carnavalesco do mundo. Acontece hoje, sábado de Zé Pereira, pelas ruas centrais do Recife e atrai uma multidão incansável que se diverte nesse chamado início oficial de carnaval em terras pernambucanas. Fundado em 1978 por Enéas Freire, esse bloco consta no Guinness como o maior do mundo.

Apesar de não acontecer mais de madrugada como seu nome sugere, o bloco começa pela manhã e dura o dia inteiro com suas freviocas, seus carros alegóricos e seus trios elétricos que divulgam nossa cultura, sobretudo através de frevos inesquecíveis. Composto em 1979, o Hino dedicado a esse bloco tornou-se um verdadeiro clássico, pois cumpriu seu papel exato de atrair e contagiar os foliões, atravessando o tempo e estando sempre presente. Já foi interpretado por Alceu Valença e tantos outros artistas locais:

Hino do Galo da Madrugada
(José Mário Chaves)

Ei pessoal, vem moçada
Carnaval começa no Galo da Madrugada

A manhã já vem surgindo,
O sol clareia a cidade com seus raios de cristal
E o Galo da madrugada,
Já está na rua, saudando o Carnaval

Ei pessoal, vem moçada
Carnaval começa no Galo da Madrugada

As donzelas estão dormindo
As cores recebendo o orvalho matinal
E o Galo da Madrugada
Já está na rua, saudando o Carnaval

Ei pessoal, vem moçada
Carnaval começa no Galo da Madrugada

O Galo também é de briga,
As esporas afiadas e a crista é coral
E o Galo da Madrugada
Já está na rua saudando o Carnaval

Ei pessoal, vem moçada
Carnaval começa no Galo da Madrugada

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 3 de março de 2011

Leva esse pranto pra bem longe de nós dois...

No país do samba, entre tantos grandes sambistas faltava ainda falar de um nome como o dele: Montgomery Ferreira Nunis que, com certeza uma minoria conhece com esse nome, mas que muitos reconhecem quando nos referimos a seu nome artístico, Sombrinha. Natural de São Vicente/SP, aprendeu a tocar violão com apenas nove anos.

Iniciou sua carreira em casas noturnas paulistas até participar do grupo Os originais do samba, quando mudou-se para o Rio de Janeiro, onde tornou-se um dos fundadores do grupo Fundo de quintal. Sua primeira composição, Marcar no leito, foi gravada por Alcione em 1981. Além dela, teve canções gravadas por Beth Carvalho, Chico Buarque, Caetano Veloso, Zeca Pagodinho, Leci Brandão, Jorge Aragão, Dona Yvonne Lara, entre outros.

Entre sucessos de seu repertório estão Ainda é tempo pra ser feliz, Só pra contrariar, O show tem que continuar, Alto lá, Desalinho, É sempre assim, Fogo de saudade, etc. Seja em rodas de samba, seja em shows, em programas de televisão, no rádio, Sombrinha é nome indispensável quando se fala de samba dos últimos 30 anos.

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 1 de março de 2011

Como isso é bom...

Ele é cantor, violonista, ator, dançarino, natural de Recife/PE, o multiartista Antônio Carlos Nóbrega ou simplesmente Antônio Nóbrega. Apesar de estudar canto lírico e aprender violino, dedicou-se à música popular, desde o início de sua carreira. Com essa formação clássica, iniciou sua carreira em Orquestra da Paraíba no final dos anos 60.

Já na década de 70, depois de participar do Quinteto Amorial, a convite de Ariano Suassuna, adquire um estilo próprio, fundindo música, dança e artes cênicas. E, embora desconhecido das rádios e da mídia televisiva, seus shows tomaram forma de grandes espetáculos por unirem sua arte em torno dos instrumentos que toca e também de suas danças.

Sempre divulgando sua cultura raiz, Nóbrega é figura fácil no carnaval pernambucano, além de ser um dos poucos que dividiu parcerias com o mestre Ariano Suassuna. Capaz de tocar vários instrumentos ao mesmo tempo, já interpretou canções como Vassourinhas, Madeira que cupim não rói, Estrela D´alva, A morte do touro mão de pau , O rei e o palhaço, Romance da filha do Imperador do Brasil, Vinde vinde moços e velhos, etc.

