terça-feira, 17 de abril de 2012

Ginásio de Esportes Geraldo Magalhães - o Geraldão

Esse Ginásio tem histórias e grandes lembranças para o povo pernambucanco. Inaugurado em 1970, o Geraldão, em formato de nave espacial (e que belíssima arquitetura ele tem), permitiu que o Recife pudesse cediar grandes partidas do esporte nacional, além de ser rota dos melhores shows nacionais e internacionais, durante três décadas: 70, 80 e 90.

Em termos de música, por aqui passaram grandes shows que ecoaram pela Imbiribeira, bairro do Recife onde ele se situa. Quem passa e o vê abandonado não tem coragem de entrar e se deparar com o imenso silêncio em que vive, contrastando com todos os gritos dos fãs emocionados ao verem seus artistas favoritos pela primeira, segunda, enésima vez. Rita Lee, Raul Seixas, Fábio Jr., Xuxa, Joanna, José Augusto, Julio Iglesias, Os trapalhões, A-ha, Gilberto Gil e tantos outros escreveram a história musical deste lugar.

A nostalgia toma conta de mim pois aqui vi pela primeira vez o rei Roberto Carlos em 1994, em seu aniversário e como isso não poderia ser inesquecível? Vi Roberto homenagear Pinga (empresário que trazia vários artistas, inclusive Roberto ao Nordeste) por realizar seu show de número 10.000 em 1997. Aqui vi Roberto voltar ao Brasil e chorar em 2000. Vi em 2006 o último show que ele fez aqui, o primeiro que vi com minha noiva. Incrível imaginar e ainda hoje sonhar com esse estádio lotado, o povão mesmo, todas as classes sociais, da arquibancada aos camarotes, de pé aguardando o rei chegar e encantar.

Pinga e Roberto fizeram história no Geraldão.

Prometo depois contar cada um desses shows que vi no Geraldão e confesso que mesmo indo a outros locais em Recife, não encontro a mesma emoção e respeito que aquele público tinha por seu artista, porque simplesmente era de arrepiar o côro e a emoção que se sentia ali. Sinto saudades demais dos shows que o Pinga organizava (Foi ele quem trouxe Roberto pela primeira vez ao Geraldão em 1972), pois ele pensava mesmo no povo, no verdadeiro fã do artista, quando definia o preço do ingresso e os locais que cada fã tinha a seu dispor para presenciar seu artista, sem essa separação toda que se presencia hoje. O ginásio lembra um disco voador e era essa mesma sensação que sentíamos: sermos transportados para um mundo de sonhos e de muitas emoções. Quem dera, pudessem dar a devida sensação a essa nave que parece esquecida e sucateada, mas isso é apenas no presente, pois em nosso passado, ela estará sempre a todo vapor, carregando nossas boas lembranças!

Um forte abraço a todos!

domingo, 15 de abril de 2012

CD Perfil Luiz Melodia

O Perfil de Luiz Melodia, lançado em 2003 teve um toque diferente de todos as outras edições lançadas pelos outros artistas até então e creio que até agora, pois não tenho conhecimento de haver outra coletânea desta série, quase que totalmente com fonogramas ao vivo ou acústicos ao vivo, como é o caso de quase todas as faixas, com exceção da faixa Valsa brasileira, gravada em estúdio.

Então, ao adquirirmos esse trabalho, temos as letras das canções e também a sensação de que estamos ouvindo seu show com clássicos como Negro gato, Fadas, O caderninho, Dores de amores, Farrapo humano, Pérola negra/A coitadinha fracassou, Ébano, Cara a cara, O sangue não nega, Magrelinha, Palhaço, Codinome beija-flor, Maura, Congênito e Estácio Holly Estácio.

Com um repertório destes, com canções que não faltam nas apresentações do Melodia, pois são também marcantes para a música brasileira, podemos ter certeza que trata-se de uma ótima coletânea dele, embora sempre faltará esta ou aquela canção que apreciamos de um artista como este.

Um forte abraço a todos!

sábado, 14 de abril de 2012

A canção tocou na hora errada

A música é parceira inseparável em todos os momentos das nossas vidas. E quando gostamos dessa parceria, percebemos que isso é uma tona que se torna cada vez mais forte, pois buscamos associar cada acontecimento à uma canção, seja ele alegre ou triste, pois possuímos um leque vasto de canções com os mais variados temas que se adequam a várias situações.

A canção tocou na hora errada é uma das mais lindas músicas compostas e cantadas pela Ana Carolina. Sua letra traz um personagem confuso pela dor da distância, pela separação, que a autora prefere chamar de chuva e temporal. O tema abordado anda no caminho contrário, pois a maioria das pessoas pensam em uma canção tocando no momento certo, daquele imenso amor. Mas, aqui a música parece meio vazia, sem a companhia desejada, dando a sensação de que não é bem-vinda, quando na verdade foi ela que melhorou o ânimo ao trazer a saudade, tanto é que a personagem nem entende porque tudo acabou e repete isso em vários momentos!

A canção tocou na hora errada
(Ana Carolina)

A canção tocou na hora errada
E eu que pensei que eu sabia tudo
Mas se é você eu não sei nada

Quando ouvi a canção, era madrugada
Eu vi você, até sentir tua mão
E achei até que me caia bem como uma luva
Mas veio a chuva e ficou tudo tão desigual

A canção tocou no rádio agora
Mas você não pôde ouvir por causa do temporal

Mas guardei tuas cartas com letras de fôrma
Mas já não sei de que forma mesmo você foi embora
Mas já não sei de que forma mesmo você foi embora

A canção tocou na hora errada
Mas não tem nada não, eu até lembrei
Das rosas que dão no inverno

Mas guardei tuas cartas com letras de fôrma
Mas já não sei de que forma mesmo você foi embora
Mas já não sei de que forma mesmo você foi embora

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Quem me vai curar o coração partido?...

Um dos artistas recentes que conquistou seu sucesso no mundo e também no Brasil nos últimos 20 anos é o espanhol Alejandro Sanz. Natural de Madri/Es, Alejandro tem na música brasileira um suporte, pois tem interagido com artistas da nova geração de nossa música e afirma trazer consigo influências de astros brasileiros, de quem afirma ser fã.

Começou sua carreira no começo dos anos 90 e lançou vários CD´s. Mas, foi em 1997 que estourou no mundo todo, inclusive no Brasil, com as canções Corazon partio e Amiga mia. Daí pra frente, outros sucessos como Una noche, La tortura, El tren de los momentos, Tú no tienes alma, No es lo mismo, etc.

Alejandro tem aparecido em algumas entrevistas nacionais e vez por outra, faz shows no Brasil, sempre com destaque e com um público cada vez mais fiel. Um artistas versátil e carismático que tem talento para interagir com Julio Iglesias, com Ivete Sangalo ou com Tony Bennet e torcemos para que haja cada vez mais ligação dele com o Brasil, onde contemplamos seu talento.

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 10 de abril de 2012

A vida tem dessas coisas...

Um dos artistas recentes e que com certeza deve encontrar seu espaço na música brasileira é Alex Cohen. Natural do Rio de Janeiro/RJ, Alex vem abrindo shows de diversos artistas, interpretando sucessos de outros compositores e também de sua autoria. Desde cedo e sob influência de seu pai, que aos seis anos lhe presenteou com uma guitarra e um livro de acordes com os sucessos do rei Roberto Carlos, de quem se tornou fã, Alex enveredou para a música.

Cantando nas noites do Rio, de bar em bar, chegou às casas noturnas e estreou seus primeiros shows. Entre os sucessos de seu repertório temos A vida tem dessas coisas, Perdido de amor, Descobri que te amo, Coisas de casal, Quem de nós dois, Ninguém vai tirar você de mim, Hotel Califórnia, Sou teu refém, Um pro outro, Essência do prazer, Se for pra valer, Eu me lembro, etc.

Determinação é a palavra que combina bem com Alex e com um trabalho sem apelações, feito com muita dedicação e talento que, com certeza, formará mais um grande nome da nossa música brasileira contemporânea para futuras gerações!

Um forte abraço a todos!

domingo, 8 de abril de 2012

CD José Augusto Sempre

José Augusto é aquele cantor romântico que os brasileiros aprenderam a admirar desde a década de 70. Dono de vários clássicos, passou a habitar todo e qualquer bom repertório de músicas românticas. A coletânea Sempre, lançada pela Som livre em 2008 é um bom exemplo disso.

Não podemos dizer que aqui estão suas canções mais conhecidas, pois sentiríamos falta de clássicos como Sábado, Fantasias, Fui eu, Aguenta coração e Sonho por sonho, entre outras que podem ser conferidas por exemplo em seu projeto acústico que você confere clicando em José Augusto Minha vida. Mas, podemos pensar que esta coletânea completa aquele trabalho, na medida que trata-se de um artista que tem muitas músicas "as melhores" para caberem em um só CD.

Sendo assim, conferimos o José Augusto dos anos 70 em canções como Doce engano, Quem nega luz na sombra vai morrer, Fascinação, Luzes da Ribalta, Ritmo da chuva, até os anos 80 e 90 com Amantes, Coisinha estúpida, A noite mais linda e Bésame mucho, até chegar a seu projeto sertanejo com Vida cigana, Indiferença, Tocando em frente, Toada e A vida de viajante. Ou seja, o mesmo José Augusto sempre, romântico e emocionante.

Um forte abraço a todos!

sábado, 7 de abril de 2012

Um certo galileu

Há algum tempo atrás, comentamos sobre o autor dessa canção e apresentamos a letra, ao menos a versão tradicional e mais conhecida. Isto mesmo: Pe. Zezinho, depois de alguns anos, concluiu a letra de Um certo galileu, canção tão linda que figura nas igrejas, sobretudo nesse momento pascal.

Dizem que muitas pessoas cobravam do padre o fato dele ter "matado" Jesus na canção e não o ter ressucitado, já que a letra encerrava no momento em que Jesus era crucificado. Pensando assim, Pe. Zezinho compôs os versos finais que caracterizam também a ressurreição, regravada recentemente pela Joanna, apresentando assim uma das mais belas canções sobre a vida de Jesus que já se ouviu:

Um certo galileu
(Pe. Zezinho)

Um certo dia, a beira mar
Apareceu um jovem Galileu
Ninguém podia imaginar
Que alguém pudesse amar do jeito que ele amava
Seu jeito simples de conversar
Tocava o coração de quem o escutava

E seu nome era Jesus de Nazaré
Sua fama se espalhou e todos vinham ver
O fenômeno do jovem pregador
Que tinha tanto amor

Naquelas praias, naquele mar
Naquele rio, em casa de Zaqueu
Naquela estrada, naquele sol
E o povo a escutar histórias tão bonitas
Seu jeito amigo de se expressar
Enchia o coração de paz tão infinita

E seu nome era Jesus de Nazaré
Sua fama se espalhou e todos vinham ver
O fenômeno do jovem pregador
Que tinha tanto amor

Em plena rua, naquele chão
Naquele poço e em casa de Simão
Naquela relva, no entardecer
O mundo viu nascer a paz de uma esperança
Seu jeito puro de perdoar
Fazia o coração voltar a ser criança

E seu nome era Jesus de Nazaré
Sua fama se espalhou e todos vinham ver
O fenômeno do jovem pregador
Que tinha tanto amor

Um certo dia, ao tribunal
Alguém levou o jovem Galileu
Ninguém sabia qual foi o mal
E o crime que ele fez; quais foram seus pecados
Seu jeito honesto de denunciar
Mexeu na posição de alguns privilegiados

E mataram a Jesus de Nazaré
E no meio de ladrões puseram sua cruz
Mas o mundo ainda tem medo de Jesus
Que tinha tanto amor...

VITORIOSO! RESSUSCITOU!
Após três dias à vida Ele voltou
Ressuscitado, não morre mais
Está junto do Pai pois Ele é o Filho Eterno
Mas Ele vive em cada lar
E onde se encontrar um coração fraterno

Proclamamos que Jesus de Nazaré
Glorioso e triunfante, Deus conosco está!
Ele é o Cristo e a razão da nossa fé
E um dia voltará

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Erguei as mãos e cantai como filhos do Senhor...

Ele é campeão de vendas dos últimos quinze anos no meio católico e da música brasileira. Recentemente, também se mostrou bom vendedor de livros. A música católica se renova e ele é pioneiro nisso. Estou falando de Marcelo Mendonça Rossi, que todos conhecemos como o Pe. Marcelo Rossi. Natural de São Paulo/SP, Pe. Marcelo lançou seu primeiro grande CD em 1998, batendo recordes de vendagens dentro da música brasileira.

E a cada lançamento, mais sucessos que se integram às missas carismáticas país afora, como Quero mergulhar nas profundezas, Oração de São Francisco, Sonda-me, Nossa Senhora, Te louvo em verdade, Noites traiçoeiras, Pai nosso, Ninguém te ama como eu, Anjos de Deus, Basta querer, A alegria, Meu coração é para ti, Erguei as mãos, Fé, Ele está pra chegar, Reunidos aqui, etc.

O Pe. Marcelo é um fenômeno de vendas dentro da música brasileira, porém, mais que isso, é responsável por atrair mais jovens ao mundo católico, na medida que promove uma renovação artística nesse meio, levando, através do seu ofício, a música cristã renovada, que ganha cada vez mais admiradores.

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 3 de abril de 2012

E eu te louvarei Senhor, levantando a Ti minhas mãos...

Gosto de divulgar a música brasileira sob todas as suas vertentes. Este espaço é democrático e todos os estilos devem figurar nessa nossa eclécita música brasileira. Esta cantora é uma das mais talentosas do mundo gospel nacional. Seu nome: Aline Kistenmacker Barros dos Santos ou simplesmente Aline Barros.

Natural do Rio de Janeiro, Aline teve suas primeiras inclinações musicais ao dois anos, segundo seus pais. Aos 18 anos, já em 1995 grava seu primeiro trabalho e a partir daí começa a colecionar prêmios e recordes dentro de seu segmento musical e da nossa música, divulgando seu trabalho, inclusive no exterior.

Com uma qualidade musical excelente, entre os sucessos de seu repertório estão Fico feliz, Ressucita-me, Sonda-me usa-me, Deus do impossível, Para sempre te adorarei, Quero te louvar, Bem mais que tudo, Família, Bom é ser criança, etc. Nesta semana em que estamos vivenciando momentos pascais, nada melhor que ouvir suas canções para refletirmos e nos renovarmos!

Um forte abraço a todos!

domingo, 1 de abril de 2012

Os Intérpretes do Brasil - 16

Hoje é dia primeiro de abril, dia da mentira. Mas, uma verdade musical incontestável é que este país apresenta grandes intérpretes e hoje essa série mostra mais um: Agnaldo Rayol. Dono de uma belíssima e inconfundível voz, Agnaldo é intérprete por excelência, pois durante toda sua carreira, interpretou e imortalizou canções de outros compositores.

E como o espírito dessa postagem é destacar três grandes composições suas, começo pela Ave Maria, que seja a de Gounod ou a de Schubert´s, ou a brasileira de Vicente de Paiva ou a do morro, de Herivelton Martins (pior é que eu já citei mais de três interpretações), creio que não há algum devoto da Virgem, nesse país, que não segure a lágrima ou a deixe rolar diante de suas interpretações para estas canções!