Um forte abraço a todos!

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Olhando as estrelas - 12

Em recente show do Gil em 2010.
Hoje abordaremos o encontro entre um medalhão da música brasileira e uma banda também fantástica. Dois mundos donos de um vasto e valioso repertório que se uniram em alguns momentos: Gilberto Gil e a banda Paralamas do Sucesso. Na canção A novidade, temos talvez o ponto alto dessa união, pois foi composta a oito mãos, por João Barone, Bi Ribeiro, Herbert Vianna e Gilberto Gil.

Gravada pela banda e pelo Gil em diferentes versões, A novidade é um hino de protesto para esse país. Gil também gravou no disco do Paralamas a canção Alagados, da banda. Recentemente em show no Rio do Gil, esse encontro pode acontecer mais uma vez, onde as vozes se combinaram na canção Indigo blue e que sairá no próximo cd/dvd do Gil.

Hebert condecorado pelo ministro Gil e por Lula.
Quando Gil foi ministro do governo Lula, este presidente condecorou Hebert Vianna, em 2003, emocionando a todos os presentes nessa cerimônia, inclusive o próprio Gil. É um encontro que retrata a união de duas gerações em torno da boa música brasileira: Gil é fã declarado dos Paralamas e com certeza faz parte das raízes dessa grande banda da música brasileira!

Um forte abraço a todos!

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Me segura se não eu caio...

Com a proximidade do carnaval, aqui em Recife, Olinda, toda Região Metropolitana e por que não dizer, todo Estado de Pernambuco se voltam para essa festa que tem no frevo seu ápice musical. E entre os intérpretes desse evento popular, destaca-se, como ressaltado em outros anos, Alceu Valença e seus clássicos que não param de tocar, sobretudo nas ladeiras de Olinda.

E o mais curioso é que em apenas duas estrofes, essa canção descreve bem o que acontece com a maioria dos foliões que escolhem Olinda para frevar até a quarta-feira, algo evidente já no início da letra, quando cita os Quatro cantos, bairro dessa cidade que abraça o frevo e os foliões que por aqui passam e plantam suas saudades nas danças, comidas, bonecos e em todas as manifestações culturais desse espaço!

Me segura se não eu caio
J. Michilles

Nos quatro cantos cheguei
E todo mundo chegou
Descendo ladeira, fazendo poeira
Atiçando o calor

E na mistura colorida da massa
Fui bater na praça a todo vapor
Descambei passando pelos bares
Cheirei a menina e voei pelos ares
No pique do frevo caí como um raio

Me segura que senão eu caio
Me segura que senão eu caio...

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A estrada dessa vida tá difícil sem você...

Já comentamos que por diversos momentos em nossa música, alguns artistas surgem, alcançam o sucesso e de repente não aparecem mais na mídia. Alguns porque não tinham conteúdo suficiente para se manterem com sucesso, outros por falta de novas oportunidades para reafirmarem seu trabalho bem sucedido. Por um motivo ou outro, não presenciamos outros sucessos da Eliana de Lima.

Li em poucos textos que encontrei na internet a seu respeito que ela já foi puxadora de Escola de Samba, inclusive realizando dueto com Jamelão. E foi com o grande sucesso de Desejo de amar e seu famoso "derêrê", que Eliana conquistou o país, canção regravada posteriormente pela dupla João Paulo e Daniel. Teve em sua carreira outros sucessos como Volta pra ela, Abandonada, Volte amanhã, Ainda posso ser feliz, Como eu quero, Tô fazendo falta, etc.

E apesar de não ter tanto espaço quanto merecia, Eliana continua a entoar seus sambas românticos, que conquistam seu público fiel a cada dia, com seu vozeirão ímpar. Seus shows acontecem país afora. São coisas que às vezes não se explicam: como é que uma artista como essa não tem o espaço merecido, quando estamos tão carentes de bons talentos populares, como ela foi nos anos 90!