Mas, Agnaldo não se restringe apenas ao repertório religioso. É o brasileiro mais italiano em interpretações de canções como a belíssima Tormento di amore. E eu também adoro vê-lo cantar clássicos brasileiros, a exemplo de Eu sei que vou te amar. E como manda a regra dessa postagem, paro por aqui, mas deixo o leitor a imaginar quais canções são belas em sua voz, pois tenho certeza que serão inúmeras!

Um forte abraço a todos!

sábado, 31 de março de 2012

Bastidores

Essa música é a cara do Cauby. Não sei se tem tudo a ver com o Cauby, mas é como se ela descrevesse direitinho este personagem da nossa música, quando ele interpreta essa canção. A força é tanta que ele incorpora o personagem da música e ninguém consegue imaginar alguém diferente do Cauby sofrendo o que a letra do Chico diz, mesmo quando o autor ou outro intérprete se arrisque a cantá-la.

Bastidores foi feita para a irmã do Chico, Cristina Buarque, e fala do amor sofrido, desesperado e que busca força no canto, na música para ressurgir das cinzas com a glória do aplauso. Tornou-se praticamente uma tatuagem do Cauby que chora com sua interpretação. Uma genialidade do Chico colocar em confronto a atuação da estrela com o sentimento oculto nos bastidores que o acompanha ao palco em seus pensamentos. Com cenas que remetem ao teatro, Bastidores é um dos clássicos da música brasileira que põe seu imortal intérprete no topo dos grandes talentos que esse país oferece em sua música.

Bastidores
(Chico Buarque)

Chorei, chorei
Até ficar com dó de mim
E me tranquei no camarim
Tomei o calmante, o excitante
E um bocado de gim

Amaldiçoei
O dia em que te conheci
Com muitos brilhos me vesti
Depois me pintei, me pintei
Me pintei, me pintei

Cantei, cantei
Como é cruel cantar assim
E num instante de ilusão
Te vi pelo salão
A caçoar de mim

Não me troquei
Voltei correndo ao nosso lar
Voltei pra me certificar
Que tu nunca mais vais voltar
Vais voltar, vais voltar

Cantei, cantei
Nem sei como eu cantava assim
Só sei que todo o cabaré
Me aplaudiu de pé
Quando cheguei ao fim

Mas não bisei
Voltei correndo ao nosso lar
Voltei pra me certificar
Que nunca mais vais voltar

Cantei, cantei
Jamais cantei tão lindo assim
E os homens lá pedindo bis
Bêbados e febris
A se rasgar por mim

Chorei, chorei
Até ficar com dó de mim

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 29 de março de 2012

Os Músicos do Brasil - 30

Eles formam um dos grupos mais bem sucedidos dos últimos anos, divulgando a música instrumental, sobretudo aquela que envolve violinos, trabalhando o clássico e o popular. Naturais do Rio Grande do Sul, formam o grupo Família Lima: o pai José Carlos, os filhos Amon-rá, Moisés e Lucas e o primo destes Allen Campos.

A música sempre aconteceu em família, mas o estouro ocorreu em 1994 com a primeira apresentação e com o lançamento da música Primeiro amor. A partir disso, conseguiram popularizar seu estilo e também se apresentaram em várias partes do país e no exterior. Entre os sucessos da banda, temos Teu beijo, Não vá, Funiculi funicula, Escrito no céu, O barbeiro de Sevilha, Meu anjo, Nunca mais, etc.

É interessante perceber que, em muitos casos, músicos talentosos aproveitam o espaço que dispõem para popularizar o instrumento e a música que este emite, seu som enfim. Não sei se é este o próposito da banda, mas é muito interessante vê-los com aquelas cordas e com toda a classe que lhes são peculiares, divulgando sua arte por aí!

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 27 de março de 2012

Bate agora, mais um pouco, outra vez, obrigado...

Formação clássica da dupla
A gênese da música caipira nacional encontra nessa dupla uma das suas mais gratas origens. Eles são  Murilo Alvarenga, natural de Itaúna/MG, e Diésis dos Anjos Gaia, natural de Jacareí/SP, que desde o final dos anos 1920, até a década de 70, encantaram o país como a dupla Alvarenga e Ranchinho. Diesis ficou na dupla até 1965 quando saiu e foi substituído por Homero de Souza Campos, natural de Campos Gerais/MG e tido como o Ranchinho 2.

A dupla cantou em circos desde os anos 1929 e só gravaram o primeiro compacto em 1936. Caracterizaram-se por serem mestres em sátiras políticas, o que os levou a participar de várias campanhas eleitorais, além de participarem de vários filmes. Entre os sucessos inesquecíveis, temos Seu condutor, Rancho fundo, Drama da Angélica, Nóis em Buenos Aires, Valsa das palmas, Seresta, Boi amarelinho e um clássico que remete a todos à capital paulista: Ê! São Paulo.

Alvarenga partiu para a eternidade em 1978, Ranchinho em 1991 e Ranchinho 2 em 1997. Mas, toda música sertaneja tem em Alvarenga e Ranchinho o começo de tudo e se hoje temos uma diversidade tremanda nesse estilo, não podemos jamais esquecer de personagens musicais como estes que foram responsáveis por muitas lutas, defendendo esse estilo do interior do país!

Um forte abraço a todos!

domingo, 25 de março de 2012

Olhando as estrelas - 23

João e Zizi no Som Brasil, em 2009
Aqui é o encontro de dois nomes da nossa música, sendo ela, uma das intérpretes mais constantes da obra dele: Zizi Possi e João Bosco. Zizi é uma das que mais regrava João e, se não for algo já pensado, creio que daria pra montar uma coletânea do tipo Zizi interpreta João só com as canções que já gravou no decorrer de sua carreira.

Desde o primeiro trabalho até o mais atual da cantora tem João. Claro que não em todos os discos gravados, mas sempre ela visita seu repertório com clássicos ou algumas canções menos conhecidas que fazem parte dessa lista como: Vida noturna, Papel marché, Corsário, Quando o amor acontece, Incompatibilidade de gênios, O bêbado e a equilibrista, entre outros.

No recente DVD da cantora Cantos e contos, os dois se encontram nas faixas Incompatibilidade de gênios, Bala com bala e Milagre, de Dorival Caymmi. E no Som Brasil em homenagem ao cantor em 2009, ambos cantaram O bêbado e a equilibrista e Dois pra lá dois pra cá. E muitos outros encontros como estes esperamos acontecer, muitas outras regravações e shows para que continuemos a contemplar essas estrelas!

Um forte abraço a todos!

sábado, 24 de março de 2012

Brincar de viver

Guilherme Arantes sempre foi presença constante nesse espaço, sobretudo com suas belíssimas e marcantes canções, como esta que, tomou formato imortal após a interpretação de Maria Bethânia em 1983 e depois pelo próprio autor. Diria que, apesar de ser uma canção triste, é uma das mais belas do repertório da Bethânia e considero esta esquecida por ela, que nunca a regravou em tantos projetos ao vivos que já lançou.

Constitui um dos clássicos do Guilherme, geralmente presente em seus shows. Fala de um amor partido, mas o(a) protagonista descreve a força que restou para retomar sua caminhada e refazer sua vida, talvez junto a outro amor menos confuso e mais sério. É como um renascer, um novo dia, com o sol sempre brilhando e iluminando o novo caminho.

Brincar de viver
(Guilherme Arantes e Jon Lucien)

Quem me chamou?
Quem vai querer voltar pro ninho
Redescobrir seu lugar

Pra retornar
E enfrentar o dia-a-dia
Reaprender a sonhar

Você verá que é mesmo assim
Que a história não tem fim
Continua sempre que você
Responde "sim"

A sua imaginação
A arte de sorrir
Cada vez que o mundo diz "não"

Você verá
Que a emoção começa agora
Agora é brincar de viver

Não esquecer
Ninguém é o centro do universo
Assim é maior o prazer

Você verá que é mesmo assim
Que a história não tem fim
Continua sempre que você
Responde "sim"

A sua imaginação
A arte de sorrir
Cada vez que o mundo diz "não"

E eu desejo amar
A todos que eu cruzar
Pelo meu caminho

Como eu sou feliz
Eu quero ver feliz
Quem andar comigo

Vem!
Agora é brincar de viver...

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 22 de março de 2012

Ouço a sua voz e a alegria dentro de mim faz moradia...

Ela é a cantora italiana mais popular da atualidade. Seu nome Laura Alice Rossella Pausini, que conhecemos por Laura Pausini. Despontou para a carreira musical após vencer o Festival de San Remo de 1993 com a canção La solitudine, que viria a ser gravada posteriormente por Renato Russo, versionada para o português.

Não é a toa que a consideramos a italiana mais popular da atualidade, pois lança seus trabalhos em vários países europeus e americanos, cantando em italiano e também em espanhol, português, francês e inglês, tornando-se uma grande vendedora de discos e colecionando prêmios e hits por onde passa.

Entre seus sucessos podemos citar Strani Amori, Incancellabile, Due innamorati come noi, Benvenuto, Volevo dirti che ti amo, In assenza di te, Speranza, The extra mille, etc. Sempre visita o Brasil, onde tem vários admiradores que ficam na expectativa de seus shows e de suas apresentações, sempre com interpreações agradáveis aos amantes da boa música.

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 20 de março de 2012

Eu caio no suingue é pra me consolar...

Pedro Luís e a Parede é o nome de uma banda idealizada em 1996 por Pedro Luís Teixeira de Oliveira e que tem os integrantes Pedro Luís (voz e violão), Mário Moura (baixo), Sidon Silva (percussão), Celso Alvin (percussão) e Carlos Alexandre Ferrari (percussão). Mesclando rock, rap, funk e samba, a banda vem colecionando êxitos, além do reconhecimento de grandes nomes da música brasileira.

O primeiro CD lançado em 1997, contou com a participação de Ney Matogrosso, que viria a gravar um CD em parceria com o grupo em 2004, e se tornando um dos principais divulgadores deles. Entre os sucessos da banda, temos Fazê o quê, Miséria no Japão, Máquina de escrever, O mundo, Tudo vale a pena, Soul, Tem juízo mas não usa, Caio no suingue, Menina bonita, Rap do real, Mulher carioca, Navilouca, etc.

Pedro Luís e a Parede formam uma das bandas contemporâneas mais bem aceitas pela crítica, sobretudo por suas inovações em seus sons e também por suas parcerias com nomes como Zélia Duncan, Lenine, Fernanda Abreu, Roberta Sá, Lula Queiroga, Paralamas do Sucesso, Zeca pagodinho, etc.

Um forte abraço a todos!

domingo, 18 de março de 2012

CD Caetano canta

Caixa Caetano canta com 3 CD´s
Que Caetano Veloso canta, ninguém duvida. Que ele é senhor da Tropicália, dono de vários clássicos da nossa música brasileira, isso também ninguém duvida. E além de ser o extraordinário compositor que é, também interpreta como poucos, fato este que será comentado posteriormente na série Os intérpretes do Brasil. E alguns desses fonogramas, muitos deles ao vivo em diversas apresentações são lançados em discos avulsos de sua discografia oficial.

Caetano canta 1
Uma prova disto é a coletânea que a Som livre lançou em 1994 reunindo grandes interpretações suas para alguns clássicos nacionais e até internacionais, intitulada de Caetano canta. Nele, encontramos Sonhos, Ouro de tolo, Super homem, Acontece, Oceano, Amanhã, Partido alto, Meia lua inteira, Todo amor que houver nessa vida e Debaixo dos caracóis dos seus cabelos. Completam a coletânea Charles anjo 45, Help, Tu me acostumbraste e o medley Nêga maluca/Billie Jean/Eleanor Rigby.

Caetano canta 2
O sucesso foi interessante e em 1997 lançaram o volume 2, com a capa igual ao primeiro volume, só mudando a cor e com as canções: Mora na filosofia, Chuvas de verão, Asa branca, A Rita/Esse cara, Coração materno, Tonada de luna llena, Calúnia, Lua e estrela, Dans Mon Ilê, Pra que mentir, Fera ferida, Mano a mano, Eu sei que vou te amar e Nature Boy.


Caetano Canta 3

Em 2000 finalmente lançaram o terceiro volume com capa diferente e as canções Sozinho, Drão, Lábios que beijei, Chega de saudade, Pensando em ti, Chora tua tristeza, Na asa do vento, Coisa mais linda, Samba e amor, Sina, Tudo se transformou, Maria Bethânia, Morena dos olhos d´água e Badauê. Os três volumes também podem ser obtidos juntos em uma caixa que foi lançada em 2002. E percebendo que ainda existem outras canções deste generoso intérprete que não constam nessas coletâneas expostas só podemos concluir que trata-se de um gentleman da interpretação brasileira e creio que isso também ninguém duvida!

Um forte abraço a todos!

sábado, 17 de março de 2012

As cidades cantadas - 13

A cada mês estamos publicando algo referente a Luiz Gonzaga, nosso Gonzagão, por conta de seu centenário de nascimento comemorado no decorrer de todo este ano. Já tivemos a homenagem da Unidos da Tijuca e agora vamos voltar a abordar mais uma cidade brasileira na série As cidades cantadas, onde uma canção de Gonzaga se faz presente.

Não sei se esta é a canção mais tradicional em homenagem à esta cidade que aniversaria em 12 de janeiro, mas é muito conhecida e executada na voz de Gonzaga e de seus seguidores, a exemplo de Dominguinhos que a regravou com Joquinha Gonzaga, irmão do rei do baião. E tudo isso só reforça que Gonzaga sabia não apenas cantar sua terra, mas as tradições, as comidas, os costumes dos lugares por onde passava.

Tacacá
(Luiz Gonzaga - Lourival Passos)

Quem vai a Belém do Pará
desde a hora em que sai
não se esquece de lá, quer voltar

Lembrar o açaí, o tacacá,
que saudade que dá
de Belém do Pará

Orar na Matriz de Belém,
conversar com alguém
como é bom recordar

Jesus em Belém foi nascer
eu quisera morrer
em Belém do Pará

Tá aqui tucupi,
tem mais o jambu,
também camarão
Quem quer tacacá?

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 15 de março de 2012

Os compositores do Brasil - 46

Este é o jornalista e compositor David Nasser, um dos melhores de seu tempo. Natural de Jaú/SP, tem músicas gravadas por nomes como Aracy de Almeida, Carmem Miranda, Francisco Alves, Carlos Galhardo, Nelson Gonçalves, Silvio Caldas, Cauby Peixoto, Luiz Gonzaga, Miltinho, Ângela Maria, Agnaldo Timóteo, Gal Costa, entre outros.

Tendo vários parceiros, entre eles os mais constantes Haroldo Lobo e Herivelton Martins, algumas de suas composições de maiores sucessos são Atiraste uma pedra, Canta Brasil, Carlos Gardel, Fim de ano, Hoje quem paga sou eu, Mamãe, Nêga do cabelo duro, Normalista, Confete, Pensando em ti, entre outras.

David Nasser partiu para a eternidade em 1980. Fica a lembrança do grande e polêmico jornalista que foi e também sua contribuição musical a seu tempo que vem como herança às novas gerações de uma música que fez e ainda faz muita gente cantar.

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 13 de março de 2012

Entrei na rua Augusta a 120 por hora...

Ele é o primeiro nome citado na "Festa de arromba" de Erasmo Carlos. É também um dos precursores do rock nacional e da Jovem Guarda, afinal ousou ao divulgar um biquini de bolinha amarelinho tão pequenininho e também ao descer a Rua Augusta a 120 por hora. Seu nome Ronald Cordovil, mas é conhecido por todos como Ronnie Cord.