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Os Músicos do Brasil - 18

Ele é uma referência no mundo do samba, o grande maestro, produtor, gaitista, violonista, compositor Rildo Alexandre Barretto da Hora, ou simplesmente Rido Hora. Natural de Caruaru/PE, Rildo teve música no sangue, já que sua mãe foi sua primeira professora de teoria musical e piano. Mudou-se para o Rio de Janeiro ainda nos anos 50, onde foi estudando e crescendo na música até se transformar no atual requisitado músico que esse país oferece.

No currículo do Rildo, já passaram nomes como Zeca Pagodinho, Martinho da Vila, Tito Madi, Silvia Telles, Elizeth Cardoso, Cauby Peixoto, Altemar Dutra, Erasmo Carlos, Wilson Simonal, Gilberto Gil, Gal Costa, Alcione, Fagner, Moacyr Franco, Roberto Carlos, Miltinho, Luiz Gonzaga, Jair Rodrigues, Nelson Gonçalves, Carlos Galhardo, João Bosco, Beth Carvalho, Jorge Aragão, Clara Nunes, Joanna, Chico Buarque, Dona Yvonne Lara, Simone, Caetano Veloso, Djavan, Jamelão, Dudu Nobre, entre tantos.

Depois de um currículo como esses, percebemos que esse cara não é um maestro restrito ao mundo do samba, embora seus trabalhos mais representativos e atuais tendem para esse estilo. Rildo tem história na música brasileira e na vida dos maiores astros da nossa música e isso é ressaltado de forma singela nessa postagem onde reconhecemos seu talento incomparável!

Um forte abraço a todos!  

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Coleção de cd´s de Chico Buarque

A Abril Coleções lançou nas bancas de revistas e jornais os 20 cds mais representativos da discografia do Chico Buarque. Em forma de livretos, os títulos que, em sua maioria estão fora de catálogo nas lojas, podem ser adquiridos semanalmente ao preço de R$ 14,90, sendo que o volume 1, que é o cd de 1978, é ofertado ao preço promocional de R$ 7,90.

Constam na coleção todos os títulos apresentados na imagem acima que vão desde o primeiro álbum lançado pelo artista em 1966 até Carioca, de 2006. Constam também em cada cd um livreto de 44 páginas com a história do disco e de cada faixa, bem como os créditos originais, além de uma caixa para comportar toda a coleção.

Box - Volume 4
E por falar em Chico Buarque, semana passada, minha noiva e eu estivemos nas Lojas Americanas e presenciamos uma promoção que mexe com o bolso dos apaixonados pela música brasileira e pela obra do Chico: cada box de dvds (são 4, contendo três dvds cada um, num total de 12 dvds para toda coleção) ao preço promocional de R$ 19,99. Isso mesmo, o preço que geralmente está sendo cobrado por um dvd, que já custou quase R$ 60,00 está sendo cobrado por um box completo. Embora creia que tenha sido apenas uma promoção relâmpago, é bom ficar de olho porque, muitas vezes isso se repete frequentemente.

Portanto, acredito que com essas dicas, quem deseja conhecer ou explorar a obra do Chico tem condições financeiras interessantes para começar esse projeto, pois para àqueles que admiram o gênio da mpb sabem que isso é um caminho muito bem sucedido!

Um forte abraço a todos!

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Tortura de amor

Em se tratando de amor, a música brasileira deve ser mesmo das mais apaixonadas. Quando os compositores transitam pelas estradas do coração e os intérpretes resolvem descrever isso através de grandes melodias, sai da frente porque o próprio coração transborda com tanta paixão. Eis aqui uma canção muito entoada, sobretudo pelos artistas da noite!

É o caso desse clássico do repertório do Waldick Soriano, cantor que nos deixou a pouco tempo, mas será lembrado por grandes pérolas como essa, gravada também por outros intérpretes como Fafá de Belém, Adilson Ramos, Nelson Gonçalves e Fagner. Um fato curioso é que essa canção causou problemas para o Waldick com a censura em 1974, pelo título, gerando uma situação inusitada já que a primeira gravação data de 1962, com regravação de 1974 pelo próprio.