Natural de Manhuaçu/MG, Ronnie tinha música nas veias, já que era filho do maestro e compositor Hervé Cordovil que dividiu parcerias com Luiz Gonzaga, por exemplo. Aos seis anos de idade, começou a tocar violão e no fim dos anos 50 já tentava gravar seu primeiro LP, que veio a conseguir em 1960.

A canção Rua Augusta, composição de seu pai, foi seu maior sucesso, seguida da versão Biquini de bolinha amarelinho tão pequenininho. Nos anos 70 interrompeu sua carreira, só aparecendo esporadicamente em comemorações sobre a Jovem Guarda, movimento de qual também participou. Partiu para a eternidade em 1986, mas suas canções são lembradas e cantadas por vários outros nomes contemporâneos.

Um forte abraço a todos!

domingo, 11 de março de 2012

CD Erasmo Carlos Santa Música

Em 2004, o papa do rock nacional canonizou a música e lançou Santa Música, um CD com canções inéditas produzido por Marcelo Sussekind e pelo próprio Erasmo Carlos. E nada mais necessário que pedir à música (à boa música) que toque por nós, sobretudo pela atual carência de boas canções como as que Erasmo e tantos outros grandes nomes compõem para nós.

A primeira faixa do CD, Lero lero, que foi tema da novela global A lua me disse e Santa música, que deu título ao CD, foram as canções mais executadas deste trabalho que em sua maioria apresenta baladas, mas também temos soul, rap e claro, rock, em canções como A lua no cio, Calma baby, Gosto do tudo nas mulheres, Fantasias, Sinto muito, Coração do mundo, Dois em um, Cultura poética e no Olho do furacão que trazem Erasmo como antigamente: apaixonante e sempre versátil, afinal trata de amores que dão certo, dos que não dão certo, dos que reclamam do mal da TPM ou a desatenção de não perceber que seu amor cortou a franja, do bom humor, do que sabe abordar o sexo, guerra e paz, como sempre o Tremendão sabe fazer.

Há também uma homenagem com letra e levada a Tim Maia, na canção Tim. Quem escuta esse trabalho fica satisfeito em perceber que Erasmo continua ativo, fazendo canções que preenchem o vazio da ausência de bons trabalhos e, mais que isso, nos premia com boas canções que se integram como parte das nossas vidas.

Um forte abraço a todos!

sábado, 10 de março de 2012

Eu nunca amei alguém como eu te amei

Essa canção faz parte da trilha sonora da novela Fina estampa. Gravada por Ivete Sangalo, que quando mergulha no romântico arrebenta corações, foi gravada originalmente por Roberto Carlos em 1994 (que você sabe mais clicando aqui) e não foi sucesso radiofônico na época, embora para os súditos do rei todas as suas canções são sempre sucessos e eu simplesmente amo essa época, esse CD, essa canção como já falei. É uma daquelas canções românticas que merecia ser tema de novela, pelo romantismo apresentado e creio que Ivete faz justiça a isso, anos depois da gravação original do rei, que comprova também que nos anos 90 tivemos coisas muito boas, como esta.

Sua letra fala de um amor partido, mas não definitivo, a ponto de haver o reconhecimento dos erros e a falta que aquela pessoa faz produz uma saudade imensurável a ponto de ser evidente o desejo de reencontro, onde brotarão novas declarações. Paulo Sérgio Valle e Eduardo Lages arrasaram em mais essa. Aliás, essa canção constará na forma instrumental no próximo CD Romances, do maestro, que aniversaria amanhã e já recebe de nós uma singela reverência com essa postagem!

Eu nunca amei alguém como eu te amei
(Eduardo Lages e Paulo Sérgio Valle)

Eu nunca amei alguém como eu te amei
Por isso não consigo te esquecer
Esqueça aquilo tudo que eu falei
Mas guarde na lembrança que eu te amo

Há coisas que o tempo não desfaz
Há coisas que a vida pede mais
Se ainda estou tentando me afastar
Meu coração só pensa em voltar

Sorrisos e palavras são tão fáceis
Escondem a saudade que ficou
Mas acho que cansei dos meus disfarces
Quem olha nos meus olhos
Vê que nada terminou

Amor, por tudo isso que hoje eu sei
Não posso nem pensar em te perder
Queria te encontrar pra te dizer
Que eu nunca amei alguém como eu te amei

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 8 de março de 2012

Dia internacional da mulher

Dizem que a mulher é o sexo frágil, como já citou a canção do Erasmo Carlos, uma das mais executadas hoje, pelo dia internacional da mulher. Mas, em termos de música brasileira, assim como a letra do Erasmo, comprovamos que isso não é verdade, a tirar que atualmente, as mulheres também reinam na música, com grandes compositoras, musicistas e intérpretes.

Você visita a música brasileira em todas as suas fases e tempos e encontra desde rainhas do rádio, passando por rainhas do samba e do rock, até rainhas do pop, do sertanejo, do axé, e de tantos ritmos e gostos musicais desse país musicalmente eclético. E todo mundo vai dizer um cantor, uma dupla, uma banda, mas, não vai faltar aquela voz feminina em seu currículo de boa música e em sua estante de CD´s e DVD´s.

Um país que tem muitas Elis, Ângelas, Gals, Bethânias, Ritas, Anas, Adrianas, Paulas, Marisas, Nanas, Marinas, Cássias, Alciones, Beths, Fafás, Marlenes, Emilinhas, Dalvas, Dolores, Claras, Robertas, Ivetes, Cláudias, Danielas, Fernandas, Joannas, Simones, Elbas, Wanderléas, Vanessas, Martinhas, Marias, Zizis, Sandras, e tantas outras que já vieram e ainda virão, com certeza sabe que a mulher é merecedora dessa e de todas as datas, pois é a mais perfeita criação divina!

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 6 de março de 2012

Jurei te pertencer por toda vida...

Mais uma cantora que merece mais divulgação por parte da mídia desse país: Rosa Maria Faria Passos, mais conhecida por Rosa Passos. Natural de Salvador/BA, Rosa é também compositora e violonista e estreou em disco em 1979, com o LP Recriação, um disco autoral e que contou com grandes músicos da época. Seu próximo trabalho só sairia nos anos 90, quando diminui os espaços entre um lançamento e outro.

Entre canções de sua autoria e de sua interpretação estão O amor em paz, Dindi, Só danço samba, Aquarela do Brasil, Dunas, Juras, Feitiço da Vila, Abajur lilás, É lixo só, Com açucar com afeto, Sábado em Copacabana, Você não sabe amar, Minuano, Folha morta, A paz, Sentado à beira do caminho, Nem eu, Eu sei que vou te amar, etc.

Baiana, por sua proximidade com a Bossa nova e sua forte influência de um de seus expoentes, Rosa é considerada a João Gilberto de saias. E creio ser necessário um pouco mais de divulgação e abertura por parte da mídia para intérpretes desse tipo que tanto perpetuam clássicos brasileiros inesquecíveis!

Um forte abraço a todos!

domingo, 4 de março de 2012

Os Intérpretes do Brasil - 15

Milton Nascimento é dono de grandes pérolas da nossa música. Sabemos disso ao ouvir Canção da América, Coração de estudante, Morro velho, Travessia, Cais e tantas outras. Mas, Milton começou como crooner e isso chegou até a gerar um CD com esse tema, que já comentamos aqui: Milton Nascimento Crooner. E hoje vamos comentar um pouco sobre o intérprete, porque Milton vem de um tempo em que o artista também aprendia a interpretar as canções que cantava de outros compositores.