Tortura de amor
(Osmath Duck)

Hoje que a noite está calma
E que minha alma esperava por ti
Apareceste afinal
Torturando este ser que te adora

Volta, fica comigo só mais uma noite
Quero viver junto a ti
Volta, meu amor
Fica comigo, não me despreze
A noite é nossa e o meu amor pertence a ti

Hoje eu quero paz,
Quero ternura em nossa vida
Quero viver, por toda vida, pensando em ti

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Os compositores do Brasil - 35

E a Série volta em 2011 com essa grande compositora nacional, sobretudo para a música neo-sertaneja: Aparecida de Fátima Leão, ou simplesmente Fátima Leão, como é conhecida. Natural de Rio Verde/Go, iniciou sua carreira em 1985 com sua primeira composição: Objeto de prazer, gravada pela dupla Matogrosso e Matias.

Poucos são os nomes que reunem em seu currículo tantos bons artistas do meio como Chitãozinho e Xororó, Zezé di Camargo e Luciano, Leandro e Leonardo, Bruno e Marrone, Sandy e Jr., João Paulo e Daniel, Rio Negro e Solimões, Milionário e Zé Rico, Gian e Giovani, além de Joanna, The Fevers e Demônios da Garoa, entre outros para suas criações que, muitas vezes ganham a sua própria interpretação, já que também é cantora e lançou discos.

E entre sucessos de sua autoria, algumas em parcerias com grandes nomes citados acima, temos Coração, Dormi na praça, E Deus por nós, Entre um gole e outro, Eu sou desejo você é paixão, Foge de mim, Alô, Muda de vida, entre outras que somadas chegam a 2000 composições, o que garante um marco no trabalho dessa excelente compositora nacional!

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Os sonhos mais lindos sonhei...

Vamos viajar mais no tempo da nossa música e encontrar mais uma voz ímpar da era do rádio nacional: Catello Carlos Guagliardi, mais conhecido por Carlos Galhardo. Descendente de italiano, foi alfaiate antes de ingressar na música ao ser ouvido pela primeira vez por um time formado por Francisco Alves, Mário Reis e Lamartine Babo, que o aconselharam o rádio.

Ainda nos anos 30 lança seu primeiro disco, com as marchas Você não gosta de mim e Que é que há. Conhecido como "o cantor que dispensa adjetivos", Galhardo é lembrado por ser o artista que mais cantou temas que remetem a datas festivas como Boas Festas, Mãezinha querida, Bodas de prata, Papai do meu coração, Tempo de criança, Olha lá um balão, Valsa dos namorados, etc.

Além disso, constam em seu repertório clássicos da nossa música como Fascinação, Alá-la-ô, A você, Devolve e  Será?, entre outras. Carlos Galhardo partiu para a eternidade em 1985. E quem já o viu cantar, ouviu sua voz, suas interpretações, sabe que ele é daqueles grandes cantores que realmente dispensam adjetivos, por já ser um bom adjetivo!

Um forte abraço a todos!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Dominguinhos Especial - 70 anos de estrada

A Rede Globo Nordeste exibiu ontem, 12/02, um especial em homenagem aos 70 anos de vida do Dominguinhos, cantor, compositor, instrumentista, amigo, nordestino e com tantas outras qualidades que não lhe cabem em uma simples postagem ou em um único programa televisivo. Com quase uma hora de duração, a história é contada pelo próprio Sr. Domingo, com direito a depoimentos e participação de amigos e familiares.

Dominguinhos falou da sua infância, família, carreira e também de como conheceu Luiz Gonzaga, que foi seu maior influenciador musical e artístico. Depoimentos de Fausto Nilo, com quem já compôs diversas canções, e Fagner, com quem já gravou e se apresentou em diversos momentos. Também visitou a casa de Waldonis, um de seus principais afilhados musicais, em Fortaleza/CE.

Aqui em Aldeia, bairro de Camaragibe/PE, gravou uma "roda de sanfona" com a presença de Nádia Maia, Genival Lacerda, Petrúcio Amorim, Maciel Melo, Ivan Ferraz, além da eterna parceira de composições Anastácia e de sua filha Liv Moraes. Várias canções foram entoadas como Eu só quero um xodó, Forró no escuro, Tenho sede, Lamento sertanejo, Xote das meninas, Amizade sincera, entre outras, tudo para justificar que por mais que pareça pouco é sempre necessário reverenciar estrelas como Dominguinhos, a quem o público brasileiro aplaude e contempla em seu aniversário e sempre!

Um forte abraço a todos!

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Vieste

São muitas as canções do Ivan Lins que merecem destaque. Essa por exemplo é das minhas preferidas. Vieste foi tema da novela global Sonho meu, em 1993 e marcou pelo seu romantistmo, pela sua construção melódica, pela sua harmonia, típicos de criações do Ivan.

E o mais curioso é que a letra é feita apenas em duas estrofes, com frases simples, mas ao mesmo tempo completa e nisso se dá o sucesso dessa canção: não deve ser fácil fazer uma canção simples, com poucas palavras e dizer tudo aquilo que se deseja de forma tão perfeita! Ponto do Ivan para a música brasileira!

Vieste
(Ivan Lins e Vítor Martins)

Vieste na hora exata
Com ares de festa e luas de prata
Vieste com encantos, vieste
Com beijos silvestres colhidos prá mim

Vieste com a natureza
Com as mãos camponesas plantadas em mim
Vieste com a cara e a coragem
Com malas, viagens, prá dentro de mim
Meu amor

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Não deixe de pensar nenhum minuto em mim...

A Jovem Guarda também apresentou duplas e entre elas, destacamos na postagem de hoje Os Vips, formada pelos irmãos Ronaldo Luís Antonucci e Márcio Augusto Antonucci. Curioso é que ao contrário de várias duplas que posteriormente se separam, eles começaram separados e depois seguiram juntos. E na Jovem Guarda foram destaque, além de especificamente o Márcio se destacar como produtor musical posteriormente.

Os grandes sucessos da dupla são composições do Roberto Carlos, como A volta, Emoção, Faça alguma coisa pelo nosso amor, É preciso saber viver, Largo tudo e venho te buscar. Outros sucessos da dupla, no decorrer de todos esses anos foram Menina linda, Coisas que acontecem, Obrigado garota, Coruja, etc.

Eles não se encontram apenas para reviver a Jovem Guarda. Os Vips continuam a fazer shows concorridíssimos país afora e todos cantam suas canções mais que apaixonadas e marcantes na vida de seu público eterno e fiel!

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

É pagode pra valer...

Esse é o grupo de Ademir Batera, Flavinho Silva, Ronaldinho do Banjo, Sereno do Cacique, Bira Presidente, Ubirany e de todos os brasileiros que adoram samba e reconhecem na banda Fundo de Quintal uma das melhores referências desse estilo brasileiríssimo. Formado em 1980 no Cacique de Ramos, foi porta para o sucesso de sambistas famosos como Arlindo Cruz, Jorge Aragão, Mário Sérgio, Sombrinha e Almir Guineto.

Tornando-se a maior referência para outras bandas que surgiriam posteriormente, sobretudo nos anos 90, o grupo Fundo de Quintal se destacaram por sucessos como A amizade, O show tem que continuar, Nosso grito, Só pra contrariar, Insensato destino, Do fundo do nosso quintal, A batucada dos nossos Tantãs, E eu não fui convidado, Boca sem dente, Ô Irene, Miudinho, entre outros.

Beth Carvalho, como de costume, é madrinha do grupo. Digo, costume, porque Beth é uma descobridora nata de talentos para o nosso samba. E o grupo Fundo de Quintal segue em suas rodas de sambas e em seus shows, reencontrando seu público fiel e apresentando esse samba gostoso e tradicional que a música brasileira oferece em nomes e grupos como este!

Um forte abraço a todos!

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Os Intérpretes do Brasil - 2

Começando essa série, resolvi falar mais uma vez do João Gilberto, coisa que já tinha feito antes em uma postagem geral sobre ele e depois, quando falei de um de seus discos, Eu sei que vou te amar, de 1994. Mas, falar sobre o João nunca é demais e o intérprete e lendário João Gilberto não cabe em uma, duas ou três postagens apenas. Ele, com seu violão único, com sua voz mansa que quebrou a ideia de que cantor só aquele que possui vozeirão, é simplesmente a maior influência para a maioria dos outros grandes intérpretes que ainda abordaremos por aqui.