Costumo destacar três faixas de destaque do artista em questão e, embora com Milton Nascimento, isso seja difícil, destaco Resposta, do Samuel Rosa e Nando Reis, que Milton interpretou no CD acima mencionado, onde realiza dueto com Lô Borges. Mas, não paramos por aí e chegamos em Chico Buarque, de quem e com quem Milton já tinha interpretado tão bem O que será (À flor da pele e À flor da terra) e deu um show a parte interpretando Beatriz, que também é de Edu Lobo.

Milton interpreta Tom de uma forma fascinante. Depois de canções como Eu sei que vou te amar, fez em 2008 um CD temático dedicado ao Tom que você pode ler mais em Milton Nascimento e Jobim Trio em Novas Bossas  e desse belíssimo CD, destaco a faixa Dias azuis. Sem falar de participações dele em trabalhos de outros artistas como Emoções (Erasmo Carlos convida 2), Balada triste (Ângela Maria amigos), etc. o que só comprova que um grande intérprete não se resume apenas a uma postagem e é esse o caso de Milton e tantos outros bons intérpretes que o Brasil oferece à sua música.

Um forte abraço a todos!

sábado, 3 de março de 2012

Cartaz

Sempre ouvi alguém dizer que determinado artista tem cartaz ou é um dos maiores cartazes do Brasil. Foi essa ideia que deve ter levado seus compositores a criarem essa que é uma das mais belas canções interpretadas pelo Fagner. Pelo ritmo contagiante e pela letra apaixonada, creio que ela deveria ser mais revisitada em seu repertório. Li que no atual show, ele canta, que bom!

Falo isso porque Cartaz foi gravada em 1984 e, em vários projetos ao vivo que ele lançou, ela nunca constou no repertório. É uma das primeiras canções que me vem à lembrança de infância. Com um la, ra, la, ra contagiante, a letra de Cartaz aborda um amor completo pela presença da pessoa amada que dá ao personagem o cartaz e tudo que ele precisa.

Cartaz
(Francisco Casaverde e Fausto Nilo)

Eu sonhei com você
Eu quero me deitar
Numa tarde assim, namorar
Entre o azul do céu
E o verde do mar
Tanta coisa ainda há

Amanhã tudo pode acontecer
Hoje a nossa vida é pequena
Amanhã tudo pode anoitecer
Se você vem comigo eu não choro mais

O que eu quero dizer
O teu sorriso atrai
Entre as coisas mais lindas
Você me dá prazer
Você me dá cartaz
E tudo que eu preciso

Amanhã tudo pode acontecer
Hoje a nossa vida é pequena
Amanhã tudo pode anoitecer
Se você vem comigo eu não choro mais

Cai o azul do céu
Sobre o verde do mar
Tanta coisa ainda há lá
Você me dá prazer
Você me dá cartaz
Se você vem comigo eu não choro mais

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 1 de março de 2012

Meu destino não é de ninguém...

Ele é Francisco José Zambianchi, que todos conhecem por Kiko Zambianchi. Natural de Ribeirão Preto/SP, Kiko é cantor, compositor e guitarrista, e toca sua guitarra desde a adolescência. Surge no cenário nacional em 1984 com a canção Rolam as pedras e ainda nesse ano, Marina Lima grava Eu te amo você, de sua autoria.

E foi em 1985 que estourou no país seu grande sucesso Primeiros erros. Depois teve outro grande êxito radiofônico com a versão de Hey jude, dos Beatles, tema da novela Top Model (1989). Outros sucessos em suas interpretações ou por outros intépretes foram Alguém, Quadro vivo, Tudo é possível, O impossível, Tempo perdido, Blecaute, etc.

Apesar de parecer datado como cantor dos anos 80, sobretudo pelos megasucessos de Primeiros erros e Hey jude, Kiko continua sua carreira compondo e participando de seus trabalhos e de outros artistas como Erasmo Carlos e Capital inicial, só pra citar alguns, além de fazer seus shows país afora.

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Os Músicos do Brasil - 29

O Brasil deve ser orgulhar de grandes nomes da nossa música. E os virtuosos, aqueles músicos que ficam em segundo plano na apresentação de determinado artista ou de uma orquestra, merece toda reverência por serem boas referências. Um deles chama-se Jacob Pick Bitencourtt, mais conhecido como Jacob do Bandolim.

Natural do Rio de Janeiro/RJ, foi compositor e músico, firmando-se como uma das maiores referências de choro desse país. Tocou com nomes como Elizeth Cardoso, Noel Rosa, Ataulfo Alves, Carlos Galhardo e foi um dos fundadores do conjunto Época de ouro. Partiu para a eternidade em 1969, mas continua sendo forte referência como já foi dito.

Entre suas composições podemos citar Noites cariocas, Benzinho, Vidinha boa, De Limoeiro a Mossoró, Receita de samba, Pérolas, Modinha, Doce de coco, Vibrações, Brejeiro, etc. Músicos como Jacob, que embora tenha partido para a eternidade há um bom tempo e mesmo assim continua como referência em sua arte, devem ser sempre lembrados por um país que dizem não ter memória, mas tem talentos como ele!

Um forte abraço a todos!

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Olhando as estrelas - 22

Quem gosta de Djavan? Quem gosta da Alcione? Ambos já estiveram nesta série, junto a outros nomes. Pois é, esses dois também já estiveram juntos em alguns momentos de suas carreiras e agora aparecem aqui na série Olhando as estrelas onde contemplamos o brilho de duas estrelas que se encontram em prol da música brasileira.

Ambos começaram lá na década de 70 como crooner. No CD celebração, da "marrom", Djavan é um dos convidados para dividirem a faixa Gostoso veneno. No CD/DVD Duas faces da Alcione lançado ano passado, esse encontro é reeditado, agora na faixa Capim, composta pelo alagoano. Alcione também já gravou Flor de lis.

E nós que gostamos da Alcione e do Djavan torcemos para que mais encontros como este aconteçam. A marrom poderia gravar mais composições dele, tipo Oceano ou Samurai, que creio ficar muito bonitas em sua voz. E Djavan também, aproveitando essa fase de intéprete, poderia visitar o repertório da sambista, mandando ver no seu lado de perfeito crooner. A música brasileira agradece aos dois!

Um forte abraço a todos!

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Estrela

Como já comentado em outros momentos, essa é uma das minhas canções preferidas do Gilberto Gil. Fez parte do segundo volume da trilha sonora da novela global A indomada, de 1997. E também do CD Quanta e, na versão ao vivo, no CD Quanta gente veio ver. Com um romantismo regionalista (com o carinho de "ocê"), Estrela poderia ser mais lembrada até pelo próprio Gil, incluindo mais essa canção em seus shows.

A letra de Estrela fala de um amor que anda em paralelo com os astros. A estrela surge no céu ou desaparece de acordo com o estado de felicidade da pessoa amada. E o bonito é ele dizer que o contrário também pode acontecer: uma estrela se joga pra ver o sorriso ou brilhará com a lágrima. Coisas geniais de nosso baiano.

Estrela
(Gilberto Gil)

Há de surgir uma estrela no céu
Cada vez que ocê sorrir
Há de apagar uma estrela no céu
Cada vez que ocê chorar

O contrário também
Bem que pode acontecer
De uma estrela brilhar
Quando a lágrima cair

Ou então, de uma estrela cadente se jogar
Só pra ver a flor do seu sorriso se abrir

Hum! Deus fará
Absurdos, contanto que a vida seja assim
Sim, um altar
Onde a gente celebre tudo o que Ele consentir

Resultado da promoção: como podemos comprovar através das respostas dadas à postagem do dia 05/02/2012, na qual comentamos sobre a Coleção Gil 70 anos, a vencedora foi Merenciana Wanderley, que foi a primeira a responder corretamente às três perguntas. Favor enviar email para evefrc@hotmail.com, com todos seus dados e repassaremos suas informações para a Innovant Editora, que o enviará o Kit com o CD Realce, do Gilberto Gil. A todos que participaram nosso muito obrigado!

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Só porque tenho por ela um apreço imenso...