O papa da Bossa Nova é citada por uma geração que, posteriormente daria continuidade não à sua escola, mas a essa universidade que se credita ao estilo manso, sereno, carregado de harmonias dissonantes e de uma forma ímpar de interpretar as canções que ganham o prêmio de passar por sua voz. João compôs pouco e talvez por isso mesmo tenha se destacado como intérprete, solidificando a Bossa Nova ainda nos anos 50 no mundo inteiro e sendo uma referência dela.

Como intérprete navega fluentemente no repertório do Tom Jobim, imortalizando canções como Desafinado, Eu sei que vou te amar, Wave, Fotografia, Garota de Ipanema e a mais marcante Chega de saudade, entre outras. Mas, João também deixa sua marca na obra do Caymmi, levando os ouvintes ao delíro quando interpreta coisas como Você não sabe amar, Rosa Morena e Saudade da Bahia. Só por aí, já lhe renderia o posto máximo da interpretação nacional. Mas, navega em uma faixa que vai da obra do Caetano, passando pelo Carlos Lyra e chegando até o Lobão.

Que João é uma lenda da nossa música, isso já é de praxe para todos. Mas, o que mais chama atenção é a sua forma de interpretação, numa musicalidade diferenciada e única. Às vezes, parece omitir notas, outras vezes, lapidá-las. Às vezes pensamos que só ele mesmo se acompanharia daquela forma e para uns passa a impressão de que ele está cantando rápido demais. Eu sei que há que não o entenda, há quem não o suporte. Mas, existe um time que ouve, se fascina e nunca mais se esquece e eu faço parte deste!

Um forte abraço a todos!

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Só louco

A mais recente novela global Insensato coração teve seu título inspirado nessa canção de Dorival Caymmi. Só louco é talvez  a mais famosa e mais típica canção do Caymmi pois traz consigo todas as característica desse mestre da nossa música: sua simplicidade e sofisticação musical ímpar. Um fato curioso é que essa canção data de 1956 e não fez tanto sucesso com seu autor.

Em 1976 Gal Costa deu a interpretação que imortalizou essa canção, embora tantos outros intérpretes já tenham se arriscado a interpretá-la como Nana Caymmi, Leila Pinheiro, Jane Duboc, Renato Russo e Nelson Gonçalves. A simplicidade na letra, na volta que ela dá, o charme de estar completa de romantismo, de dizer tudo em poucas palavras é sem dúvida o seu segredo e o que a torna um grande clássico.

Só louco
(Dorival Caymmi)

Só louco!
Amou como eu amei
Só louco!
Quis o bem que eu quis

Ah! insensato coração
Porque me fizeste sofrer
Porque de amor para entender
É preciso amar, porque...

Só louco!...

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Espinho não machuca a flor...

Esta é Leny de Andrade Lima, conhecida por Leny Andrade. Aos seis anos, essa consagrada cantora já tocava piano e estudou música em conservatório na adolescência. Natural do Rio de Janeiro/RJ, no fim da década de 50 já atuava como crooner de boate. Na década de 60 em diante, alcança sucesso nacional, sobretudo por seus shows em parceria com Pery Ribeiro.

E entre os sucessos dessa grande intérprete, temos Estamos aí, Samba de rei, Vai amigo, A resposta, Águas de março, Como dois e dois, Nós, Cantor da noite, Flor de lis, A flor e o sorriso, O negócio é amar, Trocando em miúdos, As rosas não falam, Acontece, O mundo é um moinho, A ilha, Wave, Corcovado, Dindi, Se todos fossem iguais a você, etc.

Talvez a mídia não seja tão atenciosa e justa com essa intérprete que o país possui e preza por sua voz, algo bastante evidente em seus shows e no público fiel que a acompanha há muitos anos. Isso também é fato quando percebemos que aqui temos mais uma grande voz para canções de Tom, Vinícius, Djavan, Cartola, Ivan e tantos outros bons mestres da composição nacional!

Um forte abraço a todos!