Falamos nesses dias de samba, frevo e agora vamos abordar o axé na figura de uma cantora da Bahia, afinal, esses três ritmos formam o carnaval diversificado que esse país oferece. Emanuelle Araújo é natural de Salvador/BA e obteve seu alcance nacional como cantora (já que também é atriz e já atuou em várias novelas globais) em 1999, quando substitui Ivete Sangalo no comando da Banda Eva.

Em 2002, Emanuelle deixa a banda e segue carreira solo e atualmente se apresenta junto a Banda Moinho. Entre seus sucessos estão Esnoba, Ela briga comigo, Na Lapa, Hoje de noite, É de manhã, Samba do moinho, Casa de bamba, Falsa baiana, Rainha do mar, etc.

Emanuelle concilia os trabalhos como atriz e como cantora da banda Moinho, que foi bem aceita pela crítica e nesse carnaval deve ter feito a alegria de muitos foliões que buscaram em Salvador diversão e canções como a que vem apresentando a seu público.

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Luiz Gonzaga na Unidos da Tijuca!

A alma da sanfona . Foto Antônio Lacerda
Gosto das Escolas de Samba, sobretudo quando o enredo envolve alguma personalidade popular. E quando é algum artista da nossa música pra mim está perfeito. Este ano é comemorado o centenário de Luiz Gonzaga, nosso artista pernambucano número um! Gonzaga que cantou o amor, sua terra, detalhes de sua vida, de sua caminhada, é tema da Escola de Samba Unidos da Tijuca.

Os trapalhões, Chacrinha e Silvio Santos foram algumas das personalidades que já desfilaram por Escolas em anos anteriores. Da música, temos nomes como Dorival Caymmi, Noel Rosa, Pixinguinha, Herivelton Martins e Cartola até Tom Jobim, Chico Buarque, Gilberto Gil, Maria Bethânia e Gal Costa. Ano passado, a Beija-flor mandou seu torcedor mais ilustre: o rei Roberto Carlos. E esse ano temos Gonzaga na Tijuca.

Foto Paulo Jacob/Oglobo
O carnavalesco Paulo Barros mais uma vez arrasou ao apresentar não apenas a vida de Gonzagão, mas toda a cultura nordestina que foi inspiração para esse mestre da nossa música como o Rio São Francisco, o coração do Sertão, o barro de Vitalino, festa do vaqueiro, a religião e tantas outras coisas que emocionam a quem conviveu e ainda presencia essa região cantada em seus eternos versos. Vários reis vieram para participar da coroação. Inté Asa Branca bateu asas pro sertão para coroar seu cantor mais ilustre! Eis a letra do samba-enredo:

Boa Sorte Tijuca e Viva Luiz Gonzaga, o Rei do Baião
(Vadinho, Josemar Manfredine, Jorge Callado e Silas Augusto)

Nessa viagem arretada
“Lua” clareia a inspiração
Vejo a realeza encantada
Com as belezas do Sertão!

“Chuva, sol” meu olhar
Brilhou em terra distante
Ai que visão deslumbrante, se avexe não!
Muié rendá é rendeira
E no tempero da feira
O barro, o mestre, a criação!

Mandacaru a flor do cangaço
Tem “xote menina” nesse arrasta pé
Oh! Meu Padim, santo abençoado
É promessa eu pago, me guia na fé

Em cada estação, a “triste partida”
Eu vi no caminho vida severina
À margem do Chico espantei o mal
Bordando o folclore raiz cultural

Simbora que a noite já vem, “saudades do meu São João”
“Respeita Véio Januário, seus oito baixo tinhoso que só”
“Numa serenata” feliz vou cantar
No meu pé de serra festejo ao luar
Tijuca a luz do arauto anuncia
Na carruagem da folia, hoje tem coroação!

A minha emoção vai te convidar
Canta Tijuca vem comemorar
“Inté asa branca” encontra o pavão
Pra coroar o “Rei do Sertão”

Um forte abraço a todos!

domingo, 19 de fevereiro de 2012

CD Zeca Pagodinho Juras de amor

Uma boa coletânea pra quem gosta de samba e do repertório do "homem da cerveja", nosso Zeca Pagodinho: Juras de amor. Lançado em 2000, esse CD reune grandes sucessos da carreira do Zeca, alguns em versão ao vivo e também com alguns duetos com pessoas importantes em sua carreira.

Beth Carvalho, a madrinha do Zeca, aparece em dueto na faixa Ainda é tempo pra ser feliz. Almir Guineto, outro grande parceiro, aparece em Insensato destino, em versão ao vivo. Outra versão ao vivo deliciosa é a faixa Saudade louca. Outros clássicos do Zeca neste CD são Jura, Verdade, O dono da dor, Lama nas ruas, Seu balancê e Samba pras moças.

Completam a coletânea Pra você menina, À distância, Prova de amor, Presença incerta e Papel principal. Como toda coletânea, falta esse ou aquele sucesso. Mas, em tempos de carnaval, um domingo onde não apenas o dessa festa, mas todos do ano pedem um bom samba, Zeca Pagodinho é, sem sombra de dúvidas, uma boa pedida e aqui está um CD que comprova isso.

Um forte abraço a todos!

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Bom demais

Nessa época de carnaval, Pernambuco ferve, ou melhor freva ao som de grandes canções que são verdadeiros clássicos entoados nesses dias nas ruas de Recife, Olinda e em alguns focos do interior do Estado. Hoje em locais como o Galo da madrugada em Recife, onde é vivenciado o "sábado de Zé Pereira" com o maior bloco carnavalesco ao ar livre do mundo, canções como esta serão entoadas várias vezes ao dia, junto a outros clássicos relembrados aqui em outros anos.

Bom demais foi o primeiro sucesso que Alceu Valença gravou deste compositor e que o revelou nacionalmente. E realmente não pode faltar em qualquer festa onde o frevo impere, sobretudo por ser um culto a este estilo musical genuínamente pernambucano. A letra descreve com perfeição o que se passa quando esse ritmo contagiante reina junto a Momo.

Bom demais
(J. Michiles)

Eu tenho mais que tá nessa
Fazendo mesura na ponta do pé
Quando o frevo começa
Ninguém me segura, vem ver como é

O frevo madruga lá em São José
Depois em Olinda, na Praça do Jacaré

Bom demais, bom demais
Bom demais, bom demais
Menina vem depressa
Que esse frevo é bom demais

Bom demais, bom demais
Bom demais, bom demais
Menina vamos nessa
Que esse frevo é bom demais

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Os compositores do Brasil - 45

Quando o assunto é frevo, vários nomes pernambucanos se destacam, sobretudo na composição. Entre eles temos Nelson Heráclito Alves Ferreira, ou simplesmente Nelson Ferreira, nome citado como referência para todos que curtem esse ritmo. Natural de Bonito/PE, Nelson aprendeu cedo a tocar violão, violino e piano e aos catorze anos fez sua primeira composição: a valsa Vitória.

Nelson foi diretor artístico da Rádio Clube, da Fábrica de discos Rozenblit (a única fora do eixo Rio/São Paulo) e maestro, estando a frente de uma orquestra que percorreu todo o país, divulgando o frevo. Como compositor, sua canção mais conhecida é Evocação nº 1. Outras Evocações (ao todo foram sete) foram feitas para homenagear carnavalescos companheiros seus e outros compositores e imortais da poesia.

Outras composições suas são Quarta-feira ingrata, Frevo da saudade, Chora palhaço, Boca de forno, Pernambuco você é meu, Arlequim, Gostosinho, Gostosão, Gostosura, Come e dorme, Borboleta não é ave, Cabelos brancos, Bloco da Vitória, entre tantos frevos de rua, de blocos e frevo-canções, interpretadas por gente como Claudinor Germano, Carlos Galhardo, Francisco Alves, Aracy de Almeida, Nelson Gonçalves, Expedito Baracho, entre outros. Fez também canções que viriam a se tornar verdadeiros hinos, embora não oficiais do Náutico e do Sport. Nelson partiu para a eternidade em 1976 e continua eterno no coração do frevo pernambucano.
 
Um forte abraço a todos!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Tá vendo aquela lua que brilha lá no céu...

A boa música deve ser vista sem preconceitos, sobretudo em relação às novas gerações. Um grupo que já tem mais de 25 anos de carreira, com grandes sucessos deve ser visto com o respeito e admiração que conquistaram durante todo esse tempo. É assim que acontece com o Exaltasamba. Com mudanças em suas formações, é um dos poucos grupos que sobreviveram à "febre de pagodes e pagodeiros" que estouraram nos anos 90.

O grupo foi formado em 1986 e o primeiro disco saiu em 1992. Mas, o sucesso foi gradativo e só teve alcance nacional em 1996 com o CD Luz do desejo. Péricles, Pinha, Brilhantina, Thell e Tiaguinho são os atuais integrantes dessa banda. Tiaguinho pretende sair do grupo e seguir carreira solo, assim como Chrigor, o ex-integrante mais conhecido dessa banda que viveu sucessos tanto com um, quanto com outro vocalista e a gente torce para que continue assim.

Entre tantas canções radiofônicas da banda, citamos Luz do desejo, Telegrama, Desliga e vem, Cartão postal, O rei na beija-flor, Tá vendo aquela lua, Fugidinha, Eu me apaixonei pela pessoa errada, Eu e você sempre, A gente faz a festa, Gamei, Carona do amor, Dez a um, entre tantas. O futuro é incerto, mas o que já é certo é que eles contribuíram para o mundo do samba e para seus fãs com esses e outros grandes hits!

Um forte abraço a todos!

domingo, 12 de fevereiro de 2012

O disco mais vendido de trilhas de novelas - O rei do gado de 1996

Capa do CD O rei do gado. Atriz Patrícia Pilar
Disco de novela sempre foi um atrativo para o público que acompanha capítulo por capítulo aquela trama que faz parte do cotidiano de muitos brasileiros. Já falamos anteriormente que muitos sucessos da nossa música surgiram de mãos dadas com cenas inesquecíveis. É como se o clipe viesse antes do sucesso radiofônico e o originasse.

Essa história de trilha sonora sempre foi bom para as gravadoras que lançavam a trilha nacional e a internacional. Em 1996, por exemplo, tivemos o ápice disso com essa coletânea da novela O Rei do gado que vendeu 1,5 milhão de cópias de seu primeiro volume. Vale lembrar que já na década de 70, a marca de um milhão foi alcançada com Estúpido cupido. Dancin days internacional também bateu recordes em seu tempo.

Mas, voltando ao primeiro volume de O rei do gado (já que o sucesso foi tanto e lançaram um segundo volume) entre os maiores êxitos do disco, que saiu em LP, K-7 e CD, estão Coração sertanejo (Chitãozinho e Xororó), Admirável gado novo (Zé Ramalho), Eu te amo te amo te amo (Roberta Miranda), Correnteza (Djavan), À primeira vista (Daniela Mercury), Sem medo de ser feliz (Zezé di Camargo e Luciano) e Doce mistério (Leandro e Leonardo) que, também alavancaram as vendas de seus respectivos intérpretes.

Completam a coletânea da Som livre a abertura Rei do gado (Orquestra da terra), La forza della vita (Renato Russo), Vaqueiro de profissão (Jair Rodrigues), The woman in me (Shania Twain), O que vem a ser felicidade (Orlando Morais), Cidade Grande(Metrópole) e Caminhando só (Evara Zan). Com muitos sucessos radiofônicos e com pouca pirataria na época, esse CD bateu recordes de vendas, não alcançadas nem pelo segundo volume (que trazia mais canções interpretadas por Sérgio Reis e Almir Sater, que participavam da novela), nem por lançamentos posteriores.

Um forte abraço a todos!

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Mulheres

Tá aqui um dos melhores sambas dos últimos 20 anos que une romantismo a esse ritmo totalmente tupiniquim. Mulheres foi composta em 1996 por Toninho Geraes e imortalizada por Martinho da Vila, que a transformou não apenas em um clássico nacional ou uma canção imprescindível no repertório de seus shows, mas em uma das canções que mais define a mulher como alma feminina e como parceira.

A letra de Mulheres explora os mais variados tipos físicos e psicológicos que a alma feminina pode oferecer, através de suas atitudes e comportamentos naturais. A pitada de romantismo é sentida quando, mesmo diante de tantas figuras que cruzaram seu caminho, com suas mais variadas características, é, a pessoa amada, aquela que possui todas as qualidades que rimam com a felicidade desejada e Martinho, como sempre, soube interpretar isso muito bem.

Mulheres
(Toninho Geraes)

Já tive mulheres de todas as cores,
De várias idades, de muitos amores
Com umas até certo tempo fiquei
Prá outras apenas um pouco me dei.

Já tive mulheres do tipo atrevida,
Do tipo acanhada, do tipo vivida
Casada carente, solteira feliz
Já tive donzela e até meretriz

Mulheres cabeça e desequilibradas.
Mulheres confusas, de guerra e de paz,
Mas nenhuma delas me fez tão feliz
Como você me faz.

Procurei em todas as mulheres a felicidade
Mas, eu não encontrei e fiquei na saudade
Foi começando bem, mas tudo teve um fim.

Você é o sol da minha vida, a minha vontade.
Você não é mentira, você é verdade.
É tudo o que um dia eu sonhei prá mim.

Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Na subida do morro me contaram...

Ele também foi conhecido como o Kid Moringueira. É o Antônio Moreira da Silva. Natural do Rio de Janeiro/RJ, Moreira da Silva é considerado o criador do samba-de-breque, uma modalidade do samba que continha uma parte declamada e outra cantada.

Seu jeito malandrão de ser, com direito a óculos e chapéu era apenas um personagem que criou. Na década de 20, cantava músicas românticas, se inserindo pouco a pouco no mundo do samba. Entre seus sucessos, podemos citar Implorar, Jogo proibido, Acertei no milhar, Amigo urso, Fui a Paris, Na subida do morro, O rei do gatilho, O último dos moicanos, entre outras.

Moreira também fez dueto com Chico Buarque em 1979, na faixa Meus doze anos, para o LP A ópera do malandro. Foi homenageado em Escola de samba e fez shows com Dricó e Bezerra da Silva. Partiu para a eternidade em 2000 e será sempre uma referência para os que seguem o samba e seus sub-gêneros!

Um forte abraço a todos!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Os Intérpretes do Brasil - 14

E a Série que homenageia os grandes intérpretes desse país volta em 2012 em grande estilo com uma das mais belas vozes desse país: Beth Carvalho. Afinal, quem escuta Vou festejar, O show vai continuar, Mel na boca, Andança, Coisinha do pai e tantas outras e não as associa à interprete que imortalizou estes e outros clássicos?

Mas, como o espírito dessa série é elencar em torno de três grandes interpretações do artista em questão e, mesmo esse trabalho sendo uma tarefa difícil, vou elencar de acordo com meu gosto particular: A primeira é Mas quem disse que eu te esqueço, um samba gosto de Dona Yvone Lara, que recebeu uma interpretação definitiva com a Beth, inclusive com aquele luxuoso la, ra, la, ra.

Beth também dá uma interpretação fantástica à canção Meu guri, do Chico Buarque, sobretudo por esta ter sido feita com uma personagem principal feminina. Como uma das maiores intérpretes de Cartola (se não é a maior), temos em As rosas não falam a terceira grande canção em sua voz, de tantas que Beth sempre dedica um tratamento especial, como lhe é de costume.

Um forte abraço a todos!